Banda de batalhão do Exército do Rio viraliza com versão de funk

Por Larissa Caetano*, G1 Rio

Um vídeo com militares tocando um medley funk que inclui o clássico “Don’t stop the rock”, da banda Freestyle, circulou nas redes sociais nos últimos dias. A música, que foi base para a escola do funk carioca, faz parte do repertório da Banda do Imperador, uma turma de músicos do Exército que existe há 95 anos.

Com cerca de 100 pessoas, a banda tem uma listagem de 1.500 canções, entre músicas populares, clássicas, eclesiásticas e militares. O funk, sucesso nos anos 90, é executado geralmente em treinamentos da banda.

“A música foi escolhida porque nos ensaios nós ensaiamos grandes sucessos”, disse o tenente coronel Luciano Braga de Melo, responsável pelo batalhão.

O trabalho da tropa, na maioria das vezes, envolve apresentações musicais e cerimônias. Formaturas, recepção de figuras do Exército, desfiles, conclusão de cursos, confraternização e bailes são algumas das atividades desempenhadas pela Banda do Imperador.

Banda do Imperador tem 1.500 canções no repertório.  — Foto: Divulgação/Exército

Banda do Imperador tem 1.500 canções no repertório. — Foto: Divulgação/Exército

Em entrevista ao G1, o tenente-coronel contou que as apresentações da banda são requisitas entre as organizações militares do Rio. Os militares atendem os quartéis da Tijuca, Maracanã, São Cristóvão, Centro e da Zona Sul.

“A nossa média são duas missões por dia. A gente normalmente divide a banda no meio: uma parte vai cumprir a missão e a outra fica no adestramento. Tem muita demanda. Em média, cada organização tem uma formatura por semana”, disse Luciano.

Atualmente, a banda tem apenas uma mulher, que toca flauta transversal.

Apenas uma mulher faz parte da Banda do Imperador, que tem 100 integrantes.  — Foto: Divulgação/Exército

Apenas uma mulher faz parte da Banda do Imperador, que tem 100 integrantes. — Foto: Divulgação/Exército

Desde o imperador

O grupo musical foi criado por Dom Pedro I em 1822. Dos 800 homens escolhidos para compor o Batalhão do Imperador, 24 foram remanejados para a Banda do Imperador.

O batalhão acabou em 1831 e voltou em 1933, com o nome de Primeiro Batalhão de Guardas.

Atualmente, o grupo está sediado em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio.

1º Batalhão de Guardas, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio.   — Foto: Reprodução/Google Maps

1º Batalhão de Guardas, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio. — Foto: Reprodução/Google Maps

Militares na tropa

A Banda do Imperador é formada apenas por militares. Eles já se inscreveram e prestaram concursos para as vagas específicas de música. A prova de habilitação prática é obrigatória para a função.

Um dos requisitos é o conhecimento prévio dos instrumentos. Militares de carreira podem ser enviados para qualquer banda no brasil, enquanto os temporários são enviados para os quartéis do Rio.

Apesar da maioria dos integrantes desempenharem funções diferentes das usuais do Exército, eles também podem usar armamento. “Eles realizam o teste de aptidão física, mas o viés da banda é o viés de músico”, explicou Luciano.

Outros militares que não tem especialização também podem entrar na banda quando há vagas ociosas. Segundo o tenente, o principal instrumento usado por eles é a corneta: “A gente identifica talentos e esse militar pode integrar a banda ocupando a posição de corneteiro”.

A Banda do Imperador toca em eventos militares, como formaturas, desfiles e bailes.  — Foto: Divulgação/Exército

A Banda do Imperador toca em eventos militares, como formaturas, desfiles e bailes. — Foto: Divulgação/Exército

*Estagiária, sob a supervisão de João Ricardo Gonçalves.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Operação prende seis empresários suspeitos de fraudes de R$ 66 milhões na Fundação Leão XIII

Por Felipe Freire e Marco Antônio Martins, TV Globo e G1 Rio

Uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público do RJ prendeu nesta terça-feira (30) seis suspeitos de fraudar licitações da Fundação Leão XIII. Duas pessoas ainda são procuradas.

A força-tarefa que levou à Operação Catarata afirma que o prejuízo com o esquema chegou a R$ 66 milhões.

A entidade, subordinada à vice-governadoria do estado, atende a população de baixa renda e em situação de rua, oferecendo serviços como exames de vista, cessão de pares de óculos e cirurgias oftalmológicas.

Até as 8h10, seis pessoas foram presas:

  1. André Brandão Ferreira;
  2. Daisy Luce Reis Couto;
  3. Flávio Salomão Chadud;
  4. Marcelle Braga Chadud;
  5. Marcus Vinicius Azevedo da Silva;
  6. Vitor Alves Silva Júnior.

A Justiça deferiu ainda 22 mandados de busca e apreensão. Um deles, nos quatro andares na sede da fundação, no Centro do Rio.

Equipes estão ainda em endereços em Resende e Angra dos Reis, no Sul Fluminense.

Os suspeitos estão sendo indiciados por organização criminosa, falsidade ideológica, peculato e fraude à licitação. A polícia solicitou ainda o bloqueio de bens dos envolvidos.

O governo do RJ ainda não se manifestou.

Equipe chega à sede da Leão XIII, no Centrp — Foto: Reprodução/TV Globo

Equipe chega à sede da Leão XIII, no Centrp — Foto: Reprodução/TV Globo

Entenda o esquema

Os quatro editais investigados na Operação Catarata foram para a aquisição de 560 mil armações de óculos, 560 mil consultas oftalmológicas e 560 mil exames de glicemia. Uma só empresa ganhou todas as licitações.

As fraudes aconteceram entre 2015 e 2018 e foram descobertas pela Controladoria-Geral do Estado (CGE-RJ).

Segundo as investigações, houve simulação de concorrência. Empresas entravam na licitação com o objetivo de dar lances falsos – normalmente muito altos -, a fim de ‘direcionar’ a escolha da vencedora, a Servlog Rio.

“Os pregões eram direcionados tão-somente para que essa empresa vencesse. As demais nem sequer tinham qualificação técnica”, afirmou o promotor Cláudio Calo.

“Marido e mulher competiam na mesma licitação, mas com empresas diferentes”, acrescentou Calo.

A polícia e o MP querem saber agora se os serviços foram efetivamente prestados, já que o valor total de R$ 66 milhões foram pagos.

Empresas investigadas:

  1. Tercebrás Serviços Eirelli;
  2. Grupo Galeno Distribuidora de Material Médico Hospitalar LTDA;
  3. Riomix 10 Serviços;
  4. Servlog Rio – apontada como a beneficiada no esquema.

A CGE-RJ está participando da ação para reunir documentos para que as empresas possam responder administrativamente. A Lei Anticorrupção prevê multa de até 20% de seu faturamento, com o teto de R$ 60 milhões.

As companhias também podem ser declaradas inidôneas e ficar proibidas de contratar com a Administração Pública.

A Operação Catarata é resultado de investigações do Departamento de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro da Secretaria de Estado de Polícia Civil, da 24ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal do Ministério Público do Rio de Janeiro e da Controladoria-Geral do Estado (CGE RJ).

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

RJ registrou quase 9 mil casos de assalto a ônibus somente no primeiro semestre de 2019

Por Nathália Castro, Bom Dia Rio

O estado do Rio de Janeiro registrou, entre janeiro e junho deste ano, 8.761 casos de assalto a ônibus. Esse é o maior registro em um único semestre desde o início da série histórica do Instituto de Segurança Pública (ISP), em 2003.

Nesses seis primeiros meses, o número de roubos a passageiros cresceu 14% no estado, na comparação com o mesmo período do ano passado. A maioria dos casos aconteceu na Região Metropolitana. Só na capital, foram mil casos a mais que no primeiro semestre de 2018.

Na segunda-feira (29) passageiros da linha 393 (Bangu — Candelária) foram roubados em Deodoro, na Zona Norte. Uma passageira grávida contou que foi agredida por um dos assaltantes. Ela estava voltando para casa.

“Ele me deu um soco, me deu um soco na barriga e mandou passar o celular e eu passei. Eles ficaram muito nervosos e foram embora”, contou a passageira agredida.

Os dois criminosos embarcaram no ônibus da linha 393, em Bangu, na Zona Oeste. A viagem só termina na Candelária, no Centro da cidade. Na altura da estação de trem de Deodoro, os criminosos começaram a roubar os passageiros.

“Vieram roubando telefone. Eles estavam com arma de brinquedo. Anunciaram o assalto. Foram agressivos até. E depois que eles anunciaram o assalto, eles pediram para descer. O motorista abriu a porta, só que eles se depararam com a viatura da polícia”, contou outro passageiro.

O passageiro assaltado disse que desceu do ônibus e pediu ajuda aos policiais que estavam em frente à estação. Os PMs foram atrás da dupla de carro. E mais à frente conseguiram prender os assaltantes.

Os ladrões estavam com cinco celulares roubados. Eles foram levados para a 35ª DP (Campo Grande). As vítimas prestaram depoimento e conseguiram recuperar os pertences.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Suspeito é preso por roubar R$ 25 mil em cabelos em salão na Baixada Fluminense

Por Bom Dia Rio

A Polícia Civil prendeu um homem suspeito de roubar R$ 25 mil em cabelos de um salão de beleza em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O crime foi registrado por câmeras de segurança. Os agentes chegaram a ele por meio de uma denúncia anônima.

Os dois criminosos abordaram os funcionários e frequentadores da loja no último dia 18 de julho. Um deles estava armado.

Além de levarem os pertences e dinheiro de todos que estavam no local, eles levaram as mechas de cabelo dentro de sacolas.

A polícia não divulgou o nome do suspeito para não atrapalhar as investigações. O caso é investigado pela 52ªDP (Nova Iguaçu).

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Itaú anuncia PDV para seus funcionários; programa começa em agosto

Por G1

O Itaú Unibanco anunciou nesta segunda-feira (29) o lançamento de um Programa de Desligamento Voluntário (PDV), que terá início no dia 1º de agosto e duração até o dia 31 do mesmo mês.

O anúncio foi feito em comunicado divulgado ao mercado, e vale para “todas as empresas controladas exclusivamente pelo Itaú Unibanco Holding S.A. no Brasil”. O banco não informou qual o impacto financeiro esperado pela medida nem a expectativa de adesão dos funcionários.

A empresa oferece duas formas de desligamento. O funcionário que quiser aderir ao PDV poderá escolher entre:

  1. receber meio salário para cada ano trabalhado na empresa, sem ultrapassar o limite de 6 salários, mais a manutenção do plano de saúde por 5 anos
  2. receber meio salário para cada ano trabalhado na empresa, sem ultrapassar o limite de 10 salários, mais a manutenção do plano de saúde por 2 anos

Segundo a empresa, “ambos os pacotes possuem outros benefícios, tais como participação nos lucros e resultados e pagamento de todas as verbas rescisórias legais”.

O Itaú foi o segundo banco a anunciar nesta segunda um plano de desligamentos de funcionários. Mais cedo, o Banco do Brasil informou que vai lançar um conjunto de ações para promover uma reorganização institucional, que vai incluir uma adequação nos quadros de funcionários no banco, com lançamento de um plano de desligamento incentivado.

Lucro em alta

O Itaú informou também nesta segunda que registrou lucro líquido contábil de R$ 6,815 bilhões no segundo trimestre de 2019, um crescimento de 9,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior (R$ 6,244 bilhões).

Em relação ao primeiro trimestre, o lucro contábil aumentou 1,6% (R$ 6,710 bilhões).

Já o lucro líquido recorrente do banco, que exclui fatores extraordinários no trimestre fiscal, somou R$ 7,034 bilhões entre abril e junho, avanço de 10,2% acima do registrado no mesmo período de 2018 (R$ 6,382 bilhões) e de 2,3% ante o apurado no primeiro trimestre (R$ 6,877 bilhões).

O resultado do segundo trimestre, segundo o Itaú, foi impulsionado pelo crescimento da carteira de crédito e pelo aumento da receita obtida com serviços.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Casais que tiveram bebês trocados em hospital decidem morar juntos até que saia resultado de DNA

Por Lis Lopes e Vitor Santana, G1 GO, em Trindade

Os casais que tiveram os bebês trocados em um hospital de Trindade decidiram morar juntos na casa de um deles até que seja divulgado o resultado do exame de DNA que vai determinar a paternidade de cada criança. O material genético foi colhido nesta segunda-feira (29).

Os bebês nasceram no dia 9 de julho no Hospital de Urgências de Trindade (Hutrin) com poucos minutos de diferença. O caso foi descoberto após um dos pais desconfiar de um erro ao perceber que o bebê dele e da esposa, que são morenos, nasceu branco dos olhos azuis.

O casal decidiu fazer um exame de DNA por conta. O exame indicou que nenhum deles era pai biológico da criança com quem estavam em casa há quase 20 dias. Ao saber dessa desconfiança, outro casal que teve bebê no mesmo dia e no mesmo hospital manifestou a mesma suspeita, também pela falta de semelhança com o recém-nascido.

Agora, será realizado um exame com o material genético de ambos os casais e bebês. O G1 entrou em contato por telefone com a assessoria de imprensa do Hutrin para saber mais detalhes sobre como será feito o teste e como estão as investigações sobre o erro, mas não obteve resposta até a publicação dessa reportagem.

Em nota enviada no domingo (28), o hospital confirmou a troca dos bebês e disse que afastou quem estava de serviço nas datas de nascimento e alta. Eles também garantiram que estão apurando internamente o ocorrido e em contato com as famílias.

Murillo Marquez Praxedes Lobo e Aline de Fátima Bueno Alves moram em Santa Bárbara de Goiás e vão passar os próximos dias na casa de Genésio Vieira de Sousa e Pauliana Maciel Aguiar de Sousa, que moram em Trindade.

Após colher material para o exame, os casais foram à delegacia de Trindade para definir se os bebês seriam destrocados mesmo antes do resultado.

“A troca é o que eles [Polícia Civil] queriam, mas a gente não. A gente combinou que eu vou ficar na casa do Genésio até sair o resultado do DNA. É a melhor forma de as mães não sofrerem tanto. Agora vamos ter que conviver juntos para sempre, virou uma família enorme. Tive um filho e agora tenho dois”, disse Murillo, pai de um dos bebês.

Genésio, pai da outra criança, disse que apenas o exame de DNA vai poder confortar o coração das famílias.

“É muito desgastante. Psicológico, emocional abalado. É muito doído, muito constrangedor . O erro começou no Hutrin. O que fiquei sabendo foi através das pulseirinhas e as pessoas que estavam cuidando dos bebês e não quiseram reparar o erro no mesmo momento, mas não deram valor nos seres que estavam ali”

Ainda muito abaladas com a situação, as mães dos bebês não quiseram dar entrevistas. Os advogados das famílias disseram que psicólogas da Polícia Civil acompanharam a reunião e que o resultado do DNA deve sair ainda esta semana. Depois que essa etapa for resolvida, eles estudam pedir reparação para o hospital pelos danos causados.

“Partiu da polícia essa sugestão deles morarem na mesma casa. Primeiramente queríamos fazer a troca, mas eles acharam melhor esperar o resultado e nós respeitamos a decisão deles”, disse a delegada Renata Vieira.

Nos próximos dias a polícia ainda vai ouvir funcionários do hospital. “Estamos tratando como crime culposo por não identificar corretamente a gestante ou a criança. Nesse caso, a gestante não foi identificada corretamente”, completou.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Médico e prefeito suspeito de estuprar e filmar mulheres é levado a presídio na Grande Fortaleza

Por Cinthia Freitas, G1 CE

O prefeito afastado de Uruburetama e médico, José Hilson de Paiva, preso suspeito de estuprar mulheres durante consultas ginecológicas, foi transferido para o sistema penitenciário do Ceará na manhã desta segunda-feira (29), por decisão do juiz da Vara de Execuções Penais. Hilson estava detido na Delegacia de Capturas (Decap), em Fortaleza, desde 19 de julho, e foi transferido para a Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes, em Aquiraz.

A defesa do médico se manifestou afirmando que a transferência é o mais “adequado nesse momento”.

“Essa unidade prisional inaugurada em 2016 é a destinada para presos idosos e portadores de alguma patologia. Muito embora consideremos desnecessária a medida prisional, a transferência de Hilson Paiva da Capturas para o Irmã Imelda soa mais adequado nesse momento”, afirmou o advogado Leandro Vasques, que representa o prefeito afastado.

O médico foi indiciado por estupro de vulnerável. As denúncias feitas contra ele, que filmava as pacientes durante as consultas, dão conta de que os atos eram cometidos desde a década de 1980, em Uruburetama e Cruz.

Fantástico exibiu reportagem, no último dia 14 de julho, em que seis mulheres denunciam o médico por estuprá-las e filmar os crimes. Profissionais da Associação Médica Brasileira analisaram as imagens e afirmaram que o caso se trata “claramente” de “estupro das pacientes”.

Ameaça à investigação

A prisão preventiva de Hilson foi decretada pelo juiz de Uruburetama, José Cléber Moura. O Ministério Público do Ceará (MPCE) defende a prisão de Hilson, afirmando que, solto, ele seria capaz de “coagir, constranger, ameaçar e corromper” vítimas, atrapalhando a investigação.

Após a reportagem do Fantástico, outras 13 mulheres procuraram autoridades para denunciar o médico e prefeito afastado de Uruburetama. Conforme relato das vítimas, durante os atos, José Hilson colocava a boca nos seios das vítimas sob pretexto de “extrair secreção” e as penetrava argumentando que precisava “desvirar o útero” das pacientes.

Órgãos reagiram às denúncias feitas contra o prefeito:

A Associação Cearense de Ginecologia também informou, em 16 de julho, que o médico não tem especialidade ginecológica, apesar de ter atuado por 30 anos na área.

‘Vício’

Ao ser preso, o médico disse, em depoimento à polícia, que os estupros e as gravações dos atos se tornaram um “vício”, segundo informou a Secretaria da Segurança Pública do Ceará (SSPDS). A reportagem exibida pelo Fantástico foi feita com base em 63 vídeos a que

Segundo a delegada do município de Cruz, Joseanna Oliveira, o médico disse, ainda, que a prática virou fetiche há décadas e era um hobby fazer as gravações utilizando celulares e câmeras digitais.

Cumprindo mandado de busca e apreensão nas residências de José Hilson, em Uruburetama e Cruz, a polícia recolheu um vasto material, incluindo fichas de pacientes, históricos médicos, CDs com materiais arquivados, computadores, pen drives e outros dispositivos onde é possível armazenar fotos e vídeos.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Pouco conhecida em SP, Revolta de 1924 faz 95 anos

Por Abrahão de Oliveira, G1 SP — São Paulo

Incêndio dos armazéns Narareth Teixeira e Cia, na Mooca — Foto: Acervo Alesp

Incêndio dos armazéns Narareth Teixeira e Cia, na Mooca — Foto: Acervo Alesp

Vinte e três dias de batalha, 503 mortos, 4.846 feridos (na maioria civis) e mais de 20 mil desabrigados. Os números representam o saldo de um episódio pouco conhecido pelos paulistanos, mas de importância histórica para a cidade de São Paulo: a Revolta de 1924, que completa neste mês 95 anos.

Ocorrido entre 5 e 28 de julho daquele ano, o conflito terminou com o bombardeio simultâneo feito por aviões do governo federal em bairros como a Mooca, Belenzinho, Ipiranga e o Brás.

“O bombardeio foi terrificante, espalhando o terror. É muito incomum um exército atacar seu próprio povo daquela maneira. A revolução de 1924 é considerada a maior batalha urbana da América Latina”, disse o jornalista e historiador Moacir Assunção, autor do livro “São Paulo deve ser destruída – a história do bombardeio à capital na revolta de 1924”.

Motivação da revolta

Para compreender a razão da revolta, é preciso lembrar do contexto social que o país vivia naquela década. A economia brasileira passava por uma grave crise econômica, muito motivada pela queda nas exportações, tendo em vista que o mundo acabara de sair do período da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

Além disso, o país vivia um momento político conturbado, em especial pela insatisfação de vários estados com a chamada “política do café com leite”, que alternava presidentes entre os estados de São Paulo e Minas Gerais. O protecionismo econômico nacional ao café também gerava descontentamentos.

Dessa maneira, vários opositores ao Partido Republicano (paulista e mineiro) se uniram para formar a Reação Republicana, que contou com a ajuda de outros estados, como Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro. A maior bandeira dos integrantes da Reação Republicana era que o país protegesse todos os produtos que eram produzidos aqui, e não só o café.

Após uma série de articulações políticas, o país chegou às eleições de 1922 com dois candidatos à Presidência: Nilo Peçanha, da Reação Republicana, e Artur Bernardes, representante do Partido Republicano. Bernardes saiu vencedor da votação, e isso gerou alguns problemas, como a vontade dos militares de “não autorizar” que ele assumisse o cargo, demonstrando um descontentamento com o resultado do pleito.

Primeiro conflito atinge o Rio

Embora o presidente Artur Bernardes tenha conseguido assumir o cargo no Executivo nacional, sua gestão foi recheada de instabilidades. Logo no começo do mandato, em 5 de julho de 1922, ele teve que lidar com um conflito no Forte de Copacabana. Na ocasião, parte das Forças Armadas resolveu pegar em armas para demonstrar seu descontentamento com o novo presidente.

O movimento durou dois dias e acabou sendo dispersado com uso de força bruta, inclusive com bombardeios ao local. Alguns historiadores destacam que esse episódio foi um dos disseminadores do tenentismo pelo Brasil (movimento liderado por militares de baixa patente que buscava derrubar Bernardes).

Após sufocar a revolta no Forte de Copacabana, o governo continuou em outro conflito com os militares, em especial após editar mudanças na Constituição Federal. Parte das Forças Armadas considerou essa atitude um desequilíbrio dos três poderes, e a tensão continuou. A influência desse pensamento na revolta de São Paulo foi tamanha que os revoltosos paulistanos escolheram a mesma data para dar início ao movimento: 5 de julho de 1924.

Tanque de guerra das tropas legalistas — Foto: Acervo Alesp

Tanque de guerra das tropas legalistas — Foto: Acervo Alesp

Revolta em SP

A revolta foi comandada pelo general reformado Isidoro Dias Lopes e contou com a participação de vários tenentes, como Joaquim Távora, Juarez Távora, Miguel Costa, Eduardo Gomes e João Cabanas. Ela culminou no episódio em que o governo federal bombardeou a cidade de São Paulo.

Entre as reivindicações dos militares estavam uma independência maior dos poderes Legislativo e Judiciário, a limitação do poder Executivo, fim do voto de cabresto e a instauração do ensino público obrigatório.

Liceu Coração de Jesus atingido por uma granada revoltosa — Foto: Acervo Alesp

Liceu Coração de Jesus atingido por uma granada revoltosa — Foto: Acervo Alesp

Segundo documentos da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), foram destruídos, pelos bombardeios e ataques a granadas, o Liceu Coração de Jesus, que serviu de refúgio para a população desabrigada, a Igreja Nossa Senhora da Glória, no Lavapés, ocupada pelos rebeldes, além das instalações das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, do Armazém Matarazzo e da tipografia Oficina Duprat.

O historiador Moacir Assunção ressalta que restam poucas marcas da revolução na cidade, o que pode contribuir para o esquecimento da revolta. “Existem poucas marcas da cidade, uma delas é a chaminé da usina de luz ao lado do quartel da Rota, e marcas de bala na igreja Santa Ifigênia, além de algumas marcas de bombas no antigo Cotonifício Crespo, na Mooca”, afirmou.

“As regiões que mais sofreram foram a Mooca, o Brás e o Cambuci. Esses bairros tiveram um severo bombardeio. A Penha também foi atingida, assim como parte do Centro. Vale dizer que os canhões ficavam postados na Penha e na Vila Matilde atirando o tempo todo”, destacou o especialista.

Vale o destaque histórico de que, durante a revolta, o presidente do estado (cargo equivalente ao de governador nos dias de hoje) Carlos de Campos foi obrigado a fugir, e a sede do Executivo estadual chegou a mudar para a Penha, na Zona Leste da cidade.

Outra curiosidade fica por conta de o prefeito da época, Firmiano Morais Pinto, ter pego em armas para lutar ao lado dos rebeldes e ter proferido a seguinte frase: “Serei o último habitante a abandonar São Paulo, aconteça o que acontecer”.

A revolta teve pouco tempo de duração, sendo encerrada em 28 de julho. Naquela data, os rebelados, que fugiram da capital para escapar do Exército legalista, foram interceptados e derrotados por forças federais na cidade de Três Lagoas, no atual Mato Grosso do Sul.

Soldado rebelde manejando uma metralhadora pesada no bairro do Cambuci — Foto: Acervo Alesp

Soldado rebelde manejando uma metralhadora pesada no bairro do Cambuci — Foto: Acervo Alesp

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Concursos: 16 órgãos abrem inscrições nesta semana para preencher mais de mil vagas

Por G1

Nesta semana, 16 concursos abrem inscrições para preencher 1,1 mil vagas. As oportunidades são para profissionais de todos os níveis de escolaridade em cidades de 7 estados – Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco, Paraíba, Paraná, Mato Grosso.

Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são convocados conforme novos postos forem abertos durante a validade do concurso.

CONFIRA A LISTA COMPLETA DE CONCURSOS E OPORTUNIDADES

Os salários chegam a R$ 13.253,91 na Prefeitura de Turvo (PR), que tem 33 vagas para profissionais de todos os níveis de escolaridade. As inscrições terminam no dia 21 de agosto, e devem ser feitas pelo site da organizadora.

Somente na Prefeitura de Cuiabá (MT), há 288 vagas, também para todos os níveis de escolaridade. A remuneração chega a R$ 9.519,08, e as inscrições devem ser feitas até o dia 26 de agosto no site da organizadora.

Veja quais órgãos que abrem inscrições nesta segunda (29):

Departamento Municipal de Saneamento Urbano de Muriaé (MG)

  • Encerramento das inscrições: 09/09/2019
  • Vagas: 51
  • Salário até: R$ 6.719,34
  • Escolaridade: ensino fundamental, médio e superior
  • Estado: Minas Gerais
  • Mais informações

Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp)

  • Encerramento das inscrições: 08/08/2019
  • Vagas: 6
  • Salário até: R$ 2.975,97
  • Estado: São Paulo
  • Escolaridade: ensino médio e superior
  • Mais informações

Prefeitura de Boa Ventura (PB)

  • Encerramento das inscrições: 22/08/2019
  • Vagas: 111
  • Salário até: R$ 1.662,53
  • Escolaridade: ensino médio, técnico e superior
  • Estado: Paraíba
  • Mais informações

Prefeitura de Cuiabá (MT)

  • Encerramento das inscrições: 26/08/2019
  • Vagas: 288
  • Salário até: R$ 9.519,08
  • Escolaridade: ensino fundamental, médio e superior
  • Estado: Mato Grosso
  • Mais informações

Prefeitura de Iretama (PR)

  • Encerramento das inscrições: 19/08/2019
  • Vagas: 17
  • Salário até: R$ 4.357,16
  • Escolaridade: alfabetizado, ensino fundamental, médio, superior
  • Estado: Paraná
  • Mais informações

Prefeitura de Ourinhos (SP)

  • Encerramento das inscrições: 27/08/2019
  • Vagas: 46
  • Salário até: R$ 2.089,00
  • Escolaridade: ensino médio e superior
  • Estado: São Paulo
  • Mais informações

Prefeitura de Rondonópolis (MT)

  • Encerramento das inscrições: 25/08/2019
  • Vagas: 10
  • Salário até: R$ 6.751,05
  • Escolaridade: ensino médio, técnico e superior
  • Estado: Mato Grosso
  • Mais informações

Prefeitura do Recife

  • Encerramento das inscrições: 19/08/2019
  • Vagas: 63
  • Salário até: R$ 3.574,41
  • Escolaridade: médio e superior
  • Estado: Pernambuco
  • Mais informações

Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

  • Encerramento das inscrições: 27/09/2019
  • Vagas: 20
  • Salário até: R$ 9.600,92
  • Escolaridade: superior
  • Estado: Pernambuco
  • Mais informações

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Após impasse, 2º navio iraniano deixa o Porto de Paranaguá e

Por G1 PR — Curitiba

O navio iraniano Bavand, que estava parado na área do Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná, desde junho, saiu em direção ao país de origem neste domingo (28).

O navio começou a sair do local por volta das 11h30, de acordo com o Sindicato dos Práticos dos Portos e Terminais Marítimos do Estado do Paraná (Sinprapar).

Durante a saída, a embarcação teve problemas mecânicos por causa do longo tempo parado sem combustível e precisou parar no canal de acesso ao porto para realizar uma manutenção, de acordo com a Eleva Química, empresa brasileira que contratou os navios.

Após o conserto, a previsão é que o navio retome a viagem às 11h desta segunda-feira (29).

O outro navio iraniano que ficou parado no litoral paranaense pelo motivo – falta de combustível – saiu do Porto de Paranaguá no início da tarde de sábado (27). Porém, o Termeh seguiu viagem para oPorto de Imbituba, em Santa Catarina.

Os dois navios foram abastecidos pela Petrobras no sábado, depois de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A Petrobras havia se recusado a vender combustível para as embarcações, por receio de ferir sanções norte-americanas aplicadas a empresas iranianas.

Entretanto, o presidente do STF, Dias Toffoli, obrigou a estatal a fornecer o combustível. A decisão dele é de quarta-feira (24).

Os navios

O MV Bavand seguirá para o Porto de Bandar Imam Khomeini (IRBIK), no Irã. A viagem de volta para o Irã, conforme informou o Porto de Paranaguá, dura 37 dias.

O Bavand, que chegou a Paranaguá no dia 8 de junho e parte carregado com 48 mil toneladas de milho para o Irã, recebeu 1,3 mil toneladas de combustível.

O Termeh, que aguardava desde 9 de junho pela liberação do combustível, seguiu para o Porto de Imbituba para embarcar cerca de 60 mil toneladas do grão. A embarcação recebeu 600 toneladas de combustível.

O governo afirmou ainda que nenhum dos dois navios iranianos movimentou carga nos portos paranaenses. As embarcações apenas fizeram parada técnica de apoio, para abastecimento.

Este ano, de janeiro até o dia 25, seis navios passaram no Porto do estado para apenas abastecer. As origens das embarcações foram, além do Irã, Libéria, Bahamas e Dinamarca, conforme o governo.

O impasse

A Petrobras foi obrigada judicialmente a fornecer combustível para os navios após Dias Toffoli rejeitar o recurso da Petrobras, que pedia para não efetuar o serviço.

Em trecho da decisão de 10 páginas, o presidente do Supremo afirma que não vê riscos para a soberania nacional com o abastecimento dos navios iranianos.

Segundo Toffoli, a análise dos documentos apresentados mostrou que a decisão do Tribunal de Justiça do Paraná que determinou a venda do combustível não prejudicaria o país.

O presidente do STF destacou ainda a Petrobras “saltou instâncias” ao recorrer diretamente ao Supremo. Toffoli ponderou que a estatal deveria ter questionado o fato em instâncias inferiores antes de ajuizar recurso na mais alta Corte do país.

Na visão do ministro, há no caso “premência da decisão judicial por razões humanitárias”, em razão de os navios iranianos estarem transportando alimentos para o país do Oriente Médio.

De acordo com o magistrado, o fornecimento do combustível no caso foi exigido por decisão judicial, o que supera a “convergência de vontades” das empresas envolvidas.

Petrobras tinha se recusado a fornecer o combustível porque, segundo a estatal, a empresa dona dos navios está sob sanção dos Estados Unidos, e temia ficar sujeita às mesmas sanções caso prestasse serviço para as embarcações iranianas.

Os iranianos estão entre os maiores importadores de milho do Brasil. O país asiático também é um dos principais compradores de soja e carne bovina brasileira.

Navios iranianos ficaram parados no litoral paranaense, sem combustível, por mais de um mês — Foto: Divulgação/Portos do Paraná

Navios iranianos ficaram parados no litoral paranaense, sem combustível, por mais de um mês — Foto: Divulgação/Portos do Paraná

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.