MPF identifica autor de movimentação de R$ 20 milhões em empresa do Coronel Lima

Por Flávia Januzzi e Arthur Guimarães, Jornal Hoje

A Lava Jato do Rio identificou Antônio Carlos Correia da Silva como a pessoa que tentou transferir, em outubro, R$ 20 milhões de uma empresa de João Baptista Lima, o Coronel Lima, braço-direito do ex-presidente Michel Temer. A empresa era usada para a lavar dinheiro, segundo o Ministério Público Federal (MPF).

A tentativa frustrada foi revelada pelo MPF e apontada no pedido de prisão da Operação Descontaminação, na qual foram presos o ex-presidente Michel Temer, o ex-ministro Moreira Franco e o Coronel Lima. Eles foram soltos quatro dias após a ação.

Antônio Carlos é gerente financeiro da Argeplan, que tem Coronel Lima como um dos controladores. A movimentação foi informada, inicialmente, em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que não identificava o autor. Depois, o próprio Coaf apontou Antônio Carlos como o responsável.

Segundo depoimento, Antônio Carlos pediu a abertura de contas para duas empresas: a PDA Projeto e Direção Arquitetônica e PDA Administração e Participação Ltda. Ambas são controladas pelo Coronel Lima. Ele também teria tentado abrir uma conta para Carlos Alberto Costa, outro sócio da Argeplan.

A gerente do banco, Silvana Alves de Souza, diz que a agência bancária recusou a abertura das contas porque a Argeplan está sendo investigada. Ela conta ainda que Antonio Carlos recebeu a informação no dia seguinte, recolheu a documentação e foi embora.

O gerente da Argelpan foi questionado no banco sobre a origem do dinheiro e disse que era apenas o procurador. “O sócio Lima”, disse ele, poderia prestar informações sobre a origem dos valores.

Procurado em sua casa, Antônio Carlos não foi encontrado. A irmã dele disse que ele começou a trabalhar na Argeplan em 2014, que ficou indignado quando a história do dinheiro surgiu e que ele quer ser ouvido.

O que dizem os citados

A defesa de João Baptista Filho e de Carlos Alberto Costa declarou que a retificação das informações pelo Coaf mostra que não houve qualquer tentativa escusa de depósito de valores em espécie e que existiu apenas contato com o banco para possível abertura de conta e consequente transferência formal de valores de origem lícita que já se encontravam depositados em outra instituição financeira.

A defesa de Michel Temer afirmou que essa versão afasta qualquer possibilidade de caracterização de crime de lavagem de dinheiro – o qual, se houvesse ocorrido, teria de ser apurado em São Paulo, não no Rio de Janeiro. E que o ex-presidente não é e nunca foi sócio da Argeplan, sendo improcedente imputar a ele algo que poderia ter sido praticado por alguém da empresa.

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Preço do tomate dispara no país e pode atingir valores históricos em abril

Por G1

Em março, preço do tomate em centrais de abastecimento chegou a aumentar 88,6% em Goiás, maior região produtora do país — Foto: Reprodução/TV Morena

Em março, preço do tomate em centrais de abastecimento chegou a aumentar 88,6% em Goiás, maior região produtora do país — Foto: Reprodução/TV Morena

Os preços do tomate estão em disparada. Em março, pelo segundo mês consecutivo, o custo médio do quilo do fruto subiu em todos os mercados atacadistas analisados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). E dados preliminares indicam que, em abril, os valores podem superar recordes da última década.

A escalada acontece por causa das chuvas e de uma área plantada menor do que no ano passado.

Segundo o último boletim divulgado pelo órgão, de fevereiro para março, o preço do tomate em centrais de abastecimento chegou a aumentar 88,6% em Goiás, maior região produtora do país, a R$ 5,12 o quilo. Em Pernambuco, estado que sofreu o menor impacto, a alta foi de 14,9%, a R$ 3,30.

O relatório considera oito centrais que são responsáveis pela venda de 60% a 70% de todo o alimento comercializado no país, e leva em conta a média ponderada dos preços de todas as variedades de tomate ofertadas.

Os preços também subiram para o consumidor final, apontou o IBGE, em março. O valor médio do tomate aumentou 31,84% em todo o país, a maior alta entre os alimentos. O G1 registrou queixas de consumidores em São PauloMato Grosso do SulTocantins,Pernambuco, entre outros.

Perto do recorde

Outro banco de dados da Conab aponta que, em abril, os preços do tomate podem continuar subindo a patamares históricos, acima dos vistos em meados de 2015, quando o produto foi considerado o “vilão da inflação”.

Na Ceagesp de São Paulo, o pico do preço médio do quilo do tomate mais vendido (e não a média ponderada de todas as variedades) nos últimos 10 anos havia sido registrado em maio de 2015, quando foi a R$ 5,58. Nos primeiros 15 dias de abril, o preço chegou a R$ 6,70.

Em todo o mês de março, tinha sido de R$ 5,31.

No Rio de Janeiro, o preço na primeira quinzena de abril marcou R$ 4,43, contra R$ 3,08 em março e R$ 4,55 no pico, em maio de 2015. Em Goiás o preço nos primeiros 15 dias de abril foi de R$ 6,00, contra R$ 3,99 em todo o mês de março e de R$ 5,32 no pico da década, em janeiro de 2016.

Oferta menor, preço maior

A escalada dos preços do tomate é comum no período chuvoso e é consequência direta da menor disponibilidade do fruto nos mercados.

Segundo a Conab, a oferta em fevereiro e março foi cerca de 20% menor do em janeiro.

A redução aconteceu porque o calor e as chuvas no campo fazem com que os frutos fiquem mais perecíveis e manchados, aumentando a quantidade descartada pelos produtores.

“Aliado a isso, os preços pouco atrativos em 2018 fizeram com que os produtores diminuíssem a área plantada, o que significou também menos tomate entrando no mercado”, diz a gerente de Modernização do Mercado Hortigranjeiro da Conab, Joyce Rocha Fraga.

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Prefeitura pede para Exército rebatizar projeto ‘Atirador Mirim’ após polêmica

Por Caroline Andrade, G1 Sorocaba e Jundiaí

Prefeitura de Itatiba solicitou a troca do nome do projeto para que não houvesse associação indevida — Foto: Reprodução/Facebook

Prefeitura de Itatiba solicitou a troca do nome do projeto para que não houvesse associação indevida — Foto: Reprodução/Facebook

A prefeitura de Itatiba (SP) solicitou que o projeto “Atirador Mirim”, realizado na cidade desde 2015 em parceria com o Tiro de Guerra, seja rebatizado depois que moradores questionaram nas redes sociais se havia aulas de tiro.

A ação, que não não envolve armamento e é voltada para crianças entre 11 e 13 anos, tem como objetivo oferecer aulas de cidadania, prevenção de incêndio, ética e civismo.

Segundo o Executivo, a solicitação já foi feita nos últimos anos ao Exército para que não houvesse associação indevida, mas a substituição foi negada com a alegação de se tratar de um padrão nacional do Exército.

Agora, a administração municipal informou que vai solicitar novamente a mudança depois da polêmica envolvendo o projeto na internet, principalmente por causa do massacre na escola Raul Brasil, em Suzano (SP) no dia 13 de março.

Internauta questiona sobre projeto ‘Atirador Mirim’ em Itatiba (SP) — Foto: Reprodução/Facebook

Internauta questiona sobre projeto ‘Atirador Mirim’ em Itatiba (SP) — Foto: Reprodução/Facebook

Atualmente, 11 cidades do estado de São Paulo contam com o projeto “Atirador Mirim”, sendo Itatiba, Tupã, Taquaritinga, Amparo, Jaú, Promissão, Osvaldo Cruz, Votuporanga, Sorocaba, Garça e Vargem Grande do Sul.

O projeto consiste em oferecer aos alunos de escolas municipais lições de comportamentos saudáveis, higiene, saúde, relações interpessoais, prevenção de incêndio, prevenção e resistência às drogas, educação física, cidadania, ética, civismo, trânsito, meio ambiente, além de visitas a órgãos públicos e participações em eventos.

Em nota, o Exército Brasileiro informou que a seção de Tiro de Guerra da 2ª Região Militar não foi informada de nenhuma reclamação sobre o nome e que não tem registros de queixas relacionadas ao assunto.

O Exército disse ainda que não cabe a ele a alteração do nome, já que o projeto “Atirador Mirim” é uma parceria entre os Tiros de Guerra, as prefeituras e a sociedade civil.

G1, então, voltou a entrar em contato com a Prefeitura de Itatiba, que reforçou que consultou pessoalmente, em 2017, o então sargento Flávio Barreto para solicitar a alteração do nome e que vai reiterar junto ao Exército, mais uma vez, a solicitação de mudança.

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Governo vai receber R$ 106,5 bilhões em bônus no megaleilão do pré-sal, define conselho

Por Mateus Rodrigues, TV Globo — Brasília

O megaleilão de excedente de petróleo do pré-sal, programado para acontecer no segundo semestre, vai render um bônus de R$ 106,561 bilhões ao governo federal. O valor foi fixado em uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que aconteceu nesta quarta-feira (17), em Brasília, e que definiu detalhes do leilão.

Esse valor se refere ao chamado “bônus de assinatura”, pago pelas empresas vencedoras do leilão no ato da contratação, e é ligeiramente maior que os R$ 100 bilhões que circulavam, até então, como estimativas do mercado e do próprio governo.

Mais cedo nesta quarta, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que está em estudo a antecipação de até R$ 6 bilhões a estados e municípios com recursos que o governo espera arrecadar com o megaleilão.

Guedes, porém, condicionou a antecipação dos recursos à aprovação das reformas econômicas no Congresso, em especial a da Previdência.

O leilão, previsto para 28 de outubro, abrirá espaço para que empresas privadas explorem os seis lotes do pré-sal na Bacia de Santos, onde a Petrobras já opera.

Pelo contrato atual, firmado em 2010, a estatal pode extrair até 5 bilhões de barris de petróleo (leia mais abaixo). De lá para cá, no entanto, descobriu-se que a reserva é bem maior – um excedente estimado em até 15 bilhões de barris adicionais. É a exploração desse excedente que será leiloada em outubro.

Quando a resolução aprovada na reunião do CNPE for publicada, abre-se um prazo de 30 dias para que a Petrobras declare se pretende se associar às empresas que vão disputar o leilão. A estatal tem direito de até 30% da atividade de exploração em cada lote leiloado.

No leilão, vence a empresa que oferecer a maior taxa de “óleo lucro”, ou seja, que prometer o maior repasse de lucros ao governo. A resolução aprovada nesta quarta pelo conselho também define os percentuais mínimos desse “óleo lucro”, e que variam de 19,82% a 27,65%, dependendo do lote.

Ressarcimento à Petrobras

No início do mês, o CNPE aprovou uma revisão do contrato atual entre a Petrobras e a União, firmado em 2010, para a exploração de seis lotes do pré-sal. Na época, a Petrobras antecipou R$ 74,6 bilhões ao governo para retirar até 5 bilhões de barris na região.

O problema é que, logo em seguida, o preço do barril de petróleo no mercado internacional caiu quase à metade. A Petrobras refez os cálculos, disse ter sido prejudicada com a oscilação e pediu ressarcimento. Pelo acordo firmado, a União devolverá US$ 9 bilhões – cerca de R$ 33,6 bilhões.

O processo será analisado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e a resolução do CNPE prevê que o ressarcimento seja concluído até o fim de 2020.

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Catarinense dado como desaparecido na tragédia de Brumadinho entra em contato com a família

Por G1 SC

O catarinense Evandro Schwirkowsky, 23 anos, entrou em contato com a família em Corupá, no Norte catarinense, na terça-feira (16). O rapaz chegou a ser dado como desaparecido na tragédia de Brumadinho, mas conta que desde então está em Salvador.

Em fevereiro, o Instituto Geral de Perícias (IGP) chegou a fazer a coleta de material genético do pai de Evandro para comparação genética das vítimas. Foi o companheiro de Evandro, Edemilson de Jesus Silva, quem acionou as equipes de resgate, informando que o namorado teria ido a Brumadinho em busca de emprego.

À NSC TV, Evandro disse que estava em Brumadinho e saiu da cidade uma hora antes do rompimento da barragem. Ele ainda conta ter voltado pra Salvador e ficou vagando pelas ruas, pois não queria voltar para casa e prejudicar o companheiro Edemilson, com medo que a família de Corupá os encontrasse.

“Eu peço perdão a todos, peço perdão ao Meu Deus, peço perdão ao meu companheiro, que foi a pessoa que mais sofreu. Fiz tudo isso porque meu pai não aceitava o fato de eu ser gay e ser casado com um homem. Estive mesmo em Brumadinho, mas, pela graça do nosso Deus, saí uma hora antes do ocorrido”, disse Evandro em vídeo.

O companheiro afirma que os dois tinham se mudado para Salvador no começo do ano, e na sequência Evandro afirmou ter ido a Brumadinho. “Ele está chorando muito. Ele vai se recompor e vai explicar”, explica o companheiro.

A reportagem tentou contato com a Polícia Civil de Corupá para informações sobre o caso de Evandro, sem sucesso até esta publicação.

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Vereadores de SP aprovam projeto de lei que proíbe homenagem a corruptos em nomes de ruas

Por SP2

Os vereadores da cidade de São Paulo proibiram a homenagem a corruptos em nomes de ruas, avenidas, praças e equipamentos públicos, como escolas e teatros, em segunda votação nesta quarta-feira (17). O projeto de lei segue para sanção do prefeito Bruno Covas (PSDB).

A proposta do vereador Rinaldi Digilio (PRB) aprovada na Câmara Municipal propõe a alteração da Lei Municipal nº 14.454/2007, que dispõe sobre a denominação dos logradouros públicos da capital e orienta que as homenagens podem ser feitas a “personalidades que tenham prestado importantes serviços à Humanidade, à Pátria, à Sociedade ou à Comunidade”.

O projeto de lei inclui um artigo que veda a denominação de logradouros públicos com nome de pessoas que tenha contra si ou contra empresa de que faça parte condenação na Justiça Eleitoral por abuso de poder econômico ou político; contra a economia popular, administração pública e patrimônio público; contra patrimônio privado; contra o meio ambiente e a saúde pública; por lavagem de dinheiro; por tráfico de drogas, racismo, tortura, terrorismo.

“Vemos nas ruas, pessoas defendendo condenados por corrupção e provas robustas, sem qualquer pudor e com paixão. Se não alterarmos as leis, um desses pode ser prefeito daqui dez anos e sancionar uma rua com nome de corrupto”, argumentou o vereador Digilio.

A definição de “corrupto” que consta no projeto de lei inclui aqueles que já foram condenados com trânsito em julgado, ou seja, que não cabem nenhum recurso, e condenados em instâncias superiores, como o STJ e o STF, onde cabe recurso.

Em 2016, os vereadores aprovaram e o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) sancionou um projeto de lei que proibiu a denominação de ruas com nomes de pessoas ligadas a violação de direitos humanos. O Minhocão teve o nome trocado de Elevado Costa e Silva para Elevado Presidente João Goulart.

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Prefeitura do Rio já gastou mais de R$ 135 mil com a reposição de peças na estátua de Noel Rosa

Por Raoni Alves, G1 Rio

Estátua de Noel Rosa teve pedaços roubados em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução/ Redes sociais

Estátua de Noel Rosa teve pedaços roubados em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução/ Redes sociais

A prefeitura do Rio de Janeiro já gastou mais de R$ 135 mil com a reposição de peças de bronze da estátua em homenagem ao cantor e compositor Noel Rosa, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio.

E os gastos públicos vão aumentar consideravelmente nos próximos meses para reparar a ação de vândalos no monumento, que teve mais da metade de sua estrutura roubada, nos últimos dias.

Segundo a Polícia Civil, as investigações para desvendar os culpados pelo crime estão em andamento. Agentes da 20ª Delegacia Policial (Vila Isabel) analisam imagens de câmeras de segurança instaladas na região para tentar identificar os responsáveis.

A Secretaria Municipal de Conservação e Meio Ambiente informou que está preparando o orçamento e abrirá uma nova licitação para restabelecer o monumento de acordo com o projeto original, feito pelo artista plástico Joás Passos.

A obra de arte, localizada no início da rua Boulevard 28 de Setembro, em Vila Isabel, retrata uma cena comum na vida de Noel Rosa. O monumento apresenta o músico sentado em uma cadeira de uma mesa de bar, fumando um cigarro e sendo servido por um garçom. Ao seu lado, uma cadeira vazia serve como atração para quem quer tirar uma foto ao lado do compositor. A escultura faz referência a um dos grandes sambas do ‘Poeta da Vila’: “Conversa de botequim”.

Segundo moradores do bairro, na última sexta-feira (12), criminosos levaram o tampão da mesa de Noel e o encosto da cadeira vazia. Alguns dias depois, um braço do compositor também foi roubado. Na última terça-feira (16), foi a vez do garçom praticamente desaparecer. Da obra original, só restaram os pés da mesa, as pernas do garçom, uma cadeira sem encosto e um Noel Rosa sem o braço direito.

De acordo com a Secretaria Municipal de Conservação e Meio Ambiente, neste caso, não há reparo e sim reposição de peças. “Se for manutenção, providencia-se o atendimento por meio do contrato de conservação da gerência de Monumentos e Chafarizes, que cuida atualmente de 1.374 monumentos e chafarizes públicos na cidade do Rio de Janeiro, um dos maiores acervos do País”.

Em nota, o órgão municipal informou que a reposição de peças em bronze, por furto ou vandalismo, não faz parte do contrato anual de conservação. Desta forma, técnicos da secretaria estão fazendo o levantamento para avaliar os problemas e estimar o valor de cada peça que necessite ser refeita.

“Assim, cada vez que um monumento é furtado (parcial ou integral), danificado ou vandalizado, é preciso fazer a elaboração de um projeto com previsão orçamentária independente e outras necessidades para a execução dos reparos, sendo necessária a abertura de licitação para o restauro. Por isso, não há valor estimado do prejuízo com vandalismo de monumentos”, comunicou a secretaria.

O contrato de manutenção que está em vigor tem disponível R$ 820 mil para reparos elétricos, hidráulicos, pintura e limpeza de chafarizes e monumentos. Contudo, esse valor não pode ser utilizado para a reposição de peças.

Roubos acontecem com frequência

A primeira vez que a estrutura de bronze teve partes roubadas foi em 2012. Na ocasião, criminosos furtaram a cadeira em bronze e também um copo que fica sobre a mesa. As peças foram repostas no início de 2013 e custaram cerca de R$ 40 mil.

Já no final de 2015, três partes da escultura foram serradas. Foram levados o braço esquerdo e o pé direito de Noel, além do braço esquerdo do garçom. Meses depois, em 2016, a peça foi removida pelo departamento de Gerência de Monumentos e Chafarizes, órgão da prefeitura, para ser restaurada pelo próprio artista que a esculpiu. Os serviços custaram R$ 95 mil à época.

Estátua de Carlos Drummond de Andrade sofre com o vandalismo

A estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade, que fica na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio, é a recordista de ações criminosas. Ao longo de 16 anos da história do monumento, já foram 11 ataques contra a escultura de bronze.

Somente o óculos da estátua de Drummond, item mais vandalizado do monumento, custa cerca de R$ 15 mil para ser refeito.

Em janeiro deste ano, outro monumento foi roubado na cidade. Desta vez, os criminosos levaram o busto de bronze da Imperatriz Teresa Cristina, que ficava na Praça Itália, na Avenida Presidente Antônio Carlos, no Centro do Rio.

Uma outra reportagem do G1 mostrou, em julho de 2018, que seis monumentos foram furtados na cidade em apenas sete meses do ano passado.

Estátua de Carlos Drummond de Andrade, em Copacabana, teve os óculos quebrados — Foto: Reprodução/TV Globo

Estátua de Carlos Drummond de Andrade, em Copacabana, teve os óculos quebrados — Foto: Reprodução/TV Globo

Homem chuta o rosto da estátua para retirar os óculos do monumento. — Foto: Reprodução/TV Globo

Homem chuta o rosto da estátua para retirar os óculos do monumento. — Foto: Reprodução/TV Globo

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Médico acusado de deformar rosto de pacientes é condenado a indenizar mulher que ficou com sequelas após tratamento estético

Por Sílvio Túlio, G1 GO

Médico Wesley Murakami foi condenado a pagar R$ 60 mil a paciente que ficou com sequelas — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Médico Wesley Murakami foi condenado a pagar R$ 60 mil a paciente que ficou com sequelas — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A Justiça condenou o médico Wesley Murakami a pagar indenização de R$ 60 mil a uma paciente que ficou com sequelas após um procedimento estético realizado por ele. De acordo com os autos, a mulher passou por tratamento para amenizar olheiras, mas acabou ficando com produto alojado e precisou passar por outra operação corretiva. Cabe recurso.

G1 entrou em contato com o advogado André Bueno, que representa o profissional, na manhã desta quarta-feira (17) e aguarda retorno.

Murakami foi preso em Goiás no último dia 21 de dezembro, levado para prisão em Brasília e solto no dia 17 de janeiro. Ele já foi condenado a indenizar outra mulher que ficou com deformidades após passar por procedimento em Goiânia.

Desta vez, conforme sentença do juiz Jonir Leal de Sousa, da 1ª Vara Cível da comarca de Aparecida de Goiânia, a mulher ficou com uma sequela no olho esquerdo, após o nervo óptico ser afetado.

O procedimento foi realizado em 2012 e custou R$ 1,8 mil. Ainda conforme o magistrado, ele foi realizado com a aplicação de polimetilmetacrilato (PMMA), um tipo de plástico líquido usado para preenchimento – é injetada sob a pele por meio de uma seringa.

Porém, dois anos depois, a paciente apresentou problemas e procurou outro médico, que constatou resquícios do produto no organismo e pontuou a necessidade de um novo procedimento para sua retirada. Ainda assim, a situação não foi completamente contornada.

Empresário Alexandre Garzon foi atendido pelo médico Wesley Murakami  — Foto: Reprodução/TV Globo

Empresário Alexandre Garzon foi atendido pelo médico Wesley Murakami — Foto: Reprodução/TV Globo

Em seu despacho, o juiz destacou que “a lesão definitiva remanescente, ainda que minimizada, que deve ser compensada pecuniariamente”. O médico também terá de pagar à mulher R$ 2 mil, valor referente aos custos dela com os procedimentos posteriores.

Por fim, Sousa afirmou que outros casos já foram amplamente divulgados “diversos outros casos de procedimentos malsucedidos realizados pelo requerido”.

Denúncias

Segundo a Polícia Civil de Goiás, há 14 denúncias contra o médico no estado. Já no DF, outras 15 pessoas alegaram que tiveram deformidades no rosto após serem atendidas por ele, que teve o registro profissional suspenso.

Uma das pacientes disse que ficou com o “rosto de monstro” após o procedimento com o paciente.

São apurados crimes de lesão corporal gravíssima, associação criminosa e aplicação de produto de origem ignorada ou adulterada.

A Polícia Civil realizou uma operação durante a qual foram apreendidos medicamentos, prontuários e computadores no consultório do médico, em Goiânia.

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Campeão brasileiro de kart que estava desaparecido é encontrado em ilha de Balneário Piçarras

Por NSC TV

O campeão brasileiro de kart Felipy Acácio Reis, de 23 anos, que estava desaparecido desde domingo (14), foi encontrado na noite de terça-feira (16), por volta das 23h, na Ilha Feia, em Balneário Piçarras, no Litoral Norte catarinense. Ele foi atendido inicialmente pelo Corpo de Bombeiros e ficou aos cuidados da família.

O jovem havia saído de um casamento em Itajaí, ido até o kartódromo de Penha para uma comemoração e desapareceu no caminho para casa, após bater o carro, por volta das 3h50 de domingo.

Imagens de câmera de segurança da região central de Balneário Piçarras registraram o momento em que o carro dele colidiu contra um muro. Outras imagens mostram um homem caminhando em direção à praia.

A Delegacia de Pessoas Desaparecidas de Santa Catarina (DPPD) investiga o caso.

 Campeão brasileiro de kart que estava desaparecido foi encontrado em Balneário Piçarras — Foto: NSC TV/Divulgação

Campeão brasileiro de kart que estava desaparecido foi encontrado em Balneário Piçarras — Foto: NSC TV/Divulgação

Calça encontrada

Ainda nesta terça-feira, os bombeiros voluntários de Penha trabalharam nas buscas pelo jovem. Foi encontrada uma calça preta no mar de Balneário Piçarras, com a suspeita de que seja de Felipy.

A carteira de motorista dele foi achada na areia ainda na segunda-feira. O celular ficou no carro, segundo o primo de Felipy, Fábio Vitorino.

O rapaz é natural de Joinville. A Federação de Automobilismo do Estado de Santa Catarina informou que ele venceu em 2017 o Campeonato Brasileiro de Kart, realizado em Penha, e vários campeonatos catarinenses da modalidade.

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Alckmin diz que bloqueio de seus bens em ação da Odebrecht é injusto: ‘não tem caixa 1, nem 2, nem 3’

Por Gabriela Gonçalves, G1 SP

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta terça-feira (16) que o bloqueio dos seus bens em ação da Odebrecht é “injusto” e que não houve caixa 2. Alckmin falou com os jornalistas depois de prestar depoimento como testemunha à Polícia Federal em outra investigação.

Nesta segunda-feira (15), a Justiça bloqueou os bens do ex-governadore de mais quatro executivos ligados à construtora Odebrecht em uma ação movida pelo Ministério Público de São Paulo por improbidade administrativa com o recebimento de vantagem indevida. Cabe recurso.

“Eu acho uma medida injusta e nós vamos recorrer, com a consciência absolutamente tranquila e confiando na Justiça. Não recorri, mas o dr. Marcelo vai recorrer. Foi uma medida liminar que nos entendemos como injusta. Vamos recorrer e confiamos na Justiça”, disse.

“Não tem nenhum cabimento isso. Nem caixa 1, nem 2, nem 3. É uma coisa totalmente injusta”, completou.

Ackmin prestou depoimento na tarde desta terça ao delegado Carlos Eduardo Pellegrini Magro, da Delegacia Fazendária da PF em São Paulo, no inquérito que apura o crime de formação de cartel internacional por empresas fornecedoras de componentes elétricos, entre elas a francesa Alstom e a alemã Siemens. A investigação foi instaurada em 2011, a partir de acordos de leniência dessas empresas com as autoridades.

O advogado Marcelo Martins afirmou que Alckmin não tem qualquer relação com a parte burocrática de obras do governo federal envolvendo a Alstom e que ele prestou depoimento na condição de testemunha, não de investigado, e respondeu ao que for questionado.

“Fui colocado como testemunha de um processo que envolve cartel no Brasil inteiro, na área de energia, seja na área de transporte do país, seja na área de hidroelétricas. O que eu pude colaborar, colaborei. Dever nosso vir aqui como testemunha e ajudar neste inquérito”, afirmou Alckmin.

“Você tem na área de cartel, um processo que nós movemos no caso contra a Siemens e outras empresas em que o estado é vítima. Quando há um cartel, normalmente se faz fora do governo, e o governo é vitima e acaba prejudicado”, completou.

Delação

O nome de Alckmin aparece nas delações premiadas de três ex-executivos da Odebrecht, que informaram sobre o pagamento de mais de R$ 8,3 milhões para a campanha do ex-governador tucano nas eleições de 2014. O dinheiro não teria sido declarado à Justiça Eleitoral.

A decisão do juiz Alonso Munhoz, da 13ª Vara de Fazenda Pública, determina o bloqueio de todos os veículos licenciados em nome dos demandados e o bloqueio de todas as contas correntes e aplicações financeiras até o total de R$ 39,7 milhões de todos os envolvidos, incluindo Alckmin.

A defesa do ex-governador Geraldo Alckmin disse que “a decisão é fundada em grave erro porque não há — nem poderia haver — qualquer vinculação entre as doações eleitorais alegadamente efetuadas e atos ou contratos administrativos cumpridos nas gestões do ex-governador. Informou ainda que o patrimônio de Alckmin é comprovadamente modesto e que vai recorrer da decisão que considera indevida e injusta pela total ausência de provas”.

Além de Alckmin, a ação envolve a Construtora Norberto Odebrecht S/A, além de Marcos Antônio Monteiro, ex-secretário de Alckmin, além dos executivos da Odebrecht Luiz Antônio Bueno Júnior, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Fernando Migliaccio da Silva e Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho.

A Odebrecht diz em nota que “tem colaborado de forma eficaz com as autoridades em busca do pleno esclarecimento dos fatos narrados pela empresa e seus ex-executivos. A Odebrecht já usa as mais recomendadas normas de conformidade em seus processos internos e segue comprometida com uma atuação ética, íntegra e transparente”.

O advogado Guilherme Corona, responsável pela defesa de Marcos Monteiro, informa que a decisão é provisória e que entrará com o recurso cabível perante o Tribunal de Justiça, em especial diante da fragilidade das provas do processo, reiterando sua confiança no Poder Judiciário.

Alckmin, como governador, tinha foro privilegiado. O caso foi, inicialmente, para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, no fim de 2017.

Como Alckmin renunciou ao cargo para disputar as eleições presidenciais de outubro, ele perdeu o foro privilegiado. Com isso, o caso foi encaminhado para a Justiça Eleitoral em São Paulo.

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