‘Acordou sentindo as patas dela nas costas’ relata médico que atendeu homem atacado por onça-pintada em MS

Por Flávio Dias, G1 MS — Campo Grande

O médico responsável por atender o homem de 58 anos salvo por 5 cachorros ao ser atacado por uma onça-pintada, Diego Ruiz, disse que a vítima teve quatro perfurações na região das costas e só conseguiu chegar 8 horas depois ao hospital de Porto Murtinho, a 440 km de Campo Grande.

“Ele falou que quando olhou para trás deu de cara com a onça, e depois só lembra que acordou e já estava de barriga para baixo sentindo as patas do animal em cima das costas”, relembra.

Homem é salvo por cães ao ser atacado por onça em fazenda de Porto Murtinho (MS). — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiro

Homem é salvo por cães ao ser atacado por onça em fazenda de Porto Murtinho (MS). — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiro

De acordo com Ruiz, a vítima estava em uma fazenda distante da cidade e por conta dos ferimentos perdeu muito sangue. Ele ficou internado na área vermelha e foi liberado no mesmo dia do ataque, no último domingo (14).

” Ele relatou ter ficado tonto após o ataque e com a perda do sangue, teve dificuldade para subir no cavalo. Foram quatro perfurações e cada uma precisou de 3 pontos”, explicou ao G1. O homem fez exames e precisará tomar antibióticos. “Como a garra da onça-pintada tem contato com muitas presas, a chance de infecção é grande”, diz o médico.

A vítima relatou ao médico que estava a cavalo acompanhado dos cães quando passou próximo a uma mata e sentiu um mau cheiro, momento que desceu e notou um porco morto.

De acordo com Ruiz, o homem disse que os cães começaram a latir e distrair o animal, que acabou fugindo. Ele nunca havia sido atacado por animais na fazenda.

Onça atacou porque defende seu alimento, diz PMA

Segundo o coronel Queiroz da Polícia Militar Ambiental (PMA), em duas outras ocasiões, funcionários de uma fazenda foram verificar mau cheiro e foram atacados por onças também, porque especialmente a onça-pintada costuma defender seu alimento:

“Ela mata a presa, depois fica se alimentando e vigiando essa carne. Essa é uma das formas em que ela pode atacar o ser humano, porque a onça-pintada não encara um ser humano adulto como uma presa, ela tende a se afastar, mas para defender seu alimento ou seus filhotes ela pode atacar”, explica.

O presidente da Organização Não-Governamental (ONG) Panthera, Leonardo Avelino, explica que a onça pode ter interpretado a presença dos 5 cães como uma “concorrência” alimentar para a caça que protegia: “As onças costumam ficar agressivas com a proximidade de cães, a razão do ataque pode ter sido justamente a presença deles”, afirma.

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Ladrões fazem arrastão em loja de departamentos no Centro de Campinas e levam celulares

Por G1 Campinas e Região e EPTV

Loja das Casas Bahia foi alvo de arrastão em Campinas. — Foto: Johnny Inselsperger/EPTV

Loja das Casas Bahia foi alvo de arrastão em Campinas. — Foto: Johnny Inselsperger/EPTV

Uma loja de departamentos no Centro de Campinas (SP) foi alvo de um arrastão na manhã desta quarta-feira (17). De acordo com a Polícia Militar, 39 aparelhos celulares foram roubados. Os criminosos fugiram a pé e a PM busca suspeitos.

Funcionários informaram à reportagem da EPTV, afiliada da TV Globo, no local que a loja, localizada na Rua Ernesto Khulman, foi invadida por cerca de oito a dez ladrões por volta das 9h, horário de abertura do estabelecimento.

Os aparelhos estavam presos a cabos de aço, mas mesmo assim foram arrancados das bancadas do comércio pelos assaltantes.

A Polícia Militar informou que a ocorrência está em andamento e que as informações iniciais são de quatro pessoas envolvidas no crime. Ninguém foi preso.

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Proibidos em SP, mototaxistas de app colombiano podem ser multados

Por G1 SP

A Prefeitura de São Paulo classificou como “clandestina” a atuação do aplicativo colombiano de mototáxi, que desembarcou neste mês na capital paulista. A Secretaria de Mobilidade e Transportes informou que pode multar os pilotos que forem flagrados prestando o serviço.

O “Picap – motos particulares” nasceu na Colômbia em 2016 e ficou conhecido por lá como “o Uber das motocicletas”, já que oferece o serviço remunerado de carona na garupa de motos, com preços mais acessíveis do que os oferecidos pelos aplicativos de carros. O aplicativo está disponível em diversas cidades do país, onde dezenas de milhares de condutores são cadastrados.

Na Colômbia, a atuação do aplicativo causa polêmica sobre sua legalidade. A empresa, porém, argumenta que apenas formalizou um serviço prestado há muito tempo de maneira informal no país.

O serviço chegou a cidade de São Paulo, disponível para download no Google Play e na Apple Store, e, em menos de 20 dias de operação, também preocupa o governo local, já que a lei municipal 16.901/2018 proíbe a utilização de motocicletas para o transporte de passageiros.

Nesta terça-feira (16), a Prefeitura, por meio da Secretaria de Mobilidade e Transportes, disse que, por conta desta lei, o serviço oferecido pela Picap é clandestino, independentemente se prestado diretamente ou por meio de aplicativo, e pede que a população denuncie os pilotos que prestarem o serviço.

“Denúncias sobre o transporte irregular de passageiros podem ser realizadas pelo telefone 156 ou pelo portal sp156.prefeitura.sp.gov.br. É necessário informar o número da placa do veículo, o local e o horário da infração”, disse a pasta, acrescentando que “pode impor ao mototaxista infrator a multa de R$1.000 e, em caso de reincidência, a apreensão da motocicleta”, disse a Prefeitura.

A startup responsável pelo aplicativo, porém, diz entender que a legislação brasileira responsável pelo serviço de transporte individual privado de passageiro é a Lei Federal Nº 12.009, de 29 de julho de 2009, que “regulamenta o exercício das atividades dos profissionais em transportes de passageiros, ‘mototaxista’, em entrega de mercadorias e em serviço comunitário de rua, e ‘motoboy’, com o uso de motocicleta”.

Em nota, a Picap diz que se baseia em decisões judiciais que definem que “um decreto municipal não pode contrariar uma lei federal, não cabendo aos municípios, dessa forma, proibir o serviço, mas somente definir as regras para a sua execução” (leia a íntegra do posicionamento da empresa abaixo).

Como funciona

A Picap divulgou que também está em fase de testes nas cidades do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife, mas não declarou à Receita Federal um endereço no Brasil e cadastrou um imóvel que fica em Dover, capital do estado norte-americano do Delaware.

A plataforma não tem outros recursos além de oferecer os campos de localização atual e destino, que devem ser preenchidos pelo usuário, sem auxílio do GPS. O pagamento deve ser feito em dinheiro.

Para se tornar um piloto da Picap, a equipe de suporte explica que é “bem simples”, bastando baixar o aplicativo, se cadastrar com Facebook ou e-mail, enviar documentos (habilitação, documentos atualizados do veículo, moto com até 10 anos de fabricação, motor de ao menos 100 cilindradas e capacete para o passageiro) e aguardar 48 horas. Alguns condutores se disseram empolgados nas redes mas relataram a demora em conseguir passageiros.

Alguns usuários, por outro lado, acharam os preços parecidos com aqueles cobrados por aplicativos de transporte e foram atendidos pela equipe da Picap, que recomendou “fique atento; é 30% mais em conta”. A empresa ainda estima que o serviço consegue proporcionar uma redução de 50% no tempo de deslocamento.

Mototáxi no Brasil

Em Brasília, a Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 7376/17, que permite a utilização de aplicativos para intermediação do mototáxi. O texto seria um adendo à lei federal 12.009/09, que regulamenta o exercício das atividades dos mototaxistas e motoboys.

A proposta foi aprovada pela comissão de Desenvolvimento Urbano, e agora será analisada pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Nota da Picap

A Picap é uma empresa de tecnologia que tem como objetivo conectar motociclistas e usuários que desejam se locomover de maneira mais rápida e barata nas grandes cidades. A empresa opera na Colômbia desde 2016 e fechou o último mês de junho com uma média de 850 mil viagens realizadas mensalmente, a partir de uma base de 20 mil motociclistas ativos e 200 mil usuários.

Há cerca de um mês no Brasil, a empresa está, neste momento, em fase de implementação, testes operacionais e captação de motociclistas em quatro cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife.

Para ter o seu cadastro validado na plataforma da Picap, o motociclista precisa apresentar a Carteira Nacional de Habilitação tipo A; documentos atualizados do veículo, incluindo o pagamento do seguro DPVAT; possuir uma motocicleta com até 10 anos de fabricação e motor de, no mínimo, 100 cilindradas; o uso obrigatório do capacete, tanto para o condutor quanto para o passageiro; além de respeitar as diretrizes municipais de condução de passageiros, caso existam.

A Picap entende que a legislação brasileira responsável pelo serviço de transporte individual privado de passageiro é a Lei Federal Nº 12.009, de 29 de julho de 2009, que em seu artigo 1º diz:

Esta Lei regulamenta o exercício das atividades dos profissionais em transportes de passageiros, “mototaxista”, em entrega de mercadorias e em serviço comunitário de rua, e “motoboy”, com o uso de motocicleta, dispõe sobre regras de segurança dos serviços de transporte remunerado de mercadorias em motocicletas e motonetas – moto-frete –, estabelece regras gerais para a regulação deste serviço e dá outras providências.

Em março de 2018, já com a entrada no mercado brasileiro de diversas empresas de tecnologia possibilitando a conexão entre motorista de carro e passageiros, houve uma alteração da Lei 12.587 – que versa sobre o transporte remunerado privado individual de passageiros solicitado por usuários de aplicativos – transferindo para os municípios a competência de regulamentar e fiscalizar esse tipo de serviço.

No entanto, o entendimento da Picap vai ao encontro de decisões judiciais, como a ADI nº 20017715220188260000, concedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, de que um decreto municipal não pode contrariar uma lei federal, não cabendo aos municípios, dessa forma, proibir o serviço, mas somente definir as regras para a sua execução. Ampliando esse questionamento, também é do entendimento da Picap que cabe à União definir as diretrizes que dizem respeito à Política Nacional de Mobilidade Urbana, tornando inconstitucional qualquer regra municipal que não seja adotada em todo o território nacional.

Seguindo esse entendimento, em maio deste ano, o Ministério Público de São Paulo entrou com uma ação de inconstitucionalidade (Processo nº: 2110503-93.2019.8.26.0000) contra a Prefeitura de São Paulo pedindo a anulação do Decreto 16.901.

Na Colômbia, a Picap é considerada um aplicativo com atividade 100% legalizada pelo Estatuto do Consumidor (Lei 1480) do país. Já o serviço de transporte oferecido dentro do aplicativo vem sendo questionado pelo governo colombiano. No entanto, a empresa ressalta que se trata de transporte privado e que o real problema é a falta de regulamentação.

Por isso, é equivocado dizer que o aplicativo ou os serviços oferecidos são ilegais, uma vez que a empresa paga impostos, é legalmente incorporada na Colômbia e as atividades econômicas que fornece são reguladas.

Por fim, a Picap enxerga como uma oportunidade a organização e a facilitação de um serviço já amplamente utilizado por milhões de brasileiros que, devido à precarização do transporte público, encontram no mototáxi uma alternativa barata e rápida de locomoção. Além disso, a disseminação de serviços facilitados por meio de empresas de tecnologia, assim como vem acontecendo nos últimos anos, ajuda a fortalecer o ambiente econômico, gerando mais renda em um país que amarga altas taxas de desemprego formal.

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Operação prende no Rio cinco suspeitos de sonegação fiscal milionária

Por Mahomed Saigg e Lílian Ribeiro, TV Globo e GloboNews

Uma operação contra um esquema nacional de sonegação fiscal prendeu nesta quarta-feira (17) cinco pessoas na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Uma ainda é procurada.

Segundo a força-tarefa do Ministério Público e da Secretaria de Fazenda do RJ, o grupo sonegou, em dez anos, R$ 305 milhões no esquema, que envolveu a Golden Foods, um grupo fornecedor de alimentos que atua em todo o Brasil.

“A empresa cresceu e se consolidou no mercado de distribuição de alimentos com base na sonegação fiscal, concorrendo de forma desleal com os demais empresários do segmento”, afirmou o promotor Eduardo Campos.

O promotor estima-se que a sonegação fiscal só no RJ chegue a R$ 700 milhões.

“Se a gente considerar que as empresas também têm filiais em outros estados, podemos pensar em R$ 1 bilhão de sonegação”, emendou.

O MP afirma que os cinco denunciados criaram um sistema para pagar menos Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), apoiados em uma rede de dezenas de empresas-fantasma em nome de laranjas.

A Golden Foods comercializa alimentos congelados e resfriados, como batatas, carnes e peixes.

O contador Luiz Felipe da Conceição Rodrigues foi preso na Barra da Tijuca — Foto: Reprodução/GloboNews

O contador Luiz Felipe da Conceição Rodrigues foi preso na Barra da Tijuca — Foto: Reprodução/GloboNews

Alvos da Operação Cadeia Alimentar

  1. Luiz Felipe da Conceição Rodrigues, preso; apontado como o contador do esquema;
  2. Gilberto Sebastião Monteiro, preso; empresário da Golden Foods, é o chefe da organização, afirma o MP;
  3. Maria Eliza Mendonça Monteiro, ainda não encontrada, mulher de Gilberto;
  4. Thiago Mendonça Monteiro, preso, filho de Gilberto e Maria Eliza;
  5. Lidiane Mendonça Monteiro Catramby, presa, filha de Gilberto e Maria Eliza.

E um sexto, um contador, que se apresentou à polícia no meio da manhã.

Ao todo, o MP denunciou 23 pessoas por organização criminosa, falsidade ideológica e crimes contra a ordem tributária.

Imposto num ‘limbo’

Segundo o MP, o esquema criou dezenas de empresas de fachada e em nome de laranjas para fraudar a cadeia do ICMS.

No RJ, a cobrança do imposto utiliza um sistema semelhante ao de um cartão de crédito. Uma mercadoria é rastreada em toda a cadeia do comércio – da origem, que pode ser o exportador, até o consumidor final.

Cada atividade de compra/venda é tributada no ICMS. O imposto, no entanto, não acumula. No fim do processo, cada empresa terá pagado apenas o que lhe é devido.

Para tal, a “conta” do ICMS das empresas registra créditos do que já foi pago anteriormente na cadeia – como estornos em um cartão.

O MP afirma que as empresas-fantasma criadas por Luiz Felipe e Gilberto comunicavam à Receita do RJ movimentações de produtos, com as quais o imposto acabava reduzido.

Não apenas essas movimentações jamais existiam, como também o imposto referente a essas etapas nunca eram pagos.

Revezamento de laranjas

A investigação apontou que Luiz Felipe cooptou pessoas para assumir as empresas-fantasma e providenciou os imóveis de fachada como sede – muitas apresentavam o mesmo endereço.

Os laranjas recebiam até R$ 15 mil por mês pelo trabalho, mas a maioria não tinha bens – como imóveis – no próprio nome.

A força-tarefa acredita ser uma tática para a Justiça não ter como executar dívidas no momento em que a empresa falsa era descoberta.

O esquema, no entanto, seguia intacto, afirma o MP. Quando uma companhia era negativada, outra era posta no lugar. Laranjas se revezavam cedendo o nome para novas fantasmas.

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Filhas reencontram pai em fazenda de Goiás após 34 anos: ‘Ninguém imagina a felicidade’

Por Vitor Santana, G1 GO

Duas irmãs reencontraram o pai, que mora em uma fazenda na cidade de Goiás, após 34 anos de separação. Moradoras de Natal (RN), elas localizaram Manoel Miguel Gomes, de 67 anos, depois de buscas pela internet e uma ajuda da Polícia Civil.

“É uma coisa que nunca imaginava que iria acontecer. Ninguém imagina a felicidade que nós tivemos”, disse Fabíola Bezerra.

Fabíola, de 34 anos, é a mais nova dos três irmãos. Ela tinha apenas seis meses de vida quando o pai foi para a Serra dos Carajás, no Pará, trabalhar no garimpo, na década de 80. Durante um tempo, ele mandava dinheiro para a família, que também tinha se mudado do Rio Grande do Norte para o estado.

Quando Manoel foi para Serra Pelada, também no Pará, a família não teve mais notícias. A mãe e os três filhos foram sobrevivendo como podiam, até que em 1991 decidiram voltar para Natal. Fabíola conta que sempre teve a curiosidade de conhecer o pai.

“Eu nunca acreditei que meu pai estivesse morto. Sempre pedi a Deus para ter uma notícia dele. O Dia dos Pais era muito triste, ver os outros filhos com seus pais. Até que um dia eu entrei em um site de procura de pessoas desaparecidas”, disse Fabíola.

Fabíola Bezerra Gomes, à direita, junto com o pai e a irmã — Foto: Fabíola Bezerra Gomes/Arquivo Pessoal

Fabíola Bezerra Gomes, à direita, junto com o pai e a irmã — Foto: Fabíola Bezerra Gomes/Arquivo Pessoal

Após anos de buscas, uma mulher entrou em contato com Fabíola falando que poderia ajudar a encontrar Manoel, mas cobrou R$ 400. Sem condições de pagar pelo valor, ela continuou sua busca sozinha.

“Eu descobri o título de eleitor dele, vi que ele votou uma vez em uma escola na cidade de Goiás. Liguei para a Polícia Civil e um papiloscopista me ajudou, encontrando ele em uma fazenda onde ele trabalha”, completou.

Fabíola e a irmã Maria de Fátima fizeram um empréstimo e viajaram até o município goiano, onde encontraram o pai.

“Foi uma emoção forte demais para mim. Não é porque ele saiu e não deu mais notícias que a gente vai guardar rancor. Ele ficou muito feliz em saber que tinha oito netos e um casal de bisnetos”, contou Fabíola.

Fabíola Bezerra Gomes com a mãe e o pai antes de ele desaparecer — Foto: Fabíola Bezerra Gomes/Arquivo Pessoal

Fabíola Bezerra Gomes com a mãe e o pai antes de ele desaparecer — Foto: Fabíola Bezerra Gomes/Arquivo Pessoal

As irmãs ficaram uma semana com o pai na fazenda, onde estreitaram os laços. Manoel não quis falar o motivo de ter sumido por tanto tempo, e as filhas respeitaram. O mais importante para as duas foi reencontrá-lo bem.

“O que passou, passou. A gente quer saber é daqui para frente. Ele disse que vai para Natal em novembro ou dezembro, que ele quer passar o aniversário de 68 anos dele com a gente”, disse Fabíola, já esperançosa para o novo encontro.

Ajuda da polícia

O papiloscopista Paulo Landim, que trabalha na delegacia da cidade de Goiás, foi quem ajudou a família. Quando Fabíola entrou em contato pedindo ajuda, ele pegou todos os dados que tinha e usou os sistemas da Polícia Civil para tentar localizar o idoso.

“Para a gente, que é da polícia, é um trabalho obrigatório, temos um departamento especializado em casos de desaparecimentos, mas também é um trabalho social. A gente fica muito feliz quando o final é feliz assim”, disse.

Veja outras notícias da região no G1 Goiás.

Polícia Civil ajudou Fabíola a reencontrar o pai após 34 anos, em Goiás — Foto: Fabíola Bezerra Gomes/Arquivo Pessoal

Polícia Civil ajudou Fabíola a reencontrar o pai após 34 anos, em Goiás — Foto: Fabíola Bezerra Gomes/Arquivo Pessoal

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Mulher empurra Padre Marcelo Rossi de altar durante missa em Cachoeira Paulista

Por G1 Vale do Paraíba e Região

Uma mulher invadiu o altar e empurrou o padre Marcelo Rossi durante uma missa em Cachoeira Paulista neste domingo (14). A mulher furou a segurança, invadiu o palco durante a celebração que acontecia na Canção Nova e empurrou o padre de cima da estrutura. Apesar da queda, ele não ficou ferido e a mulher foi contida pela Polícia Militar.

O padre estava no local para a missa de encerramento do acampamento ‘Por Hoje Não’ (PHN). Por volta das 14h50 a mulher, que participava do evento, conseguiu furar a segurança, invadiu o palco por trás e empurrou o padre, que caiu da estrutura.

Mulher empurrou padre durante missa na Canção Nova — Foto: Reprodução

Mulher empurrou padre durante missa na Canção Nova — Foto: Reprodução

No momento, pelo menos 50 mil pessoas participavam da celebração. Apesar da queda, o padre voltou ao palco minutos depois e continuou a celebração.

De acordo com a Polícia Militar, a mulher foi encaminhada para a delegacia de Lorena e prestou depoimento. A PM informou que a ocorrência foi feita pela Canção Nova porque o Padre Marcelo Rossi decidiu não registrar a agressão.

A polícia informou que a mulher tem 32 anos e que fazia parte de um grupo que veio do Rio de Janeiro para o evento. Os acompanhantes informaram à PM que ela sofre de transtornos mentais.

Em nota a Canção Nova informou que lamenta o incidente ocorrido com o padre Marcelo Rossi durante a missa e informou que ele foi atendido pela equipe médica do evento e, após ser liberado, seguiu com a celebração até o fim.

Vídeo

Em um vídeo divulgado após a agressão, o Padre Marcelo Rossi diz que ‘Maria passou na frente e pisou na cabeça da serpente’. A imagem foi divulgada pela Canção Nova, ao final da celebração.

“Maria passou na frente, pisou na cabeça da serpente, estou ótimo”, disse. “Fiquem tranquilos, só umas dorzinhas, não quebrou nada”, acrescentou.

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Duas pessoas morrem em tiroteio na saída de baile funk na Zona Norte do Rio

Por Lívia Torres, Bom Dia Rio

Duas pessoas morreram em um tiroteio na saída de um baile funk na comunidade Para Pedro, em Colégio, Zona Norte do Rio, no domingo (14). A polícia afirmou que as vítimas tinham envolvimento com o tráfico de drogas, mas a família de uma delas nega.

Parentes de Alan Cordeiro da Silva, de 18 anos, contaram que ele tinha saído para comprar pão no horário da saída do baile e ficou no meio do fogo cruzado entre policiais militares e criminosos. A rua estava cheia de gente quando o tiroteio começou.

A Polícia Militar afirmou que os agentes estavam fazendo um patrulhamento de rotina quando foram atacados. Os policiais revidaram, e começou a correria.

Alan chegou a ser socorrido e levado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Os parentes contaram que ele foi atingido por uma bala perdida. Um outro homem, que não teve o nome divulgado, foi baleado e morreu no local.

Moradores do bairro fizeram um protesto nas ruas da região, colocaram fogo em lixo e fecharam um dos acessos à comunidade. A PM reagiu com bombas de efeito moral.

No meio da confusão, um policial militar foi atropelado por um motociclista, que foi baleado. Os dois foram levados para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), e não há informações sobre o estado de saúde deles.

A Polícia Civil investiga o caso.

Frequentadores de baile abaixam durante tiroteio entre criminosos e policiais militares na comunidade Para Pedro, em Colégio, na Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo

Frequentadores de baile abaixam durante tiroteio entre criminosos e policiais militares na comunidade Para Pedro, em Colégio, na Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo

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Casas próximas a rio da região atingida por rompimento de barragem na BA serão demolidas, diz governador

Por G1 BA

As casas que foram construídas próximas a rio da região atingida por rompimento de barragem no nordeste da Bahia serão demolidas, de acordo com o governador Rui Costa. A barragem do Quati, na cidade de Pedro Alexandre, rompeu na quinta-feira (11) e inundou o município vizinho de Coronel João Sá, deixando 1.500 pessoas desalojadas e 400 desabrigadas.

A demolição dos imóveis, segundo Rui Costa, visa aumentar a segurança dos moradores dessas residências que foram erguidas muito próximas ao Rio do Peixe.

“Foi feito o diagnóstico de que, em algumas ruas, foram construídas casas em lugares impróprios, segundo a norma técnica, porque elas estão muito próximas à cota do rio. E portanto, essas casas têm que ser remanejadas dali, para ir a uma cota mais elevada e, portanto, sair do risco de alagamento quando houver uma chuva forte”, disse o governador, que sobrevoou a região, neste domingo (14).

Ainda segundo ele, estão sendo identificados os imóveis que correm risco de desabar, mas que o remanejamento das casas deve incluir mesmo aquelas que não tiveram a estrutura danificada, mas que estão construídas próximas aos rios.

“Há nesse momento a identificação, pela Defesa Civil, das casas para onde as pessoas não podem mais voltar, porque correm risco de desabamento. Então, essas pessoas não vão mais voltar, vão ser cadastradas para receber um auxílio moradia, para poderem alugar seu imóvel, enquanto nós vamos definir quantas casas vão ser construídas. Mas o ideal é tirar todos que estão na cota do rio, ou próximos à cota do rio, e construir novas casas para todos”, afirmou.

O governador ainda destacou que, posteriormente, vai treinar os moradores com relação à manutenção de reservatórios em áreas privadas e de cooperativas.

“Dois terços do território da Bahia, por exemplo, e o nordeste inteiro são regiões de semiárido. A maior parte dos 12 meses do ano passa seco. Portanto, para sobreviver nesse local, você precisa reservar água. Passado esse momento, nós vamos iniciar um processo de intenso de treinamento das comunidades, para que saibam inclusive como dar manutenção nesses barramentos”, afirmou Rui Costa, que citou um exemplo de um morador de Pedro Alexandre.

“Agora mesmo, em Pedro Alexandre, eu vi um senhor dando um depoimento: ‘Lá onde eu moro nós temos um barramento que nós construímos, mas está seguro, porque tem algumas árvores segurando’. E nós explicávamos a ele que, na verdade, a árvore vai ajudar a derrubar o barramento, porque as raízes vão dar permeabilidade ao solo”, falou.

Barragem em cidade na Bahia se rompeu e deixou 500 desalojados — Foto: Arte/G1

Barragem em cidade na Bahia se rompeu e deixou 500 desalojados — Foto: Arte/G1

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Ação da PF em 5 estados mira esquema de desmatamento ilegal que movimentou R$ 80 milhões

Por G1 RR — Boa Vista

Ação envolve mais de 150 policiais federais em RR, AM, MA, PA e MT — Foto: Divulgação/PF

Ação envolve mais de 150 policiais federais em RR, AM, MA, PA e MT — Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (12) a operação Florestas de Papel, que mira um esquema de desmatamento ilegal que movimentou pelo menos R$ 80 milhões na Amazônia. A ação envolve mais de 150 policiais e ocorre em Roraima, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão e Pará.

São cumpridos oito mandados de prisão, 56 de busca e apreensão e quatro de suspensão de atividades econômicas. Um empresário que estava de férias em Fortaleza foi preso. Ele tem oito empresas em seu nome e seria um dos maiores beneficiários do esquema.

De acordo com a PF, operação mira 22 madeireiras que cometeram as irregularidades entre 2014 e 2017, principalmente no Sul de Roraima. Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara da Seção Judiciária do estado.

Nas investigações, a PF identificou o desmatamento de 260.000 metros cúbicos de madeira, o suficiente para encher 8 mil caminhões.

Segundo a polícia, os donos das firmas usavam laranjas e empresas de fachada para conseguir a emissão de DOFs, licença exigida para transporte e armazenamento de produtos e subprodutos florestais de origem nativa, como toras de madeira e madeira serrada.

As fraudes eram feitas no SISDOF, sistema do IBAMA que gerencia a expedição dos Documentos de Origem Florestal (DOF).

“A PF identificou mais de 91.000 metros cúbicos de madeira serrada que teriam sido “regularizadas” mediante fraude. Convertidas em toras de madeira, este quantitativo se aproxima de 260.000 metros cúbicos, ou 120.000 toras, o suficiente para carregar aproximadamente 8 mil caminhões”, detalhou a PF.

Dentre as espécies desmatadas encontravam-se Ipês, Cedros, Maçarandubas, Aroeiras e Jacarandás, dentre outras. No mercado, o valor das madeiras envolvidas na fraude poderia chegar a quase R$ 80 milhões.

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Cubano desempregado no Piauí tenta vaga de gari, mas é recusado por ser médico

Por Gilcilene Araújo, G1 PI

Raymel Kessel trabalhava como médico em Ilha Grande — Foto: Arquivo Pessoal

Raymel Kessel trabalhava como médico em Ilha Grande — Foto: Arquivo Pessoal

Um grupo de 48 médicos cubanos que decidiu ficar no Piauí depois que o governo de Cuba decidiu se desligar do Programa Mais Médicos, do governo brasileiro, está desempregado e enfrentando dificuldades para se manter no estado. Um deles, Raymel Kessel, 39 anos, contou ao G1 que tentou vaga de gari, mas não foi admitido porque tem formação em medicina.

Raymel chegou à cidade de Ilha Grande em 2014 e contou ao G1 que foi bem acolhido pela população da cidade, mas mesmo sendo querido, não consegue emprego.

“Não é fácil achar emprego porque quando colocamos no currículo que somos médicos, ninguém quer nos contratar. Eu até procurei trabalhar no carro de lixo e não foi aceito porque diz que médico não faz esse tipo de trabalho”, lamentou.

Raymel Kessel atuava como médico na cidade de Ilha Grande — Foto: Arquivo Pessoal

Raymel Kessel atuava como médico na cidade de Ilha Grande — Foto: Arquivo Pessoal

Após quatro anos e meio trabalhando como médico na rede de atenção básica do município de Ilha Grande, no Litoral do Piauí, Raymel se casou com uma piauiense e é pai de um menino brasileiro, e por isso decidiu ficar no Brasil. “Me sinto parte da Ilha Grande, me sinto filho daqui”, afirmou o médico.

Alguns cubanos formaram família com mulheres piauienses e relatam estarem passando por necessidades financeiras para sustentar os filhos. Os médicos aguardam realização do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida) para retornar aos postos de saúde e hospitais.

No entanto, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável por aplicar a prova, disse que “não há ainda o cronograma para a próxima edição do Revalida”.

“Estou desesperado. Não tem o exame do Revalida desde o ano 2017 e estamos privados de trabalhar como médicos há sete meses. Estamos aguardando há meses por uma MP do governo que nos permita trabalhar até fazer o exame de Revalida, mas nada de MP e nada de Revalida”, declarou Raymel Kessel.

O Ministério da Saúde estima que cerca de dois mil cubanos ficaram no país após o fim do programa. O Ministério informou ao G1 que “trabalha na elaboração de um novo programa para ampliar a atenção primária”. Disse, ainda, que está discutindo “alternativas para o exercício profissional” dos médicos de Cuba.

Raymel Kessel tem ocupado seus dias distribuindo perfis profissionais em diversos estabelecimentos comerciais e os instrumentos de trabalho que mais gostava de usar, um estetoscópio e um aferidor de pressão, estão guardados.

A esperança de Raymel agora é chegada do mês de agosto, período em que, segundo do jornal “O Estado de S. Paulo”, o governo deverá editar uma medida provisória para alterar o programa Mais Médicos e manter os médicos cubanos trabalhando no Brasil.

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