Carga de maconha apreendida em fundo falso de carreta totaliza 571 quilos, diz polícia

Por G1 Rio Preto e Araçatuba

Foram apreendidos 571 quilos de maconha em Castilho — Foto: Divulgação/Polícia Rodoviária Estadual

Foram apreendidos 571 quilos de maconha em Castilho — Foto: Divulgação/Polícia Rodoviária Estadual

A carga de maconha apreendida pela Polícia Rodoviária Estadual nesta quarta-feira (12), em Castilho (SP), totalizou 566 tabletes da droga, pesando ao todo 571 quilos. O motorista de 27 anos foi preso em flagrante pelo tráfico.

A droga estava em um fundo falso de uma carreta que foi parada durante uma fiscalização na Rodovia Marechal Rondon, no trecho de Castilho. De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual, o caminhoneiro foi parado no quilômetro 665 da rodovia.

Segundo a polícia, o motorista apresentou nervosismo e respostas desconexas aos questionamentos dos policiais. A polícia fez uma vistoria no caminhão e foi localizado o fundo falso.

A droga e o caminhoneiro foram levados para a delegacia de Andradina (SP), onde foi dada voz de prisão ao homem.

Tabletes de maconha apreendidos pela polícia em Castilho — Foto: Divulgação/Polícia Rodoviária Estadual

Tabletes de maconha apreendidos pela polícia em Castilho — Foto: Divulgação/Polícia Rodoviária Estadual

Caminhão tinha um fundo falso — Foto: Divulgação/Polícia Rodoviária Estadual

Caminhão tinha um fundo falso — Foto: Divulgação/Polícia Rodoviária Estadual

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Reforma da Previdência: entenda a proposta ponto a ponto

Por G1

O governo apresentou no dia 20 de fevereiro a proposta de reforma da Previdência Social. No dia 13 de junho, o relator da proposta, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), apresentou em comissão especial na Câmara, parecer sobre o texto enviado ao Congresso pelo governo federal. O relatório modifica alguns dos principais pontos da matéria.

Antes de seguir para análise do plenário, o parecer do relator ainda precisa ser votado na comissão. As datas de votação não foram definidas. Depois de passar pela Câmara, o texto vai ao Senado.

Por se tratar de uma PEC, são necessários, para a aprovação, votos favoráveis de três quintos do total de parlamentares no plenário das duas cadas (308 votos na Câmara e 49 no Senado), em dois turnos de votação.

Entenda ponto a ponto o que propõem o governo e o relator da reforma:

Idade mínima

Proposta de reforma da Previdência — Foto: Gabriela Caesar/G1

Proposta de reforma da Previdência — Foto: Gabriela Caesar/G1

proposta do governo federal cria uma idade mínima de aposentadoria. Ao final do tempo de transição, deixa de haver a possibilidade de aposentadoria por tempo de contribuição. A idade mínima de aposentadoria será de 62 anos para mulheres e de 65 para homens. O tempo mínimo de contribuição será de 20 anos para os dois. Essa idade mínima vai subir a partir de 2024 e, daí em diante, a cada quatro anos, levando em consideração a expectativa de sobrevida do brasileiro.

relator da reforma, Moreira mudou o tempo mínimo de contribuição para mulheres da proposta, passando para 15 anos. O dos homens foi mantido.

Regras de transição

Regime Geral (proposta do governo federal)

texto proposto pelo governo prevê 3 regras de transição para a aposentadoria por tempo de contribuição para o setor privado (INSS) – o trabalhador poderá optar pela forma mais vantajosa. Uma outra regra de transição será implementada para o RPPS (servidores públicos).

Transição 1 – Tempo de contribuição + idade:

A regra é semelhante à formula atual para pedir a aposentadoria integral, a fórmula 86/96. O trabalhador deverá alcançar uma pontuação que resulta da soma de sua idade mais o tempo de contribuição.

Para homens, hoje esta pontuação é de 96 pontos e, para mulheres, de 86 pontos, respeitando um mínimo de 35 anos de contribuição para eles, e 30 anos para elas. A transição prevê um aumento de 1 ponto a cada ano. Para homens, ela deve alcançar 105 pontos em 2028. Para mulheres, deve chegar a 100 pontos em 2033.

Transição 2 – Tempo de contribuição + idade mínima

A idade mínima para se aposentar chegará a 65 anos para homens, e 62 anos para mulheres, após um período de transição. Ele vai durar 8 anos para eles e 12 anos para ela, começando em 61 anos (homens) e 56 anos (mulheres).

Transição 3 – Tempo de contribuição

Poderá pedir a aposentadoria por esta regra quem estiver a 2 anos de completar o tempo mínimo de contribuição, de 35 anos para homens e 30 anos para mulheres. O valor do benefício será reduzido pelo fator previdenciário, um cálculo que leva em conta a expectativa de sobrevida do segurado medida pelo IBGE, que vem aumentando ano a ano. Quanto maior esta expectativa, maior a redução do benefício.

Haverá um pedágio de 50% sobre o tempo que falta para se aposentar. Assim, se faltam 2 anos para pedir o benefício, o trabalhador deverá contribuir por mais um ano.

Regime Próprio – servidores (proposta do governo federal)

Para os servidores públicos, a transição entra em uma pontuação que soma o tempo de contribuição mais uma idade mínima, começando em 86 pontos para as mulheres e 96 pontos para os homens.

A transição prevê um aumento de 1 ponto a cada ano, tendo duração de 14 anos para as mulheres e de 9 anos para os homens. O período de transição termina quando a pontuação alcançar 100 pontos para as mulheres, em 2033, e a 105 pontos para os homens, em 2028, permanecendo neste patamar.

O tempo mínimo de contribuição dos servidores será de 35 anos para os homens e de 30 anos para as mulheres. A idade mínima começa em 61 anos para os homens. Já para as mulheres, começa em 56 anos. Ao fim da transição, a idade mínima também alcançará 62 anos para mulheres e 65 para os homens.

Regras de transição pela proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro. — Foto: Juliane Monteiro/G1

Regras de transição pela proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro. — Foto: Juliane Monteiro/G1

Regra extra de transição (texto do relator)

texto acrescenta mais uma regra de transição, que vale tanto para o RGPS quanto para o RPPS. Pela alternativa adicional, os trabalhadores que já contribuem para a previdência poderão se aposentar com 57 anos, no caso das mulheres, e 60 anos, no caso dos homens. Deverão ainda ter 30 anos de contribuição (mulheres) e 35 (homens), além de pagar um “pedágio”.

Esse pedágio corresponde a um período adicional de contribuição equivalente ao mesmo número de anos que faltará para cumprir esse tempo mínimo de contribuição (30 ou 35 anos) na data em que a PEC entrar em vigor. Um trabalhador que já tiver a idade mínima mas tiver 32 anos de contribuição quando a PEC entrar em vigor terá que trabalhar os 3 anos que faltam para completar os 35 anos, mais 3 de pedágio.

Regra de transição extra — Foto: Roberta Jaworski/Arte G1

Regra de transição extra — Foto: Roberta Jaworski/Arte G1

Mudança no cálculo do benefício (RGPS)

Pela proposta do governo federal, o cálculo do benefício leva em conta apenas o tempo de contribuição. O trabalhador terá direito a 100% do benefício com 40 anos de contribuição.

Com 20 anos de contribuição (o mínimo para os trabalhadores privados do regime geral), o benefício será de 60%, subindo 2 pontos percentuais para cada ano a mais de contribuição.

Quem se aposentar pelas regras de transição terá o teto de 100%. Quem se aposentar já pela regra permanente não terá esse teto, podendo receber mais de 100%, se contribuir por mais de 40 anos. O valor do benefício, no entanto, não poderá ser superior ao teto (atualmente em R$ 5.839,45), nem inferior a um salário mínimo.

Veja as mudanças no cálculo de benefício previstas na reforma da Previdência — Foto: Igor Estrella/G1

Veja as mudanças no cálculo de benefício previstas na reforma da Previdência — Foto: Igor Estrella/G1

Aposentadoria rural

Pela proposta do governo federal, para os trabalhadores rurais, a idade mínima é de 60 anos, para homens e mulheres. O tempo mínimo de contribuição, de 20 anos.

relator mudou alguns pontos da proposta. A proposta de Moreira é de idade mínima de 55 anos para mulheres e 60 para homens. O tempo mínimo de contribuição fica em 15 anos para mulheres e 20 para homens. A proposta atinge, além de trabalhadores rurais, pessoas que exercem atividade economia familiar, incluindo garimpeiro e pescador artesanal.

Servidores públicos

Pela proposta do governo federal, servidores públicos terão idade mínima de aposentadoria igualada à dos trabalhadores do setor privado: 62 para mulheres e 65 para homens. O tempo de contribuição mínimo, no entanto, será de 25 anos, sendo necessário 10 anos no serviço público, e 5 no cargo.

O valor do benefício será calculado da mesma forma do regime geral.

Para servidores que ingressaram até 31 de dezembro de 2003, a integralidade da aposentadoria será mantida para quem se aposentar aos 65 anos (homens) ou 62 (mulheres). No caso de professores, a idade será de 60 anos. Para quem ingressou após 2003, o critério para o cálculo do benefício é igual ao do INSS.

No texto do relatorhouve a retirada de estados e municípios da PEC. Com isso, se esse ponto não for reinserido durante a tramitação da emenda constitucional, as eventuais alterações nas regras previdenciárias que vierem a ser aprovadas pelos congressistas não terão efeito sobre os regimes de aposentadoria de servidores estaduais e municipais.

O relator destacou que os legislativos de cada ente federativo terão de aprovar regras próprias por meio de lei complementar.

Professores

proposta do governo federal é de idade mínima de 60 anos e tempo mínimo de contribuição de 30 anos.

relator mudou a proposta para idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 para homens.

Aposentadoria de deputados federais e senadores

A proposta do governo federal prevê 65 anos de idade mínima para homens e 62 anos para mulheres, e 30% de pedágio do tempo de contribuição faltante. Novos eleitos estarão automaticamente no regime geral, com extinção do regime atual.

Hoje, a idade mínima é de 60 anos de idade mínima para homens e mulheres, com 35 de anos de contribuição. Benefício é de 1/35 do salário para cada ano de parlamentar.

Aposentadoria de policiais

Pela proposta do governo federal, os policiais civis, federais e agentes penitenciários e socioeducativos que ingressarem terão seus benefícios calculados pelo mesmo critério do RGPS. Os que tiverem ingressado antes disso receberão a remuneração do último cargo.

Para policiais, a idade mínima para aposentadoria ficará em 55 anos, com tempo mínimo de contribuição de 30 anos para homens e 25 para mulheres, e tempo de exercício de 20 anos para eles e 15 para elas.

Para agentes, os critérios serão os mesmos, excetuando o tempo de exercício, de 20 anos para ambos os sexos.

Já no texto do relator, a proposta atinge policiais federais, agentes penitenciários e educativos, mas exclui policiais civis estaduais. A regra mantém a idade mínima da aposentadoria em 55 anos, mas mantém em vigor uma lei de 1985 que determina pelo menos 30 anos de contribuição, e 20 na função, sem distinção entre policiais e agentes.

Forças Armadas, policiais e bombeiros militares

Policiais e bombeiros militares terão as mesmas regras das Forças Armadas – que não estão contempladas na proposta de reforma do governo federal. O governo apresentou no dia 30 de março a proposta de reforma da previdência dos militares – chamada de reestruturação do Sistema de Proteção Social das Forças Armadas.

Criação do sistema de capitalização

governo federal propôs um sistema alternativo ao já existente, mas apenas os novos trabalhadores poderão aderir. As reservas serão geridas por entidades de previdência pública e privada. Segundo o governo, no entanto, essa proposta não seria encaminhada neste momento ao Congresso.

No relatório de Samuel Moreira, a possibilidade de capitalização foi retirada.

Mudança na alíquota de contribuição

A proposta do governo federal prevê uma mudança na alíquota paga pelo trabalhador. Os trabalhadores que recebem um salário maior vão contribuir com mais. Já os recebem menos vão ter uma contribuição menor, de acordo com a proposta.

Haverá também a união das alíquotas do regime geral – dos trabalhadores da iniciativa privada – e do regime próprio – aqueles dos servidores públicos.

Alíquotas de contribuição — Foto: Juliane Souza/Arte G1

Alíquotas de contribuição — Foto: Juliane Souza/Arte G1

Aposentadoria por incapacidade permanente

Pela proposta do governo federal, o benefício, que hoje é chamado de aposentadoria por invalidez e é de 100% da média dos salários de contribuição para todos, passa a ser de 60% mais 2% por ano de contribuição que exceder 20 anos. Em caso de invalidez decorrente de acidente de trabalho, doenças profissionais ou do trabalho, o cálculo do benefício não muda.

Pensão por morte

Pela proposta do governo federal, o valor da pensão por morte ficará menor. Tanto para trabalhadores do setor privado quanto para o serviço público, o benefício será de 60% do valor mais 10% por dependente adicional. Assim, se o beneficiário tiver apenas 1 dependente, receberá os 60%, se tiver 2 dependentes, receberá 70%, até o limite de 100% para cinco ou mais dependentes.

Hoje, a pensão por morte é de 100% para segurados do INSS, respeitando o teto de R$ 5.839,45. Para os servidores públicos, além deste percentual, o segurado recebe 70% da parcela que superar o teto.

Em caso de morte por acidente de trabalho, doenças profissionais e de trabalho, a taxa de reposição do benefício será de 100%, segundo a proposta.

Quem já recebe pensão por morte não terá o valor de seu benefício alterado. Os dependentes de servidores que ingressaram antes da criação da previdência complementar terão o benefício calculado obedecer o limite do teto do INSS, que hoje é de R$ 5.839,45 em 2019.

texto do relator mantém as mudanças da PEC, mas garante um benefício de pelo menos um salário mínimo nos casos em que o beneficiário não tenha outra fonte de renda. Além disso, o parecer alterou o trecho da PEC que reduzia o benefício de dependentes com deficiência “intelectual ou mental”. O texto diz que “quando houver dependente inválido, com deficiência grave, intelectual ou mental, o benefício seja equivalente a 100% da aposentadoria”.

Benefício de Prestação Continuada (BPC)

proposta do governo federal prevê que os idosos terão de aguardar até os 70 anos para receber o benefício, que garante um salário mínimo mensal a pessoas com deficiência e idosos em situação de pobreza. Atualmente, o valor de um salário mínimo é pago a partir dos 65 anos. Para os deficientes, a regra não se alterou.

Mas o governo propõe, também, o pagamento de um valor menor, de R$ 400, a partir dos 60 anos de idade. Pela proposta, permanece a exigência de que os beneficiários tenham renda mensal per capita inferior a 1/4 do salário mínimo, e determina também que tenham patrimônio inferior a R$ 98 mil (Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida).

Já o texto do relator elimina a mudança na regra e permite que idosos pobres continuem a receber um salário mínimo a partir dos 65 anos.

Limite de acumulação de benefícios

Hoje, não há limite para acumulação de diferentes benefícios. A proposta do governo federal prevê que o beneficiário passará a receber 100% do benefício de maior valor, somado a um percentual da soma dos demais.

Esse percentual será de 80% para benefícios até 1 salário mínimo; 60% para entre 1 e 2 salários; 40% entre 2 e 3; 20% entre 3 e 4; e zero para benefícios acima de 4 salários mínimos.

Ficarão fora da nova regra as acumulações de aposentadorias previstas em lei: médicos, professores, aposentadorias do regime próprio ou das Forças Armadas com regime geral.

texto do relator admite a nova regra, mas altera para 10% o percentual para benefícios acima de quatro salários mínimos.

Multa de 40% do FGTS

A proposta original enviada pelo governo também previa que o empregador não seria mais obrigado a pagar a multa de 40% sobre o saldo do FGTS quando o empregado já estiver aposentado pela Previdência Social. As empresas também não teriam mais que recolher FGTS dos empregados já aposentados. Esse ponto, no entanto, foi retirado da PEC pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Abono salarial

Na proposta do governo, o pagamento do abono salarial fica restrito aos trabalhadores com renda de até um salário mínimo.

Já o texto do relator define que o pagamento do abono deverá ser feito aos trabalhadores de baixa renda (até R$ 1.364,43).

Salário-família e auxílio-reclusão

proposta do governo é de que beneficiários do salário-família e auxílio-reclusão devem ter renda de até um salário mínimo.

Já o texto do relator define que beneficiários do salário-família e do auxílio-reclusão são pessoas de baixa renda (até R$ 1.364,43).

Reajuste dos benefícios

texto enviado pelo governo ao Congresso eliminava o trecho da Constituição que garantia o reajuste dos benefícios para preservar o valor real – ou seja, para compensar as perdas da inflação.

Já a proposta do relator devolve o trecho ao texto, garantindo o reajuste dos benefícios pela inflação.

Incorporação de adicionais ao salário

A proposta original do governo não trata do assunto. Mas o relatório de Moreira inclui a proibição de que adicionais por cargo de confiança ou cargos em comissão sejam incorporados ao salário de servidores. A proibição, que já existe para servidores federais, busca reduzir os gastos dos estados e municípios.

Encargos trabalhistas

proposta do governo previa a inclusão da expressão “de qualquer natureza” no artigo que trata da incidência das contribuições patronais sobre a folha de salários. O item, segundo especialistas, abria brecha para que incidissem sobre vale transporte, vale alimentação e outros.

Mas, no texto do relatora alteração foi retirada da proposta.

Aposentadoria de magistrados

proposta do governo não tratava especificamente do assunto. Mas o texto do relator propõe retirar da Constituição a possibilidade da aplicação da pena disciplinar de aposentadoria compulsória.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Governo adia para 6 de novembro megaleilão do pré-sal

Por Laís Lis, G1 — Brasília

O governo federal adiou para 6 de novembro a data do megaleilão do petróleo do pré-sal. A data consta da proposta de edital do leilão, publicada nesta quinta-feira (13) pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no “Diário Oficial da União”.

Em fevereiro, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), presidido pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, havia informado que o leilão ocorreria em 28 de outubro.

A expectativa é que o leilão renda R$ 106,5 bilhões aos cofres da União. No leilão, será vendido o excedente de petróleo da chamada “cessão onerosa”.

Em 2010, a União e a Petrobras assinaram um acordo que permitiu à estatal explorar 5 bilhões de barris de petróleo na Bacia de Santos (SP). À época, a Petrobras pagou R$ 74,8 bilhões.

A estimativa do governo federal, porém, é que a área pode render mais 6 bilhões de barris e, diante disso, a União fará um megaleilão do volume excedente.

Autorização do Congresso

Depois de anunciar o acordo com a Petrobras que permite a realização do leilão, o governo informou que precisará de autorização do Congresso Nacional para pagar cerca de R$ 33 bilhões à Petrobras.

Essa autorização é necessária porque o pagamento faria a União descumprir a regra do teto de gastos.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Neymar diz à polícia que usou preservativo com Najila, deu tapas a pedido dela, e que modelo posou para fotos das nádegas

Por Bruno Tavares e Glauco Araújo, TV Globo e G1 SP

O jogador Neymar deixou a 6ª Delegacia de Defesa da Mulher na Zona Sul de São Paulo, na noite desta quinta-feira (13), depois de depor por três horas sobre o caso em que é acusado de estuprar e agredir a modelo Najila Trindade Mendes de Souza e afirmou que “a verdade aparece cedo ou tarde

“A verdade aparece cedo ou tarde. O único desejo que eu tenho agora é que esse caso acabe mais rápido possível”, disse. Neymar depôs para a delegada Juliana Bussacos das 15h40 às 18h36.

A delegada mostrou para Neymar as conclusões do laudo de exame de corpo de delito indireto feito pelo IML a partir do relatório médico particular que Najila entregou à polícia. O laudo não atestou se houve ou não estupro mas indicou as lesões no corpo de Najila são compatíveis com a data da viagem dela a Paris.

O Jornal Nacional apurou que durante o depoimento Neymar negou ter feito sexo sem o consentimento de Najila. Confirmou que deu tapas na mulher a pedido dela. E que Najila ainda posou para a fotografia que o jogador fez das nádegas dela e postou nas redes sociais para mostrar que não houve agressão.

Neymar confirmou que tinha bebido no dia do 1º encontro, mas apenas 1 dose, pois tinha acabado de sair de um treino. Disse que Najila dizia que o amava e queria casar com ele. Neste momento, comentou com as delegadas: “Como ela pode me amar se nem me conhecia direito?”.

Disse que fez sexo com Najila com preservativo e que depois jogou a camisinha no vaso sanitário. Chegou a dizer que é atleta e não poderia se expor.

Neymar disse que, no segundo encontro, pretendia levar Najila a uma balada. Mas ela começou a agredi-lo e ele então foi embora. Alegou que em momento nenhum ela disse ter sido estuprada, que ela dizia que tinha ficado sozinha e que ela não era mulher de ficar sozinha.

No final, quando o depoimento terminou, Neymar se emocionou a falar sobre o que está passando. Disse que é o pior acontecimento de sua vida, que nenhuma lesão se compara a isso. Falou que tem uma irmã, mãe e um filho de 7 anos, que não pode ir à escola porque os amigos dizem que ele é filho de um estuprador.

‘Estou muito tranquilo’

Ao sair, o jogador avisou aos jornalistas que seria breve e agradeceu aos torcedores que o apoiaram. “Vou ser breve hein. Só agradecer ao apoio e carinho de todo mundo que está me mandando as mensagens. Todas as mensagens que recebi até hoje. Estou muito tranquilo”, afirmou.

Na sequência, ele deixou a delegacia em uma van, escoltado pela polícia. Dezenas de fãs que passaram a tarde do lado de fora da delegacia gritaram quando a van com Neymar deixou o local (veja no vídeo abaixo).

A promotora Flávia Cristina Merlini, do Enfrentamento à Violência Doméstica designada pelo Ministério Público de São Paulo para acompanhar o caso, afirmou que ele respondeu a todas as perguntas de maneira satisfatória e negou o crime de estupro.

“Ele respondeu a todas as perguntas de maneira satisfatória. A partir de agora a dr. Juliana [delegada responsável pelo caso] tomará as outras diligências até a conclusão do inquérito. Como ele é sigiloso, não podem divulgar quais são essas diligências”, afirmou.

A promotora Flávia também disse que, por enquanto, a investigação não vê necessidade de acareação do Neymar com Najila.

Neymar fala após prestar depoimento na delegacia da mulher em São Paulo — Foto: GloboNews/Reprodução

Neymar fala após prestar depoimento na delegacia da mulher em São Paulo — Foto: GloboNews/Reprodução

Neymar chegou de muletas com seus advogados em uma van escoltada por duas viaturas da polícia. A delegacia, situada em Santo Amaro, na Zona Sul da cidade, teve esquema de segurança reforçado para receber o jogador. Grades foram instaladas nas redondezas, e as janelas do edifício foram cobertas com papel pardo.

Nos últimos dias, advogados do jogador foram à delegacia verificar as condições do prédio e como proceder com a segurança do jogador, que tem usado muletas depois que sofreu uma grave contusão no jogo da Seleção Brasileira contra Honduras na semana passada.

Neymar deixa delegacia da mulher após prestar depoimento — Foto: GloboNews/Reprodução

Neymar deixa delegacia da mulher após prestar depoimento — Foto: GloboNews/Reprodução

Segundo depoimento

Esta é a segunda vez que o jogador comparece a uma delegacia desde que o caso com a modelo Najila veio à tona.

No dia 6, no Rio de Janeiro, o jogador prestou depoimento por cerca de uma 1 hora e 40 minutos em uma delegacia da Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio. Neymar foi chamado para prestar esclarecimentos no inquérito sobre a divulgação de imagens íntimas da modelo, que ele afirmou ter sido feita por assessores.

Vítima

As promotoras de Enfrentamento à Violência Doméstica designadas pelo Ministério Público de São Paulo para acompanhar o caso envolvendo o jogador Neymar e a modelo Najila Trindade Mendes de Souza, Estefânia Ferrazzini Paulin e Flavia Cristina Merlini, falaram pela primeira vez à imprensa sobre o assunto na quarta-feira. Elas disseram que a palavra da vítima deve ser levada em conta em casos de denúncias de violência contra a mulher.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Site publica trechos completos de diálogos atribuídos a Moro e a Deltan

Por G1

Site Intercept publica trechos completos dos diálogos que tinham sido divulgados

Site Intercept publica trechos completos dos diálogos que tinham sido divulgados

O site Intercept publicou na noite desta quarta-feira (12) trechos completos de diálogos que tinha divulgado no domingo (9).

Os diálogos se referem à reportagem cujo titulo é “Chats privados revelam colaboração proibida de Sérgio Moro com Deltan Dallagnol na Lava Jato”, em que, segundo o site, seriam mostrados comportamentos proibidos e antiéticos entre o então juiz e o coordenador da Lava Jato.

O site diz que tomou essa decisão em nome da transparência. E esclarece que publica apenas a íntegra dos diálogos privados que eles consideram relevantes à reportagem. O site adverte que não se trata das conversas completas entre Moro e Dallagnol porque ainda trabalha em outras apurações que têm por base essa íntegra e porque excluiu conteúdo de teor apenas pessoal.

Um exemplo é que no domingo o diálogo referente à libertação de Alexandrino Alencar era assim descrito:

Deltan: “Seria possível apreciar hoje?”

Moro responde: “Não creio que conseguiria ver hoje. Mas pensem bem se é uma boa ideia”

Nove minutos depois, Moro, segundo o Intercept, adverte a Dallagnol: “Teriam que ser fatos graves”.

Hoje o diálogo ganha alguns detalhes a mais sem mudança fundamental de sentido.

11:46:32 Deltan – Caro, STF soltou Alexandrino. Estamos com outra denúncia a ponto de sair, e pediremos prisão com base em fundamentos adicionais na cota. Se Vc puder decidir isso hoje, antes do plantão e de eventual extensão, mandamos hoje. Se não, enviamos segunda-feira. Seria possível apreciar hoje?

11:51:08 Moro – Não creio que conseguiria ver hj. Mas pensem bem se é uma boa ideia.

12:00:00 Moro – Teriam que ser fatos graves

O mesmo procedimento ocorre no detalhamento dos diálogos referentes aos seguintes assuntos:

  • Reclamação de Moro contra recursos do Ministério Público;
  • Reclamação de Moro quanto à demora entre uma operação da Lava Jato e outra;
  • E em reação à sugestão de Moro para investigar uma testemunha sobre troca de titularidade de propriedades relativas ao filho do ex-presidente Lula.

Mas, em meio a estes, há diálogos inéditos que o Intercept não considerou relevante publicar no domingo, como por exemplo uma discussão entre Moro e Dallagnol sobre levantamento de sigilo de um determinado processo.

Nesses diálogos inéditos, o Intercept não aponta nem indica nenhum tipo de irregularidade.

13:32:04 Moro – Na segunda acho que vou levantar o sigilo de todos os depoimentos do FB, ou seja, Fernando Baiano. Não vieram com sigilo, não vejo facilmente risco à investigação e já estão vazando mesmo. Devo segurar apenas um que é sobre negócio da Argentina e que é novo. Algum problema para vcs?

13:38:26 Deltan – Já respondo

14:35:00 Deltan – O pessoal até agora pediu pra manter o sigilo do caso de Pasadena, pois pediremos BA, ou seja, busca e apreensão. Se quiser abrir vista, nós nos manifestamos.

16:03:35 Moro – Já foi aberto vista ontem.

20:30:33 Deltan – Pessoal ta fazendo análise criteriosa e vai pedir de mais alguns depoimentos

20:59:04 Moro – Os deletados (sic) já sabem que são delarados (sic) ha tempo.

(Apesar dos erros de digitação, Moro quis dizer “delatados”.)

21:48:12 Deltan – Mas a divulgação dificulta BA, e especialmente prisão. Eles virão explicar, peticionar, entrarão com HC etc. Falo sem estudar o caso e repassarei sua consideração

(Pasadena é uma refinaria comprada pela Petrobras nos Estados Unidos, com suspeita de superfaturamento.)

Há ainda diálogos em que Deltan detalha a Moro a delação da Odebrecht, elogia a atuação do então juiz, chamando-o de grande brasileiro e pede que ele tenha mais cautela com a sua segurança.

Também nesses diálogos, o site Intercept não aponta nenhuma irregularidade apenas os descreve.

O ministro Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol não se pronunciaram sobre as publicações desta quarta-feira, mas eles têm dito que embora não possam reconhecer a autenticidade e fidedignidade dos diálogos, não há nada neles que seja irregular ou impróprio.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Produtividade cai 1% no 1º trimestre, pior resultado desde 2016, aponta FGV

Por Marta Cavallini, G1

A produtividade do trabalho caiu 1,1% no primeiro trimestre deste ano em relação a 2018, levando ao pior resultado desde o primeiro trimestre de 2016, quando a queda foi de 2,2%. O estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) analisa a taxa de crescimento da produtividade por hora trabalhada.

A pesquisa destaca que dados do PIB do primeiro trimestre divulgados pelo IBGE tiveram efeito negativo sobre o crescimento da produtividade do trabalho e apontam para uma lenta recuperação do nível de atividade econômica. Em relação ao primeiro trimestre de 2018, o PIB cresceu 0,5%. Já ante o quarto trimestre de 2018, houve queda de 0,2%.Taxa de crescimento da produtividadePor hora trabalhada, em %, em relação a mesmos períodos de anos anteriores

Segundo a FGV, a piora na taxa de crescimento da produtividade por hora trabalhada foi disseminada entre os três grandes setores da economia.

A agropecuária teve queda no crescimento em relação ao 4º trimestre de 2018 – saiu de 2,8% para 0,4%.

No caso da indústria, a queda de 1,2% da produtividade interrompeu uma sequência de 12 trimestres consecutivos de alta.

Segundo a FGV, a produtividade da indústria já havia dado sinais de que estava perdendo fôlego desde o início de 2018, já que a taxa de crescimento havia diminuído de 2% no primeiro trimestre de 2018 para 0,9% no quarto trimestre.Produtividade na indústria

No setor de serviços, houve uma intensificação na piora da produtividade. Após uma queda de 0,8% no quarto trimestre de 2018, a produtividade por hora trabalhada apresentou redução de 1,2% no primeiro trimestre de 2019 em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

O Ibre/FGV aponta que, analisando seu desempenho desde 2014, com o resultado do primeiro trimestre, o setor de serviços acumula o 20º trimestre consecutivo de queda da produtividade por hora trabalhada.Produtividade no setor de serviçosPor hora trabalhada, em %, em relação a mesmos períodos de anos anteriores

Informalidade e subutilização

Uma das explicações para a queda, principalmente no setor de serviços, pode estar no aumento de trabalhadores informais no país. Segundo pesquisa do IBGE, dos quase 2 milhões de pessoas que entraram na população ocupada no último ano, 48% foram da categoria trabalhador por conta própria. Ou seja, a ocupação segue crescendo por conta da informalidade.

Além disso, a população subutilizada atingiu 28,4 milhões, número recorde da série histórica iniciada do IBGE em 2012. No grupo de trabalhadores subutilizados estão, por exemplo, os subocupados ou aqueles fazendo bicos com menos de 40 horas semanais trabalhadas, ou seja, trabalhando menos horas do que gostaria ou em empregos que não são de sua área de formação.

Acumulado de 4 trimestres

No acumulado dos 4 trimestres, a queda da produtividade foi de 0,3% no primeiro trimestre, maior que a registrada no quarto trimestre de 2018 (-0,1%).

Na indústria, a taxa de crescimento da produtividade recuou de 1,4% no quarto trimestre de 2018 para 0,6% no primeiro trimestre de 2019. No setor de serviços a queda se intensificou de 0,7% para 0,8%. Já na agropecuária foi observada uma pequena melhora na taxa de crescimento da produtividade, subindo de 1% para 1,5%.

Os pesquisadores apontam que o setor de serviços tem sido o responsável pela queda da produtividade no período, já que concentra cerca de 70% das horas trabalhadas.

Enquanto a agropecuária e a indústria tiveram taxas positivas de crescimento desde o terceiro trimestre de 2016 (indústria) e primeiro trimestre de 2017 (agropecuária), o setor de serviços apresenta taxas negativas de crescimento desde o terceiro trimestre de 2014.

Cenário econômico precisa melhorar

Os economistas da FGV que assinam a pesquisa, Fernando Veloso, Silvia Matos e Paulo Peruchetti, afirmam que, com a perda de fôlego da recuperação da economia e as sucessivas revisões para baixo no crescimento do PIB, caso não haja uma melhora no cenário econômico, haverá uma intensificação na piora da produtividade por hora trabalhada nos próximos trimestres.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Nº de calouros com contrato do Fies cai pelo terceiro ano consecutivo e chega a 5,7% do total, diz estudo

Por Ana Carolina Moreno, G1

Em 2014, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) era a principal forma de calouros em cursos de graduação de instituições privadas financiarem sua faculdade. Mas a situação mudou deste então. As novas restrições impostas pelo governo federal fizeram com que a porcentagem de ingressantes com contrato do Fies caísse de 21,3% naquele ano para 5,7% em 2017, segundo dados do “Mapa do Ensino Superior no Brasil 2019”, divulgado nesta quinta-feira (13) pelo Semesp, um dos sindicatos nacionais de mantenedoras de universidades e faculdades particulares.

A maior parte dos dados compilados no estudo usou como base as estatísticas do Censo da Educação Superior divulgadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), e foi analisada pelo Sistema de Informações do Ensino Superior Particular (Sindata), desenvolvido pelo Semesp.

No caso do financiamento do ensino superior privado, os dados do estudo se referem apenas aos estudantes que ingressaram nas universidades no ano de referência, e não ao total de alunos matriculados.

“A porcentagem de ingressantes com bolsas provenientes de crédito próprio das IES vem registrando crescimento também desde 2015, o que demonstra que, com as alterações no FIES, as IES optaram em conceder mais bolsas com crédito próprio”, diz o estudo.

Crédito na faculdade x empréstimo bancário

Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp, explicou ao G1 que, com o Fies mais restrito, as próprias faculdades acabam se tornando a opção de financiamento mais vantajosa para os estudantes.

“Sem dúvida foi a alternativa que mais cresceu depois da queda do Fies. E para o aluno pode até ser melhor mesmo”, disse. Segundo ele, a principal vantagem é que a instituição de ensino não é uma instituição financeira e, portanto, não cobra juros. “Ele só paga o valor da mensalidade vigente da época.”

Em geral, os créditos costumam cobrir cerca de 70% da mensalidade. “[O estudante] paga 30% durante o curso e 70% após formado”, afirmou Capelato. “Paga em quatro anos sem juros, porque não é instituição financeira”, completou ele. Para o diretor, esse é o motivo pelo qual o chamado crédito próprio “voltou como alternativa” depois da retração do Fies.

“A questão é que as instituições têm um limite. Elas não têm um fôlego financeiro que um fundo do Fies tinha”, afirmou Capelato, do Semesp.

Histórico de mudanças do Fies

O Fies existe desde 2001, mas foi só em 2010, quando o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) passou a operar o fundo, que ele cresceu exponencialmente. Além da Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil também passou a atuar como agente financeiro do Fies, e a taxa de juros, que chegava a 6,5% ao ano, para estudantes de alguns cursos, foi reduzida a 3,4% ao ano para todos os cursos. Além disso, não havia um período limite de inscrições ou um número limite de vagas oferecidas por semestre.

O resultado foi um aumento de quase dez vezes no número de novos contratos em cinco anos, de cerca de 76,2 mil para aproximadamente 730 mil, segundo dados do FNDE.

freio da expansão do Fies começou em julho de 2015, durante o governo de Dilma Rousseff, com restrição da oferta de vagas, reajuste na taxa de juros e novas exigências para os candidatos, inclusive com maior limitação do teto de renda familiar.

Novo Fies

Em 2017, a gestão de Michel Temer editou uma medida provisória para alterar mais uma vez as regras do programa, que passou a ser chamado de Novo Fies.

Com as mudanças, o programa passou a ter três modalidades diferentes, sendo que uma delas teria taxa de juros zero e seria destinada apenas a estudantes de baixa renda, enquanto outra teria juros de cerca de 3%, e uma terceira, chamada de P-Fies, seria gerida diretamente por bancos privados.

Nos semestres seguintes, o número de novos contratos caiu. Em 2018, segundo o “Mapa do Ensino Superior”, com base em dados do FNDE, o Fies fechou 82 mil novos contratos e estima-se que outros 2 mil por meio do P-Fies.

O estudo mostra ainda que, atualmente, 2,26 milhões de estudantes têm contratos ativos do Fies, sendo que 511 mil não fizeram o aditamento semestral do contrato (a prorrogação obrigatória dele) durante os dois semestres anteriores, e são considerados “evadidos”.

Para 2019, foram oferecidas 100 mil vagas a juro zero, mas um problema no sistema dificultou o fechamento de novos contratos. Até 10 de abril, apenas 16% das vagas oferecidas chegaram a se tornar novos contratos assinados entre as partes.

Enquanto isso, os contratos que já foram finalizados e estão na fase da amortização – quando o ex-aluno paga de volta o valor emprestado – seguem com inadimplência alta. O valor devido chega a mais R$ 2 bilhões, de um total de R$ 11,2 bilhões que os universitários ainda devem ao governo federal.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Petrobras deverá trabalhar com reajustes de preços mais espaçados, diz diretora

Por Reuters

A Petrobras deverá trabalhar com reajustes dos preços de combustíveis mais espaçados, afirmou à Reuters nesta quinta-feira (13) a diretora executiva de Refino e Gás Natural, Anelise Lara, que ressaltou acreditar que a sociedade brasileira já entende melhor a política de preços da petroleira estatal.

A afirmação vem após a companhia ter anunciado na véspera uma revisão em suas regras sobre periodicidade das mudanças das cotações. A partir de agora, os reajustes de preços de diesel e gasolina serão realizados sem periodicidade definida.

Segundo a empresa, as alterações ocorrerão de acordo com as condições de mercado e da análise do ambiente externo, possibilitando a companhia competir de maneira mais eficiente e flexível.

“A ideia é não ter periodicidade. Já aprendemos que reajustes diários são ruins. Então vamos trabalhar com reajustes mais espaçados, mas não necessariamente a cada 15 dias”, disse a diretora, em uma conversa por telefone.

Em março, em meio a altas do preço do diesel no mercado internacional e ameaças de uma nova greve dos caminhoneiros, a Petrobras havia criado uma regra que impedia que o combustível fóssil fosse alterado nas refinarias em intervalos inferiores a 15 dias.

A revisão da política ocorre, agora, em meio a uma queda nos preços do petróleo e a um real mais forte frente ao dólar, fatores que interferem na decisão da Petrobras. Após anunciá-la a empresa reduziu em 4,6% o preço do diesel.

Questionada se a política de preços poderá mudar de novo se o barril do petróleo voltar a subir, Anelise Lara afirmou: “Não acredito. Acho que a sociedade também já entende melhor essa política de preços”.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Incêndio atinge Hospital das Clínicas, em Salvador

Por G1 BA

Incêndio atinge parte do Hospital das Clínicas, em Salvador

Incêndio atinge parte do Hospital das Clínicas, em Salvador

Um incêndio atingiu parte das instalações do Hospital Universitário Professor Edgard Santos, conhecido como Hospital das Clínicas, em Salvador, na manhã desta quinta-feira (13). Não há registro de feridos, nem o que provocou as chamas.

O Corpo de Bombeiros conseguiu controlar incêndio, mas permanece com trabalho na área.

Conforme informações preliminares da assessoria de imprensa da unidade de saúde, o fogo começou em um laboratório localizado no sexto andar do prédio. Entretanto, não há detalhes do horário em que as chamas começaram. O incêndio foi notado por moradores da região do hospital, por volta das 7h20.

Devido a grande quantidade de fumaça, pacientes de enfermarias que ficam no quarto andar, mais próximo ao local do incêndio, foram realocados em outras enfermarias do hospital que ficam no primeiro e segundo andar .

Alguns pacientes saíram do hospital e aguardaram a atuação dos bombeiros do lado de fora da unidade de saúde.

O trânsito está lento na região. Segundo a Transalvador, não há interdição no tráfego. No entanto, alguns motoristas reduzem a velocidade quando passam pelo local, o que provoca uma retenção no trânsito.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Idosa morre cinco minutos depois do marido em hospital de Passo Fundo

Por Joyce Heurich e Cintia Furlani, G1 RS e RBS TV Passo Fundo

Neta escreveu texto em homenagem aos avós — Foto: Reprodução/Facebook

Neta escreveu texto em homenagem aos avós — Foto: Reprodução/Facebook

Dois idosos que estavam juntos há mais de 50 anos faleceram quase ao mesmo tempo em um hospital de Passo Fundo, no Norte do Rio Grande do Sul. Conforme o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), Delvino Zanco, de 74 anos, morreu às 9h25 de segunda-feira (10), e Maria Soleni Zanco, de 72 anos, cinco minutos depois. O casal foi sepultado nesta terça-feira (11).

“Eu já tenho 12 anos de formado, e foi a primeira vez que aconteceu um fato muito interessante como esse”, reconhece o médico Adriano Lubini, que acompanhava a situação da Maria.

“Casados há tanto tempo e morrerem com tão pouco tempo de diferença… O casal partiu praticamente junto”, acrescenta o médico.

Delvino estava internado desde 31 de maio. Ele tinha leucemia. Já a esposa tinha um histórico de três acidentes vasculares cerebrais (AVC) e deu entrada no hospital, com algumas complicações, no dia 6 de junho. Ela faleceu por conta de uma pneumonia.

“Eles estavam internados em quartos diferentes, eram próximos um ao outro, mas quartos diferentes. Então, não teria como saber o que estava acontecendo”, observa o médico Adriano Lubini, que acompanhava a situação da Maria.

Os dois já eram aposentados. Anos atrás, Delvino trabalhava como pedreiro, e Maria, como cuidadora de idosos. Um dos filhos, que morava com o casal, conta que eles gostavam de tomar chimarrão na frente de casa e que eram muito companheiros um do outro.

“Saíam de mãos dadas, nas festas de aniversário, sempre juntos, um levando o outro”, lembra o filho Valdecir Zanco.

“Era um casal que estava sempre sorrindo, não se queixava de nada. A mãe nunca se queixou. O pai era tipo o ‘palhaço’ da família”, brinca Valdecir.

Antes de partir, Delvino contagiou a equipe do hospital com sua alegria. “O pai fazia piada com todo mundo no hospital. Ele dizia que queria comer costelinha de porco. O pai era bem divertido, brincava com todo mundo”, relata o filho, que se revezava com a irmã no acompanhamento dos pais no hospital.

O casal deixa três filhos, quatro netos e dois bisnetos.

‘Foi uma emoção’, diz enfermeira

Delvino e Maria estavam internados no mesmo corredor, mas em quartos diferentes — Foto: Reprodução/RBS TV

Delvino e Maria estavam internados no mesmo corredor, mas em quartos diferentes — Foto: Reprodução/RBS TV

Assim como para o médico, a despedida também foi surpreendente para a enfermeira que acompanhou os últimos momentos da família. Com 24 anos de profissão, Rosane Dolci se viu diante de uma situação inédita e de muita emoção.

Ela ficou muito próxima de uma das filhas do casal, que visitou os pais na manhã de segunda-feira. Segundo a enfermeira, a filha já pressentia que os dois partiriam juntos.

“A filha, naquele momento, quando viu que a mãe não estava nada bem, me disse: ‘Meu pai também está ruim, eu já estou me preparando, mas eu sei que se um dia acontecer alguma coisa, os dois vão partir juntos. Eu estou sentindo que um está esperando o outro’. Aquilo me deu um choque”, conta Rosane.

A enfermeira relata que, pouco antes do falecimento do pai, a filha foi até o quarto visitá-lo. Assim que Delvino partiu, as duas se abraçaram, emocionadas, e, em seguida, Rosane se dirigiu ao quarto de Maria. Quando chegou, a paciente, que estava acompanhada de uma médica, dava o último suspiro.

“Foi uma emoção, eu chorei, pelo fato de ver a filha naquela situação, com o pai e a mãe no mesmo momento”, lembra a enfermeira.

“O meu setor, os funcionários, todo mundo ficou abalado, mas era o momento dos dois. Nenhum sofreu com a morte do outro”, conclui a enfermeira.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.