Site publica trechos completos de diálogos atribuídos a Moro e a Deltan

Por G1

Site Intercept publica trechos completos dos diálogos que tinham sido divulgados

Site Intercept publica trechos completos dos diálogos que tinham sido divulgados

O site Intercept publicou na noite desta quarta-feira (12) trechos completos de diálogos que tinha divulgado no domingo (9).

Os diálogos se referem à reportagem cujo titulo é “Chats privados revelam colaboração proibida de Sérgio Moro com Deltan Dallagnol na Lava Jato”, em que, segundo o site, seriam mostrados comportamentos proibidos e antiéticos entre o então juiz e o coordenador da Lava Jato.

O site diz que tomou essa decisão em nome da transparência. E esclarece que publica apenas a íntegra dos diálogos privados que eles consideram relevantes à reportagem. O site adverte que não se trata das conversas completas entre Moro e Dallagnol porque ainda trabalha em outras apurações que têm por base essa íntegra e porque excluiu conteúdo de teor apenas pessoal.

Um exemplo é que no domingo o diálogo referente à libertação de Alexandrino Alencar era assim descrito:

Deltan: “Seria possível apreciar hoje?”

Moro responde: “Não creio que conseguiria ver hoje. Mas pensem bem se é uma boa ideia”

Nove minutos depois, Moro, segundo o Intercept, adverte a Dallagnol: “Teriam que ser fatos graves”.

Hoje o diálogo ganha alguns detalhes a mais sem mudança fundamental de sentido.

11:46:32 Deltan – Caro, STF soltou Alexandrino. Estamos com outra denúncia a ponto de sair, e pediremos prisão com base em fundamentos adicionais na cota. Se Vc puder decidir isso hoje, antes do plantão e de eventual extensão, mandamos hoje. Se não, enviamos segunda-feira. Seria possível apreciar hoje?

11:51:08 Moro – Não creio que conseguiria ver hj. Mas pensem bem se é uma boa ideia.

12:00:00 Moro – Teriam que ser fatos graves

O mesmo procedimento ocorre no detalhamento dos diálogos referentes aos seguintes assuntos:

  • Reclamação de Moro contra recursos do Ministério Público;
  • Reclamação de Moro quanto à demora entre uma operação da Lava Jato e outra;
  • E em reação à sugestão de Moro para investigar uma testemunha sobre troca de titularidade de propriedades relativas ao filho do ex-presidente Lula.

Mas, em meio a estes, há diálogos inéditos que o Intercept não considerou relevante publicar no domingo, como por exemplo uma discussão entre Moro e Dallagnol sobre levantamento de sigilo de um determinado processo.

Nesses diálogos inéditos, o Intercept não aponta nem indica nenhum tipo de irregularidade.

13:32:04 Moro – Na segunda acho que vou levantar o sigilo de todos os depoimentos do FB, ou seja, Fernando Baiano. Não vieram com sigilo, não vejo facilmente risco à investigação e já estão vazando mesmo. Devo segurar apenas um que é sobre negócio da Argentina e que é novo. Algum problema para vcs?

13:38:26 Deltan – Já respondo

14:35:00 Deltan – O pessoal até agora pediu pra manter o sigilo do caso de Pasadena, pois pediremos BA, ou seja, busca e apreensão. Se quiser abrir vista, nós nos manifestamos.

16:03:35 Moro – Já foi aberto vista ontem.

20:30:33 Deltan – Pessoal ta fazendo análise criteriosa e vai pedir de mais alguns depoimentos

20:59:04 Moro – Os deletados (sic) já sabem que são delarados (sic) ha tempo.

(Apesar dos erros de digitação, Moro quis dizer “delatados”.)

21:48:12 Deltan – Mas a divulgação dificulta BA, e especialmente prisão. Eles virão explicar, peticionar, entrarão com HC etc. Falo sem estudar o caso e repassarei sua consideração

(Pasadena é uma refinaria comprada pela Petrobras nos Estados Unidos, com suspeita de superfaturamento.)

Há ainda diálogos em que Deltan detalha a Moro a delação da Odebrecht, elogia a atuação do então juiz, chamando-o de grande brasileiro e pede que ele tenha mais cautela com a sua segurança.

Também nesses diálogos, o site Intercept não aponta nenhuma irregularidade apenas os descreve.

O ministro Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol não se pronunciaram sobre as publicações desta quarta-feira, mas eles têm dito que embora não possam reconhecer a autenticidade e fidedignidade dos diálogos, não há nada neles que seja irregular ou impróprio.

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Produtividade cai 1% no 1º trimestre, pior resultado desde 2016, aponta FGV

Por Marta Cavallini, G1

A produtividade do trabalho caiu 1,1% no primeiro trimestre deste ano em relação a 2018, levando ao pior resultado desde o primeiro trimestre de 2016, quando a queda foi de 2,2%. O estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) analisa a taxa de crescimento da produtividade por hora trabalhada.

A pesquisa destaca que dados do PIB do primeiro trimestre divulgados pelo IBGE tiveram efeito negativo sobre o crescimento da produtividade do trabalho e apontam para uma lenta recuperação do nível de atividade econômica. Em relação ao primeiro trimestre de 2018, o PIB cresceu 0,5%. Já ante o quarto trimestre de 2018, houve queda de 0,2%.Taxa de crescimento da produtividadePor hora trabalhada, em %, em relação a mesmos períodos de anos anteriores

Segundo a FGV, a piora na taxa de crescimento da produtividade por hora trabalhada foi disseminada entre os três grandes setores da economia.

A agropecuária teve queda no crescimento em relação ao 4º trimestre de 2018 – saiu de 2,8% para 0,4%.

No caso da indústria, a queda de 1,2% da produtividade interrompeu uma sequência de 12 trimestres consecutivos de alta.

Segundo a FGV, a produtividade da indústria já havia dado sinais de que estava perdendo fôlego desde o início de 2018, já que a taxa de crescimento havia diminuído de 2% no primeiro trimestre de 2018 para 0,9% no quarto trimestre.Produtividade na indústria

No setor de serviços, houve uma intensificação na piora da produtividade. Após uma queda de 0,8% no quarto trimestre de 2018, a produtividade por hora trabalhada apresentou redução de 1,2% no primeiro trimestre de 2019 em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

O Ibre/FGV aponta que, analisando seu desempenho desde 2014, com o resultado do primeiro trimestre, o setor de serviços acumula o 20º trimestre consecutivo de queda da produtividade por hora trabalhada.Produtividade no setor de serviçosPor hora trabalhada, em %, em relação a mesmos períodos de anos anteriores

Informalidade e subutilização

Uma das explicações para a queda, principalmente no setor de serviços, pode estar no aumento de trabalhadores informais no país. Segundo pesquisa do IBGE, dos quase 2 milhões de pessoas que entraram na população ocupada no último ano, 48% foram da categoria trabalhador por conta própria. Ou seja, a ocupação segue crescendo por conta da informalidade.

Além disso, a população subutilizada atingiu 28,4 milhões, número recorde da série histórica iniciada do IBGE em 2012. No grupo de trabalhadores subutilizados estão, por exemplo, os subocupados ou aqueles fazendo bicos com menos de 40 horas semanais trabalhadas, ou seja, trabalhando menos horas do que gostaria ou em empregos que não são de sua área de formação.

Acumulado de 4 trimestres

No acumulado dos 4 trimestres, a queda da produtividade foi de 0,3% no primeiro trimestre, maior que a registrada no quarto trimestre de 2018 (-0,1%).

Na indústria, a taxa de crescimento da produtividade recuou de 1,4% no quarto trimestre de 2018 para 0,6% no primeiro trimestre de 2019. No setor de serviços a queda se intensificou de 0,7% para 0,8%. Já na agropecuária foi observada uma pequena melhora na taxa de crescimento da produtividade, subindo de 1% para 1,5%.

Os pesquisadores apontam que o setor de serviços tem sido o responsável pela queda da produtividade no período, já que concentra cerca de 70% das horas trabalhadas.

Enquanto a agropecuária e a indústria tiveram taxas positivas de crescimento desde o terceiro trimestre de 2016 (indústria) e primeiro trimestre de 2017 (agropecuária), o setor de serviços apresenta taxas negativas de crescimento desde o terceiro trimestre de 2014.

Cenário econômico precisa melhorar

Os economistas da FGV que assinam a pesquisa, Fernando Veloso, Silvia Matos e Paulo Peruchetti, afirmam que, com a perda de fôlego da recuperação da economia e as sucessivas revisões para baixo no crescimento do PIB, caso não haja uma melhora no cenário econômico, haverá uma intensificação na piora da produtividade por hora trabalhada nos próximos trimestres.

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Nº de calouros com contrato do Fies cai pelo terceiro ano consecutivo e chega a 5,7% do total, diz estudo

Por Ana Carolina Moreno, G1

Em 2014, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) era a principal forma de calouros em cursos de graduação de instituições privadas financiarem sua faculdade. Mas a situação mudou deste então. As novas restrições impostas pelo governo federal fizeram com que a porcentagem de ingressantes com contrato do Fies caísse de 21,3% naquele ano para 5,7% em 2017, segundo dados do “Mapa do Ensino Superior no Brasil 2019”, divulgado nesta quinta-feira (13) pelo Semesp, um dos sindicatos nacionais de mantenedoras de universidades e faculdades particulares.

A maior parte dos dados compilados no estudo usou como base as estatísticas do Censo da Educação Superior divulgadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), e foi analisada pelo Sistema de Informações do Ensino Superior Particular (Sindata), desenvolvido pelo Semesp.

No caso do financiamento do ensino superior privado, os dados do estudo se referem apenas aos estudantes que ingressaram nas universidades no ano de referência, e não ao total de alunos matriculados.

“A porcentagem de ingressantes com bolsas provenientes de crédito próprio das IES vem registrando crescimento também desde 2015, o que demonstra que, com as alterações no FIES, as IES optaram em conceder mais bolsas com crédito próprio”, diz o estudo.

Crédito na faculdade x empréstimo bancário

Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp, explicou ao G1 que, com o Fies mais restrito, as próprias faculdades acabam se tornando a opção de financiamento mais vantajosa para os estudantes.

“Sem dúvida foi a alternativa que mais cresceu depois da queda do Fies. E para o aluno pode até ser melhor mesmo”, disse. Segundo ele, a principal vantagem é que a instituição de ensino não é uma instituição financeira e, portanto, não cobra juros. “Ele só paga o valor da mensalidade vigente da época.”

Em geral, os créditos costumam cobrir cerca de 70% da mensalidade. “[O estudante] paga 30% durante o curso e 70% após formado”, afirmou Capelato. “Paga em quatro anos sem juros, porque não é instituição financeira”, completou ele. Para o diretor, esse é o motivo pelo qual o chamado crédito próprio “voltou como alternativa” depois da retração do Fies.

“A questão é que as instituições têm um limite. Elas não têm um fôlego financeiro que um fundo do Fies tinha”, afirmou Capelato, do Semesp.

Histórico de mudanças do Fies

O Fies existe desde 2001, mas foi só em 2010, quando o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) passou a operar o fundo, que ele cresceu exponencialmente. Além da Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil também passou a atuar como agente financeiro do Fies, e a taxa de juros, que chegava a 6,5% ao ano, para estudantes de alguns cursos, foi reduzida a 3,4% ao ano para todos os cursos. Além disso, não havia um período limite de inscrições ou um número limite de vagas oferecidas por semestre.

O resultado foi um aumento de quase dez vezes no número de novos contratos em cinco anos, de cerca de 76,2 mil para aproximadamente 730 mil, segundo dados do FNDE.

freio da expansão do Fies começou em julho de 2015, durante o governo de Dilma Rousseff, com restrição da oferta de vagas, reajuste na taxa de juros e novas exigências para os candidatos, inclusive com maior limitação do teto de renda familiar.

Novo Fies

Em 2017, a gestão de Michel Temer editou uma medida provisória para alterar mais uma vez as regras do programa, que passou a ser chamado de Novo Fies.

Com as mudanças, o programa passou a ter três modalidades diferentes, sendo que uma delas teria taxa de juros zero e seria destinada apenas a estudantes de baixa renda, enquanto outra teria juros de cerca de 3%, e uma terceira, chamada de P-Fies, seria gerida diretamente por bancos privados.

Nos semestres seguintes, o número de novos contratos caiu. Em 2018, segundo o “Mapa do Ensino Superior”, com base em dados do FNDE, o Fies fechou 82 mil novos contratos e estima-se que outros 2 mil por meio do P-Fies.

O estudo mostra ainda que, atualmente, 2,26 milhões de estudantes têm contratos ativos do Fies, sendo que 511 mil não fizeram o aditamento semestral do contrato (a prorrogação obrigatória dele) durante os dois semestres anteriores, e são considerados “evadidos”.

Para 2019, foram oferecidas 100 mil vagas a juro zero, mas um problema no sistema dificultou o fechamento de novos contratos. Até 10 de abril, apenas 16% das vagas oferecidas chegaram a se tornar novos contratos assinados entre as partes.

Enquanto isso, os contratos que já foram finalizados e estão na fase da amortização – quando o ex-aluno paga de volta o valor emprestado – seguem com inadimplência alta. O valor devido chega a mais R$ 2 bilhões, de um total de R$ 11,2 bilhões que os universitários ainda devem ao governo federal.

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Petrobras deverá trabalhar com reajustes de preços mais espaçados, diz diretora

Por Reuters

A Petrobras deverá trabalhar com reajustes dos preços de combustíveis mais espaçados, afirmou à Reuters nesta quinta-feira (13) a diretora executiva de Refino e Gás Natural, Anelise Lara, que ressaltou acreditar que a sociedade brasileira já entende melhor a política de preços da petroleira estatal.

A afirmação vem após a companhia ter anunciado na véspera uma revisão em suas regras sobre periodicidade das mudanças das cotações. A partir de agora, os reajustes de preços de diesel e gasolina serão realizados sem periodicidade definida.

Segundo a empresa, as alterações ocorrerão de acordo com as condições de mercado e da análise do ambiente externo, possibilitando a companhia competir de maneira mais eficiente e flexível.

“A ideia é não ter periodicidade. Já aprendemos que reajustes diários são ruins. Então vamos trabalhar com reajustes mais espaçados, mas não necessariamente a cada 15 dias”, disse a diretora, em uma conversa por telefone.

Em março, em meio a altas do preço do diesel no mercado internacional e ameaças de uma nova greve dos caminhoneiros, a Petrobras havia criado uma regra que impedia que o combustível fóssil fosse alterado nas refinarias em intervalos inferiores a 15 dias.

A revisão da política ocorre, agora, em meio a uma queda nos preços do petróleo e a um real mais forte frente ao dólar, fatores que interferem na decisão da Petrobras. Após anunciá-la a empresa reduziu em 4,6% o preço do diesel.

Questionada se a política de preços poderá mudar de novo se o barril do petróleo voltar a subir, Anelise Lara afirmou: “Não acredito. Acho que a sociedade também já entende melhor essa política de preços”.

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Incêndio atinge Hospital das Clínicas, em Salvador

Por G1 BA

Incêndio atinge parte do Hospital das Clínicas, em Salvador

Incêndio atinge parte do Hospital das Clínicas, em Salvador

Um incêndio atingiu parte das instalações do Hospital Universitário Professor Edgard Santos, conhecido como Hospital das Clínicas, em Salvador, na manhã desta quinta-feira (13). Não há registro de feridos, nem o que provocou as chamas.

O Corpo de Bombeiros conseguiu controlar incêndio, mas permanece com trabalho na área.

Conforme informações preliminares da assessoria de imprensa da unidade de saúde, o fogo começou em um laboratório localizado no sexto andar do prédio. Entretanto, não há detalhes do horário em que as chamas começaram. O incêndio foi notado por moradores da região do hospital, por volta das 7h20.

Devido a grande quantidade de fumaça, pacientes de enfermarias que ficam no quarto andar, mais próximo ao local do incêndio, foram realocados em outras enfermarias do hospital que ficam no primeiro e segundo andar .

Alguns pacientes saíram do hospital e aguardaram a atuação dos bombeiros do lado de fora da unidade de saúde.

O trânsito está lento na região. Segundo a Transalvador, não há interdição no tráfego. No entanto, alguns motoristas reduzem a velocidade quando passam pelo local, o que provoca uma retenção no trânsito.

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Idosa morre cinco minutos depois do marido em hospital de Passo Fundo

Por Joyce Heurich e Cintia Furlani, G1 RS e RBS TV Passo Fundo

Neta escreveu texto em homenagem aos avós — Foto: Reprodução/Facebook

Neta escreveu texto em homenagem aos avós — Foto: Reprodução/Facebook

Dois idosos que estavam juntos há mais de 50 anos faleceram quase ao mesmo tempo em um hospital de Passo Fundo, no Norte do Rio Grande do Sul. Conforme o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), Delvino Zanco, de 74 anos, morreu às 9h25 de segunda-feira (10), e Maria Soleni Zanco, de 72 anos, cinco minutos depois. O casal foi sepultado nesta terça-feira (11).

“Eu já tenho 12 anos de formado, e foi a primeira vez que aconteceu um fato muito interessante como esse”, reconhece o médico Adriano Lubini, que acompanhava a situação da Maria.

“Casados há tanto tempo e morrerem com tão pouco tempo de diferença… O casal partiu praticamente junto”, acrescenta o médico.

Delvino estava internado desde 31 de maio. Ele tinha leucemia. Já a esposa tinha um histórico de três acidentes vasculares cerebrais (AVC) e deu entrada no hospital, com algumas complicações, no dia 6 de junho. Ela faleceu por conta de uma pneumonia.

“Eles estavam internados em quartos diferentes, eram próximos um ao outro, mas quartos diferentes. Então, não teria como saber o que estava acontecendo”, observa o médico Adriano Lubini, que acompanhava a situação da Maria.

Os dois já eram aposentados. Anos atrás, Delvino trabalhava como pedreiro, e Maria, como cuidadora de idosos. Um dos filhos, que morava com o casal, conta que eles gostavam de tomar chimarrão na frente de casa e que eram muito companheiros um do outro.

“Saíam de mãos dadas, nas festas de aniversário, sempre juntos, um levando o outro”, lembra o filho Valdecir Zanco.

“Era um casal que estava sempre sorrindo, não se queixava de nada. A mãe nunca se queixou. O pai era tipo o ‘palhaço’ da família”, brinca Valdecir.

Antes de partir, Delvino contagiou a equipe do hospital com sua alegria. “O pai fazia piada com todo mundo no hospital. Ele dizia que queria comer costelinha de porco. O pai era bem divertido, brincava com todo mundo”, relata o filho, que se revezava com a irmã no acompanhamento dos pais no hospital.

O casal deixa três filhos, quatro netos e dois bisnetos.

‘Foi uma emoção’, diz enfermeira

Delvino e Maria estavam internados no mesmo corredor, mas em quartos diferentes — Foto: Reprodução/RBS TV

Delvino e Maria estavam internados no mesmo corredor, mas em quartos diferentes — Foto: Reprodução/RBS TV

Assim como para o médico, a despedida também foi surpreendente para a enfermeira que acompanhou os últimos momentos da família. Com 24 anos de profissão, Rosane Dolci se viu diante de uma situação inédita e de muita emoção.

Ela ficou muito próxima de uma das filhas do casal, que visitou os pais na manhã de segunda-feira. Segundo a enfermeira, a filha já pressentia que os dois partiriam juntos.

“A filha, naquele momento, quando viu que a mãe não estava nada bem, me disse: ‘Meu pai também está ruim, eu já estou me preparando, mas eu sei que se um dia acontecer alguma coisa, os dois vão partir juntos. Eu estou sentindo que um está esperando o outro’. Aquilo me deu um choque”, conta Rosane.

A enfermeira relata que, pouco antes do falecimento do pai, a filha foi até o quarto visitá-lo. Assim que Delvino partiu, as duas se abraçaram, emocionadas, e, em seguida, Rosane se dirigiu ao quarto de Maria. Quando chegou, a paciente, que estava acompanhada de uma médica, dava o último suspiro.

“Foi uma emoção, eu chorei, pelo fato de ver a filha naquela situação, com o pai e a mãe no mesmo momento”, lembra a enfermeira.

“O meu setor, os funcionários, todo mundo ficou abalado, mas era o momento dos dois. Nenhum sofreu com a morte do outro”, conclui a enfermeira.

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Criminosos reconstroem muro na Cidade de Deus e usam de proteção para atirar contra policiais

Por Genilson Araújo, Bom Dia Rio

Bandidos se enfileiram atrás de barreira na Cidade de Deus — Foto: Reprodução/TV Globo

Bandidos se enfileiram atrás de barreira na Cidade de Deus — Foto: Reprodução/TV Globo

Criminosos da Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio, e policiais militares se envolveram em uma intensa troca de tiros no início da manhã desta quarta-feira (12). O confronto, flagrado pelo Globocop, foi ao ar durante o Bom Dia Rio a partir das 6h40.

Nas imagens, homens armados de pistolas e fuzis se abrigavam atrás de um muro e usavam buracos para disparar contra um veículo blindado da PM que tentava se aproximar. Essa barreira já havia sido demolida pelos militares, mas foi reerguida.

Foram cerca de 30 minutos de tiroteio. Às 7h10, os criminosos recuaram para uma área de mata. Às 7h15, um helicóptero da PM chegou para dar apoio aos militares em terra.

Helicóptero da Polícia Civil sobrevoa a Cidade de Deus durante confrontos entre criminosos e policiais — Foto: Reprodução/ TV Globo

Helicóptero da Polícia Civil sobrevoa a Cidade de Deus durante confrontos entre criminosos e policiais — Foto: Reprodução/ TV Globo

Tática de revezamento

Atrás da barreira, criminosos se revezavam nos disparos contra a equipe policial. Alguns tiros atingiram o muro, levantando uma pequena fumaça de concreto.

A construção é utilizada pelos bandidos para se esconder e monitorar a movimentação das equipes policiais na comunidade. Foi reerguida pelos criminosos depois de ser destruída por agentes do mesmo batalhão em outra operação na Cidade de Deus.

De acordo com as primeiras informações, a operação tem como objetivo remover residências irregulares na comunidade, mas, com a chegada das equipes policiais, houve confronto.

Segundo o aplicativo Onde Tem Tiroteio, já havia registro de disparos nas localidades Karatê, 15 e 69 na comunidade por volta das 5h50.

Criminosos se revezam no tiroteio na Cidade de Deus — Foto: Reprodução/TV Globo

Criminosos se revezam no tiroteio na Cidade de Deus — Foto: Reprodução/TV Globo

Outros flagrantes

A Cidade de Deus é uma das áreas mais conflagradas da cidade. O Globocop flagrou diversos outros confrontos – alguns no mesmo muro do tiroteio desta quarta.

No dia 30 de maio, um homem com tornozeleira eletrônica foi visto em um grupo de 30 criminosos fortemente armados que se movimentava pela comunidade.

Ao mesmo tempo, um veículo blindado da PM tentava se aproximar, mas barricadas fincadas pelo tráfico dificultava o acesso. Em alguns momentos, policiais tinham de sair do Caveirão para remover estacas do asfalto.

Barricada de trilhos e concreto impede passagem de veículo blindado da PM — Foto: Reprodução/TV Globo

Barricada de trilhos e concreto impede passagem de veículo blindado da PM — Foto: Reprodução/TV Globo

Quinze dias antes, outro flagrante, desta vez na saída de um baile funk. Imagens do Globocop mostraram criminosos armados andando tranquilamente por ruas da localidade conhecida como Caratê. Nas imagens, eles passam por moradores e até estudantes a caminho da escola.

Moradores denunciaram em março que milicianos tentavam expulsar os traficantes para assumir o controle da comunidade e reclamavam de tiroteios constantes. Um intenso tiroteio deixou ruas bastante movimentadas praticamente desertas. Com medo, motoristas chegaram a abandonar os carros no meio da rua.

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Supermercado explode e pega fogo na Zona Sul de SP

Por Bom Dia SP

Incêndio atinge supermercado na Vila Sônia, na Zona Sul de SP — Foto: Reprodução/TV Globo

Incêndio atinge supermercado na Vila Sônia, na Zona Sul de SP — Foto: Reprodução/TV Globo

Uma explosão provocou um incêndio em um supermercado na região da Vila Sônia, na Zona Sul de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (12). Um homem de 50 anos ficou ferido e teve 50% do corpo queimado, segundo os bombeiros.

Com a explosão, o imóvel, localizado na Rua Silvio Dante Bertacchi, altura do número 970, ficou destruído. Informações preliminares indicam que a explosão ocorreu após um vazamento de gás.

O telhado caiu no chão e pelo menos um pavimento cedeu, segundo informações do Bom DIa SP. Por volta das 6h30, as chamas do incêndio estavam intensas.

A vítima, que estava no segundo andar do imóvel no momento da explosão, foi resgatada e levada ao hospital pelo helicóptero do Corpo de Bombeiros.

Cinco viaturas dos bombeiros tentam combater as chamas. As causas da explosão ainda são desconhecidas.

A via no entorno do estabelecimento ficou bloqueada. A região é, principalmente, residencial e há muitas casas perto do local.

Por volta de 7h20, os bombeiros tentavam resfriar o local para evitar o surgimento de novos focos de incêndio.

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Cade e Petrobras assinam acordo que prevê venda de oito refinarias da estatal

Por Laís Lis, G1 — Brasília

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Petrobras assinaram nesta terça-feira (11) o Termo de Compromisso de Cessação (TCC) proposto para encerrar uma investigação por suposto abuso econômico da estatal no mercado de refino de petróleo. A Petrobras tem até o fim de 2021 para fazer a venda das refinarias.

Os termos do TCC foram aprovados pelo tribunal do Cade por maioria dos votos na sessão desta terça. O acordo encerra a investigação no Cade, mas não configura confissão de culpa da Petrobras.

A proposta, apresentada pela Petrobras para encerrar a investigação, prevê a venda de oito das 13 refinarias da empresa.

As oito refinarias que constam no acordo são as mesmas cujas vendas o Conselho de Administração das Petrobras aprovou em abril. Essas refinarias totalizam capacidade de refino de 1,1 milhão de barris por dia. São elas:

  • Refinaria Abreu e Lima
  • Unidade de Industrialização do Xisto
  • Refinaria Landulpho Alves
  • Refinaria Gabriel Passos
  • Refinaria Presidente Getúlio Vargas
  • Refinaria Alberto Pasqualini
  • Refinaria Isaac Sabbá
  • Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste

O acordo também prevê que algumas refinarias não poderão ser adquiridas por um mesmo comprador ou empresas:

  • Refinaria Landulpho Alves e Refinaria Abreu e Lima;
  • Refinaria Presidente Getúlio Vargas e Refinaria Alberto Pasqualini;
  • Refinaria Gabriel Passos e Refinaria Landulpho Alves.

Argumentos

Os conselheiros contrários ao acordo argumentaram que o Cade não tem condições de avaliar se a venda das oito refinarias será suficiente para garantir a concorrência no setor.

O presidente do Cade, Alexandre Barreto de Souza, afirmou que, apesar dos votos contrários, mantém o entendimento de que o acordo é uma “vitória” para a defesa da concorrência.

Concorrência

Mais cedo, durante audiência na Câmara dos Deputados, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, defendeu a venda de refinarias da empresa para ampliar a concorrência no mercado.

Na audiência, Castello Branco afirmou que o fato de a Petrobras deter 98% do mercado de refino no país cria situações “absurdas”, como a falta de gasolina de aviação porque a refinaria da empresa parou para manutenção.

“Isso é um absurdo, não pode acontecer, mas aconteceu porque, no fundo, tem uma empresa que detém esse monopólio. Monopólio é inaceitável em uma sociedade livre”, disse. “Esse problema não se verificaria se houvesse competição no Brasil. A Petrobras não seria o único fornecedor de gasolina de aviação, não ficaríamos na dependência de uma única refinaria e esse problema não aconteceria”, afirmou.

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Museu Nacional recebe teto provisório e terá apoio da Itália para recuperação de acervo

Por Daniel Silveira, G1 Rio

O Museu Nacional, destruído por um incêndio em setembro do ano passado, já tem um teto provisório. A estrutura foi feita com um material metálico. Além disso, o museu contará com a colaboração do governo italiano para recuperação do acervo.

O Ministério de Cultura da Itália anunciou a colaboração com o Brasil, que inclui desde o trabalho técnico até o empréstimo das peças. Já a nova cobertura irá garantir o trabalho de reforço nas paredes do prédio, e também na construção do teto definitivo.

A Itália enviará ao Rio, em condição de empréstimo por longo prazo, uma seleção de peças que serão expostas no Museu Nacional quando ele estiver pronto para a reabertura. Até lá, a exposição será instalada na Sala Roma do Consulado Geral da Itália, no Centro do Rio.

Além do empréstimo das peças, o Ministério da Cultura italiano irá colaborar na restauração de uma Koré, uma importante estátua feminina grega, que foi encontrada em 1853 em um túmulo na Itália e fazia parte do acervo do Museu Nacional. A estátua acabou quebrada no incêndio.

“Como é notório, no Museu Nacional era preservada a preciosa coleção arqueológica que a imperatriz Teresa de Bourbon trouxe como dote de seu casamento com o imperador Pedro II do Brasil. Quase todo este acervo foi destruído no trágico acidente”, destaca nota do Instituto Italiano de Cultura.

Estátua grega quebrada durante incêndio no Museu Nacional será restaurada com apoio de técnicos italianos — Foto: Instituto Italiano di Cultura/Divulgação

Estátua grega quebrada durante incêndio no Museu Nacional será restaurada com apoio de técnicos italianos — Foto: Instituto Italiano di Cultura/Divulgação

Estão envolvidos no acordo de colaboração o Parque Arqueológico de Herculano e o Museu Arqueológico de Napoli.

Simpósio internacional

A cooperação da Itália na recuperação do acervo do Museu Nacional será confirmada no dia 19 de junho, quando acontece no Rio o Simpósio internacional “O museu como laboratório: entre memória, sustentabilidade e inovação”.

Organizado pelo Instituto Italiano de Cultura, o evento contará com a participação da vice-ministra da Cultura da Itália, Lucia Borgonzoni, e de uma delegação de profissionais de importantes museus da Itália.

Também participarão do simpósio diretores e curadores dos principais museus do Brasil e da Itália, além de gestores e empreendedores da cultura dos dois países.

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