Professor é preso dentro de escola em SP por armazenar pornografia infantil

Por G1 Santos

Equipamentos com conteúdo pornográfico foram apreendidos na casa de professor, em Guarujá, SP — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Equipamentos com conteúdo pornográfico foram apreendidos na casa de professor, em Guarujá, SP — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Um professor de língua portuguesa, de 27 anos, foi preso em flagrante por armazenar vídeos e fotos de pornografia infantil em casa, em Guarujá, no litoral de São Paulo. Alan Rocha da Silva foi detido dentro da escola estadual em que trabalhava, no distrito de Vicente de Carvalho.

Segundo informações da Polícia Civil, a ação foi coordenada por agentes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos. Após apuração prévia, eles cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do professor, localizada no bairro Jardim Monteiro da Cruz.

No local, foram encontrados HD’s, pendrives e computadores, com centenas de arquivos de foto e vídeo com cenas de sexo envolvendo crianças e adolescentes. Em seguida, as equipes foram até a Escola Estadual Walter Scheppis, no bairro Pae Cará, onde Rocha foi localizado.

HD's, computadores e outros dispositivos foram apreendidos, em Guarujá, SP — Foto: Divulgação/Polícia CivilHD's, computadores e outros dispositivos foram apreendidos, em Guarujá, SP — Foto: Divulgação/Polícia Civil

HD’s, computadores e outros dispositivos foram apreendidos, em Guarujá, SP — Foto: Divulgação/Polícia Civil

As equipes entraram na unidade escolar e prenderam em flagrante o professor, pelo crime do artigo 241-B, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia ou vídeos com cenas de sexo envolvendo criança ou adolescente.

Rocha foi levado para a Delegacia Sede da cidade, onde permaneceu preso. Foi arbitrada fiança no valor de R$ 10 mil, que até a manhã desta quinta-feira (21), não havia sido paga. Todo o material apreendido será submetido à perícia do Instituto de Criminalística de Santos.

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Alvo de dossiê, Gilmar Mendes defende limite para Receita acessar e compartilhar dados

Por Mariana Oliveira, TV Globo — Brasília

Alvo de um dossiê recente do Fisco que apontou suposta fraude fiscal, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta quarta-feira (20) limites no acesso e no compartilhamento de informações de contribuintes por parte da Receita Federal com outros órgãos, como o Ministério Público. O assunto será analisado nesta quinta (21) pelo plenário da Suprema Corte.

A pauta desta quinta do STF prevê a análise de um recurso do Ministério Público Federal contra decisão que anulou provas judiciais em razão do compartilhamento de dados da Receita com procuradores sem autorização judicial.

Questionado por jornalistas sobre o que estará em jogo no julgamento nesta quinta-feira, Gilmar Mendes disse a sessão analisará se o acesso, mesmo por parte de um agente fiscal, tem que ter uma causa.

“O sigilo não pode ser algo sagrado. Precisa-se de ser aberto, mas é claro que aí a Receita tem que se fechar e não pode ser uma coisa banal. […] Então, essa é a questão” (Gilmar Mendes)

“Qualquer fiscal pode ter acesso e informar. Porque a rigor, mesmo o fato deles terem acesso não significa que eles devam ter acesso a qualquer informação. Teria que ter dentro de uma atividade funcional, fundamentada. Isso é que virou um jogo sem quartel e se presta a coisas indizíveis”, completou o magistrado ao defender a necessidade de limites para os integrantes do Fisco.

No mês passado, o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, pediu à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, providências para apurar “eventual ilícito” cometido por auditores da Receita que propuseram uma investigação fiscal de Gilmar Mendes e da mulher do magistrado, Guiomar Feitosa Mendes.

Na ocasião, Toffoli atendeu a uma solicitação do próprio Gilmar Mendes. O ministro encaminhou ofício ao presidente do Supremo após tomar conhecimento de um documento do Fisco que sugeria a abertura de “fiscalização” sobre ele e a mulher.

A existência do documento foi revelada em reportagem publicada no site da revista “Veja”. A revista informou que, segundo documento da Receita – uma “Análise de Interesse Fiscal” –, a Equipe Especial de Fraudes do órgão havia apontado indícios da prática dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência do ministro e da mulher dele.

‘É necessário?’

Gilmar Mendes negou nesta quarta-feira qualquer relação do caso dele com o julgamento desta quinta. Segundo o magistrado, no caso dele, a dúvida é sobre o vazamento e sobre o motivo de a apuração da Receita ter sido deflagrada sem um fato concreto.

O ministro do STF destacou que há casos em que o Ministério Público pede dados sem que a Receita passe.

“Aqui a pergunta é: é necessário? Estou obrigado a passar? Em que casos? Preciso de ordem judicial ou não? Na conversa que tive com os auditores do Sindifisco e da Unafisco eles se queixaram que recebem requisições do MP diretamente. Isso é o que me parece. Já há uma grande confusão nesse contexto em função de distúrbios que houve no contexto geral.”

Na ação que será julgada no plenário do Supremo nesta quinta, o Ministério Público alega que a Constituição assegura ao Fisco o acesso de dados sem autorização e que, se a Receita é obrigada a comunicar indícios de crimes a promotores e procuradores, não haveria necessidade de ter autorização judicial para repassar as informações.

Efeito cascata

O caso que será julgado nesta quinta-feira trata especificamente de compartilhamento de dados da Receita, mas eventual decisão poderá servir de base para questionamento de compartilhamento sobre outros órgãos, como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O resultado do julgamento pode ter impacto em investigações em todo o país nas quais a Receita compartilhou dados com o Ministério Público.

O relator do caso é o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, que havia liberado o processo para julgamento desde setembro do ano passado, mês em que assumiu o comando da Suprema Corte. Após assumir a presidência do tribunal, Toffoli manteve no gabinete dele as ações que estavam prontas para julgar.

Apesar de ter sido liberado no ano passado, o julgamento só foi marcado depois da divulgação de que Gilmar Mendes era alvo de um procedimento da Receita, que apurava suspeitas no patrimônio do ministro.

Após a informação vir à tona, a Receita informou que não via indícios de crimes e que haveria punições pelo vazamento das informações do ministro.

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Parque Ibirapuera ganha estrutura de ovo gigante para festival de Páscoa

Por G1 SP

A estrutura metálica que simula um ovo de Páscoa com mais de 20 metros de altura está sendo montada no Parque Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo, no mesmo local onde tradicionalmente é montada a árvore de Natal do parque.

O Grande Ovo ficará exposto por 28 dias, de segunda-feira (25) até o dia 21 de abril. Serão apresentações de cinco a dez minutos das 18h às 22h em intervalos de 30 minutos.

Segundo a Prefeitura de São Paulo, a iniciativa é toda bancada por uma empresa de chocolate que vai pagar R$ 1,9 milhão.

A estrutura será coberta com luzes e no ovo gigante passarão imagens e vídeos enviados pelo público por meio de um aplicativo. Também serão exibidos trabalhos artísticos com grafites.

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Excursão de escola pública é barrada em shopping de SP e educadora diz que houve discriminação

Por Poliana Casemiro, G1 Vale do Paraíba e Região

Alunos da rede pública de escolas da zona rural de Guaratinguetá foram barrados em entrada de shopping — Foto: Arquivo Pessoal/Jozeli Gonçalves

Alunos da rede pública de escolas da zona rural de Guaratinguetá foram barrados em entrada de shopping — Foto: Arquivo Pessoal/Jozeli Gonçalves

Um grupo de crianças de escolas da zona rural de Guaratinguetá teve o acesso barrado a um shopping na Vila Olímpia, zona nobre da cidade de São Paulo. Os cerca de 120 alunos, com idades entre seis e 10 anos, foram ao local para ver uma exposição em um espaço dentro do complexo de compras. Segundo uma das organizadoras do passeio, uma funcionária impediu inicialmente o ingresso dos alunos com a alegação que o local é ‘um espaço de elite’. A entrada foi permitida após negociação.

Os alunos, que ganharam a viagem após uma premiação por mérito, saíram de ônibus de quatro bairros de Guaratinguetá na última segunda-feira (18). Eles foram visitar a exposição ‘Mickey 90 anos’, no shopping JK Iguatemi. O passeio foi custeado pela Secretaria de Educação como um presente às crianças pelo bom desempenho nas aulas.

Segundo a diretora de uma das escolas, Jozeli Gonçalves, o grupo já tinha os ingressos previamente comprados para a exposição às 14 horas, mas decidiram chegar duas horas mais cedo para incluir no passeio um almoço em uma rede de fast food.

De acordo com Jozeli, ao chegarem ao local, enquanto uma fila era organizada pelas educadoras na porta do shopping, uma mulher, que segundo a educadora era funcionária do shopping, abordou as professoras e informou que o local não poderia acomodar aquela quantidade de alunos e que o espaço ‘é de elite’.

O empreendimento disse em nota que não compactua com a mulher e que ela é colaboradora da mostra. A organização da mostra não se manifestou. (leia mais abaixo)

“Nós fomos com crianças que nunca tinham ido a um shopping, que só viam fast food pela televisão. Era para ser um dia especial, mas esbarramos no preconceito. A funcionária pediu que fôssemos a uma lanchonete na esquina do shopping e ainda justificou que poderíamos ter problemas com a segurança do espaço porque o shopping era considerado de elite”, contou a diretora ao G1.

Alunos da rede pública de escolas da zona rural de Guaratinguetá foram barrados em entrada de shopping — Foto: Arquivo Pessoal/Jozeli Gonçalves

Alunos da rede pública de escolas da zona rural de Guaratinguetá foram barrados em entrada de shopping — Foto: Arquivo Pessoal/Jozeli Gonçalves

A diretora Jozeli comanda a escola municipal Francisca de Almeida, no bairro Pedrinhas. Os alunos da escola onde ela atua levaram cerca de cinco horas até São Paulo – a comunidade onde as crianças moram é distante da região urbana de Guaratinguetá.

Ela contou que a comunidade e os pais das crianças se mobilizaram para custear a alimentação do grupo de alunos e o dia em São Paulo. O deslocamento de ônibus e os ingressos para exposição foram custeados pela prefeitura.

“Nós ficamos cerca de vinte minutos tentando mediar a situação até que acionamos a Secretaria de Educação do município, que articulou com a organizadora da exposição a liberação da nossa entrada. Nisso, parte dos alunos já tinha deixado o local para comer fora do shopping mesmo. Começamos a notar que os alunos maiores tinham percebido que estavam sendo barrados e não queríamos isso”, disse.

Para ela, o grupo foi discriminado social e racialmente, já que parcela das crianças são negras.

Após a negociação, o acesso foi liberado e parte dos alunos da excursão comeu no shopping. O restante do grupo só foi ao local mais tarde próximo ao horário da exposição.

“São alunos de comunidades carentes, da zona rural e com poucas oportunidades. Essa já é a realidade deles. O que sentimos ali é que essa segregação que eles já enfrentam foi repetida. Mas nós entramos e insistimos porque somos agentes transformadores e queríamos mostrar que eles têm espaço. Vê-los encantados até com a escada rolante não teve preço”, contou Jozeli.

O que dizem os citados

Em nota, a Secretaria de Educação de Guaratinguetá informou que “repudia racismo e qualquer forma de discriminação, e continua acompanhando e apoiando educadores e alunos nas providências que julgarem necessárias”.

O shopping JK Iguatemi informou que a exposição é organizada pela equipe da ONG Orientavida, cuja responsável foi acionada pelo estabelecimento para que reforce o treinamento com sua equipe de recepcionistas.

“O empreendimento reforça que não compactua com a atitude tomada pela colaboradora da mostra e ressalta que trabalha continuamente para que todos os clientes sempre se sintam acolhidos e bem-vindos”, diz trecho da nota do shopping.

A ONG Orientavida, responsável pela exposição, foi procurada por telefone e e-mail para comentar o assunto. A reportagem aguarda o retorno.

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Aneel quita empréstimo, e tarifa de energia ficará, em média, 3,7% mais barata

Por Laís Lis, G1 — Brasília

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, anunciou nesta quarta-feira (20) que as contas de energia ficarão, em média, 3,7% mais baratas em 2019 e 1,2% em 2020.

Isso será possível porque o governo e a agência fecharam acordo com bancos para antecipar a quitação de um empréstimo feito em 2014 para ajudar as distribuidoras de energia a pagar o custo extra gerado pelo uso mais intenso de termelétricas.

Naquele ano, o país sofreu com a falta de chuvas, que reduziu drasticamente o nível dos reservatórios de hidrelétricas, e foi preciso acionar mais usinas térmicas. O problema é que a energia gerada por elas é mais cara, porque o processo é feito por meio da queima de combustíveis como óleo e gás natural.

Em 2015, a Aneel informou que o empréstimo para socorrer as distribuidoras custaria R$ 34 bilhões aos consumidores. Desse total, R$ 12,8 bilhões se referiam a juros.

Queda no armazenamento de água de hidrelétricas em 2014 levou a uso mais intenso de térmicas e à necessidade de empréstimo — Foto: Divulgação

Queda no armazenamento de água de hidrelétricas em 2014 levou a uso mais intenso de térmicas e à necessidade de empréstimo — Foto: Divulgação

Desde aquele ano, vem sendo cobrado um valor adicional nas contas de luz de todos os brasileiros para pagar as parcelas do empréstimo. A previsão inicial era de que ele fosse quitado em 2020. Em 2015, a agência estimava que essa cobrança provocaria um aumento de cinco a seis pontos percentuais nas contas de luz.

Com a quitação antecipada do empréstimo, os consumidores deixarão de pagar R$ 6,4 bilhões nas contas de luz em 2019. É isso que fará com que as contas de luz fiquem, em média, 3,7% mais baratas.

Para 2020, a previsão é que os consumidores deixem de pagar R$ 2 bilhões nas tarifas de energia, o que permitirá uma redução média de 1,2% nas tarifas.

Socorro a distribuidoras

Pela regra do setor elétrico, as distribuidoras deveriam pagar pelo custo extra com uso das termelétricas e, depois, serem ressarcidas nas revisões tarifárias, que ocorrem todos os anos. Ou seja, os consumidores pagariam essa conta de qualquer maneira.

Na época, porém, as distribuidoras alegaram que a conta era muito alta e que não dispunham de recursos para fazer frente a ela. Por isso, o governo optou pelo empréstimo bancário.

O quitação agora vai ser possível porque, além de recursos para quitar as parcelas do empréstimo, também foi cobrada dos consumidores uma espécie de seguro, que era depositado em uma conta reserva.

Anualmente, esse empréstimo custa R$ 8,4 bilhões aos consumidores de todo o Brasil, com exceção dos de Roraima, que não pagam as parcelas porque o estado não está interligado ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

“Dos pagamentos mensais, parte é utilizado para amortizar o empréstimo e parte para criar uma conta de reserva conforme o acordo. Identificamos que em setembro de 2019 o fundo seria constituído por R$ 7,2 bilhões e que o saldo devedor seria de R$ 6,45 bilhões, de tal forma que teria recurso para quitar a operação de forma antecipada”, afirmou o diretor-geral da Aneel, André Pepitone.

Segundo ele, o saldo que restar em conta será devolvido aos consumidores.

Negociação

Atualmente, o empréstimo está ligado a oito bancos (Banco do Brasil, Caixa, BNDES, Banrisul, Itaú, Bradesco, Santander, Citibank). Esses bancos cobraram uma taxa de 2% do saldo restante para aceitarem o pagamento antecipado.

Segundo o presidente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Rui Altieri, isso significa um custo de R$ 140 milhões, valor inferior ao que seria pago de juros durante o período.

O cálculo dos próximos reajustes tarifários já levará em consideração o efeito redutor de 3,7% da antecipação. Para as distribuidoras que já passaram pelo reajuste de 2019, caso da Light, no Rio de Janeiro, a Aneel fará uma revisão extraordinária para retirar esse custo da tarifa.

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Vídeo mostra briga durante sessão na Câmara de Vereadores de Pau Brasil, no sul da Bahia

Por TV Bahia

Vereadores brigam após sessão na Câmara Municipal de Pau Brasil

Vereadores brigam após sessão na Câmara Municipal de Pau Brasil

Um desentendimento terminou em confusão na Câmara de Vereadores de Pau Brasil, município que fica no sul da Bahia, na terça-feira (19). Um vídeo mostra o momento em que um vereador envolvido na situação chega a ameaçar jogar uma cadeira em um colega, e acaba sendo agredido.

Segundo o presidente da Câmara, Elton Canguçu de Souza (PTB), o vereador Elder Almeida (PCdoB) se desentendeu com o filho do vereador Rui Henrique (PT), que assistia à sessão. Durante a discussão, o vereador Elder Almeida ameaçou jogar uma cadeira em Rui Henrique, que reagiu dando um tapa no colega. Não há informações sobre o que teria provocado a discussão.

No momento do ocorrido, não tinha votação na Casa. Por conta do ocorrido, o presidente da Câmara informou que as sessões, a partir de agora, vão ter policiamento.

G1 tentou contato com os envolvidos na confusão mostrada no vídeo, mas, até a publicação desta reportagem, não conseguiu.

Vídeo mostra confusão que acabou em pancadaria na Câmara de Vereadores de Pau Brasil, no sul da Bahia — Foto: Reprodução/ TV Bahia

Vídeo mostra confusão que acabou em pancadaria na Câmara de Vereadores de Pau Brasil, no sul da Bahia — Foto: Reprodução/ TV Bahia

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Penitenciária da Papuda suspende visitas após briga entre detentos no DF

Por Afonso Ferreira, TV Globo e G1 DF

As visitas aos detentos do maior prédio do Complexo Penitenciário da Papuda, o PDF 1 – ou cascavel, como é conhecido –, foram suspensas nesta quarta-feira (20). A medida, adotada pela Secretaria da Segurança Pública do Distrito Federal, ocorreu após uma briga entre dois presos da unidade.

Segundo a pasta, a confusão ocorreu nesta manhã. A secretaria explicou que a “situação foi rapidamente controlada pelos agentes penitenciários, não houve contato físico e ninguém ficou ferido”.

Devido ao desentendimento, conforme o protocolo, as visitas foram suspensas para procedimento de revista pessoal em todos os internos.

De acordo com a Secretaria de Segurança, a medida vale apenas para esta quarta. A previsão é de que as visitas sejam retomadas a partir de quinta-feira (21).

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TCU mantém punição a construtoras que fraudaram licitação da usina de Angra 3

Por Laís Lis, G1 — Brasília

O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) negou nesta quarta-feira (20) os recursos apresentados pelas empresas Queiroz Galvão; Empresa Brasileira de Engenharia; Techint Engenharia e Construção; e UTC Engenharia e manteve a decisão de proibir essas construtoras de fecharem contratos com a União por cinco anos.

Com a rejeição dos recursos, as empresas começarão a cumprir a punição aplicada em março de 2017 pelo plenário do TCU. Na decisão, as empresas foram declaradas inidôneas sob a acusação de fraude na licitação da usina nuclear Angra 3.

Segundo a área técnica do TCU, a punição passa a valer a partir da publicação do acórdão, mas as empresas ainda podem entrar com Embargos de Declaração. Os embargos têm efeito suspensivo, ou seja, após a apresentação da contestação a punição fica suspensa até que o ministro relator do processo faça sua análise.

Apesar da punição ter sido aplicada em 2017, as empresas ainda podiam continuar fechando contratos com a administração pública federal porque os recursos apresentados contra a decisão têm efeito suspensivo.

Na época, o tribunal apontou que o dano aos cofres públicos causado pela fraude foi estimado em R$ 400 milhões, valor que sobe a R$ 1,5 bilhão se considerar valores atualizados mais multa.

As quatro construtoras foram as primeiras citadas na Operação Lava Jato a serem condenadas pelo TCU com o impedimento para contratação com o setor público.

O que dizem as empresas

Em nota, a construtora Queiroz Galvão disse que não irá se manifestar antes de tomar conhecimento do conteúdo completo da decisão, o que acontecerá com a publicação do acórdão. A companhia pretende recorrer da decisão, respeitando o rito processual.

UTC afirmou, por meio de nota, que “sempre colaborou, colabora e continuará a colaborar com as autoridades responsáveis pelas investigações, processos administrativos e judiciais relacionados às licitações com empresas públicas”.

Colaboração

Apesar de também serem acusadas de participarem da fraude na licitação da usina nuclear, a Camargo Corrêa, Construtora Andrade Gutierrez e a Odebrecht não foram punidas com a proibição de contratarem com a administração pública federal por terem acordos de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF).

No recurso, a UTC pediu para ser retirada da lista de punidas por estar negociando um acordo de colaboração. O relator do recurso, ministro Walton Alencar afirmou, no entanto, que a empresa não firmou acordo de colaboração com o Ministério Público Federal e que, por isso, “não lhe qualifica para o status de colaboração de nenhum acordo”.

O ministro do TCU relatou ainda que a empresa teve seu acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) cancelado por ter descumprido os termos do acordo.

‘Tarefa aqui não é salvar empresa’

Ao declarar apoio à decisão do ministro Alencar de rejeitar os recursos, o ministro Bruno Dantas afirmou que o TCU não tem a tarefa de salvar empresas.

“Nós não estamos aqui para salvar empresas, estamos aqui para salvar o interesse público. Nossa tarefa aqui não é salvar empresa”, disse.

Em suas defesas contra os processos de inidoneidade, as empresas apontam que podem ir à falência se não puderem fechar contratos com o poder público.

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Investigação da polícia ainda não sabe de onde partiram tiros que mataram menino Kauan na Chatuba, RJ

Por RJ1

As investigações da Polícia Civil ainda não esclareceram de onde partiram os disparos que mataram o menino Kauan Pimenta, de 12 anos, no último sábado (16). A criança foi atingida por dois tiros enquanto ia comprar um lanche em uma lanchonete na comunidade da Chatuba, em Mesquita, na Baixada Fluminense.

Parentes e crianças fizeram uma manifestação em frente ao Fórum de Mesquita para pedir uma solução do caso. A mãe de Kauan, Luciana Pimenta, afirmou que o filho dela tinha o sonho de ser policial militar.

“Eu quero Justiça, quero respostas. Quero saber, de fato, o que aconteceu com meu filho. Ele só tinha 12 anos. Fizeram uma ocorrência que não tem nada a ver com o que eu vi, nem com as fotos que eu tirei. Eu só estou pedindo Justiça”, disse Luciana.

O laudo da necropsia confirma que Kauan foi atingido por dois tiros: um que atravessou o tórax e feriu o pulmão direito. A bala teria saído pelo pescoço e causou a morte do menino. O segundo tiro atingiu o rosto.

Kauan Peixoto, de 12 anos, morreu após ser baleado no pescoço e abdômen na Baixada Fluminense  — Foto: Reprodução/Facebook

Kauan Peixoto, de 12 anos, morreu após ser baleado no pescoço e abdômen na Baixada Fluminense — Foto: Reprodução/Facebook

O corpo do menino foi enterrado na segunda-feira (18). Kauan morava com a mãe e estava passando o fim de semana com o pai na comunidade da Chatuba. A família disse que na noite de sábado (16) o menino saiu de casa para comprar um lanche, quando foi atingido por tiros.

“Os policiais estavam vindo pela [Avenida Marechal] Rondon de encontro a eles. Ai um menino falou ‘corre, Kauan, corre’. Ele falou ‘correr nada. Eu não fiz nada. Correr para que? Eu não fiz nada’. Ai ficou parado. Acontece que a polícia chegou, parou na esquina da Rondon com a Magno, e desceu atirando”, disse uma pessoa que não quis se identificar.

A Polícia Militar apresentou uma versão diferente. A corporação afirmou que agentes do batalhão de Mesquita estavam em patrulhamento na comunidade quando foram atacados por criminosos. Os policiais revidaram e começou um tiroteio. A PM disse ainda que os suspeitos fugiram e depois o menino foi encontrado caído atrás dos policiais.

O caso continua sob investigação da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense.

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Cartazes com frases machistas em escola de Vila Velha, ES, geram revolta na web

Por Naiara Arpini e Juliana Borges, G1 ES

Cartazes com frases machistas expostos no pátio de uma escola estadual de Vila Velha, no Espírito Santo, geraram revolta na web após uma postagem ser feita em uma rede social, nesta terça-feira (19). Os cartazes que, de acordo com alunos, foram feitos para um trabalho escolar sobre o mês da mulher, traziam dizeres como “No começo ela gosta, mas depois começa a dizer que é assédio” e “Aprenda a se vestir, se comportar e dar limites”.

O caso aconteceu na Escola Estadual Padre Humberto Piacente, que fica no bairro Alecrim. De acordo com uma aluna do 1º ano do Ensino Médio, que preferiu não se identificar, várias ações e trabalhos escolares estão sendo realizados na escola sobre o Dia da Mulher neste mês de março.

Segundo ela, um dos trabalhos foi passado por uma professora de história. No comunicado enviado aos alunos sobre a atividade, ela escreveu “Valorização da mulher começa pela mulher” e sugeriu temas como “Como a mulher deve se comportar”, “Como a mulher deve se vestir” e “Mulher x Palavrões”.

Aluna enviou para a reportagem como foram passadas as orientações da atividade — Foto: Divulgação

Aluna enviou para a reportagem como foram passadas as orientações da atividade — Foto: Divulgação

Os cartazes feitos pelos alunos foram apresentados no dia 13 de março e, depois, expostos no pátio da escola. Alguns indicavam como as mulheres deveriam se comportar e se vestir para que não fossem assediadas.

Um deles trazia a fotos de Jane Cherubim, que foi agredida e abandonada na estrada pelo então namorado. Ao lado, estava escrita a frase:

“As mulheres deveriam ser menos vulgar e respeitar seu próprio corpo, ter mais consciência na hora de se envolver com alguns homens, pois muitas mulheres se envolvem com alguns homens sem conhecer”.

Cartaz diz que mulheres devem ser menos 'vulgar' — Foto: Divulgação/Twitter

Cartaz diz que mulheres devem ser menos ‘vulgar’ — Foto: Divulgação/Twitter

Para alguns estudantes, a intenção da professora era causar reflexão com uma espécie de ironia. Mas, segundo eles, nenhum aviso ou alerta neste sentido foi anexado ao cartazes.

“Achei um pouco errado da parte da escola eles colocarem no muro sem uma explicação. Muita gente ficou lendo e não gostou, tirou fotos. Teve turma que não fez esse trabalho, então o pessoal ia lá, via os cartazes e perguntava para o pessoal da nossa sala”, disse uma aluna.

Foi o que aconteceu com uma outra estudante, ao se deparar com os cartazes no corredor. Ela, que também preferiu não se identificar, faz parte de outra turma que não participou dessa atividade.

“Eu comentei com uma amiga minha e a gente achou super errado. É como se estivesse culpando a gente, como se a gente não pudesse usar a roupa que quer e tivesse que ficar em casa. Eles têm que falar sobre outras coisas, mostrar maneiras de denunciar, dizer que a polícia está agindo, que as mulheres não estão sozinhas”, disse a estudante.

Cartaz dita regras sobre como as mulheres devem se vestir — Foto: Divulgação/Twitter

Cartaz dita regras sobre como as mulheres devem se vestir — Foto: Divulgação/Twitter

Repercussão

As fotos dos cartazes foram publicadas na internet e causaram revolta em usuários do Twitter. Parte deles pedia explicações do governo do estado e questionava a postura da professora e da escola.

“A professora deveria desconstruir esse tipo de coisa!”, opinou uma jovem na rede social.

Outra, compartilhou ações que acontecem na escola que estuda. “Nossa enquanto a minha coloca cartazes sobre o corpo da mulher não ser público.”

Escola

A direta da escola, Fernanda Kelly Barbosa Pires, justificou que os cartazes fazem parte de um projeto com os alunos, que discute e analisa a violência contra a mulher no Espírito Santo e no país.

Ela disse que isso está sendo trabalhado em duas partes: o que as mulheres devem fazer para não serem desvalorizadas e o que os homens estão fazendo com as mulheres.

“Percebemos a necessidade de abrir espaço para a discussão e opinião, dialogar sobre o que os alunos acham. O projeto é macro, vários professores abraçaram e trabalham temas relacionados à violência contra a mulher, incluindo o machismo, a valorização da mulher e a posição da mulher”, explicou.

Sobre os cartazes divulgados, especificamente, a diretora disse que a professora pediu que a turma retratasse, através da escrita, frases que escutavam no convívio familiar que denegriam as mulheres e o que pensavam sobre.

“O intuito da escola é entender o que eles pensam. O professor deu toda a orientação. Nos cartazes, eles colocaram também a visão deles, o que pensam sobre o assunto, e a partir disso já está começando um trabalho de conscientização, por meio de rodas de conversa, por exemplo”, explicou Fernanda.

A diretora também explicou que não enxergou motivos para polêmica, pois toda a escola estava ciente sobre as atividades. “Eu, como diretora, nunca ia admitir uma exposição negativa como essa se não tivesse todo um contexto por trás”, finalizou.

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