‘Ela me ensinou a saber o que é ter um amor de mãe’, diz voluntária que visitava menina com leucemia

Por Paulo Guilherme, G1 SP

A voluntária Gabriella Pereira e a carta que recebeu da menina Jullia, de 8 anos, que lutava contra a leucemia — Foto: Arquivo pessoal/Gabriella Pereira

A voluntária Gabriella Pereira e a carta que recebeu da menina Jullia, de 8 anos, que lutava contra a leucemia — Foto: Arquivo pessoal/Gabriella Pereira

A voluntária Gabriella Pereira, de 23 anos, passou os últimos dois anos visitando a menina Jullia, de oito, em um orfanato de São Paulo. Jullia lutava contra a leucemia, um tipo de câncer que começa na medula óssea, tecido responsável pela fabricação de todos os elementos do sangue. A doença se agravou no começo deste ano, e a menina deixou uma carta para Gabriella. “Obrigada por vir me ver”.

“Ela me ensinou a saber o que é ter um amor de mãe, sem ser mãe. Em não reclamar das coisas, eu nunca vi ela reclamando de nada”, disse Gabriella ao G1.

A carta chegou na última quarta-feira (9), mesmo dia que Jullia morreu. A carta foi escrita no dia 1º de janeiro em uma agenda da Branca de Neve. O texto começa no dia 27 de janeiro, não por acaso. “É o dia do meu aniversário. A Jullia queria me entregar nesse dia”, lembra Gabriella.

Mas a voluntária recebeu a carta no mesmo dia que Jullia foi morar ‘com papai do céu’, como escreveu. “Quero te pedir obrigado por me conhecer, por vir me ver”, diz a carta escrita com a ajuda de uma assistente social. “Você é a minha melhor amiga e eu queria que você fosse a minha mãe, pedi para o papai do céu me fazer sarar, porque aí você ia arrumar os documentos e me adotar.”

Final da carta da menina Jullia para a voluntária Gabriella Pereira — Foto: Arquivo pessoal/Gabriella Pereira

Final da carta da menina Jullia para a voluntária Gabriella Pereira — Foto: Arquivo pessoal/Gabriella Pereira

“Tia Gabi, eu te amo, e estou pintando as bolinhas do calendário igual você disse e só faltam duas fileiras para o dia do seu aniversário, mas estou muito doente e com dor, por isso, se eu for morar com o papai do céu, não fica triste, porque eu te amo e só você é a minha melhor amiga”, assinou Jullia no final da carta.

Voluntariado

Gabriella conta que até conhecer Jullia fazia trabalhos voluntários com moradores em situação de rua, visitava albergues e orfanatos. Entregava comida, cobertores e fraldas aos desamparados. “Quando conheci a Jullia parei com os projetos e só me dedicava a ela”, afirmou.

Gabriella faz trabalhos voluntários desde a adolescência — Foto: Arquivo pessoal/Gabriella Pereira

Gabriella faz trabalhos voluntários desde a adolescência — Foto: Arquivo pessoal/Gabriella Pereira

A jovem sempre que podia visitava a menina no orfanato. “Dia das Crianças, aniversário, Natal, entre outras datas, sempre tive comigo que precisava dar uma passadinha pra ver a magrelinha, porque as outras crianças tinham alguém que visitava e ela tinha apenas eu, sua irmã foi adotada quando tinha meses, mais a Júlia estava com 8 e tinha leucemia e lutava pela cura todos os dias”, relatou Gabriella em um post que viralizou nas redes sociais.

“Tenho comigo que fiz tudo que pude, todos os pedidos que fez em vida foram realizados e não me arrependo de nenhum deles.”

Adoção

Ao G1, Gabriella revelou que pensou sim em adotar a menina, mas “Eu sempre tive vontade da adoção desde que conheci ela. Como sou nova é uma decisão muito difícil, não sou casada. Não tenho casa própria, é muito difícil. Não cheguei a dar entrada na papelada.”

Depois da morte de Jullia, Gabriella, moradora de Barueri, que trabalha no departamento jurídico de um banco em São Paulo, diz que vai parar com o voluntariado. “Nos próximos anos não vou mais trabalhar com isso. Não tenho mais estrutura. Vou seguir minha carreira.”

Gabriella deixou o cabelo crescer para cortar para doação — Foto: Arquivo pessoal/Gabriella Pereira

Gabriella deixou o cabelo crescer para cortar para doação — Foto: Arquivo pessoal/Gabriella Pereira

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Acidente em mineradora no norte da Bahia deixa mortos

Por G1 BA

Dois funcionários de uma mineradora morreram em um acidente ocorrido na terça-feira (15), no distrito de Carnaíba, que fica no município de Pindobaçu, norte da Bahia, segundo informações da Polícia Civil.

Conforme a polícia, a empresa atua na exploração de esmeraldas na região. Ainda não há detalhes de como o acidente ocorreu. Os corpos das vítimas foram levados para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Senhor do Bonfim. O caso será investigado pela Polícia Civil.

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Bebê nasce dentro de van a caminho da maternidade na Zona Norte do Rio

Por Bom Dia Rio

O motorista de uma van registrou o nascimento de um bebê dentro do veículo, enquanto estava a caminho da maternidade Herculano Pinheiro, em Madureira, Zona Norte do Rio.

Segundo o motorista, os pais pegaram a van que faz o trajeto Mariópolis x Anchieta e perguntou se passava no hospital. Quando eles ainda estavam em Turiaçu, a cerca de cinco quilômetros da maternidade, o pai gritou que a criança tinha acabado de nascer.

Além do casal, havia apenas um passageiro na van. O motorista desviou o percurso e foi direto para a maternidade. O vídeo gravado pelo motorista mostra a equipe médica da unidade atendendo o bebê que, aparentemente, estava bem.

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Jovem de 16 anos casa em hospital na BA 1h30 após dar à luz, e bebê acompanha cerimônia: ‘Realizei dois sonhos’

Por Alan Oliveira, G1 BA

Já imaginou se tornar mãe e casar no mesmo dia, em um intervalo de apenas uma hora e meia? Não, né? Mas foi o que aconteceu com Vanessa da Paz Machado, de 16 anos, na Bahia.

Com casamento marcado há seis meses, a adolescente entrou em trabalho de parto poucas horas antes da cerimônia, no último fim de semana. Depois da surpresa, o casamento acabou ocorrendo na recepção do hospital onde a noiva deu à luz, e contou com a ilustre presença do recém-nascido.

Três dias depois da cerimônia e dois dias após receber alta médica, Vanessa ainda lembra emocioada do dia em que, segundo ela, realizou dois sonhos: ser mãe e se casar.

“Eu achei meio difícil, mas depois fiquei muito feliz por me tornar mãe e me casar ao mesmo tempo. Não esperava por isso. Estou muito feliz por tudo isso que aconteceu. Ficou marcado na minha vida. Foi uma sensação muita boa. Realizei dois sonhos em um só”, descreveu.

O fato curioso ocorreu na cidade de Santo Estêvão, a cerca de 150 km de Salvador. Por volta das 5h30 do sábado (12), Vanessa começou a sentir as dores do parto e foi levada para o Hospital Dr. João Borges de Cerqueira Geral, no centro da cidade. Quando saiu de casa, na zona rural, ela não imaginava que o pequeno Wanderson Benjamim nasceria, já que o parto estava previsto para o dia 21 de janeiro.

“A gente estava em casa, no dia anterior, arrumando tudo, deixando tudo bonito, e ela descansando. Uma 5h30 do dia do casamento ela sentiu dores. Levamos ela imediatamente para o hospital. Aí, quando chegou lá eles disseram que meu filho iria nascer”, contou Anderson dos Santos Moreira, de 23 anos, marido de Vanessa.

A jovem deu à luz às 18h30, onze horas depois das primeiras dores. Wanderson chegou com 50 centímetros e 2,6 kg. Ao longo do dia, a família já havia negociado realizar o casamento no hospital.

A cerimônia só dependia do nascimento de Wanderson. O pequeno veio ao mundo em um parto natural, sem complicações. Com isso, a mamãe e o bebê foram liberados pelos médicos para a união. Vanessa e o noivo se casaram às 20h.

A gente não quis mudar, porque já estava tudo certo, tudo pronto para o casamento. Já tinha uns seis meses planejando a cerimônia. Quando chegou no dia, ele [Wanderson] disse que queria assistir o casamento dos pais dele”, disse o noivo.

O casamento ocorreu com 250 convidados a menos que o programado. Ao lado de 50 familiares e amigos, além de funcionários do hospital, Vanessa selou o compromisso com o marido.

Com direito a vestido de noiva, juiz de paz, dama de honra e alianças “entregues” por Wanderson, a cerimônia durou cerca de 20 minutos. Porém, por recomendação médica, a noiva ficou sentada durante o casamento. O bebê estava no colo da tia materna.

Após a cerimônia, mãe e filho voltaram para o quarto do hospital. Enquanto isso, Anderson foi para a casa da família de Vanessa, para receber os outros convidados do casamento, que aguardavam no local onde a festa iria ocorrer antes da mudança de planos.

Vanessa e Wanderson só receberam alta no domingo (13). Ao chegar em casa, a noiva ainda posou para fotos ao lado do marido e do filho.

Wanderson é o primeiro filho do casal, que está junto há dois anos. Vanessa e Anderson se conheceram em uma praça da cidade e não se separaram mais.

O casamento era um sonho dos dois, antes mesmo da descoberta da gestação, em abril do ano passado. Agora, a família está morando na casa dos pais de Vanessa.

Anderson conta que a mãe dele, que é avó coruja, viaja cerca de 7 km entre o centro da cidade, onde mora, até a zona rural, para ver o neto.

“As avós babam mais que tudo. Minha mãe sempre está aqui. Quando vem, são 7 km na vinda e 7km na volta”, disse.

São as avós de Wanderson que ajudam nos cuidados ao recém-nascido, já que os pais não têm experiência. Ao lado da família, o pequeno transborda amor.

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Setor de serviços fica estável em novembro, diz IBGE

Por Daniel Silveira, G1

O volume de serviços prestados no Brasil não teve variação em novembro, ficando em 0,0% na comparação com outubro, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IBGE revisou os dados do setor de serviços de outubro. Ao invés de uma alta de 0,1% divulgada anteriormente, o resultado real também foi de 0,0%. Assim, são dois meses seguidos de variação nula no volume de serviços prestados no Brasil.

Dos cinco serviços pesquisados, apenas o grupo “outros serviços” encerrou novembro com variação negativa frente a outubro (-0,2).

Veja o resultado de cada uma das atividades do setor:

  • Outros serviços: -0,2%
  • Serviços prestados às famílias: 0,4%
  • Serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC): 0,8%
  • Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: 0,3%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: 0,1%

“É uma particularidade, uma questão estatística, quando o índice geral fica próximo de zero nós observarmos um predomínio de taxas positivas analisando setorialmente”, aponta Rodrigo Lobo, gerente da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE.

Segundo o IBGE, o principal impacto veio dos “serviços de informação e comunicação”, que acumulam alta de 1,4% nos últimos 3 meses.

Com o resultado de novembro, o volume de serviços ficou 11,7% abaixo dos pontos mais altos da série histórica da pesquisa, alcançado nos meses de janeiro e novembro de 2014.

Fim do efeito ‘greve’

“Esse cenário de maior estabilidade vem sendo observado desde setembro, quando houve variação negativa de 0,3%. Estes três últimos resultados deram fim à grande volatilidade observada a partir da greve dos caminhoneiros”, destacou Lobo.

Segundo o pesquisador, o resultado de novembro ficou 0,2% acima do nível de abril, pré-greve dos caminhoneiros, e 0,3% abaixo de dezembro de 2017.

“Apesar de todas as oscilações que observamos de maio a agosto, o setor de serviços se encontra praticamente no mesmo patamar que em dezembro de 2017”, acrescentou.

Acumulado em 12 meses

Houve estabilidade também no acumulado nos últimos 12 meses, encerrando uma sequência de 41 meses de taxas negativas nesse indicador. A última vez que o acumulado em 12 meses do setor de serviços apresentou variação positiva foi em maio de 2015, quando registrou alta de 0,1%.

Já na comparação com novembro de 2017, o setor de serviços teve crescimento de 0,9% no mesmo mês de 2018.

Resultado esperado para 2018

Questionado sobre a possibilidade de – com o resultado de dezembro que será divulgado em fevereiro – o setor de serviços fechar o ano com resultado positivo, Lobo disse que seria necessário o mês de dezembro ter tido avanço de pelo menos 1,5%.

O gerente da pesquisa destacou, ainda, que 2014 foi o último ano que o setor de serviços fechou no campo positivo. Com as três quedas anuais seguidas, de 2015 a 2017, o setor acumulou perda de 11%.

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Prisão do médium João de Deus completa 1 mês; veja linha do tempo

Por Murillo Velasco, G1 GO

A prisão do médium João de Deus, acusado de crimes sexuais durante tratamentos espirituais em Abadiânia, no Entorno do Distrito Federal, completa um mês nesta quarta-feira (16). Denunciado duas vezes pelo Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO) por abusos sexuais e indiciado pela Polícia Civil por posse ilegal de arma, o médium está sozinho em uma cela do Núcleo de Custódia em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.

Linha do tempo

Relembre o caso João de Deus desde às denúncias de vítimas:

7 de dezembro

Treze mulheres relataram ter sofrido abusos sexuais do médium João de Deus durante atendimentos espirituais na Casa Dom Inácio de Loyola, na cidade de Abadiânia, em Goiás. Dez histórias foram reveladas no programa Conversa com Bial. Outras três foram publicadas pelo jornal O Globo. Na data, a assessoria de imprensa de João de Deus afirmava que “rechaça veementemente qualquer prática imprópria em seus atendimentos” (relembre aqui o que disseram as mulheres).

Zahira Leeneke Maus, uma coreógrafa holandesa, relatou ter sido abusada por João de Deus, em entrevista ao Conversa com Bial — Foto: Reprodução/TV Globo

Zahira Leeneke Maus, uma coreógrafa holandesa, relatou ter sido abusada por João de Deus, em entrevista ao Conversa com Bial — Foto: Reprodução/TV Globo

8 de dezembro

Depois que o caso veio à tona, o MP pediu para que quem se sentisse vítima do médium, procurasse o órgão para denunciá-lo. Na época, a promotora Silvia Chakian disse que entendia a demora de as vítimas denunciarem os abusos e, por isto, considerava fundamental o fato de não se ter prazo para registrar estes crimes.

9 de dezembro

Pela primeira vez após o caso vir à tona, o advogado Alberto Toron se pronunciou como defesa do médium. Ao Fantástico, disse que João de Deus “muito enfaticamente nega” as acusações de abuso sexual de dezenas de mulheres. “Ele recebe com indignação a existência dessas declarações, mas o que eu quero esclarecer, que me parece importante, é que ele tem um trabalho de mais de 40 anos naquela comunidade, atendendo a todos os brasileiros, gente de fora do país, sem nunca receber esse tipo de acusação”, disse.

10 de dezembro

À medida em que os dias foram passando, mais denúncias de mulheres foram surgindo. O MP-GO divulgou um e-mail para que vítimas pudessem procurar o órgão. Em 7 horas, 40 mulheres haviam entrando em contato por meio dele. Também no dia 10 de dezembro, a Polícia Civil instaurou uma força-tarefa para investigar as denúncias de abusos sexuais supostamente praticados pelo médium.

11 de dezembro

Um dia depois do Ministério Público divulgar o e-mail para denúncias, o MP-GO chegou a receber mais de 200 contatos de mulheres que afirmavam ter sido vítimas de João de Deus. No mesmo dia, a Polícia Civil ouviu cinco vítimas e uma delegada afirmou que todas as mulheres que denunciarem João de Deus passariam por perícia psicológica.

12 de dezembro

G1 viajou à Abadiânia para acompanhar a primeira aparição de João de Deus na Casa Dom Inácio de Loyola. João Deus ficou menos de 10 minutos no local e, antes de ir embora, declarou que é inocente.Esta foi a última vez que o médium foi até a casa onde realizava tratamentos espirituais há 40 anos. No mesmo dia, o MP-GO pediu a prisão dele, embasado nas denúncias de abuso sexual que haviam chegado ao órgão.

13 de dezembro

Neste dia, voluntários da Casa Dom Inácio de Loyola fizeram uma procissão em defesa do médium, que foi acusado por mulheres de abuso sexual. Eles percorreram ruas da cidade fazendo orações e segurando cartazes com dizeres como “Gratidão”, “Médium João de Deus estamos com você” e “Unidos pela Casa”. Na mesma data, a defesa do médium protocolou um pedido para o que o líder religioso continuasse os atendimentos, mesmo que, para isso, seja filmado ou tenha a presença de policiais.

14 de dezembro

A Justiça de Goiás decretou a prisão de João de Deus, em Abadiânia, após denúncias de abusos sexuais. Após a decretação, a Polícia Civil afirmou ter feito buscas em mais de 20 endereços, sem localizar o médium.

15 de dezembro

Ainda sem ser prende João de Deus, a Polícia disse que negociava com a defesa de João de Deus para que ele se entregasse, mas que ainda não havia prazo. A defesa chegou a dizer que ele se entregaria, mas que não havia prazo para que ele fosse considerado foragido. Neste dia, o MP-GO revelou que uma suspeita de ocultação de patrimônio reforçou pedido de prisão do médium.

Depois de mais de 300 contatos de vítimas, e após a Polícia Civil fazer buscas em mais de 30 endereços, o médium João de Deus se entregou, às 16h20, em uma estrada de terra em Abadiânia, na região central de Goiás. Depois ele foi transferido para Goiânia, prestou depoimento e foi levado ao Complexo Prisional, onde está preso até então.

João de Deus após ser preso — Foto: Reprodução/JN

João de Deus após ser preso — Foto: Reprodução/JN

17 de dezembro

O advogado de João de Deus disse que ele estava abatido após dormir em colchão no chão da cela. No mesmo dia, a defesa entrou com umpedido de habeas corpus, que foi negado dias depois. O Ministério Público, um dia após a prisão do médium, já somava 500 relatos de abuso sexual.

18 de dezembro

A Polícia Civil fez buscas na Casa Dom Inácio de Loyola, onde João de Deus fazia atendimentos, apreendeu documentos e fez perícia em locais onde supostamente ocorriam os abusos. No mesmo dia, a Justiça negou o habeas corpus para o médium.

Polícia Civil cumpre mandados de busca e apreensão na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Polícia Civil cumpre mandados de busca e apreensão na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

19 de dezembro

Polícia apreendeu R$ 400 mil em dinheiro e armas na casa do médium João de Deus. Os valores estavam em moedas nacionais e estrangeiras dentro do quarto do médium. Um vídeo mostra momento em que policiais acham dinheiro escondido em fundo de armário de João de Deus. Neste mesmo dia, a defesa entrou com recurso no STJ para tentar soltar o cliente, mas o pedido foi negado liminarmente.

20 de dezembro

O médium João de Deus foi indiciado pela Polícia Civil por violação sexual mediante fraude, e a defesa entrou com um novo pedido de liberdade, desta vez, no Supremo Tribunal Federal. Quase um mês depois, já em janeiro de 2019, os advogados protocolariam a desistência do pedido como uma “estratégia de defesa”.

21 de dezembro

A Polícia Civil faz novas buscas e apreende esmeraldas, medicamentos e mala com dinheiro em três endereços ligados a João de Deus. Nesta mesma data, a Justiça deu nova ordem de prisão contra João de Deus,desta vez, por posse ilegal de armas. O Ministério Público divulgou que as denúncias de abusos recebidas eram de mulheres entre 9 e 67 anos.

Esmeraldas apreendidas em endereços ligados a João de Deus — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Esmeraldas apreendidas em endereços ligados a João de Deus — Foto: Polícia Civil/Divulgação

22 de dezembro

A Polícia Civil divulgou que a mala com dinheiro achada em porão escondido de casa de João de Deus tinha R$ 1,2 milhão. Um juiz em Goiás chegou a afirmar que ‘Tudo indica que João de Deus chefia uma organização criminosa’.

23 de dezembro

Uma farmácia de João de Deus foi interditada por produzir medicamentos ‘em escala industrial’, segundo a Vigilância Sanitária. No mesmo dia, uma mulher relatou que foi abusada por João de Deus cerca de 20 vezes.

24 de dezembro

Sem ceia especial no Natal, João de Deus jantou ‘o de sempre’ com outros detentos em presídio de Goiás. A DGAP informou que o cardápio foi composto de “arroz, feijão, salada, carne e sobremesa”. Não foi informada qual carne será servida e a sobremesa deve ser “uma fruta ou doce”.

Foto de João de Deus no registro do sistema penitenciário, em Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Foto de João de Deus no registro do sistema penitenciário, em Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

26 de dezembro

João de Deus prestou depoimento no Ministério Público de Goiás e, segundo advogado, disse que não se lembra das mulheres que o acusam. Ao mesmo tempo, a mulher dele era ouvida em delegacia de Goiânia. A PGR disse que era contra concessão de liberdade de João de Deus. Em Goiás, a Justiça concedeu prisão domiciliar a João de Deus por posse ilegal de arma, mas ele seguiu preso por violação sexual. Além disto, foi determinado o bloqueio de R$ 50 milhões das contas de João de Deus

João de Deus entra em veículo do sistema penitenciário após prestar depoimento ao Ministério Público de Goiás nesta quarta-feira (26) — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

João de Deus entra em veículo do sistema penitenciário após prestar depoimento ao Ministério Público de Goiás nesta quarta-feira (26) — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

28 de dezembro

O MP-GO denunciou médium João de Deus pela primeira vez por violação sexual e estupro de vulnerável, em Abadiânia. Durante a tarde, a fazenda do médium foi invadida e alvo de vandalismo em distrito de Anápolis.

29 de dezembro

O advogado disse que a mulher de João de Deus estava abalada com denúncias e que defendia a inocência do médium. Após juiz conceder prisão domiciliar ao médium no caso das armas, o MP recorreu para que ele reconsiderasse a decisão.

30 de dezembro

A ativista Sabrina Bittencourt, que ajudou a reunir mulheres para denunciar João de Deus, disse que seguia investigando outros possíveis crimes do médium.

31 de dezembro

João de Deus come ‘refeição normal’ no jantar de Ano Novo, com o mesmo cardápio do Natal: “arroz, feijão, salada, carne e sobremesa”.

2 de janeiro

João de Deus passou mal na cadeia e foi levado para o hospital. Ele teve um sangramento na urina durante uma consulta de rotina nas celas. Diante da situação, a equipe médica achou por bem encaminhá-lo a uma unidade de saúde para a realização de mais exames. Após exames, ele voltou para o Núcleo de Custódia, onde está preso.

3 de janeiro

O ministro do STF, Dias Toffoli ordenou que juiz informasse em 48 horas situação de saúde de João de Deus. Na mesma data, advogado pediu que João de Deus fosse transferido para hospital em Goiânia. No entanto, juíza afirmou que não havia necessidade de que ele fosse hospitalizado.

4 de janeiro

Dias Toffoli pediu que PGR reavaliasse a posição sobre habeas corpusde João de Deus em até 48 horas. O MP-GO se manifestou contra pedido da defesa de João de Deus para transferi-lo a hospital, e a defesa do médium disse que ele reclamava de fortes dores na barriga e continua tendo sangramento na urina.

5 de janeiro

A avaliação médica na cadeia apontou que João de Deus está ‘clinicamente bem’ após relatos da defesa de ‘dores, suores e tremedeira’. Na mesma data, a PGR reiterou a posição contra concessão de liberdade para João de Deus

8 de janeiro

O MP-GO ouviu a ativista Sabrina Bittencourt, que acusa o médium João de Deus de tráfico internacional de pessoas. As denúncias foram repassadas ao Ministério Público Federal (MPF), que é o órgão competentes para analisar esses casos.

9 de janeiro

João de Deus prestou depoimento à Polícia Civil na cadeia em inquérito sobre posse ilegal de armas O advogado de João de Deus disse em que o médium afirmou que as armas achadas em casa dele eram de pessoas que queriam se matar. Na mesma data, a Justiça bloqueou R$ 50 milhões em dinheiro e imóveis do médium e aceitou denúncia e médium João de Deus.

10 de janeiro

João de Deus e a mulher foram indiciados pela Polícia Civil por posse ilegal de armas. O TJ-GO começou a julgar o mérito do habeas corpus de João de Deus, mas sessão foi suspensa após desembargador pedir mais tempo para análise. O pedido de liberdade foi negado cinco dias depois.

11 de janeiro

João de Deus voltou a passar mal e foi medicado no Núcleo de Custódia, em Aparecida de Goiânia

12 de janeiro

A Defesa de João de Deus pediu ao STF desistência de habeas corpus, e o pedido foi homologado pelo ministro Dias Toffoli.

14 de janeiro

João de Deus foi ouvido pelo MP pela 2ª vez e voltou a negar abusos de mulheres durante tratamentos espirituais.

15 de janeiro

O Ministério Público denunciou o médium pela segunda vez, por estupro de vulnerável e violação sexual, e fez novo pedido de prisão. Na mesma data, o TJ-GO negou liberdade ao médium ao terminar o julgamento do Habeas Corpus.

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Mãe perde guarda de garoto de 12 anos mantido trancado à disposição de suposto ritual religioso

Por Vinícius Cassela e Gabriel Luiz, TV Globo e G1 DF

Menino de 12 anos vítima de maus-tratos em suposto ritual religioso — Foto: Reprodução/TV Globo

Menino de 12 anos vítima de maus-tratos em suposto ritual religioso — Foto: Reprodução/TV Globo

A Justiça decidiu retirar da mãe a guarda do menino de 12 anos que ficou mais de uma semana trancado, supostamente por ordem dela, à disposição de um ritual religioso. O Conselho Tutelar tinha entregue um termo de responsabilidade para o pai, mas ele perdeu a guarda do filho na Vara da Infância apesar das denúncias de maus-tratos contra a ex-mulher. Com o recurso, ele volta a ser responsável pelo garoto.

A determinação é da 3ª Turma Cível e o processo corre em sigilo. Ainda cabe recurso. Na ação, o pai argumentou que o filho estava “sendo vítima de maus-tratos pela mãe, que o submete a constrangimentos, impede a sua frequência escolar e dificulta o seu convívio social” com ele.

A mãe ainda não foi ouvida no processo. O caso é chamado de “antecipação de tutela”: isso quer dizer que a desembargadora Maria de Lourdes Abreu entendeu que precisava tomar uma decisão urgente (liminar) antes de o julgamento chegar ao fim.

Para ela, esta é uma “medida excepcional que somente se justifica em casos reveladores de comprovada urgência ou em hipóteses que a conduta de uma das partes possa obstar ou prejudicar” o caso.

Relembre

Em um dos ritos, a cabeça do garoto foi raspada. As denúncias ao Conselho Tutelar foram feitas pelo pai. Segundo ele, o local é um um centro espírita do Entorno, e foi a mãe quem levou o rapaz.

“Rasparam minha cabeça com navalha e botaram tipo uma bola de areia quente aqui no meio da cabeça. Doeu. Ardia quando eu pegava e ficou uma marca.”

“A gente tinha que tomar um banho gelado porque já tinha uma ordem assim, e toda pessoa que passa por lá tem que cumprir essa ordem”, descreveu o garoto, que dizia ter ficado mais de dez horas sem comer. Como refeição, só podia comer arroz com frango sem sal nem tempero.

O menino morava com a mãe. O pai dele disse ter percebido que algo estava errado quando não conseguiu mais ver o filho, que ficou 15 dias sem ir para a escola.

“Ele sumiu e eu achei estranho. Eu e minha esposa fomos até a casa da mãe dele. Eu não falo com ela, mas minha esposa fala. Ela relatou que ele estava na roça, um centro espírita, e que ela não ia dar o endereço e que ele estava sofrendo problemas psicológicos”, disse o pai.

Ele acabou descobrindo o local. Ao chegar, veio o susto. “Meu filho estava em um quarto, em um barracão do centro espírita, com as vestimentas molhadas e mofadas, tossindo muito. Eu não reconheci meu filho.”

Jovem de 12 anos com cabeça raspada — Foto: Reprodução/TV Globo

Jovem de 12 anos com cabeça raspada — Foto: Reprodução/TV Globo

Ritual

O menino relata que o próximo passo do ritual seria passar por um abuso sexual.

“O cara falou que eu ia ter relações. Eu tinha que ter relações com um homem depois que eu saísse de lá. Minha mãe sabia. Por isso que eu não quero voltar para morar [com ela].”

O menino disse ter sido agredido pela mãe, quando era criança. Em 2016, ele chegou a prestar depoimento à polícia. “A agressora, por estar convicta de que o ofendido estava mentindo, e, visando corrigi-lo, o agrediu com um cinto, o qual, acidentalmente, lesionou sua cabeça, devido à fivela”, dizia a ocorrência.

“Ela falava que eu pegava dinheiro. Aí ela já me queimou com a chapinha na minha mão, botava para eu beber pimenta e ela já mordeu minha língua. Faz tempo, eu era criança.”

Procurada à época, a mãe do adolescente não quis se explicar. A delegacia de Ceilândia Centro investiga o caso. O centro religioso não foi localizado. Já a Federação Espírita do DF disse que a unidade se apresenta como centro espírita “de forma leviana e inadequada”.

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Datafolha: 30% dos brasileiros dizem ter sofrido preconceito por causa da classe social

Por G1

Pesquisa Datafolha divulgada na terça-feira (15) pelo jornal “Folha de S. Paulo” aponta que 30% dos brasileiros dizem ter sofrido discriminação por causa da classe social. O levantamento também considerou outras razões pelas quais os entrevistados foram vítimas de preconceito: local onde mora, religião, sexo, cor ou raça e orientação sexual.

A pesquisa foi feita com 2.077 pessoas com 16 anos ou mais em 130 cidades entre 18 e 19 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança do levantamento é de 95%.

Veja os números:

Razões pelas quais já sofreu preconceito:

  • Classe social: 30%
  • Local onde mora: 28%
  • Religião: 26%
  • Sexo: 24%
  • Cor ou raça: 22%
  • Orientação sexual: 9%
Razões pelas quais já sofreu preconceito (em %)

Segundo o levantamento, o preconceito por classe social é maior no Sudeste (35%), seguido de Centro-oeste e Norte (29%) e Sul (27%), e menor no Nordeste (25%).

Ainda de acordo com a pesquisa, 22% dos brasileiros disseram já ter sido vítimas de preconceito racial. A discriminação é maior entre os entrevistados que se autodeclararam negros. Veja os números:

Declarou já ter sofrido preconceito por cor ou raça:

  • Branco: 11%
  • Pardo: 18%
  • Preto: 55%
  • Amarelo: 9%
  • Indígena: 30%
Declarou já ter sofrido preconceitopor cor ou raça (em %)

O levantamento também aferiu o preconceito por religião, e a maioria de adeptos de religiões africanas e neopentecostais disse ter sofrido discriminação. Veja os números:

Declarou já ter sofrido preconceito por religião:

  • Umbanda, candomblé e outras: 68%
  • Católicos: 17%
  • Total de evangélicos: 38%
  • Evangélicos tradicionais: 36%
  • Evangélicos pentecostais: 40%
  • Evangélicos neopentecostais: 48%
  • Outros evangélicos: 20%
  • Espírita: 33%
  • Sem religião: 18%
Declarou já ter sofrido preconceito por religião (em %)

Entre os entrevistados que se declararam homossexuais, 55% disseram ter sido vítimas de preconceito por causa da orientação sexual.

Declarou já ter sofrido preconceito por orientação sexual:

  • Heterossexual: 6%
  • Homossexual: 55%
  • Bissexual: 38%
Declarou já ter sofrido preconceito por orientação sexual (em %)
Heterossexual: 6Homossexual: 55Bissexual: 38
Fonte: Datafolha

Ainda de acordo com o levantamento do Datafolha, uma a cada três mulheres que responderam a pesquisa disseram ter sofrido preconceito de gênero.

Declarou já ter sofrido preconceito por gênero:

  • Homens: 11%
  • Mulheres: 35%

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Perseguição policial termina com tiroteio e suspeito morto em SP

Por Filipe Gonçalves, Bom Dia SP

Uma perseguição policial na noite desta segunda-feira (15) terminou com um suspeito morto na Vila das Belezas, Zona Sul de São Paulo.

Os ladrões tinham roubado um carro e pretendiam praticar um sequestro-relâmpago. O veículo, no entanto, foi localizado pela polícia, que iniciou uma perseguição pelas ruas da Zona Sul da capital paulista.

Durante a fuga, os ladrões bateram em outro carro, que bateu num ônibus. Os assaltantes acabaram trocando tiros com a polícia, e um deles morreu após ser ferido e levado para o hospital.

Carro roubado após bater durante perseguição na Zona Sul de São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

Carro roubado após bater durante perseguição na Zona Sul de São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

Ladrões anunciam sequestro-relâmpago

O motorista do veículo roubado e a irmã dele, que estava no banco do passageiro, estavam conversando por volta das 21h próximo ao Hospital Campo Limpo quando os bandidos chegaram e anunciaram um sequestro.

“Eles falaram assim: ‘é um sequestro-relâmpago, vai pro banco de trás’. Daí quando eles mandaram ir pro banco de trás eu corri”, contou o motorista, que não quis se identificar.

A irmã dele ficou dentro do carro, no banco de trás, e foi ameaçada e agredida pelos criminosos. “Eles falaram: ‘vou te matar, vou te matar, que eles te deixaram. Vou te matar’”, contou a mulher, que também não quis ser identificada.

O motorista avisou à polícia logo após conseguir fugir. Assim que uma viatura encontrou o carro, começou uma perseguição e os bandidos acabaram batendo o veículo, na Avenida das Belezas, perto da estação do Metrô. Depois da batida, eles desceram e começou um tiroteio.

“Eu não ouvi mais nada, só ouvi muito tiro, muito tiro, muito tiro. Aí foi quando eles bateram no ônibus e eu consegui sair pela janela”, contou a mulher.

Um dos assaltantes foi socorrido, mas morreu no pronto-socorro do Campo Limpo. O outro, um adolescente de 16 anos de idade, que estava dirigindo o carro, foi levado para uma delegacia no Morumbi. A polícia encontrou com eles um revólver calibre 38.

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Bandidos incendeiam ônibus na 13ª noite seguida de ataques no Ceará

Por G1 CE

Bandidos voltaram a cometer ataques criminosos nesta segunda-feira (14) no Ceará, 13ª noite seguida da onda de violência que atinge o estado desde o dia 2 de janeiro. Suspeitos incendiaram um ônibus na cidade de Guaiúba, Região Metropolitana de Fortaleza, durante a noite. Além disso, outros suspeitos tentaram instalar uma bomba em um túnel na capital, mas a polícia impediu o ataque. Não houve feridos nestas ações.

Desde o dia 2 de janeiro, ocorreram 204 ataques criminosos em pelo menos 46 cidades. A série de atentados começou em Fortaleza, foi para a Região Metropolitana e se espalhou pelo interior. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, 360 pessoas foram capturadas por envolvimento nos crimes.

O Ministério da Justiça confirmou que enviará um reforço de 355 agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para o estado. De acordo com a PRF, os policiais devem chegar ao estado nesta terça-feira (15) para atuar, principalmente, para evitar novas ações criminosas contra viadutos, torres de transmissão de energia e rodovias. O governo do estado também comunicou que convocará 1,2 mil policiais militares da reserva para reforçar o combate aos ataques.

O ônibus foi incendiado pelos criminosos durante a noite desta segunda-feira em uma estrada no distrito de São Jerônimo, em Guaiúba. De acordo com a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros foi acionado para o local e apagou o incêndio. O veículo ficou destruído. Ninguém ficou ferido.

Ônibus foi incendiado por criminosos no município de Guaiúba na 13ª noite de ataques criminosos no Ceará — Foto: Reprodução/SVM

Ônibus foi incendiado por criminosos no município de Guaiúba na 13ª noite de ataques criminosos no Ceará — Foto: Reprodução/SVM

A polícia impediu o ataque contra um túnel no Bairro Parangaba, na capital. Segundo a Polícia Militar, um casal estava no túnel utilizando uma furadeira para perfurar uma das colunas do equipamento. A polícia suspeita que o casal iria instalar explosivos no equipamento. Eles fugiram ao perceber a presença policial.

Entenda o que está acontecendo no Ceará

  • O governo criou a secretaria de Administração Penitenciária e iniciou uma série de ações para combater o crime dentro dos presídios.
  • O novo secretário, Mauro Albuquerque, coordenou a apreensão de celulares, drogas e armas em celas. Também disse que não reconhecia facções e que o estado iria parar de dividir presos conforme a filiação a grupos criminosos.
  • Criminosos começaram a atacar ônibus e prédios públicos e privados. As ações começaram na Região Metropolitana e se espalharam pelo interior.
  • O governo pediu apoio da Força Nacional. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, autorizou o envio de tropas; 406 agentes da Força Nacional reforçam a segurança no estado.
  • A população de Fortaleza e da Região Metropolitana sofre com interrupções no transporte público, com a falta de coleta de lixo e com o fechamento do comércio.
  • A onda de violência afastou turistas e fez a ocupação hoteleira no estado cair.
  • 35 membros de facções criminosas foram transferidos do Ceará para presídios federais desde o início dos ataques, segundo o último balanço do Ministério da Justiça.
Ceará registra série de ataques criminosos — Foto: Infográfico: Juliane Monteiro/G1

Ceará registra série de ataques criminosos — Foto: Infográfico: Juliane Monteiro/G1

Ordens partiram de presídios

Áudios compartilhados entre membros de facções do Ceará revelaram que as ordens para as ações contra ônibus, prefeituras e prédios públicos partiram de presidiários. As mensagens chegaram até as autoridades após a apreensão de 407 aparelhos de celulares nas unidades prisionais do estado, no dia 6 de janeiro.

Em um dos áudios, um detento diz que a sequência de crimes é uma tentativa de fazer com que o secretário da Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuqurque, desista de medidas que tornam mais rigorosa a fiscalização no sistema penitenciário. “Vocês vão tirar esse secretário aí dos presídios. Vocês vão ver, vai piorar é pra vocês”, ameaça um criminoso.

Em um dos áudios, um detento diz que a sequência de crimes é uma tentativa de fazer com que o secretário da Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuqurque, desista de medidas que tornam mais rigorosa a fiscalização no sistema penitenciário. “Vocês vão tirar esse secretário aí dos presídios. Vocês vão ver, vai piorar é pra vocês”, ameaça um criminoso.

Reforço na segurança

Mais de mil policiais militares da reserva devem voltar a atuar nas ruas ao longo desta semana para reforçar as ações contra o crime. A convocação é possível após a aprovação de uma lei na Assembleia Legislativa, em sessão extraordinária neste sábado (12), durante o recesso parlamentar.

“É importante esclarecer que são aqueles policiais que foram para a reserva nos últimos cinco anos, não são de tanto tempo. É uma ação de curto prazo. A gente vai fazer uma avaliação da parte médica e física e destinar quais atividades. Um exemplo é que a gente está tendo a necessidade de ocupar alguns pontos, que não é do dia a dia da Polícia, e a gente pode ocupar com esses policiais”, afirmou o secretário da Segurança do Ceará, André Costa.

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