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Empresa que aluga patinetes no Rio limita velocidade para ‘novatos’

Por Ana Paula Santos e Danilo Vieira, Bom Dia Rio

Usuários de primeira viagem dos patinetes elétricos do Rio só poderão andar a, no máximo, 12 km/h. A Grow, empresa que aluga os veículos da Grin e da Yellow, já está aplicando o redutor para novatos – como determinou a prefeitura. A velocidade máxima de 20 km/h será liberada depois.

“Até a nona corrida, a gente vai limitar a velocidade do patinete, justamente porque o índice de acidentes é muito maior nessas primeiras corridas”, afirmou Victor Bolonha, gerente de operações da Grow. “Para ser um pouco mais seguro para o usuário se acostumar”, emendou.

Patinetes elétricos na orla de Copacabana — Foto: Reprodução/TV Globo

Patinetes elétricos na orla de Copacabana — Foto: Reprodução/TV Globo

Bolonha disse ainda que a empresa estuda aplicar punições a quem desrespeita as regras.

“A gente tenta sempre educar o usuário a guiar da melhor forma. É claro que a gente sempre acaba vendo algumas situações que não são ideais”, ponderou.

“Estamos pensando em aplicar punições para quando a gente pega alguém fazendo algo que ponha em risco não só a saúde dele, como também a dos outros”, afirmou.

Na semana passada, um homem foi flagrado transportando um fogão nas costas, a bordo de um patinete. O “frete” é proibido.

Multas em agosto

As multas por infrações cometidas no uso e na operação dos veículos começam a ser aplicadas no mês que vem, conforme definido por decreto da prefeitura. A fiscalização ficará a cargo da Secretaria Municipal de Transportes, da CET-Rio e da Guarda Municipal.

Infrações leves, como abandonar o patinete em local proibido, custam R$ 100.

Veja as principais regras para andar de patinete no Rio depois da regulamentação da Prefeitura. — Foto: Wagner Magalhaes - Arte/G1 Rio

Veja as principais regras para andar de patinete no Rio depois da regulamentação da Prefeitura. — Foto: Wagner Magalhaes – Arte/G1 Rio

Regras para usuários

  • O patinete só pode ser usado por maiores de dezoito anos;
  • Os patinetes estão liberados para rodarem em ruas com velocidade máxima inferior a 40 km/h, vias fechadas ao lazer, ciclovias, ciclofaixas, faixas compartilhadas, parques e praças;
  • Está proibida a utilização de patinetes elétricos nas calçadas;
  • Os equipamentos ainda podem ficar estacionados nos locais de circulação de pedestres, desde que não impeçam a passagem das pessoas;
  • Está proibido o uso por mais de uma pessoa por veículo;
  • Está proibida a condução de animais ou qualquer tipo de carga nos patinetes;
  • Os condutores nunca poderão ultrapassar os 20 km/h;
  • Nas faixas compartilhadas com calçadas, o limite será de 6 km/h;
  • Os usuários considerados iniciantes não poderão passar de 12 km/h;
  • Caso desrespeitem a lei e façam mau uso dos meios de transporte, os usuários poderão ser processados civil, penal e administrativamente.

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Caminhão invade casa no Complexo do Chapadão

Por G1 Rio

Um caminhão invadiu uma casa no Complexo do Chapadão, na Zona Norte, na manhã desta segunda-feira (22). O veículo estaria transportando equipamentos de som.

Imagens feitas por moradores mostram a destruição provocada pelo veículo, que atingiu um poste, derrubou o muro e invadiu uma casa na Rua Lenir Liberato da Silva, na altura do número 488, na Pavuna.

De acordo com a assessoria do Corpo de Bombeiros, os agentes foram acionados às 7h44 para socorrer uma pessoa ferida no local, mas ainda não há onfirmação sobre o estado de saúde da vítima.

A assessoria da Polícia Militar informou que desde o início da manhã, policiais do 41º BPM (Irajá) fazem uma operação na região do Chapadão. No entanto, a PM ainda não tem informações sobre o acidente com o caminhão.

Veículo subiu calçada em rua do Complexo do Chapadão e destruiu frente de casa — Foto: Reprodução

Veículo subiu calçada em rua do Complexo do Chapadão e destruiu frente de casa — Foto: Reprodução

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Idosa de 67 anos recolhe livros doados em terminal de ônibus de Fortaleza para estudar para o Enem

Por G1 CE

Das riquezas naturais da Amazônia às atrocidades do nazismo alemão: o conhecimento sobre o mundo todo pode estar em uma estante de livros pública, no Terminal de Integração do Antônio Bezerra, em Fortaleza. É lá que, rotineiramente, Raimunda do Carmo, 67, busca livros didáticos e de literatura, para exercitar a interpretação textual e estudar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019, que fará pelo terceiro ano seguido.

“As pessoas deixam livros no terminal, e alguns que me interessam eu pego, trago, leio direitinho e depois devolvo. Mas livros que eu gosto, eu fico”, declara, às risadas. “A professora disse que a gente tem que ler bastante, e eu me sinto muito bem sabendo das coisas”.

A dedicação exemplar não é em vão: após parar os estudos por 36 anos, de 1980 a 2016, Raimunda matriculou-se no Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA) Professora Maria Eudes Veras, na periferia da cidade, para realizar o sonho de concluir o ensino médio. Depois de driblar todas as deficiências de aprendizagem, a meta foi alcançada em 2018.

“Deixei de estudar bem nova, quando casei. Com meu filho no braço, ainda voltei, e desisti. Mas me incomodava… Eu queria porque queria terminar meus estudos. Tive muita dificuldade nas aulas, no começo, porque tava com a mentalidade muito debilitada, não gravava nada direito, a redação era difícil… Mas disse que ia terminar, e terminei. Ano passado, recebi o certificado”, relembra, orgulhosa, a aposentada – e estudante.

“Meus irmãos tinham 2º grau, e hoje posso dizer que sei mais do que eles. Sempre me chamavam de analfabeta. Me incomodava não ter terminado os estudos, mas por mim – eu queria porque queria terminar. Só sosseguei quando fiz.”

Preparação

Mesmo tendo concluído oficialmente os estudos pelo Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), Raimunda segue frequentando o CEJA – assim como outros 230 cearenses acima de 59 anos, conforme a Secretaria da Educação (Seduc) – para aprimorar redação e português, dois pontos fundamentais para passar no Enem deste ano e cursar Gastronomia ou Nutrição.

“Eu leio falando em uma altura que dê pra eu escutar a minha voz, pra saber que estou lendo correto. Antes eu tinha vergonha de ler, agora não tenho mais. Quando uma coisa incomoda a gente, a gente tem que melhorar.”

Ingressar em uma universidade pública da capital cearense já seria, para ela, uma grande conquista – mas a maior das metas vive mesmo é do outro lado do mundo. “Meu maior sonho é fazer faculdade em Portugal, pra ficar mais perto da minha filha, que mora na Itália”, declara, riscando “impossível” do vocabulário. “A pessoa tem que estudar, porque a coisa mais importante pra um ser humano é o estudo. Com isso, ele consegue tudo.”

Perfis

Raimunda é uma das 363 pessoas de 60 anos ou mais inscritas no Enem no Ceará, o correspondente a 0,1% dos 294.992 candidatos totais no estado. O perfil dos cearenses inscritos foi divulgado na última semana pelo Ministério da Educação (MEC).

A quantidade de idosos cearenses interessados em realizar o principal exame para ingresso no ensino superior tem oscilado, nos últimos 10 anos. Se comparado ao de 2010, quando apenas 193 idosos efetivaram inscrição nas provas em todo o Estado, o número de inscritos da terceira idade na edição do Enem deste ano é 88% maior – por outro lado, é o menor desde 2012, que teve 372 candidatos sexagenários. Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), levantados pelo G1.

Neste ano, o exame nacional chega à 21ª edição, e será realizado novamente em dois domingos consecutivos, dias 3 e 10 de novembro. Dos 119 municípios cearenses que registraram inscrições, cinco se destacam: Fortaleza, com 95.902; Juazeiro do Norte, 11.564; Caucaia, 10.149; Sobral, 8.712; e Maracanaú, com 7.675 inscritos. A maioria dos candidatos cearenses (45%) já concluiu o ensino médio, e 40% estão cursando a última série. Os chamados “treineiros” somam 14,5% das inscrições neste ano.

A maioria dos cearenses inscritos no Enem 2019 tem de 21 a 30 anos de idade: eles somam 65.783 candidatos. Em seguida, vêm estudantes de 17 anos (60.112). Os inscritos de 18 anos aparecem em terceiro lugar (56.023), e os de 19 (33.911), em quarto. Os idosos, naturalmente, somam o menor contingente.

Entre as autodeclarações de cor ou raça, a “parda” é a mais reconhecida entre os inscritos no Estado: são quase 194 mil (65,7% do total). Os “brancos” somam 60,2 mil, pouco mais de 20% dos candidatos; seguidos pelos “pretos”, com 24,4 mil autodeclarados.

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Corpo do pedreiro atropelado durante ato do MST em Valinhos é velado em Hortolândia

Por Bom Dia Cidade

O velório do pedreiro Luís Ferreira da Costa, de 72 anos, teve início nesta sexta-feira (19) em Hortolândia (SP). Ele morreu atropelado na manhã de quinta-feira (18) durante um ato de moradores de uma ocupação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Estrada do Jequitibá, em Valinhos (SP). O sepultamento acontece às 15h30.

Ele morava na ocupação “Marielle Vive”, que existe no local desde abril do ano passado, e fazia aulas de alfabetização na comunidade. O protesto reivindicava acesso a serviços essenciais oferecidos pela prefeitura.

Luís Ferreira tinha 72 anos e morreu após ser atropelado em ato do MST em Valinhos (SP) nesta quinta-feira (18) — Foto: Marcello Carvalho/G1

Luís Ferreira tinha 72 anos e morreu após ser atropelado em ato do MST em Valinhos (SP) nesta quinta-feira (18) — Foto: Marcello Carvalho/G1

Suspeito preso

O suspeito do atropelamento foi preso no final da tarde de quinta-feira. Leo Luiz Ribeiro, de 60 anos, prestou depoimento e foi levado para a cadeia anexa do 2º Distrito Policial de Campinas (SP).

Em depoimento à Polícia Civil, que durou duas horas, Ribeiro alegou que acelerou a caminhonete por medo. O delegado Júlio César Brugnoli, titular do 1º DP de Valinhos, contou que o suspeito disse não ter percebido que havia matado alguém e que acelerou depois de o carro ser cercado pelos manifestantes.

Ribeiro vai passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (19).

Leo Luiz Ribeiro, de 60 anos, foi preso em Atibaia (SP) e confessou ter atropelado moradores na ocupação do MST durante protesto. — Foto: Reprodução/EPTV

Leo Luiz Ribeiro, de 60 anos, foi preso em Atibaia (SP) e confessou ter atropelado moradores na ocupação do MST durante protesto. — Foto: Reprodução/EPTV

O caso

Um motorista avançou com o veículo sobre moradores de uma ocupação do MST em Valinhos (SP) na manhã desta quinta (18), matou um homem de 72 e deixou ao menos outras cinco pessoas feridas, entre elas um jornalista que gravava imagens do ato. O motorista fugiu em seguida.

Momento em que caminhonete atropela moradores de ocupação do MST em Valinhos; um idoso morreu. — Foto: Reprodução/EPTV

Momento em que caminhonete atropela moradores de ocupação do MST em Valinhos; um idoso morreu. — Foto: Reprodução/EPTV

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Polícia faz operação no Complexo da Maré pelo segundo dia consecutivo

Por Bom Dia Rio

A polícia realiza uma nova operação no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, na manhã desta sexta-feira (19). Nesta quinta (18), uma operação conjunta dos policiais civis e militares apreendeu 30 armas, sendo 23 fuzis e 2 metralhadores, e oito toneladas de cocaína.

Através de redes sociais, moradores disseram que a manhã começou com troca de tiros intensa na comunidade.

Imagens do Globocop mostraram criminosos em um dos acessos à comunidade com fuzil e utilizando rádio transmissores. Em determinado momento, uma mulher chega a passar correndo ao lado dos criminosos com fuzil.

Em entrevista coletiva após o fim da operação, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), disse que essa foi a maior apreensão de armas e drogas da história do estado e mandou recado para os criminosos.

“O recado está dado: Não enfrente a polícia. Se enfrentar a polícia só tem dois caminhos. Será preso ou será morto. Nós não teremos leniência e não teremos piedade com que não tem respeito com o ser humano alheio, com a sociedade e não tem respeito com os nossos policiais.”

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Ford vai demitir 750 trabalhadores até o final de julho em SP, diz sindicato

Por G1

Fábrica da Ford em São Bernardo — Foto: Divulgação

Fábrica da Ford em São Bernardo — Foto: Divulgação

Ford vai demitir cerca de 750 trabalhadores até o fim do mês em sua fábrica de São Bernardo do Campo, de acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Em fevereiro passado, a montadora anunciou o fechamento da unidade paulista e sua saída do mercado de caminhões da América do Sul.

O sindicato também afirma que a produção de caminhões no local deve seguir até outubro. Cerca de 3 mil pessoas de diversos setores trabalham na fábrica.

A Ford foi questionada sobre as declarações da entidade e disse que não vai se pronunciar sobre o tema.

Após o anúncio do fechamento da fábrica, a Caoa confirmou “conversas” com a Ford para comprar a unidade, mas nada ainda foi concretizado. Entre os interessados estariam os chineses da Chery, marca da qual o grupo Caoa tem metade das operações no Brasil.

‘Retorno da lucratividade’

Quando revelou o plano de fechar a fábrica no ABC Paulista, a Ford disse que a decisão era “um importante marco no retorno à lucratividade sustentável de suas operações na América do Sul”.

O único carro que era produzido na fábrica, o Fiesta, já saiu de linha no Brasil, deixando apenas veículos pesados ainda em produção.

Sua retirada do mercado de caminhões na América do Sul faz parte de uma reestruturação global da empresa. Em maio, a montadora anunciou corte de 7 mil empregos em todo o mundo para economizar US$ 600 milhões por ano.

Em mais uma iniciativa, Ford e Volkswagen anunciaram uma aliança global com o objetivo de ganhar competitividade.

No Brasil, outra movimentação aconteceu em Taubaté (SP), onde a empresa produz motores e transmissões, com 120 trabalhadores aderindo a um plano de demissão voluntária.

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58% reprovam e 15% aprovam as políticas do governo na educação, aponta pesquisa

Por Elida Oliveira, G1

Uma pesquisa obtida com exclusividade pelo G1 aponta que 58% dos entrevistados reprovam e 15% aprovam a atuação do governo federal na área de educação. Para 60%, a qualidade da educação no país é ruim ou péssima e 10% a consideram regular ou boa.

O levantamento, feito em junho pela organização Todos pela Educação e pelo grupo Ideia Big Data, tem abrangência nacional e margem de erro de 3,15 pontos percentuais para mais ou para menos. As perguntas foram aplicadas via telefone fixo ou celular. O nível de confiança é de 95%.

Os dados também indicam que as pautas que estiveram em debate nos primeiros meses de gestão do governo Bolsonaro são prioridade para a minoria dos entrevistados. Filmar professor em sala de aula, evitar “doutrinação”, focar em educação domiciliar e ampliar as escolas militares é importante para 6% deles.

A maioria (52%) apontou que a prioridade do governo deveria ser ampliar vagas em creches, combater o analfabetismo e melhorar o salário e o trabalho dos professores (leia o detalhamento mais abaixo).

regulamentação do ensino domiciliar era uma das metas prioritárias dos 100 primeiros dias de governo Bolsonaro. Após 200 dias de governo, o projeto de lei ainda precisa tramitar no Congresso para entrar em vigor.

Já a construção de 4,9 mil creches até 2022 está entre as metas do Ministério da Educação, que divulgou há uma semana o Compromisso Nacional pela Educação Básica. O documento também traz o objetivo de estabelecer trilhas de formação de professores até 2020, por meio de “cursos de ensino à distância com a disponibilização e materiais de apoio e disponibilização de recursos”. Outro objetivo é implementar 108 escolas cívico-militares até 2023.

“Se olharmos bem, as medidas até então destacadas pelo governo impactam uma parte muito pequenas dos 48 milhões de estudantes da Educação Básica”, diz Priscilla Cruz, presidente-executiva do Todos pela Educação.

“É interessante destacar nessa pesquisa o amadurecimento da população brasileira em relação a quais são os principais desafios da educação brasileira, os resultados que se esperam e onde o governo precisa investir de fato”, analisa Priscilla Cruz, do Todos pela Educação.

“Isso tem a ver com o aumento da conscientização não só da importância da educação em si, como dos caminhos que precisamos trilhar para chegarmos lá. Além disso, a população sente na pele todos os dias as dores de não ter uma Educação de qualidade. Ou seja, quando as pessoas colocam primeira infância, creche, alfabetização, ensino médio como temas que merecem total atenção do Governo é porque percebem que a vida de seus filhos, das crianças e jovens das comunidades em que vivem são profunda e positivamente afetadas quando o resultado é de aprendizagem dos alunos. Isso mostra como a Educação tem de estar a serviço da população para resolver seus reais problemas”, afirma Cruz.

Ações do governo na educação

Entre os que reprovam a atuação do governo na área, 38% consideraram as condutas ruins e 20% as consideraram péssimas. Entre os que aprovam, 10% acharam que elas são boas e 5%, que são ótimas. Outros 20% consideraram as ações regulares e 7% disseram não sabem ou não responderam (veja mais no infográfico abaixo).

O levantamento aponta que 55% dos entrevistados consideram que o Ministério da Educação não está enfrentando os problemas reais do ensino no Brasil, e 14% consideram que está.

À afirmação “Entendo que o Ministério da Educação está enfrentando os reais problemas da Educação Básica brasileira”, 3% disseram não saber ou não responderam; 2% concordaram plenamente; 12% concordaram mais do que discordaram; 28% não concordaram nem discordaram; 35% disseram que discordam mais que concordam; e 20% responderam que discordam plenamente.Ministério da Educação está enfrentando os problemas reais do ensino?

Ações prioritárias

A pesquisa também perguntou para os entrevistados quais deveriam ser as prioridades do governo na educação.

A maioria apontou que a prioridade do governo deveria ser ampliar vagas em creches e melhorar a qualidade (22%), combater o analfabetismo (15%) e melhorar o salário e o trabalho dos professores (15%).

Apenas 1% dos entrevistados consideram prioridade incentivar os alunos a filmarem os professores; 1% acha prioridade trabalhar para acabar com a doutrinação na sala de aula; 2% destacaram a educação domiciliar (homeschooling); e 4% responderam que seria a ampliação das escolas militares no país.

Para 9% dos entrevistados, a prioridade deveria ser melhorar o ensino médio no país. E 6% afirmaram que o foco deveria ser investir mais recursos na educação básica.

Confira abaixo os dados por item:

  • Ampliar vagas em creche e melhorar a qualidade: 22%
  • Combater o analfabetismo: 15%
  • Melhorar os salários e o trabalho dos professores: 15%
  • Melhorar o ensino médio do país: 9%
  • Ampliar o tempo que os alunos passam na escola: 7%
  • Melhorar a formação dos professores: 7%
  • Melhorar a infraestrutura das escolas: 7%
  • Investir mais recursos na educação básica: 6%
  • Ampliar o número de escolas militares no país: 4%
  • Melhorar a gestão de recursos para a educação básica: 4%
  • Homeschooling: 2%
  • Trabalhar para acabar com a doutrinação na sala de aula: 1%
  • Incentivar os alunos a filmarem seus professores: 1%

“O fato do professor aparecer com tanta força nessa pesquisa revela um entendimento muito grande da população brasileira em relação a qual deve ser a espinha dorsal de uma Educação de mais oportunidades para todos: os docentes”, afirma Priscilla Cruz.

Qualidade da educação

A pesquisa também quis saber a opinião dos entrevistados sobre a qualidade do ensino no Brasil nos últimos 10 anos. Para a maioria (47%), a educação piorou na última década. Para 13%, melhorou.

Entre os que consideram que a qualidade da educação caiu, 22% dizem que ela piorou consideravelmente e 25% dizem que piorou um pouco. Para 36%, ela não melhorou, nem piorou. Outros 11% disseram que melhorou um pouco e 2% avaliaram que melhorou consideravelmente. 4% não souberam ou não opinaram.

Perfil da amostra

A pesquisa feita pela Ideia Big Data ouviu 1.720 pessoas. O levantamento tem abrangência nacional e margem de erro de 3,15 pontos percentuais para mais ou para menos.

As perguntas foram aplicadas via telefone fixo ou celular. O nível de confiança é de 95%.

Dos entrevistados, 63% têm 35 anos ou mais, 22% têm entre 25 e 35 anos e 15% têm de 16 a 24 anos; 52% são do sexo feminino e 48% do sexo masculino.

Além disso, 55% têm até o ensino fundamental completo; 30% têm o ensino médio completo e 15% têm o ensino superior.

Por região, 43% dos entrevistados são do Sudeste, 27% do Nordeste, 14% do Sul, 8% do Norte e 8% do Centro-Oeste.

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Justiça aceita acordo entre Grupo CCR e MP-SP para quitar ações; Governo de SP contesta

Por Walace Lara, SP2

CCR doa R$ 81 milhões para se livrar de ação

CCR doa R$ 81 milhões para se livrar de ação

A Justiça de São Paulo reconheceu o acordo firmado entre o Grupo CCR, que administra rodovias em todo o Brasil, e o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) no caso de doações ilegais para campanhas políticas, a empresa se compromete a doar mais de R$ 80 milhões ao governo e à biblioteca da USP e em troca fica livre de ações na Justiça. O governo paulista contestou a proposta e justifica que quer definir como vai empregar dinheiro.

SP2 teve acesso com exclusividade aos termos do acordo. Além da doação da quantia, a CCR também se propõe a delatar os 15 políticos que receberam via caixa 2.

O juiz Randolfo de Campos reconheceu os termos, ou seja, está homologado. No entanto, o governo do estado está apelando da decisão e disse discordar de um dos pontos: a CCR quer aplicar parte dos R$ 81 milhões diretamente na reforma da biblioteca da Faculdade de Direito da USP.

Em nota, o governo do estado disse que a integralidade do valor tem que ser devolvida aos cofres públicos, uma vez que a lesão foi contra o estado.

Entenda

Representantes do Grupo CCR dizem que fizeram pagamentos em um esquema eleitoral a 15 políticos, entre eles dois ex-governadores e dois ex-prefeitos. De acordo com os depoimentos:

  • José Serra (PSDB) recebeu R$ 3 milhões em 2010;
  • Geraldo Alckmin (PSDB) recebeu R$ 4,5 milhões em 2010 e R$ 4,3 milhões em 2012;
  • Marta Suplicy recebeu R$ 1 milhão em 2010, quando era do PT;
  • Gilberto Kassab (PSD) recebeu R$ 2,8 milhões em 2012.

No acordo firmado com o MP-SP, a CCR disse que vai devolver R$ 81,5 milhões da seguinte forma:

  • R$ 60 milhões aos cofres do Estado de São Paulo;
  • R$ 4 milhõs para o fundos do governo;
  • R$ 17 milhões para a Faculdade de Direito da USP.

Em troca, a CCR fica livre de ações civis relacionadas ao caso.

Na sentença, o juiz da 1ª instância defendeu que o acordo possibilita maior eficiência na reposição do erário público e na obtenção de provas, além de aprofundamento das investigações. Para ele, a CCR pode fazer doações a quem quiser.

A gestão joão Doria (PSDB), entretanto, não concordou com parte dessa negociação. Alega que o problema é a parte do dinheiro empregada diretamente em uma reforma e entrou com apelação no Tribunal de Justiça, que é a 2ª instância.

Os procuradores do estado dizem:

  • que o acordo é inviável porque se tem um cenário de insegurança jurídica;
  • que o juiz se pautou de forma rasa ao autorizar a CCR a fazer doações a quem desejar;
  • que quase 20% do calor está deixando de ir para o Governo, que é o maior afetado.

O que dizem os políticos citados

Em nota à reportagem, José Serra disse que jamais recebeu vantagens indevidas ao longo dos seus 40 anos de vida pública, e que todas as suas contas de campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.

O ex-governador Geraldo Alckmin disse que desconhece o conteúdo do acordo e nega qualquer contribuição ilícita para suas campanhas.

O ex-prefeito Gilberto Kassab disse que desconhece as informações citadas e afirma que as doações que recebeu seguiram a legislação vigente à época.

A ex-prefeita Marta Suplicy disse que lamenta ver o nome dela envolvida neste caso, pois desconhece os supostos fatos e as pessoas que alegam ter feito tais doações.

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Justiça prorroga prisão temporária de dois filhos de Flordelis

Por G1 Rio

A Justiça prorrogou a prisão temporária dos dois filhos da deputada federal Flordelis (PSD) por mais 30 dias nesta quinta-feira (18). Eles são suspeitos de participar do assassinato do pastor Anderson de Souza.

A Delegacia de Homicídios pediu à Justiça a prorrogação e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deu parecer favorável à permanência da prisão.

O pastor, que era padrasto de Flávio dos Santos e pai adotivo de Lucas dos Santos, foi morto em 16 de junho. Ele foi assassinado dentro de casa em Pendotiba, Niterói.

Os irmãos foram presos no dia 20 de junho depois da Justiça decretar a prisão temporária. De acordo com a Polícia Civil, Flávio confessou o crime. Ele admitiu ter dado seis tiros no padrasto e disse que o irmão também participou do assassinato.

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43% das escolas rurais não têm internet por falta de estrutura na região, diz pesquisa

Por G1

A falta de infraestrutura é um dos principais problemas apontados pelas escolas rurais do país para ter acesso à tecnologia. De acordo com a pesquisa TIC Educação 2018, feita pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e divulgada nesta semana, 43% dessas escolas disseram que não têm internet por falta de estrutura na região e 24% delas apontaram o alto custo da conexão.

Enquanto na zona urbana 98% das escolas têm ao menos um computador com acesso à internet, nas escolas rurais o índice cai para 34%. E, mesmo que tenha computador conectado, nem sempre ele está disponível para os estudantes: 62% das escolas rurais não têm computador para uso dos alunos, aponta a pesquisa.

O dado aponta a exclusão de parte dos estudantes do país a uma fonte a mais de informação, que poderia ser usada para complementar a aprendizagem.Computadores para uso dos alunos nas escolas rurais (%)Dados se referem ao computador de mesa presente nas escolas.Nenhum: 20De 1 a 5: 11De 6 a 20: 7Não possui este tipo de computador ou computador em funcionamento: 62Fonte: TIC Educação 2018

Ensino e aprendizagem online

Nas escolas urbanas, a pesquisa indica que 89% dos alunos do ensino médio recorrem a vídeos ou tutoriais na internet como fontes de informação, e os usos são os mais variados: eles podem acessar a internet sozinhos (86%), com alunos ou amigos (81%), com familiares ou outras pessoas (69%) e com professores ou educadores (43%).Uso da internet por estudantes do ensino médio (%)Dados se referem a alunos de escolas urbanas ouvidos pela pesquisa.8686818169694343SozinhosAlunos ou amigosFamiliares ou outrosProfessores ou educadores0100255075Fonte: TIC Educação 2018

Ao todo, 48% dos estudantes disseram ter sido orientados pelos professores a fazer o uso seguro da internet. Nas escolas particulares, o índice é de 68% e, nas públicas, de 44%.

Outro dado da pesquisa é que 54% dos estudantes das escolas públicas e particulares disseram que os professores os ajudaram a usar a internet para fazer trabalhos escolares; 57% dos docentes disseram quais sites os estudantes deveriam utilizar e 51% pediram para compararem informações em sites diferentes.

TIC Educação 2018

A pesquisa foi feita pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). O levantamento foi feito entre agosto e dezembro do ano passado.

Veja os resultados do estudo apresentados em anos anteriores:

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