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Chuva e força-tarefa ajudam a reduzir focos de incêndio no Pantanal, segundo governo; situação ainda é de alerta

No domingo (20), foram identificados 22 focos em Corumbá e 1 em Pedro Gomes. Redução de 50% em relação ao dia anterior. No início do mês, Pantanal e Cerrado concentravam mais de mil.

Por G1 MS

A chuva que caiu no fim de semana no Pantanal e no Cerrado sul-mato-grossense somada à força-tarefa de bombeiros, brigadistas do Ibama e ICMBio ajudaram a reduzir os focos de incêndio nestas regiões. O governo estadual diz que a situação ainda é de alerta.

No Mato Grosso, a chuva que caiu na madrugada deste domingo (20) na região do Pantanal, embora considerada fraca, também amenizou os focos de calor na região.

Nesta segunda-feira (21), uma equipe em três embarcações, se deslocará para a região do Amolar, em Mato Grosso do Sul, local conhecido como Serra Negra, em Corumbá, onde ainda há diversos focos.

Segundo informações do governo do estado, no domingo (20), choveu pouco, mas já foi suficiente para aumentar a umidade do ar e reduzir os focos. Foram identificados 22 focos em Corumbá e 1 em Pedro Gomes, municípios que ficam no Pantanal. Os números equivalem à redução de 50% em relação ao dia anterior. No início do mês, Pantanal e Cerrado concentravam mais de mil focos.

As precipitações ocorridas no sábado e no domingo foram baixas nas regiões críticas de queimadas, em Mato Grosso do Sul, mas o suficiente para aumentar a umidade e favorecer o controle dos focos, disse Jaime Verruck, secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar.

O secretário informou ainda que a força-tarefa prioriza neste momento as ações de combate aos incêndios no Parque do Taquari e na divisa de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso (Norte de Corumbá).

Setembro tem recorde de incêndios

O Pantanal sofre com as queimadas. O tempo seco, a umidade relativa do ar e os ventos têm feito com que o fogo se alastre rapidamente.

Segundo os últimos dados do Ibama, os incêndios já destruíram ao menos 1.165 milhão de hectares de vegetação do bioma do lado de Mato Grosso do Sul. O estado está em situação de emergência ambiental e a União já garantiu ajuda com R$ 3,8 milhões. Bombeiros do Paraná ajudam no combate.

A Polícia Federal investiga os responsáveis por alguns destes focos de incêndio. Através de análises de imagens de satélites, os policiais chegaram à suspeita de que fazendeiros da região da Serra do Amolar teriam colocado fogo em vegetação para transformação em área de pastagem.

Uma operação cumpriu mandados de busca e apreensão em propriedades rurais e o dono de uma delas foi preso em flagrante por posse irregular de arma e de munições.

Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari

No Cerrado, o combate ao fogo no Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari segue com um contingente de 150 combatentes, sendo 70 homens do Exército e 60 entre bombeiros de Mato Grosso do Sul, do Paraná e voluntários. A estrutura conta ainda com oito aeronaves, sendo duas do ICMbio, três do setor de energia do Estado e outras três bancadas pelo setor de florestas. O Imasul (Instituto de Meio Ambiente e MS) também integra a força-tarefa no monitoramento do Parque do Taquari.

Fumaça das queimadas que atingem o Parque Estadual do Taquari — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Fumaça das queimadas que atingem o Parque Estadual do Taquari — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

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Mergulhadores correm contra o tempo para destruir corais invasores que ameaçam o litoral de SP

Em primeira expedição, equipes de mergulhadores conseguiram extrair cerca de 10% dos 150 kg de coral-sol encontrados no Parque Estadual Marinho da Laje de Santos.

Por Mariana Nadaleto, G1 Santos

Mergulhadores retiraram cerca de 15 kg de corais-sol neste sábado (19) — Foto: Divulgação/Clecio Mayrink

Mergulhadores retiraram cerca de 15 kg de corais-sol neste sábado (19) — Foto: Divulgação/Clecio Mayrink

Mais de 150 kg de corais-sol foram localizados por mergulhadores no Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, no litoral de São Paulo, a cerca de 42 km das praias santistas. A proliferação da espécie, que é considerada invasora, precisa ser controlada o mais rápido possível, segundo especialistas. Até o momento, pesquisadores conseguiram retirar cerca de 10% do total, o equivalente a 15 kg.

Depois de quatro meses de operações suspensas, devido à pandemia do novo coronavírus, os pesquisadores saíram em expedição, no último fim de semana, para a retirada de corais-sol, lixo e petrechos de pesca, como linhas, anzóis e cordas. A iniciativa foi dos pesquisadores, em conjunto com o Quero Mergulho e com a administração do parque estadual.

A monitora ambiental do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, Paula Romano, relata que já foram retirados cerca de 15 kg de corais-sol. Ela explica que o processo é lento, pois deve ser feito com muito cuidado. Por isso, os mergulhadores ainda terão que fazer diversas expedições para retirar o máximo que conseguirem.

“Nós já conhecemos as áreas de maior incidência, então, seguimos direto para lá. Tem alguns lugares em que a infestação está bem preocupante. O coral-sol é uma espécie invasora, nativa do Oceano Pacífico. Ainda não temos comprovação de como chegou aqui no litoral, mas acreditamos que seja por causa da limpeza de lastros de navios”, explica.

Mergulhadores usam martelo e talhadeira para retirar os corais-sol — Foto: Divulgação/Clecio Mayrink

Mergulhadores usam martelo e talhadeira para retirar os corais-sol — Foto: Divulgação/Clecio Mayrink

De acordo com estudos, o coral-sol chegou ao país na década de 1980, provavelmente incrustado em plataformas utilizadas na exploração de petróleo. As estruturas eram fabricadas no exterior e rebocadas para serem utilizadas na costa brasileira. Desde então, apesar dos esforços, sua proliferação nunca foi plenamente contida.

Paula explica que, como a espécie não tem predadores, acaba se alastrando rapidamente e de forma descontrolada, destruindo a fauna nativa de corais do Oceano Atlântico, que banha a costa litorânea do Brasil. “O coral-sol invade o espaço que seria dos corais brasileiros e acaba matando a espécie nativa. Ele é lindo, mas muito danoso”.

A monitora explica que o trabalho de retirada é totalmente manual. Pesquisadores, monitores e voluntários mergulham e utilizam martelos e talhadeiras para remover a espécie. Porém, esse é um procedimento que deve ser feito com muito cuidado, porque se algum coral escapar, ele acaba se prendendo nas pedras e formando uma nova colônia.

“É difícil falar em retirar tudo, porque já está impregnado no nosso litoral. Conseguimos tirar cerca de 10% desta vez, porque é um trabalho muito duro. Quando retiramos da Laje de Santos, os pólipos navegam pelo oceano e param em algum outro lugar. O que fazemos é retirar o máximo possível para não proliferar demais. É difícil combater essa invasão”, conclui.

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Chuva preta e dia escuro: as dificuldades que as queimadas no Pantanal e na Amazônia podem levar a outras regiões

Consequências causadas por incêndios de grandes proporções em biomas brasileiros devem ser sentidas em diferentes cidades.

Por BBC

As consequências dos incêndios que afetam os biomas brasileiros podem ser notadas em diversas cidades do país. As queimadas intensas na Amazônia, no Pantanal e no Cerrado atingem, além das regiões mais próximas, estados como São PauloRio de Janeiro e Santa Catarina.

A fumaça e as partículas liberadas pelos incêndios são levadas pelo vento a outras regiões. Como consequência, segundo especialistas, o céu desses locais pode adquirir cores incomuns e há riscos de chuva com coloração preta.

Nos últimos dias, a fumaça dos incêndios nos biomas brasileiros, e também da Bolívia, avançou para locais como as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e municípios de Minas Gerais, segundo a Metsul Meteorologia.

Essa fumaça já havia chegado ao Sul do país. No último dia 13, houve relatos de chuva preta na cidade de São Francisco de Assis, no Rio Grande do Sul. A suspeita é de que a coloração escura tenha sido causada pelos incêndios no Pantanal, que enfrenta o pior período de queimadas das últimas décadas.

Houve registro de chuva escura também em municípios de Santa Catarina, na última quinta-feira (17/09). A Defesa Civil do Estado confirmou que eram precipitações contaminadas por partículas de fumaça de incêndios no Pantanal.

Nos próximos dias, segundo serviços meteorológicos, existe a possibilidade de registro de chuva preta na cidade de São Paulo, que está encoberta por fumaça dos incêndios florestais. Em agosto do ano passado, houve precipitações escuras em alguns pontos da capital paulista e regiões próximas.

O céu tomado pela fumaça, que hoje preocupa moradores do Sul e Sudeste, é uma realidade frequente nos nove estados que compõem a Amazônia Legal — como AcreAmazonasMato Grosso e Rondônia. As pessoas que vivem nessas regiões sofrem diretamente os impactos das queimadas intensas e podem ser expostas a níveis de poluição do ar acima do limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Especialistas apontam que os riscos da fumaça que avança pelo país são menores que os problemas enfrentados pelas pessoas que moram nas proximidades dos biomas duramente afetados pelas queimadas. Apesar disso, a situação é considerada preocupante, por ser um reflexo do aumento dos incêndios florestais no Brasil.

Os incêndios e a fumaça

De janeiro a meados de setembro deste ano, foram registrados 69,5 mil focos de calor (que costumam representar incêndios) na Amazônia, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Somente na primeira quinzena deste mês, na Amazônia, houve crescimento de 86% de focos de calor em comparação ao mesmo período do ano passado.

No Cerrado, foram registrados 40,8 mil focos de calor de janeiro a meados de setembro deste ano. Somente nas duas primeiras semanas deste mês foram 13,6 mil registros, crescimento de 9,21% em comparação ao mesmo período em 2019.

Já o Pantanal teve o maior crescimento de focos de calor entre os biomas neste ano. Os registros aumentaram 219%, em comparação ao mesmo período de 2019 — de janeiro à primeira quinzena de setembro. Até sábado (19/09), havia 15,9 mil focos correspondentes a 2020.

Somente nas duas primeiras semanas de setembro deste ano foram registrados 5,3 mil focos de calor no Pantanal. Em 2019, no mesmo período, havia 1,6 mil.

Os números confirmam que o mês de setembro deste ano tem sido marcado por queimadas intensas. As partículas geradas por esses incêndios são notadas em diversas partes do país por meio do céu, que pode ficar esbranquiçado ou alaranjado.

O meteorologista Francisco de Assis, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), relata que, além da fumaça, situações como a poluição causada por automóveis e a poeira em suspensão — em regiões nas quais há muito tempo não chove — também colaboram para alterar a coloração do céu.

Quando associada à frente fria, a fumaça pode fazer com que o “dia vire noite”, como aconteceu em São Paulo, em uma tarde de agosto do ano passado.

Para chegar a diferentes regiões, a fumaça é carregada por meio dos ventos.

“Esses ventos que levam a fumaça vêm de regiões oceânicas do Atlântico Tropical, entram no continente, passam pela Amazônia, pelo Cerrado e pelo Pantanal e seguem para o Sul e Sudeste, por conta da barreira natural formada pela Cordilheira dos Andes. Eles também chegam à Bolívia, Argentina Paraguai“, explica o pesquisador Nilton Évora do Rosário, que estuda a poluição do ar.

“No verão, essa massa de ar costuma chegar carregada de umidade às regiões Sul e Sudeste (fenômeno conhecido como rios voadores). Mas no período de queimadas, transporta essa fumaça, que é o que existe na atmosfera”, acrescenta Rosário, que é professor do Departamento de Ciências Ambientais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A fumaça das queimadas na Amazônia e no Pantanal já se estende por mais de 4 mil quilômetros da América Latina e chega a cobrir parte dos países vizinhos – Imagem de 19 de setembro — Foto: Inpe/Reprodução

A fumaça das queimadas na Amazônia e no Pantanal já se estende por mais de 4 mil quilômetros da América Latina e chega a cobrir parte dos países vizinhos – Imagem de 19 de setembro — Foto: Inpe/Reprodução

Os efeitos causados pelos incêndios nos biomas brasileiros podem viajar milhares de quilômetros. “A fumaça dos incêndios na Califórnia (nos Estados Unidos), por exemplo, foi detectada na Europa. Essa fumaça costuma ser depositada ao longo do percurso, mas, dependendo da intensidade, pode viajar por dois ou três mil quilômetros facilmente”, relata o pesquisador Paulo Artaxo, doutor em física atmosférica pela Universidade de São Paulo (USP).

“Essa fumaça do Brasil, passando por São Paulo, faz parada até o Atlântico Sul e pode seguir para a África. Mas ela vai enfraquecendo, pois é depositada ao longo do tempo”, acrescenta Artaxo.

O especialista em física atmosférica detalha algumas possíveis consequências da fumaça levada a outras regiões do Brasil ou do mundo. “Ela pode ter efeitos à saúde. Além disso, pode reduzir a radiação no ecossistema por causa da absorção da atmosfera, alterar a fotossíntese e prejudicar atividades agrícolas”, diz Artaxo.

Após a chegada da fumaça à região Sudeste, a Metsul Meteorologia alertou que a situação pode piorar a qualidade do ar e causar problemas a pessoas que têm dificuldades respiratórias. A situação se torna ainda mais difícil no atual cenário da pandemia de coronavírus.

Chuva preta

Chuva preta foi registrada em cidades catarinenses — Foto: NSC TV/Reprodução

Chuva preta foi registrada em cidades catarinenses — Foto: NSC TV/Reprodução

A chuva preta costuma ocorrer quando a fumaça transportada pelo vento encontra nuvens que produzem precipitações, em geral associadas às frentes frias.

“Outra situação que pode causar a chuva preta é quando as gotas das nuvens se formam no meio da poluição, e envolvem as partículas que compõem a fumaça. Com isso, a chuva associada a essas nuvens terá, em sua composição, a fuligem oriunda das queimadas”, explica Rosário.

De acordo com a Metsul, um corredor de fumaça avançou da região da Amazônia e do Pantanal, no fim de semana, em direção ao Sudeste do país. Enquanto isso, uma frente fria do Sul se aproxima da região de São Paulo.

Diante do cenário, a Metsul alertou sobre a possibilidade de chuva preta em São Paulo nos próximos dias.

Segundo nota do Climatempo, “dependendo da quantidade de fumaça que for transportada (dos biomas incendiados) para São Paulo, não se poderia descartar a chance da repetição do fenômeno da chuva preta.”

Para especialistas, a chuva preta pode ser considerada uma forma de alívio em meio ao cenário das queimadas. “Ela é consequência de um processo importante de limpeza da atmosfera”, diz Rosário.

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INSS: uma semana após reabertura de agências, perícia médica segue suspensa no DF

Na quarta-feira (15), presidente do órgão visitou unidade na capital e atestou condições sanitárias de funcionamento. Associação de médicos peritos fará nova vistoria nesta segunda (21) para avaliar protocolos de segurança.

Por G1 DF e TV Globo

O Distrito Federal completa uma semana, nesta segunda-feira (21), sem o serviço de perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As agências, que estavam fechadas desde março – devido à pandemia do novo coronavírus – reabriram no dia 14 de setembro, no entanto, os médicos peritos cruzaram os braços.

Em todo país, a categoria alega falta de equipamentos de proteção contra a Covid-19, além de materiais que seriam necessários para o atendimento ao público (entenda abaixo).

Em Brasília, representantes da Associação Nacional de Médicos Peritos (ANMP) realizam, nesta segunda (21), uma nova vistoria nas agências, para avaliar as condições sanitárias das unidades. A entidade foi chamada a participar das vistorias anteriores, do governo federal, mas não compareceu.

Segundo a entidade, as agências “consideradas aptas serão liberadas para atendimento médico pericial já no dia seguinte [terça, 22]”.

Das seis agências do DF, apenas a do Setor Comercial Sul (SCS) e a de Taguatinga realizam a perícia médica. A unidade da Asa Sul passou por uma vistoria do presidente do INSS na quarta-feira (15). A promessa era de que o atendimento seria normalizado no dia seguinte à visita, mas novamente a unidade abriu as portas ao público, e os peritos não compareceram.

O serviço é necessário para permitir que trabalhadores recebam auxílio, retornem ao trabalho ou consigam a aposentadoria.

‘Quem não voltar, vai levar falta’

Na última semana, a Secretaria de Previdência informou em nota que 169 agências do país foram inspecionadas e cumpriam os requisitos para o retorno do atendimento presencial da Perícia Médica Federal. “Os peritos médicos federais foram informados a respeito da liberação dos consultórios e também sobre a reabertura das agendas para marcação das perícias”.

“Caso algum perito apto ao trabalho presencial não compareça para o serviço sem justificativa, terá registro de falta não justificada. A falta não justificada implica em desconto da remuneração e pode resultar em processo administrativo disciplinar, se caracterizada a inassiduidade.”

‘Eles terão que voltar’, diz secretário de Previdência sobre peritos do INSS

Em entrevista à Globo News na última semana, o secretário da pasta, Bruno Bianco, voltou a falar em corte de salários.

“O perito médico federal tem que trabalhar, terá agenda, nós já determinamos a abertura da agenda. Está aberta desde ontem [quinta-feira]. Já estamos agendando em todos os locais do Brasil que têm perícia. Quem não voltar vai infelizmente levar falta.”

O que diz a associação de peritos

Ao todo, 480 peritos foram notificados por e-mail quanto à necessidade de comparecimento nesta sexta-feira. No entanto, a ANPM afirma que, “enquanto não forem feitas as vistorias técnicas nas agências do INSS pelo corpo técnico médico pericial da carreira, não haverá retorno do atendimento presencial”.

“Não haverá retorno do atendimento presencial, pelo elevado risco de transformar a população idosa e doente, que frequenta os postos, em alvo de contaminação pelo novo coronavírus. A suposta determinação de retorno imediato será ignorada pois ordem ilegal não deve ser cumprida e estamos defendendo o direito à vida dos cidadãos, tanto a nossa como a dos segurados”, diz nota.

Por outro lado Bianco, do INSS, fez um apelo à categoria e lembrou que a “perícia é um serviço essencial”. “Os peritos são servidores públicos tanto quanto eu, servidores públicos. Além de tudo, são médicos, pessoas que algumas vezes, inclusive, trabalham em outro serviço”.

“[Peritos] foram eventualmente heróis no combate ao Covid em outros locais de trabalho e agora é hora de retornar ao trabalho com proteção, com tranquilidade e obviamente havendo uma determinação de retorno ao trabalho”, disse Bruno Bianco.

Agências no DF

Das seis agências do DF, apenas a do Setor Comercial Sul e a de Taguatinga realizam a perícia médica. No entanto, quem estava com o atendimento agendado nesta segunda-feira (21), teve que voltar pra casa.

Todas as agências do INSS no DF estão abertas no período de 7h às 13h. Veja os locais:

  • Agência Brasília Asa Sul – Av. W3 Sul, quadra 502
  • Agência Sobradinho – Setor Administrativo, quadra central
  • Agência Planaltina – Setor Educação, quadra 2
  • Agência Gama – Quadra 40 lotes01/03
  • Agência Taguatinga – CNB 2, lote 1
  • Agência Ceilândia – CNM 17 lote 21

O INSS informa que os atendimentos nas agências são feitos somente por meio de agendamento, pela central de atendimento do instituto (número 135) ou pelo aplicativo “Meu INSS“. “O atendimento, nesse momento é só para quem tem horário agendado”.

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Líder indígena morre com Covid-19 aos 42 anos no litoral de SP

João Lira teve importante papel na luta pelos direitos indígenas e pela preservação ambiental.

Por G1 Santos

Líder indígena morreu com Covid-19 aos 42 anos — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Líder indígena morreu com Covid-19 aos 42 anos — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O líder indígena João Lira, da Aldeia Itapuã, morreu aos 42 anos devido a complicações da Covid-19. A aldeia que ele liderava fica em Iguape, no litoral paulista, e a morte dele gerou comoção nas redes sociais. Conforme apurado pelo G1, Lira tinha um importante papel na luta pelos direitos das comunidades indígenas e pela preservação ambiental.

João Lira estudou na Universidade de São Paulo (USP) e foi um dos pioneiros da educação escolar indígena no estado. Ele especializou-se em Letras, para melhorar a qualidade da educação pública de sua aldeia, segundo informações da Diretoria de Ensino Regional (DER).

O indígena foi candidato a deputado federal em 2018 e se preparava para uma nova candidatura, desta vez para vereador em Iguape, na próxima eleição municipal. Ele morreu nesta quinta-feira (17), após ser infectado pelo novo coronavírus. No dia 1º de setembro, ele foi internado no Hospital Regional de Pariquera-Açu e, segundo a unidade, transferido ao Hospital São João, em Registro, no dia 3.

A Diretoria de Ensino Regional, em Miracatu, publicou uma nota de pesar pelo falecimento do indígena, que era vice-diretor da Escola Estadual Indígena da Aldeia Itapuã.

“João Lira foi um grande líder. Sua luta incansável em prol da causa indígena nos faz lembrar de que somos muito mais plurais do que singulares, muito mais coletivos do que individuais, muito mais ‘nós’ do que ‘eu’ “, escreveu a DER.

A Diretoria Regional ainda afirmou que essa foi uma grande perda aos familiares, amigos e colegas de profissão, e que o indígena deixa um grande legado por sua liderança. “Certeza de que as sementes que plantou estão eternizadas em nossos corações”, publicou.

João Lira teve papel importante na luta pelos direitos indígenas — Foto: Reprodução/Redes Sociais

João Lira teve papel importante na luta pelos direitos indígenas — Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Pedreiro morre com leptospirose após peregrinar uma semana por unidades de saúde da Prefeitura do Rio

Josimaicon foi diversas vezes à UPA de Sepetiba e ao Hospital Pedro II, mas quando, finalmente, recebeu o diagnóstico correto, não resistiu e morreu.

Por Jéssica Sá, Bom Dia Rio

Pedreiro morre de leptospirose depois de peregrinar por hospitais do Rio

Um pedreiro de 33 anos morreu depois de uma semana peregrinando por unidades de saúde do Rio de Janeiro. Josimaicon de Macedo Castilho foi cinco vezes à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sepetiba e ao Hospital Pedro II, em Santa Cruz, na Zona Oeste. Mas quando finalmente o paciente recebeu o diagnóstico correto, que era leptospirose, o paciente não resistiu e morreu.

Josemaicon começou a passar mal com febre e dores no corpo no início da semana passada e procurou atendimento na UPA de Sepetiba. Na unidade, a família diz que ele recebeu remédios para as dores e foi liberado. Dois dias depois ele retornou à UPA, ainda muito mal, recebeu atendimento, e novamente voltou pra casa.

“O médico aplicou uma injeção nele, passou alguns remédios. Não fizeram nenhum exame e falaram que era infecção urinária sem ter exame nenhum”, afirmou a esposa Fernanda Cristina.

O estado de saúde de Josimaicon piorou e ele procurou atendimento no Hospital Pedro II. Mas novamente o pedreiro foi medicado com antibióticos e liberado. Ele chegou a procurar a UPA de Sepetiba pela terceira vez, mas o atendimento foi o mesmo.

No início dessa semana, o pedreiro acordou muito mal, sem conseguir ficar de pé. A família o levou mais uma vez para o Hospital Pedro II. Foi quando, finalmente, fizeram exames de sangue e urina que os médicos detectaram problemas nos rins e internaram Josimaicon na sala vermelha.

Nesta quarta (16), a esposa recebeu o resultado dos exames: era leptospirose. O pedreiro começou a ser tratado da doença apenas uma semana depois dos primeiros sintomas, e já era tarde demais. Josimaicon teve 4 paradas cardiorrespiratórias e não resistiu.

A família está inconformada. “Já na segunda-feira ele acordou não estava nada bem, não estava conseguindo andar, não estava conseguindo falar. Aí que o médico foi ver a gravidade dele. Aí foi que eles fizeram o exame. Eu venho aqui pra falar da negligência da UPA e do hospital”, lamentou a esposa do pedreiro.

A Prefeitura do Rio diz que nas três vezes que Josimaicon procurou a UPA de Sepetiba foi atendido e liberado depois de apresentar melhora e que ele ficou internado no CTI do Pedro II quando o estado de saúde piorou. A direção do hospital afirma que tá à disposição da família para esclarecer qualquer dúvida.

O pedreiro Josimaicon de Macedo — Foto: Reprodução/TV Globo

O pedreiro Josimaicon de Macedo — Foto: Reprodução/TV Globo

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Ministro cobra Congresso por mais recursos para a educação e diz que bloqueio no orçamento foi para ‘emendas parlamentares’

Milton Ribeiro apresentou as ações do MEC durante a pandemia e afirmou que irá apresentar um protocolo sanitário para a educação básica.

Por Elida Oliveira e Paloma Rodrigues, G1

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou na manhã desta quinta-feira (17), que o bloqueio de R$ 1,56 bilhão feito pelo governo no Ministério da Educação neste ano se deve “em grande parte” para pagar emendas parlamentares. Segundo Ribeiro, o governo precisou retirar dinheiro da educação para repassar aos projetos aprovados pelos próprios congressistas, que encaminharam recursos para outras áreas.

Ministério da Educação pode perder mais de R$ 1,5 bilhão do orçamento de 2020

“Com todo o respeito que eu tenho aos senhores parlamentares, grande parte desses valores [bloqueados] tem a ver com financiamento de emendas parlamentares”, afirmou Milton Ribeiro, em reunião virtual na Comissão Mista que monitora as ações contra o coronavírus.

“Isso foi uma maneira que o governo teve para poder responder e honrar as emendas parlamentares na composição de um grande valor, que os senhores naturalmente tem que responder às suas regiões de uma maneira até legítima, mas isso também afetou”, afirmou.

Emendas parlamentares são recursos públicos geralmente destinados por deputados e senadores para áreas que defendem ou são de seu interesse.

“Eu só posso ficar entristecido, mas não sou o gestor do orçamento. Agora, os senhores, sim. Os senhores, cada um na sua casa de legislação, podem ajudar e muito a educação. Esse valor de R$ 1,6 bilhão que foi um corte efetuado, isso poderia voltar, através de gestões dos senhores parlamentares”, cobrou Ribeiro. Segundo o MEC, o bloqueio poderá ser revertido por meio de projeto de lei aprovado no Congresso Nacional.

Baixa execução orçamentária

Ribeiro também reconheceu que, no primeiro semestre deste ano, a pasta não executou diversos programas, o que deixou recursos parados no caixa e levou a equipe econômica a bloqueá-los. Até agosto, a 4 meses do fim do ano, o MEC só havia executado 48% do orçamento disponível para 2020. O ministro assumiu a pasta em julho.

“Com relação ao corte de R$ 1,6 bilhão que foi efetuado, cabe dizer que tentamos, fui pessoalmente ao planalto tentar reverter, mas o assunto já estava encaminhado, considerando que os gestores anteriores não empenharam os valores e o povo da economia que quer economizar de todo jeito viram que tinha um valor considerável parado no segundo semestre e estenderam a mão e tiraram da gente. Foi isso que aconteceu”, afirmou Milton Ribeiro.

Volta às aulas

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, também afirmou que, “se dependesse” dele, as aulas presenciais voltariam amanhã. No entanto, Ribeiro destacou que ainda “há riscos”.

“Se dependesse de mim, retornava amanhã, mas temos os riscos”, afirmou Milton Ribeiro a parlamentares.

“Estamos empenhados em caminhar para o retorno das aulas, observados todos os protocolos de biossegurança”, afirmou, destacando que o MEC enviará R$ 500 milhões em apoio a estados e municípios para a volta às aulas presenciais.

Protocolo de biossegurança para Ed. Básica

Além disso, a equipe do MEC está trabalhando para fazer um protocolo de biossegurança para a educação básica, como já foi feito com o ensino superior.

Ribeiro ressaltou que a reabertura das escolas não depende só do MEC , e sim das condições de cada região em relação à pandemia. “Se alguém quer saber a opinião do ministro, é esta, considerando ainda as questões de segurança”, ressalva. “Não podemos colocar em risco as crianças e adolescentes, e também os jovens das universidades”, disse.

“Estamos trabalhando para retorno o mais breve possível, para a volta às aulas, para pegar este fim de ano e deixar as crianças animadas para o ano que vem”, afirmou Ribeiro.

O ministro da Educação afirmou ainda que o MEC está montando um painel com dados sobre a situação das escolas, seis meses após a suspensão das aulas presenciais.

Ele reconheceu que há descontrole sobre o que ocorre nos colégios. “Logo, logo, teremos controle da situação”, afirmou o ministro ao anunciar a criação do painel.

Questionado sobre se este seria um “ano perdido” para a educação, Ribeiro discordou. “Com relação a se perdemos o ano, eu acho que nada é perdido. Com todo respeito que tenho, e meus sentimentos, quem perdeu a vida perdeu o ano. Nós que estamos aqui, vivos, alguma coisa nós aprendemos: aprendemos a usar um pouco melhor os meios virtuais, as escolas se prepararam, nós tivemos… demos um passo a mais, subimos um degrau na questão de higiene e cuidados sanitários. Com relação à didática, nós não vamos perder em relação ao mundo, porque o mundo inteiro está na mesma página”, afirmou.

“Com relação à deficiência de aprendizado, certamente professores e técnicas modernas [de ensino] vão conseguir superar essas condições”, disse.

Gestão no MEC

Ribeiro abriu a apresentação a parlamentares sobre as ações do MEC durante a pandemia dizendo que tem a legitimidade para o cargo porque foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro, eleito pelo povo, assim como disse na terça-feira (15), quando apresentou os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Ele repetiu que está à frente do ministério há um mês e meio e que, durante as três primeiras semanas, ficou afastado porque teve Covid-19 e não “pode se inteirar dos detalhes”.

“A cada dia que passa que estou no MEC eu descubro que sei menos do MEC. Porque é um mundo muito grande, muitas coligadas, com detalhamento, com ações, que eu confesso que eu tenho, até às vezes, ficado bem assustado. Não me julgo com total capacidade para estar fazendo tudo sem apoio e sem ajuda dos meus auxiliares, secretários e presidentes das coligadas”, afirmou.

Vídeo: apoio do MEC às universidades

Em agosto, Milton Ribeiro anunciou o apoio a alunos de baixa renda das universidades, com compra de kits para acesso à internet. Na ocasião, ele reconheceu que a ajuda chegou “um pouquinho tarde“. 

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Brasil pede mais tempo para avaliar participação no programa de vacinas Covax

Originalmente, o prazo para inscrição no programa vai até a meia-noite de sexta-feira.

Por Reuters

Obter uma vacina com eficácia comprovada não será suficiente para conter a pandemia, pois será necessário garantir sua distribuição — Foto: Reuters

Obter uma vacina com eficácia comprovada não será suficiente para conter a pandemia, pois será necessário garantir sua distribuição — Foto: Reuters

O Brasil solicitou à Aliança Global de Vacinação (Gavi, na sigla em inglês) uma extensão no prazo para formalizar seu envolvimento na iniciativa Covax Facility, programa mundial para impulsionar o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19, informou o governo federal nesta quinta-feira (17).

Segundo um comunicado divulgado pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), o país estuda “criteriosamente” a participação na Covax e “segue em tratativas” com a Gavi. O prazo original para a inscrição no programa vai até a meia-noite de sexta-feira (18).

O governo brasileiro disse que “outros países” também pediram mais tempo para analisar a participação no programa, sem especificar.

A Reuters apurou com um representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) que “vários países da América Latina” manifestaram a intenção de solicitar que o prazo seja estendido.

“Tal medida se faz necessária para obter mais informações sobre as condições para a aprovação regulatória, instrumento jurídico aplicável, vacinas em desenvolvimento, suas características de armazenamento e transporte logístico”, afirmou a nota da Secom.

“Essas definições são especialmente importantes em um país como o Brasil, de dimensões continentais”, acrescentou o governo.

Mais de 170 países aderiram ao Covax, uma alocação global de vacinas contra o novo coronavírus coliderada pela OMS que visa impulsionar o desenvolvimento de vacinas para combater a pandemia de Covid-19, informou o diretor-geral da instituição.

“Mais de 170 países aderiram à Covax, ganhando acesso garantido ao maior portfólio mundial de vacinas candidatas”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus em comentários pré-gravados em um webinar nesta quinta.

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Retomada no INSS: com serviços atrasados, órgão tem queda de braço com médicos peritos

Médicos recusam retomada afirmando que agências não foram aprovadas em inspeção; INSS diz que grande parte das agências apresentaram problemas estruturais relativos à perícia, mas não aos protocolos em relação à Covid-19.

Por Marta Cavallini e Raphael Martins, G1

A reabertura das agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) instaurou uma queda de braços entre o órgão e médicos peritos – em que sofrem os segurados. Isso, em meio à pandemia do novo coronavírus e restrição de atendimentos presenciais por quase seis meses.

Enquanto os profissionais da saúde acusam o INSS de não terem feito as adaptações necessárias nas agências para receber os segurados, em ambiente que gera aglomeração e tem público em grande parte idoso, o órgão aponta que os peritos pedem melhorias que estariam além do escopo de prevenção da Covid-19.

Mesmo algumas poucas agências cujos protocolos foram aprovados pelos peritos, no entanto, não retomaram a perícia médica.

O que diz o INSS

Em nota ao G1, o INSS admite que “algumas agências” não atendiam todo o protocolo exigido pela Perícia Médica Federal, mas foram retiradas da lista dos locais que abririam na última segunda-feira (14) e retornarão assim que todos os protocolos forem atendidos, “da forma mais célere possível”.

“Informamos ainda que grande parte das agências apresentaram problemas estruturais relativos à perícia, mas não aos protocolos de segurança em relação à Covid-19, como é o caso de rota de fuga para o perito, o que não impede a abertura para os demais serviços que foram oferecidos normalmente desde a manhã desta segunda-feira: cumprimento de exigência, justificação administrativa, avaliação social e reabilitação profissional”, diz o INSS em nota.

O INSS promete inspeções em conjunto com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, que representa a Perícia Médica Federal, nas salas de perícia médica entre esta terça e quarta-feira (16). O órgão não informa, contudo, quando pretende retomar plenas atividades – e os peritos contestam essas novas inspeções.

O que diz a ANMP

Vice-presidente da Associação Nacional de Médicos Peritos (ANMP), Francisco Cardoso afirma que as poucas agências autorizadas a funcionar ficam em pequenas cidades do interior, a maioria com um único perito e incapazes de suprir inclusive a demanda local.

“Não se pode abrir 10 agências e deixar 900 fechadas. Isso é completamente irresponsável”, afirma.

Para o vice-presidente da entidade, não há como separar “problema relacionado à Covid-19” dos demais “problemas antigos”, pois as agências apresentaram problemas de ventilação adequada, infraestrutura de higiene – como falta de pias, de sabão, de latas de lixo e de limpeza adequada – e sem segurança na entrada.

“Havia previsão de alta demanda e consequente aglomeração de segurados em busca de atendimento, vide o que aconteceu nas capitais, e haveria tumulto com grandes chances de confusão e agressão”, diz Cardoso.

“A Covid-19 exige que o INSS fique em dia com coisas que há anos vínhamos cobrando e eles se faziam de surdos. Agora é a nossa vida e a dos segurados em jogo. Não se negocia isso”, afirma.

Úma nota da ANMP acusa o INSS de adulterar o checklist de obrigações para a retomada das perícias, “flexibilizando e relativizando itens essenciais como limpeza, segurança, ventilação e equipamentos”. Esse checklist é parte de uma portaria para determinar as novas inspeções nas agências – é com base nela que o INSS está refazendo as vistorias nesta terça e quarta-feiras.

A entidade acusa o INSS de tentar desacreditar a inspeção realizada pela Secretaria da Perícia Médica Federal, e diz que não reconhecerá nenhuma “vistoria” feita por agentes externos à categoria.

“Quando o INSS apresentar a lista de agências reformadas aptas a vistoria e a Secretaria de Previdência revogar a “Portaria Conjunta”, permitindo que a SPMF volte a ordenar o fluxo de inspeções, voltaremos a fazer as vistorias. Até lá, nenhum Perito Médico Federal irá se reapresentar nas agências e nos manteremos no trabalho remoto”, diz a nota.

Dificuldades de atendimento

A retomada de alguns serviços de forma presencial nas agências do Instituto do Seguro Social (INSS) levou ao aumento da demanda de segurados por atendimento nos canais digitais e telefônico, como reportou o G1 nesta terça-feira (15).

Os serviços que voltaram a ser feitos nas agências precisam ser agendados, mas, com o excesso de demanda, o telefone 135 na manhã de terça estava com todas as linhas de atendimento congestionadas. Da mesma forma, isso aconteceu na segunda-feira.

O INSS admitiu que a central 135 enfrentou problemas no dia anterior, principalmente para quem ligou do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Demanda não arrefeceu na crise

Mesmo com as agências fechadas por quase seis meses, o INSS continuou a pagar benefícios que precisam de perícia médica. De janeiro a julho deste ano, foram pagos R$ 46,3 bilhões para os beneficiários de aposentadoria por invalidez, auxílio-doença e auxílio-acidente. Esse valor é 14,4% maior que o pago nos mesmos meses de 2019 (total de R$ 40,5 bilhões).

Já o número de benefícios concedidos teve queda de 4,6% – de 35,8 milhões para 34,2 milhões.

O levantamento foi feito pelo G1 nos boletins estatísticos da Previdência Social e incluem auxílio-doença e aposentadoria por invalidez previdenciário (não ligado a acidente ou doença do trabalho) e acidentário (que tem relação com acidente ou doença do trabalho), além do auxílio-acidente, benefício concedido quando a doença ocupacional ou acidente de trabalho deixam sequelas que reduzem a capacidade laboral.

Houve queda nos valores pagos apenas no auxílio-doença nos primeiros sete meses do ano em relação a 2019. A maior foi no acidentário, redução de quase 14%. Já o previdenciário teve redução de 5,1% no mesmo período.

Os demais benefícios tiveram aumento nos valores pagos. Os maiores incrementos foram no auxílio-acidente (22,7%) e na aposentadoria por invalidez previdenciária (22,2%).

O INSS autorizou a antecipação de um salário mínimo (R$ 1.045) mensal para trabalhadores que estão na fila do auxílio-doença ou que solicitarem o benefício, por conta da pandemia. Com isso, possibilitou solicitar o auxílio-doença mediante apenas apresentação de atestado médico, sem a necessidade de agendar ou realizar perícia médica federal.

Durante os meses em que as agências ficaram fechadas, foram antecipados os pagamentos de 876 mil auxílios doença e de 186 mil cadastrados no BPC (Benefício de Prestação Continuada).

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85% de parque no Pantanal de MT que abriga maior refúgio de onças-pintadas no mundo foi destruído por incêndios

Turistas do país e do exterior procuram o parque para fazer a observação de onças-pintadas durante passeios de barco.

Por Denise Soares, G1 MT

O fogo que atingiu o Parque Estadual Encontro das Águas, localizado na região de Porto Jofre, na cidade de Poconé (distante 102 km de Cuiabá), destruiu 85% do parque. Segundo o Instituto Centro Vida (ICV), os incêndios destruíram uma área de 92 mil hectares do parque, que tem 108 mil hectares..

A localidade é conhecida por deter a maior concentração de onças-pintadas do mundo. Turistas do país e do exterior procuram o parque para fazer a observação de onças-pintadas durante passeios de barco.

De acordo com análise do ICV, as onças-pintadas, que já são ameaçadas de extinção, agora também são ameaçadas pelas queimadas que estão acontecendo em todo o estado.

No vídeo divulgado pelo instituto, é possível visualizar como as áreas do Parque Encontro das Águas foram e estão sendo afetadas pelos incêndios.

O governo decretou situação de emergência em Mato Grosso por causa dos incêndios florestais. O decreto irá valer por 90 dias, podendo ser prorrogado.

Pantanal em chamas: tratamento pioneiro regenera tecidos de animais queimados  — Foto: Fantástico

Pantanal em chamas: tratamento pioneiro regenera tecidos de animais queimados — Foto: Fantástico

O incêndio, que começou há semanas, era combatido por funcionários de pousadas e moradores locais e na semana passada foi combatido por bombeiros.

No mês passado, uma onça invadiu várias casas de moradores do Pantanal depois que teve seu habitat destruído pelas queimadas na região.

Ela foi resgatada e transferida para o Instituto de Preservação e Defesa dos Felídeos da Fauna Silvestre do Brasil em Processo de Extinção (NEX), em Corumbá de Goiás, na região nordeste do estado,

Outra onça-pintada adulta foi resgatada na região de Porto Jofre com ferimentos e sinais de queimaduras, na última sexta-feira (11). Diversos outros animais também já foram resgatados e medicados. Muitos não resistiram e morreram.

O parque

O Parque Estadual Encontro das Águas fica no encontro dos rios Cuiabá e Piquiri, na região de Porto Jofre, entre Poconé e Barão de Melgaço, municípios a 104 e 121 km de Cuiabá. A reserva tem 108 mil hectares e se pode ver a exuberância do Pantanal bem de perto.

Os visitantes observam o animal de longe durante passeios de barco em rios do Pantanal.

O melhor período para observar a onça é entre julho e final de setembro, período da seca. Nesses meses as onças ficam mais próximas das margens dos rios em busca de água e caça, então, é mais fácil de deparar com o animal.

Incêndios no Pantanal

Dados do Prevfogo, o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos incêndios florestais do Ibama, em 2020 mostram que a área queimada no Pantanal já passou de 2,3 milhões de hectares, sendo 1,2 milhão em Mato Grosso e mais de 1 milhão em Mato Grosso do Sul.

Essa área de mais de 2 milhões representa quase 10 vezes o tamanho das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro juntas.

O Pantanal é o bioma brasileiro mais afetado pelas queimadas proporcionalmente, mas em Mato Grosso os incêndios estão espalhados por todo o estado.

As queimadas aumentaram no Pantanal a partir de julho, quando a estiagem ficou ainda mais intensa. Os dias estão tão secos que o clima fica parecido ao de um deserto, com umidade abaixo dos 10%. Mas o problema não é só o clima.

Uma reserva particular teve metade da área de mais 100 mil hectares destruída. Segundo perícia do Corpo de Bombeiros, as chamas vieram de fazendas que estão próximas e que foram queimadas de forma criminosa, intencional.

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