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Irmão diz que entregador morto depois de sofrer AVC durante entrega trabalhava mais de 12 horas por dia

Por Patrícia Figueiredo, G1 SP

 Thiago de Jesus Dias, de 33 anos, sofreu um AVC na noite de sábado (6) enquanto fazia entregas para o aplicativo Rappi — Foto: Arquivo pessoal/Daiane de Jesus Dias

Thiago de Jesus Dias, de 33 anos, sofreu um AVC na noite de sábado (6) enquanto fazia entregas para o aplicativo Rappi — Foto: Arquivo pessoal/Daiane de Jesus Dias

Os irmãos do entregador Thiago de Jesus Dias, de 33 anos, que morreu nesta segunda feira (8) após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) durante uma entrega em Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo, afirmaram que ele tinha jornadas extenuantes e trabalhava mais de 12 horas por dia. Ele deixou a mulher e uma filha de 6 anos.

Thiago teve convulsões e desmaiou em frente ao prédio da advogada Ana Luisa Pinto no sábado (6). A cliente buscou auxílio da Rappi, empresa para qual o motoboy prestava serviço, mas a atendente apenas pediu que Ana Luisa desse baixa no pedido, para que os próximos clientes soubessem que não receberiam suas encomendas no horário previsto.

“Eram jornadas de mais de 12 horas de trabalho, uma rotina muito cansativa. E era de segunda a segunda, porque era difícil ele tirar uma folga”, afirma Isaque de Jesus Dias, irmão caçula de Thiago.

Thiago trabalhava fazendo entregas para a Rappi havia cerca de dois anos, segundo familiares. Ele saía de casa pela manhã e muitas vezes trabalhava até a madrugada, já que a maioria dos pedidos é feita no período noturno.

Quando o entregador sofreu o AVC, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu), da Prefeitura de São Paulo, foi procurado pelo menos duas vezes, mas nenhuma ambulância foi enviada ao local.

Um motorista de Uber foi chamado para levar a vítima ao hospital, mas se recusou porque o entregador estaria sujo e molhado após urinar em si mesmo enquanto passava mal. Foram quase duas horas de espera até a irmã de Thiago, Daiane de Jesus Dias, conseguir levar o entregador para o Hospital das Clínicas, com ajuda de amigos que foram de carro ao local.

Em nota, a Rappi afirma que lamenta profundamente a morte de Thiago e que está em contato com e à disposição de seus familiares. No entanto, a família relata que só foi procurada pela empresa na noite de quarta-feira (10) – o AVC ocorreu na noite de sábado (6) e a morte encefálica de Thiago foi confirmada na manhã de segunda-feira (8).

“A Rappi só nos procurou ontem por volta das 20h30, depois que o caso já tinha uma proporção muito grande por conta das redes sociais. Eles falaram que orientaram a Ana Luisa para levar o Thiago para o hospital, mas isso nunca aconteceu”, diz Isaque. “Outros motoboys que estavam passando na região naquela hora também ligaram para a Rappi e nenhum deles recebeu orientação do que fazer.”

O entregador Thiago de Jesus — Foto: Arquivo pessoal

O entregador Thiago de Jesus — Foto: Arquivo pessoal

‘Rotina cansativa’

Os irmãos de Thiago contam que o motoboy passou o sábado com a família até sair para fazer entregas, por volta das 19h30. “Ele não relatou nenhum desconforto, saiu se sentindo bem”, diz Isaque, irmão mais novo do entregador.

O rapaz sofria de pressão alta, mas nunca havia tido nenhum tipo de mal estar durante o trabalho ou em companhia da família, segundo os irmãos.

“A gente sabia que ele tinha pressão alta mas nunca tinha tido nenhum problema, nenhum acidente durante o trabalho”, diz Daiane.

Segundo a irmã, a rotina de Thiago era “bem cansativa” mas o irmão era reservado e não contava detalhes do dia-a-dia como entregador.

“Tinha dias que ele só chegava no meio da madrugada, e ele sempre saía de manhã. Então eram mais de 12 horas por dia, todos os dias, porque de final de semana tinha mais demanda”, explica Daiane.

Fatalidade

Para os familiares de Thiago, o AVC que causou sua morte poderia não ter sido fatal se as circunstâncias do socorro fossem diferentes.

“A médica do Hospital das Clínicas falou que talvez, se ele tivesse sido atendido prontamente, poderia ter chance de tirar o coágulo. Ela falou que o frio também atrapalhou porque ele estava na rua, na calçada, esperando ajuda”, diz Isaque.

No último sábado a capital registrou a terceira noite mais fria do ano: os termômetros marcaram 7,4ºC, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Atendimento demorado

A primeira ligação para o Samu foi feita por Ana Luisa quando Thiago ainda estava consciente. Ele relatou dores de cabeça, náuseas e pressão baixa e, pouco depois, desmaiou na calçada do prédio.

“Parecia que ele estava tendo uma convulsão, seu corpo e membros todos rígidos e sua respiração bastante dificultada, fazia bastante barulho”, relata Ana Luisa.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, o chamado ao Samu foi feito às 22h15 do sábado. “O caso foi registrado como dor de cabeça e classificado com prioridade média, recebendo o acompanhamento pela central até ser cancelado com a informação de que o paciente foi removido em automóvel particular”, afirma a secretaria.

A Coordenação do Samu diz que lamenta o ocorrido e que um procedimento interno de apuração foi aberto para investigar o atendimento. “Após sua conclusão a direção do órgão irá adotar as medidas cabíveis”, afirma.

A advogada que socorreu Thiago, no entanto, relata que destacou a gravidade do caso durante o contato com o Samu.

“Viramos ele de lado para que ele não se engasgasse e disparamos mais ligações para o Samu e Bombeiros. Fizemos todos os testes que nos orientaram pelo telefone e enfatizamos diversas vezes a urgência do caso”, explica.

Diante da demora da ambulância, a irmã de Thiago, que chegou ao local para ajudar o irmão depois de ser contatada por Ana Luisa, resolveu pedir um Uber para levá-lo a um hospital.

“O motorista já tinha colocado meu irmão no carro, já tinha aceitado a corrida, mas ele fez a gente tirar ele de dentro do carro, do banco de trás, porque ele estava sujo e molhado”, diz Daiane.

No domingo (7), Daiane entrou em contato com a Uber para reclamar do comportamento do condutor. Por email, a empresa respondeu dizendo que tomaria “todas as medidas cabíveis” em relação ao motorista parceiro.

A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Uber, que não se manifestou até o momento.

Uber afirma que tomará medidas em relação ao motorista que se negou a prestar socorro — Foto: Reprodução

Uber afirma que tomará medidas em relação ao motorista que se negou a prestar socorro — Foto: Reprodução

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PDV dos Correios tem adesão de 4,9 mil empregados

Por Marta Cavallini, G1

Carros que fazem entrega do Sedex dos Correios estacionadas no centro de distribuição, em Campinas — Foto: Reprodução / EPTV

Carros que fazem entrega do Sedex dos Correios estacionadas no centro de distribuição, em Campinas — Foto: Reprodução / EPTV

O Plano de Desligamento Voluntário (PDV) aberto pelos Correios em maio deste ano teve a adesão de 4.881 empregados. A previsão da estatal era em torno de 7.300 funcionários. Dos cargos atingidos pelo PDV, 95% das adesões foram de atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo.

Os desligamentos priorizaram os funcionários com maior idade, maior tempo de serviço e maior tempo de aposentadoria.

Além das verbas rescisórias, a empresa concedeu um incentivo financeiro que variou entre R$ 25 mil e R$ 350 mil. No entanto, o empregado que aderiu ao PDV não teve direito a receber a multa rescisória de 40% do saldo do FGTS nem ao seguro-desemprego, por se tratar de desligamento voluntário.

A empresa pública está tentando enxugar sua estrutura administrativa em meio à crise financeira – entre 2015 e 2016, a estatal acumulou prejuízos de R$ 4 bilhões. A estatal só voltou a ter resultado positivo em 2017, com lucro de R$ 667 milhões. Já no ano passado, o lucro foi menor, de R$ 161 milhões.

Uma das medidas tem sido fechar agências no país. Em 2017, foram 250 unidades localizadas em municípios com mais de 50 mil habitantes. No ano passado, foram 41 agências fechadas. E, em maio deste ano, foram anunciadas 161 agências com atividades encerradas.

Além disso, os Correios reduziram sua parte nos custos do plano de saúde dos funcionários e anunciaram a implantação de unidades compactas dentro de estabelecimentos comerciais.

Troca de comando e privatização

No mês passado, o general da reserva do Exército Floriano Peixoto assumiu o comando dos Correios no lugar de Juarez Cunha, que foi demitido acusado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, de agir como um “sindicalista”.

Cunha assumiu a presidência dos Correios em novembro do ano passado, durante o governo do ex-presidente Michel Temer e foi mantido no cargo após a posse de Bolsonaro. Ele defendia a manutenção dos Correios como empresa pública e estudava abrir o capital da estatal.

Já Bolsonaro defende a privatização da estatal, mas, segundo ele, não há prazo para isso acontecer, uma vez que a ação depende de aval do Congresso Nacional. “Não temos prazo, há uma intenção, sim, está no radar esta questão”, disse.

Segundo Bolsonaro, a “missão” de Floriano Peixoto nos Correios é “fazer o melhor possível” para a estatal. Deu como exemplo de missão quase “impossível” cumprir a recuperação das perdas do fundo de pensão dos funcionários dos Correios, o Postalis, alvo de investigações.

Receita é maior nas encomendas

Atualmente, o segmento de encomendas é responsável por 55% da receita total dos Correios, superando a receita proveniente do segmento no qual a estatal detém monopólio (cartas, correspondências agrupadas e telegramas).

Os Correios são a única empresa do país que entrega cartas e encomendas para todas as cidades do Brasil devido à obrigatoriedade da universalização. Por isso, a estatal afirma que seus concorrentes no segmento de encomendas utilizam seus serviços em algum momento de sua cadeia logística, tanto as que vendem diretamente aos consumidores finais quanto as que realizam vendas por meio de marketplaces.

No segmento de encomendas, apesar de ser concorrencial, as empresas privadas atuam principalmente nos grandes centros onde há viabilidade econômico-financeira, sendo que nas 5.570 cidades, apenas os Correios atuam regularmente.

Outros PDVs

Levantamento feito pelo G1 em maio aponta que o número de desligamentos no ano nas estatais poderá passar de 25 mil.

Além dos Correios, estão na lista a Caixa Econômica Federal, Petrobras, Infraero, Serpro e Embrapa, entre outras. Na Caixa, a previsão é de 3,5 mil desligamentos. Na Petrobras, é de 4,3 mil.

Confirmada a expectativa de mais de 25 mil cortes neste ano, o quadro de funcionários nas estatais irá recuar para o menor patamar em ao menos 10 anos.

Somente no ano passado, houve uma redução de 13.434 pessoas no quadro das estatais através deste mecanismo. As principais reduções foram na Caixa Econômica Federal (2.728), Correios (2.648) e Banco do Brasil (2.195), segundo os dados oficiais.

Atualmente, a estatal com o maior número de funcionários é os Correios, com 105 mil trabalhadores. Na sequência, estão Banco do Brasil (101 mil), Caixa (84,9 mil) e Petrobras (62 mil).

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Fortaleza tem 12 mortes por meningite em 2019 e número de óbitos no Ceará cresce 83%

Por G1 CE

Fortaleza é a cidade com maior número de mortes por meningite, segundo aponta o mais recente boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). Dos 22 óbitos registrados até o dia 30 de junho, 12 ocorreram na Capital cearense. O índice corresponde a 55,4% do total anotado em todo o território cearense.

Em âmbito estadual, porém, os registros chamam ainda mais a atenção. Isso porque em igual período do ano passado, o Ceará registrou 12 óbitos, dez a menos que o acumulado em 2019. Comparando os dois intervalos, o salto foi de 83%.

“Neste ano o período chuvoso foi muito mais intenso que o do ano passado e isso pode ter contribuído para o aumento do casos e das mortes. A meningite é uma doença de transmissão aérea e quando chove as pessoas tendem a ficar em casa e bactéria se espalha mais fácil quando tem muitas pessoas respirando o mesmo ar em um ambiente fechado, como uma residência”, justifica a supervisora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Sesa, Sarah Queiroz.

O município de Poranga, na Região da Ibiapaba, concentra o segundo menor índice com dois casos. Aquiraz, na Região Metropolitana, e os municípios do interior: São Luís do Curu, Baturité, Itatira, Cruz, Guaraciaba do Norte, Brejo Santa e Barbalha tiveram cada apenas um caso tabulado.

Vacinação

Apesar das mortes, de acordo com o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, o Ceará conseguiu atingir a meta de cobertura vacinal para meningite, em 2018, quando as quatro imunizações eficazes contra a doença foram aplicadas em 100% do público-alvo. O Sistema Único de Saúde (SUS) fornece de forma gratuita a BCG, além da Pentavalente, Pneumocócica 10 valente e Meningocócica.

A vacinação é ainda a principal forma de se proteger da enfermidade. Ao mesmo tempo, explica Sarah Queiroz, manter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos são outros importantes cuidados para evitar o contágio. “É importante evitar ambientes com aglomeração de pessoas que estejam com esses sintomas respiratórios, sempre que possível lavar as mãos ou higienizá-las com álcool em gel”, acrescenta.

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Justiça decreta prisão preventiva de bandidos que balearam policiais e fizeram reféns em restaurante

Por G1 Sorocaba e Jundiaí

A Justiça decretou na tarde desta quarta-feira (10) a prisão preventiva dos seis suspeitos de balear policiais e fazer reféns em um restaurante que fica em um posto de combustíveis às margens da rodovia SP-79, em Piedade (SP).

O grupo tentou fugir depois de trocar tiros com policiais rodoviários durante uma tentativa de assalto a um caminhão na Rodovia Régis Bittencourt, em Miracatu (SP). Foram quase três horas de negociação com a polícia até que as 11 vítimas fossem libertadas e os criminosos se rendessem.

O grupo ficou durante a noite em celas do Plantão Policial da zona norte de Sorocaba e passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (10).

O crime será investigado por sequestro e cárcere privado, tentativa de homicídio contra autoridade ou agente, lesão corporal e roubo. Os presos são:

  • Cícero José Maciel, de 35 anos, de Osasco
  • Isaias Gale, de 39 anos, de Osasco
  • Domingos Mesquita de Carvalho, de 39 anos, de Carapicuíba
  • Davi Ramos,de 36 anos, de Osasco
  • Samuel Ricardo Lourenço, de 35 anos, de Osasco
  • Anderson Luiz da Silva, de 38 anos de Araçariguama

O caso será investigado pela delegacia de Miracatu. A Secretaria de Segurança Pública informou que ainda não se sabe para qual unidade prisional eles serão encaminhados.

Grupo se entregou à polícia em Piedade — Foto: Reprodução/TV TEM

Grupo se entregou à polícia em Piedade — Foto: Reprodução/TV TEM

Tentativa de assalto

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, os policiais estavam em operação no quilômetro 354 da rodovia quando perceberam que um caminhoneiro estava sofrendo uma tentativa de assalto.

Imediatamente, os policiais fizeram a abordagem, mas foram surpreendidos pelos suspeitos, que portavam fuzis.

A quadrilha disparou contra os policiais e dois foram atingidos. Um agente federal foi alvejado na perna e outro foi atingido de raspão.

Criminosos se entregaram ao fim do crime em Piedade — Foto: TV TEM

Criminosos se entregaram ao fim do crime em Piedade — Foto: TV TEM

Segundo a polícia, os criminosos fazem parte de uma quadrilha especializada em roubo de cargas que atua na Rodovia Régis Bittencourt, entre São Paulo e Paraná. Os carros que eles usavam têm placas de Guarulhos, Barueri e Santa Bárbara D’Oeste.

Ainda de acordo com a polícia, na sequência eles entraram no posto, em Piedade, e renderam pessoas que estavam dentro do restaurante. Quatro pessoas conseguiram se esconder e outras 11 foram levadas para a cozinha.

Equipes do Comando de Operações Especiais (COE) e do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foram até o local. O trecho entre os quilômetros 136 e 138 ficou interditado durante as negociações.

Uma das reféns conseguiu enviar uma mensagem de áudio à famíliaavisando sobre a ação e pedindo ajuda em um momento de distração. No áudio, a vítima avisa que os criminosos entraram com armamento pesado (

“Entraram uns bandidos aqui e está todo mundo como refém. A gente está preso. Eles estão cheios de fuzil”, disse.

Após ser mantida refém, a mulher parou de se comunicar com os parentes, que acionaram a polícia. Policiais cercaram o local com ajuda do helicóptero Águia da PM.

Nas primeiras horas de negociação, os criminosos libertaram um idoso e a neta dele, que estavam no restaurante.

Com o grupo foram recolhidos seis coletes, três fuzis, duas pistolas, 11 carregadores, grande quantidade de munição e bloqueadores de sinal.

Os criminosos usaram o celular de um dos reféns para negociar com a polícia, já que eles queimaram os próprios documentos e celulares quando entraram no restaurante.

Criminosos fizeram reféns em restaurante em Piedade — Foto: Diana Yukari/G1

Criminosos fizeram reféns em restaurante em Piedade — Foto: Diana Yukari/G1

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Bovespa fecha em alta e renova patamar recorde

Por G1

O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, fechou em alta nesta quarta-feira (10), renovando pontuação recorde de fechamento, com as atenções voltadas para o plenário da Câmara dos Deputados e a possibilidade de votação do texto principal da reforma da Previdência ainda nesta sessão.

O Ibovespa subiu 1,23%, aos 105.817 pontos. Na máxima do dia, chegou a 106.650 pontos – novo recorde histórico intradia. Veja mais cotações.

O dólar fechou em queda, no patamar de R$ 3,75, também à espera da aprovação da reforma da Previdência. Os índices de ações nos EUA bateram recordes, também repercutindo as expectativas por cortes de juros pelo Fed.

A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Previdência foi agendada para esta manhã, após a Câmara concluir na madrugada desta quarta-feira a fase de discussão em plenário da reforma.

“O mercado segue confiante na aprovação da reforma da Previdência ainda nesta primeira metade de julho”, afirmou a equipe da corretora Planner, em relatório a clientes.

Investidores também repercutem declarações do Federal Reserve (BC dos EUA), Jerome Powell, em comitê na Câmara dos Deputados nos EUA, além da divulgação da ata da última decisão de política monetária do banco central norte-americano.

Powell afirmou em discurso preparado a deputados que o Federal Reserve continua pronto para “agir conforme apropriado” para sustentar a expansão econômica.

O pregão brasileiro ainda é marcado por ajuste aos movimentos das ações brasileiras listadas em Nova York, os ADRs, que foram negociados na véspera, quando não houve operações na B3 em razão de feriado no Estado de São Paulo.

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Prefeito e primeira-dama de Osasco têm alta 12 dias após explosão de fogueira

Por G1 SP

O prefeito de Osasco, Rogério Lins, e mulher dele, a primeira-dama Aline Lins, recebem alta médica na manhã desta quarta-feira (10), informou a assessoria de imprensa da Prefeitura da cidade da Grande São Paulo.

O casal estava internado desde 28 de junho no Hospital Municipal Antônio Giglio. Naquela noite, Lins e a mulher se queimaram após uma explosão no momento em que ele acendia uma fogueira no Arraiá do Servidor (assista abaixo).

Segundo a Prefeitura, “o tratamento se dará em casa e ambos seguirão todas as recomendações médicas, retomando seus compromissos aos poucos”.

No domingo (7), o prefeito disse ao Fantástico que sentiu “um calor insuportável” no momento do acidente “É uma fração de segundos. Queimou tudo. Apesar da forte explosão, em uma fração de segundos, foram queimaduras de primeiro e segundo grau”, disse Lins.

Laudo

O Instituto de Criminalística (IC) já entregou à Polícia Civil o laudo sobre a explosão da fogueira. O documento aponta que as chamas começaram na parte debaixo da fogueira, logo depois que o prefeito de Osasco se aproximou com uma tocha acesa.

Em seguida acontece a explosão. Um fenômeno que os peritos chamam de “flash fire”, ou seja, uma chama súbita e intensa, de alta temperatura e curta duração.

Peritos concluíram que a explosão tem a ver com o jeito como a fogueira foi construída. Diversos troncos de madeira empilhados, formando uma grande pirâmide. Tudo coberto com tecido sintético. Foram colocados três litros de gasolina para que o fogo pudesse se espalhar mais rápido.

O combustível evaporou e, como a fogueira estava toda coberta com tecido, o vapor ficou confinado lá dentro, criando uma atmosfera explosiva. Os peritos dizem ainda que a fogueira foi construída por experiência, sem análise formal ou projeto prévio.

Os peritos do IC analisaram ainda a documentação do evento e descobriram que em nenhum dos dois alvarás emitidos pelos bombeiros para a realização da festa há menção específica à permissão ou proibição para fogueiras; havendo expressamente referência à proibição de eventos pirotécnicos.

Os restos de madeira e tecido forneceram as primeiras pistas. Mas foi depois de analisar, quadro a quadro, o vídeo do acidente que os peritos conseguiram entender a origem da explosão.

Uma imagem anexada ao laudo indica que as chamas começaram na parte debaixo da fogueira, logo depois que o prefeito de Osasco se aproximou com uma tocha na mão.

Prefeito de Osasco, Rogério Lins, mostra ferimentos causados por explosão de fogueira — Foto: Reprodução/TV Globo

Prefeito de Osasco, Rogério Lins, mostra ferimentos causados por explosão de fogueira — Foto: Reprodução/TV Globo

Divergências

Segundo a Prefeitura, por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa contratada para o evento, Arena VIP, sabia da montagem da fogueira, “tanto que a mesma foi feita durante o dia, no espaço da Arena, que cercou com gradil toda a área da fogueira”, diz a nota.

Já de acordo com o responsável técnico da Arena VIP, Cláudio Neemias Rebello Silva, a Prefeitura, em momento algum, informou que teria fogueira na festa.

A festa junina não tinha autorização do Corpo de Bombeiros para fazer a fogueira. Segundo Marcos Palumbo, porta-voz da corporação, como os organizadores do evento, ao apresentarem o projeto inicial, não informaram que seria feita uma fogueira, a corporação cassou no dia seguinte ao acidente o AVCB que havia autorizado a realização da festa na cidade.

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Casal e criança são encontrados mortos dentro de casa com churrasqueira acesa em Guarulhos

Por Zelda Melo, Bom Dia SP — São Paulo

Um casal e uma criança de 2 anos foram encontrados mortos em casa em Guarulhos, na Grande São Paulo. Os pais acenderam uma churrasqueira dentro do quarto para espantar o frio, e a polícia acredita que eles morreram asfixiados após inalarem a fumaça.

A polícia foi acionada por vizinhos. Ao entrarem no imóvel na Rua Piauí, em Bonsucesso, os policiais não encontraram sinais de violência, mas viram uma churrasqueira acesa. O homem estava deitado na cama com a criança, e a mulher estava deitada no chão, ao lado.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado, mas as vítimas já estavam mortas.

O homem foi identificado como Uildes Lima Moreira, de 27 anos. A criança é Brenno Pinheiro Moreira. Já o corpo da mulher está sem identificação, e as digitais foram recolhidas. Em um caderno escolar da criança encontrado na casa, o nome da mãe consta como Gilmara Pinheiro de Jesus.

A perícia irá determinar a causa das mortes.

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Morre o jornalista Paulo Henrique Amorim

Por G1 Rio

Morreu na madrugada desta quarta-feira (10) o jornalista Paulo Henrique Amorim, aos 76 anos. Ele trabalhou em diversas redações, inclusive na Globo.

Seu último emprego foi na TV Record, mas estava fora do ar desde o mês passado, quando foi afastado do programa Domingo Espetacular. O jornalista morreu de enfarte na capital fluminense.

Jornalista Paulo Henrique Amorim  — Foto: Divulgação / TV Record

Jornalista Paulo Henrique Amorim — Foto: Divulgação / TV Record

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Bandidos libertam reféns de restaurante após balear dois policiais com tiros de fuzil no interior de SP

Por G1 Sorocaba e Jundiaí

09/07/2019 13h13  Atualizado há 14 horas


Grupo se entregou à polícia em Piedade — Foto: Reprodução/TV TEM

Grupo se entregou à polícia em Piedade — Foto: Reprodução/TV TEM

Criminosos que fizeram reféns em um restaurante que fica às margens da rodovia SP-79, em Piedade (SP), libertaram as 11 vítimas na tarde desta terça-feira (9) após quase três horas de negociação com a polícia.

O grupo de seis homens rendeu as pessoas após balearem dois policiais rodoviários durante uma tentativa de assalto a um caminhão na rodovia Régis Bittencourt, em Miracatu.

Equipes do Comando de Operações Especiais (COE) e do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foram até o local. O trecho entre os quilômetros 136 e 138 ficou interditado durante as negociações.

Fuga para restaurante após tentativa de assalto

De acordo com a Polícia Militar, antes de fazerem reféns no restaurante, os criminosos tentaram roubar um caminhão na manhã de terça-feira (9), na Rodovia Régis Bittencourt, em Miracatu, interior de São Paulo. Dois policiais rodoviários federais foram atingidos por tiros de fuzil após tentarem evitar o roubo.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, os policiais estavam em operação no km 354 da rodovia quando perceberam que um caminhoneiro estava sofrendo uma tentativa de assalto.

Imediatamente, os policiais fizeram a abordagem, mas foram surpreendidos pelos suspeitos que portavam fuzis.

A quadrilha disparou contra os policiais e dois ficaram feridos. Um agente foi alvejado na perna e outro foi atingido de raspão.

Grupo fez reféns em restaurante em Piedade — Foto: Arquivo pessoal

Grupo fez reféns em restaurante em Piedade — Foto: Arquivo pessoal

Segundo informações preliminares, os criminosos fazem parte de uma quadrilha de roubo de cargas. Os carros que eles usavam têm placas de Guarulhos, Barueri e Santa Bárbara D’oeste.

Ainda de acordo com a polícia, na sequência eles entraram no posto, em Piedade, e renderam pessoas que estavam dentro do restaurante. Policiais cercaram o local com ajuda do helicóptero Águia da PM.

Objetos foram apreendidos pela polícia em Piedade — Foto: Thiago Ariosi/TV TEM

Objetos foram apreendidos pela polícia em Piedade — Foto: Thiago Ariosi/TV TEM

Com o grupo foram recolhidos seis coletes, três fuzis, duas pistolas, onze carregadores e grande quantidade de munição. Já os celulares e os documentos dos ladrões foram encontrados queimados.

“Tudo leva a crer que era uma quadrilha que agia em roubo de carga e aqui tivemos as condições de prendê-los depois de uma longa negociação”, explica o tenente coronel da PM Vanclei.

Ações criminosas no interior de SP — Foto: Diana Yukari/Arte G1

Ações criminosas no interior de SP — Foto: Diana Yukari/Arte G1

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Maioria das contribuições em consulta pública pede proibição do glifosato no Brasil

Por G1

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta terça-feira (9) os resultados de uma consulta pública sobre o uso do agrotóxico glifosato, o pesticida mais usado no país: a maioria das pessoas ou instituições que participaram pedem a proibição do produto no país. No entanto, segundo a Anvisa, por experiência de consultas anteriores, muitas respostas são consideradas sem valor técnico.

A pesquisa recolheu sugestões para alteração do registro e fez a pergunta: “Você é a favor da manutenção do uso de glifosato no Brasil com o estabelecimento de restrições?”. A opção mais votada (50,02%) optou pela resposta “Não, o glifosato deve ser proibido no Brasil, porque causa danos à saúde das pessoas”.

Procurada pelo G1, a Anvisa afirma que esse campo de pergunta permitia múltiplas escolhas, sendo que “o percentual de discordância com a propostas não representa um posicionamento absoluto”.

A agência disse também que as perguntas deste campo trouxeram assuntos que não são de regulação da Anvisa, como a questão ambiental.

Na segunda posição, ficou a resposta “Não, o glifosato deve ser proibido no Brasil, porque causa danos aos animais silvestres” (36,07%).

Completam a lista de mais escolhidas: “Não, o glifosato deve ser proibido no Brasil, porque causa danos às florestas e matas” (35,01%); e “Não, o glifosato deve ser proibido no Brasil, porque estimula o uso de plantas geneticamente modificadas na agricultura e sou contrário ao uso de transgênicos” (31,40%).

A resposta “Sim” ficou na penúltima colocação (8ª), com 18,39% das respostas.

“A função deste campo do formulário foi de identificar se a contribuição que a pessoa gostaria de fazer estava ou não relacionado ao objeto de regulação da Anvisa”, disse a agência.

Em outra pergunta: “De modo geral, qual sua opinião sobre o texto em discussão?”. O resultado foi:

  • Concordo: 26,47% (1218 pessoas)
  • Concordo Parcialmente: 21,01% (967)
  • Discordo Integralmente: 41,59% (1914)
  • Discordo da necessidade de regulamentação: 10,93% (503)

Segundo a Anvisa, esta pergunta refletiu um posicionamento mais realista dos participantes da consulta.

Próximos passos

O próximo passo, agora, é a avaliação da consulta pública pela diretoria da Anvisa. Após essa análise dos resultados, um colegiado de quatro diretores vota se o pesticida deve ou não ser proibido no país. Eles vão apresentar suas justificativas técnicas sobre a decisão.

Participaram da pesquisa 4.602 pessoas, sendo 11 de fora do país. Entre as participações do Brasil, os estados de São Paulo (1221), Paraná (836) e Rio Grande do Sul (522) foram os que mais responderam à consulta.

Na pergunta “Esta é a primeira vez que você participa de uma consulta pública da Anvisa?”, mais de 90% (4193 pessoas) responderam que sim.

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