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Paciente é morto com 18 tiros dentro de hospital no interior do Amazonas

Vítima estava internada após já ter passado por uma tentativa de homicídio no domingo (5).

Por Arquipo Góes, Rede Amazônica — Carauari

Homem é assassinado dentro de hospital no Amazonas

Um homem de 24 anos, que estava internado no Hospital de Carauari, no interior do Amazonas, foi morto a tiros na madrugada dessa terça-feira (7), dentro da unidade hospitalar.

Câmeras de segurança do local flagraram o momento em que homens encapuzados e armados invadiram o hospital à procura da vítima.

Segundo a polícia, ele estava internado após já ter passado por uma tentativa de homícidio no domingo (5). Ele foi atingido com 18 tiros.

A situação causou pânico entre funcionários do hospital e os pacientes que estavam no local. No entanto, ninguém ficou ferido.

Em nota, a Secretaria de Saúde do Amazonas (SES-AM) disse que está prestando todas as informações às autoridades policiais local.

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Criminosos libertam refém e são presos após quase duas horas de negociações

PM foi acionada por volta das 19h para atender assalto com refém em um shopping de Praia Grande, no litoral de SP. O crime só terminou às 21h com a prisão de dois bandidos.

Por g1 Santos

Criminosos armados fazem refém em shopping do litoral de SP após assalto a loja de joias

O criminoso que manteve a funcionária de uma joalheria refém, e sob a mira de uma arma, se rendeu à Polícia Militar após quase duas horas de negociações. Ele foi preso junto com uma comparsa dentro da Pernambucanas em um shopping de Praia Grande, no litoral de São Paulo.

Durante a negociação com os policiais, o homem chegou a exigir a presença de emissoras de televisão. Ele queria aparecer ao vivo como garantia de que não seria morto.

Em determinado momento, porém, ao notar uma maior presença policial dentro da loja, o criminoso resolveu que largaria a arma e soltaria a refém. Ele informou a decisão aos policiais enquanto pedia que não o matassem. O negociador garantiu a segurança da dupla e o homem soltou o revólver.

Após soltar a arma os PMs foram para cima da dupla e ampararam a vítima. Outros funcionários que haviam se trancado em uma sala foram soltos – não se sabe ainda o número de profissionais.

O caso

Criminosos armados fizeram uma funcionária da Vivara refém dentro da Pernambucanas em um shopping no litoral de São Paulo. Conforme apurado pelo g1, dois bandidos roubaram a joalheria e, após o alarme da loja soar, correram para a loja de departamentos com a vítima.

A reportagem foi informada que muitas lojas no Litoral Plaza Shopping colocaram os funcionários para dentro e fecharam as portas.

Em nota, a Pernambucanas confirmou a ocorrência e disse que está averiguando os detalhes do fato. A empresa afirmou, ainda, que segue à disposição das autoridades e contribuirá com as investigações.

A Vivara disse, em nota, lamentar o que aconteceu e informou já ter prestado toda assistência aos colaboradores. A empresa disse, ainda, estar à disposição das autoridades policiais para apoiar nas investigações.

A assessoria de comunicação do shopping informou ainda não ter detalhes sobre o caso.

Criminosos mantém refém com arma apontada na cabeça da vítima — Foto: Reprodução

Criminosos mantém refém com arma apontada na cabeça da vítima — Foto: Reprodução

Policiais militares negociam com criminosos a soltura de refém em shopping de Praia Grande — Foto: Reprodução

Policiais militares negociam com criminosos a soltura de refém em shopping de Praia Grande — Foto: Reprodução

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Temporal suspende aulas em campus do Colégio Pedro II na manhã desta quarta; chuva criou ‘cascata’ no prédio da Uerj

No começo da manhã desta quarta (8), o Rio de Janeiro estava em estágio de mobilização, o segundo de cinco.

Por g1 Rio e TV Globo

Chuva causa ‘cascata’ no prédio da Uerj e estudantes usam guarda-chuva dentro do prédio

A chuva que caiu no Grande Rio nesta terça-feira (7) causou diversos problemas em instituições de ensino. Na Zona Norte do Rio, uma das mais afetadas, a água invadiu o prédio da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Em uma sala de reforço escolar no Jacarezinho, os alunos precisaram subir nas cadeiras até serem resgatados. As aulas da manhã de um dos campus do Colégio Pedro II foram canceladas por segurança na manhã desta quarta (8).

No prédio principal da Uerj, no Maracanã, funcionários e estudantes tiveram que ficar abrigados no local esperando a chuva passar até o fim da noite. Equipes de limpeza usavam rodos para tentar tirar a água empoçada. Estudantes e professores circulavam usando guarda-chuvas.

No começo da manhã desta quarta (8), o Rio de Janeiro estava em estágio de mobilização, o segundo de cinco. A cidade chegou a ativar o estágio de alerta, o quarto em gravidade.

Água invadiu o prédio da Uerj, no Maracanã, na Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo

Água invadiu o prédio da Uerj, no Maracanã, na Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo

As chuvas mataram uma criança em um desabamento na Tijuca e provocaram alagamentos e afetaram os transportes como trens, ônibus (incluindo BRT) e VLT.

Segundo a Prefeitura, das 162 sirenes, 113 sirenes haviam sido acionadas até as 21h09 em comunidades que ficam em áreas de risco de deslizamento.

Estudantes usam guarda-chuva dentro do prédio da Uerj. Funcionários tentavam tirar a água com rodos — Foto: Reprodução/ TV Globo

Estudantes usam guarda-chuva dentro do prédio da Uerj. Funcionários tentavam tirar a água com rodos — Foto: Reprodução/ TV Globo

Aulas suspensas

O campus da Tijuca do Colégio Pedro II determinou a suspensão das aulas na manhã desta quarta por medida de segurança.

“Decido as fortes chuvas que atingiram a Região Metropolitana do RJ nesta terça-feira, e os extensos danos causados às cidades e à insegurança na mobilidade até o colégio, decidimos pela suspensão das aulas e do expediente na manhã desta quarta-feira, de forma preventiva, para garantir a segurança de toda a comunidade escolar”, afirma o comunicado.

As aulas no período da tarde ainda estavam incertas e dependiam das condições do tempo até a última atualização desta reportagem.

Sala de aula alagada

Estudantes de aula de reforço escolar no Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, tiveram que subir nas cadeiras para escapar da água — Foto: Reprodução/ TV Globo

Estudantes de aula de reforço escolar no Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, tiveram que subir nas cadeiras para escapar da água — Foto: Reprodução/ TV Globo

No Jacarezinho, também na Zona Norte do Rio, a água invadiu a sala de um curso de reforço escolar durante o período de aula na noite de terça.

O lugar, que fica na Rua Santa Laura, ficou com o nível de água tão alto que os estudantes precisaram subir nas cadeiras até serem resgatados por moradores.

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PF deflagra Operação Caixa Forte 2 no Rio de Janeiro

Segundo a PF, o bando usava armas falsas para entrar nas agências, burlando detectores de metais, e abordava clientes e bancários com violência.

Por g1 Rio

Polícia Federal (PF) iniciou nesta quarta-feira (8) a Operação Caixa Forte 2, contra uma quadrilha de assaltantes de banco no Rio de Janeiro.

Agentes saíram para cumprir dois mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal da Capital, em Coelho Neto, Zona Norte, e no Município de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

Segundo a PF, o bando usava armas falsas para entrar nas agências, burlando detectores de metais, e abordava clientes e bancários com violência.

Criminosos aproveitavam para tomar as armas de verdade dos seguranças e fugiam com o dinheiro em motos.

Esta reportagem está em atualização.

PF cumpre mandado na Operação Caixa Forte 2 — Foto: Reprodução

PF cumpre mandado na Operação Caixa Forte 2 — Foto: Reprodução

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Lula diz que Brasil tem ‘cultura’ de juros altos e volta a criticar taxa básica em 13,75%

Presidente disse que empresários precisam ‘aprender a reclamar’ do Banco Central, que ganhou autonomia em 2021. Atual presidente do BC, Campos Neto, tem mandato até dezembro de 2024.

Por Guilherme Mazui, g1 — Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar nesta segunda-feira (6) o patamar do juro básico da economia e a política monetária definida pelo Banco Central.

Em cerimônia no Rio de Janeiro para marcar a posse do ex-ministro Aloizio Mercadante na presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Lula afirmou que o Brasil tem uma “cultura” de juros altos que “não combina com a necessidade de crescimento” do país.

Lula também atacou o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que, na semana passada, decidiu manter a taxa de juros em 13,75% – patamar em vigor desde agosto de 2022.

“É só ver a carta do Copom para a gente saber que é uma vergonha esse aumento de juros e a explicação que eles deram para a sociedade brasileira”, disse o petista.

“Tem muita gente que fala: ‘Pô, mas o presidente não pode falar isso’. Ora, se eu que fui eleito não puder falar, quem que eu vou querer que fale? O catador de material reciclável? Quem que eu vou querer que fale por mim? Não. Eu tenho que falar. Porque quando eu era presidente eu era cobrado”, emendou o chefe do Executivo.

Recentemente, em entrevista, Lula chamou de “bobagem” a independência do Banco Central, prevista em lei aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

A ideia da lei é que, não podendo a diretoria da instituição ser demitida por eventualmente subir a taxa de juros, a atuação seja técnica, blindada de pressões político-partidárias, focada no combate à inflação.

Queda de juros depende de condições econômicas

A taxa de juros subiu mais de 11 pontos percentuais entre janeiro de 2021 e agosto de 2022. De acordo com o Banco Central, a medida foi necessária para frear a inflação, agravada por eventos como a pandemia da Covid e a invasão da Ucrânia pela Rússia, além de fatores internos.

Com a disparada dos preços, o BC avaliou que era necessário elevar os juros e, assim, reduzir a circulação de dinheiro na economia — mecanismo que segura a inflação.

Economistas avaliam que a redução dos juros, para não piorar a inflação, deve ser acompanhada de melhorias na economia. O governo precisa dar sinais positivos ao mercado e aos investidores – por exemplo, garantindo responsabilidade fiscal e segurança jurídica.

Isso traria investimentos ao país e manteria as contas públicas sob controle, fatores que contêm a inflação.

O economista Pérsio Arida, um dos pais do Plano Real e integrante da transição do governo Lula, afirmou em novembro que outra condição é a taxa de juros nos Estados Unidos, em tendência de alta. Quanto maior a taxa norte-americana, mas os investidores vão preferir enviar capital para o país, a principal economia do mundo.

“A queda de juros projetada pelo mercado parece razoável, mas depende da política fiscal responsável no Brasil e da taxa de juros americana. São as duas preocupações que podem afetar a taxa de juros mais a frente”, afirmou o economista.

Maurício Godoi, especialista em crédito e professor da Saint Paul Escola de Negócios, afirma que existe uma “conjuntura internacional complexa, com economias desenvolvidas elevando juros e grande volatilidade de moedas no cenário internacional”.

“Já pensando em Brasil, temos incertezas em relação ao futuro fiscal e uma expectativa ainda alta de inflação que continuam a trazer um cenário mais conservador. Por isso, a taxa de juros tende a permanecer mais alta no decorrer do ano”, avalia.

Taxa Selic: entenda o que é a taxa básica de juros da economia brasileira

Empresário tem que reclamar, diz Lula

O presidente declarou ainda que Mercadante deve ajudar a classe empresarial, que “precisa aprender a reivindicar, precisa aprender a reclamar dos juros altos”.

“Precisa aprender a reclamar porque quando o Banco Central era dependente de mim, todo mundo reclamava”, afirmou.

Ao se dirigir ao empresário Josué Gomes, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Lula reforçou que é preciso cobrar o Banco Central.

“É preciso, Josué, que você saiba que, se a classe empresarial não se manifestar, se as pessoas acharem que vocês estão felizes com 13,5%. Sinceramente, eles não vão baixar juros”, disse.

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Brasil tem os maiores juros reais do mundo; por que a taxa não cai?

Nesta segunda-feira (6), Lula disse que o Brasil tem ‘cultura’ de juros altos e voltou a criticar a Selic em 13,75%, afirmando que empresários precisam ‘aprender a reclamar’ do Banco Central.

Por Isabela Bolzani e Thaís Matos, g1

O patamar elevado da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 13,75% ao ano, virou alvo preferencial das maiores reclamações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A principal crítica é que a alta taxa dificulta o acesso ao crédito tanto para as famílias quanto para as empresas.

O Brasil é o país com a maior taxa de juros reais (descontada a inflação) do mundo, segundo levantamento feito pelo MoneYou e pela Infinity Asset Management na última quarta-feira (1º). O país se mantém na liderança deste ranking desde maio do ano passado.

Durante a posse do ministro Aloizio Mercadante à frente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nesta segunda-feira (6), Lula disse que “temos a cultura de conviver com os juros altos” e que essa taxa “não combina com a necessidade de crescimento” do país.

Mas por que o juro brasileiro é tão alto, e por que ele não cai?

Por que os juros subiram?

A Selic começou a subir novamente em março de 2021, após ter passado seis meses estacionada em 2%, enquanto o governo tentava incentivar a atividade econômica, que estava em compasso de espera.

Para controlar a inflação, cada vez mais alta dali em diante, o Banco Central do Brasil passou a aumentar a taxa de juros – que engatou uma forte trajetória de alta, chegando aos 13,75% em agosto de 2022, patamar em que se mantém até hoje.

A lógica do aumento de juros é tornar o dinheiro ‘mais caro’, reduzindo o consumo e a pressão sobre os preços.

No ano passado, os preços brasileiros caíram na marra, impulsionados pelos juros mas, principalmente, pela redução de impostos cobrados sobre os combustíveis.

A inflação terminou o ano em 5,79%, mais baixa do que os 10,06% registrados em 2021, mas ainda acima do teto da meta do BC (5%).

Se a inflação baixou, por que os juros continuam altos?

Os especialistas citam uma série de fatores – tanto locais quanto internacionais – para explicar a manutenção da taxa em níveis tão elevados. Entre os principais, estão:

  1. A tendência de alta de juros em economias desenvolvidas
  2. A volatilidade do câmbio
  3. A inflação ainda acima do teto da meta
  4. As incertezas fiscais que existem no país

“Temos uma conjuntura complexa, com economias desenvolvidas elevando juros e uma grande volatilidade de moedas no cenário internacional. Pensando no Brasil, temos incertezas em relação ao futuro fiscal e uma expectativa ainda alta de inflação que continuam a trazer um cenário mais conservador. Por isso a taxa de juros tende a permanecer mais alta no decorrer do ano”, explica o especialista em crédito e professor da Saint Paul Escola de Negócios, Maurício Godoi.

1. A tendência de alta de juros em economias desenvolvidas

Segundo especialistas, parte da pressão na taxa brasileira vem de questões externas – a principal delas, apontam, é o aumento dos juros básicos por parte de economias desenvolvidas.

Esse movimento já vinha acontecendo em decorrência dos impactos da pandemia de Covid-19, que trouxeram uma série de problemas nas cadeias de suprimentos em meio aos lockdowns, e foram intensificados pela guerra na Ucrânia – que, por sua vez, encareceu combustíveis e alimentos e trouxe uma grande crise energética na Europa.

“Esses fatores ainda afetam negativamente a questão de preços e de produção e continuam a se refletir nas decisões de juros dessas grandes economias. Nos EUA ainda pesa o fato de que mesmo com as elevações das taxas, a inflação ainda não está abaixando como deveria. É um cenário adverso que ainda deve se refletir no fluxo dentro da economia norte-americana, que deve mostrar uma retração”, explica Godoi.

Na semana passada, por exemplo, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) decidiu aumentar a taxa básica em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 4,5% a 4,75%, sinalizando que deve continuar subindo os juros do país, ainda que em ritmo mais lento. Uma nova elevação das taxas também foi feita pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Banco da Inglaterra (BoE).

Além desse aumento de juros provocar uma migração de recursos para esses países desenvolvidos, com investidores em busca de ganhos maiores e menor exposição ao risco, o movimento também indica que esses países podem enfrentar uma desaceleração econômica à frente – o que também impactaria não apenas o Brasil, mas o resto do mundo, por meio das exportações.

2. Volatilidade no câmbio

Nessa toada, outro ponto apontado pelos especialistas é a maior volatilidade observada no mercado de câmbio. Segundo Godoi, isso acontece porque, quando um país aumenta sua taxa de juros, ele também torna sua moeda mais cara, já que o governo tende a vender mais títulos públicos e, consequentemente, diminui o dinheiro que circula pela economia.

“Quando você tem uma valorização ou desvalorização de uma moeda internacional, há uma alteração de preços nos ativos do mundo inteiro, principalmente porque isso provoca uma migração de recursos e gera instabilidade, provocando uma volatilidade maior das moedas no cenário internacional”, diz Godoi.

Um exemplo é quando o Fed eleva os juros norte-americanos, o que normalmente provoca uma desvalorização das moedas mais arriscadas (como o real) em relação ao dólar. Esse cenário do real desvalorizado é o que explica, em parte, a necessidade de manutenção da Selic em patamares elevados, dizem os especialistas.

3. Inflação ainda acima do teto da meta

No cenário doméstico, apesar de a inflação já ter arrefecido perto do que foi observado nos anos de pandemia, os preços ainda acima do teto da meta continuam a pesar nas decisões de juros do Banco Central.

Na semana passada, ao anunciar a manutenção da Selic em 13,75%, o Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizou que a decisão é “compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui os anos de 2023 e, em grau maior, de 2024”.

O comitê ainda argumentou que “não há prejuízo do objetivo de assegurar a estabilidade de preços” e que a manutenção resulta em “suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”.

Vale lembrar que além dos efeitos domésticos, os preços também refletem a pressão inflacionária internacional.

4. Incertezas fiscais

Por fim, a outra justificativa diz respeito às incertezas fiscais que ainda existem no país. Parte do receio, dizem os especialistas, vem da indefinição de uma nova regra fiscal em substituição ao teto de gastos, que poderia levar a gastos governamentais elevados.

“É como se uma política neutralizasse a outra. À medida que aumenta a taxa de juros, reduz a demanda do setor privado, mas também os gastos do setor público. Até porque a dívida é muito onerosa aos cofres públicos. À medida que o governo se endivida mais e com juros mais elevados, sobram menos recursos orçamentários”, explica Roberto Piscitelli, membro da Comissão de Política Econômica do Conselho Federal de Economia (Cofecon).

Além disso, o aumento dos gastos públicos também é outro ponto de preocupação. “Temos uma recorrência do déficit público, ainda sem uma avaliação concreta de quanto o Brasil pode ter de crescimento com a arrecadação tributária”, afirma Godoi.

Para Piscitelli, no entanto, a ação do BC é um demonstrativo de “cautela excessiva” e “temor exagerado” tanto em relação à inflação quanto à política fiscal. Embora ainda haja “picos em alguns setores mais afetados pela pandemia”, ele diz, o temor é “despropositado em relação ao risco”.

Em relação à política fiscal, o economista diz que o Banco Central quer usar a política monetária como “um freio mais alto do que seria realmente necessário pelo receio de que haja uma irresponsabilidade fiscal”.

Consequências dos juros mais altos

Altas taxas de juros encarecem o crédito tanto para as pessoas físicas quanto para as empresas. Por isso, uma das consequências dessa manutenção é a diminuição do crescimento econômico, já que nem as famílias têm dinheiro para comprar e nem as empresas para investir.

A taxa alta também pesa para os cofres públicos, explica Piscitelli. “Como temos uma dívida muito indexada à Selic, o governo paga juros excessivos, desproporcionais em relação a outros países. O país toma empréstimo não para amortizar, mas para rolar a dívida”, diz.

Quando o governo toma dinheiro emprestado por meio da emissão de títulos do Tesouro Nacional, por exemplo, ele paga juros que são indexados à Selic. Por isso, quanto maior for a taxa, mais caro fica para o governo emprestar.

Para Godoi, da Saint Paul, mesmo diante do cenário adverso visto tanto aqui quanto lá fora, a expectativa é que o BC brasileiro dê início ao ciclo de queda de juros ainda neste ano.

“Temos muitos testes de estresse nesse primeiro semestre, com um novo Congresso assumindo e pressões vindas dos Estados Unidos e da Europa. Acredito que o BC pode até ter uma baixa tímida dos juros até junho, mas uma queda mais acentuada só deve vir no segundo semestre”, completa.

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Morre advogado que foi baleado pela própria arma durante ressonância magnética em SP

Leandro Mathias estava internado no Hospital São Luiz após ser atingido na barriga pela pistola que carregava enquanto acompanhava mãe em exame. Vítima defendia uso de armas pela população.

Por Carlos Henrique Dias e Lívia Martins, g1 SP e TV Globo — São Paulo

O advogadoLeandro Mathias, que foi atingido por um disparo da própria pistola enquanto acompanhava a mãe em uma ressonância magnética em São Paulo, em janeiro, não resistiu ao ferimento e morreu nesta segunda-feira (6). A informação foi confirmada pela OAB-SP 108ª Subseção de Cotia, na Grande São Paulo.

“É com profundo pesar que a OAB Cotia comunica a todos os colegas advogados a perda inesperada do nosso querido amigo e advogado. Lamentamos a perda e nos solidarizamos com a família neste momento de dor”, escreveu nas redes sociais.

O advogado que defende a família foi procurado pelo g1 e confirmou que o paciente não resistiu.

A morte do advogado causou comoção entre os conhecidos e advogados, que publicaram mensagens de apoio à família.

“Arrasado com esta notícia. Infelizmente, meu amigo partiu para o reino dos céus. A terra ficou pequena com a sua ausência, mas o céu está em festa com a sua chegada, vou sentir saudades das nossas conversas, meu amigo, um dia vamos nos encontrar novamente”, disse nas redes sociais um amigo.

Leandro tinha 40 anos e foi baleado no dia 16 de janeiro, quando acompanhava a mãe no laboratório Cura, na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, nos Jardins, região central da capital paulista.

Favorável a políticas armamentistas, Leandro costumava usar seu perfil no TikTok com mais de 7 mil seguidores para tirar dúvidas de internautas sobre arma e também registro de colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC).

Em quatro anos de mandato, o governo de Jair Bolsonaro concedeu em média 691 registros de novas armas por dia para CACs (grupo formado por caçadores, atiradores e colecionadores). Foram ao todo 904.858 registros para aquisição de armas entre 2019 e 2022, indicam dados do Exército obtidos pelo g1 via Lei de Acesso à Informação.

Pistola e 30 munições

De acordo com a polícia, ele entrou na sala do exame com uma pistola 9 milímetros, pente extra e 30 munições. Logo que a máquina começou a funcionar, ela puxou a arma como se fosse um imã. Assim que ela bateu no aparelho, houve o disparo. Por pouco, o tiro não atingiu funcionários.

Em nota, anteriormente, o laboratório lamentou o que chamou de incidente e informou que não sabia que o acompanhante estava armado.

Ressaltou também que todos os protocolos de prevenção de acidentes foram seguidos e informou que a paciente e o acompanhante foram devidamente orientados quanto aos procedimentos da ressonância.

O laboratório disse ainda que eles foram alertados sobre a retirada de todo e qualquer objeto metálico para entrarem na sala de exame e que ambos assinaram termo de ciência com relação a essa orientação.

Desde então, Leandro permanecia internado no Hospital São Luiz, também na cidade de São Paulo.

A Polícia Civil investiga o caso como disparo de arma de fogo. Leandro possuía autorização para portar a arma. O 14º Distrito Policial (DP), em Pinheiros pediu que o Instituto de Criminalística (IC) periciasse a arma e o local onde ocorreu o disparo.

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Mãe tentou reanimar Super Chico enquanto o levava para hospital; adeus ao menino causa comoção

Francisco Bombini, que tinha 6 anos e era conhecido nas redes sociais como ‘Super Chico’, morreu na madrugada desta segunda-feira (6), em Bauru (SP), após sofrer uma parada cardíaca enquanto dormia. Enterro reuniu amigos e familiares no cemitério Jardim do Ypê.

Por Desirèe Assis*, g1 Bauru e Marília

Morre ‘Super Chico’, o ‘menino mais forte do mundo’

A mãe do menino Francisco Bombini, o “Super Chico”, contou ao g1 que viu o pequeno em bom estado de saúde até a hora em que foi dormir. Por volta das 2h30 desta segunda-feira (6), a enfermeira de plantão que auxiliava nos cuidados foi cumprir o protocolo de verificar os sinais vitais de Chico e não os sentiu. O menino, de 6 anos, morreu após sofrer uma parada cardíaca em casa, em Bauru (SP), enquanto dormia.

“Ele estava bem, só passou a noite anterior um pouco agitado. Por volta das 17h, ontem, ele dormiu. A enfermeira de plantão o acordou para colocar a dieta da meia-noite, aí ele estava meio dengoso. Por volta das 2h30, existe um protocolo de verificar os sinais vitais a cada intervalo de tempo, então a enfermeira foi ver. Só que ela bateu na porta do meu quarto e disse: ‘Dani, não estou conseguindo sentir os sinais do Chico’”, relembra.

A partir desse momento, Daniela e família atravessaram momentos de angústia e medo. A mãe narrou que, assim que encontrou Chico no quarto, fez massagem cardíaca na tentativa de reanimá-lo. A caminho do hospital, ela também fez respiração boca a boca.

No hospital, os médicos aplicaram adrenalina, tentaram reanimar Chico e o entubaram. Contudo, após 20 minutos, a família recebeu a notícia de que o menino não resistiu à parada cardíaca e morreu.

“Cheguei a me perguntar o porquê, mas não tem resposta. Eu acho que foi a hora que ele tinha que ir. Eu fiquei com incógnitas na cabeça. Não cai a ficha na hora. É uma dor dilacerante, e você se sente impotente de não poder fazer nada”, lamenta a mãe.

Comoção na web

Nas redes sociais, o adeus ao menino causou comoção. A postagem de Daniela sobre a morte do filho possuía quase 30 mil comentários até as 17h desta segunda-feira. A prefeita de Bauru, Suéllen Rosim, publicou uma homenagem e desejou forças aos familiares:

“Que Deus conforte o coração de toda família nesse momento tão difícil. Super Chico encantou a todos com sua força e amor”, escreveu Suéllen.

Além dela, o ex-deputado federal Rodrigo Agostinho, nascido em Cafelândia (SP), também prestou condolências à família: “Meus mais sinceros sentimentos! Força”.

O consultor de imagem e moda Arlindo Grund também desejou luz: “Meus sentimentos! Muita luz nos corações de todos vocês”.

Nas redes sociais, o adeus ao Super Chico causou comoção — Foto: Instagram /Reprodução

Nas redes sociais, o adeus ao Super Chico causou comoção — Foto: Instagram /Reprodução

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também elaborou uma nota de pesar e lamentou o ocorrido. A mãe de Chico é presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB em Bauru. “Com muita tristeza e pesar, informamos o falecimento de Francisco Guedes Bombini”, diz a nota.

Além deles, em comentário na publicação de Daniela, a cantora Roberta Miranda confessou que amava o menino e escreveu que sente muito pela perda.

A modelo com síndrome de Down Maria Júlia de Araújo reforçou as lamentações: “O mundo vê partir um dos maiores super-heróis que já conheceu. Chico trouxe só alegria e inspiração de como devemos enxergar a nossa vida e será pra sempre lembrado dessa maneira”, escreveu Maria Júlia.

Em seu perfil oficial no Instagram, a mãe escreveu uma homenagem ao pequeno: “Tenho certo pra mim que todos temos uma missão nessa vida e a do Chico foi a de plantar sementes de amor no coração das pessoas!”.

Chico foi velado no Salão Nobre 1 do Centro Velatório Terra Branca, às 9h, e enterrado no Cemitério Jardim do Ypê, às 16h30.

‘O menino mais forte do mundo’

O garoto que nasceu com síndrome de Down e outras complicações de saúde acumulava milhares de seguidores nas redes sociais. Ele viralizou no ano passado e ficou conhecido no país todo ao superar a Covid-19 por duas vezes.

Na primeira delas, Chico chegou a ficar internado por 13 dias na UTI e, quando recebeu alta, foi tema de uma reportagem do Fantástico. Mas, essa não foi nem de longe a primeira vez que o menino, na época com 3 anos, enfrentava a rotina de internação hospitalar.

Super Chico: menino com Down que encantou o país recebe alta após ficar internado com Covid pela 2ª vez

Super Chico precisou passar por uma cirurgia ainda durante a gestação, na barriga da mãe, e por outras seis depois que nasceu. Os procedimentos foram necessários devido a problemas renais, cardíacos e hipotireoidismo.

Logo após o parto prematuro, foram seis meses “morando” no hospital para realização desses procedimentos.

Foi quando Daniela decidiu compartilhar a rotina do ainda Francisco nas redes sociais. Para simbolizar a vitória dele sobre as complicações de saúde, ela vestia o pequeno com fantasia de super-heróis, em especial o superman.

Foi assim que surgiu o apelido “Super Chico”, como o garoto passou a ser conhecido nas redes sociais, nome inspirado nos heróis e em São Francisco de Assis (entenda mais abaixo).

'Super Chico' morava em Bauru, no interior de SP — Foto: Arquivo pessoal

‘Super Chico’ morava em Bauru, no interior de SP — Foto: Arquivo pessoal

Pequeno super-herói

Pelos seus perfis nas redes sociais, Daniela fazia postagens com fotos e vídeos de Chico e costumava “dar voz” ao filho, que apesar de ter 6 anos, tinha o metabolismo e o desenvolvimento de um bebê de 9, 10 meses, e por isso não falava.

Foi pelas redes sociais que a família compartilhou as duas vezes que o menino esteve internado por causa da Covid-19, e também comemorou quando ele completou 5 anos e pôde receber as doses da vacina.

Coincidentemente, ele recebeu a segunda dose e pôde completar o ciclo vacinal no dia 21 de março de 2021, quando é celebrado o Dia Internacional das Pessoas com Síndrome de Down.

Devotos de São Francisco de Assis

Chico fazia aniversário em 6 de outubro, dois dias depois do dia do santo que inspirou seu nome, São Francisco de Assis, a quem a família é devota.

Todos os anos nessa data, a família fazia um evento beneficente para arrecadar verba para entidades assistenciais da cidade. Mesmo durante a pandemia, o evento foi realizado no formato drive-thru.

No seu aniversário de 4 anos, em outubro de 2020, depois de superar a Covid-19 pela primeira vez, ele recebeu parabéns de vários famosos, inclusive do seu xará, o cantor Chico Buarque.

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Com espaço aéreo fechado, garimpeiros não conseguem voos clandestinos para sair da Terra Yanomami

Garimpeiros têm fugido do território no meio da floresta e por barcos lotados de pessoas nos rios. Terra Yanomami é região de difícil acesso, com área de florestas fechadas e montanhosas. Em abril do ano passado, relatório indicava que voo clandestino custava R$ 11 mil.

Por Yara Ramalho, Marcelo Marques e Valéria Oliveira, g1 RR — Boa Vista

Com o controle do espaço aéreo na Terra Indígena Yanomami, realizado pela Força Aérea Brasileira (FAB), garimpeiros que estão no maior território indígena do país não conseguem voos clandestinos para deixar a região. Áudios e mensagens enviados em um grupo de mensagens mostram as tentativas deles em conseguir aviões ou helicópteros. Com o cenário, os invasores têm fugido pela floresta e pelos rios.

Em um grupo chamado de “Amigos do Rio Uraricoera” – em referência à principal via fluvial usada pelos garimpeiros para chegar aos acampamentos dentro da Terra Yanomami –, uma pessoa diz que tem ao menos 5 mil garimpeiros em busca de sair do local, mas não há voos.

“Aqui onde estou tem mais de cinco mil pessoas na região só para ir embora, nós queremos ir. Mas, não tem é voo, o povo [pilotos] está com medo de vir”, diz.

No texto, a pessoa ainda diz que tentou voos com oito “burus”, que são helicópteros, e nenhum deles aceitou ir até a região.

Garimpeiros procuram voos para sair da TI Yanomami — Foto: Reprodução

Garimpeiros procuram voos para sair da TI Yanomami — Foto: Reprodução

Em outras conversas, garimpeiros relataram que grande parte dos invasores não tem como sair da região por estarem com malária e, com isso, não aguentam caminhar na floresta.

“[Os garimpeiros] estão se juntando em grandes grupos e fazendo varação [caminhada] na mata para a única pista de voo que está funcionando ainda, a pista do Jeremias”, diz um deles.

A pista do Jeremias é uma das principais rotas usadas pelos garimpeiros para entrar e sair da Terra Yanomami. O frete aéreo é o modo mais caro para se acessar os garimpos instalados na floresta.

Em 2022, o relatório “Yanomami sob ataque“, divulgado pela Hutukara Associação Yanomami (HAY), indicou que o valor de uma viagem para as pistas RangelCascalhoJeremiasEspadimMalária e Pau Grosso, principais pistas clandestinas da TI, custam cerca de R$ 11 mil.

O espaço aéreo é controlado pela FAB desde a última quarta-feira (1º), com aeronaves equipadas com radares superpotentes.

A estimativa é que ao menos 20 mil garimpeiros estejam na Terra Indígena Yanomami. A ação ilegal deles causou uma crise humanitária sem precedentes no território. São pouco mais de 30 mil Yanomami na área que deveria, por lei, ser preservada. No entanto, tem sofrido com o avanço do garimpo ilegal, que só em 2022 cresceu 54%.

Vídeos que circulam nas redes sociais desde a última quinta-feira (31) mostram homens e mulheres em grupos deixando a região caminhando pela floresta e pelos rios, em barcos lotados 

Garimpeiros começam a fugir da Terra Yanomami após bloqueio do espaço aéreo na região

O motivo da fuga é por conta de uma grande operação que vai acontecer nos próximos dias para expulsar, de vez, os garimpeiros do território, segundo a polícia. A reserva indígena será ocupada pelas Forças Armadas Nacional e pela Polícia Federal.

Em outro vídeo, garimpeiros afirmam estar sem comida e pedem ao Exército e à polícia para serem resgatados da Terra Yanomami. O local é abastecido por aeronaves, mas com o bloqueio aéreo, o “rancho” — como chamam a alimentação — não chega até as áreas de garimpo onde os criminosos estão instalados.

Crise Yanomami

Em janeiro deste ano, o presidente Lula esteve em Roraima para acompanhar a crise sanitária dos Yanomami. Na ocasião, ele prometeu pôr fim ao garimpo ilegal na Terra Yanomami

A Terra Yanomami tem mais de 10 milhões de hectares distribuídos entre os estados de Amazonas e Roraima, onde fica a sua maior parte. São cerca de 30 mil mil indígenas vivendo na região, incluindo os isolados, em 371 comunidades.

A região está em emergência de saúde desde 20 de janeiro e inicialmente por 90 dias, conforme decisão do governo Lula. Órgãos federais auxiliam no atendimento aos indígenas.

As ações de desintrusão devem ser coordenadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que no último dia 30 publicou a criação de um grupo de trabalho para elaborar, em 60 dias, medidas de combate ao garimpo ilegal em terras indígenas.

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Debandada sem controle de garimpeiros pode causar danos sociais à região, aponta médico e diretor de ONG na Amazônia

Há 30 anos atuando na região, Eugenio Scannavino avalia que falta de monitoramento da saída dos garimpeiros pode levar ao espalhamento do garimpo ilegal, de problemas sanitários e sociais.

Por g1 RR

Prejuízos sanitários, sociais e a dispersão de atividades ilegais pela região da Amazônia legal. Esses são alguns dos danos que a debandada sem controle dos garimpeiros do território Yanomami pode trazer. A análise é de Eugenio Scannavino, médico e diretor da ONG Saúde e Alegria, e que vive na Amazônia há 30 anos onde trabalha com cerca de 80 comunidades. Scannavino falou neste domingo, 5/2, à Globonews. 

‘Não só existe o dano ambiental, mas o dano social é muito grande’, afirma Eugenio Scannavino

Garimpeiros ilegais que atuam na Terra Indígena Yanomami começaram a fugir do território após o início de ações de repressão à atividade clandestina. Na última quarta-feira (1º), a Força Aérea Brasileira iniciou controle do espaço aéreo.

“Essas pessoas vão para as cidades vizinhas e, das cidades vizinhas, elas vão procurar outras áreas de garimpo, outras áreas onde exista menos fiscalização e vão continuar”, aponta Scannavino sobre a saída dos garimpeiros da área.

“É uma cultura da ilegalidade”

Segundo Scannavino, muitos dos garimpeiros estão inseridos numa cultura da ilegalidade e em certa medida numa tragédia social. Ele aponta que parte desse grupo vive com escasso acesso à educação, num ambiente com poucas condições de higiene e ampla disseminação de doenças como a malária, Covid-19 e outras sexualmente transmissíveis.

“Eles também são pessoas que têm pouco acesso à educação, são excluídos das políticas públicas e estão procurando alguma coisa. Eles vão procurar isso onde eles estiverem. É uma cultura da ilegalidade… Onde existe essa mineração, não só existe o dano ambiental, mas o dano social é muito grande.”

Scannavino ressalta ainda que a cadeia de atividades ilegais não se restringe ao garimpeiro da base: “A gente tem que saber o que fazer com esse contingente de garimpeiros da base, da ponta. Agora, esses garimpeiros são apoiados por alguém. Eles vendem o ouro pra alguém, existe o gerente do garimpo, existem os outros apoiadores, essa cadeia da ilegalidade vai lá em cima, não termina neles.”


Garimpo ilegal na região

A estimativa é que ao menos 20 mil garimpeiros estejam na Terra Indígena Yanomami. A ação ilegal deles causou uma crise humanitária sem precedentes no território. São pouco mais de 30 mil Yanomami na área que deveria, por lei, ser preservada. No entanto, tem sofrido com o avanço do garimpo ilegal, que só em 2022 cresceu 54%.

Entenda como funciona o garimpo ilegal na terra Yanomami e os danos causados na região

Crise Yanomami

A Terra Yanomami tem mais de 10 milhões de hectares distribuídos entre os estados de Amazonas e Roraima, onde fica a sua maior parte. São cerca de 30 mil mil indígenas vivendo na região, incluindo os isolados, em 371 comunidades.

A região está em emergência de saúde desde 20 de janeiro e inicialmente por 90 dias, conforme decisão do governo Lula. Órgãos federais auxiliam no atendimento aos indígenas.

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