Marcelo Odebrecht obtém progressão de regime e visita sede da construtora em SP

Por GloboNews

Quatro anos e três meses depois de ter sido preso, o empresário Marcelo Odebrecht visitou na tarde desta quinta-feira (12) a sede da construtora Odebrecht em São Paulo.

Ele retornou à empresa que presidiu por sete anos. De acordo com a assessoria da empresa, ele foi visitar amigos que trabalham na Odebrecht.

De acordo com a Justiça Federal de São Paulo, depois da decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), Marcelo Odebrecht conseguiu progredir de regime e saiu nesta quinta da prisão domiciliar, que cumpria desde dezembro de 2017.

Ex-presidente de um dos maiores grupos empresariais do Brasil, Marcelo Odebrecht foi preso em junho de 2015, na 14ª fase da Lava Jato.

Em setembro de 2015, na CPI da Petrobras, ele se declarou inocente. E afirmou que não cogitava fechar um acordo de delação premiada: “Para dedurar primeiramente precisa ter o que dedurar”.

O empresário citou as filhas para dizer o que pensava das delações:

“Quando, lá em casa, as minhas meninas tinham uma discussão e falavam, tinham uma briga, eu dizia: ‘Olha, quem fez isso? Certo?’. E eu diria o seguinte: eu talvez brigasse mais com quem dedurou que com aquele que fez o fato”.

Mas, em 2016, depois que a funcionária da Odebrecht Maria Lucia Tavares foi presa e revelou que o grupo mantinha um departamento de propina, Marcelo fechou acordo de delação premiada junto com outros 77 executivos e ex-executivos da empresa.

As delações envolveram o pagamento de caixa dois e propina a centenas de políticos.

“Não existe ninguém no Brasil eleito sem caixa 2. Pode até dizer que não sabia, mas recebeu dinheiro do partido que era caixa 2”, afirmou ele.

Marcelo Odebrecht foi condenado por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Com o acordo de delação, pagou multa de mais de R$ 73 milhões e teve a pena reduzida de 31 anos de prisão em regime fechado para dez anos, em diversas etapas.

Com as progressões previstas da pena, em 2025 ele deve estar livre. Terá apenas de informar a Justiça sobre suas atividades.

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Justiça manda soltar ex-deputado federal Índio da Costa da prisão

Por G1 Rio

O desembargador federal João Pedro Gebran Neto, da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), concedeu, na tarde desta quinta-feira (12), um habeas corpus ao ex-deputado federal Índio da Costa.

O político foi preso na última sexta-feira (6), durante uma operação da Polícia Federal contra fraude nos Correios. O esquema de fraude tinha repasses de até R$ 250 mil por mês para cargos altos. A prisão do político foi decretada pela 7ª Vara Federal de Florianópolis.

A Justiça determinou que Índio terá que pagar 200 salários mínimos como fiança e precisará entregar o passaporte para deixar a cadeia.

Além do cargo de deputado federal, o empresário e advogado Índio da Costa também foi vereador e secretário municipal em diferentes administrações no Rio.

Índio foi secretário de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, ao lado do atual prefeito Marcelo Crivella (2017 a 2018), e secretário de Administração na gestão de Cesar Maia, entre 2001 e 2006.

Nas últimas eleições, em 2018, o político concorreu ao governo do RJ.

Índio foi relator de uma comissão especial que ajudou a criar o projeto da Lei da Ficha Limpa, que impede políticos com condenações em segunda instância de disputar cargos nas eleições.

Fraude nos Correios

Segundo a PF, o esquema era coordenado por empresários, funcionários da estatal e agentes públicos. Onze mandados de prisão preventiva foram cumpridos – 9 no Rio e 2 em São Paulo – e um mandado de prisão temporária foi cumprido em Minas Gerais. Os investigadores afirmam que as fraudes causaram um prejuízo de R$ 13 milhões.

A Polícia Federal afirma que a quadrilha negociava até cargos, alguns chegando ao valor de R$ 250 mil. Não foram informados, no entanto, quais seriam esses cargos e qual a relação.

RJTV apurou que há indícios de que Índio sabia de todo o esquema e seria o padrinho político do superintendente estadual dos Correis no Rio, Cleber Isaías Machado, que também foi preso hoje.

A PF informou que foram detidos agentes dos Correios, empresários e funcionários de empresas que eram utilizadas como “laranjas” pela organização criminosa, de acordo com o delegado Cristian Luz Barth, responsável pela investigação em Santa Catarina.

Segundo ele, pelo menos 10 empresas possuíam contratos com os Correios e participavam do esquema criminoso.

A investigação começou em novembro de 2018, após empresários ligados ao esquema tentarem iniciar a atuação do grupo em Santa Catarina.

No entanto, ele não explicou quais cargos seriam esses e como era conduzida essa parte do esquema. Segundo ele, a investigação está em andamento.

Foram bloqueados R$40 milhões das contas e dos bens dos investigados, incluindo carros de luxo e duas embarcações. O processo corre em sigilo.

O que dizem os Correios

Após a operação da Polícia Federal, os Correios divulgaram a seguinte nota: “Com relação aos mandados cumpridos pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (6), em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Minas Gerais, os Correios informam que estão colaborando plenamente com as autoridades. A empresa permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos. Os Correios reafirmam o seu compromisso com a ética, a integridade e a transparência”.

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MPRJ investiga Carlos Bolsonaro por suspeita de contratação de ‘funcionários fantasmas’

Por Jornal Nacional

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) está investigando a suspeita de contratação de “funcionários fantasmas” no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (PSC), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Durante boa parte dos cinco mandatos como vereador, Carlos Bolsonaro deu emprego à ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, Ana Cristina Valle, e outros sete parentes dela.

Por essa razão, o MPRJ investiga oficialmente indícios de que eles eram “funcionários fantasmas”.

O MP também quer saber se no gabinete de Carlos Bolsonaro havia a pratica da “rachadinha”, que é a devolução de parte dos salários dos funcionários para quem exerce o mandato.

São duas investigações paralelas: uma é a investigação criminal, que está nas mãos do procurador-geral de Justiça do estado, Eduardo Gussem.

E há também o procedimento cível, que apura se houve improbidade administrativa, que está nas mãos da Promotoria de Defesa da Cidadania do MPRJ.

A revista Época confirmou a existência dos procedimentos, que correm em segredo de justiça. A base da investigação é uma reportagem da própria revista, publicada em junho deste ano.

Na época, foi revelado que, embora a atuação de um vereador seja na esfera municipal, vários desses funcionários de Carlos Bolsonaro nunca moraram no Rio de Janeiro. E eles nem sequer tinham crachá para entrar no prédio da Câmara dos Vereadores, no Centro do Rio.

O casal Guilherme e Ananda Hudson, e uma cunhada, Monique Hudson, moravam, e trabalhavam ou estudavam em Resende, no interior do Rio, a 168 quilômetros da capital.

Marta Valle morava além da divisa do estado, em Juiz de Fora, Minas Gerais, a 185 quilômetros da Câmara. Gilmar marques vivia mais longe ainda, em Rio Pomba, a 272 quilômetros do gabinete.

A professora Marta Valle, cunhada de Ana Cristina Valle, passou sete anos e quatro meses como funcionária oficial do gabinete, recebendo um salário bruto de R$ 17 mil. A docente disse à revista Época que nunca trabalhou na Câmara.

Marta: Eu não trabalhei em nenhum gabinete, não.

Repórter: Não?

Marta: A minha família que trabalhou, mas eu não.

Outro funcionário, Gilmar Marques, ex-cunhado de Ana Cristina Valle, disse à revista que não se lembrava de ter trabalhado no gabinete de Carlos Bolsonaro. Perguntado sobre o salário de R$ 14 mil, Gilmar respondeu à repórter:

“Meu Deus do céu. Ah, moça, você está me deixando meio complicado aqui. Eu ganhava? Isso aí você deve estar enganada”, afirmou.

Dois parentes de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, quando ele era deputado estadual, também trabalharam para Carlos Bolsonaro na Câmara de Vereadores.

O jornal Estado de São Paulo revelou, em junho, que Claudionor Gerbatim de Lima e Márcio da Silva Gerbatim passaram o período em que estavam lotados no gabinete de Carlos Bolsonaro sem ter a presença atestada pelo sistema da Câmara.

Nesta semana, Carlos Bolsonaro tirou uma licença não remunerada da Câmara municipal. Em uma rede social, ele disse que o objetivo é acompanhar o pai no hospital.

Numa rede social, o vereador Carlos Bolsonaro escreveu está “tranquilo e despreocupado”. A TV Globo não conseguiu entrar contato com o vereador.

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Pai leva barril de chopp de 3 metros de altura para a porta de maternidade para comemorar o nascimento da filha, em Goiânia

Por Rodrigo Gonçalves, G1 GO

Flávio de Oliveira e Silva, de 40 anos, comemorou o nascimento da filha com um barril de chopp para a porta de uma maternidade em Goiânia — Foto: Arquivo Pessoal/Flávio de Oliveira

Flávio de Oliveira e Silva, de 40 anos, comemorou o nascimento da filha com um barril de chopp para a porta de uma maternidade em Goiânia — Foto: Arquivo Pessoal/Flávio de Oliveira

O empresário Flávio de Oliveira e Silva, de 40 anos, resolveu comemorar o nascimento da filha levando um barril de chopp de 3 metros de altura para a frente de uma maternidade em Goiânia. Com um cartaz “Mijo da Bárbara”, ele anunciou a chegada da menina, com o tradicional “beber o mijo da criança”.

“Foi uma forma de expressar a felicidade e comemorar com quem fosse visitar a minha filha. Para expressar o amor e a alegria de ser pai de uma princesa”, contou ele.

O Flávio é casado com a Brunna Caroline Nascimento de Oliveira, de 31 anos, com que já tem o filho Flávio Henrique, de 6 anos. Ele disse que resolveu fazer a homenagem à filha, porque ele e a esposa decidiram que não terão mais filhos.

“Foi para festejar também ‘a raspa do tacho’. A gente encerrou, não vamos ter mais filhos”, comentou.

A Bárbara Romana nasceu às 7h15 desta terça-feira (10) com 3.350 kg, durante uma cesariana em uma maternidade que fica no Setor Bueno.

Moradores de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana, os pais sabiam que familiares e amigos iriam se deslocar até o local para visitar a menina. Foi então que o Flávio resolveu levar o barril de chopp de madeira para a frente da maternidade.

Comemoração com familiares e amigos foi até a noite — Foto: Arquivo Pessoal/Flávio de Oliveira

Comemoração com familiares e amigos foi até a noite — Foto: Arquivo Pessoal/Flávio de Oliveira

Apesar do tamanho de 3 metros chamar a atenção, o barril de madeira, em cima de um reboque, é na verdade usado de enfeite para cobrir outro de inox de 50 litros, segundo informou Flávio.

“Contratei o barril de chopp de 50 litros de um amigo que aluga para feiras e levamos até lá. Eu quis mostrar que estava alegre e satisfeito com todos os meus amigos, meus irmãos, meu sogro, toda a minha família”, lembrou.

Mas a alegria do empresário acabou contagiando também quem passava pelo movimentado local. Alguns desconhecidos pararam para comemorar, enquanto outros fizeram fotos e publicaram nas redes sociais.

Além do chopp, foi servido um pernil defumado e doses de uma cachaça francesa, que o empresário guardava desde de 1999, quando, segundo ele, retornou da França, onde morou. “Era para um momento especial como este”, contou.

Ainda de acordo com Flávio, a comemoração aconteceu entre o fim da tarde e a noite de desta terça-feira e foram tomadas todas as precauções para não perturbar o silêncio da maternidade e nem atrapalhar a passagem de perdestes.

A pequena Bárbara já está em casa com a mãe Brunna de Oliveira, além do pai e o irmão Flávio Henrique, de 6 anos — Foto: Arquivo Pessoal/Flávio de Oliveira

A pequena Bárbara já está em casa com a mãe Brunna de Oliveira, além do pai e o irmão Flávio Henrique, de 6 anos — Foto: Arquivo Pessoal/Flávio de Oliveira

Loja fechada

O barril em frente à maternidade não foi a única coisa feita pelo Flávio para marcar o dia do nascimento da filha, ele também fez vários vídeos mostrando os momentos antes do nascimento da menina, desde a saída de casa, e também fechou as portas do seu comércio em Aparecida de Goiânia.

“Muita gente me ligou perguntando quem tinha morrido porque fechei a minha madeireira. Eu falei que o motivo era o nascimento da minha filha. Motivo melhor não há”, relatou.

Empresário fechou as portas de sua madeireira em Aparecida de Goiânia durante toda a terça e colocou um aviso sobre o nascimento da filha — Foto: Arquivo Pessoal/Flávio de Oliveira

Empresário fechou as portas de sua madeireira em Aparecida de Goiânia durante to

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Relator da Lava Jato no TRF-4 entrega voto na apelação de Lula no processo do sítio de Atibaia

Por G1 RS

O desembargador federal João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, finalizou no fim da tarde desta quarta-feira (11) o seu voto na apelação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo do sítio de Atibaia. Agora, o recurso é encaminhado para o revisor, desembargador federal Leandro Paulsen.

Quando concluir seu voto, Paulsen encaminha para análise do terceiro membro da 8ª Turma do TRF-4, desembargador federal Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz. Na etapa seguinte, o revisor marcará a data do julgamento. Não há um prazo para que esse trâmite ocorra.

O ex-presidente foi condenado a 12 anos e 11 meses em primeira instância neste processo, corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro, em fevereiro deste ano. Seus advogados recorreram para absolver Lula. O Ministério Público Federal, por sua vez, recomenda aumento da sentença.

De acordo com o MPF, Lula recebeu propina do Grupo Schain, de José Carlos Bumlai, e das empreiteiras OAS a Odebrecht por meio da reforma e decoração no sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), que o ex-presidente frequentava com a família.

A acusação trata do pagamento de propina de pelo menos R$ 128 milhões pela Odebrecht e de outros R$ 27 milhões por parte da OAS.

Lula cumpre pena na sede da Polícia Federal, em Curitiba, desde abril de 2018, por outro processo, o do caso do Triplex, no qual foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro em janeiro daquele ano.

Em abril deste ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve condenação e reduziu a pena para 8 anos e 10 meses, em decisão unânime. A sentença determinada pelo TRF-4 havia sido 12 anos e 1 mês.

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MEC anuncia desbloqueio de 3.182 bolsas de pós-graduação de cursos com alta avaliação

Por Mateus Rodrigues, G1

Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta quarta-feira (11) que vai desbloquear 3.182 bolsas de pós-graduação dos cursos mais bem avaliados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A liberação custar vai R$ 22,4 milhões no orçamento 2019 da pasta.

Antes do anúncio desta quarta-feira, o MEC e a Capes já tinham anunciado em três oportunidades o bloqueio, o congelamento ou o corte de 11.811 bolsas. Com a liberação das mais de 3 mil desta quarta, outras 8.692 bolsas continuam suspensas.

Etapas do bloqueio

  • Bloqueio de 3.474 bolsas em 9 de maio
  • Bloqueio de 2.724 bolsas para cursos com conceito nota 3 em 4 de junho
  • “Congelamento” de 5.613 bolsas durante a vigência (4 anos) em 2 de setembro
  • Liberação de 3.182 bolsas para cursos com notas 5, 6 e 7

Quando anunciou o bloqueio de 5 mil bolsas, a Capes informou que sua previsão era ter metade do Orçamento de 2019 no próximo ano. Agora, o MEC anuncia que vai incorporar mais R$ 600 milhões para o Orçamento da Capes em 2020. Com isso, o valor total subirá de R$ 2,45 bilhões para cerca de R$ 3,05 bilhões.

Orçamento 2020

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que o acordo foi firmado com o Ministério da Economia, mas não detalhou de onde virá o dinheiro. “Os detalhes, temos que esperar o Orçamento-Geral da União. A construção do orçamento é dinâmica”, diz.

Segundo Weintraub, essas vagas tinham sido bloqueadas porque a prévia do Orçamento 2020 não previa espaço para esses pagamentos. Após a reunião desta quarta, a expectativa é de que a rubrica da Educação para o ano que vem seja reforçada.

“A gente só vai dar a bolsa se a gente tiver uma convicção muito grande que a gente consegue pagar. Como a gente ainda não tinha encontrado a solução, a gente pediu alguns poucos dias, embora alguns veículos não tenham sido leais […] Encontramos a solução, e estamos soltando 3.182 novas bolsas”, declarou Weintraub.

“O orçamento extra (mais R$ 600 milhões) vai garantir essas novas bolsas e a manutenção do que a gente tem em vigor para todo o ano que vem”, disse o presidente da Capes, Anderson Correia.

Sequência de cortes

Desde janeiro, o Ministério da Educação e a Capes já fizeram três anúncios de cortes em bolsas de pós-graduação, mestrado e doutorado. Em todos, o bloqueio afetou as vagas não ocupadas, que seriam (ou já estavam sendo) oferecidas em novos editais.

Ao todo, 11 mil bolsas para novos pesquisadores foram congeladas na Capes. O órgão tem 211,7 mil bolsas ativas ao todo, mas só 92,6 mil são de pós-graduação. Isso significa que, na prática, cerca de 10% das vagas para esse nível de bolsas foram inativadas.

Crise no CNPq

A falta de dinheiro também atinge o outro principal órgão de fomento à pesquisa do país – o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia.

Em julho, a entidade suspendeu a segunda fase de um edital para conceder novas bolsas, alegando falta de recursos. E, até esta quarta-feira (11), até mesmo o pagamento das 79.538 bolsas ativas estava em xeque.

O ministério foi autorizado a remanejar R$ 82 milhões do próprio orçamento para pagar, em outubro, os valores referentes a setembro. Mas, para fechar o ano, o ministro Marcos Pontes diz que o Ministério da Economia precisa indicar de onde virão outros R$ 330 milhões.

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Caso Aline: jovem morta ao sair para comprar fraldas em Alumínio tentou se defender, diz delegada

Por Arcílio Neto e Eduardo Rodrigues, TV TEM

Aline Silva Dantas desapareceu em Alumínio (SP) depois de sair para comprar fraldas para a filha — Foto: Arquivo pessoal

Aline Silva Dantas desapareceu em Alumínio (SP) depois de sair para comprar fraldas para a filha — Foto: Arquivo pessoal

A jovem de 19 anos que saiu para comprar fraldas e foi encontrada morta em um matagal de Alumínio (SP), na tarde desta quarta-feira (11), tentou se defender das agressões. Segundo a Polícia Civil, o corpo da vítima apresentava marcas. Nenhum suspeito foi identificado.

Em entrevista à TV TEM, a delegada Luciane Bachir, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Sorocaba (SP), contou que os cães farejadores localizaram Aline Silva Dantas embaixo de madeiras, sem roupas e com o corpo parcialmente carbonizado.

“Não se sabe como, mas ela tem lesão de defesa. Ela tem mancha no pescoço, mas não se sabe do que, se é uma esganadura, por exemplo. Também tem lesão na mão, a princípio sem perfurações. São lesões características de defesa”, explica Bachir.

A jovem Aline foi achada em uma área de mata cercada por residências na Vila Santa Luzia. A identificação foi feita com base nos traços da vítima e de pedaços do vestido que ela usava no dia do desaparecimento.

“Estamos averiguando todas as possibilidades. Os exames vão confirmar se houve ou não violência sexual contra a Aline”, conta a delegada.

Aline tinha sido vista pela última vez quando saiu a pé de casa para ir até a farmácia comprar fraldas para a filha, de um ano e nove meses.

Equipes de buscas se mobilizaram desde domingo para encontrar a jovem. A polícia teve o apoio de cães farejadores da Guarda Municipal de Itupeva. O corpo de Aline foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Sorocaba (SP).

Corpo de Aline Silva Dantas foi encontrado em uma área de mata em Alumínio (SP) — Foto: Reprodução/Google Maps

Corpo de Aline Silva Dantas foi encontrado em uma área de mata em Alumínio (SP) — Foto: Reprodução/Google Maps

Câmeras de segurança

À TV TEM, a mãe de Aline, Maria Zuleide Silva, disse que a filha não costumava sair sozinha e que, geralmente, só saía para ir até a igreja ou acompanhada com a família.

Câmera registrou jovem dentro de farmácia momentos antes de desaparecer em Alumínio — Foto: Reprodução/TV TEM

Câmera registrou jovem dentro de farmácia momentos antes de desaparecer em Alumínio — Foto: Reprodução/TV TEM

Imagens feitas por câmeras de segurança de casas e comércios de Alumínio mostram Aline momentos antes de desaparecer. Em um vídeo, a jovem aparece entrando na farmácia onde compraria as fraldas. Em outras imagens, Aline aparece passando por ruas da cidade, sempre sozinha.

Segundo a polícia, Aline tentou usar um cartão corporativo do marido para comprar as fraldas, que não funcionou porque estava desativado pela empresa onde o companheiro trabalhava.

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Fumaça de queimadas da região da Amazônia chega ao Oeste de Santa Catarina

Por G1 SC

Fumaça deixou a cidade de Chapecó cinzenta nesta terça e quarta-feira — Foto: Reprodução/ NSC TV

Fumaça deixou a cidade de Chapecó cinzenta nesta terça e quarta-feira — Foto: Reprodução/ NSC TV

O céu acinzentado registrado nesta terça e quarta-feira (11) pela manhã na região Oeste de Santa Catarina chamou a atenção dos moradores. De acordo com o meteorologista da NSC, Leandro Puchalski, trata-se da fumaça das queimadas da região amazônica que foram trazidas ao estado por correntes de ventos.

“O que traz essa fumaça são ventos em altitude em níveis baixos da atmosfera, a um ou dois quilômetros de altura”, explicou Puchalski. A fumaça foi registrada em cidades como Chapecó e Dionísio Cerqueira, que fica na fronteira com a Argentina.

De acordo com o meteorologista, foi possível enxergar a fumaça em imagens de satélite tanto na terça como nesta quarta. Ela também atingiu, segundo os mapas, a região Sul catarinense. Mas como o dia estava mais nublado na região, a fumaça não chegou a ser perceptível.

Fumaças foram registradas em Santa Catarina nesta terça e quarta-feira — Foto: Reprodução/ NSC TV

Fumaças foram registradas em Santa Catarina nesta terça e quarta-feira — Foto: Reprodução/ NSC TV

“Basicamente essa fumaça vem da Amazônia, da região Norte do país. A fumaça acaba vindo em direção a Santa Catarina pelo o que a gente chama de jato de baixos níveis. Esses ventos vieram do Norte do Brasil, passando pelo Oeste do país e seguindo para SC”, ressaltou.

Para quinta-feira (12), avalia o meteorologista, a condição deve se manter em Santa Catarina. “Deveremos ter o dia com o céu completamente tomado por fumaça. Esta fumaça vem principalmente de Rondônia e muito mais deve chegar nos próximos dias”.

Satélite registra presença de fumaça das queimadas da Amazônia em Santa Catarina — Foto: Reprodução/ NSC TV

Satélite registra presença de fumaça das queimadas da Amazônia em Santa Catarina — Foto: Reprodução/ NSC TV

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Cerrado registra mais focos de queimadas do que a Amazônia nos primeiros dias de setembro

Por Carolina Dantas, G1

Focos de queimadas registrados pelo Inpe em 9 de setembro — Foto: Reprodução/Programa Queimadas

Focos de queimadas registrados pelo Inpe em 9 de setembro — Foto: Reprodução/Programa Queimadas

O Cerrado registrou mais focos de queimadas nos primeiros dias de setembro do que a Amazônia, fenômeno inverso ao que foi visto durante o mês de agosto e desde o início do ano.

Esse aumento no número de focos no Cerrado não foi visto no mesmo período de 2018. De acordo com especialistas, os incêndios provavelmente têm causa humana e se propagam devido à onda de calor que afeta o Cerrado nos últimos dias. As causas naturais são pouco prováveis, já que o bioma passa pelo período de seca – sem chuvas –, e dificilmente ocorreria um raio para provocar um incêndio natural.

Do dia 1º até esta segunda-feira (9), foram 7.304 focos no Cerrado, contra 6.200 na floresta amazônica. No acumulado ano ano, o bioma Amazônia concentrou 53.023 focos contra 34.839 do Cerrado (veja gráficos abaixo).

Nos últimos 30 dias (de 9 de agosto a 9 de setembro), a Amazônia registrou 30.245 focos, contra 17.438 do Cerrado. A tendência de crescimento das queimadas neste segundo bioma começou apenas na última semana do mês.

Os dados são do banco do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e foram captados pelo satélite de referência Aqua.

Focos de calor no início de agosto e setembro de 2019 — Foto: Carolina Dantas/G1

Focos de calor no início de agosto e setembro de 2019 — Foto: Carolina Dantas/G1

Número de queimadas por bioma — Foto: Carolina Dantas/G1

Número de queimadas por bioma — Foto: Carolina Dantas/G1

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou um alerta de “Grande perigo” nesta terça-feira (10), que aponta risco para mais de 20 cidades do Mato Grosso, regiões do Cerrado. Há chance de a temperatura ficar pelo menos 5ºC acima da média nos próximos 5 dias.

“O que está acontecendo são dois fatores: o Cerrado está passando por uma rara onda de calor. É raríssimo este tipo de alerta [do Inmet]. Quando você tem este tipo de temperatura e uma baixíssima umidade, a situação do Cerrado fica muito inflamável” – Carlos Nobre, climatologista, membro da Academia Brasileira de Ciências e ex-pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

De acordo com o pesquisador, há uma dinâmica no Cerrado. O bioma é adaptado ao fogo, mas não quando ele é aplicado em tamanha proporção pelos humanos. Existem árvores resistentes, mas não tão fortes a ponto de viver em um cenário tomado pelas queimadas.

“O Cerrado tem aquelas árvores com a casca resistente ao fogo. Tem 60% a 70% de cobertura de árvores, e 30% a 40% de cobertura de gramíneas, e, quando chega, o fogo atinge só as gramíneas, que depois crescem de novo. O Cerrado evoluiu milhões de anos. Mas hoje colocamos fogo demais e ele ainda não está preparado”.

Queimadas têm causa humana

Assim como Nobre, Alberto Setzer, pesquisador do Programa Queimadas, diz que o fogo no Cerrado, e também na Amazônia, é de causa humana – intencional ou acidental. Ele explica que a única causa natural de fogo são os raios, fenômeno que ocorre durante a temporada de chuva no bioma. Não é o caso do Cerrado no momento.

Em uma análise dos dados do Inpe no início de setembro, constatou-se que ocorreu chuva em apenas em 176 dos 7.304 focos detectados pelo Aqua. O risco de fogo, previsto pelo instituto, era considerado crítico em 4.259 pontos de calor encontrados pelo satélite.

Os pesquisadores apontam que o calor e o tempo seco ajudam a “espalhar” o fogo, mas não a “criar” novos focos.

G1 mostrou em outra reportagem que a Amazônia apresentou neste ano os mais altos índices de chuva e de queimadas dos últimos quatro anos.

Fogo no Cerrado nos últimos 22 anos

Dados do Programa de Queimadas apontam que o Cerrado brasileiro registra 44% mais focos de incêndios de 1º de janeiro a 10 de setembro do que o observado no mesmo período em 2018.

Foram 35.547 focos no Cerrado em 2019 contra 24.625 em 2018.

No acumulado de 1998 a 2018, as queimadas de 2019 estão dentro da média histórica para este período, que é de 35.627.

Os picos de queimadas ocorreram em 2007, com 76.175; e 2010, com 77.246 – ambos anos com incidência de El Niño, que muda o regime de chuvas. Os anos com menores incidências de queimadas foram 2000, com 15.378; e 2009, com 17.675.

Focos de incêndios de 1º de janeiro a 10 de setembro

AmazôniaCerradoBRASIL
199831.63125.60160.807
199936.75424.61173.95
200023.00215.37844.03
200130.99523.09964.031
200275.11439.679136.88
200387.34441.257160.745
2004110.77347.685182.388
2005111.46736.675175.33
200667.08329.399120.107
200787.29876.175187.311
200838.83625.18379.866
200925.56617.67559.038
201074.12577.246173.982
201118.83732.81266.428
201239.63654.877115.139
201320.15422.00752.82
201435.98333.99282.059
201538.08331.13281.742
201646.81536.109100.995
201748.20732.96296.479
201837.78924.62574.939
201954.28235.547108.931

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Polícia encontra ossadas que podem ser de vítimas da milícia em Queimados

Por Henrique Coelho, G1 Rio

Polícia Civil procura por corpos de vítimas da milícia em Queimados, na Baixada Fluminense — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Polícia Civil procura por corpos de vítimas da milícia em Queimados, na Baixada Fluminense — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense encontraram nesta quarta-feira (11) mais ossadas que podem ser de vítimas de uma milícia de Queimados, na Baixada Fluminense. A Polícia Civil sabe que o local, na Travessa Rio dos Poços, já foi utilizado por milicianos para o descarte de corpos de vítimas, segundo as investigações da DHBF.

O trabalho de escavação foi encerrado por volta das 17h e deve continuar na quinta-feira (12). Os corpos foram encontrados no bairro Parque Tupiara.

Além de ossos humanos, chinelos, botas e roupas também foram encontrados. O trabalho contou com a ajuda de uma máquina retroescavadeira, por causa da profundidade do poço onde a polícia acredita que os corpos foram enterrados.

Além de ossos, calçados e roupas foram encontrados durante as escavações — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Além de ossos, calçados e roupas foram encontrados durante as escavações — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Em agosto, ossadas foram encontrados no mesmo município. Uma perícia foi realizada para saber se pertencem a quatro vítimas diferentes.

Os ossos, de diversas partes do corpo, são humanos, e foram encontrados de forma espalhada em uma área de mata, dentro de um poço profundo que foi aterrado no bairro Parque Sarandi.

Só na Baixada Fluminense, foram 8 corpos encontrados em Belford Roxo e outros 6 em Queimados entre julho e agosto. A suspeita é que todos sejam vítimas de milícias que atuam na região.

Poço é muito profundo e trabalhos terão de continuar nos próximos dias, segundo a polícia — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Poço é muito profundo e trabalhos terão de continuar nos próximos dias, segundo a polícia — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

‘Caçadores de Ganso’

A Polícia investiga se as vítimas foram mortas e tiveram seus corpos enterrados pela milícia conhecida como Caçadores de Ganso, que atuava no município.

O G1, em julho, mostrou que o grupo já tinha pelo menos 23 vítimas identificadas, mas que o número de mortes podia chegar a quase 100.

“Nessa segunda etapa, a gente vai focar na localização de corpos e vítimas que não chegaram ao nosso conhecimento. Vamos procurar cemitérios clandestinos para tentar fazer um levantamento mais preciso”, explicou o delegado Leandro Costa, responsável pelo caso, em julho.

Vinte e sete suspeitos de integrar essa milícia, incluindo o vereador de Queimados, Davi Brasil Caetano, foram presos no dia 18 de julho, em operação conjunta do MP-RJ e da Polícia Civil.

O grupo chegava a receber “encomenda” de mortes por redes sociais e lucrava até com a venda de Kit-Churrasco em condomínios do programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal.

Um dos seus representantes mais perigosos, Carlos Luciano Soares da Silva, está foragido. Conhecido como Macaco Louco, ele é apontado pela polícia como atual líder do grupo e um dos integrantes do grupo de extermínio responsável por várias mortes em Queimados.

Em 2016, a cidade foi considerada a mais violenta do mundo, de acordo com o Atlas da Violência. A Polícia Civil e o MP acreditam que a atuação da milícia contribuiu para a taxa de 134,9 mortes para cada 100 mil habitantes.

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