‘Ameaça não dá’, desabafa Mandetta em telefonemas a ministros

TOPO

Por Gerson Camarotti

Comentarista político da GloboNews, do Bom Dia Brasil, na TV Globo, e da CBN. É colunista do G1 desde 2012

O ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta desabafou a interlocutores depois de tomar conhecimento de uma fala do presidente Jair Bolsonaro para apoiadores na noite de domingo na portaria do Palácio do Alvorada.

Bolsonaro disse que alguns ministros viraram “estrelas” e falam “pelos cotovelos”. O presidente afirmou também que a caneta dele funciona. Sem mencionar nomes, disse que “a hora deles [em referência a esses ministros] ainda não chegou. Vai chegar”.

“Ameaça não dá. O presidente tem de tomar uma decisão”, afirmou Mandetta, segundo interlocutores, em telefonemas aos ministros Braga Neto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) depois da manifestação de Bolsonaro, transmitida ao vivo por uma rede social.

Aos dois ministros, Mandetta teria afirmado que, se na entrevista coletiva diária desta segunda-feira sobre o balanço da epidemia de coronavírus no país, fosse questionado sobre o assunto, iria responder. E de forma “dura”.

O ministro, no entanto, não participou da entrevista porque, no mesmo horário, estava entre os ministros convocados para uma reunião com o presidente no Palácio do Planalto.

Bolsonaro e Mandetta tiveram divergências públicas em razão das estratégias para conter a velocidade do contágio pelo novo coronavírus. O presidente defende o que chama de “isolamento vertical”, ou seja, isolar somente idosos e pessoas com doenças graves, que estão no grupo de risco, a fim de não paralisar a economia. O ministro é a favor do isolamento amplo, adotado por governadores, pelo qual a recomendação é que as pessoas se mantenham em casa.

De forma reservada, Mandetta tem se declarado “magoado” com ataques a ele e a familiares nas redes sociais bolsonaristas.

No início da tarde desta segunda-feira, segundo informou a agenda oficial, Bolsonaro se reuniu no Planalto com quatro ministros (Braga Netto, da Casa Civil; Ernesto Araújo, das Relações Exteriores; Jorge Antonio de Oliveira, da Secretaria-Geral; Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo; Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional; e com deputado Osmar Terra (MDB-RS), ex-ministro da Cidadania, que é médico e compartilha da tese de Bolsonaro, contrária ao isolamento social amplo como forma de combater o coronavírus.

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Hospital de Campanha no Pacaembu começa a receber pacientes nesta segunda

Fechado ao público, local é destinado a pacientes de baixa complexidade diagnosticados com coronavírus transferidos da rede municipal da saúde. Quem tiver sintomas, não deve procurar atendimento no espaço.

Por G1 SP — São Paulo

Hospital da Campanha do Pacaembu começa a receber pacientes nesta segunda  — Foto: Reprodução/TV Globo

Hospital da Campanha do Pacaembu começa a receber pacientes nesta segunda — Foto: Reprodução/TV Globo

O Hospital de Campanha do Pacaembu, na Zona Oeste de São Paulo, começa a receber os primeiros pacientes nesta segunda-feira (6). O local funcionará de portas fechadas, ou seja, quem tiver sintomas não deve procurar o espaço. O atendimento é destinado exclusivamente a pacientes diagnosticados com coronavírus transferidos da rede municipal da saúde.

A tenda de 6,3 mil m² foi erguida pela Prefeitura de São Paulo em 10 dias. No dia 1°, o Hospital Albert Einstein assumiu a administração do HM Camp.

Ao todo, serão 200 leitos disponíveis para pacientes de baixa complexidade diagnosticados com o novo coronavírus.

A Secretaria de Estado da Saúde gastou mais de R$ 8 milhões com a implantação das estruturas hospitalares temporárias nos complexos do Anhembi e Pacaembu. Juntos, eles serão ocupados por 2 mil leitos.

Ainda não há um número de pacientes que deve ir para a unidade de saúde neste primeiro momento.

Durante todo o período, o Complexo do Pacaembu estará fechado para o público em geral e para a prática esportiva durante toda essa operação.

Casos de coronavírus em SP

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo informou neste domingo (5) que o estado chegou a 275 mortes relacionadas ao coronavírus. São 15 óbitos a mais que o registrado no boletim divulgado neste sábado (4).

A alta no número de mortes foi de 6% nas últimas 24 horas. Em uma semana, a secretaria contabiliza aumento de 180% no número de mortes pela doença, em comparação com o balanço do domingo (29), quando o número de vítimas chegava a 98 pessoas.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, das 275 vítimas do coronavírus no estado, 157 são homens e 118 mulheres. Do total, 236 tinham idade igual ou superior 60 anos e as demais incluem pessoas com menos de 60, mas com alguma comorbidade.

O Hospital de Campanha H.M Camp, no Pacaembu, será uma unidade de portas fechadas para pacientes transferidos da rede municipal da saúde — Foto: TV Globo/Divulgação

O Hospital de Campanha H.M Camp, no Pacaembu, será uma unidade de portas fechadas para pacientes transferidos da rede municipal da saúde — Foto: TV Globo/Divulgação

Tenda de 6,3 mil m²

A previsão é a de que os pacientes fiquem internados no Hospital de Campanha por 14 dias e que depois sejam enviados para casa. Caso algum deles tenha uma evolução do quadro, eles serão direcionados para hospitais de referências.

O espaço possui 6 mil m² divididos em 2 tendas. Cada tenda possui dez módulos e cada módulo tem a capacidade para receber 20 leitos.

A construção do hospital de campanha decorre da formalização de uma parceria entre o Allegra Pacaembu, que adquiriu a concessão para a exploração do estádio e do complexo, com a Prefeitura.

O Hospital de Campanha H.M Camp, no Pacaembu, será uma unidade de portas fechadas para pacientes transferidos da rede municipal da saúde — Foto: TV Globo/Divulgação

O Hospital de Campanha H.M Camp, no Pacaembu, será uma unidade de portas fechadas para pacientes transferidos da rede municipal da saúde — Foto: TV Globo/Divulgação

Segundo a Prefeitura de São Paulo, mais de 1.800 leitos serão colocados no Complexo do Anhembi, na Zona Norte da capital, onde fica localizado o sambódromo. No total, os dois locais abrigarão 2.200 leitos para receber pacientes com coronavírus de baixa complexidade hospitalar.

Os pacientes que terão vagas em leitos nestes locais serão definidos pela Secretaria Municipal de Saúde, após terem passado por outros hospitais ou unidades básicas de saúde, onde será feita uma triagem.

Segundo a Prefeitura, a Allegra Pacaembu tem dentre suas sócias a Progen, uma empresa com experiência em montagem de estruturas provisórias e também na construção de hospitais de campanha com tendas.

O Hospital de Campanha H.M Camp, no Pacaembu, será uma unidade de portas fechadas para pacientes transferidos da rede municipal da saúde — Foto: TV Globo/Divulgação
O Hospital de Campanha H.M Camp, no Pacaembu, será uma unidade de portas fechadas para pacientes transferidos da rede municipal da saúde — Foto: TV Globo/Divulgação

O Hospital de Campanha H.M Camp, no Pacaembu, será uma unidade de portas fechadas para pacientes transferidos da rede municipal da saúde — Foto: TV Globo/Divulgação

O Hospital de Campanha H.M Camp, no Pacaembu, será uma unidade de portas fechadas para pacientes transferidos da rede municipal da saúde — Foto: TV Globo/Divulgação
O Hospital de Campanha H.M Camp, no Pacaembu, será uma unidade de portas fechadas para pacientes transferidos da rede municipal da saúde — Foto: TV Globo/Divulgação

O Hospital de Campanha H.M Camp, no Pacaembu, será uma unidade de portas fechadas para pacientes transferidos da rede municipal da saúde — Foto: TV Globo/Divulgação

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Camilo Santana volta atrás e desiste de relaxar regras da quarentena no Ceará

Governador havia anunciado na noite deste domingo (6) redução nas restrições de atividade de comércio e indústria. Ele revogou a decisão cerca de três horas depois.

Por G1 CE

Camilo Santana comentou sobre a reunião com todos os governadores do Brasil desta quarta-feira (25). — Foto: Reprodução/Facebook

O governador do Ceará, Camilo Santana, anunciou na noite deste domingo (6) que revogou a decisão que havia tomado horas mais cedo de relaxar a quarentena no estado. Por volta das 21h30, o governador havia dito que estariam liberadas as atividades de parte da indústria, comércio das áreas de limpeza, higiene e material de construção, além de feiras populares.

Já por volta das 23h50, Camilo Santana voltou a usar as redes sociais para afirmar que desistiu da flexibilização da quarentena. Ele argumentou que foi alertado pelo comitê que estuda a evolução do vírus no estado.

Diante da argumentação feita pelo nosso Comitê de Saúde, demonstrando preocupação com as flexibilizações de funcionamento colocadas pelo Governo do Estado nesse último decreto que entraria em vigor nesta segunda-feira (6), decidi revogar imediatamente o mesmo, e publicar um novo decreto, mantendo todas as proibições dos decretos anteriores, e com o mesmo prazo de validade de 15 dias. Se houve um erro nessa proposta de flexibilização, que seja imediatamente corrigido.

Com o novo anúncio, fica valendo até 20 de abril o decreto que proíbe o funcionamento de atividade não essencial:

  • Bares, restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos congêneres;
  • Templos, igrejas e demais instituições religiosas;
  • Museus, cinemas e outros equipamentos culturais, público e privado;
  • Academias, clubes, centros de ginástica e estabelecimentos similares;
  • Lojas ou estabelecimentos que pratiquem o comércio ou prestem serviços de natureza privada;
  • Shopping center, galeria, centro comercial e estabelecimentos congêneres, salvo quanto a supermercados, farmácias;
  • Serviços de saúde no interior dos referidos dos estabelecimentos;
  • Feiras e exposições.

Avanço da doença no Ceará

Casos de coronavírus no CearáCasos confirmadosMortes confirmadas15/0316/0317/0318/0319/0320/0321/0322/0323/0324/0325/0326/0327/0328/0329/0330/0331/0301/0402/0403/0404/0405/0402004006008001000Fonte: Sesa

Ceará é um dos estados mais afetados pela Covid-19, doença causada pelo coronavírus, o que acendeu o alerta do Ministério da Saúde. Conforme a pasta, a situação da doença no estado pode estar evoluindo para um crescimento descontrolado.

Foram mais de 800 casos confirmados no estado e 26 óbitos em decorrência da doença, conforme dados divulgados pela Secretaria da Saúde no Ceará neste domingo.

O decreto estadual foi publicado no dia 19 de março e havia sido prorrogado uma vez até o próximo domingo (5). O descumprimento das medidas prevê multa diária de até R$ 50 mil.

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Após ter alta médica da UTI, prefeito de São Bernardo do Campo chora em vídeo de agradecimento

Orlando Morando (PSDB), de 45 anos, está internado em hospital de São Caetano do Sul, Grande SP, desde domingo (29).

Por G1 SP — São Paulo

Após ter alta médica da UTI, prefeito de São Bernardo do Campo chora em vídeo de agradecimento

Após ter alta médica da UTI, prefeito de São Bernardo do Campo chora em vídeo de agradecimento

O prefeito de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, Orlando Morando, 45 anos, recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e é mantido em observação e isolamento no hospital do Hospital São Luiz, unidade de São Caetano do Sul. Ele gravou, emocionado, um vídeo de agradecimento para a equipe do hospital e pelo carinho recebido nas redes sociais.

“Muito obrigado, no meu coração eu achei que não ia voltar. Mas estou bem e agradeço muito a cada um de vocês do meu coração. Muito obrigado e bom domingo a todos vocês”, disse Orlando Morando no vídeo.

De acordo com boletim médico divulgado neste domingo (5) pela Prefeitura, o quadro clínico de Morando é estável. Ele está internado desde domingo (29).

“Neste domingo (5/4), o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, permanece com quadro clínico estável, com melhora dos sintomas e respirando espontaneamente, já sem necessidade de oxigênio. O prefeito está de alta da UTI, porém segue mantido em observação, internado no Hospital, em isolamento.”

Teste positivo

O resultado positivo foi divulgado por ele em uma transmissão ao vivo pelas redes sociais, onde Orlando Morando, tossindo muito, comunicou o teste positivo para o coronavírus e mostrou o documento.

“Tomei e vou continuar tomando todas as medidas para proteger a cidade. Fui para linha de frente e infelizmente vou aqui comunicar a vocês que também fui atingido. É triste? É triste, né?! Tá aqui meu exame, que diferente do presidente da República, não tenho medo de mostrar. Infelizmente deu positivo. É muito triste, porque não queria que isso tivesse acontecido, mas estou firme”, afirmou Morando.

“Como deu positivo, infelizmente vou ter que ficar em isolamento agora por 14 dias, a contar do dia de ontem [terça] quando tive o diagnóstico. Vou continuar trabalhando aqui da minha casa, fazendo as conferências. Espero que Deus me dê saúde para continuar trabalhando”, declarou.

Vídeo do hospital

“Eu estou com febre há dez dias e muita dificuldade para respirar”, disse Orlando em vídeo divulgado em março. A declaração foi gravada por ele mesmo pelo celular, direto do leito onde está se recuperando da Covid-19. Durante o depoimento, ele tossiu algumas vezes. A tosse seca é um dos sintomas da doença.

“Eu peço que vocês tomem muito cuidado. Para casa um ele [o vírus] reage de uma forma. Minha esposa teve também”, falou Morando sobre a mulher, a deputada estadual Carla Morando (PSDB). Ela não precisou ser internada e se recupera em casa, onde está em quarentena.

“E eu já estou pelo quarto dia na UTI. Uma forte dor de cabeça, dor no corpo, muita febre”, disse o prefeito no vídeo.

Ele ainda pediu para as pessoas evitarem deixar suas residências e manterem o isolamento social, medida recomendada aliás pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para tentar evitar a propagação do vírus.

“Então pessoal, fiquem em casa, se cuidem. Não brincadeira. Não é uma gripe. Eu nunca tinha ficado tanto tempo hospitalizado e nunca me senti tão mal. E a melhor forma de prevenir é o isolamento. Não se contaminem, não contaminem outras pessoas. A melhor forma é você ficar em casa”, reforçou Morando, que terminou agradecendo a todos os profissionais de saúde do país por cuidarem dos pacientes com a Covid-19.

Nota divulgada nesta quinta-feira (2) por sua assessoria de imprensa informa que o prefeito mantém quadro clínico estável. “Segue respirando espontaneamente com oxigênio por cateter com fluxo estável e sem desconforto respiratório. O prefeito seguirá mantido na UTI”, informa o comunicado.

Assim que soube que estava com coronavírus, Morando e a mulher ficaram em isolamento em casa, mas no último domingo, o médico passou em sua residência e constatou que a oxigenação estava muito baixa. Diante de maior risco, decidiu encaminhá-lo ao hospital para cuidados na UTI, visando sua recuperação.

Morando apresentou os primeiros sintomas na segunda-feira (23). Na quarta-feira (25) testou positivo para o Covid-19 e depois disso o prefeito não apresentou melhoras.

A esposa do prefeito de São Bernardo, deputada Carla Morando, também anunciou que testou positivo para a doença.

“Eu já tinha feito o teste, o resultado acabou de chegar e também deu positivo para o coronavírus. As crianças já estão isoladas e eu o Orlando faremos a quarentena juntos. Temos fé em Deus que logo logo tudo isso vai passar, mas mesmo na quarentena vou ficar trabalhando de casa. Agradeço as palavras de carinho e apoio que estamos recebendo. Que Deus proteja a todos”, declarou a deputada estadual.

Prefeito de São Bernardo do Campo grava vídeo falando sobre a Covid-19

Prefeito de São Bernardo do Campo grava vídeo falando sobre a Covid-19

A deputada estadual Carla Morando e o marido prefeito de São Bernardo do Campo. — Foto: Divulgação

A deputada estadual Carla Morando e o marido prefeito de São Bernardo do Campo. — Foto: Divulgação

Ciclo do novo coronavírus - transmissão e sintomas — Foto: Aparecido Gonçalves/Arte G1

Ciclo do novo coronavírus – transmissão e sintomas — Foto: Aparecido Gonçalves/Arte G1

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Idoso que viajou de Minas para SP morre de coronavírus, afirma prefeitura; filho diz que pai não levava doença a sério

Idoso voltou de viagem no dia 16 de março e, na madrugada do dia 17, começou a sentir os primeiros sintomas. Segundo a Prefeitura de Montes Claros, a confirmação foi informada ao município pela Secretaria de Estado de Saúde neste domingo (5).

Por Danielle Soares, G1 Grande Minas

Cláudio Manoel Ricardo estava internado no Hospital Aroldo Tourinho e morreu na quarta-feira (1º) — Foto: Arquivo pessoal

Cláudio Manoel Ricardo estava internado no Hospital Aroldo Tourinho e morreu na quarta-feira (1º) — Foto: Arquivo pessoal

A Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros confirmou, neste domingo (5), a morte de um idoso de 69 anos por coronavírus. Cláudio Manoel Ricardo morreu na última quarta-feira (1º), após retornar de uma viagem a São Paulo.

Segundo o município, a confirmação foi recebida às 10h, pela própria Secretaria de Estado de Saúde, porém o caso ainda não consta no último boletim epidemiológico do Estado.

Segundo o filho do idoso, Claudinei dos Santos Ricardo, em entrevista ao G1 no dia 2 de março, o pai viajou antes do período de Carnaval para rever a família e retornou no dia 16 de março. Na madrugada do dia 17, ele começou a sentir os primeiros sintomas da doença.

“Infelizmente, meu pai não levou isso a sério, ele dizia que era coisa da mídia. Quando resolveu viajar, eu o alertei para não ir e mesmo sabendo dos riscos, ele foi porque não acreditava na doença. Meu pai era 100% saudável, não tinha problema de saúde e tinha feito um check-up recentemente”, afirmou.

O idoso foi internado no hospital Aroldo Tourinho no dia 27 de março e entubado dois dias depois. Neste domingo, o filho lembrou da última conversa que teve com o pai por videoconferência, dois dias antes de falecer, quando ele ainda estava no hospital.

“A última conversa que eu tive com meu pai, eu estava com meus filhos. Ele estava falando ainda, mesmo que bem baixinho, e brincou com minhas crianças. Foi uma conversa tranquila. A gente estava com esperança de que tudo ia dar certo porque eu nunca vi meu pai ir a algum hospital na vida. A gente acreditou até o último momento que ele ia sair dessa condição”, conclui.

Casos em Montes Claros

Até este domingo (5), a Prefeitura de Montes Claros informou que foram notificados 793 casos; 589 são investigados; 155 foram descartados por critérios clínicos, 28 por exames e 21 por cura de sintomas respiratórios. Vinte e oito pacientes ainda aguardam resultado de exames. Oito pessoas permanecem internadas em Montes Claros, três são de outros municípios.

No boletim do Estado, constam 731 casos suspeitos e dois descartados.

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Casos de coronavírus no Brasil em 3 de abril

Secretarias estaduais de saúde contabilizam 8.165 infectados em todos os estados e 332 mortos. Mato Grosso registra primeira morte.

Por G1 — São Paulo

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 10h40 desta sexta-feira (3), 8.165 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, com 332 mortes pela Covid-19.

Mato Grosso registrou a primeira morte nesta manhã: um homem de 54 anos, que foi internado no dia 29 de março. Ele era hipertenso e diabético e estava internado com síndrome respiratória aguda.

Na Bahia, um homem de 79 anos morreu, e o estado chega a quatro mortes pela doença. O Rio Grande do Norte e o Espírito Santo também alcançaram o número de quatro mortes cada um.

Na manhã desta sexta, o município de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, divulgou a primeira morte pela Covid-19. A secretaria estadual de Saúde ainda não confirmou o caso.

Também aumentou o número de infectados no Amapá e no Pará na manhã desta quinta-feira.

O último balanço do Ministério da Saúde, divulgado na tardede quinta-feira (2), apontava 299 mortes e 7.910 casos confirmados de coronavírus no Brasil.

O avanço da doença está acelerado: foram 25 dias desde o primeiro contágio confirmado até os primeiros 1.000 casos (de 26 de fevereiro a 21 de março). Outros 2.000 casos foram confirmados em apenas seis dias (de 21 a 27 de março) e quase 4.000 casos de 27 de março a 2 de abril, quando a contagem bateu os 8.000 infectados.

Coronavírus no mundo

confinamento devido à pandemia vai durar pelo menos até 2 de maio na Itália. O país tem mais de 13,9 mil mortes por Covid-19, a doença provocada pelo novo vírus. O número de infectados passa de 115,2 mil.

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Técnico de enfermagem morre infectado pelo coronavírus, diz Secretaria de Saúde; número de mortos chega a três no RN

Profissional de saúde tinha 48 anos e estava em Mossoró.

Por Fernanda Zauli, G1 RN

O técnico de enfermagem Luiz Alves de Brito, de 48 anos, morreu em Mossoró com Covid-19 — Foto: Redes sociais

O técnico de enfermagem Luiz Alves de Brito, de 48 anos, morreu em Mossoró com Covid-19 — Foto: Redes sociais

O Rio Grande do Norte registrou na noite desta quinta-feira (2) a terceira morte de paciente infectado pelo novo coronavírus. A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap). A vítima é o técnico de enfermagem Luiz Alves de Brito, de 48 anos. Ele morreu em Mossoró.

De acordo com a Sesap, o paciente deu entrada em um hospital privado com pneumonia viral. Ele foi internado no dia 24 de março e teve a confirmação de que era Covid-19 no dia 28. Na noite desta quinta, ele morreu.

Luiz Alves de Brito trabalhava na Hospital e Maternidade Almeida Castro, em Mossoró, e também no Hospital Sara Kubitschek , em Areia Branca.

Além do técnico de enfermagem, outros dois profissionais da Saúde morreram com suspeita da Covid-19 no país: um médico em Fortaleza e uma enfermeira em São Paulo.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Mossoró, o primeiro caso confirmado de coronavírus da cidade é de um médico que também trabalha no Hospital e Maternidade Almeida Castro. O médico já está curado. “Mas não é possível dizer se o técnico de enfermagem foi contaminado lá”, disse Maria da Saudade Azevedo, secretária de Saúde da cidade, em entrevista ao Bom Dia RN.

Até o último boletim da Sesap, divulgado na tarde desta quinta (2), o Rio Grande do Norte tinha 106 casos confirmados e 2.153 suspeitos da Covid-19.

Outras mortes no RN

A primeira morte de paciente com coronavírus no Rio Grande do Norte aconteceu no dia 29 de março. O professor Luiz Di Souza, de 61 anos, era diabético. Ele morreu após passar sete dias internado.

Na noite da última terça-feira (31) foi registrada a segunda morte. O gastrólogo Matheus Aciole, de 23 anos, morreu após 4 dias de internação.

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Ministério da Saúde divulga manual para fazer máscara caseira

Governo informou que vai lançar uma campanha digital para incentivar a produção caseira de máscaras de pano.

Por G1

O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (2) um manual que indica como a população pode fazer máscaras de tecido.

“Além de eficiente, é um equipamento simples, que não exige grande complexidade na sua produção e pode ser um grande aliado no combate à propagação do coronavírus no Brasil, protegendo você e outras pessoas ao seu redor”, diz o manual divulgado pelo Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde afirmou ainda que vai fazer uma campanha virtual para incentivar a população a fazer as próprias máscaras de pano.

Especificações

A nota afirma que, para ser eficiente como uma barreira física, a máscara caseira precisa seguir as seguintes especificações:

  • Ter pelo menos duas camadas de pano
  • Ser individual
  • Serem feitas com algodão, tricoline, TNT ou outros tecidos
  • Devem ser bem higienizadas (o ministério indica água e sabão ou água sanitária na lavagem após o uso)
  • Serem feitas nas medidas corretas: cobrindo totalmente a boca e nariz e serem bem ajustadas ao rosto, sem deixar espaços nas laterais.

O Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que a máscara caseira faz uma barreira tão eficiente quanto as outras máscaras. “A diferença é que ela tem que ser lavada pelo próprio indivíduo para que se possa manter o autocuidado. Se ficar úmida, tem que ser trocada”.

“Pode lavar com sabão ou água sanitária, deixando de molho por cerca de 20 minutos. E nunca compartilhar, porque o uso é individual. Máscaras de pano para uso comunitário funcionam muito bem e não são caras de fazer” – Luiz Henrique Mandetta, Ministro da Saúde. Veja as dicas do Ministério:

  • Em primeiro lugar, é preciso dizer que a máscara é individual. Não pode ser dividida com ninguém, nem com mãe, filho, irmão, marido, esposa etc. Então se a sua família é grande, saiba que cada um tem que ter a sua máscara, ou máscaras;
  • A máscara deve ser usada por cerca de duas horas. Depois desse tempo, é preciso trocar. Então, o ideal é que cada pessoa tenha pelo menos duas máscaras de pano;
  • Mas atenção: a máscara serve de barreira física ao vírus. Por isso, é preciso que ela tenha pelo menos duas camadas de pano, ou seja, dupla face;
  • Também é importante ter elásticos ou tiras para amarrar acima das orelhas e abaixo da nuca. Desse jeito, o pano estará sempre protegendo a boca e o nariz e não restarão espaços no rosto;
  • Use a máscara sempre que precisar sair de casa. Saia sempre com pelo menos uma reserva e leve uma sacola para guardar a máscara suja, quando precisar trocar;
  • Chegando em casa, lave as máscaras usadas com água sanitária. Deixe de molho por cerca de dez minutos;
  • Para cumprir essa missão de proteção contra o coronavírus, serve qualquer pedaço de tecido.

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Com isolamento, venda e consumo de bebidas alcoólicas aumenta no Rio

Comercialização ultrapassou períodos de pico como o carnaval. Especialista alerta sobre cuidado com mudança de hábito.

Por Elisa Soupin, G1 Rio

Sem praia, sem mesa de bar, mas com a copo e a taça na mão. O isolamento domiciliar imposto para frear o novo coronavírus no Rio de Janeiro tem mudado os hábitos dos mais boêmios e levou ao aumento das vendas de bebidas alcoólicas nos supermercados, segundo redes ouvidas pelo G1.

Na rede de supermercados Guanabara, nas últimas duas semanas de março, houve aumento de 20% na venda das bebidas alcoólicas nas 26 lojas do estado.

No Superprix na capital, as vendas durante a quarentena superaram a do carnaval, período de pico anual, nas 16 lojas na cidade. Na comparação com março de 2019, quando caiu o carnaval do último ano, 2020 apresentou uma alta de 27%.

Aumento do consumo em dias de semana

Hábito de fim de semana tem sido mais comum durante quarentena — Foto: Arquivo pessoal

Hábito de fim de semana tem sido mais comum durante quarentena — Foto: Arquivo pessoal

Para muita gente, a bebida de fim de semana, aos poucos, foi se estendendo para os dias úteis.

“Estou bebendo todo dia. Eu moro com um amigo e tinham bebidas em casa que a gente não bebia, por falta de tempo de estarmos juntos em casa. Na primeira semana da quarentena, acabamos com as garrafas que estavam abertas e com todas as cervejas que havíamos comprado antes da quarentena começar”, relata a arte-educadora Elisa Brasil.

Para Elisa, o aumento do consumo será passageiro e não a preocupa.

“Na verdade, a gente não bebe tanto assim. Moramos juntos há dois anos e meio e agora temos muito pouca coisa para fazer e álcool em casa que nunca consumimos, então é meio que o momento.”

‘Festas online’

Já a publicitária N.M., de 29 anos, que prefere não se identificar, acredita que as mudanças em seu comportamento em relação à frequência com a qual consome álcool se tornou, sim, um problema.

“Eu moro sozinha e comecei a beber em casa e bebendo além do que estava acostumada. Antes, eu não tinha o costume de beber, nem mesmo tinha bebida em casa. Minha única interação social estava sendo beber com meus amigos no vídeo. Achei que começou a ser prejudicial”, conta ela, que ficou em isolamento após ter tido uma colega de trabalho identificada com a Covid-19.

“Estava em casa sozinha, entediada, pensava em tomar uma cerveja e quando via tinha bebido 8 long necks em um dia de semana. E não fui só eu, vi que todos os meus amigos estavam fazendo isso, mesmo os que não tinham o hábito, em festas online”, diz ela, que resolveu desacelerar.

A professora e farmacêutica J.C., de 34 anos, acredita que a bebida pode estar funcionando como um escapismo para o momento difícil que a sociedade enfrenta.

“Acho que há muitas preocupações quanto à pandemia em si, familiares em situação de risco, sou farmacêutica bioquímica e cientista e passo o dia lendo artigos que saem sobre a Covid-19, então as informações entram como um baque, o tempo todo. Moro sozinha e estou com interação humana zero. Acho que no fim do dia, beber tem sido um modo de aliviar a tensão da cabeça, mas acaba que não resolve, mas a sensação é que parece ser o único lazer que tenho”, relata.

Mudança de hábito requer atenção especial

O psicólogo Yuri Busim, doutor em neurociência cognitiva, afirma que o aumento do consumo de álcool não é necessariamente um problema, mas deve ser observado com muita atenção.

“Nesses tempos de quarentena, as pessoas estão perdidas, ninguém sabe o que fazer direito, ainda estamos entendendo, mas os cuidados com a vida não devem parar, e o ideal é manter os bons hábitos”, diz o psicólogo.

‘Regras’ contra o exagero

Busim sugere que sejam estipulados dias para beber e dias em que o álcool não fará parte do cardápio. Para ele, a vida em casa deve seguir uma rotina cotiana, como era antes do isolamento, e não deve ser considerada um estado de exceção.

“Não há um problema em tomar uma taça de vinho, mas a questão é: você faria isso em dias comuns? Então por que está fazendo agora? Temos que buscar transpor a realidade que você tinha antes para a realidade atual. Nem todo mundo que beber todos os dias na quarentena vai se tornar alcoólatra, mas temos que cuidar da nossa saúde da mesma forma.”

Yuri Busim reforça que, durante a quarentena é possível – e necessário – buscar apoio emocional e psicológico.

“Em tempos como esse não tenha a vergonha de procurar a ajuda de um profissional se você está angustiado. Procure agora, não espere. A grande maioria dos psicólogos estão atendendo online, peça uma indicação. Caso a gente não se cuide, a gente vai colher graves transtornos psicológicos.”

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Isolada em casa, jovem ganha festa surpresa com bolo ‘inspirado’ na pandemia de coronavírus

Aniversário de Giovanna Cau Silvestre foi comemorado em Sorocaba (SP) e contou com um bolo temático contendo os dizeres ‘Giovanna, 22 anos, Covid-19’.

Por Nicole Annunciato*, G1 Sorocaba e Jundiaí

Jovem de Sorocaba ganha festa surpresa de aniversário 'inspirada' na pandemia de coronavírus  — Foto: Giovanna Cau Silvestre/Arquivo pessoal

Jovem de Sorocaba ganha festa surpresa de aniversário ‘inspirada’ na pandemia de coronavírus — Foto: Giovanna Cau Silvestre/Arquivo pessoal

Álcool em gel na mesa, máscaras descartáveis e isolamento social. Para não deixar o aniversário passar em branco, uma jovem de Sorocaba (SP) ganhou uma “festa surpresa” durante a quarentena com bolo “inspirado” na pandemia de coronavírus.

O aniversário de 22 anos foi comemorado na terça-feira (31), na zona norte da cidade, e contou com um bolo temático de Covid-19. Giovanna Cau Silvestre contou ao G1 que a ideia foi dos pais dela, que pretendiam quebrar a “tensão” dentro de casa.

“Eu tinha combinado de sair no meu aniversário, mas agora não podia mais. Fui para o quarto e, quando voltei para a cozinha, estavam me esperando. Eu estava meio chateada, porque pensei que não iria comemorar meu aniversário por conta da quarentena, mas, quando vi o bolo todo temático, achei sensacional”, diz.

Apesar da comemoração, Giovanna comenta que a família leva o assunto a sério e não deixa de se prevenir contra o coronavírus, ainda mais porque os pais continuam trabalhando normalmente. “Meu pai sai para trabalhar e meu irmão e eu ficamos em casa, mas álcool em gel é o que não falta”, comenta.

Uma foto do bolo, com os dizeres “Giovanna, 22 anos, Covid-19”, foi divulgada nas redes sociais da jovem e recebeu diversos comentários e reações dos amigos e conhecidos. “Todos acharam muito legal, muito criativo”, diz.

Família fez festa surpresa com bolo temático de coronavírus em Sorocaba — Foto: Giovanna Cau Silvestre/Arquivo pessoal

Família fez festa surpresa com bolo temático de coronavírus em Sorocaba — Foto: Giovanna Cau Silvestre/Arquivo pessoal

A comemoração, que antes reunia a família toda de Giovanna, dessa vez contou apenas com a presença dos pais e do irmão dela.

“Foi diferente, porque geralmente vem a família inteira, mas foi um jeito que conseguiram de trazer um pouco de alegria nesse dia”, afirma. Mesmo sem abraços, Giovanna conta que ficou muito feliz e que a comemoração foi boa para “descontrair” a situação.

“Meus pais e meu irmão conseguiram fazer desse momento tão tenso um momento de alegria. Afinal, demos muita risada.”

*Colaborou sob supervisão de Ana Paula Yabiku.

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