Exposição da artista Tarsila do Amaral recebe 8.818 visitantes nesta terça e bate recorde de público em um dia no Masp

Por Bárbara Muniz Vieira, G1 — São Paulo

A exposição da artista Tarsila do Amaral atraiu 8.818 pessoas ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) na terça-feira (23) e causou filas de até 6 horas para entrar no local. É um recorde histórico para um único dia no museu. O recorde anterior é da terça passada, dia da semana em que a entrada é gratuita, quando 8.454 pessoas visitaram o museu.

Até o último domingo (21), 350 mil pessoas já tinham visto a exposição. É o maior público dos últimos 20 anos do museu, com movimento só comparado à exposição do artista francês Oscar-Claude Monet, em 1997, que reuniu 400 mil pessoas.

Até domingo (28), quando termina a exposição, a expectativa é a de que mais 30 mil pessoas visitem o museu, totalizando 380 mil visitantes. A exposição foi batizada como “Tarsila Popular”.

Um dos quadros mais valiosos da arte brasileira, de volta ao país: Abaporu — Foto: Reprodução/TV Globo

Um dos quadros mais valiosos da arte brasileira, de volta ao país: Abaporu — Foto: Reprodução/TV Globo

A segunda mostra mais visitada da atual gestão, inciada em 2014, a coletiva “Histórias afro-atlânticas”, recebeu 180 mil pessoas no museu em 2018 – a mostra também teve núcleos no Instituto Tomie Ohtake, parceiro do Masp na mostra.

Fernando Oliva, curador da exposição ao lado do diretor artístico Adriano Pedrosa, disse ao G1 que o sucesso da exposição acontece em um ano em que as mulheres são pauta no Museu.

“O retorno do público prova o interesse em novas abordagens em direção à obra de uma grande artista mulher, tanto no contexto do modernismo quanto da história da arte brasileira”, afirmou.

“Histórias das Mulheres, Histórias Feministas” é o tema do ano no museu e pauta toda a programação do Masp. Este ano, o museu só exibe mostras de mulheres.

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Cadela cai do 6º andar em Fortaleza, e bombeiros salvam animal com lona

Por Bárbara Sena e Valdir Almeida

Cachorro fica pendurado em varanda de prédio em Fortaleza

Cachorro fica pendurado em varanda de prédio em Fortaleza

Uma cadela ficou pendurada na tela de proteção da janela do último último andar de um prédio no Bairro José Bonifácio, em Fortaleza, nesta terça-feira (23). Um agente do Corpo de Bombeiros que estava de folga viu o cão quando passava pela rua e reuniu moradores para salvar o animal.

Em um vídeo registrado por um morador, é possível ver o animal preso na tela de proteção pelas patas traseiras. A cadela estava no sexto andar do condomínio. Por telefone, o Cabo João Bosco, agente dos Bombeiros que ajudou no salvamento, explicou que antes de cair na lona a cadela bateu em uma antena de TV. “Mas a gente conseguiu amortecer a queda. Ela teve escoriações. Ficou com ferimentos na boca. Uma vizinha levou a cachorra para uma clínica veterinária”, acrescentou.

As imagens mostram o animal aparentemente nervoso e tentando sair da janela. No interior do apartamento também é possível ver um pequeno foco de fumaça saindo do local. O Corpo do Bombeiros, no entanto, não confirmou se o prédio tinha algum registro de incêndio.

Cachorra ficou pendurado na janela, mas foi salva por bombeiros e moradores em Fortaleza.  — Foto: Reprodução/SVM

Cachorra ficou pendurado na janela, mas foi salva por bombeiros e moradores em Fortaleza. — Foto: Reprodução/SVM

O cabo João Bosco entrou no prédio e improvisou uma lona para salvar a cadela junto com os moradores do condomínio. O agente disse que alguns moradores não acreditaram que a cachorrinha fosse cair mesmo já estando com parte do corpo pendurada.

Cadela Vitória

De acordo com moradores, a cadela se chama Vitória, não tem raça definida e tem cerca de 2 anos de idade. “A dona dela gasta o salário inteiro cuidando de animais. Ela é muito solidária” , disse um morador.

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Ministério Público de SP investiga suposta fraude em concursos para Polícia Civil

Por Patrícia Figueiredo e Léo Arcoverde, G1 SP

Empresa de ônibus teria oferecido transporte na data da prova antes que a Polícia Civil divulgasse o dia do exame. — Foto: Divulgação

Empresa de ônibus teria oferecido transporte na data da prova antes que a Polícia Civil divulgasse o dia do exame. — Foto: Divulgação

O Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito civil para apurar denúncias de irregularidades em dois concursos da Polícia Civil do estado. A investigação busca verificar indícios de vazamento de informações nos concursos para escrivão e investigador de polícia, entre outras fraudes.

O inquérito civil apura as alegações que constam de nove representações, oito com autores identificados e uma anônima. Segundo o promotor responsável pelo caso, José Carlos Blat, se forem comprovadas irregularidades, a Promotoria do Patrimônio Público e Social entrará na Justiça com uma Ação Civil Pública, que, pode resultar na anulação do concurso.

Além disso, as pessoas responsáveis pelos vazamentos podem responder por improbidade administrativa e até sofrer processos na esfera criminal, se for verificado o favorecimento de candidatos e a divulgação de informações sigilosas, como questões do exame.

O Ministério Público notificou a Polícia Civil na sexta-feira (19) e o órgão tem 30 dias para responder às questões. O promotor solicitou ao delegado-geral, Ruy Ferraz Fontes, esclarecimentos sobre dez diferentes pontos. O primeiro questionamento trata do suposto vazamento de informações acerca do concurso. Blat também pediu que lhe sejam enviadas respostas relacionadas, por exemplo, aos “critérios adotados para a fase oral” e a justificativas sobre “as questões relacionadas a assuntos não previstos no edital do concurso”.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e a Polícia Civil informaram que não foram notificadas sobre a investigação.

G1 teve acesso a conversas de grupos de concurseiros no Whatsapp– parte dos prints acessados pela reportagem está no inquérito aberto pela promotoria. Os candidatos falam sobre o vazamento de informações pessoais dos inscritos e relatam suposto favorecimento a alguns candidatos durante a fase oral do concurso.

Para um candidato ao concurso de escrivão ouvido pelo G1, muitos concorrentes sabem de vazamentos de informações no andamento do concurso para escrivão, mas têm medo de denunciar as irregularidades. Ele conversou com a reportagem sob a condição de não ter a identidade revelada.

“Tem muito candidato que sabe dos vazamentos, mas que está com medo de falar porque tem medo da polícia, medo de ser perseguido depois”, relata.

A Polícia Civil do estado de São Paulo enfrenta dificuldades com o quadro reduzido de funcionários. Relatório de fiscalização do Tribunal de Contas de São Paulo, obtido com exclusividade pela GloboNews, aponta que a Polícia Civil de SP possui 8.821 agentes a menos do que o ideal. De acordo com o relatório, as oito carreiras da corporação possuíam um número de policiais 25% inferior ao ideal em 2018.

Desse déficit de 8.821 policiais, 64% são investigadores ou escrivães.

As duas carreiras têm, de um total de oito, a maior quantidade de profissionais na Polícia Civil do estado. De acordo com o relatório do TCE, dos 25.899 policiais que constituíam o efetivo total da corporação em 2018, 59% (15.184) eram investigadores (9.058) ou escrivães (6.126). Os números se referem ao ano de 2018.

Promotor José Carlos Blat — Foto: Reprodução/GloboNews

Promotor José Carlos Blat — Foto: Reprodução/GloboNews

Vazamentos

Em entrevista exclusiva, o promotor José Carlos Blat disse que o inquérito civil foi instaurado para apurar ilegalidades, irregularidades e até mesmo supostos vazamentos de questões dos dois concursos.

Segundo o promotor, a investigação está em fase inicial e todas as pessoas que fizeram denúncias e enviaram manifestações ao MP-SP serão ouvidas.

“Caso fique evidenciado, ao final da investigação, que ocorreu ilegalidade ou até mesmo vazamento, nós podemos ajuizar uma ação civil de improbidade para anular o concurso e também responsabilizar os agentes públicos que participaram deste concurso”, diz José Carlos Blat, promotor do MP-SP.

“Neste primeiro momento nós oficiamos o delegado-geral da Polícia Civil, que é responsável pelo concurso, para que ele preste informações acerca daquilo que foi denunciado”, afirma.

“Vamos avaliar se houve efetivamente vazamento de questões antes da realização da prova, se as questões foram direcionadas aos candidatos, entre outras alegações, e a partir dos esclarecimentos do delegado nós daremos o andamento ao inquérito.”

O prazo para que a Polícia Civil se manifeste é de 30 dias porque, segundo Blat, o caso é de alta complexidade e, portanto, um prazo menor não seria suficiente para a corporação.

Para o promotor, dentre as nove denúncias enviadas ao MP, a mais grave seria a representação anônima que relata o vazamento de questões em uma das fases. As provas escritas e o exame oral, da segunda e quarta fases dos concursos, são aplicadas por integrantes da Polícia Civil.

“As demais representações, onde os candidatos se identificam, revelam questões de interesse individual, como o conteúdo da prova, o grau de dificuldade e a ausência de recurso para os reprovados. Mas tudo isso será objeto de uma investigação bastante serena e responsável afim de verificar se esses fatos são verídicos ou não”, afirma Blat.

Grupos de candidatos

Candidatos ao concurso para escrivão dizem que, na fase oral do exame, que é feita em auditório aberto aos outros concorrentes, os entrevistadores chegavam a perguntar quais temas a pessoa havia estudado.

“Para alguns candidatos, quando a pessoa errava, eles perguntavam até se ela não queria tentar de novo. Para outros era pergunta direto, era ‘não, sim, próximo’. Até o tom de voz mudava. Com algumas mulheres eles faziam brincadeiras, davam dicas, perguntavam até se a pessoa conhecia tal tema e, se dissesse que não estudou, mudavam o tema”, relata uma candidato ouvida pelo G1.

Em um dos grupos de WhatsApp uma candidata teria admitido que, durante seu exame oral, foi questionada pelo entrevistador se havia estudado determinado tema. Diante da negativa o examinador teria mudado o assunto da questão, pedindo para que a candidata falasse sobre o tema que ela dizia ter estudado.

Em grupo de concurseiros, candidato revela que foi perguntado pelo entrevistador se havia estudado determinado tema.  — Foto: Reprodução

Em grupo de concurseiros, candidato revela que foi perguntado pelo entrevistador se havia estudado determinado tema. — Foto: Reprodução

Também nos grupos de WhatsApp circulou um flyer de uma empresa de ônibus que oferecia transporte e hospedagem em São Paulo para a 2ª fase do concurso. No entanto, a propaganda teria sido veiculada entre o dia 30 de julho e 1º de agosto do ano passado, antes da publicação do edital de convocação para a 2ª fase, que ocorreu dia 4 de agosto.

“Tinha um pessoal de São José do Rio Preto entregando flyer com uma promoção de hotel e ônibus pra São Paulo, onde acontece a prova. Essa fase da prova ia ser dia 26 de agosto, mas ainda não tinha saído nada no Diário Oficial. Eu recebi o flyer antes da divulgação da data da segunda fase”, diz um candidato ouvido pelo G1.

Concurso da Polícia Civil

As irregularidades teriam ocorrido nos concursos para investigador de polícia e escrivão de polícia. O salário inicial para essas carreiras é de R$ 3.743,98, mas pode chegar a R$ 5.051,50 no último nível da profissão.

Os concursos têm cinco fases:

  1. Prova objetiva (múltipla escolha)
  2. Prova escrita
  3. Investigação social (comprovação de idoneidade e conduta escorreita)
  4. Exame oral
  5. Prova de títulos

A seleção para escrivão teve 27 mil inscritos e 800 vagas. A homologação deste concurso está em fase de finalização. No último sábado (20) foram publicadas as notas dos selecionados, que agora aguardam a homologação para serem, mais tarde, nomeados pela Polícia Civil.

Já o concurso para investigador de polícia ainda está em andamento. A última divulgação foi a convocação para o exame oral, feita por meio de publicação no Diário Oficial em 28 de maio. São 600 vagas para investigador e 38,9 mil inscritos.

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Polícia Federal prende quatro em operação que investiga invasão do celular de Sergio Moro

Por Camila Bomfim, TV Globo — Brasília

A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (23) quatro mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão cujos alvos são suspeitos de envolvimento na invasão de celulares do ministro Sergio Moro(Justiça). As prisões e buscas são de supostos hackers ou de pessoas que teriam atuado em conjunto com eles.

Foram detidos três homens e uma mulher, aparentemente jovens. O grupo está na sede da Superintendência da PF em Brasília. Um deles já prestou depoimento.

De acordo com a PF, os mandados foram executados nas cidades de São Paulo, Araraquara e Ribeirão Preto. A autorização para as buscas e prisões foi dada pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília.

A operação foi batizada de Spoofing (“falsificação tecnológica que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é”, segundo a definição da Polícia Federal). O objetivo, informou a PF, é “desarticular organização criminosa que praticava crimes cibernéticos”.

Polícia Federal já instaurou quatro inquéritos para investigar o vazamento de mensagens do celular do ministro da Justiça. A PF também abrirá investigação para apurar suposta invasão do celular de outro ministro – Paulo Guedes (Economia).

No caso de Moro, os investigadores trabalham com a hipótese de uma ação orquestrada. Há a suspeita de que a invasão do celular do ministro tenha sido planejada.

Os investigadores estão colhendo indícios sobre a autoria, sobre quem teve acesso de forma ilegal a conversas privadas do ministro e sobre o método utilizado pelos hackers.

Nota da PF

Leia abaixo a íntegra de nota divulgada pela Polícia Federal:

Brasília/DF – A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje (23/07), a Operação spoofing com o objetivo de desarticular organização criminosa que praticava crimes cibernéticos.

Foram cumpridas onze ordens judiciais, sendo sete Mandados de Busca e Apreensão e quatro Mandados de Prisão Temporária, nas cidades de São Paulo/SP, Araraquara/SP e Ribeirão Preto/SP.

As investigações seguem para que sejam apuradas todas as circunstâncias dos crimes praticados.

As informações se restringem às divulgadas na presente nota.

Spoofing é um tipo de falsificação tecnológica que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é.

Comunicação Social da PF

 — Foto: Editoria de Arte / G1

— Foto: Editoria de Arte / G1

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Defesa de médico suspeito de estuprar e filmar mulheres pede habeas corpus

Por G1 CE

José Hilton de Paiva é denunciado por estuprar e filmar mulheres durante décadas — Foto: TV Globo/Reprodução

José Hilton de Paiva é denunciado por estuprar e filmar mulheres durante décadas — Foto: TV Globo/Reprodução

A defesa do médico e prefeito afastado de Uruburetama, José Hilson de Paiva, suspeito de estuprar e filmar os crimes em um consultório durante 30 anos, pediu habeas corpus na Justiça Estadual do Ceará na noite desta terça-feira (23). Ele é denunciado por abusar sexualmente de pelo menos 17 mulheres. O pedido de habeas corpus será analisado pela Justiça.

Hilson de Paiva foi preso na sexta-feira (19) por determinação do juiz de Uruburetama, José Cléber Moura. O Ministério Público, que fez o pedido da prisão, defende que José Hilton é capaz de “coagir, constranger, ameaçar, corromper” e praticar atos que possam comprometer a investigação caso seja mantido livre.

O advogado do prefeito afastado, Leandro Vasques, argumenta no pedido de habeas corpus a “ausência de contemporaneidade” da denúncia. Conforme a defesa, as denúncias foram feitas há mais de seis meses e portanto são inválidas. Vasques acrescenta que não há “fato minimamente concreto” que prove a acusação de estupro contra o cliente.

A defesa do médico já havia solicitado a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar durante audiência no sábado (20), alegando problemas de saúde do preso, de 70 anos. Entretanto, o juiz recusou o pedido por falta de provas que garantissem o estado de saúde de José Hilson.

Vazamento de vídeos

Um total de 63 vídeos entregue ao Ministério Público do Ceará (MPCE) mostra os casos abusos sexuais do médico contra as pacientes. Profissionais da Associação Médica Brasileira analisaram os vídeos e concluíram que se trata “claramente” de “estupro das pacientes”.

A existência do material foi divulgada pelo Fantástico e pelo G1 em 14 de julho. Após a reportagem, órgãos reagiram às denúncias feitas contra o prefeito:

A defesa de José Hilson de Paiva também solicitou a investigação para apurar a autoria do vazamento dos vídeos e da subtração de um HD que armazenava as imagens; os arquivos, conforme o advogado, desaparecem da residência do suspeito há um ano. Leandro Vasques afirma que o caso se enquadra na Lei Carolina Dieckmann.

Conforme relato das pacientes ao Fantástico, José Hilton enganava as mulheres, dizendo estar realizando serviços ginecológicos enquanto abusava delas. Em alguns casos, conforme denúncia das pacientes, José Hilton colocava a boca nos seios delas dizendo estar sugando secreção e penetrava nelas sob o pretexto de “desvirar o útero”.

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Porta-voz nega censura, mas diz que governo não patrocinará filmes contra ‘valores éticos’

Por Guilherme Mazui, G1 — Brasília

O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, afirmou nesta terça-feira (23) que o governo não patrocinará filmes que “atentem contra os valores éticos e morais” da sociedade.

Em uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto, Rêgo Barros acrescentou, contudo, que o objetivo do presidente Jair Bolsonaro não é censurar filmes patrocinados pela Agência Nacional do Cinema (Ancine).

“O presidente não censurará filmes patrocinados pela Ancine. No entanto, o governo também não patrocinará filmes que atentem contra os valores éticos e morais que são tradicionais na nossa sociedade”, declarou.

Na semana passada, o presidente da República disse que, se não puder impor “filtro” nas produções audiovisuais brasileiras, irá extinguir a Ancine (relembre no vídeo abaixo).

Entenda a polêmica

Bolsonaro tem criticado o uso de dinheiro público em filmes que, na opinião dele, são “pornográficos”. Também tem defendido que o cinema passe a falar de “heróis brasileiros”.

Na semana passada, por exemplo, ao participar de um evento, o presidente disse que não admitirá a destinação de dinheiro públicopara filmes como “Bruna Surfistinha“, de 2011, baseado no livro best-seller da garota de programa Rachel Pacheco, sobre a história dela.

O filme, estrelado por Deborah Secco, teve mais de 2 milhões de espectadores. O filme foi aprovado em 2007 pelo Ministério da Cultura para captar verba por renúncia fiscal.

Fundo do Audiovisual

De acordo com o porta-voz da Presidência, o governo estuda transferir o Fundo Setorial do Audiovisual da Ancine para o Ministério da Cidadania, que herdou a estrutura do antigo Ministério da Cultura.

“O tema, sim, está em estudo pela assessoria jurídica do governo federal, especialmente aqui da SAJ [Subchefia de Assuntos Jurídicos]”, disse.

O fundo teve orçamento de R$ 724 milhões em 2018 e também em 2019. Os recursos são do orçamento da União, obtidos de diferentes fontes, como a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) e receitas de concessões e permissões.

O Fundo Setorial do Audiovisual apoia produção, distribuição, exibição e melhoria de infraestrutura. A ações são realizadas por meio de investimentos; financiamentos; redução de encargos financeiros de empréstimos; e valores não-reembolsáveis.

Conselho de Cinema

Na semana passada, Bolsonaro assinou um decreto que transferiu da pasta da Cidadania para a Casa Civil o Conselho Superior de Cinema, responsável por elaborar a política nacional para o setor.

O mesmo decreto reduziu pela metade a participação de representantes da indústria cinematográfica no colegiado.

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Pesquisadores encontram estátua de macaco em Parque Marinho de Fortaleza

Por Felipe Mesquita, G1 CE

A estátua foi achada dentro d'água com uma corda presa na cintura. — Foto: Labomar-UFC/Mar do Ceará/SEMA

A estátua foi achada dentro d’água com uma corda presa na cintura. — Foto: Labomar-UFC/Mar do Ceará/SEMA

Enquanto mergulhavam em busca de mapear os diferentes tipos de espécies que vivem no Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio, em Fortaleza, pesquisadores do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) encontraram uma estátua em forma de macaco feita de concreto. O objeto inusitado estava a 25 metros de profundidade e chegou a confundir os mergulhadores.

“Foi semana passada. Fomos para uma recife que nunca tínhamos mergulhado, descemos e vimos o que parecia ser uma figura humana, mas chegamos perto e vimos que era uma estátua de macaco”, relata o professor Marcelo Soares, coordenador do Labomar.

Desde o dia 10 de julho último, equipes do órgão realizam expedições com assistência da operadora de mergulho Mar do Ceará. Até agora, foram realizados seis mergulhos entre 17 e 30 metros de profundidade. O objetivo é identificar e quantificar espécies no fundo do mar e aferir temperatura, oxigênio e salinidade através de coletas de água.

A estátua foi achada dentro d’água com uma corda presa na cintura. “Ninguém sabe quem fez, e ninguém sabe quem colocou lá e nem por qual motivo. Foi super curioso”, avalia Marcelo Soares.

Espécies

Ainda de acordo com o professor, no mínimo, cerca de 200 espécies vivem na área do Parque Marinho. Porém, o número pode aumentar após o término do Plano de Manejo da unidade de conservação, cujo documento mostrará a situação dos animais, condição do ambiente, aspectos de poluição e ações de preservação.

“Estamos na fase crucial para diagnosticar a saúde dos animais e do ambiente para, então, podermos fazer intervenções. A gente tem se surpreendido muito com os resultados. Nos últimos mergulhos, encontramos espécies de tubarões, arraias, tartarugas e peixes. Essa diversidade de animais indica que o ambiente está saudável. Encontramos também corais grandes e isso é um indicador de saúde do local”, pondera.

O Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio está localizado a cerca de 18 quilômetros do Porto do Mucuripe, em Fortaleza.

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Quase 6 meses após tragédia da Vale, uso da água do Paraopeba segue sem previsão; impacto ao meio ambiente ainda é analisado

Por Raquel Freitas, Patrícia Fiúza e Débora Costa, G1 Minas e CBN BH — Brumadinho e São Joaquim de Bicas

“Infelizmente, você não vê mais vida no rio”, lamenta Edna Maria Ferreira dos Santos, de 29 anos, que tinha o Rio Paraobepa como fonte do sustento da família.

Há quase seis meses, a jovem e outras milhares de pessoas que vivem às margens do rio viram as águas se tornarem impróprias para qualquer tipo de uso ao mesmo tempo em que eram tingidas pelo rejeito de minério despejado no rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Edna mora em um acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), instalado em São Joaquim de Bicas, município vizinho ao local da tragédia. Sem conseguir emprego na região, ela e o marido viviam da pesca.

“Na época, quando a gente veio para cá, a gente via o rio como uma forma de rendimento para a nossa família, a gente pescava, vendia os peixes, aproveitava o rio até mesmo para lazer. Nós gostávamos até de dar uns ‘tchibuns’ na água, de nadar. Então, a nossa forma de sobrevivência aqui mais era o rio mesmo. A gente gostava demais do rio”, diz.

Segundo Edna, foi com a tragédia, contraditoriamente, que o companheiro conseguiu um serviço. Agora, ele trabalha instalando cerca em volta do rio, que era responsável por 30% do abastecimento da Grande BH. A captação de água no Paraopeba foi inaugurada pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), em dezembro de 2015, como uma ação para solucionar a crise hídrica que a região enfrentava naquele momento.

Quase seis meses após o desastre, as orientações sobre a suspensão do uso da água permanecem inalteradas. A Copasa afirma que a Região Metropolitana não corre risco de desabastecimento, mas não descarta a adoção de medidas como racionamento e rodízio a partir do ano que vem. As obras de um novo ponto de captação no rio, acima da área afetada, devem ser inauguradas em setembro do ano que vem, segundo a companhia. Em nota, a Vale disse que vem mantendo reuniões periódicas com a concessionária e demais autoridades para discutir as medidas necessárias à continuidade do abastecimento nos municípios afetados pelo rompimento da barragem.

“A nossa recomendação de que não se utilize a água do Paraopeba permanece vigente. Não houve nenhuma manifestação do governo do estado diferente daquela que recomenda a suspensão [do uso] da água, ou seja, da água bruta, da água in natura no rio até o município de Pompéu. E nós estamos avaliando porque não é só uma questão ambiental, é uma questão de saúde pública”, afirma a diretora-geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Marília Melo.

Atualmente, segundo ela, há 14 pontos de monitoramento das águas mantidos pelo instituto, dos quais sete já eram inspecionados pelo órgão antes da tragédia, sendo possível fazer uma avaliação mais efetiva da situação do rio anterior e posterior ao desastre.

Um dos aspectos analisados é o de turbidez da água – um parâmetro que estabelece a quantidade de sólidos na água. “Nos nossos dados, chegou a 34 mil [unidades de turbidez] próximo ao ponto de captação a Copasa. E tem um dado da Copasa que chegou a 67 mil. Para as pessoas terem um referência, o limite que a norma estabelece são cem unidades de turbidez”, explica. De acordo com Marília, também houve alteração quanto à quantidade de alumínio, ferro e manganês no rio. Ainda foi detectada, em um primeiro momento, a presença de outros metais, como chumbo, cobre e mercúrio, o que, segundo ela, não é mais verificado desde março.

Rejeito no fundo do rio

“Atualmente, as condições de qualidade da água são bem melhores em relação àquele período inicial. A gente já tem em alguns pontos do Rio Paraopeba uma condição próxima ao que era anterior. Mas o que a gente tem falado: significa que já podemos utilizar [a água], que o rio está em boa qualidade? Ainda não temos a segurança para dizer isso. Por quê? Porque o rejeito está no fundo do rio”, pontua. Uma das preocupações é que o minério que está no leito do curso d’água seja revolvido quando vier a próxima temporada de chuva, voltando à superfície e piorando a qualidade hídrica novamente.

Uma grande apreensão dos ambientalistas é em relação ao Rio São Francisco. Em março, a ONG SOS Mata Atlântica afirmou que ele havia sido atingido pelo rejeito, o que não foi confirmado pelo Igam. Segundo o órgão, o reservatório de Retiro Baixo segue impedindo que os sedimentos da mineração sigam o curso do Paraopeba para além desse ponto. A diretora-geral do instituto avalia que há uma grande um possibilidade que, de fato, as águas do Velho Chico se mantenham sem contato com o rejeito, mas, segundo ela, “a gente não pode afirmar que [o risco] está descartado”.

Em junho, a Vale anunciou que concluiu uma “importante etapa” para a melhora da qualidade hídrica com a instalação de uma estrutura, denominada “cortina de estacas-pranchas”, que tem como objetivo diminuir o carreamento de rejeito do Ribeirão Ferro-Carvão para o Rio Paraopeba e que direciona a água com sedimentos para uma estação de tratamento de água.

“Essa estação de tratamento que a Vale construiu tem capacidade para tratar a vazão que está agora lá, mas, no período de chuva, com o aumento de vazão, provavelmente alguma ampliação deverá ter que ser realizada para tratar toda vazão do Ferro-Carvão”, projeta a diretora-geral do Igam. Segundo a Vale, a estação tem capacidade para tratar aproximadamente 2 milhões de litros por hora. Marília acrescenta que, antes da próxima temporada chuvosa, a intenção é que se retire o rejeito em um trecho inicial do leito do rio.

Segundo a Vale, estão em construção barreiras hidráulicas, que têm a finalidade de reter sedimentos, permitindo a passagem de água, e um dique, que servirá para conter material sólido mais fino. A mineradora informou que as obras estão em andamento e devem ser concluídas até o final deste ano.

Passado praticamente um semestre da tragédia, o que se vê em pontos ao longo do rio é o rejeito depositado em suas margens. Essa é a paisagem, por exemplo, com a qual os índios Pataxó-Hã-hã-hãe, da aldeia Naô Xohã, são obrigados a conviver diariamente em São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

“É um parente nosso que a gente perdeu”, lamenta o cacique Hayô. Para ele, o sentimento é o da falta de um membro da aldeia, morto em um massacre.

“O rio é importante para o nosso povo Pataxó-Hã-hã-hãe, porque ele é um rio de instrumento sagrado. Nós usávamos ele para poder nos consagrar, consagrar nossas crianças, fazer o batizado dentro da nossa água, as nossas irmãs águas. (…) Então, simplesmente estamos com o nosso rio atingido. E está um psicológico muito ruim dentro da nossa comunidade”, diz.

Impactos à fauna e vegetação ainda são analisados

A aldeia fica perto do acampamento do MST, onde a jovem Edna afirma que, além dos peixes, outros animais como capivaras sumiram do Paraopeba.

De acordo com o diretor-geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Antônio Malard, até o momento, não foi verificada a extinção de nenhuma espécie por causa do desastre, mas os impactos na fauna ainda são estudados.

“No caso de animais terrestres, com certeza não houve extinção. Agora, das espécies aquáticas, a gente está avaliando ainda”, esclarece.

Segundo a Vale, até o dia 9 de julho, foram registradas 15.210 ocorrências de fauna e de carcaças de animais. De acordo com dados do instituto, cerca de 40 animais silvestres terrestres foram resgatados vivos após o rompimento da barragem; cinco morreram.

Mas Malard destaca que a maior parte dos resgates se refere a animais domésticos. Segundo o IEF, o número chegou a cerca de 550. Já a quantidade de atendimentos superou 600. Atualmente, mais de 500 animais permanecem sob os cuidados da mineradora. Aproximadamente 70 foram devolvidos aos donos, e cerca de 25, encaminhados para adoção ou criadores. Neste período de cerca de seis meses, de acordo com o IEF, quatro animais domésticos morreram.

De acordo com Malard, inicialmente, houve descumprimento da Vale em relação ao atendimento aos animais, o que gerou a aplicação de multas. De acordo com a mineradora, o cuidado com a fauna mobiliza 20 equipes, totalizando quase 230 pessoas entre veterinários, biólogos, zootecnistas e profissionais de várias áreas do meio ambiente.

Em relação à vegetação impactada, Malard afirma que diagnósticos também estão sendo feitos para mensurar os impactos da tragédia. Segundo ele, até o momento, foi possível apenas fazer uma análise preliminar.

Lama da Vale em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte — Foto: Ibama/Divulgação

Lama da Vale em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte — Foto: Ibama/Divulgação

“Foram cerca de 150 hectares de áreas afetadas pelo que a gente tem de levantamento por imagem de satélite. Isso equivale, só em ordem de comparação, a cerca de 150 campos de futebol. Entretanto, essa foi uma análise preliminar feita por imagens de satélite. Então, pode ser que agora com as idas a campo intensificadas em razão de o Corpo de Bombeiros estar liberando algumas áreas nesse momento, porque antes a gente nem conseguia ir a campo para fazer essa mensuração, que esse número de espécies de vegetação que foi atingido possa ser aumentado. Talvez não muito significativamente em relação a 150 hectares, mas há uma possibilidade que esse número seja um pouco aumentado”, afirma.

A área total tomada pelo rejeito, da barragem até o encontro com o Rio Paraopeba, é de mais de 290 hectares, conforme o IEF.

Segundo a Vale, o planejamento do trabalho de remoção dos rejeitos é feito em conjunto com o Corpo de Bombeiros. De acordo com a mineradora, em um trecho de dez quilômetros, entre a barragem e a confluência do Ferro-Carvão com o Paraopeba, está concentrado o rejeito mais espesso. A empresa estima que ali estejam depositados entre 6 milhões de m³ e 7 milhões de m³ do material que vazou em 25 de janeiro.

“Até agora foram removidos cerca de 750 mil m³ de material, que, após vistoria do Corpo de Bombeiros, são transportados para uma área dentro da Mina Córrego do Feijão, previamente definida e autorizada pelos órgãos competentes”, informou a Vale.

Recuperação possível?

Em alguns locais, como na região do bairro Parque da Cachoeira, em Brumadinho, o mar de lama hoje se esconde em meio ao mato que brota sobre o rejeito seco.

Apesar disso, a agricultora Soraia Aparecida Campos, de 42 anos, que teve toda sua plantação varrida pelo rompimento da barragem, não acredita que o ambiente poderá se recuperar ali.

“Para nós da agricultura, isso aqui não tem nem como mais ter vida”, lamenta.

De acordo com o diretor-geral do IEF, passado praticamente um semestre, ainda não é possível dizer se o meio ambiente voltará a ser como era antes do desastre e quanto tempo levaria para essa recuperação.

“Não dá para afirmar isso agora, é muito cedo. Não é fácil voltar ao que era. Com certeza, se isso acontecer, será em muitos e muitos anos. Mas são os estudos, são os monitoramentos que estão sendo realizados, o plano recuperação, ou seja, uma série de ações que está sendo desenvolvida por todos atores envolvidos que vão dizer e fazer com que a gente possa chegar, num futuro, o mais próximo possível do que era antes. Mas é uma situação bem difícil atingir o nível que existia anteriormente ao desastre”, afirma.

Em relação ao Paraopeba, a diretora-geral do Igam diz que também não há como precisar o tempo necessário para que o rio se recupere. “Existem tecnologias disponíveis para isso. A nossa expectativa, inclusive, é que ele, com as medidas de compensação que nós estamos propondo, como a universalização do saneamento nos municípios diretamente impactados, chegue a uma qualidade melhor do que era antes”, pontua. Segundo ela, a proposta, articulada com prefeitos da região, é que a Vale adote como medida compensatória o tratamento de esgoto dos municípios atingidos.

Enquanto ações para a recuperação definitiva do rio não são tomadas, os Pataxó-Hã-hã-hãe cultivam a esperança de poder, um dia, voltar a estar em contato com as águas, que consideram sagradas.

“Nós acreditamos que o rio vai se recuperar, mas vai demorar um bom tempo (…) Eu vejo que ele vai se levantar e vai reviver de novo. Nosso Tupã vai trazer ele de volta para o nosso povo”, diz o cacique.

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Celular do ministro Paulo Guedes é hackeado, diz assessoria

Por G1

A assessoria do ministro da Economia divulgou na noite desta segunda-feira (22) que o celular de Paulo Guedes foi hackeado e que pretende tomar medidas cabíveis nesta terça (23).

Por volta de 22h30, o telefone do ministro entrou para o aplicativo de mensagens Telegram. Depois, a assessoria de Guedes informou que o ministro teve o celular clonado.

A assessoria informou ainda que mensagens originárias do celular do ministro devem ser desconsideradas.

É o segundo caso em dois dias envolvendo aparelhos de pessoas ligadas ao governo. No domingo (21), a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), também informou que o celular dela havia sido hackeado.

Hasselmann divulgou um vídeo em uma rede social no qual diz que teve o celular invadido e clonado. Segundo a deputada, a polícia já foi acionada para apurar o caso.

“Assim como aconteceu com o celular do nosso ministro Sergio Moro, o meu telefone foi clonado, foi invadido, e há bandidos, farsantes encaminhando mensagens em meu nome, através do [aplicativo de mensagens] Telegram”, afirmou.

No vídeo, Joice disse ter descoberto a possível invasão quando, na madrugada, recebeu uma ligação do jornalista Lauro Jardim e estranhou a situação.

“Eu tive a certeza disso depois que esses farsantes procuraram, via Telegram – Telegram que eu não uso há muito tempo, desde a época da campanha – procuraram o jornalista bastante conhecido no Brasil, o jornalista Lauro Jardim, e, de madrugada, eu chego em casa e tem uma ligação do Lauro Jardim no meu telefone”, relatou Joice.

“Eu achei extremamente estranho. Uma ligação de madrugada, que história é essa? Uma ligação em um horário desses. Mandei mensagem, e ele [Lauro Jardim] me respondeu: ‘Estou respondendo às suas mensagens no Telegram’. Só que eu não mandei nenhuma mensagem, em Telegram nenhum”, acrescentou a deputada.

Em seguida, na gravação, Joice mostrou o aparelho e disse que havia registros de ligações feitas do seu telefone para o próprio celular.

“Como se fosse possível que eu ligasse para mim mesma. Exatamente o que aconteceu aí com o ministro Sérgio Moro”, afirmou.

Em junho o celular do ministro da Justiça, Sérgio Moro, sofreu uma tentativa de invasão. Na ocasião, Moro atendeu a uma ligação feita pelo próprio número dele.

Joice também mostrou registros de chamadas de Lauro Jardim e de um número no exterior. “Tem uma ligação internacional aqui que eu não faço ideia de onde seja”, declarou.

Segundo a parlamentar, um assessor dela entrou em contato com a Polícia Federal para tratar do assunto.

A deputada afirmou ainda que reforçou a segurança no aplicativo de mensagens WhatsApp.

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Ministro da Educação bate boca com jovens no Pará

Por G1

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, discutiu com um grupo de jovens enquanto jantava em uma praça em Alter do Chão, no Pará, onde ele passa férias, na noite desta segunda-feira (22).

Os jovens ironizaram uma gafe cometida pelo ministro, que errou o sobrenome do escritor Franz Kafka durante uma audiência na comissão de educação do Senado, em 7 de maio, e entregaram a ele uma kafta, uma iguaria árabe.

O grupo também mostrou um cartaz contra o corte de verbas em universidades, e alguns jovens chegaram a discutir com a mulher do ministro.

Weintraub bateu boca com os jovens usando um microfone de músicos que se apresentavam na praça. Ele foi vaiado por pessoas que também estavam jantando no local. Ele não entrou em detalhes sobre o que aconteceu, mas disse no Twitter que seus filhos choraram.

“Pretendo passar alguns dias no Pará, Santarém, com minha família. Nossos três filhos pequenos de férias, jantando comigo e minha esposa em uma praça. Advinhem [sic]…os mesmos que se dizem [sic] defender os direitos humanos nos cercaram…as crianças ainda estão chorando!”, escreveu o ministro.

Weintraub também discutiu com um homem aparentemente indígena, e depois deixou o local.

Ministro da Educação, Abraham Weintraub, critica manifestantes que o abordaram em Alter do Chão (PA) — Foto: Reprodução

Ministro da Educação, Abraham Weintraub, critica manifestantes que o abordaram em Alter do Chão (PA) — Foto: Reprodução

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