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Criminosos vendem dados pessoais pela internet utilizando cadastros de órgãos oficiais

Reportagem do jornal ‘Folha de S. Paulo’ revela que os criminosos vendem as informações reunidas em painéis através de um login e senha por valores de até R$ 50 por semana.

Por Jornal Nacional

Dados sigilosos dos cidadãos estão à venda na internet

Dados sigilosos de milhões de brasileiros estão sendo vendidos ilegalmente na internet. As informações fazem parte de cadastros de órgãos oficiais.

Comprar e vender dados pessoais é crime. Mas o comércio de informações de milhões de brasileiros está explícito na internet para quem quiser ver.

Uma reportagem do jornal “Folha de S. Paulo” revelou que os criminosos oferecem informações que constam no cadastro do SUS, na Secretaria Nacional de Trânsito, na Receita Federal, no INSS, na financeira Boa Vista e até no Sistema Nacional de Armas da Polícia Federal. Quem paga o valor mensal pode criar um login e senha para ver os dados, reunidos em painéis.

A TV Globo localizou o site onde ocorre a venda. É possível conseguir nome, CPF, RG, título de eleitor, endereço, e ainda dados de veículos, como placa do carro, chassi e renavam. O serviço ilegal custa R$ 50 para uma semana de acesso. O pacote mais caro sai por R$ 200 e permite a consulta durante um mês.

A reportagem entrou em contato com o celular que aparece no site onde o criminoso oferece os pacotes. E para comprovar que os dados estão atualizados, ele disponibiliza um login e senha que dão acesso aos dados por um período de teste. O material não foi acessado pela reportagem.

Apesar de se tratar de um crime, as negociações com os interessados acontecem nas redes sociais e por aplicativos de mensagem. Esse não é exatamente um tipo de crime novo. É que agora ele saiu das ruas e foi para o território livre da internet.

Em 2010, a TV Globo mostrou a venda de CDs com dados pessoais em uma rua de comércio popular, no Centro de São Paulo.

A “Folha de S. Paulo” visitou dois painéis e usou dados de voluntários e empresas que, por segurança, não serão identificados. Segundo o jornal, todas as informações procuradas foram encontradas.

Ainda de acordo com o jornal, os criminosos dizem que puxam os dados usando logins de funcionários públicos e conseguem até estimar valores de empréstimos a serem liberados para as vítimas. Em alguns casos, pessoas que já morreram.

“Esse incidente demonstra que a cibersergurança no pais está sendo negligenciada. Esse vazamento é resultado de anos e anos de negligência da cibersegurança no Brasil. Dados que foram sendo vazados de todos os lugares acabaram sendo consolidados por esses criminosos, que lucram com a venda desses dados na internet”, diz Ronaldo Lemos, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade.

Segundo Paulo Vidigal, advogado especialista em crimes digitais, quem fornece essas informações pessoais às quadrilhas também comete crime.

“A gente tem desde aí o tipo penal previsto no artigo 153, que é a divulgação de segredo, né. A gente pode ter também a incidência do artigo 154ª, que trata da invasão de dispositivo informático; o artigo 325 que fala da violação de sigilo funcional, permitindo assim que se acesse então aquele sistema restrito a uma organização, para que você obtenha então essas informações”, explica Paulo.

Em nota, a Polícia Federal disse que não houve “megavazamento de dados”, mas sim um acesso ao sistema mediante login e senha de usuário, de maneira indevida e não decorrente de falha técnica. E que o fato está sendo apurado.

Segundo o INSS, não foi identificado vazamento de dados, mas será realizada uma investigação. A Secretaria Nacional de Trânsito afirmou que, se confirmada a denúncia de venda de dados, trata-se de prática criminosa, que deverá ser investigada pelas autoridades policiais.

A financeira Boa Vista afirmou que não houve qualquer acesso indevido a sistemas e bases de dados sob a sua responsabilidade. E que a divulgação, o compartilhamento e a revenda de informações a terceiros são proibidos. O Ministério da Saúde e a Receita Federal não responderam aos nossos questionamentos.

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“Não vou desistir, mas não ficarei insistindo”, diz Lucia Hippolito

TOPO

Por Mariza Tavares

Blog Mariza Tavares / g1

Jornalista, mestre em comunicação pela UFRJ e professora da PUC-RIO, Mariza escreve sobre como buscar uma maturidade prazerosa e cheia de vitalidade.

Em 2022, completará uma década que a comentarista política foi vítima da síndrome de Guillain-Barré, doença que a deixou sem movimentos

Rio de Janeiro

Conheci Lucia Hippolito na década de 1990, quando dava aulas de História sobre o período republicano para os jornalistas de “O Globo”, e eu não perdia uma. Em 2002, quando me tornei diretora da CBN, a convidei para fazer o quadro “Por dentro das eleições” – era o ano que consagraria Lula nas urnas. Ela seria uma espécie de “professora” dos ouvintes, mas foi muito além de todas as expectativas. O magistério ficou para trás e a migração para o jornalismo foi um sucesso: primeiro, como comentarista de diversos veículos, com destaque para a participação no grupo das “Meninas do Jô”; em seguida, tornando-se âncora de rádio, à frente do programa “CBN Rio”.

Em 2012, vivia sua melhor fase profissional. Em abril, em viagem de férias a Paris, cidade que costumava visitar duas vezes por ano, estava de malas prontas para voltar quando perdeu completamente os movimentos – ali começava uma jornada de provações que completará uma década. Lucia foi vítima de uma forma gravíssima da síndrome de Guillain-Barré, doença autoimune que afeta os grupos musculares. Atendida no centro hospitalar universitário Salpêtrière, um dos maiores da França, foi transferida para uma unidade do Instituto Pasteur especializada na enfermidade. Foram três meses de internação, sendo que 48 dias intubada, tendo o marido, o educador e empresário Edgar Flexa Ribeiro, ao seu lado o tempo todo. “Como eu só movimentava os olhos, Edgar providenciou um cartaz onde escreveu as letras e eu ia piscando para formar palavras e frases”, lembra. No delicado voo de retorno, um médico e um enfermeiro brasileiros a acompanharam e houve necessidade de um equipamento para fazer os pulmões funcionarem.

Pacientes acometidos com a síndrome costumam levar meses para se recuperar. De acordo com o Ministério da Saúde, apenas 15% não apresentam qualquer sequela, mas uma porcentagem pequena, entre 5% e 10%, manifestam um quadro incapacitante. Esse foi o caso de Lucia que, tetraplégica, ficou presa a uma cadeira de rodas. Quase um ano e meio de fisioterapia de ponta na Rede Sarah, em Brasília, a fez retomar, temporariamente, o movimento parcial das mãos. Eu a visitei há cerca de dez dias em seu apartamento, na Zona Sul carioca, onde três cuidadoras se revezam – “Monique, Dina e Patrícia são minhas pérolas”, afirma. Aos 71 anos, sua rotina se divide entre sessões de fisioterapia, física e respiratória, e fonoaudiologia, para ajudar com as dificuldades de deglutição. Semanalmente, recebe uma injeção de antibiótico, para prevenir infecções oportunistas, já que passa boa parte do tempo deitada. “Foram sete idas ao hospital nos últimos seis meses, mas consigo sair para comprar as orquídeas que enfeitam a casa”, diz. Não usa mais a sonda para nutrição enteral e se permite alguns pequenos prazeres gastronômicos. Vem relendo clássicos como “Ilíada” e “Odisseia”, tem preferência por séries históricas e acompanha o noticiário político pela televisão.

Relata que mergulhou em longos períodos de depressão, mas atingiu um patamar de serenidade: “eu estava conseguindo segurar uma taça de vinho, mas, depois de uma internação causada por uma pneumonia, as mãos se atrofiaram novamente. Agora tomo vinho com canudinho. Também desenvolvi uma insuficiência cardíaca mas, se tudo der certo, em fevereiro eu e Edgar vamos comemorar 50 anos de casados. Tenho muito orgulho da minha vida, do que construí. Fui professora, servidora pública e a primeira mulher a ser chefe de gabinete da presidência do IBGE. Lutei contra a ditadura e pelas Diretas Já, fui jornalista e radialista. Não me arrependo do que fiz, nem do que não fiz. Gostaria de visitar Paris uma última vez, mas sei que isso não será possível. Mas, para o hospital, não voltarei. Decidi que não vou desistir, mas não ficarei insistindo”.

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Auxílio Brasil: com revisões cadastrais contínuas, famílias poderão ter benefício suspenso ou cancelado; entenda

Beneficiários passarão por verificação periódica das informações registradas no Cadastro Único; auxílio pode ser cancelado caso as informações checadas não atendam aos requisitos do programa.

Por g1

Os beneficiários do Auxílio Brasil passarão por revisões cadastrais que podem suspender ou cancelar o benefício.

De acordo com as regras do programa, os beneficiários passarão pelas seguintes avaliações:

  • Averiguação cadastral: verificação periódica da consistência das informações registradas no Cadastro Único (CadÚnico), que avaliará se o beneficiário atende às condições de elegibilidade para recebimento dos benefícios;
  • Revisão cadastral: verificação periódica das informações socioeconômicas das famílias beneficiárias com os dados constantes no CadÚnico, para avaliar a continuidade do recebimento dos benefícios;
  • Revisão de elegibilidade: verificação das informações utilizadas para manutenção do pagamento do benefício.

Revisão cadastral

O Ministério da Cidadania realizará anualmente a revisão cadastral das famílias beneficiárias. Serão convocadas para essa reavaliação as famílias que estejam com o CadÚnico com mais de dois anos sem atualização.

No entanto, não será incluída na listagem da revisão cadastral a família beneficiária que tenha sido convocada para averiguação cadastral de suas informações (leia mais abaixo).

As famílias poderão saber se estão na lista de revisão cadastral por meio de mensagens nos comprovantes de pagamento dos benefícios ou nos postos da prefeitura que cuidam do Cadastro Único.

Se o beneficiário não fizer a revisão cadastral no prazo estipulado, poderá ter o benefício bloqueado e, posteriormente, cancelado.

Averiguação cadastral

Será realizada ainda a qualificação cadastral de famílias beneficiárias. Nesse caso, a convocação das famílias será feita a partir das informações da averiguação cadastral que mostrem inconsistências em relação ao que consta no CadÚnico.

As famílias poderão saber se estão na lista de qualificação cadastral por meio de mensagens nos comprovantes de pagamento dos benefícios ou nos postos da prefeitura que cuidam do Cadastro Único.

A família beneficiária convocada para a qualificação cadastral deverá se apresentar ao município no prazo estipulado, sob pena de bloqueio e cancelamento imediatos do benefício.

Revisão de elegibilidade

Será realizada ainda a revisão de elegibilidade de famílias beneficiárias, que é a verificação das informações utilizadas para manutenção do pagamento do benefício.

Nesse caso, o procedimento será realizado a partir da verificação mensal das informações do Cadastro Único, como composição familiar e renda, ou se forem encontradas inconsistências nos dados, como consequência da averiguação cadastral.

Quem tiver os registros excluídos do CadÚnico deixará de receber o benefício.

Beneficiário pode entrar com recurso

O responsável familiar poderá apresentar recurso ao coordenador municipal do Auxílio Brasil em caso de suspensão ou cancelamento do benefício.

O prazo para a interposição dos recursos é de 30 dias, contados a partir da primeira tentativa de saque do benefício pelo responsável familiar, ocorrida depois do bloqueio, suspensão ou cancelamento realizado.

O coordenador municipal deve deliberar sobre o recurso apresentado no prazo de 30 dias, contados da data do registro de entrada no protocolo municipal.

Quem vai receber?

Nos meses de novembro e dezembro, o Auxílio Brasil será pago a quem já era beneficiário do Bolsa Família – exceto aqueles que, ao longo do mês de outubro, tenham deixado de atender as regras do próprio bolsa. Serão cerca de 14,5 milhões de beneficiários. O valor médio neste mês será de R$ 224,41 por família.

Quem recebeu o Auxílio Emergencial, mas não recebia Bolsa Família, não está automaticamente incluído no Auxílio Brasil.

Quem ainda não recebia Bolsa Família, mas está inscrito no Cadastro Único e atende os requisitos do programa, poderá ser incluído nos próximos meses, mas não há garantias nem prazos. O Ministério da Cidadania promete adicionar mais 2,4 milhões de beneficiários em dezembro.

Quem ainda não está no CadÚnico precisa se inscrever para ser considerado para o programa. Veja aqui como se inscrever.

EM RESUMO:

  • Se já tinha o Bolsa Família: Auxílio Brasil será pago automaticamente este mês
  • Se está no CadÚnico, mas não recebia o Bolsa Família: vai para a lista de reserva, e pode receber o Auxílio Brasil no futuro, caso se enquadre nas regras do programa
  • Se não está no CadÚnico: é preciso buscar um Cras para registro, sem garantia de receber

Calendário de pagamentos

O pagamento do Auxílio Brasil, assim como era com o Bolsa Família, será feito pelo dígito final do NIS dos beneficiários.

Calendário do Auxílio Brasil  — Foto: Economia g1

Calendário do Auxílio Brasil — Foto: Economia g1

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Fazendeira conta como convenceu caseiro suspeito de matar mulher, enteada e vizinho a se entregar: ‘apontou arma, mas eu pedi calma’

Crime aconteceu no dia 28 de novembro e, desde então, ele estava sendo procurado pela polícia. Cinda Mara fala que Wanderson chegou a dar voz de assalto a ela.

Por Jamyle Amoury, Millena Barbosa e Honório Jacometto, g1 Goiás e TV Anhanguera

Mulher conta como convenceu caseiro Wanderson a se entregar para a polícia

Uma fazendeira contou com exclusividade à TV Anhanguera como convenceu o caseiro Wanderson Mota Protácio, de 21 anos, suspeito de matar a mulher grávida, a enteada e um fazendeiro, a se entregar à polícia na manhã deste sábado (4), em Gameleira de Goiás (veja acima). O crime aconteceu no dia 28 de novembro e, desde então, ele estava foragido.

“Eu estava dormindo e meu marido havia saído para pegar leite. Ele bateu na janela, apontou a arma para mim, falou que era um assalto e que ia me matar. Eu pedi calma, falei pra ele ficar tranquilo que eu iria ajudá-lo”, contou Cinda Mara.

Ela disse ainda que precisou ficar calma durante todo o tempo. “Eu agi com a maior naturalidade que você possam imaginar. Eu tive que ser bem fria, tive que usar a frieza”, disse.

Fazendeira Cinda Mara ao lado de Wanderson  Mota Protácio — Foto: Reprodução

Fazendeira Cinda Mara ao lado de Wanderson Mota Protácio — Foto: Reprodução

Cinda conta que, após conseguir acalmar Wanderson, ele chegou a tomar café e vestir uma camisa. Ela disse que conseguiu chamar o marido, que o colocou o suspeito no carro e o levou até os policiais. A fazendeira chegou a tirar uma foto com Wanderson antes da prisão dele (veja acima).

“Ele pediu bolacha, estava tremendo demais porque estava com muito frio. A gente deu uma blusa para ele vestir, aí ele vestiu a blusa. Sentei na frente dele e pedi para me olhar nos olhos. Ele estava com revólver, estava carregado, cheio de bala”, contou.

A fazendeira foi conduzida a prestar depoimento na delegacia de Anápolis, a 55km de Goiânia, local onde Wanderson se encontra preso na manhã deste sábado.

Caseiro suspeito de matar a mulher grávida, enteada e fazendeiro se entrega à polícia

O caseiro Wanderson Mota Protácio se entregou à polícia na manhã deste sábado, em Gameleira de Goiás. Imagens mostram ele algemado e policiais o segurando em caminho à delegacia (veja acima).

Em nota, a Polícia Civil de Goiás confirmou a prisão de Wanderson Mota e informou que mais detalhes sobre o caso será repassado em uma coletiva de imprensa, que será realizada às 10h deste sábado, na Delegacia Regional em Anápolis.

Crimes

Os três assassinatos aconteceram em Corumbá de Goiás, no Entorno do DF. Segundo a Polícia Civil, primeiro, o suspeito matou a mulher dele que estava grávida, Ranieri Aranha Figueiró, de 21 anos, e a enteada Geysa Aranha da Silva Rocha, de 2 anos e 9 meses.

Até então, o cerco policial se concentrou em três cidades: Corumbá de Goiás, onde os crimes aconteceram, Alexânia e Abadiânia, para onde ele teria fugido.

A fuga do trecho entre Alexânia e Abadiânia foi feito de táxi, segundo a polícia.

“O suspeito fugiu para Alexânia, onde pediu ajuda a familiares e até vendeu alguns aparelhos celulares. De lá, ele fugiu para Abadiânia e está escondido na zona rural entre estas cidades”, afirmou o investigador.

Wanderson Mota Protácio abandonou caminhonete de fazendeiro morto em Corumbá de Goiás — Foto: Reprodução/TV Ahanguera

Wanderson Mota Protácio abandonou caminhonete de fazendeiro morto em Corumbá de Goiás — Foto: Reprodução/TV Ahanguera

Caseiro roubou arma antes de fugir

Após matar a mulher e a enteada, o caseiro teria ido pedir ao patrão ajuda para a esposa grávida, dizendo que ela estava passando mal. O patrão saiu e foi até a casa ajudar a mulher. Nesse intervalo, de acordo com a polícia, o caseiro entrou na residência do patrão e furtou um revólver calibre .38.

Fazendeiro é morto com tiro em Corumbá de Goiás - Wanderson Mota é suspeito — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Fazendeiro é morto com tiro em Corumbá de Goiás – Wanderson Mota é suspeito — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Com a arma em mãos, ele foi à casa de Roberto Clemente e o matou com um tiro. Depois, roubou a caminhonete dele e fugiu do local após tentar estuprar a mulher do idoso, de acordo com o que foi informado pela polícia.

Os corpos da mulher e da enteada foram encontrados pela Polícia Militar na casa do caseiro, horas depois de ele fugir da fazenda. Segundo a corporação, elas foram mortas a facadas.

Conhecido da família

A mulher do idoso, que sobreviveu e foi levada a um hospital, contou à polícia que o rapaz era conhecido da família. Ele chegou na propriedade, entrou, e conversou com Roberto Clemente. Os dois tomaram refrigerante juntos. Então, Wanderson sacou a arma e deu um tiro na cabeça do idoso.

“A [mulher de Roberto Clemente] tentou correr e o Wanderson disse que a mataria, mesmo assim ela correu. Ele a derrubou, bateu em seu rosto e tentou estuprá-la. Não conseguindo, atirou também contra ela, acertando seu ombro. Caída no chão, se fingiu de morta. Então ele pegou a caminhonete da vítima e fugiu. A mulher conseguiu se deslocar até a propriedade vizinha para pedir ajuda”, diz trecho do boletim de ocorrência.

Tentativa de feminicídio

O caseiro Wanderson já foi preso anteriormente por tentar matar uma ex-mulher a facadas, em Goianápolis. Conforme boletim de ocorrências, ele atingiu a mulher nas costas até que a faca se quebrasse em três partes.

O delegado Tibério Martins informou que a tentativa de feminicídio aconteceu em 2019 e a mulher sobreviveu ao crime. Na época, ele tinha 18 anos e ficou preso até março deste ano, quando saiu do presídio.

Faca usada por Wanderson durante tentativa de feminicídio em 2019, em Goianápolis  — Foto: Reprodução

Faca usada por Wanderson durante tentativa de feminicídio em 2019, em Goianápolis — Foto: Reprodução

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Bienal do Livro do Rio começa na sexta-feira adaptada aos tempos de pandemia

Expectativa é de um público de 300 mil pessoas ao longo dos 10 dias de evento – metade do registrado na última edição, em 2019. A utilização de máscaras será obrigatória, bem como a apresentação de comprovante de vacinação para pessoas com mais de 12 anos.

Por Carlos Brito, g1 Rio

Corredores lotados na Bienal de 2017: expectativa para este ano é vender 5,5 milhões de livros — Foto: Divulgação/Bienal do Livro

Corredores lotados na Bienal de 2017: expectativa para este ano é vender 5,5 milhões de livros — Foto: Divulgação/Bienal do Livro

Livros, palestras, painéis e debates. Os elementos que sempre caracterizaram a Bienal do Livro do Rio estarão de volta a partir destaexta-feira (3), quando a vigésima edição do evento ocupar dois pavilhões e as áreas externas do Riocentro, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

A pandemia de Covid-19 forçou uma adaptação mundial. Com a Bienal, não será diferente: a expectativa é que, nesta edição, o encontro literário receba um público de 300 mil visitantes – metade da quantidade recebida pela Bienal mais recente, realizada em 2019.

Além da redução de público, o evento também estabeleceu protocolos de segurança para público e participantes: utilização obrigatória de máscaras, apresentação de comprovante de vacinação para pessoas com mais de 12 anos, visitação em dois turnos, totens com álcool em gel espalhados pelo Riocentro e avenidas internas mais largas para aumentar o distanciamento entre os visitantes.

A apresentação dos escritores convidados também vai se adaptar às condições impostas pelo protocolo. Parte deles participará de forma virtual.

Autores convidados

Na lista de autores, nomes como o português Valter Hugo Mãe, a escritora argentina e especialista em literatura fantástica Mariana Enriquez, os americanos Matt Ruff, Beverly Jenkins, Julia Quinn e Josh Mallerman e talvez o maior nome dos mangás de horror, Junjo Ito.

Como representantes da literatura nacional, estarão no evento Raphael Montes, Nei Lopes, Thalita Rebouças, Luiz Antônio Simas, Tati Bernardi, Conceição Evaristo, Itamar Vieira e Eliane Brum.

Ao todo, 160 expositores irão ocupar um espaço de 100 mil metros quadrados – por conta das medidas de segurança, metade dessa área será montada nas partes externas do Riocentro.

A necessidade de adaptações levou a Bienal a ser realizada em dezembro e não em outubro,

“Tivemos que nos adaptar às regras de segurança e isso exigiu mais tempo. Em uma situação normal, a preparação de um evento como este é feita em dois anos. Desta vez, precisamos preparar tudo em pouco mais de quatro meses”, explicou a diretora da GL Eventos e responsável pela Bienal, Tatiana Zaccaro.

Quando a Bienal será realizada?

A vigésima edição da Bienal do Livro do Rio será realizada entre os dias três e 12 de dezembro.

Onde vai ser?

A Bienal ocupa dois pavilhões e também as áreas externas do Riocentro, na Barra da Tijuca.

Dias e horários

  • Sexta (3): das 9h às 22h;
  • Sábado (4): das 10h às 22h;
  • Domingo (5): das 10h às 22h;
  • Segunda-feira (6): das 9h às 21h;
  • Terça-feira (7): das 9h às 21h;
  • Quarta-feira (8): das 9h às 21h;
  • Quinta-feira (9): das 9h às 21h;
  • Sexta-feira (10): das 9h às 22h;
  • Sábado (11): das 10h às 22h;
  • Domingo (12): das 10h às 22h.

Onde eu vejo a programação?

A programação das palestras e encontros está disponível no site oficial.

Quanto custa o ingresso?

  • Inteira: R$ 40
  • Meia: R$ 20

Quem tem direito à meia entrada:

  • Menores de 21 anos;
  • Estudantes;
  • Idosos;
  • Portadores de necessidades especiais e acompanhantes;
  • Jovens até 29 anos pertencentes a famílias de baixa renda,
  • Professores e profissionais da rede pública de ensino do Rio de Janeiro.

Crianças pagam?

  • Crianças de até um metro de altura entram sem pagar.

Onde compro os ingressos?

Importante: para controlar o número de pessoas que comparecerão ao evento, os ingressos são vendidos para dois turnos:

  • das 9h às 15h30 e das 15h30 às 21h ou 22h (dependendo do horário de encerramento de cada dia).

Protocolos de segurança

  • Além da redução de público, o protocolo de segurança do evento também estabeleceu outras normas para o público e participantes:
  • utilização obrigatória de máscaras, apresentação de comprovante de vacinação para pessoas com mais de 12 anos, totens com álcool em gel espalhados pelo Riocentro e avenidas internas mais largas para aumentar o distanciamento entre os visitantes.

Quanto custa o estacionamento do Riocentro?

Valores do estacionamento do Riocentro. — Foto: Reprodução

Valores do estacionamento do Riocentro. — Foto: Reprodução

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Ministério da Saúde confirma mais dois casos da ômicron no país; ao todo, são cinco pessoas

Os dois novos casos são de pessoas que estavam em um voo que veio da África do Sul. Um dos viajantes está assintomático e o outro, com sintomas. Ambos estão isolados.

Por g1

Brasil soma cinco casos da variante ômicron, com duas confirmações no DF

Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira (2) mais dois casos da ômicron em Brasília. Com as outras três infecções já detectadas anteriormente em São Paulo, o Brasil registra até o momento cinco pacientes com a nova versão do coronavírus.

Os dois novos casos são de pessoas que estavam em um voo que veio da África do Sul, passou pela Etiópia e aterrissou no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo no sábado, 27 de novembro. De Guarulhos, os dois passageiros seguiram para Brasília. Um dos infectados está com sintomas e o outro permanece assintomático. Ambos foram isolados.

DF confirma dois casos da variante ômicron

A confirmação dos cinco casos ocorreu durante apresentação de ações do Ministério da Saúde sobre ações contra a nova variante. O ministro Marcelo Queiroga defendeu que a população confie nas autoridades de saúde, mantenha a vacinação em dia e disse que não existem motivos para um “fechamento total”.

“Não podemos sair de uma situação libertária de festas, réveillon e carnaval para uma situação de fechamento total da nossa economia, porque as consequências nós não sabemos. Até porque não há motivo para isso. O que há é a notificação da variante, tem mutações, mas o grau de impacto na saúde de cada um nós não sabemos”, disse Queiroga.

Ômicron: o que se sabe sobre nova variante detectada na África do Sul

Apesar da confirmação de novos casos, Queiroga também disse que o ritmo da vacinação no país garante “tranquilidade” para enfrentar todas as variantes do coronavírus.

“Ontem, 2 milhões de pessoas foram vacinadas. Isso nos dá tranquilidade para enfrentar não apenas a ômicron, mas outras variantes que podem surgir no mundo” , disse Marcelo Queiroga.

Restrições a viajantes

Na quarta-feira (1º), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) enviou um novo parecer à Casa Civil do governo Jair Bolsonaro para pedir a adoção de medidas mais rígidas no acesso de viajantes ao país. A intenção é evitar o aumento dos casos de Covid-19 após a descoberta da variante.

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Governo de SP reduz intervalo da dose de reforço de vacina contra Covid-19 de 5 para 4 meses

Na capital, a redução do intervalo já será seguida a partir desta quinta-feira (2), de acordo com o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido.

Por g1 SP — São Paulo

Primeira imagem da variante ômicron revela mais que o dobro de mutações que a delta

O governo do estado anunciou nesta quinta-feira (2) a redução de 5 para 4 meses o intervalo para aplicação da dose adicional da vacina contra a Covid-19 em São Paulo. A decisão ocorre em meio às primeiras confirmações de casos da variante ômicron no Brasil.

A medida vale para quem tomou duas doses dos imunizantes do CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer, e vai beneficiar cerca de 10 milhões de pessoas que se vacinaram nos meses de julho e agosto. A Secretaria Estadual da Saúde afirmou que a dose de reforço pode ser de qualquer imunizante. Já a Secretaria Municipal diz que a dose deve ser preferencialmente da Pfizer.

Para a decisão, o Comitê Científico do Coronavírus da gestão estadual considerou os três casos da variante ômicron em São Paulo. Para os integrantes do comitê, como o Brasil ainda não obriga a apresentação de comprovante do esquema vacinal completo para viajantes, a medida faz-se necessária já que o estado “o estado é a porta de entrada de pessoas de todo o mundo”. O comitê também considerou a proximidade das festas de fim de ano.

“O estado tem hoje condições logísticas e técnicas de ampliar a vacinação e reduzir o intervalo de aplicação das doses para que todos possam estar ainda mais protegidos. Vale ressaltar também a necessidade de quem não tomou ainda a segunda dose, retorne aos postos de saúde para se imunizar”, afirmou o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn.

Na capital, a redução do intervalo já será seguida a partir desta quinta, de acordo com Edson Aparecido, secretário municipal de Saúde. As outras cidades devem definir quando começam a aplicar a dose de reforço com um intervalo menor.

Desde terça-feira (30), qualquer pessoa maior de 18 anos que tomou a vacina da Janssen há pelo menos dois meses, começou a ser vacinada com a Pfizer na cidade de São Paulo.

O governo tem autonomia para definir o esquema vacinal do estado. Desde o início da pandemia, os estados e municípios têm adotado calendários diferentes do Plano Nacional de Imunização e aplicando a vacina contra a Covid-19 conforme as suas regras. Ainda não está definido se a vacina da Covid-19 entrará no calendário anual de vacinação.

Pelos mesmos motivos dados para a redução do intervalo da dose extra, o governo voltou atrás e manteve a obrigatoriedade do uso de máscaras. A administração estadual previa flexibilizar o uso de máscaras em ambientes externos no dia 11 de dezembro. Nesta quinta (2), porém, a gestão de João Doria também recuou e desistiu de liberar a população do uso de máscaras ao ar livre.

Réveillon

Mais cedo, a Prefeitura anunciou o cancelamento do réveillon 2022.

A medida foi comunicada nesta manhã pelo prefeito de SP, após resultado de estudo sobre a situação epidemiológica da cidade, feito pela própria gestão municipal, apontar necessidade de cautela.

Ricardo Nunes (MDB) viajou com o governador João Doria (PSDB) aos Estados Unidos e falou com a imprensa em Nova York.

Ano novo na Av. Paulista

No final de novembro, a Prefeitura de SP anunciou o planejamento do tradicional réveillon 2022 na Avenida Paulista.

A realização do evento foi condicionada ao “quadro epidemiológico da pandemia”, mas sustentada como viável até a última terça (30).

No início da semana, o prefeito Ricardo Nunes chegou a dizer que a festa seria mantida.

O cancelamento ocorre após a confirmação de três casos da variante ômicron, sendo dois deles na capital paulista e um na cidade de Guarulhos, na Grande SP.

Ainda de acordo com a gestão municipal, um estudo próprio apontou a necessidade de manter o uso de máscaras na cidade e evitar grandes eventos que promovam aglomerações.

Outros estados

Prefeituras de ao menos 15 capitais brasileiras anunciaram cancelamento total ou parcial das festas de réveillon por conta da Covid: Aracaju, Belém, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa, Natal, Palmas, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Luís e Vitória.

Variante ômicron

A variante ômicron – também chamada B.1.1529 – foi reportada à OMS em 24 de novembro de 2021 pela África do Sul. De acordo com OMS, a variante apresenta um “grande número de mutações”, algumas preocupantes. O primeiro caso confirmado da ômicron foi de uma amostra coletada em 9 de novembro de 2021 no país.

No Brasil, três casos foram confirmados pelo Instituto Adolfo Lutz. Todos são monitorados, apresentam sintomas leves e passam bem.

Na terça (30), autoridades sanitárias holandesas afirmaram que a variante já estava presente na Holanda no dia 19 de novembro – uma semana antes do que se acreditava e antes da OMS classificar como variante de preocupação.

A primeira imagem da variante ômicron do coronavírus revelou mais que o dobro de mutações que a da variante delta.

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Levantamento comprova as consequências devastadoras da pandemia para a vida escolar de crianças e adolescentes

Segundo a ONG Todos Pela Educação, com dados do IBGE, no segundo trimestre deste ano, o número de alunos de 6 a 14 anos que estão fora da escola aumentou mais de 170%

Por Jornal Nacional

Números da organização Todos Pela Educação comprovaram as consequências devastadoras da pandemia para a vida escolar das crianças e dos adolescentes.

O corre-corre no intervalo voltou. O bate papo no corredor. Mas tem gente faltando. Em uma escola na periferia de São Paulo, quase toda sala tem uma carteira vazia. Um enorme prejuízo para quem parou de estudar.

“São alunos que este ano não estiveram nem um dia na escola, a família não veio buscar o tablet… A gente não conseguiu nem um sinal de fumaça com essa família”, explica Adriana Rodrigues, diretora de escola.

Secretaria Municipal de Educação de São Paulo começou, em setembro, um programa de busca ativa. Mães de estudantes foram contratadas para visitar as famílias dos alunos que abandonaram as aulas. É um trabalho complicado. A agente Laiz Oliveira já visitou 65 casas.

“Costumam dizer que filho tem problema de saúde, não se sentem seguro em mandarem para escola. Em algumas residências, quando chego, encontro ali com adolescente, e a mãe ou pai fala: ‘Aí é com ele, vê com ele, se quiser ir’. Ou seja: tira responsabilidade de si, como pai, como mãe e coloca na criança, no adolescente”, conta Laiz Oliveira.

Essa visita de porta em porta das mães já começou a dar resultado. Quando uma certa escola reabriu, 45 alunos não apareceram de volta. Depois do início da busca ativa, seis já estão nas salas de aula. Mas ainda faltam 39. Esse é um problema que se repete na cidade inteira. No país inteiro.

Um levantamento feito pela ONG Todos Pela Educação com dados do IBGE mostra que, no segundo trimestre deste ano, o número de alunos de 6 a 14 anos que estão fora da escola aumentou mais de 170% (171,1%) – passou de 90 mil para 244 mil.

“Elas já são as crianças mais pobres. E são justamente as crianças que mais precisam de escola pública para poder ter uma vida melhor no seu futuro”, diz Priscila Cruz, presidente-executiva do Todos Pela Educação.

O líder de políticas educacionais da organização, Gabriel Corrêa, diz que vai ser preciso um esforço nacional para trazer essas crianças de volta para a escola.

“O Ministério da Educação está completamente ausente desse debate e não apoia estados e municípios no sentido de identificar e buscar esses alunos que já evadiram. Cabe a cada Secretaria de Educação entender quais os problemas que eles têm e atacar esses problemas, que podem ser educacionais, de ajuste na aprendizagem, recomposição da aprendizagem, mas também problemas sociais”, afirma Gabriel Corrêa.

O Ministério da Educação não deu retorno ao contato do Jornal Nacional.

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STF adia julgamento de pedido de medidas para reduzir letalidade de operações policiais no Rio

No recurso, PSB quer que Supremo mande governo estadual elaborar plano de redução da letalidade policial. Julgamento começou no plenário virtual, mas passará para o presencial.

Por Rosanne D’Agostino, g1 — Brasília

Supremo Tribunal Federal (STF) adiou nesta quinta-feira (2) o julgamento de um recurso que pede à Corte para determinar medidas a fim de reduzir a letalidade de operações policiais no Rio de Janeiro durante a pandemia de Covid-19.

O recurso era o primeiro item da pauta desta quinta, mas não houve tempo hábil para iniciar a análise do caso. Isso porque o plenário ainda precisava finalizar o julgamento sobre o novo marco legal do saneamento básico, o que acabou tomando toda a sessão.

Não há data para a retomada. O caso deve ser pautado novamente pelo ministro Luiz Fux, presidente da Corte.

Em maio, o julgamento ocorria no plenário virtual — no qual os ministros depositam os votos em um sistema eletrônico — mas foi interrompido por pedido de vista (mais tempo para analisar o caso) do ministro Alexandre de Moraes. Agora, a questão será analisada no plenário presencial.

O recurso foi apresentado pelo PSB e por organizações de direitos humanos, que tentam conseguir novas medidas, além da decisão que restringiu o uso de helicópteros nas ações e fixou regras para incursões próximas a escolas durante a pandemia.

O partido quer que o STF mande o governo estadual elaborar um plano de redução da letalidade policial.

O relator do caso, ministro Edson Fachin, propôs ao votar diversas medidas para reduzir a letalidade das operações. Ele também quer que o Ministério Público Federal (MPF) investigue suposto descumprimento das restrições impostas a operações policiais.

Fachin foi o único a apresentar voto no plenário virtual e deve reafirmar a tese no julgamento presencial. O entendimento do ministro é estendido à operação na favela do Jacarezinho, apontada como a mais letal da história do Rio de Janeiro, ocorrida em maio. A ação da Polícia Civil deixou 28 mortos.

Em junho do ano passado o ministro decidiu que, durante a pandemia de Covid-19, operações policiais no estado só deveriam ocorrer em “hipóteses absolutamente excepcionais” – e com justificativa ao Ministério Público estadual por escrito.

Na semana passada, mais uma operação deixou mortos no Rio, desta vez em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Como justificativa para a ação, a Polícia Militar afirmou que pretendia prender os responsáveis pelo assassinato de um sargento.

Além de oito corpos retirados do manguezal na manhã da segunda-feira (22), a polícia confirmou que outro suspeito de participar do confronto no Complexo do Salgueiro acabou morrendo. Moradores denunciaram que os homens teriam sido mortos por vingança.

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Bovespa fecha em forte alta avanço da PEC dos Precatórios e exterior

Nesta quinta-feira, o Ibovespa avançou 3,66%, a 104.466 pontos. Trata-se da maior variação desde maio do ano passado.

Por g1

O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em forte alta nesta quinta-feira (2), após a aprovação da PEC dos Precatórios no Senado e diante de sessão positiva para as bolsas nos Estados Unidos.

O Ibovespa avançou 3,66%, a 104.466 pontos. Veja mais cotações. Trata-se da maior variação porcentual desde 25 de maio do ano passado (alta de 4,25%).

Na quarta-feira, a bolsa fechou em queda de 1,12%, a 100.775 pontos. No acumulado da semana, acumula alta de 2,19%. No ano, no entanto, o tombo é de 12,23%.

Cenário

O Ibovespa marcou alta superior a 1% logo no início dos negócios, diante da expectativa de aprovação no Senado da PEC dos Precatórios. Segundo a agência Reuters, o movimento ganhou mais força com abertura em Nova York melhor do que os futuros de ações norte-americanos indicavam e, mais tarde, com o efetivo avanço da PEC no Congresso.

“O mercado quer comprar três coisas: o fato de que a aprovação da PEC dos Precatórios é o final da história do risco fiscal, que a inflação está chegando no pico, e ainda está louco para comprar essa versão da terceira via”, disse Roberto Attuch, presidente da OHMResearch. “Se vai se concretizar eu não sei, mas cria-se um clima para um ‘rallyzinho’ de final de ano”, adiciona ele.

O Senado aprovou nesta quinta-feira, em dois turnos, a PEC dos Precatórios, que modifica as regras de quitação dessas dívidas do governo e altera o prazo de correção do teto de gastos, gerando espaço para o financiamento do novo programa social do governo, o Auxílio Brasil, em ano eleitoral.

Na teoria, o texto voltaria para a Câmara dos Deputados, por conta das alterações sofridas. No entanto, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que vai conversar com o Senado para que o texto comum entre as duas casas – partes da PEC aprovadas por ambas, sem modificação – seja promulgado, enquanto o restante só deve ter uma palavra final dos deputados no ano que vem.

Além disso, o Senado também aprovou a medida provisória que cria o Auxílio Brasil e o texto segue à sanção presidencial.

Os mercados também avaliaram os dados do PIB do terceiro trimestre, que registrou queda de 0,1%. Os números do segundo trimestre também foram revisados para baixo, mostrando uma queda de 0,4%.

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