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Casais que tiveram bebês trocados em hospital decidem morar juntos até que saia resultado de DNA

Por Lis Lopes e Vitor Santana, G1 GO, em Trindade

Os casais que tiveram os bebês trocados em um hospital de Trindade decidiram morar juntos na casa de um deles até que seja divulgado o resultado do exame de DNA que vai determinar a paternidade de cada criança. O material genético foi colhido nesta segunda-feira (29).

Os bebês nasceram no dia 9 de julho no Hospital de Urgências de Trindade (Hutrin) com poucos minutos de diferença. O caso foi descoberto após um dos pais desconfiar de um erro ao perceber que o bebê dele e da esposa, que são morenos, nasceu branco dos olhos azuis.

O casal decidiu fazer um exame de DNA por conta. O exame indicou que nenhum deles era pai biológico da criança com quem estavam em casa há quase 20 dias. Ao saber dessa desconfiança, outro casal que teve bebê no mesmo dia e no mesmo hospital manifestou a mesma suspeita, também pela falta de semelhança com o recém-nascido.

Agora, será realizado um exame com o material genético de ambos os casais e bebês. O G1 entrou em contato por telefone com a assessoria de imprensa do Hutrin para saber mais detalhes sobre como será feito o teste e como estão as investigações sobre o erro, mas não obteve resposta até a publicação dessa reportagem.

Em nota enviada no domingo (28), o hospital confirmou a troca dos bebês e disse que afastou quem estava de serviço nas datas de nascimento e alta. Eles também garantiram que estão apurando internamente o ocorrido e em contato com as famílias.

Murillo Marquez Praxedes Lobo e Aline de Fátima Bueno Alves moram em Santa Bárbara de Goiás e vão passar os próximos dias na casa de Genésio Vieira de Sousa e Pauliana Maciel Aguiar de Sousa, que moram em Trindade.

Após colher material para o exame, os casais foram à delegacia de Trindade para definir se os bebês seriam destrocados mesmo antes do resultado.

“A troca é o que eles [Polícia Civil] queriam, mas a gente não. A gente combinou que eu vou ficar na casa do Genésio até sair o resultado do DNA. É a melhor forma de as mães não sofrerem tanto. Agora vamos ter que conviver juntos para sempre, virou uma família enorme. Tive um filho e agora tenho dois”, disse Murillo, pai de um dos bebês.

Genésio, pai da outra criança, disse que apenas o exame de DNA vai poder confortar o coração das famílias.

“É muito desgastante. Psicológico, emocional abalado. É muito doído, muito constrangedor . O erro começou no Hutrin. O que fiquei sabendo foi através das pulseirinhas e as pessoas que estavam cuidando dos bebês e não quiseram reparar o erro no mesmo momento, mas não deram valor nos seres que estavam ali”

Ainda muito abaladas com a situação, as mães dos bebês não quiseram dar entrevistas. Os advogados das famílias disseram que psicólogas da Polícia Civil acompanharam a reunião e que o resultado do DNA deve sair ainda esta semana. Depois que essa etapa for resolvida, eles estudam pedir reparação para o hospital pelos danos causados.

“Partiu da polícia essa sugestão deles morarem na mesma casa. Primeiramente queríamos fazer a troca, mas eles acharam melhor esperar o resultado e nós respeitamos a decisão deles”, disse a delegada Renata Vieira.

Nos próximos dias a polícia ainda vai ouvir funcionários do hospital. “Estamos tratando como crime culposo por não identificar corretamente a gestante ou a criança. Nesse caso, a gestante não foi identificada corretamente”, completou.

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Médico e prefeito suspeito de estuprar e filmar mulheres é levado a presídio na Grande Fortaleza

Por Cinthia Freitas, G1 CE

O prefeito afastado de Uruburetama e médico, José Hilson de Paiva, preso suspeito de estuprar mulheres durante consultas ginecológicas, foi transferido para o sistema penitenciário do Ceará na manhã desta segunda-feira (29), por decisão do juiz da Vara de Execuções Penais. Hilson estava detido na Delegacia de Capturas (Decap), em Fortaleza, desde 19 de julho, e foi transferido para a Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes, em Aquiraz.

A defesa do médico se manifestou afirmando que a transferência é o mais “adequado nesse momento”.

“Essa unidade prisional inaugurada em 2016 é a destinada para presos idosos e portadores de alguma patologia. Muito embora consideremos desnecessária a medida prisional, a transferência de Hilson Paiva da Capturas para o Irmã Imelda soa mais adequado nesse momento”, afirmou o advogado Leandro Vasques, que representa o prefeito afastado.

O médico foi indiciado por estupro de vulnerável. As denúncias feitas contra ele, que filmava as pacientes durante as consultas, dão conta de que os atos eram cometidos desde a década de 1980, em Uruburetama e Cruz.

Fantástico exibiu reportagem, no último dia 14 de julho, em que seis mulheres denunciam o médico por estuprá-las e filmar os crimes. Profissionais da Associação Médica Brasileira analisaram as imagens e afirmaram que o caso se trata “claramente” de “estupro das pacientes”.

Ameaça à investigação

A prisão preventiva de Hilson foi decretada pelo juiz de Uruburetama, José Cléber Moura. O Ministério Público do Ceará (MPCE) defende a prisão de Hilson, afirmando que, solto, ele seria capaz de “coagir, constranger, ameaçar e corromper” vítimas, atrapalhando a investigação.

Após a reportagem do Fantástico, outras 13 mulheres procuraram autoridades para denunciar o médico e prefeito afastado de Uruburetama. Conforme relato das vítimas, durante os atos, José Hilson colocava a boca nos seios das vítimas sob pretexto de “extrair secreção” e as penetrava argumentando que precisava “desvirar o útero” das pacientes.

Órgãos reagiram às denúncias feitas contra o prefeito:

A Associação Cearense de Ginecologia também informou, em 16 de julho, que o médico não tem especialidade ginecológica, apesar de ter atuado por 30 anos na área.

‘Vício’

Ao ser preso, o médico disse, em depoimento à polícia, que os estupros e as gravações dos atos se tornaram um “vício”, segundo informou a Secretaria da Segurança Pública do Ceará (SSPDS). A reportagem exibida pelo Fantástico foi feita com base em 63 vídeos a que

Segundo a delegada do município de Cruz, Joseanna Oliveira, o médico disse, ainda, que a prática virou fetiche há décadas e era um hobby fazer as gravações utilizando celulares e câmeras digitais.

Cumprindo mandado de busca e apreensão nas residências de José Hilson, em Uruburetama e Cruz, a polícia recolheu um vasto material, incluindo fichas de pacientes, históricos médicos, CDs com materiais arquivados, computadores, pen drives e outros dispositivos onde é possível armazenar fotos e vídeos.

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Pouco conhecida em SP, Revolta de 1924 faz 95 anos

Por Abrahão de Oliveira, G1 SP — São Paulo

Incêndio dos armazéns Narareth Teixeira e Cia, na Mooca — Foto: Acervo Alesp

Incêndio dos armazéns Narareth Teixeira e Cia, na Mooca — Foto: Acervo Alesp

Vinte e três dias de batalha, 503 mortos, 4.846 feridos (na maioria civis) e mais de 20 mil desabrigados. Os números representam o saldo de um episódio pouco conhecido pelos paulistanos, mas de importância histórica para a cidade de São Paulo: a Revolta de 1924, que completa neste mês 95 anos.

Ocorrido entre 5 e 28 de julho daquele ano, o conflito terminou com o bombardeio simultâneo feito por aviões do governo federal em bairros como a Mooca, Belenzinho, Ipiranga e o Brás.

“O bombardeio foi terrificante, espalhando o terror. É muito incomum um exército atacar seu próprio povo daquela maneira. A revolução de 1924 é considerada a maior batalha urbana da América Latina”, disse o jornalista e historiador Moacir Assunção, autor do livro “São Paulo deve ser destruída – a história do bombardeio à capital na revolta de 1924”.

Motivação da revolta

Para compreender a razão da revolta, é preciso lembrar do contexto social que o país vivia naquela década. A economia brasileira passava por uma grave crise econômica, muito motivada pela queda nas exportações, tendo em vista que o mundo acabara de sair do período da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

Além disso, o país vivia um momento político conturbado, em especial pela insatisfação de vários estados com a chamada “política do café com leite”, que alternava presidentes entre os estados de São Paulo e Minas Gerais. O protecionismo econômico nacional ao café também gerava descontentamentos.

Dessa maneira, vários opositores ao Partido Republicano (paulista e mineiro) se uniram para formar a Reação Republicana, que contou com a ajuda de outros estados, como Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro. A maior bandeira dos integrantes da Reação Republicana era que o país protegesse todos os produtos que eram produzidos aqui, e não só o café.

Após uma série de articulações políticas, o país chegou às eleições de 1922 com dois candidatos à Presidência: Nilo Peçanha, da Reação Republicana, e Artur Bernardes, representante do Partido Republicano. Bernardes saiu vencedor da votação, e isso gerou alguns problemas, como a vontade dos militares de “não autorizar” que ele assumisse o cargo, demonstrando um descontentamento com o resultado do pleito.

Primeiro conflito atinge o Rio

Embora o presidente Artur Bernardes tenha conseguido assumir o cargo no Executivo nacional, sua gestão foi recheada de instabilidades. Logo no começo do mandato, em 5 de julho de 1922, ele teve que lidar com um conflito no Forte de Copacabana. Na ocasião, parte das Forças Armadas resolveu pegar em armas para demonstrar seu descontentamento com o novo presidente.

O movimento durou dois dias e acabou sendo dispersado com uso de força bruta, inclusive com bombardeios ao local. Alguns historiadores destacam que esse episódio foi um dos disseminadores do tenentismo pelo Brasil (movimento liderado por militares de baixa patente que buscava derrubar Bernardes).

Após sufocar a revolta no Forte de Copacabana, o governo continuou em outro conflito com os militares, em especial após editar mudanças na Constituição Federal. Parte das Forças Armadas considerou essa atitude um desequilíbrio dos três poderes, e a tensão continuou. A influência desse pensamento na revolta de São Paulo foi tamanha que os revoltosos paulistanos escolheram a mesma data para dar início ao movimento: 5 de julho de 1924.

Tanque de guerra das tropas legalistas — Foto: Acervo Alesp

Tanque de guerra das tropas legalistas — Foto: Acervo Alesp

Revolta em SP

A revolta foi comandada pelo general reformado Isidoro Dias Lopes e contou com a participação de vários tenentes, como Joaquim Távora, Juarez Távora, Miguel Costa, Eduardo Gomes e João Cabanas. Ela culminou no episódio em que o governo federal bombardeou a cidade de São Paulo.

Entre as reivindicações dos militares estavam uma independência maior dos poderes Legislativo e Judiciário, a limitação do poder Executivo, fim do voto de cabresto e a instauração do ensino público obrigatório.

Liceu Coração de Jesus atingido por uma granada revoltosa — Foto: Acervo Alesp

Liceu Coração de Jesus atingido por uma granada revoltosa — Foto: Acervo Alesp

Segundo documentos da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), foram destruídos, pelos bombardeios e ataques a granadas, o Liceu Coração de Jesus, que serviu de refúgio para a população desabrigada, a Igreja Nossa Senhora da Glória, no Lavapés, ocupada pelos rebeldes, além das instalações das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, do Armazém Matarazzo e da tipografia Oficina Duprat.

O historiador Moacir Assunção ressalta que restam poucas marcas da revolução na cidade, o que pode contribuir para o esquecimento da revolta. “Existem poucas marcas da cidade, uma delas é a chaminé da usina de luz ao lado do quartel da Rota, e marcas de bala na igreja Santa Ifigênia, além de algumas marcas de bombas no antigo Cotonifício Crespo, na Mooca”, afirmou.

“As regiões que mais sofreram foram a Mooca, o Brás e o Cambuci. Esses bairros tiveram um severo bombardeio. A Penha também foi atingida, assim como parte do Centro. Vale dizer que os canhões ficavam postados na Penha e na Vila Matilde atirando o tempo todo”, destacou o especialista.

Vale o destaque histórico de que, durante a revolta, o presidente do estado (cargo equivalente ao de governador nos dias de hoje) Carlos de Campos foi obrigado a fugir, e a sede do Executivo estadual chegou a mudar para a Penha, na Zona Leste da cidade.

Outra curiosidade fica por conta de o prefeito da época, Firmiano Morais Pinto, ter pego em armas para lutar ao lado dos rebeldes e ter proferido a seguinte frase: “Serei o último habitante a abandonar São Paulo, aconteça o que acontecer”.

A revolta teve pouco tempo de duração, sendo encerrada em 28 de julho. Naquela data, os rebelados, que fugiram da capital para escapar do Exército legalista, foram interceptados e derrotados por forças federais na cidade de Três Lagoas, no atual Mato Grosso do Sul.

Soldado rebelde manejando uma metralhadora pesada no bairro do Cambuci — Foto: Acervo Alesp

Soldado rebelde manejando uma metralhadora pesada no bairro do Cambuci — Foto: Acervo Alesp

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Concursos: 16 órgãos abrem inscrições nesta semana para preencher mais de mil vagas

Por G1

Nesta semana, 16 concursos abrem inscrições para preencher 1,1 mil vagas. As oportunidades são para profissionais de todos os níveis de escolaridade em cidades de 7 estados – Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco, Paraíba, Paraná, Mato Grosso.

Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são convocados conforme novos postos forem abertos durante a validade do concurso.

CONFIRA A LISTA COMPLETA DE CONCURSOS E OPORTUNIDADES

Os salários chegam a R$ 13.253,91 na Prefeitura de Turvo (PR), que tem 33 vagas para profissionais de todos os níveis de escolaridade. As inscrições terminam no dia 21 de agosto, e devem ser feitas pelo site da organizadora.

Somente na Prefeitura de Cuiabá (MT), há 288 vagas, também para todos os níveis de escolaridade. A remuneração chega a R$ 9.519,08, e as inscrições devem ser feitas até o dia 26 de agosto no site da organizadora.

Veja quais órgãos que abrem inscrições nesta segunda (29):

Departamento Municipal de Saneamento Urbano de Muriaé (MG)

  • Encerramento das inscrições: 09/09/2019
  • Vagas: 51
  • Salário até: R$ 6.719,34
  • Escolaridade: ensino fundamental, médio e superior
  • Estado: Minas Gerais
  • Mais informações

Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp)

  • Encerramento das inscrições: 08/08/2019
  • Vagas: 6
  • Salário até: R$ 2.975,97
  • Estado: São Paulo
  • Escolaridade: ensino médio e superior
  • Mais informações

Prefeitura de Boa Ventura (PB)

  • Encerramento das inscrições: 22/08/2019
  • Vagas: 111
  • Salário até: R$ 1.662,53
  • Escolaridade: ensino médio, técnico e superior
  • Estado: Paraíba
  • Mais informações

Prefeitura de Cuiabá (MT)

  • Encerramento das inscrições: 26/08/2019
  • Vagas: 288
  • Salário até: R$ 9.519,08
  • Escolaridade: ensino fundamental, médio e superior
  • Estado: Mato Grosso
  • Mais informações

Prefeitura de Iretama (PR)

  • Encerramento das inscrições: 19/08/2019
  • Vagas: 17
  • Salário até: R$ 4.357,16
  • Escolaridade: alfabetizado, ensino fundamental, médio, superior
  • Estado: Paraná
  • Mais informações

Prefeitura de Ourinhos (SP)

  • Encerramento das inscrições: 27/08/2019
  • Vagas: 46
  • Salário até: R$ 2.089,00
  • Escolaridade: ensino médio e superior
  • Estado: São Paulo
  • Mais informações

Prefeitura de Rondonópolis (MT)

  • Encerramento das inscrições: 25/08/2019
  • Vagas: 10
  • Salário até: R$ 6.751,05
  • Escolaridade: ensino médio, técnico e superior
  • Estado: Mato Grosso
  • Mais informações

Prefeitura do Recife

  • Encerramento das inscrições: 19/08/2019
  • Vagas: 63
  • Salário até: R$ 3.574,41
  • Escolaridade: médio e superior
  • Estado: Pernambuco
  • Mais informações

Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

  • Encerramento das inscrições: 27/09/2019
  • Vagas: 20
  • Salário até: R$ 9.600,92
  • Escolaridade: superior
  • Estado: Pernambuco
  • Mais informações

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Após impasse, 2º navio iraniano deixa o Porto de Paranaguá e

Por G1 PR — Curitiba

O navio iraniano Bavand, que estava parado na área do Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná, desde junho, saiu em direção ao país de origem neste domingo (28).

O navio começou a sair do local por volta das 11h30, de acordo com o Sindicato dos Práticos dos Portos e Terminais Marítimos do Estado do Paraná (Sinprapar).

Durante a saída, a embarcação teve problemas mecânicos por causa do longo tempo parado sem combustível e precisou parar no canal de acesso ao porto para realizar uma manutenção, de acordo com a Eleva Química, empresa brasileira que contratou os navios.

Após o conserto, a previsão é que o navio retome a viagem às 11h desta segunda-feira (29).

O outro navio iraniano que ficou parado no litoral paranaense pelo motivo – falta de combustível – saiu do Porto de Paranaguá no início da tarde de sábado (27). Porém, o Termeh seguiu viagem para oPorto de Imbituba, em Santa Catarina.

Os dois navios foram abastecidos pela Petrobras no sábado, depois de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A Petrobras havia se recusado a vender combustível para as embarcações, por receio de ferir sanções norte-americanas aplicadas a empresas iranianas.

Entretanto, o presidente do STF, Dias Toffoli, obrigou a estatal a fornecer o combustível. A decisão dele é de quarta-feira (24).

Os navios

O MV Bavand seguirá para o Porto de Bandar Imam Khomeini (IRBIK), no Irã. A viagem de volta para o Irã, conforme informou o Porto de Paranaguá, dura 37 dias.

O Bavand, que chegou a Paranaguá no dia 8 de junho e parte carregado com 48 mil toneladas de milho para o Irã, recebeu 1,3 mil toneladas de combustível.

O Termeh, que aguardava desde 9 de junho pela liberação do combustível, seguiu para o Porto de Imbituba para embarcar cerca de 60 mil toneladas do grão. A embarcação recebeu 600 toneladas de combustível.

O governo afirmou ainda que nenhum dos dois navios iranianos movimentou carga nos portos paranaenses. As embarcações apenas fizeram parada técnica de apoio, para abastecimento.

Este ano, de janeiro até o dia 25, seis navios passaram no Porto do estado para apenas abastecer. As origens das embarcações foram, além do Irã, Libéria, Bahamas e Dinamarca, conforme o governo.

O impasse

A Petrobras foi obrigada judicialmente a fornecer combustível para os navios após Dias Toffoli rejeitar o recurso da Petrobras, que pedia para não efetuar o serviço.

Em trecho da decisão de 10 páginas, o presidente do Supremo afirma que não vê riscos para a soberania nacional com o abastecimento dos navios iranianos.

Segundo Toffoli, a análise dos documentos apresentados mostrou que a decisão do Tribunal de Justiça do Paraná que determinou a venda do combustível não prejudicaria o país.

O presidente do STF destacou ainda a Petrobras “saltou instâncias” ao recorrer diretamente ao Supremo. Toffoli ponderou que a estatal deveria ter questionado o fato em instâncias inferiores antes de ajuizar recurso na mais alta Corte do país.

Na visão do ministro, há no caso “premência da decisão judicial por razões humanitárias”, em razão de os navios iranianos estarem transportando alimentos para o país do Oriente Médio.

De acordo com o magistrado, o fornecimento do combustível no caso foi exigido por decisão judicial, o que supera a “convergência de vontades” das empresas envolvidas.

Petrobras tinha se recusado a fornecer o combustível porque, segundo a estatal, a empresa dona dos navios está sob sanção dos Estados Unidos, e temia ficar sujeita às mesmas sanções caso prestasse serviço para as embarcações iranianas.

Os iranianos estão entre os maiores importadores de milho do Brasil. O país asiático também é um dos principais compradores de soja e carne bovina brasileira.

Navios iranianos ficaram parados no litoral paranaense, sem combustível, por mais de um mês — Foto: Divulgação/Portos do Paraná

Navios iranianos ficaram parados no litoral paranaense, sem combustível, por mais de um mês — Foto: Divulgação/Portos do Paraná

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Acidente envolvendo caminhão, moto e carros deixa três mortos e cinco feridos na BR-277

Por G1 PR e RPC Cascavel

Um acidente envolvendo um caminhão frigorífico, uma moto e cinco carros deixou três mortos e cinco pessoas feridas, uma delas em estado grave, no começo da tarde deste domingo (28) na BR-277, em Cascavel, no oeste do Paraná.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a pista no trecho da rodovia próximo à “Trincheira do Cowboy” está passando por pintura e parte dos veículos estava sendo desviada para a rua marginal, o que deixou o trânsito lento.

Uma jovem que estava no carro morreu no local; o motorista ficou preso às ferragens e foi levado ao hospital em estado grave — Foto: PRF/Divulgação

Uma jovem que estava no carro morreu no local; o motorista ficou preso às ferragens e foi levado ao hospital em estado grave — Foto: PRF/Divulgação

Ainda de acordo com os policiais, aparentemente o motorista do caminhão, de 34 anos, não conseguiu frear a tempo e atingiu os demais veículos. O teste do bafômetro indicou que ele não havia bebido antes de dirigir.

Câmeras de monitoramento da rodovia registraram o acidente. Assista ao vídeo.

Um homem de 55 anos, que pilotava uma moto com placas de Cascavel, e o passageiro, de 51 anos, morreram no local.

Uma jovem de 24 de anos, que estava em um carro com placas de Cascavel, também morreu no local.

O motorista ficou preso às ferragens e teve ferimentos graves. Ele foi levado para o Hospital Universitário.

Segundo a PRF, caminhão atingiu cinco carros e uma moto em um trecho da BR-277 próximo à "Trincheira do Cowboy" — Foto: PRF/Divulgação

Segundo a PRF, caminhão atingiu cinco carros e uma moto em um trecho da BR-277 próximo à “Trincheira do Cowboy” — Foto: PRF/Divulgação

Em outro carro, com placas de Sabáudia, no norte do Paraná, estavam duas pessoas: a motorista, de 32 anos, e um passageiro, de 26 anos. Os dois tiveram ferimentos leves.

Outro ferido, de 36 anos, estava em um carro com placas de Belo Horizonte (MG).

O motorista de um outro carro com placas de Cascavel também teve ferimentos leves.

O trecho precisou ser interditado e foi liberado às 15h05.

A Cooperativa Lar, a qual pertence o caminhão frigorífico, disse por meio da assessoria de imprensa que vai aguardar os laudos da perícia para se pronunciar sobre o acidente.

Em nota, a Ecocataratas informou que o trecho onde ocorreu o acidente é sinalizado com placas indicando o limite máximo de velocidade de 70 km/h permitido para o local e estava passando por obras também “devidamente sinalizadas”.

Acidente na BR-277, em Cascavel — Foto: Ricardo Cunha/G1

Acidente na BR-277, em Cascavel — Foto: Ricardo Cunha/G1

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Corpo de criança que desapareceu no mar é encontrado após 7 dias de buscas em Saquarema, no RJ

Por G1 — Região dos Lagos

O corpo de Pietro Pissuti Medeiros, de 5 anos, foi​ encontrado no início da manhã deste domingo (28) na localidade de Barra Nova, em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio, após 7 dias de buscas no mar.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o corpo foi visto a 7,5 km do local do ocorrido por um segurança da Confederação Brasileira de Voleibol. Os familiares foram ao local e reconheceram o corpo.

Ainda de acordo com os bombeiros, o corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Tribobó, em São Gonçalo.

G1 tenta informações sobre o horário do velório e enterro da criança.

Pietro foi arrastado pela água do mar no domingo (21). Ele estava com o pai em uma pedra na Prainha.

O pai chegou a ser socorrido e foi encaminhado para o Hospital Municipal Nossa Senhora de Nazareth. No local, ele foi medicado e após passar por avaliação médica teve alta.

As buscas

Desde domingo (21), a família de Pietro acompanha todo o trabalho de buscas dos bombeiros e da Marinha.

Inicialmente, os militares usaram uma moto aquática, equipes de mergulho e um quadriciclo para tentar encontrar o menino.

No terceiro dia de buscas, um helicóptero e um navio da Marinhatambém auxiliaram os trabalhos.

Na ocasião, a equipe de mergulho não pôde ser utilizada, por causa das condições desfavoráveis do mar.

Já na quinta-feira (25), dez militares e uma equipe de mergulho do quartel da Barra da Tijuca, no Rio, realizaram o trabalho de buscas.

Marinha participou das buscas em Saquarema, no RJ  — Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação

Marinha participou das buscas em Saquarema, no RJ — Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação

No sexto dia, a procura por Pietro começou às 8h e uma embarcação foi até o final de Ponta Negra. Quatro mergulhadores participaram da ação. ​ ​​

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Ouro roubado em terminal no Aeroporto de Guarulhos vale R$ 110 milhões, diz polícia

Por G1 SP

26/07/2019 09h20  Atualizado há 32 minutos

Polícia busca criminosos e ouro que foram roubados no Aeroporto de Guarulhos, SP

Polícia busca criminosos e ouro que foram roubados no Aeroporto de Guarulhos, SP

Os criminosos que invadiram o terminal de cargas do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na tarde de quinta-feira (25), levaram 718,9 kg de ouro avaliados em US$ 29,2 milhões. Na conversão atual, o montante equivale a R$ 110,2 milhões. Nenhum suspeito foi preso.

Os metais estavam em 31 malotes que seriam levados de avião para Nova York, nos Estados Unidos (24 malotes, com 565,50 kg), e Toronto, no Canadá (sete, com 153,4 Kg).

O grupo de oito homens fortemente armados invadiu o terminal de cargas por volta das 14h30 em duas viaturas clonadas da Polícia Federal, sem placas (uma modelo Triton e a outra, uma Pajero Dakar).

No terminal, roubaram o ouro que estava dentro de caixas de metal. Os homens estavam com roupas de policiais federais, distintivos, encapuzados, com pistolas, fuzil e carabinas.

Os criminosos mantiveram o encarregado de despacho e a família dele refém na noite anterior, e assim, tiveram acesso a informações privilegiadas. Todos foram liberados sem ferimentos após o roubo.

Depois da fuga, as viaturas clonadas foram abandonadas no Jardim Pantanal, na Zona Leste de São Paulo. Os ladrões entraram em uma caminhonete S-10 e utilizaram uma ambulância para transporte da carga roubada.

Segundo a polícia, os carros clonados como veículos da Polícia Federal (PF) não são roubados. No entanto, não foi informado quem são os proprietários.

Depoimentos

Nove pessoas prestaram depoimentos ao longo da madrugada desta sexta (26) no prédio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), na Zona Norte de São Paulo.

Falaram à polícia sobre o crime o funcionário e duas mulheres mantidos reféns; o casal dono do galpão onde os veículos falsos da PF foram abandonados; dois funcionários do aeroporto e outros dois da transportadora de valores.

Vídeo

ação foi filmada por câmeras de segurança do terminal (assista acima).

O vídeo mostra uma ação rápida. A caminhonete Mitsubishi clonada de uma viatura da Polícia Federal (PF) freia bruscamente no terminal de cargas, onde desembarcam um refém e dois homens encapuzados, que começam a orientar os funcionários.

Em seguida, outro encapuzado sai da caminhonete e se junta ao grupo, enquanto outro criminoso desembarca e se prepara para ajudar na ação.

O veículo fica estacionado com as portas abertas, enquanto o grupo coordena a manobra da carga em uma empilhadeira dirigida por um funcionário até a caçamba e ajeita os produtos do roubo.

A maior parte dos funcionários que estava no local continua ali, assistindo ao crime.

Grupo fortemente armado invade terminal de cargas de Cumbica, faz reféns e rouba ouro — Foto: Arte/G1

Grupo fortemente armado invade terminal de cargas de Cumbica, faz reféns e rouba ouro — Foto: Arte/G1

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Cães da Receita encontram 8,5 kg de drogas com passageiras em Cumbica

Por Bom Dia SP

Idosa de 73 anos é presa traficando drogas

Idosa de 73 anos é presa traficando drogas

A Receita Federal fez duas apreensões de drogas na noite de quinta-feira (25) com duas passageiras que tentavam embarcar pelo Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na Grande São Paulo, para a África.

As drogas foram detectadas pelos cães farejadores da Receita nas malas de um voo que ia para a Etiópia.

No total, foram apreendidos 8,5 kg de um pó branco que estava escondido em um fundo falso de mala e em fotos plastificadas.

As presas por tráfico –entre elas uma mulher de 73 anos– foram levadas para a delegacia da Polícia Federal no aeroporto.

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Poluição da água supera caça como principal ameaça à extinção do peixe-boi marinho, diz especialista

Por Bárbara Muniz Vieira, G1 — Porto de Pedras (AL)

Poluição da água e degradação do habitat são ameaças de extinção ao peixe-boi

Poluição da água e degradação do habitat são ameaças de extinção ao peixe-boi

Extremamente simpáticos e carismáticos, os peixes-boi marinhos (Trichechus manatus) adoram o contato humano, mas foi essa docilidade um dos motivos pelos quais a caça predatória quase levou a espécie à extinção no século passado. Embora a conscientização tenha superado esse problema, outra ação do homem mantém o peixe-boi na lista de animais em perigo de desaparecer, dessa vez de forma indireta: a poluição da água.

Especialistas estimam que o Brasil tenha entre 500 e mil peixes-boi marinhos ainda vivos nas costas do país. Há pelo menos 30 anos não há registros de caça ao peixe-boi, mas Pitágoras Viana Junior, coordenador de campo do Projeto Peixe-Boi na APA Costa de Corais, explica que cada vez mais ele perde seu habitat, atualmente a principal ameaça à conservação da espécie.

Segundo ele, essa perda acontece por causa da poluição industrial e de resíduos de residências, que afetam o peixe-boi diretamente, tanto clinicamente, com intoxicação, quanto indiretamente.

“O fato de frequentar águas poluídas enfraquece o seu sistema imunológico, o que causa infecções que podem vir a causar septicemia [infecção generalizada], matando o peixe-boi marinho”, afirma Viana Junior.

Foi o que aconteceu com um filhote de peixe-boi encalhado em junho em Maceió, na época em que o Desafio Natureza do G1 visitou o projeto). A necropsia apontou septicemia como causa da morte.

Um animal é considerado Em Perigo (EP) quando as melhores evidências disponíveis indicam que ele corre risco muito alto de extinção na natureza, de acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Considerando a extensão da costa brasileira, o número de indivíduos da espécie é considerado muito pequeno.

Conservação da espécie

Historicamente, o peixe-boi marinho vivia em uma área da costa brasileira que começa no Espírito Santo e sobe ao norte até o Amapá. Mas, atualmente, ele já está extinto no Espírito Santo, Bahia e Sergipe.

Restam ao animal a faixa entre Alagoas e Amapá, mas com áreas de descontinuidade, nas quais não se encontram mais registros do animal (veja no mapa abaixo).

Esses locais são justamente os que apresentam índice maior de poluição da água, assoreamento dos rios e densidade populacional (onde a poluição piora), além de grande fluxo de embarcações, o que também contamina a água por causa do óleo de motor.

Estados de ocorrência do peixe-boi no Brasil — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Estados de ocorrência do peixe-boi no Brasil — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Alagoas é uma das áreas de ocorrência atual da espécie, graças ao trabalho da Área de Preservação Ambiental (APA) Costa dos Corais, do ICMBio, em Porto de Pedras, litoral norte do estado. Desde a década de 1980 a unidade realiza ações de resgate, monitoramento, reabilitação e soltura de peixes-boi ao longo do litoral do Nordeste do Brasil.

O primeiro sítio de soltura, e o único atualmente em atividade no Brasil, está localizado ali. O local foi escolhido porque Alagoas funciona como um corredor para conectar as populações da região Nordeste entre o sul da Bahia e o Ceará.

Desde 1994, o programa Peixe-boi resgatou e soltou 46 indivíduos.

Pitágoras Viana (de cinza), durante manejo de peixe-boi após resgate: trabalho já soltou 46 peixes-boi — Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Pitágoras Viana (de cinza), durante manejo de peixe-boi após resgate: trabalho já soltou 46 peixes-boi — Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

O carisma dos peixes-boi

Um peixe-boi pode viver em torno de 60 anos, se as condições ambientais forem favoráveis, e pesar até 600 quilos. Seu tamanho o torna um belo atrativo turístico, especialmente incentivado por sua vontade de interagir com as pessoas. De acordo com especialistas, quando o peixe-boi é tocado, ele fica à espera de mais interação e corre o risco de encalhar na praia.

Isso é explicado ao turista pelos guias da Associação Peixe-boi, uma instituição de turismo de base comunitária fundada em Porto de Pedras em 2009.

Ali é possível fazer um passeio turístico de jangada no rio Tatuamunha e ver os peixes-boi que estão em cativeiro. A ideia é sensibilizar os visitantes e torná-los aliados na conservação da espécie.

No local, a reportagem do G1 conheceu a história de Assu e Netuno, dois peixes-boi que estão condenados a viver em cativeiro. Eles já foram soltos mais de uma vez, mas não se adaptaram ao habitat natural e foram recapturados (

Ações para reverter o quadro

A criação em cativeiro é uma das medidas do projeto para evitar novas quedas no número de indivíduos da espécie. Mas, segundo o coordenador do Projeto Peixe-Boi, é preciso conscientizar a população que, seja pela caça, pela poluição ou pela interação dos banhistas, tem representado os maiores perigos para a sobrevivência do Trichechus manatus.

“Com muita conscientização de que a espécie é importante tanto para o ambiente como para nós, dá tempo de reverter a extinção do peixe-boi”, explicou o pesquisador, ressaltando que a educação ambiental nas escolas e o envolvimento das comunidades em ações de preservação são “essenciais” para que o objetivo seja atingido.

“Quanto mais a sociedade se sensibiliza e conhece a espécie, maiores as chances de ela não ser extinta”, conclui Pitágoras.

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