Garoto de 10 anos morre após ser atingido por bala perdida na frente da mãe na Bahia

Por G1 BA

Um garoto de 10 anos morreu após ser atingido por uma bala perdida, dentro do condomínio onde morava, na cidade de Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador. A mãe da criança presenciou o momento em que o filho foi baleado.

Segundo a polícia, dois homens invadiram o local à procura de um rapaz, que não teve o nome divulgado, e começaram a atirar. Um dos tiros atingiu o menino.

“Ele estava em casa, e aí eu liguei para o celular dele, para ele me trazer um negócio, de um bloco para outro [do condomínio]. E aí, quando ele estava saindo do bloco… Eu estava observando ele vindo, e quando estava se aproximando de mim, passou um cara correndo e o outro veio atirando. Deu vários disparos. Um deles pegou no meu filho”, contou a mãe do garoto, Dayane Bárbara Aparecida.

O crime aconteceu na noite de domingo (4). O menino, identificado como Luciano Gonçalves Silva Santos, chegou a ser levado para um hospital, mas não resistiu e morreu na manhã de segunda-feira (5). Luciano foi enterrado nesta terça-feira (6).

O caso está sob investigação da Polícia Civil. Enquanto as respostas não aparecem, a família pede justiça.

Amigos e familiares fizeram uma manifestação contra o crime e contra a violência no condomínio. Eles tocaram fogo em pneus, pedaços de papelão e galhos de árvore, fechando um dos lados da Avenida Ayrton Senna, na cidade.

“Cobrar por justiça e segurança naquele condomínio, porque já teve outros tiroteios lá dentro. [Em outra ocasião] eu estava com minha menina, vindo do mercado, e a gente se escondeu debaixo de um caminhão para se proteger”, disse Dayane.

“A gente quer justiça. Justiça mesmo. Que esse camarada seja preso, para ele pagar pelo que ele fez com meu neto tão inocente”, disse a avó da criança, Luzia Arcanjo.

Em contato com a reportagem, a Polícia Militar informou que tem intensificado a segurança no condomínio onde ocorreu o crime, e disse também que um suspeito já foi identificado e que está trabalhando com a polícia civil para prendê-lo.

Luciano Gonçalves morreu após ser atingido por bala perdida na Bahia  — Foto: Reprodução/TV Subaé

Luciano Gonçalves morreu após ser atingido por bala perdida na Bahia — Foto: Reprodução/TV Subaé

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Site diz que Lava Jato planejou buscar na Suíça provas contra Gilmar Mendes

Por G1 — São Paulo

Site diz que procuradores da Lava Jato tentaram coletar informações sobre Gilmar Mendes

Site diz que procuradores da Lava Jato tentaram coletar informações sobre Gilmar Mendes

O site El País, em parceria com The Intercept, publicou nesta terça-feira (6) novas mensagens atribuídas a procuradores da Lava Jato e vazadas do aplicativo Telegram. Segundo o site, as mensagens mostrariam que os procuradores da força-tarefa fizeram um esforço de coleta de dados sobre o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o que é proibido.

A reportagem diz que, liderados por Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa, procuradores e assistentes teriam planejado acionar investigadores na Suíça para tentar reunir munição contra o ministro Gilmar Mendes, ainda que buscar apurar fatos ligados a um integrante de Corte superior extrapolasse suas competências constitucionais.

Os procuradores teriam se mostrado animados em 19 de fevereiro deste ano. “Gente essa história do Gilmar hoje!! (…) Justo hoje!!! (…) que Paulo Preto foi preso”, teria dito Dallagnol no chat que reúne procuradores da força-tarefa.

Segundo o El País Brasil, a conversa então teria se desenrolado e revelado a ideia de rastrear um possível elo entre Gilmar Mendes e Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, preso em Curitiba e apontado como operador financeiro do PSDB. O site afirma que a aposta era que Gilmar Mendes, que já havia concedido dois habeas corpus em favor de Paulo Vieira de Souza, aparecesse como beneficiário de contas e cartões que o operador mantinha na Suíça, um material que já estava sob escrutínio dos investigadores do país europeu.

No que seria uma referência aos cartões de Paulo Vieira de Souza, o procurador Roberson Pozzobon teria dito: “Vai que tem um para o Gilmar… hehehe”. O site diz que a possibilidade de apurar dados a respeito de um ministro do Supremo é tratada com ironia. O procurador Athayde Ribeiro da Costa teria respondido: “Você estaria investigando ministro do Supremo, Robinho. Não pode”. Pozzobon então teria escrito: “Não que estejamos procurando. Mas vaaaai que…”.

Na sequência, Dallagnol teria reforçado que o pedido à Suíça deveria ter enfoque mais específico. “Acho que vale falar com os suíços sobre a estratégia e eventualmente aditar pra pedir esse cartão em específico e outros vinculados à mesma conta. Talvez vejam lá como algo separado da conta e por isso não veio. Afinal diz respeito a outra pessoa.”

A força-tarefa da Lava Jato em São Paulo afirmou ao site que “jamais recebeu qualquer informação sobre suposto envolvimento de Gilmar Mendes com as contas no exterior de Paulo Vieira de Souza. E também que “se recebesse uma informação a respeito de ministro do STF, essa informação seria encaminhada à Procuradoria-Geral da República”.

Em outro trecho, Dallagnol teria dito: “Vale ver se ligações de PP pra telefones do STF”. O site diz que “PP” é uma referência a “Paulo Preto”.

A reportagem lembra que o artigo 102 da Constituição determina que os ministros do Supremo só podem ser investigados com autorização de seus pares, a não ser que apareçam em uma investigação já em curso, a chamada investigação cruzada. Caso seja este o caso, a competência é necessariamente da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Ao El País, a força-tarefa da Lava Jato afirmou que “não surgiu nas investigações nenhum indício de que cartões da conta de Paulo Vieira de Souza tenham sido emitidos em favor de qualquer autoridade sujeita a foro por prerrogativa de função”. E que “qualquer ilação nesse sentido, por parte de quem for, seria mera especulação”.

A nota ao site diz ainda que em todo os casos em que há a identificação de pagamentos de vantagens indevidas e lavagem de ativos no exterior, o Ministério Público busca fazer o rastreamento do destino de todos os ativos ilícitos, para identificar os destinatários desconhecidos”, e que, sempre que surgem indícios do envolvimento em crimes de pessoas com foro privilegiado, a força-tarefa encaminha as informações à Procuradoria-Geral da República e ao STF.

Segundo o site, em 5 de maio de 2017, Dallagnol teria falado em pleitear o impedimento caso o ministro concedesse habeas corpus a Antonio Palocci, condenado na Lava Jato. Dallagnol teria escrito: “Caros, estive pensando e se perdermos o HC do Palocci creio que temos que representar/pedir impeachment do GM”. O site afirma que, para embasar o pedido, Dallagnol teria elencado declarações públicas do ministro contra a força-tarefa, “incoerência de votos”, “favorecimentos” e até seus antigos confrontos com o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, “só para dar força moral”.

A procuradora Laura Tessler teria respondido: “Calma, Deltan”. E o procurador Paulo Roberto Galvão teria escrito: “Eu não acho que nós devemos fazer o pedido de impeachment. Outros fazerem é bom”.

O ministro Gilmar Mendes comentou as mensagens nesta terça-feira antes da sessão do Supremo: “Eu tenho dito a vocês que essa é a maior crise que já se produziu no aparato judicial do Brasil desde a redemocratização. Isto atingiu tanto a PGR quanto a Justiça Federal. As duas instituições estão sendo muito comprometidas nesse episódio. Seja no jogo de combinação, pelas decisões malfeitas, má elaboração de peças, por essas atitudes criminosas. Então, essas instituições estão saindo muito mal”.

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MPF recomenda a Moro revogação de portaria sobre deportação de ‘estrangeiros perigosos’

Por Marcelo Parreira, TV Globo — Brasília

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão recomendou ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, a suspensão e revogação da portaria publicada no final do mês passado que estabelece regras para proibir entrada no Brasil de estrangeiros considerados “perigosos”.

Na avaliação do Ministério Público Federal (MPF), a portaria do ministro da Justiça possui “integral e flagrante ilegalidade e incompatibilidade com normas de tratados internacionais de direitos humanos firmados pelo Estado brasileiro”. Moro tem cinco dias para responder ao MPF sobre se atenderá ou não a recomendação.

A Procuradoria começou a investigar a legalidade da portaria nº 666 no dia 31 de julho, uma semana após a publicação da norma. A Defensoria Pública da União também se manifestou contra a portaria de Moro.

Segundo o Ministério da Justiça, o objetivo da portaria é disciplinar a deportação excepcional de pessoas consideradas perigosas e que sejam suspeitas de envolvimento com crimes como terrorismo, tráfico de drogas e armas e exploração sexual infanto-juvenil.

O enquadramento nesses casos poderia ser feito, inclusive, por meio de informações de inteligência de autoridades brasileiras ou estrangeiras ou por investigações criminais em curso. A deportação poderia ser realizada em até 48 horas.

No entanto, o MPF entendeu que a regra desrespeita pontos da legislação brasileira e de tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário, como a Convenção de Genebra.

Para os procuradores da República que assinam a recomendação enviada a Sérgio Moro, o texto da nova regra, “além de extrapolar sua competência regulamentadora, ofende as garantias fundamentais de ampla defesa e contraditório ao prever prazos curtíssimos de defesa e de recurso das decisões”.

Como a portaria tem como objetivo apenas regulamentar a Lei de Migração, os procuradores afirmam que a norma federal “fere o regime democrático e desrespeita a repartição de poderes”.

“A elaboração pelo Executivo, em portaria, de uma lista de crimes graves que despreza essa valoração legislativa, para, a pretexto de uma regulamentação, adotar em substituição seu próprio juízo valorativo abstrato”, argumenta o MPF em trecho da recomendação ao ministro.

O entendimento do MPF é de que a legislação já diz o que pode ou não justificar expulsão e deportação de estrangeiros. Com esse entendimento, os procuradores da República avaliam que a portaria de Moro não poderia relacionar novos crimes com potencial de motivar a expulsão de imigrantes.

Procurado pelo G1, o Ministério da Justiça afirmou que “o ministro Sérgio Moro mantém o mesmo posicionamento, já divulgado, de que a portaria 666 apenas regulamenta a lei de imigração, vedando o ingresso no país de estrangeiros suspeitos de envolvimento em crimes graves, como terrorismo ou exploração sexual infantil”.

A pasta destacou ainda que o ministro se disse surpreso com o argumento do MPF “de que o Brasil não deve barrar o ingresso de estrangeiros envolvidos em crimes como esses”.

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Jovem preso no Alemão é solto por decisão da Justiça do Rio

Por Eduardo Tchao e Henrique Coelho, G1 Rio

O jovem Weslley Rodrigues Jacob, de 21 anos, preso no Alemão na segunda-feira (5) por supostamente estar com um rádio de comunicação e ter sido considerado informante do tráfico pela polícia, foi solto no fim da tarde desta terça. A família dizia que ele era inocente e lutava para tirá-lo da prisão.

Weslley foi recebido pela família e pelo dono da loja onde trabalha, além de amigos.

A decisão é da juíza Simone Rolim, da 29ª Vara Criminal. Segundo a magistrada, Weslley é réu primário, tem bons antecedentes, não sendo justificada sua prisão. A juíza atendeu um pedido da Defensoria Pública do Rio.

Além disso, o crime supostamente cometido por ele tem como pena um período de dois anos, metade do tempo necessário para que a liberdade dele seja suspensa.

“Outrossim o mesmo possui endereço fixo e atividade lícita, como se extrai dos documentos acostados a petição da defesa o que não indica, em princípio, risco à aplicação da lei penal. Não se vislumbra também que a liberdade do custodiado possa colocar em risco à instrução processual uma vez que as testemunhas a serem arroladas pela acusação, em princípio, são policiais militares, cuidando, ainda, a capitulação da Autoridade Policial exclusivamente do crime previsto no art. 37 Lei 11.343/06. É de se mencionar que o crime de que trata a presente ação penal tem como pena mínima legalmente prevista 02 anos de reclusão sendo o custodiado primário e de bons antecedentes. Não há nada mais nos autos a justificar a segregação do indiciado em cárcere”, escreveu a juíza em sua decisão.

Prisão em julho

Weslley estava preso desde o dia 1 de agosto. A prisão ocorreu no dia 30 de julho, depois de um tiroteio no Complexo do Alemão, onde Weslley mora e trabalha. A PM disse ter encontrado um aparelho radiotransmissor com o rapaz. Ele foi levado para o presídio Ary Franco, em Água Santa, na Zona Norte.

Um amigo, que estava com Wesley no momento da abordagem da polícia, explicou para a família o que teria acontecido.

“Teve um tiroteio nessa rua e o amigo dele chamou: ‘entra Wesley, vem pra cá’. Eles entraram e ficaram os dois sentados dentro da loja. Os policiais passaram, olharam pra dentro da loja, aí voltaram e perguntou. O que que você tá fazendo aí? Esse menino falou: eu trabalho aqui. e você? “estamos conversando”, explicou a mãe do rapaz.

Há quatro meses Weslley trabalha como atendente num quiosque de conserto de celulares e TVs. O patrão também defende a inocência do funcionário.

“Não era para estar acontecendo isso com ele, entendeu? Não era, cara. Isso aí foi uma covardia que fizeram com ele, com certeza. Ele trabalhava comigo, estudava. Ele saía e ia pro colégio”, afirmou Manoel da Silva, patrão do Weslley.

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Construtoras reclamam de atraso de repasses de R$ 500 milhões para 900 obras do Minha Casa Minha Vida

Por Luísa Melo, G1

Atraso em repasses do governo atinge principalmente faixa inicial do Minha Casa Minha Vida — Foto: Reprodução/ TV Gazeta

Atraso em repasses do governo atinge principalmente faixa inicial do Minha Casa Minha Vida — Foto: Reprodução/ TV Gazeta

O governo está atrasando o repasse de recursos à construtoras que atuam no Minha Casa Minha Minha Vida, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic). A entidade divulgou nesta terça-feira (6) que a demora chega a 60 dias e soma quase R$ 500 milhões em pagamentos apenas na faixa 1 do programa, que atende famílias com renda de até R$ 1,8 mil.

Segundo a Cbic, o atraso atinge 512 empresas e 200 mil funcionários, responsáveis pelas obras em andamento de 900 empreendimentos de habitação popular.

Responsável pelos repasses, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) diz em nota que “vem cumprindo rigorosamente a destinação de recursos à área de habitação popular”.

A pasta afirma também que, “ciente do ritmo de execução do programa e do cenário macroeconômico do país”, pediu ao Ministério da Economia e à Casa Civil que ampliem o limite financeiro para garantir os pagamentos do MCMV no segundo semestre. A solicitação foi feita em abril e reforçada em junho, segundo o ministério.

Segundo o presidente da Cebic, José Carlos Martins, o governo já prometeu liberar R$ 1 bilhão para regularizar os pagamentos das obras contratadas e executadas, além de fazer uma previsão orçamentária suficiente para sustentar as atividades no segundo semestre. “Mas ainda aguardamos algo concreto”, diz.

G1 procurou a Casa Civil, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O Ministério da Economia não se manifestou.

O Ministério do Desenvolvimento Regional informa também que foram investidos R$ 2,54 bilhões Minha Casa Minha Vida (MCMV) no primeiro semestre, R$ 2,06 bilhões na faixa 1. “A previsão, respeitando a proporcionalidade orçamentária estabelecida pela lei, era de R$ 2,09 bilhões”, diz.

Só com FGTS

A demora nos repasses impacta também as faixas 1,5 (renda familiar até R$ 2,6 mil), 2 (até 4 mil) e 3 (até 7 mil) do programa, que operam também com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), ainda segundo a Cbic.

O Ministério do Desenvolvimento Regional diz que subsidiou um volume de recursos maior do que o esperado para as faixas 1,5 e 2 e repassou R$ R$ 395 milhões ao FGTS, contra R$ 336 milhões previstos.

O setor pede que o governo publique uma portaria que zere a parcela de recursos repassada às faixas 1,5 e 2 pelo Orçamento Geral da União (OGU) para que elas possam operar apenas com dinheiro do FGTS. Segundo a Cbic, essa mudança “permitiria a realização de vários empreendimentos cujas contratações estão represadas”, exatamente por conta da falta parte que deve vir dos recursos do Tesouro.

Em abril, o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, disse em uma audiência pública que os recursos previstos no orçamento para o Minha Casa Minha Minha vida só durariam até junho deste ano.

“A situação aqui é emblemática. Estamos trabalhando com um acordo com a Casa Civil, junto com o ministério da Economia, para rever essa situação, para conseguir essa liberação, para que a gente possa caminhar o programa”, disse Canuto na ocasião.

Queixas ao governo

Cerca de 100 empresários do setor se reuniram na manhã desta terça na sede da entidade, em Brasília, para discutir o problema. Eles querem levar a questão ao governo federal.

Martins, da Cebic, diz que o prazo para os pagamentos originalmente era de dois dias e que todo o setor de construção está sob risco. “O Minha Casa Minha Vida representa atualmente 70% do mercado imobiliário brasileiro”, afirma em nota.

“Desde que estou envolvido diretamente com o tema, nunca vi atrasos dessa monta acontecerem”, reclama o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), Dionyzio Klavdianos, que também faz parte da Cbic há cerca de cinco anos.

De acordo com ele, a longa demora no pagamento dos recursos pelo governo compromete o caixa das construtoras.

“A grande maioria das empresas que atuam no MCMV são de pequeno e médio porte e não conseguem segurar. Ou elas se endividam e, no limite, quebram, ou paralisam obra. Nos dois casos há desemprego. É esse segmento que está movimento a construção civil hoje. O governo já deveria ter um plano para resolver essa questão, porque ela mexe com um naco grande da economia”, diz.

Crise

As dificuldades financeiras no Minha Casa Minha Vida são consequência da queda na arrecadação federal. O governo vem registrando rombos bilionários nas suas contas e enfrenta dificuldades para manter investimentos. Em março, precisou bloquear R$ 29,792 bilhões em gastos no Orçamento de 2019.

Segundo Canuto, o Minha Casa Minha Vida responde por 70% do orçamento do ministério. Em abril, mais de 50 mil obras do programa estavam paralisadas, ainda de acordo com ele.

O Ministério do Desenvolvimento Regional informa que aplicou 67,4% do total de recursos disponibilizados à pasta no primeiro semestre deste ano à área de habitação. A previsão orçamentária era de 68,4%.

O MDR diz ainda que foram contratadas 153,9 mil unidades habitacionais nas Faixas 1,5, 2 e 3 do Minha Casa Minha Vida durante os primeiros 200 dias do governo Bolsonaro.

10 anos do Minha Casa Minha Vida — Foto: Roberta Jaworski/Arte G1

10 anos do Minha Casa Minha Vida — Foto: Roberta Jaworski/Arte G1

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AquaRio ultrapassa a marca de 3 milhões de visitantes

Por G1 Rio

AquaRio é o primeiro aquário a receber selo de certificação de sustentabilidade marinha  — Foto: Alexandre Macieira/Divulgação

AquaRio é o primeiro aquário a receber selo de certificação de sustentabilidade marinha — Foto: Alexandre Macieira/Divulgação

O Aquário Marinho do Rio ultrapassou nesta terça-feira (6) o número de 3 milhões de visitantes. A marca, que era esperada só para o mês de novembro, quando o aquário completará três anos de operação, surpreendeu a equipe.

“Tivemos números muito expressivos de visitação agora nas férias escolares. O AquaRio já é considerado um dos três principais locais turísticos de visitação da cidade, o que nos enche de orgulho”, comemora Marcelo Szpilman, diretor presidente e idealizador do atrativo.

O AquaRio é o maior aquário marinho da América do Sul, com 4,5 milhões de litros de água salgada e 26 mil metros quadrados de área construída. Durante a visitação é possível ver mais de 5 mil animais marinhos de 350 espécies em 28 recintos que formam o circuito.

A maior surpresa fica por conta do grande tanque oceânico, que tem 7 metros de profundidade e comporta 3,5 milhões de litros de água salgada. Inaugurado em 9 de novembro de 2016, o AquaRio é um dos marcos na revitalização da região portuária do Rio de Janeiro.

AquaRio chega a marca de três milhões de visitantesBom Dia Rio00:00/02:56

AquaRio chega a marca de três milhões de visitantes

AquaRio chega a marca de três milhões de visitantes

Em novembro, mês de aniversário do AquaRio, crianças podem dormir no aquário às sextas e sábados — Foto: Alexandre Macieira/Divulgação

Em novembro, mês de aniversário do AquaRio, crianças podem dormir no aquário às sextas e sábados — Foto: Alexandre Macieira/Divulgação

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Preço médio dos imóveis residenciais já caiu mais de 2% em 2019, diz FipeZap

Por G1

O preço médio dos imóveis residenciais acumulou até julho deste ano uma queda de 2,15%, segundo pesquisa FipeZap divulgada nesta terça-feira (5). O número leva em conta a comparação entre a alta de 0,26% dos preços no acumulado do ano e a inflação de 2,46% esperada para o mesmo período.

A pesquisa leva em conta o valor dos anúncios de imóveis à venda. Para fazer a comparação com a inflação, o estudo considera a previsão do boletim Focus, do Banco Central, para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado o índice de inflação oficial do país.

Na passagem de junho para julho, os preços dos imóveis tiveram queda de 0,03% – o que, levando em conta a inflação de 0,23% esperada para o mês, significa uma queda real de 0,26%.

Nos últimos 12 meses, a alta acumulada é de 0,28% – que significa queda real de 2,89% se for levada em conta a inflação de 3,26% esperada para o período.

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Traficante que tentou escapar de presídio vestido de mulher é encontrado morto em cela no Rio

Por Elza Gimenez, TV Globo

O preso que tentou fugir do Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, vestido de mulher foi encontrado morto, na manhã desta terça-feira (6), em sua cela no presídio de segurança máxima Bangu 1.

Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Clauvino da Silva, de 42 anos, conhecido como Baixinho, teria se enforcado com um lençol.

O corpo de bombeiros foi chamado, e será realizado o registro de ocorrência. Também será instaurada uma sindicância para apurar os fatos. A Seap informou que todas as celas de Bangu 1 são individuais.

Tentativa de fuga

Na semana passada, Clauvino tentou sair pela porta da frente vestido de mulher. Segundo a Seap, o preso iria deixar a sua filha dentro da cadeia e vestiu a roupa dela para tentar a fuga.

Os inspetores penitenciários perceberam a atitude suspeita e interromperam o plano de fuga. O traficante, a sua filha e mais sete visitantes foram encaminhados à delegacia. Entre eles, estava uma grávida. Os agentes suspeitam que a máscara e os óculos entraram no presídio com ela, já que gestantes não são revistadas.

Clauvino estava condenado a 73 anos e 10 meses de prisão e tinha outra fuga em seu histórico no sistema penitenciário. Em fevereiro de 2013, Baixinho estava entre os 31 presos que fugiram do Instituto Penal Vicente Piragibe, em Gericinó. Na ocasião, ele conseguiu deixar a unidade pelo esgoto.

Clauvino, o Baixinho, tentou fugir vestido de mulher mas foi descoberto por agentes penitenciários — Foto: Divulgação/Seap

Clauvino, o Baixinho, tentou fugir vestido de mulher mas foi descoberto por agentes penitenciários — Foto: Divulgação/Seap

Clauvino da Silva, em destaque, tentou deixar o presídio de Bangu 3 com uma máscara de silicone — Foto: Montagem sobre foto de Divulgação/Seap

Clauvino da Silva, em destaque, tentou deixar o presídio de Bangu 3 com uma máscara de silicone — Foto: Montagem sobre foto de Divulgação/Seap

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PF deflagra operação contra núcleo financeiro de facção criminosa em sete estados

Por G1 PR e RPC Curitiba

Operação Cravada cumpre 55 mandados de busca e apreensão e 30 mandados de prisão, em sete estados — Foto: Divulgação/PF

Operação Cravada cumpre 55 mandados de busca e apreensão e 30 mandados de prisão, em sete estados — Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (6) uma operação com o objetivo de desarticular o núcleo financeiro de uma facção criminosa com atuação nos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Acre e Roraima.

Foram expedidos 55 mandados de busca e apreensão e 30 mandados de prisão, sendo que 8 deles contra pessoas que cumprem pena em presídios do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Até as 7h30, 18 pessoas foram presas.

Segundo a PF, uma investigação identificou a existência de uma espécie de núcleo financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) dentro da Penitenciária Estadual de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.

De acordo com a polícia, o núcleo é responsável por recolher e gerenciar contribuições para a facção em todo o país. A polícia informou que cerca de 400 contas bancárias controladas pelo grupo foram bloqueadas.

A investigação apontou que os pagamentos eram repassados ao grupo por contas bancárias de maneira intercalada para dificultar o rastreamento. Segundo a PF, cerca de R$ 1 milhão por mês circulavam nas contas mantidas pelo núcleo.

De acordo com a PF, o dinheiro arrecadado era utilizado para a compra de armas e drogas e bancar transporte e estadia de familiares dos presos próximo aos presídios onde os membros do grupo estão detidos.

Segundo a polícia, a comunicação do núcleo era feito por meio de bilhetes levados por parentes dos presos.

De acordo com a PF, o controle das atividades era feito por meio de bilhetes levados por familiares de presos — Foto: Divulgação/PF

De acordo com a PF, o controle das atividades era feito por meio de bilhetes levados por familiares de presos — Foto: Divulgação/PF

Os mandados são cumpridos por 180 agentes em 23 cidades diferentes:

Paraná

  • Piraquara
  • Curitiba
  • São José dos Pinhais
  • Paranaguá
  • Centenário do Sul
  • Arapongas
  • Londrina
  • Umuarama
  • Pérola
  • Tapejara
  • Cascavel
  • Guarapuava

São Paulo

  • São Paulo
  • Praia Grande
  • Itapeva
  • Osasco
  • Itaquequecetuba
  • Hortolândia

Minas Gerais

  • Uberlândia

Mato Grosso do Sul

  • Dourados

Acre

  • Rio Branco

Roraima

  • Boa Vista

Pernambuco

  • Caruaru

A ação foi batizada de Operação Cravada e foi deflagrada em conjunto com o Departamento Penintenciário Federal, Ministério Público do Paraná, Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo e Polícia Militar de São Paulo.

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Nova queda de meteoro é registrada no RS na madrugada neste domingo

Por Matheus Beck, G1 RS

Na madrugada deste domingo (4), por volta das 2h18, foi registrada a queda de um meteoro de magnitude elevada sobre o Rio Grande do Sul. Ele foi flagrado por duas câmeras, em São Leopoldo e em Taquara, e se extinguiu a 70 quilômetros de altitude sobre a costa do estado.

Meteoro é registrado em São Leopoldo  — Foto: Carlos Fernando Jung / Divulgação

Meteoro é registrado em São Leopoldo — Foto: Carlos Fernando Jung / Divulgação

Os registros foram feitos pelo professor Carlos Fernando Jung, diretor científico da Brazilian Meteor Observation Network (Bramon). Este meteoro, segundo o professor, é denominado “bólido” e possuiu uma magnitude (brilho) de -9.8, que é considerada elevada. A nomenclatura se refere aos que possuem uma magnitude igual ou superior a -4, e recebem o nome popular de “bola de fogo” (“fireball”).

“De 1º janeiro até agora, registrei 10.036 meteoros de magnitudes baixa a média sobre o Uruguai, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e uma faixa de São Paulo”, diz o cientista. “Pelas ocorrências já registradas este ano, pode-se considerar um ano atípico. É um fenômeno normal. O que é mais raro são estes de elevadas magnitudes”, acrescenta.

Jung explica ainda que, embora esteja no período da chuva de meteoros “Delta Aquerídeos do Sul”, a análise indica que não pode ser atribuído a esta classe e que seu radiante é desconhecido. Ele esclarece, ainda, que existem várias classes de maior ou menor incidência conforme o período do ano. O que foi registrado nesta madrugada não se enquadrou em nenhuma, o que o torna um fenômeno esporádico.

Os bólidos podem ser seguidos de explosões ou explodirem no final. Neste caso, houve extinção total e não causou risco para a aviação, conforme o professor.

Veja outros casos em 2019:

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