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TSE fixa limite de gasto de campanhas nas eleições 2022

Em 2018, candidatos à Presidência da República puderam gastar até R$ 70 milhões, no 1º turno, e até R$ 35 milhões, no 2º. Ministro apontou que reajuste será de 26%.

Por Rosanne D’Agostino e Fábio Amato, g1 — Brasília

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (30) que o limite de gastos das campanhas nas eleições será o de 2018, atualizado pela inflação no período.

Os limites de gastos são definidos pelo Congresso um ano antes da eleição, o que não ocorreu. Em dezembro, o TSE decidiu que poderia definir os valores.

Em 2018, o teto de gastos para candidatos foi de:

  • Presidente da República, 1º turno: até R$ 70 milhões
  • Presidente da República, 2º turno: até R$ 35 milhões
  • Deputado federal, R$ 2,5 milhões
  • Deputado estadual ou distrital, R$ 1 milhão

O TSE não divulgou o valor exato dos novos tetos para 2022. Entretanto, o ministro Alexandre de Moraes destacou durante a sessão que haverá quase um quarto de acréscimo de limite para cada candidatura, já que a inflação acumulada no período foi de 26,21%.

Se considerado esse percentual de reajuste, os novos valores passariam para:

  • Presidente da República, 1º turno: até R$ 88,35 milhões
  • Presidente da República, 2º turno: até R$ 44,17 milhões
  • Deputado federal, R$ 3,15 milhões
  • Deputado estadual ou distrital, R$ 1,26 milhão

No caso de governadores e senadores, o limite de gastos varia de acordo com o eleitorado de cada unidade da federação.

“Diante da inexistência de legislação ordinária”, afirmou o ministro Edson Fachin, presidente da Corte, “se entende que esta Corte resta compelida ao enfrentamento da questão”.

Acompanharam o voto de Fachin a ministra Cármen Lúcia, os ministros Alexandre de Moraes, Mauro Campbell, Benedito Gonçalves, Sergio Banhos e Carlos Horbach.

Na avaliação de Moraes, que comandará o TSE durante as eleições, “será possível que mais candidaturas tenham possibilidade de se mostrar ao eleitorado”.

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Relatório da CGU aponta que Ministério do Meio Ambiente colocou em risco continuidade do Fundo Amazônia, que tem R$ 3,2 bilhões paralisados

Documento obtido pelo g1 afirma que, durante o governo Bolsonaro, pasta gerou ‘impactos negativos’ para as políticas de preservação da Amazônia Legal ao não reestruturar comitês-bases do fundo. Cerca de US$ 20 bilhões também estão impedidos de serem captados pelo programa.

Por Roberto Peixoto, g1

Um relatório de auditoria elaborado pela Controladoria Geral da União (CGU) aponta que a gestão do Ministério do Meio Ambiente do governo Bolsonaro colocou em risco a continuidade do Fundo Amazônia e, por conseguinte, uma série de políticas ambientais, ao extinguir de forma unilateral, “sem planejamento e fundamentação técnica” colegiados que formavam a base dessa iniciativa de financiamento.

Criado há cerca de 14 anos para financiar ações de redução de emissões provenientes da degradação florestal e do desmatamento, o Fundo Amazônia é considerado uma inciativa pioneira na área, mas está paralisado desde abril de 2019, quando o governo federal fez um “revogaço” de centenas de conselhos federais e com isso extinguiu seus Comitê Orientador (COFA) e Comitê Técnico (CTFA).

De acordo com a CGU, até o último mês de dezembro, o Fundo tinha cerca de R$ 3,2 bilhões parados para a destinação a novos projetos. O montante considera rendimentos gerados ao longo dos últimos anos. Além disso, o relatório aponta ainda que o Fundo possui um crédito de valores a serem arrecadados que podem chegar à ordem dos US$ 20 bilhões.

O documento, obtido pelo g1 e que inicialmente havia sido despublicado no site da CGU (após ser questionado pela reportagem, o órgão alegou “procedimentos técnicos internos” e disponibilizou novamente o link do arquivo), mostra que durante a gestão dos ministros Ricardo Salles e nos primeiros meses de Joaquim Leite, entre 2019 e 2021, o ministério deixou de apresentar a proposta de recriação dos dois conselhos, mesmo após o fim do prazo legal estabelecido para isso, em 28 de maio de 2019, criando esses ‘impactos negativos’ para as políticas de preservação da Amazônia Legal.

Em 2020, o então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que o governo federal não recriou o Conselho Orientador do Fundo porque a Noruega e a Alemanha, principais doadores, rejeitaram mudanças no modelo de gestão dos recursos.

Apesar disso, os técnicos da CGU chamam atenção no texto para o fato de que o primeiro registro de reunião realizada com as embaixadas dos países europeus e o Ministério aconteceu somente após o fim do prazo de reestruturação estabelecido pelo decreto que extinguiu o COFA e o CTFA.

Somado a isso, a CGU também aponta que até a data limite não houve esforços por parte da gestão ministerial na busca de consenso com os doadores, ou, ao menos, a apresentação de propostas para a modificação da estrutura de governança do Fundo.

A Alemanha e a Noruega, que juntas foram responsáveis por mais de 99% dos depósitos ao Fundo, suspenderam os repasses em 2019.

“Enquanto o conselho e o comitê técnico para calcular os resultados do desmatamento estiverem fechados, não há lugar para onde enviar o pagamento”, declarou a época o ministro do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Ola Elvestuen.

Fundo tem cerca de R$ 3,2 bilhões paralisados para a destinação a novos projetos, de acordo com a CGU. — Foto: Fundo Amazônia/Divulgação

Fundo tem cerca de R$ 3,2 bilhões paralisados para a destinação a novos projetos, de acordo com a CGU. — Foto: Fundo Amazônia/Divulgação

Para a CGU, a opção do Ministério do Meio Ambiente pela extinção dos comitês foi adotada sem justificativa técnica ou planejamento que incorporasse uma gestão adequada dos riscos associados à decisão.

“O que provocou a suspensão de autorização de novos projetos no âmbito do Fundo e colocou em risco os resultados das políticas públicas por ele apoiadas”, afirma o texto.

No relatório, os auditores também avaliam que não reestruturar os conselhos contribuiu para que o Ministério do Meio Ambiente apresentasse através do fundo propostas “não condizentes com a realidade da região amazônica”, visto que houve um afastamento da participação da sociedade civil e dos estados.

Antes da revogação do governo, o Comitê Orientador (COFA) tinha representantes do governo federal, dos governos estaduais e da sociedade civil. Já o Comitê Técnico era formado por representantes do governo e da sociedade civil, como especialistas independentes que avaliavam o impacto de emissões de gases do efeito estufa resultante do desmatamento.

“A participação da sociedade civil e dos estados no Comitê possibilitava o alcance de mais legitimidade e eficácia nos resultados do Fundo Amazônia, pois tais atores contribuíam com sua experiência acumulada na região amazônica, ajudando na definição de prioridades e legitimando a seleção dos projetos”, afirma o documento da CGU.

Para Angela Kuczach, diretora-executiva da Rede Nacional Pró Unidades de Conservação, o relatório apresenta uma síntese do histórico de desmonte do governo federal das políticas ambientais na Amazônia e revela um “plano concreto” para impedir que os projetos financiados pelo fundo avançassem e tivessem uma boa gestão.

“E o resultado disso, na prática, é o que a gente está vendo hoje com o aumento do desmatamento nas alturas”, avalia.

Em abril deste ano, conforme mostrou o g1o Supremo Tribunal Federal derrubou três decretos sobre política ambiental do governo Bolsonaro, incluindo o que extinguiu o Comitê Organizador do Fundo Amazônia.

Embora a deliberação tenha sido celebrada por ambientalistas, na prática, conforme explica a especialista sênior em políticas públicas do Observatório do Clima, Suely Araújo, desde então, “nada mudou”, pois o julgamento precisa ser completado pela decisão da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 54 que pede a reativação do Fundo Amazônia.

“Enquanto isso, permanece bem sucedido o projeto nefasto do governo de implodir com a política ambiental, do qual a paralisação do Fundo Amazônia é um dos símbolos mais claros. Optar por não usar R$ 3,3 bilhões disponíveis, necessários, é uma decisão criminosa, na minha opinião. Quem tomou as decisões precisa ser devidamente responsabilizado”, pontua a especialista.

“Essas ações do STF são o fôlego, o respiro e a esperança de que teremos o cumprimento da lei e daquilo que foi acordado”, acrescenta Kuczach.

Como consta no relatório da CGU, a captação de novos recursos para o fundo ainda está inviabilizada por causa da dissolução do CTFA. Fora isso, os técnicos da CGU citam que uma outra importante consequência da não reestruturação do conselhos, é a possibilidade dos países doadores solicitarem a devolução dos recursos disponíveis que estão paralisados, os R$ 3,2 bilhões.

O que diz o Ministério do Meio Ambiente

No final de maio, o Ministério encaminhou um ofício à CGU sugerindo mudanças de redação do relatório. Algumas solicitações foram acatadas e incorporadas ao texto final da auditoria, mas a CGU avaliou que a pasta “não dispôs de motivação suficiente e coerente para sua decisão” de manter a extinção dos comitês e, por isso, não houve alteração do entendimento da auditoria.

A CGU também recomendou que o ministério construa uma proposta de reestruturação da governança do fundo que seja “fundamentada”, que conte com mais “legitimidade” e que traga não somente estudos técnicos como estimule a participação de antigos setores representados no COFA.

g1 também procurou o MMA questionando o posicionamento da pasta sobre o relatório e se as recomendações da CGU seriam acatadas. Em nota, a pasta disse que as medidas recomendadas “não divergem das medidas administrativas que já vêm sendo adotadas” e que o governo federal “sugeriu alterações nos mecanismos de governança para trazer mais eficiência no uso dos recursos”.

Veja a nota do Ministério do Meio Ambiente, na íntegra:

O Ministério do Meio Ambiente esclarece que as recomendações contidas no Relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) não divergem das medidas administrativas que já vêm sendo adotadas internamente por esta pasta.

Ainda, o Governo Federal sugeriu alterações nos mecanismos de governança para trazer mais eficiência no uso dos recursos. Continuamos em negociações com os doadores internacionais e os órgãos envolvidos.

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Após demissão de Pedro Guimarães, Bolsonaro nomeia secretária da Economia para a presidência da Caixa

Economista Daniella Marques é secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia. Substituição é motivada pelas denúncias de assédio sexual contra Guimarães.

Por g1 — Brasília

A secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Marques, foi nomeada nesta quarta-feira (29) pelo presidente Jair Bolsonaro como nova presidente da Caixa Econômica Federal, em substituição a Pedro Guimarães, que pediu demissão após denúncias de assédio sexual.

A exoneração de Guimarães e a nomeação de Daniella Marques foram publicadas no final da tarde em edição extra do “Diário Oficial da União”.

A economista Daniella Marques está no governo Bolsonaro desde o início do governo. É uma das assessoras de maior confiança do ministro Paulo Guedes, da Economia. Ela começou como chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos, em janeiro de 2019. Da equipe original de Guedes, grande parte já deixou o governo.

As denúncias contra Guimarães embasaram uma investigação do Ministério Público Federal (MPF) sobre a conduta do presidente da Caixa. Desde esta terça (28), sob a condição de anonimato, se tornaram públicos relatos de funcionárias contando ações de Guimarães contra elas.

Elas contam, por exemplo, que o agora ex-presidente da Caixa as chamava para o quarto dele em hotéis durante viagens oficiais, pedindo remédios ou carregador de celular. Quando elas chegava, ele as recebia com trajes inadequados.

As funcionárias relatam também abraços forçados, em que ele passava a mão por partes íntimas delas (veja mais abaixo as falas das mulheres assediadas).

Denúncias de assédio

A TV Globo falou com algumas funcionárias que relataram episódios de assédio que sofreram de Guimarães.

“Eu considero um assédio. Foi em mais de uma ocasião. Ele tem por hábito chamar grupo de empregados para jantar com ele. Ele paga vinho para esses empregados. Não me senti confortável, mas, ao mesmo tempo, não me senti na condição de me negar a aceitar uma taça de vinho. E depois disso ele pediu que eu levasse até o quarto dele à noite um carregador de celular e ele estava com as vestes inadequadas, estava vestido de uma maneira muito informal de cueca samba canção. Quando cheguei pra entregar, ele deu um passo para trás me convidando para entrar no quarto. Eu me senti muito invadida, muito desrespeitada como mulher e como alguém que estava ali para fazer um trabalho. Já tinha falado que não era apropriado me chamar para ir ao quarto dele tão tarde e ainda me receber daquela forma. Me senti humilhada”.

Outra funcionária afirmou que, às vezes, o constrangimento era feito na frente de outros colegas:

“Por exemplo, pedir para abraçar, pegar no pescoço, pegar na cintura, no quadril. Isso acontecia na frente de outras pessoas. E, às vezes, essas promessas eram no pé de ouvido e na frente de outras pessoas, mas de forma com que outras pessoas não ouvissem.”

Segundo ela, o assédio também ocorria nas viagens que o presidente da Caixa faz pelo país.

“Comigo foi em viagem, nessas abordagens que ele faz pedindo, perguntando se confia, se é legal. Abraços mais fortes, me abraça direito e nesses abraços o braço escapava e tocava no seio, nas partes íntimas atrás, era dessa forma.”

Outra funcionária afirma que o presidente da Caixa era insistente.

“Eu só fingi que estava bebendo o vinho e tudo e aí ele ele começou a fazer umas brincadeiras. Aí na hora de pagar a conta pediu um abraço. Aí falou: ‘Ah’. Eu tentei manter a distância. ‘Ah, um abraço maior’. Eu fiquei muito sem graça, que eu já vi que ele já, né? A gente já sabe da fama. Eu sabia da fama dele já, então eu me reservei o máximo possível. E aí ele: ‘não, mas abraça direito. Abraça direito, porque é… você não gosta de mim’. Aí na hora que ele, na terceira vez que ele fez eu abraçar ele, ele passou a mão na minha bunda.”

Algumas dessas mulheres dizem que simplesmente desistiram de usar o canal de denúncias oferecido pela Caixa. Elas afirmam que souberam de outros casos que não teriam sido levados adiante e contam que as vítimas até sofreram retaliações.

Proximidade com Bolsonaro

Agora ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães era um dos poucos nomes ainda na equipe econômica desde o início do governo Jair Bolsonaro.

Guimarães chegou ao governo por ser próximo tanto de Bolsonaro como do ministro da Economia, Paulo Guedes. Antes de aceitar o cargo, era um dos sócios do banco de investimentos Brasil Plural. Também entrou na administração Bolsonaro creditado por ter um perfil liberal. Assessorou, por exemplo, a privatização do Banespa, antigo banco estadual do estado de São Paulo.

Antes da campanha presidencial de 2018, ficou próximo de Bolsonaro ao levá-lo para um giro pelos Estados Unidos para conversas com investidores estrangeiros em outubro de 2017 e por ser um dos primeiros integrantes do mercado financeiro a apostar na candidatura do então deputado federal, como mostrou o blog da Julia Duailibi.

Guimarães também trabalhou com Paulo Guedes no banco BTG Pactual no período em que o ministro da Economia era sócio da instituição.

Na administração Bolsonaro, Guimarães ganhou destaque durante a pandemia do coronavírus. A Caixa Econômica Federal teve papel relevante na execução do Auxílio Emergencial, e, mais recentemente, no pagamento do Auxílio Brasil — programa social que substituiu o Bolsa Família.

Em um dos momentos mais controversos da sua administração, Guimarães colocou funcionários do banco para fazer flexões durante um evento de fim de ano da instituição em um hotel em Atibaia, no interior de São Paulo (veja o vídeo abaixo).

Presidente da Caixa coloca funcionários para fazer flexões em evento em Atibaia, SP

As imagens viralizaram na internet, geraram repercussão negativa e provocaram reação de entidades de classe, como o Sindicato dos Bancários de São Paulo, que classificou a prática como assédio moral.

Em outra polêmica, a Procuradoria da República no Distrito Federal decidiu investigar Guimarães por suposta pressão política sobre a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Em agosto do ano passado, a federação elaborou um texto com demais entidades de classe em que pedia “harmonia e colaboração” entre os poderes da República.

Antes de o manifesto ter sido divulgado, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil ameaçaram sair da Febraban, porque viram no texto um ataque político à gestão do presidente Jair Bolsonaro. À época, o procurador Anselmo Cordeiro citou reportagens segundo as quais o movimento dos dois bancos públicos foi coordenado por Guimarães.

Os números da gestão

Um dos motores da Caixa Econômica Federal na gestão Guimarães foi o crédito imobiliário — nos últimos três anos, alcançou R$ 400 bilhões. Só no primeiro trimestre deste ano a contratação somou R$ 34,4 bilhões, aumento de 17,8% em relação aos três primeiros meses de 2021.

Também neste primeiro trimestre, o banco reportou lucro líquido contábil consolidado de R$ 2,5 bilhões, o que representa uma queda de 44,5% na comparação com os três primeiros meses do ano passado, quando chegou a R$ 4,6 bilhões.

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País bate recorde de pedidos de demissão em 12 meses, mostra levantamento

País registrou 6,175 milhões de pedidos de demissão nos últimos 12 meses até maio, 33% do total de desligamentos de trabalhadores no período.

Por Marta Cavallini, g1

O país registrou 6,175 milhões de pedidos de demissão nos últimos 12 meses até maio. Trata-se de um recorde, em meio ao desemprego alto e à dificuldade dos trabalhadores de voltar ao mercado de trabalho.

Esse número equivale a 33% do total de desligamentos de trabalhadores no período (18,694 milhões). Ou seja, 1 de cada 3 desligamentos foram voluntários, ou seja, a pedido do trabalhador.

O levantamento é da LCA Consultores e leva em conta os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que contabiliza as vagas com carteira assinada no país.

O recorde leva em conta o período a partir de janeiro de 2020, início da série histórica do Caged com a metodologia atual de contagem de vagas.

Em relação a maio de 2021 (4,132 milhões), houve aumento de 50% no número de demissões dentro do acumulado de 12 meses. Veja abaixo:

Já no mês de maio, foram 572.364 demissões voluntárias – o número só é menor que o registrado em março (603.136). Nessa base de comparação, os pedidos de demissão equivalem a 36% do total de maio (1.683.942).

Comparando o mês de maio de 2021 com o deste ano, o aumento no pedido de demissões foi de 52%.

Tanto no acumulado de 12 meses quanto em maio, São Paulo se manteve no topo dos estados com maior número de pedidos de demissão.

Todas as unidades da Federação tiveram o maior número de pedidos de demissão desde janeiro de 2020, tanto no mês de maio como no acumulado de 12 meses.

Ainda na comparação com janeiro de 2020, o número de demissões em maio chega a mais que dobrar em alguns estados nas duas bases de comparação.

‘Movimento de normalização’

De acordo com Bruno Imaizumi, responsável pela pesquisa, os números mostram um movimento de continuidade de normalização do mercado de trabalho.

O economista complementa que muitas empresas estão voltando para o trabalho presencial. Com isso, para os trabalhadores que viram que essa modalidade não é benéfica em termos de qualidade de vida, essa volta ao ambiente de trabalho acaba pesando na escolha do profissional, que prefere trabalhar de casa em vez de pegar trânsito todos os dias, por exemplo.

“Isso para empregos específicos, mais voltados para o setor de serviços em que seja possível trabalhar de casa”, ressalta.

O economista lembra ainda que no começo da pandemia muita gente acabou aceitando emprego sem ter afinidade com suas formações. Com a diminuição dos efeitos da pandemia no mercado de trabalho, os profissionais pedem demissão para serem admitidos dentro de cargos mais adequados a suas qualificações.

“Ou seja, após muitas pessoas permanecerem ou irem para trabalhos que não eram condizentes com suas qualificações devido à necessidade de alguma recomposição de renda durante a pandemia, que foi um período de elevada incerteza e inflação, muitas delas começam a se desligar de empregos para se admitirem em outros mais adequados”, diz.

Trabalhador busca flexibilidade

Estudo do LinkedIn aponta que 49% dos entrevistados estão considerando mudar de emprego em 2022. Esta porcentagem é ainda mais alta para os profissionais jovens de 16 a 24 anos (61%). Os dois principais motivos são a busca por melhores salários e o desejo por um maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

Outra pesquisa da rede social profissional mostra que 78% dos profissionais afirmam que a pandemia fez com que passassem a querer ou a precisar de mais flexibilidade no trabalho. Cerca de 30% dos entrevistados afirmaram que deixaram seus empregos por falta de políticas flexíveis no último ano e quase 40% já consideraram essa possibilidade em algum momento da carreira. Equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal foi citado por 49% como principal motivo.

A busca por maior remuneração é o principal motivo para 49% dos empregados que pretendem buscar novas oportunidades neste ano, segundo outro levantamento da consultoria Robert Half.

Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half para a América do Sul, aponta que o percentual de profissionais qualificados com nível superior pedindo demissão vem crescendo trimestre a trimestre, o que indica um importante movimento de busca de oportunidades mais alinhadas ao seu perfil e momento de vida.

Mudança deve ser planejada

Erika Linhares, executiva especializada em comportamento em empresas, lembra que, em meio a um cenário de desemprego elevado, o ideal é ficar no emprego em que está e ir procurando o que deseja.

“O mais importante é saber por que você quer mudar de emprego ou carreira. Então, qualquer momento é momento. Se o motivo for porque está a fim de ir para uma empresa melhor, não precisa largar o emprego para mudar”, diz.

A especialista indica sair de onde está quando conseguir o que quer. “Isso é fazer uma transição de carreira planejada com resiliência e sem passar aperto. Se puder fazer essa transição empregado onde está, é melhor. A gente consegue emprego mais rápido quando está empregado”, afirma.

Segundo Erika, toda mudança profissional deve ser planejada: não dá para mudar na impulsividade, sem planejamento.

“É preciso pensar exatamente em para onde quer ir e entender quais são as exigências da função, quais competências comportamentais e técnicas a empresa exige. E aí se qualificar”.

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Aneel realiza nesta quinta-feira leilão de transmissão de energia

Serão oferecidos 13 lotes para a construção e a manutenção de 5.425 quilômetros de linhas de transmissão. A expectativa é de investimentos nos empreendimentos é de R$ 15,3 bilhões.

Por g1

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realiza nesta quinta-feira (30) leilão de transmissão de energia com expectativa de R$ 15,3 bilhões em investimentos.

O leilão acontece, a partir das 10h, na sede da B3, em São Paulo.

Serão oferecidos 13 lotes para a construção e a manutenção de 5.425 quilômetros de linhas de transmissão e de 6.180 mega-volt-ampéres (MVA) em capacidade de transformação de subestações.

As empresas vencedoras do leilão terão de concluir as obras entre 42 a 60 meses, contados da assinatura dos contratos. Já o prazo de concessão das linhas será de 30 anos.

Serão erguidas linhas de transmissão nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Segundo a ordem definida pela Aneel, a sessão será iniciada com os lotes 1, 2 e 3, com instalações localizadas nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. Destinados ao escoamento da energia gerada por fontes renováveis, os três possuem expectativa de investimento de R$ 12,27 bilhões.

Ainda pela manhã, também serão leiloados os lotes 9, 10 e 11, nos estados de Mato Grosso, Pará, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

No período da tarde, a partir das 13h, serão leiloados os lotes 4, 5, 6, 7, 8, 12 e 13.

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Sisu 2022: inscrições para seleção do 2º semestre termina na sexta

Programa seleciona, com base na nota do Enem, alunos para instituições de ensino públicas. Interessados podem conferir a quantidade de vagas ofertadas por curso.

Por g1

Termina na sexta-feira (1) o prazo de inscrição para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do segundo semestre de 2022. As inscrições podem ser feitas até 23h59 de 1º de julho por meio da página do programa.

Para participar, o candidato deve ter tirado nota superior a zero na redação e não pode ter participado do Enem na condição de treineiro.

Sisu usa as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 para selecionar alunos que estudarão em instituições de ensino públicas.

No ato de inscrição, ele deve marcar duas opções de curso e ficar atento às notas de corte parciais divulgadas diariamente ao longo do período de inscrição (entenda mais abaixo).

Antes disso, os interessados podem consultar quantas vagas estão disponíveis por curso e por modalidade e quais as regras do processo seletivo de cada universidade (como notas mínimas exigidas ou regulamento para cotas sociais).

Resultados

Haverá apenas uma lista de selecionados, a ser divulgada em 6 de julho de 2022.

O aluno só pode ser aprovado em um dos cursos marcados na inscrição:

  • exclusivamente na 1ª opção, caso tenha obtido nota suficiente;
  • em sua 2ª opção, se só a nota dela for alta o bastante.

Para quem conseguiu índices suficientes nas duas opções de curso, o sistema permitirá a matrícula apenas na que foi colocada como prioritária.

Como funcionam as notas de corte parciais?

  • Para consultar as notas de corte parciais, é preciso selecionar um curso e uma modalidade (ampla concorrência ou algum tipo de cota social) no site do Sisu a partir de 29 de junho.
  • Se o candidato estiver logado, ele verá também qual a sua posição na lista dos que já se inscreveram.
  • Por exemplo: um estudante que tenha média de 760 pontos no Enem, nos critérios da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), digita “medicina” na busca. Ele vê que, no campus de Natal, a nota de corte parcial para ampla concorrência é 859,53:
Nota de corte em medicina, na UFRN, era 859,53 em 18 de fevereiro, na primeira edição do Sisu de 2022 — Foto: Reprodução

Nota de corte em medicina, na UFRN, era 859,53 em 18 de fevereiro, na primeira edição do Sisu de 2022 — Foto: Reprodução

  • São 49 vagas. Isso quer dizer que, de todos os que se inscreveram neste curso até 0h de quarta-feira, a 49ª nota mais alta era justamente 859,53. Por isso, ela é considerada a nota de corte parcial.
  • Se o candidato digitar sua senha, verá no sistema qual a sua colocação: como ele tirou 760 pontos, no momento, está em 150º lugar (exemplo fictício).
  • Caso ele deseje trocar de curso e escolher um cuja nota de corte parcial seja mais baixa, basta mudar sua inscrição. É possível fazer essas alterações quantas vezes quiser, até quando o processo do Sisu é encerrado. O sistema vai considerar a última marcação feita.
  • Exatamente por ser um processo seletivo dinâmico, as notas de corte parciais são flutuantes. Sempre à meia-noite, o Ministério da Educação (MEC) atualiza esses balanços.

Cronograma do Sisu do 2º semestre

  • Inscrições: de 28 de junho a 1º de julho
  • Resultados: 6 de julho
  • Matrículas: de 13 a 18 de julho

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Estudo da Fiocruz aponta que duas crianças menores de 5 anos morrem diariamente de Covid-19 no Brasil

Dados indicam que a média se mantém este ano e crianças de 29 dias a 1 ano de vida são as mais vulneráveis. Faixa etária ainda não está autorizada a receber a vacina contra a Covid.

Por g1

O Brasil registrou, em média, duas mortes de crianças menores de 5 anos por dia desde o início da pandemia, em 2020, segundo levantamento do Observatório da Primeira Infância coordenado por pesquisadores integrantes do Laboratório de Informação em Saúde da Fiocruz.

No primeiro ano foram 599 mortes. Quando a letalidade da doença aumentou no ano seguinte, foram 840 crianças mortas em decorrência do coronavírus. Ao todo, 1.439 crianças de até 5 anos morreram por Covid-19 nos dois primeiros anos da pandemia no Brasil e a Região Nordeste concentra quase metade desses óbitos.

Os dados foram coletados no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) entre 2020 e 2021, e analisados pelos coordenadores do Observa Infância, Cristiano Boccolini e Patricia Boccolini.

Dados preliminares divulgados pelo Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde indicam que a média de duas mortes diárias se mantém este ano. Entre janeiro e 13 de junho de 2022, o Brasil registrou um total de 291 mortes por Covid-19 entre crianças menores de 5 anos. Os resultados demonstram que crianças de 29 dias a 1 ano de vida são as mais vulneráveis.

“Bebês nessa faixa etária respondem por quase metade dos óbitos registrados entre crianças menores de 5 anos. É preciso celeridade para levar a proteção das vacinas a bebês e crianças, especialmente de 6 meses a 3 anos. A cada dia que passamos sem vacina contra Covid-19 para menores de 5 anos, o Brasil perde duas crianças”, aponta Patricia, pesquisadora colaboradora do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT), da Fiocruz.

Cristiano explica que os dados se referem a óbitos infantis em que a Covid-19 foi registrada como causa básica e àqueles em que a Covid-19 é uma das causas da morte, ou seja, a infecção agravou alguma condição de risco preexistente ou esteve associada à causa principal de óbito.

“Na análise do Observa Infância consideramos também as mortes em que a Covid-19 agravou um quadro preexistente. Quer dizer, embora nem todas essas crianças tenham morrido de Covid-19, todas morreram com Covid-19”, esclarece Cristiano, assistente de pesquisa do Laboratório de Informação em Saúde da Fiocruz.

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Alta de 16,08% nos preços das roupas nos últimos 12 meses é a maior em 27 anos

A indústria afirma que o custo dos insumos subiu demais e teve que repassar o aumento ao consumidor. O preço da energia, frete, mão de obra e do algodão impactaram diretamente a produção.

Por Jornal da Globo

Alta de 16,08% nos preços das roupas nos últimos 12 meses é a maior em 27 anos

A inflação do setor de vestuário, nos cálculos do IPCA, acumulou uma alta de 16,08% no período entre maio de 2021 e maio deste ano. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio, é a maior inflação para um período de 12 meses nos últimos 27 anos.

“Isso não significa que as vendas de vestuário estejam bombando, estejam crescendo muito. De fato, não estão. Segmento tem crescido nos últimos meses, mas ainda se encontra num nível de faturamento cerca de 8% abaixo do período pré-pandemia”, conta Fábio Bentes, economista da CNC.

Em uma confecção de Belo Horizonte, as peças sofreram um reajuste de 30% no último ano.

“Agente está tentando buscar estratégias para que a gente passe o menor valor possível, que ele consiga comprar essa roupa, uma roupa de qualidade, uma roupa que tem um diferencial, com preço justo”, explica Rafael Paes Lemes, dono da confecção.

Quem gosta de andar na moda já constatou: comprar roupa está caro mesmo. A indústria do vestuário afirma que os preços dos insumos subiram demais e teve que repassar o aumento ao consumidor.

Aumento no custo da energia, frete, mão de obra e algodão foram alguns dos fatores que impactaram a produção.

O quilo do algodão subiu 150% nos últimos dois anos. Reflexo da desvalorização do real frente ao dólar e da alta demanda pelo produto no mercado internacional.

No entanto, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil, Fernando Pimentel, espera que, a partir de agora, os preços comecem a desacelerar.

“Tudo leva a crer que a pior pressão de aumento dos custos começou a se atenuar, o que consequentemente vai melhorar a capacidade das empresas de produzir e levar o seu produto ao mercado e, paulatinamente, a inflação do vestuário ela vai cedendo”, afirma ele.

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Motoristas e cobradores de ônibus de SP voltam a paralisar atividades nesta quarta-feira; rodízio é suspenso

Apesar de sindicato patronal ter garantido reajuste salarial de 12,47% na última greve, trabalhadores afirmam que outras reivindicações, como hora de almoço remunerada, PLR e plano de carreiras, não foram atendidas. Justiça exige que 80% da frota circule.

Por g1 SP — São Paulo

São Paulo tem greve de ônibus desde o início da madrugada desta quarta-feira (29)

Motoristas e cobradores de ônibus voltaram paralisar as atividades nesta quarta-feira (29). A greve começou às 0h desta quarta (29) e deve durar 24 horas. A categoria já havia parado há duas semanas.

A decisão unânime foi tomada em assembleia na sede do Sindmotoristas, na Liberdade, na região central.

Apesar de sindicato patronal ter garantido reajuste salarial de 12,47% na última greve, trabalhadores afirmam que outras reivindicações, como hora de almoço remunerada, PLR e plano de carreiras, não foram atendidas.

A Justiça exigiu a manutenção de 80% da frota em horário de pico e 60% nos demais períodos. Uma nova reunião deve ocorrer às 15h desta quarta.

Linhas afetadas

Segundo a SPTrans, a paralisação afeta 675 linhas diurnas e 6.008 ônibus, que transportariam 1,5 milhão de passageiros no pico da manhã.

Por conta da greve, a prefeitura suspendeu o rodízio e liberou a circulação de veículos nas faixas e corredores de ônibus.

Durante a madrugada, 88 linhas do Noturno, de 150, não operaram.

A partir das 4h, a operação em todas as garagens dos grupos estrutural e de articulação regional foi interrompida, exceto na Express, na Zona Leste. O Grupo Local de Distribuição não foi afetado.

As vans do serviço Atende+, que transportam pessoas com deficiência de alto grau de severidade, estão operando normalmente.

A Secretaria de Transportes Metropolitanos antecipou a oferta de trens em circulação e ampliar o horário de pico.

Metrô, CPTM, ViaQuatro e ViaMobilidade estão com trens reservas em condições operacionais em todas as linhas para o atendimento à demanda.

Já a EMTU informou que poderá prestar apoio à SPtrans pelo sistema Paese caso seja solicitado.

Garagem da empresa Santa Brígida com todos os veículos estacionados  — Foto: Reprodução/TV Globo

Garagem da empresa Santa Brígida com todos os veículos estacionados — Foto: Reprodução/TV Globo

Relação de empresas com as linhas do Noturno paralisadas, segundo a SPTtrans:

  • Mobibrasil (Zona Sul)
  • Gato Preto (Zona Norte)
  • Metrópole (Zona Leste)
  • Viação Grajaú (Zona Sul)
  • Transpass (Zona Oeste)
  • Gato Preto (Zona Oeste)
  • Via Sudeste (Zona Leste)
  • Santa Brígida (Zona Norte)
  • KBPX (Zona Oeste)
  • Ambiental (Zona Leste)
  • Campo Belo (Zona Sul)
  • Gatusa (Zona Sul)
  • Metrópole (Zona Sul)

Relação de empresas com as linhas do Noturno operando parcialmente:

  • Sambaíba (Zona Norte)

Relação de empresas com as linhas do Noturno operando normalmente

  • Express (Zona Leste)
  • Norte Buss (Zona Norte)
  • Spencer (Zona Norte)
  • Transunião (Zona Leste)
  • UPBUS (Zona Leste)
  • Pêssego (Zona Leste)
  • Allibus (Zona Leste)
  • Transunião (Zona Sudeste)
  • MoveBuss (Zona Leste)
  • A2 Transportes (Zona Sul)
  • Transwolff (Zona Sul)
  • Transcap (Zona Oeste)
  • Alfa Rodobus (Zona Oeste)

Greve do dia 14

No último dia 14, motoristas e cobradores de ônibus da cidade de São Paulo entraram em greve e todos os ônibus do chamado sistema estrutural pararam.

A paralisação afetou 713 linhas e 6,5 mil ônibus, que transportariam 1,5 milhão de passageiros no pico da manhã. De acordo com a SPTrans, os ônibus do sistema local circularam.

Apesar de o sindicato patronal ter garantido o reajuste salarial de 12,47% após a última paralisação, os trabalhadores argumentam que outras reivindicações da categoria, como hora de almoço remunerada, PLR e plano de carreiras, não foram atendidas.

“Já se passaram dois meses das nossas negociações, e os patrões mostraram-se intransigentes, pedindo prazos, paciência e protelando decisões. A categoria está estafada dessa enrolação”, afirmou o presidente em exercício do sindicato, Valmir Santana da Paz (Sorriso).

Segundo a SPTrans, a decisão judicial da greve anterior segue em vigor. Assim, deve haver um mínimo de 80% da frota circulando no horário de pico e pelo menos 60% no restante do dia. Em caso de descumprimento, está prevista a cobrança de multa de R$ 50 mil.

O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss) “lamentou mais essa paralisação dos motoristas e cobradores de ônibus, com terríveis consequências para a mobilidade da população”.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da SPTrans, também lamentou a decretação de greve antes mesmo do julgamento do mérito pelo Tribunal Regional do Trabalho.

“A gestora irá monitorar a frota desde o primeiro minuto da madrugada para informar os passageiros de São Paulo por seus canais oficiais sobre a situação de momento. A SPTrans continua acompanhando a negociação entre empresários e trabalhadores e espera uma breve resolução entre as partes, para que a população de São Paulo não seja penalizada”, diz a nota.

Em petição, a SPTrans pediu à Justiça do Trabalho a declaração da abusividade da greve, a imposição de multa de forma imediata. Segundo o prefeito, essa segunda greve é “irresponsável”.

O julgamento do dissídio coletivo da categoria está previsto para ocorrer nesta quarta às 15h.

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Prazo para MEI entregar declaração anual vai até esta quinta; veja como fazer

Em 2022, o prazo de entrega da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) foi prorrogada para o dia 30 de junho. Ela não deve ser confundida com a declaração do Imposto de Renda do empreendedor como pessoa física.

Por g1

Acaba nesta quinta-feira (30) o prazo para que Microempreendedores Individuais (MEIs) entreguem a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN) referente ao ano-calendário 2021.

Este ano, o prazo de entrega do documento foi prorrogado para 30 de junho. Quem se tornou MEI em 2022 deverá entregar essa declaração apenas em 2023.

É importante entender que o DASN-SIMEI é diferente da declaração do Imposto de Renda como pessoa física, que deveria ser entregue até 31 de maio.

Esta declaração precisa ser feita mesmo que o MEI não tenha registrado faturamento durante o ano de 2021. E o envio não acarreta nenhuma cobrança adicional, porque o imposto já é pago mensalmente no Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).

O MEI que não apresentar a declaração no prazo está sujeito à multa de até 20% do valor dos tributos declarados e pode ter o CNPJ cancelado definitivamente.

Segundo a Receita Federal, o país possui atualmente 14,1 milhões de microempreendedores individuais.

Como fazer a declaração anual de MEI

O limite de faturamento anual dos MEIs em 2021 foi de R$ 81 mil. No entanto, o valor deverá ser calculado de forma proporcional aos meses em que a empresa esteve aberta. Caso o CNPJ MEI esteja aberto desde junho de 2021, por exemplo, o limite será proporcional ao tempo de abertura.

Veja o passo a passo para o MEI, mediante seu CNPJ, realizar a declaração:

  • Acesse a página de declaração do DASN-SIMEI no site da Receita Federal e informe o CNPJ e os caracteres alfanuméricos;
  • Na linha “original” selecione “2021”;
  • No campo “Valor da Receita Bruta Total”, informe o valor total do seu faturamento no ano passado;
  • No campo abaixo, se o MEI não for apenas um prestador de serviços, deverá informar o valor das receitas referentes às atividades de comércio, indústria e serviço de transporte intermunicipal e interestadual;
  • Informe se o MEI teve algum empregado no ano referente;
  • Na tela seguinte você irá visualizar um resumo das informações. Basta conferir se elas estão corretas e clicar em “Transmitir”;
  • Para finalizar, imprima e guarde o recibo da declaração. Nele constam as informações prestadas, o horário de envio para a Receita Federal e o número de controle.

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