‘Bati na porta da Nasa várias vezes’: conheça Ivair Gontijo, o brasileiro que trabalha nas missões espaciais americanas até Marte

Por Carolina Dantas, G1

Ivair Gontijo, líder de uma das equipes que ajudaram na aterrissagem do robô Curiosity em Marte, é brasileiro — um “mineirim” de Moema, cidade com cerca de 7,4 mil habitantes. Em palestra de abertura na Campus Party na noite desta terça-feira (12), ele contou uma parte do longo caminho até o topo da carreira no Jet Propulsion Laboratoty (JPL), laboratório da agência espacial americana (Nasa).

“O processo de entrar na Nasa com certeza é complexo. É a mesma coisa em qualquer país. Por que eles vão dar emprego pra um estrangeiro se tem mil americanos querendo o mesmo emprego? Eu bati na porta da Nasa várias vezes. Não foi da primeira vez. Nem da segunda. Foram muitas vezes. E eu não aceito um “não” facilmente. É isso, a gente tem que continuar insistindo”, disse o físico.

Ivair estudou em escolas públicas no interior de Minas Gerais até os 18 anos. Chegou a fazer um curso técnico em agropecuária e trabalhou na região ao redor da nascente do Rio São Francisco. Então, decidiu estudar física e se mudar para Belo Horizonte — ele fez faculdade na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

“Ter trabalhado em uma fazenda aguça primeiro a curiosidade da gente, vendo aquela noite tão escura, aquele céu espetacular, e a vontade de criar uma carreira científica. Então, eu trabalhei na fazenda por 3 anos economizando dinheiro para ir para Belo Horizonte estudar”.

A missão do robô Curiosity (na foto) encontrou moléculas orgânicas, desvendou detalhes sobre as estações climáticas marcianas e detalhou as variações de temperatura do planeta. — Foto: Nasa/JPL

A missão do robô Curiosity (na foto) encontrou moléculas orgânicas, desvendou detalhes sobre as estações climáticas marcianas e detalhou as variações de temperatura do planeta. — Foto: Nasa/JPL

Antes de se mudar para Los Angeles, em 1998, ele fez mestrado ainda no Brasil e doutorado na cidade de Glasgow, na Escócia. Há 10 anos, ele ajudou a construir os transmissores e receptores do radar usado na descida do robô Curiosity até a superfície de Marte. A missão triunfou desde 2012: encontrou moléculas orgânicas, desvendou detalhes sobre as estações climáticas marcianas e detalhou as variações de temperatura do planeta — faz -90ºC nas noites de inverno e 0ºC nas noites de verão. Para Ivair, a colonização fora da Terra tem outras questões além do frio:

“É possível e é distante. Ainda temos desafios gigantescos. Até para produzir oxigênio durante uma viagem tripulada para Marte. Produzir comida. O espaço muito pequeno, confinado. A viagem demora 8 meses e meio, quase 9 meses. Tudo isso é muito complexo, muito difícil, mas são problemas de engenharia, e com certeza os humanos têm a capacidade para resolver”.

Mars 2020

Agora, o desafio é participar na construção dos instrumentos da missão “Mars 2020”. A Nasa vai enviar uma pequena aeronave autônoma de asas rotativas para explorar a atmosfera de Marte. O chamado “Mars Helicopter” deve ser embarcado junto do robô Mars 2020.

“O novo veículo [da missão Mars 2020] tem três instrumentos que são uma colaboração internacional. Eu sou o engenheiro responsável por todas as interfaces, uma parte feita na França, uma parte no Novo México, e outra na Espanha. Eu represento esses três grupos, quando estou conversando com os colegas que estão projetando e construindo o veículo”, explica Ivair.

Anunciado em 2012, o projeto Mars 2020 foi desenvolvido com base nas descobertas do robô Curiosity. A missão é um passo para enviar humanos na década de 2030.

“Eu acho que o pior para a colonização é a ausência de atmosfera, em comparação com a Terra. A atmosfera lá é praticamente só CO2, 95%. E a pressão atmosférica é menos de 1% da pressão atmosférica na Terra”.

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Ministério diz que imposto de importação do leite da Europa e da Nova Zelândia vai aumentar

Por Sara Resende, TV Globo — Brasília

Ministério da Agriculturainformou nesta terça-feira (12) em nota que o imposto de importação do leite integral, em pó e desnatado da Europa e da Nova Zelândia vai aumentar. O valor não foi informado.

Na nota, a assessoria do ministério se referiu ainda à declaração do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Alceu Moreira (MDB-RS), segundo a qual o governo vai aumentar as taxas para compensar o fim do antidumping (barreira comercial) sobre o leite.

“Como a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, vinha defendendo, haverá um aumento da alíquota do imposto de importação do produto para compensar a perda da taxa antidumping”, diz o texto da assessoria do ministério.

No último dia 6, a Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia publicou uma circular no “Diário Oficial da União” extinguindo o antidumping sobre o leite importado da Europa e da Nova Zelândia, o que gerou críticas dos produtores.

Entenda a prática

dumping consiste na venda de produtos internacionais por um preço inferior ao do mercado interno, prática considerada desleal conforme os acordos internacionais.

Os direitos antidumping visam evitar que os produtores nacionais sejam prejudicados, assim, pelos produtos importados em razão dos preços inferiores.

antidumping, portanto, é uma taxa extra que visa compensar o país importador.

Como é a taxa

Hoje, o imposto de importação do leite em pó, por exemplo, tem alíquota de 28%. Este valor é referente à Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul. A proposta do governo, segundo a FPA, seria um aumento temporário para 42%.

“A taxa antidumping cobrada desde 2001 [14%] compensava o efeito da exportação do produto por preço abaixo do custo, causando prejuízos à produção local. A taxa foi suspensa num momento em que os produtores de leite brasileiros já encontram dificuldades decorrentes do fim de um acordo entre privados com a Argentina relativo à importação de leite em pó, o que aumentou a entrada do produto do país vizinho no Brasil”, informou o Ministério da Agricultura.

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STF começa a julgar nesta quarta-feira ações que pedem criminalização da homofobia; entenda

Por Rosanne D’Agostino, G1 — Brasília

Supremo Tribunal Federal(STF) começará a julgar nesta quarta-feira (13) se criminaliza a homofobia e a transfobia. Duas ações na Corte alegam demora e omissão do Congresso Nacionalem legislar sobre o tema. Os relatores são os ministros Celso de Mello e Edson Fachin.

O PPS e a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT) pedem a criminalização de todas as formas de ofensa, individuais e coletivas, homicídios, agressões e discriminações motivadas pela orientação sexual e/ou identidade de gênero, real ou suposta, da vítima.

As ações pedem que o STF declare que o Congresso foi omisso e enquadre as condutas acima como crime de racismo, até que o Legislativo se pronuncie sobre o tema.

Diante disso, o presidente da Corte, Dias Toffoli, tem defendido o diálogo e harmonia entre os poderes. Nesta terça (12), por exemplo, ele recebeu parlamentares evangélicos que pediram a retirada das ações da pauta. Depois, se encontrou com parlamentares que pediram para manter.

O julgamento está marcado para as 14h e há a possibilidade de se estender por mais de um dia. Outra possibilidade é um dos ministros pedir vista, ou seja, mais tempo para analisar os processos.

Os argumentos

Entidades devem levar aos ministros números e fundamentos para defender ou combater as ações. Estão previstas várias sustentações orais.

Enquanto o Grupo Dignidade afirma que, durante o ano de 2017, uma pessoa LGBTI morreu a cada 19 horas no Brasil justamente em razão da LGBTfobia, a Associação Nacional de Juristas Evangélicos diz entender que não há dados no país que subsidiem os pedidos.

Conheça os argumentos enviados ao STF:

Congresso

O Senado nega demora em legislar sobre o tema e diz que há um projeto de lei, de 2017, sobre a criminalização, que propõe alteração do Código Penal. O projeto está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, não recebeu emendas e teve relator designado em março do ano passado.

A Câmara também negou a omissão constitucional e informou que tramita na Casa um projeto de lei de 2001 que dispõe sobre sanções à conduta homofóbica.

Advocacia-Geral da União

Em parecer, a AGU diz que os pedidos são “juridicamente impossíveis”, pois a Constituição não diz que deve ser feita uma lei para criminalizar a homofobia. Além disso, afirma que a medida fere a separação de poderes.

“Ainda que, de um lado, se verifique a situação de estigmatização e discriminação relacionadas à sexualidade que acomete a população LGBT, não se pode, de outro lado, olvidar que, ao contrário do que o autor pretende fazer crer, inexiste qualquer comando constitucional que exija tipificação penal [tornar crime] específica para a homofobia e transfobia”, argumenta.

Procuradoria-Geral da República

A PGR afirma que a Constituição prevê a proteção aos direitos fundamentais e que a deliberação de projetos por mais de uma década frustra a força da proteção.

“A ausência da tutela jurisdicional concernente à criminalização da homofobia e da transfobia mantém o estado atual de proteção ao bem jurídico tutelado e de desrespeito ao princípio constitucional”, diz.

ABGLT

Paulo Lotti, representante da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexuais (ABGLT), afirma ter “muita esperança” de que o Supremo reconhecerá a homofobia e a transfobia como crime.

“Tenho certeza que o STF reconhecerá o dever constitucional do Congresso Nacional em criminalizar a homofobia e a transfobia. Tenho muita esperança que ele as reconheça como crime de racismo, na acepção político-social de raça e racismo que o STF já afirmou, num famoso julgamento que ocorreu na década passada, sobre antissemitismo. Lembrando que há pareceres favoráveis da Procuradoria-Geral da República para tanto”, diz.

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Chuva forte provoca alagamentos e derruba árvores no Rio

Por G1 Rio

Chove forte na Região Metropolitana do Rio de Janeiro desde o fim da madrugada desta quarta-feira (13). Até as 4h10, os pontos da capital com maior volume eram Bangu, Guaratiba e Jacarepaguá, na Zona Oeste, e os bairros de São Cristóvão, Tijuca e Piedade, na Zona Norte, segundo informações do Centro de Operações Rio (COR).

Os índices pluviométricos coletados até as 7h desta quarta eram inferiores aos registrados na chuva da semana passada:

Volume de chuvas, em 24 horas

Bairro, dia 6 Volume, dia 6 Bairro, dia 13 Volume, dia 13
Rocinha 165,6 mm São Cristóvão 67,6 mm
Vidigal 162,2 mm Alto da Boa Vista 63,2 mm
Barra 143,2 mm Tijuca 63

A capital fluminense segue em estágio de atenção – o segundo de uma escala de três. O regime especial de alerta vigora desde as 8h20 da última segunda-feira (4) e chegou ao nível máximo, o de crise, entre as 22h15 da própria quarta e as 10h30 de sábado (9). Desde então, a cidade não voltou ao estágio de normalidade. Na tempestade da semana passada, sete pessoas morreram.

Núcleos de chuva no Rio de Janeiro, de acordo com o Centro de Operações da Prefeitura do Rio — Foto: Reprodução/COR

Núcleos de chuva no Rio de Janeiro, de acordo com o Centro de Operações da Prefeitura do Rio — Foto: Reprodução/COR

Alagamentos

Às 8h, a cidade do Rio registrava bolsões d’água nos seguintes locais:

Avenida Brasil

  • Sentido Zona Oeste, altura de Benfica;
  • Pista Central, sentido Centro, altura de Vigário Geral.

Zona Norte

  • Rua Bela, altura do Campo de São Cristóvão;
  • Rua Santo Sepulcro, em Madureira;

Zona Sul

  • Rua do Catete, altura da Rua Silveira Martins
  • Praça Sibélius, sentido Túneis Acústico e Zuzu Angel
  • Av. Epitácio Pessoa, altura da Rua Vinícius de Morais
  • Rua Silveira Martins, no Flamengo

Centro

  • Rua da Praia, no Caju
  • Av. Francisco Bicalho, sentido Centro, altura da Rua Francisco Eugênio

Zona Oeste

  • Av. Eng. Souza Filho, em Rio das Pedras
  • Av Armando Lombardi, na altura do BarraPoint
  • Av. das Américas, sentido São Conrado, altura do Downtown
  • Estrada da Barra
Alagamento na Tijuca, Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução/TV Globo

Alagamento na Tijuca, Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução/TV Globo

Falta de luz

  • Zona Sul: Jardim Botânico e Lagoa;
  • Zona Norte: Tijuca.

Queda de árvores

  • Rua Professor Gabizo 319, Maracanã
  • Rua Humaitá, sentido Jardim Botânico, no acesso ao Túnel Rebouças
  • Avenida Niemeyer: via segue interditada para a retirada de terra, pedras e árvores da chuva do último dia 6. O trânsito está liberado apenas para moradores e para hóspedes do hotel que fica na região.
Em São Cristóvão, perto da Linha Vermelha, um bolsão se formou — Foto: Reprodução/GloboNews

Em São Cristóvão, perto da Linha Vermelha, um bolsão se formou — Foto: Reprodução/GloboNews

Mobilidade

  • As linhas 1, 2 e 4 do metrô operavam normalmente às 5h30;
  • Barcas navegavam normalmente até as 6h;
  • Às 6h, a Estação São Francisco Xavier da SuperVia foi fechada, por causa de alagamentos, mas foi reaberta meia hora depois;
  • O VLT operava com restrições na Linha 2, circulando entre Praia Formosa e Saara;
  • O Rio Ônibus alerta que o itinerário dos ônibus que circulam pelo Rio pode ser alterado ao longo do dia por causa de possíveis desvios feitos pela CET-Rio.
  • Os aeroportos Internacional Tom Jobim e Santos Dumont operavam com auxílio de instrumentos no início da manhã. De acordo com o balcão de informações do Santos Dumont, dois voos da Avianca, com destino a São Paulo, estavam atrasados às 7h15;

Aulas suspensas

  • Redes municipais: Rio, Belford Roxo, Japeri e Nova Iguaçu;
  • Rede estadual: em todos os 92 municípios.
  • Rede privada: algumas creches e escolas optaram por não abrir – verifique com a direção.

Chegada da frente fria

Pancadas de chuva começaram a cair na Região Serrana e em parte da Baixada Fluminense no fim da tarde de terça-feira (12). Na capital, por volta das 19h.

De acordo com o Climatempo, o avanço de uma frente fria pelo Oceano Atlântico causa áreas de instabilidade sobre o Estado do Rio de Janeiro e espalha nuvens carregadas. Há a previsão de chuva forte, mas não deve ser tão intensa como semana passada. A temperatura máxima prevista é de 27°C na Região Metropolitana.

A prefeitura alertou para chuva forte nesta quarta-feira e faz algumas recomendações para a população. Uma das medidas anunciadas foi a suspensão das aulas nas escolas da rede municipal. O Governo do RJ também decidiu cancelar as aulas nas escolas de todo o RJ nesta quarta.

O mar fica mais agitado no litoral fluminense, e a Marinha emitiu um aviso de ressaca de Paraty, na Costa Verde, até Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, com previsão de ondas de até 2,5 metros de altura, entre as 10h desta quarta e 10h de quinta (14).

Queda de galhos no Humaitá, na Zona Sul do Rio — Foto: Reprodução/ Centro de Operações Rio

Queda de galhos no Humaitá, na Zona Sul do Rio — Foto: Reprodução/ Centro de Operações Rio

No estado

Em outras regiões do RJ, a chuva é mais volumosa.

  1. Paraty: 104,5 mm;
  2. Angra dos Reis: 69,8 mm;
  3. Teresópolis: 67,7 mm.

Em Teresópolis, avisos sonoros pediam atenção para a chuva durante a madrugada.

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PF faz operação contra quadrilha que trafica drogas pelo WhatsApp em SP e outros 4 estados

Por G1 SP — São Paulo

Drogas negociadas por organização criminosa que é alvo de operação da PF  — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Drogas negociadas por organização criminosa que é alvo de operação da PF — Foto: Polícia Federal/Divulgação

A Polícia Federal (PF) realizou na manhã desta terça-feira (12) uma operação contra uma quadrilha que usava o WhatsApp para vender drogas em cinco estados. Eram cumpridos dez mandados de prisão e dez de busca e apreensão em São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Sergipe e Minas Gerais. Até as 8h30, nove pessoas foram presas.

As investigações começaram em abril de 2018, após a PF detectar a existência de anúncios nas redes sociais. Alguns agentes se infiltraram em um grupo de WhatsApp onde a droga era negociada. Os traficantes postavam vídeos e fotos para fazer a “propaganda” da droga vendida – a maior parte dela sintética (ecstasy e MDMA). Algumas remessas eram enviadas pelos Correios.

O grupo de WhatsApp tinha cerca de 200 pessoas. Entre elas, a PF identificou dez que seriam de fato os traficantes e tiveram mandado de prisão decretado. As investigações apontam que o grupo atuava de forma organizada, com membros agindo com funções distintas, sujeitos a um comando centralizado.

Os investigados serão indiciados pela prática de crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas, com penas de 3 a 15 anos de prisão e multa.

Em São Paulo, os mandados judiciais foram cumpridos nas cidades de Indaiatuba, Casa Branca, Osvaldo Cruz, Bauru e Birigui. As outras cidades são Aracaju (SE), Florianópolis (SC), Curitiba (PR) e Divinópolis (MG).

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Corpo do jornalista Ricardo Boechat é velado no Museu da Imagem e do Som em SP

Por G1 SP — São Paulo

Corpo de Ricardo Boechat é velado no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo

Corpo de Ricardo Boechat é velado no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo

O corpo do jornalista Ricardo Boechat é velado na manhã desta terça-feira (12), no Museu da Imagem e do Som (MIS), nos Jardins, em São Paulo. Boechat, de 66 anos, morreu no início da tarde desta segunda (11) após o helicóptero em que estava cair na Rodovia Anhanguera.

O velório começou no fim da noite de segunda com uma cerimônia com os familiares. Depois, no início da madrugada, foi aberto ao público e vai até as 14h desta terça. Foram ao MIS, entre outros, o governador de São Paulo, João Doria, e o presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação, João Carlos Saad.

A viúva de Boechat, Veruska Boechat, afirmou durante a cerimônia que ele foi o ateu que mais praticava o amor ao próximo.

“Meu marido era o ateu que mais praticava o mandamento mais importante de todos, que era o amor ao próximo, porque sempre se preocupou com todo mundo, sempre teve coragem. E é muito difícil fazer o que ele sempre tentou fazer. Então, com erros e acertos, como qualquer pessoa, mas tenho muito orgulho dele”, disse.

O corpo do jornalista será cremado nesta terça em uma cerimônia privada restrita à família, às 16h, no Cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.

Também nesta terça era velado o corpo do piloto do helicóptero, Ronaldo Quatrucci. A cerimônia fechada para familiares e amigos ocorria no Cemitério São Paulo, em Pinheiros, na Zona Oeste da capital. O enterro está previsto para as 16h, no mesmo local.

Amigos e familiares chegam para o velório de Ricardo Boechat no MIS — Foto: TV Globo/Reprodução

Amigos e familiares chegam para o velório de Ricardo Boechat no MIS — Foto: TV Globo/Reprodução

Boechat era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e colunista da revista “IstoÉ”. Ele trabalhou nos jornais “O Globo”, “O Dia”, “O Estado de S.Paulo” e “Jornal do Brasil”.

Na década de 1990, Boechat teve uma coluna diária no “Bom Dia Brasil”, na TV Globo, e trabalhou no “Jornal da Globo”. Foi ainda diretor de jornalismo da Band e teve passagem pelo SBT. Ele ganhou três vezes o Prêmio Esso, um dos principais do jornalismo brasileiro.

Acidente

helicóptero em que estava o jornalista e o piloto caiu na Rodovia Anhanguera, em São Paulo, no início da tarde desta segunda-feira (11) e bateu na parte dianteira de um caminhão.

Segundo o capitão Paiva, da Polícia Militar, a aeronave tentou pousar no acesso do Rodoanel com a Rodovia Anhanguera quando “um caminhão que havia acabado de passar pela praça de pedágio na faixa do sem parar não teve tempo hábil de frear e colidiu com a aeronave ainda pousando”.

O piloto Ronaldo Quattrucci morreu no acidente que também matou o jornalista Ricardo Boechat — Foto: Reprodução/Redes sociais

O piloto Ronaldo Quattrucci morreu no acidente que também matou o jornalista Ricardo Boechat — Foto: Reprodução/Redes sociais

Depois de apresentar jornal na Band News FM, na capital paulista, Boechat seguiu para um evento organizado para uma indústria farmacêutica, em um hotel em Campinas, no interior de São Paulo.

O helicóptero saiu de Campinas às 11h45, no interior do estado, onde Boechat participou pela manhã de um evento, e seguia em direção à sede do Grupo Bandeirantes, no Morumbi, Zona Sul.

A queda ocorreu na rodovia Anhanguera, próximo ao Rodoanel: a aeronave bateu na parte dianteira de um caminhão. Segundo testemunhas, o piloto tentava fazer um pouso de emergência.

“De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a aeronave estava com o Certificado de Aeronavegabilidade válido, bem como a Inspeção Anual de Manutenção, ou seja, em situação regular”, diz nota da Anac.

Investigações

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou que o helicóptero em que Boechat estava não podia fazer táxi aéreo, mas sim prestar serviços de reportagem aérea.

A agência abriu procedimento administrativo para apurar o tipo de transporte que estava sendo feito.

“A aeronave de matrícula PT-HPG, acidentada hoje, em São Paulo, era operada e pertencia à empresa RQ Serviços Aéreos Especializados LTDA. A empresa possui autorização da ANAC para prestar Serviços Aéreos Especializados (SAE), que incluem aerofotografia, aeroreportagem, aerofilmagem, entre outros do mesmo ramo. A aeronave acidentada também estava certificada na categoria SAE. Qualquer outra atividade remunerada fora das mencionadas não poderia ser prestada. Tendo em vista essas informações, a ANAC abriu procedimento administrativo para apurar o tipo de transporte que estava sendo realizado no momento do acidente”, diz a nota.

Investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Aeronáutica, também abriram investigação sobre a queda.

Perfil

Filho de diplomata, Ricardo Eugênio Boechat nasceu em 13 de julho de 1952, em Buenos Aires. O pai estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores na Argentina.

Boechat era recordista de vitórias no Prêmio Comunique-se – e o único a ganhar em três categorias diferentes (Âncora de Rádio, Colunista de Notícia e Âncora de TV).

Em pesquisa do site Jornalistas & Cia em 2014, que listou cem profissionais do setor, Boechat foi eleito o jornalista mais admirado. Ele lançou em 1998 o livro “Copacabana Palace – Um hotel e sua história” (DBA).

O jornalista deixa a mulher, Veruska, e seis filhos.

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Empresa dona de helicóptero que transportava Boechat não podia fazer táxi aéreo e já havia sido multada por atividade irregular, diz Anac

Por G1 SP

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou que o helicóptero que caiu na Rodovia Anhanguera no início da tarde desta segunda-feira (11), em que o jornalista Ricardo Boechat e o piloto Ronaldo Quattrucci morreram, não podia fazer táxi aéreo, mas sim prestar serviços de reportagem aérea. Ainda segundo a Anac, a empresa foi multada, em 2011, por atividade irregular.

“A empresa RQ Serviços Aéreos Ltda foi autuada, em 2011, por veicular propaganda oferecendo o serviço de voos panorâmicos em aeronave e por meio de empresa não certificada para a atividade. Essa atividade só pode ser executada por empresas e aeronaves certificadas na modalidade táxi aéreo. A autuação foi definida em R$ 8 mil reais e foi paga pela empresa”, diz nota.

A agência abriu procedimento administrativo para apurar o tipo de transporte que estava sendo feito.

“A aeronave de matrícula PT-HPG, acidentada hoje, em São Paulo, era operada e pertencia à empresa RQ Serviços Aéreos Especializados LTDA. A empresa possui autorização da ANAC para prestar Serviços Aéreos Especializados (SAE), que incluem aerofotografia, aeroreportagem, aerofilmagem, entre outros do mesmo ramo. A aeronave acidentada também estava certificada na categoria SAE. Qualquer outra atividade remunerada fora das mencionadas não poderia ser prestada. Tendo em vista essas informações, a ANAC abriu procedimento administrativo para apurar o tipo de transporte que estava sendo realizado no momento do acidente”, diz texto.

Investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Aeronáutica, também abriram investigação sobre a queda.

Depois de apresentar jornal na Band News FM, na capital paulista, Boechat seguiu para um evento organizado para uma indústria farmacêutica, em um hotel em Campinas, no interior de São Paulo.

O helicóptero saiu de Campinas às 11h45, no interior do estado, onde Boechat participou nesta manhã de um evento, e seguia em direção à sede do Grupo Bandeirantes, no Morumbi, Zona Sul .

A queda ocorreu na rodovia Anhanguera, próximo ao Rodoanel: a aeronave bateu na parte dianteira de um caminhão que transitava pela via. Segundo testemunhas, o piloto tentava fazer um pouso de emergência.

“De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a aeronave estava com o Certificado de Aeronavegabilidade válido, bem como a Inspeção Anual de Manutenção, ou seja, em situação regular”, diz nota da Anac.

A RQ Serviços Aéreos foi contratada pela Zum Brasil, que por sua vez foi contratada pela farmacêutica Libbs pra organizar o evento em Campinas.

A Zum Brasil, agência especializada na realização de eventos corporativos, afirmou em nota “que sempre faz uma seleção criteriosa de todos os seus prestadores de serviço. Para o deslocamento do jornalista Ricardo Boechat para sua participação em convenção da Libbs Farmacêutica em Campinas, a Zum Brazil contratou a RQ Serviços Aéreos Especializados Ltda, que está em situação regular e possui todas as certificações exigidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A Zum Brazil lamenta profundamente as mortes do jornalista e apresentador Ricardo Boechat e do piloto Ronaldo Quattrucci, que era dono da RQ, e está à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários”, diz o texto.

Em nota, a Libbs fala sobre o convite ao jornalista.

“Todos nós da empresa estamos profundamente consternados com o falecimento do querido Ricardo Boechat, ícone e referência internacional do jornalismo. Ele foi convidado para participar de nossa convenção, em Campinas, neste dia 11, e, como é comum em suas aparições, abrilhantou e fortaleceu a relevância do nosso encontro. Durante 40 minutos ele esteve conosco em um bate-papo no qual imprimiu seu estilo, sempre autêntico e verdadeiro. Lamentamos igualmente o falecimento do piloto Ronaldo Quattrucci e estamos inteiramente solidários à dor das famílias. Todas as atividades do dia foram canceladas. Estamos aguardando informações oficiais sobre o ocorrido e seguimos à disposição para cooperar com mais informações”, diz a nota.

Veja como foi o acidente com o helicóptero segundo testemunha — Foto: Alexandre Mauro/Editoria de Arte/G1

Veja como foi o acidente com o helicóptero segundo testemunha — Foto: Alexandre Mauro/Editoria de Arte/G1

Modelo do helicóptero

A aeronave era um Bell Helicopter fabricada em 1975. Com capacidade para cinco pessoas, sendo um piloto e quatro passageiros, esse modelo de helicóptero é considerado seguro. O proprietário do helicóptero é a empresa RQ Serviços Aéreos Especializados Ltda, do piloto, que morreu na queda.

Segundo o site da empresa proprietária, a aeronave tem um alcance de 500 km e velocidade de 170 km por hora. De acordo com o site da Anac, o peso máximo de decolagem é de 1.247 quilos.

Trajeto do helicóptero

  • Aeronave pousou na Band por volta das 9h30 e decolou com Boechat às 9h45
  • O pouso em Campinas, no heliponto do Hotel Royal Palm Plaza, seria por volta das 10h20/10h25
  • O helicóptero deixou o hotel por volta das 11h30/11h40. O pouso estava programado para as 12h30 no Grupo Bandeirantes, no Morumbi, Zona Sul de São Paulo.
  • No meio do trajeto, por volta das 12h15, o helicóptero caiu no km 7 da Rodovia Anhanguera, próximo ao Rodoanel, na chegada a São Paulo.

Perfil

Filho de diplomata, Ricardo Eugênio Boechat nasceu em 13 de julho de 1952, em Buenos Aires. O pai estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores na Argentina. O corpo do jornalista vai ser velado no Museu da Imagem e do Som (MIS), no Jardim Europa, das 22h desta segunda às 14h desta terça.

Boechat era recordista de vitórias no Prêmio Comunique-se – e o único a ganhar em três categorias diferentes (Âncora de Rádio, Colunista de Notícia e Âncora de TV).

Em pesquisa do site Jornalistas & Cia em 2014, que listou cem profissionais do setor, Boechat foi eleito o jornalista mais admirado. Ele lançou em 1998 o livro “Copacabana Palace – Um hotel e sua história” (DBA).

O jornalista deixa a mulher, Veruska, e seis filhos.

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Motorista de caminhão diz que não viu helicóptero de Boechat no momento do acidente: ‘Do nada cai uma coisa lá do céu’

Por Renato Biazzi, TV Globo — São Paulo

“Do nada cai uma coisa lá do céu em cima da tua cabeça.” Foi dessa maneira que o motorista João Adroaldo Tomackeves, 52 anos, definiu o acidente ocorrido com o caminhão que ele dirigia e que foi se chocou com o helicóptero em estava o jornalista Ricardo Boechat e o piloto Ronaldo Quattrucci, que morreram após a colisão.

O acidente aconteceu na Rodovia Anhanguera, em São Paulo, nesta segunda-feira (11). O helicóptero bateu na parte dianteira do caminhão dirigido por Adroaldo pela via.

O motorista explicou que assim que passou pela praça do pedágio do acesso do Rodoanel para a Rodovia Anhanguera foi surpreendido com o acidente com o helicóptero.

“Foi simplesmente tu estar andando e do nada tu vê aquele estrondo e tu ficar sem visão, sem ficar sabendo o que aconteceu. Tu não sabe o que aconteceu. Você fica analisando o que pode ter acontecido. Eu estava sozinho, daqui a pouco eu estou ali daquele jeito, todo arrebentado, preso, o caminhão parando. Só vi realmente depois que eu estava fora [do caminhão]”, disse Adroaldo.

Ele disse que não teve tempo de reação. “Jamais, nunca, na hora só pensei porque eu fiquei sem visão e eu pensei em parar e depois ver o que aconteceu, ver quem bateu. Ele [helicóptero] caiu de cima pra baixo, veio de cima pra baixo, não veio de frente para mim, tava limpa, limpa, limpa a rodovia. Passei o Via Fácil e não tinha nada, aí do nada aquele estrondo, sobe metade da cabine na minha frente.”

Adroaldo disse que demorou a entender o que tinha acontecido. “Ele caiu, não sei bem certo, em cima da cabine, da carroceria, alguma coisa assim. Eu passei no Via Fácil, a 40 km/h, tava saindo, não tinha nem como ver nada. Tranquilamente concentrado no que está fazendo no trânsito e do nada cai uma coisa lá do céu em cima da tua cabeça.”

Fã do Boechat

Adroaldo disse que gostava do jornalista morto e só soube quem tinha morrido depois de sair do caminhão. “Infelizmente, né, fazer o que, eu era um fã dele no jornalismo, jamais imaginaria que era a pessoa que fosse. Lamento por ele e pelo piloto dele.”

O motorista disse acreditar que o fato de o helicóptero ter caído sobre o caminhão evitou algo mais grave. “Se fosse um veículo pequeno poderia ter sido muito pior. Simplesmente eu agradeço a Deus por estar vivo, não era a minha hora.”

Adroaldo lembrou do socorro que recebeu da vendedora Leilaine da Silva, 29 anos. “Quando eu parei, ela foi a primeira que tentou me tirar, perguntou se eu estava bem, se eu estava sentindo alguma coisa, se eu tinha algum corte. Só estava tentando sair, ela me auxiliou, tirou alguns cacos de vidro que estavam em cima de mim, umas tranqueiras, ela deu o apoio dela para eu pular aquela janela. Não fiquei preso, tinha muita coisa, tranqueira em cima de mim.”

Ele disse que teve a oportunidade de agradecer a vendedora pela ajuda que ela lhe deu. “Ela esteve lá no hospital para ver como eu estava.”

Passou mal

Ele comentou o fato de ter passado mal quando se preparava para prestar depoimento à polícia, no 46º Distrito Policial. “Emoção. Tenho 31 anos [de profissão] e nunca me envolvi em acidente. Um absurdo de ver. Mas é coisa do dia-a-dia, a gente está na estrada, a gente se bota no lugar das pessoas quando acontece isso, hoje eu me coloquei no lugar.”

Realmente o motorista nunca tinha se envolvido em acidentes desde que começou a trabalhar na empresa Rápido ABC Transportes, conforme seu gerente de logística, Adriano Rech. A empresa é sediada em Caxias do Sul, de onde o caminhoneiro saiu, no último sábado (8). Conforme o gerente de logística, o motorista viajou rumo a Diadema, em São Paulo naquele dia.

Ele levou uma carga de farinha de trigo, entregue na manhã de segunda. Depois, passaria em Cajamar para carregar o caminhão com a carga da volta, de matéria-prima.

A empresa tem filiais em Curitiba e São Paulo, conforme Adriano. Um gerente da unidade paulista foi até o local do acidente, para avaliar os estragos. Assim que o veículo for liberado, a empresa entrará com o pedido de ressarcimento do seguro. De acordo com Adriano, pelo que foi possível ver nas imagens, o veículo teve perda total.

Mapa mostra local onde helicóptero caiu na Rodovia Anhanguera — Foto: Wagner Magalhães/G1

Mapa mostra local onde helicóptero caiu na Rodovia Anhanguera — Foto: Wagner Magalhães/G1

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Ibama aplica multa diária à Vale por falhas no salvamento de animais

Por G1

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou nesta segunda-feira (11) que está multando diariamente desde sexta (8) a mineradora Vale, responsável pela catástrofe socioambiental provocada pelo rompimento de barragem de rejeitos em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). A empresa deverá pagar R$ 100 mil por dia até que executar um plano de salvamento de fauna silvestre e doméstica.

Segundo o Ibama, o plano exige, entre outras medidas, a instalação de hospital de campanha para reabilitação dos animais resgatados e centro para triagem e abrigo.

De acordo com o Ibama, a companhia foi notificada em 26 de janeiro para iniciar, em 24 horas, a execução do plano de salvamento de fauna e entregasse relatórios diários com informações sobre os animais resgatados.

O Ibama informou ainda que agentes ambientais constataram atraso na realização das obras e que os relatórios enviados pela empresa não atendem as exigências estabelecidas na notificação.

Outras multas

A Vale foi multada em 26 de janeiro pelo governo de MG e também pelo Ibama. A Secretaria de Estado de Meio-Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) de Minas Gerais multou a mineradora em R$ 99 milhões após a tragédia em Brumadinho. No mesmo dia, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que o Ibama multou a companhia em R$ 250 milhões em razão do rompimento da barragem com rejeitos de mineração.

Além dos prejuízos ao meio ambiente, o rompimento da barragem deixou 165 mortos e, até segunda-feira (11), 155 pessoas estavam desaparecidas.

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Após flagrante em festa, Suzane Richthofen é punida e perde direito às saídas temporárias

Por G1 Vale do Paraíba e região

Após flagrante em festa durante a saída temporária de Natal, a Vara de Execuções Criminais (VEC) de Taubaté suspendeu o direito ao benefício para a detenta Suzane von Richthofen. A punição tem validade para as três próximas ‘saidinhas’ – Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Pais. Condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais, Suzane cumpre pena na penitenciária de Tremembé (SP).

A medida sobrepõe a decisão anterior, da juíza plantonista, Sueli Zeraik. Na ocasião da infração, em dezembro de 2018, ela entendeu que não havia irregularidade e manteve autorizada a saída de fim de ano da presa. A detenção havia sido feita pela PM.

A nova decisão, da juíza do caso, Wania Regina da Cunha, foi assinada na última semana e foi baseada em um pedido do Ministério Público.

Para a magistrada, houve descumprimento da regra na saída de Natal. Isso porque Suzane estava na festa de casamento, em Taubaté, ao invés de seguir para o endereço indicado à Justiça – que é a casa da família do namorado, em Angatuba (SP).

Também foi considerado como agravante, o fato de Suzane já ter informado endereço falso na saída de Dia das Mães em 2016. Na época, como punição, ela ficou na cela solitária por 10 dias e respondeu a processo administrativo.

Condição

Com a perda das três próximas saídas temporárias, Suzane só deve voltar a sair da prisão no Dia das Crianças. A retomada do benefício é condicionada ao bom comportamento dela no sistema prisional.

A Secretaria de Administração Prisional (SAP) e a Defensoria foram procuradas para comentar o assunto e o G1 aguarda o retorno.

O Ministério Público, autor do pedido que resultou na perda do benefício, foi procurado e disse que não vai se manifestar porque o processo de Suzane tramita em segredo de Justiça.

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