Levantamento identifica quais grupos sociais estão mais propensos à Covid-19

São Paulo ultrapassou, nesta quarta (1), a marca de 15 mil mortos pela Covid-19. A desigualdade tão visível no estado ganhou contornos ainda mais cruéis na pandemia.

Do Jornal Nacional

Levantamento revela o impacto do coronavírus de acordo com a renda e a escolaridade

O estado de São Paulo ultrapassou, nesta quarta-feira (1º), os 15 mil mortos por Covid-19. E um levantamento identificou quais grupos sociais estão mais propensos a adoecer nessa pandemia.

A desigualdade tão visível em São Paulo ganhou contornos ainda mais cruéis na pandemia da Covid-19. O sangue dos moradores da cidade foi colhido entre os dias 15 e 24 de junho e examinados da mesma forma, mas os resultados foram muito diferentes.

A partir das análises, os pesquisadores concluíram que cerca de 958 mil moradores da cidade com mais de 18 anos já foram infectados pelo novo coronavírus. Cerca de 11,4% da população. Mas para uma parcela desses moradores o risco de ter a Covid-19 é muito maior.

A doença está espalhada por toda a cidade, mas a diferença de contágio aparece quando São Paulo é dividida por renda. Os infectados são 6,5% da população nos bairros centrais e mais ricos e 16% nos bairros da periferia mais pobre.

O novo coronavírus atingiu 5% das pessoas com nível superior de ensino e quase 23% daqueles que não completaram o fundamental. Os brancos foram menos atingidos: 7,9% dos infectados; já entre os pretos o número salta para 19,7%.

“Eu acho que foi chocante. As pessoas de maior vulnerabilidade, elas vão fazer mais uso de transporte coletivo, elas precisam trabalhar frente a frente com as pessoas para poder ganhar o seu pão”, diz Celso Granato, diretor clínico do Laboratório Fleury e líder da pesquisa.

Da primeira rodada de exames – no começo de maio – para cá, o número de infectados mais que dobrou e, segundo os pesquisadores, pode continuar aumentando muito sem medidas que envolvam as periferias.

“Quando a gente tem a mobilização da comunidade, é o melhor dos cenários, porque aí você tem o apoio do público, mas a organização, a implementação, ela é feita junto da população ou pela população, e não para a população”, explica Beatriz Tess, professora da faculdade de Medicina da USP.

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11,7 milhões de trabalhadores formais já tiveram redução de salário ou contrato suspenso

Número representa 36% dos empregados com carteira assinada no país. Setor de serviços concentra o maior número de acordos, seguido pelo comércio e indústria.

Por Marta Cavallini, G1

Dados do Caged mostram que o país fechou 860 mil vagas em abril

Chegou a 11,7 milhões o número de brasileiros que já tiveram redução de jornada e salário ou suspensão do contrato de trabalho em meio à pandemia de coronavírus.

De acordo com dados do Ministério da Economia, até o dia 26 de junho, o programa criado para preservar empregos formais durante a pandemia reunia um total de 11.698.243 acordos fechados entre empresas e trabalhadores.

Esse universo de 11,7 milhões de brasileiros representa 36% dos trabalhadores formais do setor privado. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua) do IBGE, o país tinha no trimestre encerrado em maio 32,5 milhões de trabalhadores formais, incluindo os domésticos.

  • Quantidade de acordos: 11.698.243
  • Quantidade de empregadores: 1.348.733
  • Valores previstos pagos: R$ 17,4 bilhões

O programa foi lançado no começo de abril. O chamado Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm) prevê a garantia provisória no emprego por um período igual ao da suspensão do contrato ou da redução da jornada.

Em razão da pandemia, o governo autorizou redução de jornada e salário de 25%, 50% ou de 70% por um prazo máximo de 90 dias. A medida também permite a suspensão total do contrato de trabalho por até dois meses.

Pelas regras do programa, os trabalhadores que tiveram corte na jornada e no salário vão receber do governo uma complementação financeira equivalente a uma parte do seguro-desemprego a que teriam direito se fossem demitidos. Já os com contrato suspenso vão receber o valor mensal do seguro-desemprego. O programa também prevê auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores intermitentes com contrato de trabalho formalizado.

As suspensões de contrato correspondiam a quase 47% dos acordos fechados entre empresas e funcionários até 26 de junho. Já a redução de 70% do salário teve o maior número de negociações entre as demais opções de 25% e 50%. Veja abaixo:

  • Suspensão: 5.423.172 (46,4%)
  • Redução de 25%: 1.706.748 (14,6%)
  • Redução de 50%: 2.144.886 (18,3%)
  • Redução de 70%: 2.256.368 (19,3%)
  • Intermitente: 167.069 (1,4%)

A maior adesão aos acordos se deu na primeira semana de vigência da medida: 2.063.672. A semana terminada em 23 de junho registrou o menor número de trabalhadores atingidos: 249.077. Veja no gráfico abaixo:

Quantidade de acordos por semana — Foto: Editoria de Economia/G1

Quantidade de acordos por semana — Foto: Editoria de Economia/G1

Entre os setores da economia, o de serviços é o registra o maior número de acordos, seguido pelo comércio e indústria. Veja no gráfico abaixo:

Acordos por setores da economia — Foto: Editoria de Economia/G1

Acordos por setores da economia — Foto: Editoria de Economia/G1

Programa será prorrogado

Saiba mais sobre a suspensão e redução de contratos

O secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, afirmou na segunda-feira (29) que o programa será prorrogado. De acordo com o secretário, a prorrogação será feita por meio de decreto presidencial.

Segundo Bianco, a proposta é que a suspensão do contrato seja prorrogada por mais dois meses e a redução da jornada por mais um mês. Ele afirmou, no entanto, que os termos da prorrogação ainda estão em estudo.

A prorrogação do programa manterá a exigência de garantia de emprego pelo tempo de uso da medida. Assim, se a empresa usar o programa por três meses, o trabalhador que teve a jornada e o salário reduzido terá a garantia de manutenção do emprego por três meses.

Como aderir e acompanhar o pagamento

Os pagamentos da complementação financeira do governo começaram na primeira semana de maio e estão sendo feitos pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal.

Segundo o Ministério da Economia, a primeira parcela do benefício será paga ao trabalhador no prazo de 30 dias, contados a partir da data da celebração do acordo, desde que o empregador informe ao ministério em até 10 dias. Caso contrário, o benefício somente será pago 30 dias após a data da informação.

“É importante esclarecer que o pagamento do Benefício Emergencial de Preservação da Renda e do Emprego (BEm) é efetuado, em parcelas sucessivas, em até 30 dias após a data de início da vigência do acordo, constante da comunicação pelo empregador ao Ministério da Economia. Também é preciso levar em conta o tempo de cada acordo. Por exemplo, se a redução ou suspensão ocorreu por 30 dias, será uma única parcela”, informa o ministério.

Para verificar os dados e valores, os trabalhadores devem consultar a aba de benefícios da Carteira de Trabalho Digital, no quadro posicionado acima das respectivas áreas para seguro-desemprego e abono salarial.

A solicitação do benefício emergencial deve ser feita pelo empregador diretamente no portal do Ministério da Economia (https://servicos.mte.gov.br/bem/#empregador). O trabalhador pode acompanhar o processamento do pedido por meio do endereço https://servicos.mte.gov.br/#/trabalhador e pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital.

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Enem: maioria quer prova em maio, mas MEC diz que data atrasa cronograma de faculdades

Segundo o governo, opções de datas são ‘diretrizes’ para saber desejo dos estudantes. Confirmação sobre a realização do exame será divulgada após consulta às entidades de ensino médio e superior. A expectativa é que isso ocorra em até três semanas.

Por Elida Oliveira, G1

Maio de 2021 foi o período escolhido pela maioria na enquete sobre as datas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 – mas a realização da prova ainda precisa ser debatida por entidades do ensino médio e superior. A expectativa é que em até três semanas a data definitiva seja divulgada pelo governo.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (1º) pelo secretário-executivo do Ministério da Educação (MEC), Antonio Paulo Vogel, e o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, durante coletiva de imprensa, em Brasília.

A realização do Enem 2020 estava prevista para ocorrer em novembro. Com o avanço da pandemia do coronavírus e a suspensão das aulas presenciais em todos os estados houve pressão pelo adiamento da prova (leia mais abaixo).

Entre os 5,8 milhões de candidatos confirmados para o Enem, 1.113.350 participaram da enquete –19,3% dos inscritos confirmados.

Segundo Lopes, 50% dos participantes responderam que preferem a prova em maio de 2021. A data definitiva só será divulgada após ser articulada com o Conselho dos Secretários Estaduais de Educação (Consed), a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), entre outros.

A articulação é necessária porque a nota no Enem é usada como critério de acesso a vagas em universidades públicas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Além disso, o Enem também é critério de seleção para programas de acesso ao ensino superior privado, como o Programa Universidade para Todos (Prouni), que oferece bolsas de estudos, e o Programa de Financiamento Estudantil (Fies), que ajuda a financiar o pagamento de mensalidades.

“Com base na sinalização que eles querem fazer a prova em 2021, vamos conversar com representantes do ensino médio e ensino superior para ver quando será”, afirmou Lopes.

Ele citou que a aplicação em maio dificulta a entrada no ensino superior no primeiro semestre do ano que vem. Segundo o presidente do Inep, isso também será levado às entidades de ensino superior.

“A expectativa é que em duas a três semanas a gente defina a data do Enem após o processo de construção coletiva”, afirma Alexandre Lopes.

A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) afirmou que já esperava que a data de maio fosse acolhida, mas questionou a quantidade de participantes na enquete.

“Nós já prevíamos que a data de maio seria escolhida. Mas ainda temos diversos questionamentos que precisam de soluções e que precisam ser cobrados do Ministério da Educação. Um dos exemplos é a quantidade de alunos que participaram dessa enquete. Muitos nem tiveram acesso a ela, estão excluídos digitalmente. Problemas como a exclusão digital, a merenda escolar e como será a escola nos próximos meses precisam de respostas”, afirma Rozana Barroso, presidente da Ubes e estudante de cursinho pré-vestibular popular.

A entidade apoiou a iniciativa do MEC que debater com entidades para chegar a um consenso.

“Fomos surpreendidos positivamente pelo MEC ter aceito dialogar com instituições como Andifes e Consed, porque só por meio de debates podemos encontrar as melhores saídas para a educação básica. Neste momento, não há fórmula pronta. Por isso, a Ubes reforça a importância do diálogo também com os estudantes e com os profissionais da saúde para entendermos como devemos nos preparar para a volta às aulas e também para o Enem”, afirmou Rozana.

Pressão para adiar o Enem

A decisão pelo adiamento só ocorreu depois de o governo enfrentar questionamentos judicias. O debate chegou ao Congresso, e o Senado aprovou um projeto que adiava o Enem 2020. O texto seguiu para avaliação da Câmara dos Deputados.

Mas, antes que entrasse em pauta, Abraham Weintraub, então ministro da Educação, lançou a enquete para que os candidatos escolhessem, eles mesmos, a data do exame.

A indefinição gerou ansiedade em estudantes, que chegaram a fazer campanha nas redes sociais pela realização da prova em maio, o que beneficiaria estudantes da rede pública, segundo eles, por dar mais tempo para a preparação. Outros preferiram a prova em outra data (dezembro ou janeiro, por exemplo), para não correrem o risco de não ter Enem em 2021.

Datas da enquete são ‘diretrizes’ para definir cronograma

Segundo Lopes, as datas foram escolhidas para serem uma “diretriz” sobre o desejo dos estudantes.

“Se colocasse muitas datas, ia ficar confuso para os alunos. Em dezembro, tinha a ideia de interesse dos alunos de fazer a prova este ano. Janeiro é ano que vem, mas com mais prazo. Maio era para o aluno ter mais tempo de estudar”, afirmou.

“Serviu como diretriz, captamos o interesse do aluno: este ano, logo no inicio do ano, ou mais afastado”, esclareceu Lopes.

Entre as opções, estavam as datas:

Opções na enquete para escolha de datas no Enem 2020

OpçõesEnem impressoEnem digital
16 e 13 de dezembro de 202010 e 17 de janeiro de 2021
210 e 17 de janeiro de 202124 e 31 de janeiro de 2021
32 e 9 de maio de 202116 e 23 de maio de 2021

Fonte: Inep

A votação se encerrou às 23h59 desta terça-feira (30).

Câmara quer Enem articulado com estados

Nesta terça-feira (30) a Câmara aprovou o texto-base de uma medida provisória que estabelece “normas excepcionais” para os sistemas de ensino devido às medidas de enfrentamento da pandemia do coronavírus.

Entre elas, está a determinação de que a data Enem seja definida em articulação com os sistemas estaduais de ensino. Essa alteração não estava prevista no texto enviado pelo Executivo.

Segundo Lopes, a decisão de definir a data do Enem após consulta às entidades não tem relação direta com a aprovação do texto, porque já estava prevista.

Desde março, as aulas presenciais estão suspensas em todo o Brasil para conter a pandemia do coronavírus. Quatro meses após o fechamento das escolas, ainda não há definição sobre quando será possível voltar às salas de aula.

Enade 2020

Segundo Lopes, o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2020 não será aplicado em 2020, devido à pandemia. O exame será feito em 2021.

A prova avalia o aprendizado de universitários em diferentes cursos todos os anos e estava prevista para ser aplicada em novembro.

Sisu

Vogel afirmou que o Sisu já está aberto para os estudantes verificarem as vagas disponíveis. As inscrições abrem de 7 a 10 de julho.

O Sisu é o sistema do MEC que reúne milhares de vagas de graduação em universidades públicas brasileiras. Para participar do Sisu é preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não ter tirado nota zero na prova de redação.

  • Abertura das inscrições: 7 de julho
  • Encerramento das inscrições: 10 de julho (até 23h59)
  • Divulgação dos resultados: 14 de julho
  • Abertura das matrículas: 16 de julho
  • Encerramento das matrículas: 21 de julho
  • Período de manifestação para lista de espera: de 14 a 21 de julho (até 23h59)

MEC sem ministro

Em meio às indefinições sobre o Enem, o Ministério da Educação segue sem comando na pasta.

O governo publicou na edição desta quarta do “Diário Oficial da União” o ato que tornou sem efeito a nomeação do professor Carlos Alberto Decotelli para ministro da Educação.

Decotelli permaneceu no cargo por cinco dias e não chegou sequer a tomar posse. Ele pediu demissão nesta terça-feira (30) e seu cargo já está sob disputa.

A permanência de Decotelli à frente do MEC ficou insustentável após a divulgação de erros e inconsistências em seu currículo.

Quando anunciado por Bolsonaro, o presidente destacou que “Decotelli é bacharel em Ciências Econômicas pela UERJ, Mestre pela FGV, Doutor pela Universidade de Rosário, Argentina e Pós-Doutor pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha”. No entanto, as titulações não se confirmaram.

Carlos Alberto Decotelli da Silva acumula ao menos cinco polêmicas sobre a sua formação acadêmica:

As titulações estavam declaradas no perfil pessoal de Decotelli na plataforma Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC).

Essa plataforma integra dados de currículos, grupos de pesquisa e de instituições em um único sistema. Ela é autodeclaratória – são os próprios pesquisadores que atualizam os dados – e é considerada um padrão nacional para registro da vida acadêmica.

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Polícia da Bahia fará reconstituição da morte do miliciano Adriano da Nóbrega, diz SSP

Miliciano foi morto em confronto com PMs no dia 9 de fevereiro, na cidade de Esplanada.

Por Itana Alencar e Danutta Rodrigues, G1 BA

Adriano Magalhães da Nóbrega, miliciano e chefe do Escritório do Crime — Foto: Reprodução

Adriano Magalhães da Nóbrega, miliciano e chefe do Escritório do Crime — Foto: Reprodução

A Polícia Civil da Bahia vai fazer a reconstituição da morte do miliciano Adriano da Nóbrega, morto em confronto com policiais militares no dia 9 de fevereiro deste ano, na zona rural da cidade de Esplanada. A informação foi confirmada ao G1 pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA)

Ainda segundo a SSP-BA, não há previsão de quando a reprodução simulada será feita, por causa da pandemia do coronavírus. Adriano Magalhães da Nóbrega, conhecido como Capitão Adriano, era alvo de um mandado de prisão expedido em janeiro de 2019 e era considerado foragido até de ser encontrado na cidade baiana.

Na época em que foi morto, a SSP-BA afirmou que ele era suspeito de envolvimento no assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018. O nome do miliciano, no entanto, não consta do inquérito que investiga a morte da vereadora.

Também na época da morte do miliciano, a SSP-BA informou que Adriano da Nóbrega foi encontrado na casa por equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Litoral Norte e da Superintendência de Inteligência (SI) da SSP-BA. O imóvel é um sítio de um vereador do PSL de Esplanada.

No momento do cumprimento do mandado de prisão, Adriano resistiu com disparos de arma de fogo e acabou ferido. Ele chegou a ser socorrido e levado a um hospital da região, mas não sobreviveu, segundo a SSP-BA.

Segundo a secretaria, os policiais apreenderam com Adriano uma pistola austríaca calibre 9mm. Dentro do imóvel, as equipes teriam encontrado mais três armas e 13 celulares. A operação, que terminou com a morte de Adriano, foi uma ação conjunta da SSP-BA e da Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro (Sepol).

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‘Estamos muito próximos do platô’, diz Doria sobre pico do coronavírus no estado de SP

O platô ocorre quando a curva de casos e mortes atinge o ponto máximo e depois começa a cair. Segundo governador de SP, estado registrou 144 mortes a menos na última semana epidemiológica.

Por G1 SP e GloboNews — São Paulo

João Doria fala sobre a pandemia do novo coronavírus em SP

O governador João Doria (PSDB) afirmou na manhã desta quarta-feira (1º) que o estado de São Paulo está “muito próximo” de atingir o “platô” de casos e mortes provocadas pelo coronavírus. O platô ocorre quando existe uma situação de pico contínuo, uma estabilidade na elevação da curva de novos registros da doença que demora a cair, seguida da diminuição de novos casos e mortes de Covid-19.

“Nós estamos muito próximos do platô, que é aquela faixa superior e muito próximos de chegar a esse momento aqui no estado de São Paulo. Depois, dizem os especialistas, médicos, cientistas, epidemiologistas e infectologistas que esse platô segue em uma linha horizontal e depois, na sequência, é o que nós esperamos, o decréscimo”, afirmou ele durante entrevista ao jornal Em Ponto, da GloboNews.

Apesar da queda semanal, o número total de mortes e casos por Covid-19 aumentou no período.

Semana epidemiológica 23

  • 1.526 novas mortes
  • 33.406 novos casos

Semana epidemiológica 24

  • 1.523 novas mortes
  • 32.326 novos casos

Semana epidemiológica 25

  • 1913 novas mortes
  • 42.912 novos casos

Semana epidemiológica 26

  • 1.769 novas mortes
  • 49.788 novos casos

De acordo com Doria, o estado registrou 144 mortes a menos na última semana epidemiológica.

“São Paulo teve um número menor de mortes na última semana, menos 144 da média da semana passada, ou seja, isso já é um reflexo da chegada muito próxima desse platô. A recomendação fundamental é para as pessoas que ainda puderem permanecerem em casa, ficarem em suas casas, e as que tiverem que sair usarem máscaras”, destacou.

Durante a coletiva da curva na tarde desta quarta, Doria disse que se sente esperançoso com o declínio de mortes. “Fechamos o mês de junho com redução de óbitos, pela primeira vez desde o início da pandemia tivemos um leve declínio no número de vítimas fatais. É um dado importante, significativo, nos traz esperança.”, declarou.

Entre os dias 14 e 20 de junho, foram registradas 1.913 mortes no estado. Já na semana epidemiológica do dia 21 a 27 de junho, foram 1.769 mortes.

A declaração foi dada após o Comitê de Combate ao Coronavírus em São Paulo apontar na primeira semana de junho que o estado já estava no “platô” depois de registrar uma queda de apenas três mortes a menos em comparação à semana anterior, caindo de 1.526 mortos, entre o dia 31 de maio ao dia 6 de junho, para 1.523 mortos da semana epidemiológica entre 7 e 13 de junho. Apesar da queda na ocasião, o número total de mortes aumentou e passou de 9.058 para 10.581.

Na mesma semana epidemiológica, entre os dias 31 de maio e 6 de junho, o número de casos foi de 33.406. Na semana seguinte, foi de 32.326, uma queda de 1.080 casos semanais, mesmo com o número total de casos ter subido.

O balanço de mortes semanal é importante para avaliar o avanço da doença pois há uma variação muito grande dos registros de um dia para o outro. Os novos casos e mortes diários são contabilizados de acordo com o registro no sistema, e não com o dia em que ocorreram. Como as equipes são reduzidas aos finais de semana, os valores ficam atrasados, e costumam atingir picos no meio da semana.

No entanto, o número total de casos é subnotificado como já admitiu o próprio secretário da Saúde, José Henrique Germann, já que os casos leves não são testados, já que os pacientes que não ficam internados nas unidades de saúde não eram contabilizados no balanço diário da Covid-19 divulgado pela secretaria. A falta de testes também é outro problema que ajuda a camuflar os números reais.

O estado de São Paulo chegou a 281.380 casos confirmados pelo novo coronavírus e 14.763 mortes provocadas pela doença nesta terça-feira (30). Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, foram registrados 6.235 novos casos confirmados e 365 mortes nas últimas 24 horas.

O governo estadual iniciou a flexibilização gradual da quarentena em 1º de junho, antes que houvesse queda sustentada de novas mortes ou casos confirmados da doença, o que não é recomendado por especialistas. A justificativa para a reabertura foi a desaceleração no crescimento dos novos registros. Especialistas avaliam que a reabertura do comércio, que já teve início em diversas regiões do estado e causou aglomerações em diversas cidades, pode começar a impactar negativamente os dados das próximas semanas.

O governador também afirmou que o maior legado da pandemia será na área da Saúde, já que o estado tinha 3.500 vagas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) antes do início da pandemia e agora tem mais que o dobro, mais de 7.200. “Os investimentos feitos na saúde pública serão permanentes. Exceto os Hospitais de Campanha, todas as demais instalações foram aprimoradas e melhoradas. Nós mais do que dobramos a quantidade de Unidades de Terapia Intensiva”, disse.

Máscaras

O governador ressaltou a importância do uso de máscaras enquanto não for descoberta uma vacina para a doença. “Até a chegada da vacina, a melhor forma além do isolamento social, de ficar preservado e não ser contaminado, é o uso de máscaras”, afirmou.

O estado de São Paulo completa 100 dias de quarentena nesta quarta-feira (1º) com obrigatoriedade do uso de máscaras nas ruas de todo o estado sob pena de multa de R$ 500 para pessoas físicas e de R$ 5.000 para estabelecimentos comerciais para cada pessoa que estiver sem usar o acessório.

Avanço interior

O governo estadual disse que pela primeira vez o interior passou a cidade de São Paulo no número de casos e mortes de Covid-19.

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde, entre os dias 14 e 20 de junho o interior registrou 17.932 novas contaminações por coronavírus, enquanto que na capital o total foi de 15.342. O avanço da pandemia no interior foi 14,5% maior.

Entre os dias 21 e 24 de junho, o interior teve 10.752 novas confirmações de casos, ante 7.670 na capital. Em apenas quatro dias, a pandemia avançou 28,7% a mais fora da cidade de São Paulo. Também pela primeira vez, o número absoluto de mortes por coronavírus no interior foi de 6.677 e superou o da capital , que foi 6.675 mortes.

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Menino de 7 anos morre após ser baleado na porta de casa na Baixada Fluminense

Secretaria de Saúde de São João de Meriti informou que o menino Ítalo Augusto, atingido na cabeça, já chegou morto à Unidade de Pronto Atendimento.

Por Luana Alves, Bom Dia Rio

Menino de 7 anos morre baleado na porta de casa, em São João de Meriti

Uma criança morreu após ser baleada na porta de casa, no bairro Éden, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, na noite de terça-feira (30).

Testemunhas afirmam que ele levou um tiro na cabeça. Ele foi socorrido por familiares e vizinhos.

A Secretaria de Saúde da cidade informou que o menino Ítalo Augusto, de sete anos de idade, já chegou morto à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro, por volta de 20h30.

Não há informações sobre a origem do disparo e em quais circunstâncias ele teria acontecido.

A irmã do menino chegou a fazer um desabafo nas redes sociais: “Eu te amava tanto. Você era como um filho para mim. Além de irmã, eu era a sua madrinha. Eu não quero acreditar que você morreu desta forma”, diz o texto.

Ítalo é a 16.ª criança baleada na Região Metropolitana do Rio em 2020.

Ítalo Augusto, morto na porta de casa, em Meriti — Foto: Reprodução

Ítalo Augusto, morto na porta de casa, em Meriti — Foto: Reprodução

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Mergulhador resgata corpos de criança e jovem que desapareceram no mar em São Conrado, no Rio

Uma criança e um rapaz caíram no mar nesta terça (30) quando estavam atrás de uma pipa. Eles escorregaram de uma pedra na altura do Vidigal.

Por Juliano Lima, Bom Dia Brasil

Mergulhador localiza dois corpos no mar em São Conrado, no Rio

Um mergulhador encontrou, por volta das 8h30 desta quarta-feira (1°), os corpos de uma criança e de um rapaz que tinham desaparecido no mar de São Conrado, na Zona Sul do Rio, nesta terça (30).

Segundo testemunhas, David Silva Martins, de 12 anos, e Vitor Hugo Carvalho, de 19, caíram no mar quando estavam atrás de uma pipa, após escorregaram de uma pedra na altura do Vidigal.

Mônica da Costa Silva, mãe de David, viu a notícia do desaparecimento.

“Eu não sabia que o David estava no Vidigal. Quando eu vi a notícia na TV e as sandálias, eu soube que era meu filho”, disse.

Adilson Coelho de Carvalho, pai de Vitor Hugo, conta que a família passou a noite em claro. “Ninguém dormiu em casa, todo mundo chorando”, lembrou.

O pai disse também qualquer Adilson e David eram amigos e soltavam pipa juntos. “Vitor sempre vinha, todo mundo conhece ele aqui”, contou.

Buscas na ressaca

Desde a tarde desta terça que os bombeiros faziam buscas. Os trabalhos foram interrompidos durante a noite, mas retomados às 8h. Logo depois os corpos foram localizados.

A Marinha emitiu alerta de ressaca para a orla do Rio e informou que as ondas que podem chegar a 3,5 metros.

Nesta terça (30), o helicóptero da corporação foi usado pelos militares até o anoitecer.

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Escritório do Crime cobrava até R$ 1,5 milhão por assassinato e usava drones para vigiar alvos, diz polícia

Segundo as investigações, grupo criminoso atua há mais de 10 anos. Operação Tânatos, deflagrada na manhã desta terça-feira, cumpre 4 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão.

Por Edivaldo Dondossola, Lilian Ribeiro e Márcia Brasil, TV Globo e GloboNews

MP e Polícia realizam operação contra grupo suspeito de cometer assassinatos

As investigações da Polícia Civil indicam que o Escritório do Crime cobrava entre R$ 1 milhão a R$ 1,5 milhão por cada execução e que a vigilância das vítimas, que chegava a durar até sete meses, era feita com uso de drones, segundo o delegado Daniel Rosa, da Divisão de Homicídios da Capital.

A polícia acredita que as execuções por encomenda aconteçam há mais de 10 anos.

O grupo de matadores, formado por policiais, ex-policiais e milicianos, é alvo da Operação Tânatos, deflagrada pela Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) nesta terça-feira (30). Ao todo, foram expedidos 4 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão.

Os alvos são:

  1. Anderson de Souza Oliveira, o Mugão;
  2. Leandro Gouveia da Silva, o Tonhão, preso;
  3. Leonardo Gouveia da Silva, o Mad ou Paraíba, preso;
  4. João Luiz da Silva, o Gago.

Além dos dois homens já presos, um terceiro foi detido. Ele não era alvo da operação, mas tinha um mandado de prisão por homicídio, e estava na casa de Tonhão quando foi encontrado.

O MPRJ afirma que os denunciados possuíam ligação estreita com Adriano Magalhães da Nóbrega, o Capitão Adrianomorto em confronto com a polícia em fevereiro deste ano, na Bahia.

A Polícia Civil sustenta que Mad assumiu o comando do Escritório do Crime com a morte de Adriano.

O grupo chegou a ser investigado pelo atentado contra a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.

‘Agressividade e destreza’

Numa das denúncias apresentadas, o MP descreve que na atuação do grupo criminoso há emprego ostensivo de armas de fogo de grosso calibre. “A agressividade e destreza nas ações finais revelam um padrão de execução”, descreve o MPRJ.

“Fortemente armados e com trajes que impedem identificação visual, tais como balaclava e roupas camufladas, os atiradores desembarcam do veículo e progridem até o alvo executando-o sem chances de defesa”, emendam os promotores.

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Filho publica homenagem para mãe que se formou em culinária e publicação viraliza nas redes sociais

Marli da Silva, de 63 anos, é diarista e pagou o curso com o valor que recebia das faxinas. ‘Foi uma barreira que eu joguei por terra’, disse a cozinheira.

Por Larissa Caetano*, G1 Rio

Moradora de São Gonçalo conclui curso de culinária francesa com dinheiro de faxina

Aos 63 anos, uma diarista tirou o sonho de fazer culinária do papel e concluiu um curso com especialidade em pratos franceses e confeitaria. A realização fez com que o filho dela fizesse uma homenagem nas redes sociais, que viralizou em poucos dias.

Marli da Silva pagava as mensalidades com parte do dinheiro que recebia das faxinas. Ela, que é moradora de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, contou que ia para o trabalho, na capital, e após o horário de serviço, ela seguia direto para o curso. Atualmente, ela trabalha em três casas.

“Eu sempre quis fazer uma culinária, ser profissional e aprender coisas que nunca aprendi. Fui procurar e acabei encontrando. Eu fui, perguntei se me aceitava devido à idade e me aceitaram. Cheguei em casa e pensei ‘poxa, com as faxinas que eu faço dá pra juntar e pagar esse curso’. Foi o que eu fiz”, disse Marli.

Diarista se forma em culinária francesa e confeitaria aos 60 anos  — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Diarista se forma em culinária francesa e confeitaria aos 60 anos — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Apesar do cansaço, a cozinheira permaneceu em uma rotina tripla, que incluía o trabalho, o curso e educação dos dois filhos, durante três anos.

“Acabava a faxina, tomava meu banho e ia fazer meu curso das 18h às 22h. Deu tudo certo. Eu tinha que fazer esse esforço se eu queria. Tem que correr atrás, né?”, afirmou a diarista.

A garra da mãe motivou um dos filhos, Patrik da Silva, de 20 anos, a publicar uma homenagem nas redes sociais. Na conta do Twitter, ele compartilhou uma foto da mãe e a publicação tinha, até esta sexta-feira (26), mais de 260 mil curtidas.

Filho homenageia mãe nas redes socais e publicação viraliza em dias  — Foto: Reprodução/Twitter

Filho homenageia mãe nas redes socais e publicação viraliza em dias — Foto: Reprodução/Twitter

Ao G1, mãe e filho lembraram dos desafios durante as aulas e da felicidade ao concluir o curso. Para Marli, a realização do sonho acabou com diversos obstáculos.

“Dentro da cozinha, só tinha eu de negra. Além de ser negra, também com 60 anos. Eu tinha aula de francês também. Deu pra falar alguma coisa. Mas eles [colegas de turma] me respeitavam muito, foi muito bom, maravilhoso”, destacou a cozinheira.

Para Patrik, que é formado em informática, a rotina intensa que a mãe teve foi um exemplo não só para ele, mas para todos que duvidam dos próprios limites.

“Eu, como filho, fiquei muito feliz. Mesmo ela já tendo uma idade que, todo mundo acha que já não vale mais a pena ter nada, isso foi um exemplo. Cansada, ela ia pro curso. Chegava em casa era 23h e mesmo assim não deixava de ir”, contou o filho.

Mesmo com desafios, aluna de curso de culinária afirma que quer continuar estudos e afirma que não há idade para aprender — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Mesmo com desafios, aluna de curso de culinária afirma que quer continuar estudos e afirma que não há idade para aprender — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Ele ressaltou que, após Marli ter criado os dois filhos sem auxílio e ter dado o máximo de si durante toda a vida, a conclusão do curso é uma vitória.

“Se você tem uma mãe que é batalhadora, guerreira, que praticamente cuidou de você e do seu irmão sozinho, [ela] merece muitas coisas boas. Por mim, eu dou o mundo pra minha mãe, faço de tudo pra deixar ela no topo, porque ela merece. Ela merece até muito mais, mas eu vou dar o que puder e, o que eu puder fazer por ela, eu vou fazer. Eu amo muito essa mulher e ela merece o mundo”, destacou Patrik.

E mesmo já com diploma de culinária francesa e confeitaria, Marli ainda almeja mais conhecimento e acredita que não há idade para encarar novos desafios.

“Formada eu me sinto muito feliz, porque foi uma coisa que eu consegui, foi uma barreira que eu joguei por terra. Pra mim foi maravilhoso, é maravilhoso. Hoje me sinto muito orgulhosa por ter me formado e ainda pretendo aprender mais, porque preciso aprender muita coisa ainda, mas ainda há tempo para aprender e eu vou aprender”, comemorou a cozinheira.

Entre os pratos feitos por Marli, há opções como torta de doce de abóbora, quindim, quiche, brownie e sonhos. Encomendas são realizadas por meio da conta do Instagram dela.

Diarista de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, se forma em culinária e aceita encomendas por perfil em rede social — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Diarista de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, se forma em culinária e aceita encomendas por perfil em rede social — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

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Chacina deixa ao menos 3 pessoas mortas em rua de delegacia em Embu-Guaçu, Grande SP

Outras 2 pessoas foram feridas a tiros durante ataque de homens que disseram ser da ‘polícia’, segundo testemunhas. Caso ocorreu na noite de segunda (29).

Por Tássia Sena, Guilherme Pimentel e Kleber Tomaz, TV Globo e G1 SP — São Paulo

Chacina deixa três mortos em Embu Guaçu, SP

Ao menos três pessoas foram mortas e outras duas ficaram feridas a tiros, no final da noite de segunda-feira (29), na rua da única delegacia de Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, segundo a Polícia Civil. A investigação apura o crime e tenta identificar os assassinos, que fugiram. Testemunhas contaram que os criminosos haviam se identificado como sendo da “polícia”.

De acordo com o boletim de ocorrência do caso, registrado na mesma delegacia próxima ao local onde ocorreu a chacina, dois homens não identificados, armados, um com revólver e outro com uma arma longa, chegaram a pé e atiraram num grupo de oito pessoas que estava conversando perto de uma fogueira na Rua Pedro de Moraes, Centro de Embu-Guaçu. O local fica distante a cerca de 800 metros da delegacia.

Três estudantes, com idades entre 17 e 21 anos, morreram baleados no local. Dois deles eram irmãos. Outras duas pessoas, uma estudante de 19 anos, e um homem de 31 anos, foram feridos pelos disparos. A jovem foi atingida de raspão nas costas e o rapaz, na cabeça. Os sobreviventes foram socorridos e levados ao Hospital Geral de Itapecerica da Serra, também na região metropolitana.

O estado de saúde deles não foi divulgado, mas a reportagem apurou que a moça foi medicada e liberada do hospital. A Secretaria de Estado da Saúde foi acionada pela reportagem para checar como as vítimas estão.

Outras três pessoas que estavam com as vítimas baleadas correram e escaparam dos disparos sem ferimentos.

Apesar de o registro policial apontar três mortes, a assessoria de imprensa da Polícia Militar (PM) informou que tinha informação de quatro mortes.

Procurada pela reportagem, a comunicação da Secretaria da Segurança Pública (SSP) ainda informava que o número de vítimas fatais era de três pessoas mortas.

Três pessoas são assassinadas em Embu-Guaçu, SP

Morreram:

  • Edilson da Silva Rosa, 21 anos, estudante: baleado na cabeça;
  • Vinicius Fernando Correia Inocêncio, 20 anos, estudante;
  • Ricardo Davi Correia Inocêncio, 17 anos, estudante;

Feridos:

  • Um homem de 31 anos: baleado na cabeça;
  • Uma estudante de 19 anos: baleada de raspão nas costas.

Segundo o boletim de ocorrência, testemunhas contaram que um dos criminosos, que usava revólver, havia dito que era da “polícia”, antes de atirar. Em seguida, Edilson teria respondido: “você não é polícia nada”. Depois, o homem atirou na cabeça dele e passou a disparar contra o grupo. Algumas pessoas conseguiram fugir.

Outro criminoso, que usava touca e uma arma longa, também estava próximo, mas não há informação no boletim de ocorrência se ele disparou contra as vítimas.

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