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Moradores de comunidade na Zona Oeste do Rio afirmam que blindado da PM destruiu carros

Por Bom Dia Rio

Moradores denunciam que caveirão da PM destruiu carros em comunidade de Senador Camará

Moradores denunciam que caveirão da PM destruiu carros em comunidade de Senador Camará

Moradores da comunidade do Rebu, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, denunciam que um veículo blindado da Polícia Militar destruiu vários carros que estavam estacionados. Quem vive na região conta que aconteceu uma operação no fim da tarde de quinta-feira (26).

De acordo com imagens feitas pelos moradores, o blindado entrou pela Rua C, próximo à Rua Rodrigo de Freitas, arrastou um toldo e bateu nos carros que estavam na calçada.

Eles afirmam que isso costuma acontecer em dias de operação da PM e que não são ressarcidos pelos estragos.

“As crianças estão de férias, estão nas ruas, em casa, brincando. É até perigoso, mesmo pelo horário que eles vêm e não respeitam. Não respeitam o morador, xingam. Se você estiver na rua, ‘sai daí, seu otário’”, contou um morador, que não quis se identificar.

A PM não se manifestou até o fechamento desta reportagem.

Moradores filmaram o Caveirão na Rua C da Favela do Rebu — Foto: Reprodução/TV Globo

Moradores filmaram o Caveirão na Rua C da Favela do Rebu — Foto: Reprodução/TV Globo

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Médica é morta em tentativa de assalto na Barra da Tijuca, Rio

Por Elza Gimenez e Guilherme Santos, TV Globo

Uma médica morreu em uma tentativa de assalto na Zona Oeste do Rio na noite desta quinta-feira (25). Ela foi baleada na cabeça.

Maura Selvaggi Soares, de 61 anos, chegava em casa quando bandidos abordaram o carro onde ela estava. O crime aconteceu às 22h20 na Rua Einstein, na Barra da Tijuca.

Imagens de uma câmera de segurança mostram a ação. Maura aguarda o portão da garagem abrir, quando um homem chega à janela do carro. Ele foge e parece não levar nada. O carro avança.

Homens do 31º BPM (Recreio) foram para o local e acionaram a Polícia Civil.

A Delegacia de Homicídios da Capital informou que um inquérito foi instaurado para investigar as circunstancias da morte da médica. Policiais buscam imagens e informações que levem a autoria do crime.

A médica Maura Selvaggi Soares — Foto: Reprodução/Redes sociais

A médica Maura Selvaggi Soares — Foto: Reprodução/Redes sociais

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Ajudante acha carteira com R$ 15 mil e devolve para dono: ‘Não comeria um prato de comida com esse dinheiro’

Por Marcos Lavezo, G1 Rio Preto e Araçatuba

Guilherme abraça Mauro após ajudante entregar carteira — Foto: Brunno Alexandre/Marília Notícia

Guilherme abraça Mauro após ajudante entregar carteira — Foto: Brunno Alexandre/Marília Notícia

Um ajudante de caminhoneiro devolveu ao dono uma carteira com R$ 15 mil que havia sido deixada na mureta de um posto de combustíveis às margens da Rodovia BR-153, em Marília (SP).

Em entrevista ao G1, Mauro Maurício, de 62 anos, contou que achou o dinheiro assim que chegou a um posto de combustíveis depois de um trabalho. Ele costuma ficar no estabelecimento em busca de caminhoneiros para ajudar.

“A carteira estava caída em uma mureta e nela tinham R$ 5 mil em dinheiro e vários cheques, sendo cerca de R$ 15 mil. Procurei o dono em todo lugar e não encontrei. Cheguei em casa e não consegui ficar quieto. Falei para minha mulher que iria devolver. Não posso ficar com o que não é meu”, afirma.

Ainda segundo Mauro, foi então que um amigo da oficina que fica no posto ligou e falou de quem era a carteira, dizendo que era cliente dele e que saiu chorando porque tinha perdido.

“Poucas pessoas fariam isso. Se 99% pensassem assim, o mundo seria melhor. Não conseguiria comer um prato de comida comprado com esse dinheiro, porque saberia que não seria do meu suor”, diz.

Encontro

Guilherme com a carteira que Mauro encontrou perdida no posto em Marília — Foto: Brunno Alexandre/Marília Notícia

Guilherme com a carteira que Mauro encontrou perdida no posto em Marília — Foto: Brunno Alexandre/Marília Notícia

No dia seguinte, nesta terça-feira (23), Mauro se encontrou com o dono da carteira para devolvê-la. O dono é o comerciante Guilherme Henrique de Oliveira, 38 anos, que é de São José do Rio Preto (SP), mas trabalha pela região de Marília.

Ao G1, Guilherme afirmou que trabalha com recauchutagem de pneus e que frequenta o local onde perdeu a carteira. Porém, nunca havia visto Mauro. Além disso, ele conta que costuma andar com dinheiro para comprar pneus.

“Deu um frio na barriga quando perdi a carteira. Procurei em todo o lugar. Tinha cheque de clientes. Fui embora porque não tinha mais o que fazer, mas o dono da oficina me ligou de noite falando que encontraram”, afirma.

Para ele, a atitude de Mauro é exemplo de honestidade. “Hoje é raridade uma pessoa ter uma atitude dessas, pela quantidade de dinheiro que tinha, e ele entregou tudinho. Ele me disse ainda que trabalhou o dia inteiro e ganhou R$ 80 quando achou a carteira. É uma atitude dessas que todos devem ter, de honestidade”, afirma.

Mauro entrega a carteira que achou perdida em posto de combustível para o dono — Foto: Brunno Alexandre/Marília Notícia

Mauro entrega a carteira que achou perdida em posto de combustível para o dono — Foto: Brunno Alexandre/Marília Notícia

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Após mais de 3h, bombeiros controlam incêndio que destruiu hotel na Serra da Mantiqueira

Por G1 Vale do Paraíba e Região

Fogo destruiu hotel em Campos do Jordão — Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros

Fogo destruiu hotel em Campos do Jordão — Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros

Equipes do Corpo de Bombeiro levaram mais de 3h para controlar o incêndio que destruiu um hotel no limite entre Campos do Jordão e Santo Antônio do Pinhal (SP) nesta quarta-feira (24). Foram retirados 15 hóspedes do local, sendo 11 adultos e quatro crianças, além de funcionários. Nenhum deles estava ferido.

O empreendimento tinha 44 apartamentos e 14 deles foram destruídos pelas chamas. Doze viaturas, com 27 bombeiros, atuaram no local. O fogo teve início por volta das 17h e só foi controlado por volta das 21h.

Equipes da corporação em Campos do Jordão recebem reforço de bases de Caçapava, São José dos Campos e Taubaté. Ainda não há informação sobre o que provocou as chamas.

O dono do hotel informou que comprou o estabelecimento há cerca de três meses e tinha reformado o local, mas que não tinha seguro. Por volta das 22h equipes ainda trabalhavam na extinção de possíveis novos focos de incêndio.

O hotel fica na altura do km 39 da rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123), mas não houve interdição na via, segundo a Polícia Rodoviária Estadual.

Incêndio destrói hotel em Campos do Jordão — Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros

Incêndio destrói hotel em Campos do Jordão — Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros

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Morre menino atacado a tiros em casa junto com a família, no Rio

Por Mariana Cardoso, TV Globo

Wictor, Lindsay e Luciana de Almeida, mortos no ataque de Marechal Hermes — Foto: Reprodução/TV Globo

Wictor, Lindsay e Luciana de Almeida, mortos no ataque de Marechal Hermes — Foto: Reprodução/TV Globo

O menino Wictor Almeida, de 7 anos, morreu às 20h03 desta quarta-feira (24). Nesta madrugada, a criança e a família foram atacadas a tiros dentro de casa, em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio. Victor estava internado no Hospital Pedor II e não resistiu aos ferimentos.

O pai do menino, Wladmir dos Santos, segue internado no Hospital Carlos Chagas, e o quadro de saúde dele é considerado estável.

No ataque também morreram Lindsay de Almeida Reis, de 15 anos, irmã de Victor, e Luciana Almeida da Silva, de 35 anos, mãe do menino.

De acordo com a Polícia Militar, testemunhas disseram que, por volta das 3h, dois homens armados entraram na casa, no número 241 da Rua Igaratá, e fizeram vários disparos.

Polícia investiga disputa de bens

Testemunhas contaram que o ataque seria consequência de uma briga da família por divisão de bens. “Pode ser, mas ainda não sei”, comentou um primo.

Nas cinco casas do terreno moram 20 pessoas da mesma família.

“Acordei com a gritaria, já tinha acontecido”, contou.

O delegado titular da Delegacia de Homicídios, Daniel Rosa afirmou que as investigações estão avançadas e que a unidade espera prender o autor do crime ainda nesta quarta-feira.

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Exposição da artista Tarsila do Amaral recebe 8.818 visitantes nesta terça e bate recorde de público em um dia no Masp

Por Bárbara Muniz Vieira, G1 — São Paulo

A exposição da artista Tarsila do Amaral atraiu 8.818 pessoas ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) na terça-feira (23) e causou filas de até 6 horas para entrar no local. É um recorde histórico para um único dia no museu. O recorde anterior é da terça passada, dia da semana em que a entrada é gratuita, quando 8.454 pessoas visitaram o museu.

Até o último domingo (21), 350 mil pessoas já tinham visto a exposição. É o maior público dos últimos 20 anos do museu, com movimento só comparado à exposição do artista francês Oscar-Claude Monet, em 1997, que reuniu 400 mil pessoas.

Até domingo (28), quando termina a exposição, a expectativa é a de que mais 30 mil pessoas visitem o museu, totalizando 380 mil visitantes. A exposição foi batizada como “Tarsila Popular”.

Um dos quadros mais valiosos da arte brasileira, de volta ao país: Abaporu — Foto: Reprodução/TV Globo

Um dos quadros mais valiosos da arte brasileira, de volta ao país: Abaporu — Foto: Reprodução/TV Globo

A segunda mostra mais visitada da atual gestão, inciada em 2014, a coletiva “Histórias afro-atlânticas”, recebeu 180 mil pessoas no museu em 2018 – a mostra também teve núcleos no Instituto Tomie Ohtake, parceiro do Masp na mostra.

Fernando Oliva, curador da exposição ao lado do diretor artístico Adriano Pedrosa, disse ao G1 que o sucesso da exposição acontece em um ano em que as mulheres são pauta no Museu.

“O retorno do público prova o interesse em novas abordagens em direção à obra de uma grande artista mulher, tanto no contexto do modernismo quanto da história da arte brasileira”, afirmou.

“Histórias das Mulheres, Histórias Feministas” é o tema do ano no museu e pauta toda a programação do Masp. Este ano, o museu só exibe mostras de mulheres.

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Cadela cai do 6º andar em Fortaleza, e bombeiros salvam animal com lona

Por Bárbara Sena e Valdir Almeida

Cachorro fica pendurado em varanda de prédio em Fortaleza

Cachorro fica pendurado em varanda de prédio em Fortaleza

Uma cadela ficou pendurada na tela de proteção da janela do último último andar de um prédio no Bairro José Bonifácio, em Fortaleza, nesta terça-feira (23). Um agente do Corpo de Bombeiros que estava de folga viu o cão quando passava pela rua e reuniu moradores para salvar o animal.

Em um vídeo registrado por um morador, é possível ver o animal preso na tela de proteção pelas patas traseiras. A cadela estava no sexto andar do condomínio. Por telefone, o Cabo João Bosco, agente dos Bombeiros que ajudou no salvamento, explicou que antes de cair na lona a cadela bateu em uma antena de TV. “Mas a gente conseguiu amortecer a queda. Ela teve escoriações. Ficou com ferimentos na boca. Uma vizinha levou a cachorra para uma clínica veterinária”, acrescentou.

As imagens mostram o animal aparentemente nervoso e tentando sair da janela. No interior do apartamento também é possível ver um pequeno foco de fumaça saindo do local. O Corpo do Bombeiros, no entanto, não confirmou se o prédio tinha algum registro de incêndio.

Cachorra ficou pendurado na janela, mas foi salva por bombeiros e moradores em Fortaleza.  — Foto: Reprodução/SVM

Cachorra ficou pendurado na janela, mas foi salva por bombeiros e moradores em Fortaleza. — Foto: Reprodução/SVM

O cabo João Bosco entrou no prédio e improvisou uma lona para salvar a cadela junto com os moradores do condomínio. O agente disse que alguns moradores não acreditaram que a cachorrinha fosse cair mesmo já estando com parte do corpo pendurada.

Cadela Vitória

De acordo com moradores, a cadela se chama Vitória, não tem raça definida e tem cerca de 2 anos de idade. “A dona dela gasta o salário inteiro cuidando de animais. Ela é muito solidária” , disse um morador.

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Ministério Público de SP investiga suposta fraude em concursos para Polícia Civil

Por Patrícia Figueiredo e Léo Arcoverde, G1 SP

Empresa de ônibus teria oferecido transporte na data da prova antes que a Polícia Civil divulgasse o dia do exame. — Foto: Divulgação

Empresa de ônibus teria oferecido transporte na data da prova antes que a Polícia Civil divulgasse o dia do exame. — Foto: Divulgação

O Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito civil para apurar denúncias de irregularidades em dois concursos da Polícia Civil do estado. A investigação busca verificar indícios de vazamento de informações nos concursos para escrivão e investigador de polícia, entre outras fraudes.

O inquérito civil apura as alegações que constam de nove representações, oito com autores identificados e uma anônima. Segundo o promotor responsável pelo caso, José Carlos Blat, se forem comprovadas irregularidades, a Promotoria do Patrimônio Público e Social entrará na Justiça com uma Ação Civil Pública, que, pode resultar na anulação do concurso.

Além disso, as pessoas responsáveis pelos vazamentos podem responder por improbidade administrativa e até sofrer processos na esfera criminal, se for verificado o favorecimento de candidatos e a divulgação de informações sigilosas, como questões do exame.

O Ministério Público notificou a Polícia Civil na sexta-feira (19) e o órgão tem 30 dias para responder às questões. O promotor solicitou ao delegado-geral, Ruy Ferraz Fontes, esclarecimentos sobre dez diferentes pontos. O primeiro questionamento trata do suposto vazamento de informações acerca do concurso. Blat também pediu que lhe sejam enviadas respostas relacionadas, por exemplo, aos “critérios adotados para a fase oral” e a justificativas sobre “as questões relacionadas a assuntos não previstos no edital do concurso”.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e a Polícia Civil informaram que não foram notificadas sobre a investigação.

G1 teve acesso a conversas de grupos de concurseiros no Whatsapp– parte dos prints acessados pela reportagem está no inquérito aberto pela promotoria. Os candidatos falam sobre o vazamento de informações pessoais dos inscritos e relatam suposto favorecimento a alguns candidatos durante a fase oral do concurso.

Para um candidato ao concurso de escrivão ouvido pelo G1, muitos concorrentes sabem de vazamentos de informações no andamento do concurso para escrivão, mas têm medo de denunciar as irregularidades. Ele conversou com a reportagem sob a condição de não ter a identidade revelada.

“Tem muito candidato que sabe dos vazamentos, mas que está com medo de falar porque tem medo da polícia, medo de ser perseguido depois”, relata.

A Polícia Civil do estado de São Paulo enfrenta dificuldades com o quadro reduzido de funcionários. Relatório de fiscalização do Tribunal de Contas de São Paulo, obtido com exclusividade pela GloboNews, aponta que a Polícia Civil de SP possui 8.821 agentes a menos do que o ideal. De acordo com o relatório, as oito carreiras da corporação possuíam um número de policiais 25% inferior ao ideal em 2018.

Desse déficit de 8.821 policiais, 64% são investigadores ou escrivães.

As duas carreiras têm, de um total de oito, a maior quantidade de profissionais na Polícia Civil do estado. De acordo com o relatório do TCE, dos 25.899 policiais que constituíam o efetivo total da corporação em 2018, 59% (15.184) eram investigadores (9.058) ou escrivães (6.126). Os números se referem ao ano de 2018.

Promotor José Carlos Blat — Foto: Reprodução/GloboNews

Promotor José Carlos Blat — Foto: Reprodução/GloboNews

Vazamentos

Em entrevista exclusiva, o promotor José Carlos Blat disse que o inquérito civil foi instaurado para apurar ilegalidades, irregularidades e até mesmo supostos vazamentos de questões dos dois concursos.

Segundo o promotor, a investigação está em fase inicial e todas as pessoas que fizeram denúncias e enviaram manifestações ao MP-SP serão ouvidas.

“Caso fique evidenciado, ao final da investigação, que ocorreu ilegalidade ou até mesmo vazamento, nós podemos ajuizar uma ação civil de improbidade para anular o concurso e também responsabilizar os agentes públicos que participaram deste concurso”, diz José Carlos Blat, promotor do MP-SP.

“Neste primeiro momento nós oficiamos o delegado-geral da Polícia Civil, que é responsável pelo concurso, para que ele preste informações acerca daquilo que foi denunciado”, afirma.

“Vamos avaliar se houve efetivamente vazamento de questões antes da realização da prova, se as questões foram direcionadas aos candidatos, entre outras alegações, e a partir dos esclarecimentos do delegado nós daremos o andamento ao inquérito.”

O prazo para que a Polícia Civil se manifeste é de 30 dias porque, segundo Blat, o caso é de alta complexidade e, portanto, um prazo menor não seria suficiente para a corporação.

Para o promotor, dentre as nove denúncias enviadas ao MP, a mais grave seria a representação anônima que relata o vazamento de questões em uma das fases. As provas escritas e o exame oral, da segunda e quarta fases dos concursos, são aplicadas por integrantes da Polícia Civil.

“As demais representações, onde os candidatos se identificam, revelam questões de interesse individual, como o conteúdo da prova, o grau de dificuldade e a ausência de recurso para os reprovados. Mas tudo isso será objeto de uma investigação bastante serena e responsável afim de verificar se esses fatos são verídicos ou não”, afirma Blat.

Grupos de candidatos

Candidatos ao concurso para escrivão dizem que, na fase oral do exame, que é feita em auditório aberto aos outros concorrentes, os entrevistadores chegavam a perguntar quais temas a pessoa havia estudado.

“Para alguns candidatos, quando a pessoa errava, eles perguntavam até se ela não queria tentar de novo. Para outros era pergunta direto, era ‘não, sim, próximo’. Até o tom de voz mudava. Com algumas mulheres eles faziam brincadeiras, davam dicas, perguntavam até se a pessoa conhecia tal tema e, se dissesse que não estudou, mudavam o tema”, relata uma candidato ouvida pelo G1.

Em um dos grupos de WhatsApp uma candidata teria admitido que, durante seu exame oral, foi questionada pelo entrevistador se havia estudado determinado tema. Diante da negativa o examinador teria mudado o assunto da questão, pedindo para que a candidata falasse sobre o tema que ela dizia ter estudado.

Em grupo de concurseiros, candidato revela que foi perguntado pelo entrevistador se havia estudado determinado tema.  — Foto: Reprodução

Em grupo de concurseiros, candidato revela que foi perguntado pelo entrevistador se havia estudado determinado tema. — Foto: Reprodução

Também nos grupos de WhatsApp circulou um flyer de uma empresa de ônibus que oferecia transporte e hospedagem em São Paulo para a 2ª fase do concurso. No entanto, a propaganda teria sido veiculada entre o dia 30 de julho e 1º de agosto do ano passado, antes da publicação do edital de convocação para a 2ª fase, que ocorreu dia 4 de agosto.

“Tinha um pessoal de São José do Rio Preto entregando flyer com uma promoção de hotel e ônibus pra São Paulo, onde acontece a prova. Essa fase da prova ia ser dia 26 de agosto, mas ainda não tinha saído nada no Diário Oficial. Eu recebi o flyer antes da divulgação da data da segunda fase”, diz um candidato ouvido pelo G1.

Concurso da Polícia Civil

As irregularidades teriam ocorrido nos concursos para investigador de polícia e escrivão de polícia. O salário inicial para essas carreiras é de R$ 3.743,98, mas pode chegar a R$ 5.051,50 no último nível da profissão.

Os concursos têm cinco fases:

  1. Prova objetiva (múltipla escolha)
  2. Prova escrita
  3. Investigação social (comprovação de idoneidade e conduta escorreita)
  4. Exame oral
  5. Prova de títulos

A seleção para escrivão teve 27 mil inscritos e 800 vagas. A homologação deste concurso está em fase de finalização. No último sábado (20) foram publicadas as notas dos selecionados, que agora aguardam a homologação para serem, mais tarde, nomeados pela Polícia Civil.

Já o concurso para investigador de polícia ainda está em andamento. A última divulgação foi a convocação para o exame oral, feita por meio de publicação no Diário Oficial em 28 de maio. São 600 vagas para investigador e 38,9 mil inscritos.

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Polícia Federal prende quatro em operação que investiga invasão do celular de Sergio Moro

Por Camila Bomfim, TV Globo — Brasília

A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (23) quatro mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão cujos alvos são suspeitos de envolvimento na invasão de celulares do ministro Sergio Moro(Justiça). As prisões e buscas são de supostos hackers ou de pessoas que teriam atuado em conjunto com eles.

Foram detidos três homens e uma mulher, aparentemente jovens. O grupo está na sede da Superintendência da PF em Brasília. Um deles já prestou depoimento.

De acordo com a PF, os mandados foram executados nas cidades de São Paulo, Araraquara e Ribeirão Preto. A autorização para as buscas e prisões foi dada pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília.

A operação foi batizada de Spoofing (“falsificação tecnológica que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é”, segundo a definição da Polícia Federal). O objetivo, informou a PF, é “desarticular organização criminosa que praticava crimes cibernéticos”.

Polícia Federal já instaurou quatro inquéritos para investigar o vazamento de mensagens do celular do ministro da Justiça. A PF também abrirá investigação para apurar suposta invasão do celular de outro ministro – Paulo Guedes (Economia).

No caso de Moro, os investigadores trabalham com a hipótese de uma ação orquestrada. Há a suspeita de que a invasão do celular do ministro tenha sido planejada.

Os investigadores estão colhendo indícios sobre a autoria, sobre quem teve acesso de forma ilegal a conversas privadas do ministro e sobre o método utilizado pelos hackers.

Nota da PF

Leia abaixo a íntegra de nota divulgada pela Polícia Federal:

Brasília/DF – A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje (23/07), a Operação spoofing com o objetivo de desarticular organização criminosa que praticava crimes cibernéticos.

Foram cumpridas onze ordens judiciais, sendo sete Mandados de Busca e Apreensão e quatro Mandados de Prisão Temporária, nas cidades de São Paulo/SP, Araraquara/SP e Ribeirão Preto/SP.

As investigações seguem para que sejam apuradas todas as circunstâncias dos crimes praticados.

As informações se restringem às divulgadas na presente nota.

Spoofing é um tipo de falsificação tecnológica que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é.

Comunicação Social da PF

 — Foto: Editoria de Arte / G1

— Foto: Editoria de Arte / G1

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Defesa de médico suspeito de estuprar e filmar mulheres pede habeas corpus

Por G1 CE

José Hilton de Paiva é denunciado por estuprar e filmar mulheres durante décadas — Foto: TV Globo/Reprodução

José Hilton de Paiva é denunciado por estuprar e filmar mulheres durante décadas — Foto: TV Globo/Reprodução

A defesa do médico e prefeito afastado de Uruburetama, José Hilson de Paiva, suspeito de estuprar e filmar os crimes em um consultório durante 30 anos, pediu habeas corpus na Justiça Estadual do Ceará na noite desta terça-feira (23). Ele é denunciado por abusar sexualmente de pelo menos 17 mulheres. O pedido de habeas corpus será analisado pela Justiça.

Hilson de Paiva foi preso na sexta-feira (19) por determinação do juiz de Uruburetama, José Cléber Moura. O Ministério Público, que fez o pedido da prisão, defende que José Hilton é capaz de “coagir, constranger, ameaçar, corromper” e praticar atos que possam comprometer a investigação caso seja mantido livre.

O advogado do prefeito afastado, Leandro Vasques, argumenta no pedido de habeas corpus a “ausência de contemporaneidade” da denúncia. Conforme a defesa, as denúncias foram feitas há mais de seis meses e portanto são inválidas. Vasques acrescenta que não há “fato minimamente concreto” que prove a acusação de estupro contra o cliente.

A defesa do médico já havia solicitado a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar durante audiência no sábado (20), alegando problemas de saúde do preso, de 70 anos. Entretanto, o juiz recusou o pedido por falta de provas que garantissem o estado de saúde de José Hilson.

Vazamento de vídeos

Um total de 63 vídeos entregue ao Ministério Público do Ceará (MPCE) mostra os casos abusos sexuais do médico contra as pacientes. Profissionais da Associação Médica Brasileira analisaram os vídeos e concluíram que se trata “claramente” de “estupro das pacientes”.

A existência do material foi divulgada pelo Fantástico e pelo G1 em 14 de julho. Após a reportagem, órgãos reagiram às denúncias feitas contra o prefeito:

A defesa de José Hilson de Paiva também solicitou a investigação para apurar a autoria do vazamento dos vídeos e da subtração de um HD que armazenava as imagens; os arquivos, conforme o advogado, desaparecem da residência do suspeito há um ano. Leandro Vasques afirma que o caso se enquadra na Lei Carolina Dieckmann.

Conforme relato das pacientes ao Fantástico, José Hilton enganava as mulheres, dizendo estar realizando serviços ginecológicos enquanto abusava delas. Em alguns casos, conforme denúncia das pacientes, José Hilton colocava a boca nos seios delas dizendo estar sugando secreção e penetrava nelas sob o pretexto de “desvirar o útero”.

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