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RS em bandeira preta: veja o que muda em todas as regiões a partir de sábado

Crescimento exponencial de contágio de coronavírus e o pico de internações em leitos hospitalares fez com que o governo estadual ampliasse as restrições.

Por G1 RS

Diante do crescimento exponencial de contágio de coronavírus no Rio Grande do Sul e do pico de internações em leitos hospitalares, o que já levou ao esgotamento de UTIs em algumas cidades, o governo do estado decidiu, na quinta-feira (25), ampliar as restriçõesA partir deste sábado (27), todas regiões estão em bandeira preta.

O governador Eduardo Leite ainda suspendeu, temporariamente, o sistema de cogestão regional, o que obrigará os municípios a adotar os protocolos mais rígidos.

suspensão geral de atividades das 20h às 5h, em todo o estado, determinada na segunda-feira (22), também segue mantida pelo menos até as 5h do dia 2 de março. O governo ainda estuda a prorrogação desta medida.

Veja as principais mudanças

  • Educação

Conforme decreto publicado na segunda-feira (22), a bandeira preta permite o ensino presencial em escolas de ensino infantil e em turmas de 1º e 2º ano do ensino fundamental. No entanto, em Porto Alegre, uma decisão judicial determinou a suspensão das aulas presenciais da rede municipal de ensino, enquanto a cidade estiver na bandeira preta. Então, na Capital, apenas escolas particulares podem ter aula.

O restante dos anos escolares, assim como ensino superior, só podem funcionar de forma remota. A exceção é o atendimento individualizado e sob agendamento para atividades práticas essenciais para conclusão de curso.

  • Serviço público

Apenas áreas da saúde, segurança, ordem pública e atividades de fiscalização atuam com 100% das equipes. Demais serviços atuam com no máximo 25% dos trabalhadores presencialmente.

  • Serviços essenciais

Serviços essenciais à manutenção da vida, como assistência à saúde humana e assistência social, seguem operando com 100% dos trabalhadores e atendimento presencial.

  • Restaurantes, lancherias e bares

Nos serviços em geral, restaurantes (à la carte ou com prato feito) podem funcionar apenas com tele-entrega e pague e leve e 25% da equipe de trabalhadores. Essa definição também vale para lanchonetes, lancherias e bares.

  • Salões de cabeleireiro e barbeiro

Salões de cabeleireiro e barbeiro permanecem fechados, assim como serviços domésticos.

  • Comércio

Comércios atacadista e varejista de itens essenciais, seja na rua ou em centros comerciais e shoppings, podem funcionar de forma presencial, mas com restrições. Equipes de no máximo 25% dos trabalhadores são permitidas. O comércio de veículos, o comércio atacadista e varejista não essenciais, tanto de rua como em centros comerciais e shoppings, ficam fechados;

  • Cursos

Dança, música, idiomas e esportes também não têm permissão para funcionar presencialmente;

  • Lazer

Parques temáticos, zoológicos, teatros, auditórios, casas de espetáculos e shows, circos, cinemas e bibliotecas são proibidos. Demais tipos de eventos, seja em ambiente fechado ou aberto, não devem ocorrer;

  • Academias

Academias, centros de treinamento, quadras, clubes sociais e esportivos também devem permanecer fechados;

  • Condomínios

Todas as áreas comuns de lazer dos condomínios devem permanecer fechadas, incluindo academias.

  • Locais públicos abertos

Parques, praças, faixa de areia e mar devem ser utilizados somente para circulação, respeitado o distanciamento interpessoal e o uso obrigatório e correto de máscaras. É proibida a permanência nesses locais;

  • Eventos religiosos

Missas e serviços religiosos podem operar sem atendimento ao público, com 25% dos trabalhadores, para captação de áudio e vídeo das celebrações.

  • Bancos e lotéricas

Podem realizar atendimento individual, sob agendamento, com 50% dos funcionários.

  • Transporte coletivo

No transporte coletivo municipal e metropolitano de passageiros, é permitido ocupar 50% da capacidade total do veículo, com janelas abertas.

  • Construção civil

Serviços de construção e obras de infraestrutura podem funcionar com teto de 75% de funcionários.

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Dois pacientes morrem de Covid-19 à espera de leito de UTI em Xanxerê

As vítimas, uma mulher, 63 anos, e um homem, 61, esperaram por um leito há dias e estavam internados no Hospital Regional São Paulo. Unidade de saúde tem 28 pacientes que estão no aguardo de vaga.

Por Caroline Borges, G1 SC

A prefeitura de Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina, comunicou na manhã desta sexta-feira (26) a morte de duas pessoas durante a madrugada que aguardavam por vaga em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI). As vítimas, uma mulher, de 63 anos, e um homem, 61, que esperaram por leito há dias e estavam internados no Hospital Regional São Paulo (HSP). O município decretou estado de calamidade pública em razão da pandemia por 180 dias.

O primeiro óbito foi registrado por volta das 3h30. O homem possuía comorbidades e estava internado desde o dia 20 de fevereiro na emergência. A outra vítima, também com comorbidades, morreu por volta das 4h30. Ela estava internada desde o dia 23 de fevereiro. Segundo a prefeitura, os dois esperavam vaga desde o dia da internação.

Vinte e sete pessoas aguardam leitos de UTI e um paciente espera por vaga na enfermaria, conforme o último boletim divulgado pelo hospital na quinta-feira (25).

A unidade de saúde estão com 100% dos leitos ocupados. No HSP, 20 pessoas estão internada na UTI, sendo 19 com confirmação da doença e uma com suspeita. Na ala de enfermaria, todas as oito camas estão sendo usadas para pacientes com Covid-19.

O município, assim como a maior parte das cidades catarinense, enfrenta o aumento de casos da Covid-19, com hospitais em situações próximas de colapso por falta de leitos. O secretário da Saúde de Santa Catarina, André Motta, afirmou que este é o momento mais crítico da pandemia e pediu mais medidas para frear o vírus. Na quinta-feira (25), o governo anunciou decreto que prevê o fechamento dos serviços não essenciais entre 23h desta sexta até 6h de segunda (1º).

estado registrou 657.649 casos confirmados de Covid-19 desde o início da pandemia, com 7.165 mortes. A quantidade de pessoas internadas no sistema de saúde público e privado do estado é a maior desde o início da pandemia: 886.

Covid-19: Xanxerê vai receber ajuda do SUS para conter colapso na saúde

De acordo com a prefeitura, Ministério da Saúde enviará dois técnicos nesta sexta-feira (26) para avaliar as necessidades do município e o que deve ser feito em relação à falta de leitos hospitalares.

Calamidade pública

Segundo a prefeitura, o decreto de situação de calamidade pública é necessária em razão do colapso na saúde pela falta de leitos hospitalares para pacientes com Covid-19, também pelo aumento no número de casos ativos e por registrar o segundo maior índice de transmissibilidade do estado: 1,47%.

Assim, com o decreto, a prefeitura acredita que possa usar recursos de maneira mais rápida, enfrentando menos trâmites burocráticos.

A prefeitura enviou ofícios para o governo estadual solicitando apoio imediato do Exército Brasileiro, com a designação de médicos para atuar no enfrentamento da pandemia, e pedindo a implantação imediata de leitos de UTI Covid-19 no Hospital Santo Expedito de Ponte Serrada, também no Oeste.

Houve ainda a solicitação de apoio à instalação de um Hospital de Campanha com respiradores pulmonares e concessão de vagas em leitos de UTI no Hospital das Forças Armadas de Florianópolis para o Comando da 14ª Brigada de Infantaria Motorizada.

Durante coletiva de imprensa de quarta, o prefeito de Xanxerê, Oscar Martarello, chorou ao falar sobre a situação do sistema de saúde da cidade.

Ambulatório de campanha

Um ambulatório de campanha começou a funcionar na manhã desta quinta-feira (25). O local tem 25 leitos de observação. Até quinta, 13 pacientes estão internados no local recebendo oxigênio.⠀

Segundo a prefeitura, os pacientes que estão internados no ambulatório de campanha permanecerão na unidade de saúde aguardando vagas em leitos hospitalares com Covid-19.

Decreto municipal com restrições

Para tentar conter os avanços da pandemia na cidade, a prefeitura aprovou medidas restritivas na quarta-feira (24). Na segunda-feira (22) o município já havia publicado um decreto restringido a circulação de pessoas na cidade.

Confira abaixo algumas das restrições:

  • suspensas as atividades industriais, comerciais e de prestação de serviços até domingo (28), com exceção de serviços públicos essenciais. Postos de combustíveis podem funcionar, desde mantenham fechadas as lojas de conveniências;
  • aulas presenciais nas rede pública e privada, tanto em nível municipal, como estadual ou federal ficam suspensas até 31 de março.
  • supermercados podem abrir. Eles devem disponibilizar álcool 70% na entrada para higienização das mãos;
  • restaurantes, lanchonetes e padarias poderão funcionar apenas com serviço de entrega, sem consumo no local;
  • proibida a venda de bebidas alcoólicas em todo o território municipal até 8h de segunda (1º);
  • proibidas as reuniões de pessoas para o consumo de bebidas alcoólicas em espaços públicos, particulares e áreas comuns de condomínios;
  • serviços públicos não essenciais deverão priorizar a atividade em home office.

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Contas públicas têm superávit recorde de R$ 58 bilhões para meses de janeiro, diz Banco Central

Esse também foi o primeiro resultado positivo das contas do setor público em três meses. Apesar disso, a dívida pública subiu para 89,7% do PIB no mês passado, índice mais alto da série.

Por Alexandro Martello, G1 — Brasília

As contas do setor público consolidado registraram superávit primário de R$ 58,375 bilhões em janeiro, informou o Banco Central nesta sexta-feira (26). Os dados englobam as contas do governo federal, estados, municípios e empresas estatais.

O superávit primário é registrado quando as receitas de impostos e contribuições do governo são maiores que as despesas. A conta não inclui, porém, os gastos com o pagamento dos juros da dívida pública.

De acordo com a instituição, esse foi o melhor resultado para meses de janeiro desde o início da série histórica do Banco Central, em dezembro de 2001.

Segundo dados oficiais, esse também foi o primeiro resultado positivo desde outubro do ano passado, ou seja, em três meses

A melhora nas contas públicas está relacionada à arrecadação de tributos, que embora tenha caído 1,5% na comparação com janeiro do ano passado, apresentou bom desempenho na comparação com anos anteriores.

Além disso, como o orçamento deste ano ainda não foi aprovado, o ritmo de gastos públicos também está mais lento do que o usual neste começo de ano.

Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, embora o resultado de janeiro tenha sido recorde para o mês, a situação fiscal do país ainda é complicada – com rombos elevados para níveis históricos no cálculo em 12 meses.

“[Superávit elevado] não é a trajetória que se espera para o ano”, acrescentou. Ele reforçou que o fato de os governos estaduais segurarem as despesas no começo do ano, e também a União, pela ausência de um orçamento aprovado, contribuiu para o bom resultado.

No caso dos estados, Rocha observou que mesmo sem transferências emergenciais do governo federal em razão da pandemia, que se encerraram no ano passado, houve aumento nos repasses regulares (arrecadação de impostos dividida pelo governo federal) e alta na arrecadação do ICMS estadual – o que ajudou no saldo positivo registrado.

Estados e municípios

De acordo com dados do Banco Central, o resultado positivo das contas públicas em janeiro está relacionado com o desempenho do governo, estados, municípios e das empresas estatais.

  • No mês passado, o governo federal registrou um superávit primário de R$ 43,156 bilhões.
  • Os estados e municípios apresentaram saldo positivo de R$ 14,772 bilhões e as empresas estatais de R$ 446 milhões.

Gastos com juros

Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional – houve superávit de R$ 17,928 bilhões nas contas do setor público em janeiro.

Em 12 meses até janeiro deste ano, porém, o resultado ficou negativo (déficit nominal) em R$ 1,016 trilhão, o equivalente a 13,67% do PIB – valor alto para padrões internacionais e economias emergentes.

Esse número é acompanhado pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores.

O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do déficit primário elevado, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Atualmente, a Selic está em 2% ao ano, na mínima histórica.

Dívida bruta

A dívida bruta do setor público brasileiro, indicador que também é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco, subiu novamente em janeiro.

Em dezembro do ano passado, a dívida estava em 89,2% do PIB (valor revisado), somando R$ 6,61 trilhões. Em janeiro deste ano, atingiu novo recorde ao avançar para 89,7% do PIB, o equivalente a R$ 6,67 trilhões, informou o Banco Central.

Nesta quinta-feira, o Tesouro Nacional avaliou que a dívida pública brasileira, em quase 90% do PIB, está “muito acima da média dos países emergentes, que é de 62% do PIB”. A instituição pediu continuidade do ajuste das contas públicas.

Para isso, defendeu a manutenção da regra do teto de gastos, que limita a maior parte das despesas à variação da inflação do ano anterior, e a aprovação da PEC emergencial — que traz a extensão do auxílio emergencial com contrapartidas (contenção de gastos públicos). A PEC está tramitando no Senado Federal.

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Casal improvisa estrutura para subir móveis e se recusa a sair de casa alagada com medo de furtos

Para montar o acampamento, Maria e o marido usaram tábuas para elevar o nível do chão e suspenderam os móveis que podiam, improvisaram um fogareiro e usam uma galão para armazenar água.

Por Alcinete Gadelha e Iryá Rodrigues, G1 — Rio Branco

Além de perder móveis, enfrentar o risco de doenças e a falta de água potável e comida, moradores de cidades do Acre temem o furto do pouco que sobrou. É por esse motivo que a idosa Maria José da Silva, de 61 anos, prefere não sair da sua casa em Sena Madureira (AC).

“Com todo sofrimento, prefiro ficar aqui porque roubam as coisas da gente”, justificou sobre a decisão de ficar, mesmo com a água até quase na metade da casa, sem água potável e sem energia elétrica.

Dez municípios foram atingidos pela cheia de rios no Acre. Mais de 130 mil pessoas chegaram a ser atingidas pelas enchentes dos rios. O governo federal reconheceu o decreto de calamidade pública por causa dos alagamentos. Os municípios de Rio Branco, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus, Feijó, Tarauacá, Jordão, Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Mâncio Lima e Rodrigues Alves enfrentam dificuldades com parte da população desabrigada (encaminhada para abrigos) e desalojada (levada para casa de parentes).

Maria José e o marido montaram um trapiche [estrutura suspensa feita com pedaços de madeira], dentro de casa e suspenderam o que deu de salvar e ficaram em casa. A cidade de Sena Madureira é uma das mais atingidas pela cheia, com o transbordo do Rio Iaco.

Para montar o que eles chamam de “acampamento”, Maria e o marido usaram tábuas para elevar o nível do chão, suspenderam os móveis que podiam, improvisaram um fogareiro e usam um galão para armazenar água. Eles também estão vivendo em cima da estrutura.

“Fiz esse trapiche aí e estou em cima, à noite é na base da lanterna. A água é aqui [dentro de um galão de 20 litros] não tenho mais geladeira, a água levou, não sei nem se ainda vai prestar. Temos o fogão, que também ficou molhado e estou no fogareiro”, contou.

Para ajudar os moradores, uma rede de solidariedade e mobilização se formou para tentar arrecadar donativos e enviar para os moradores das dez cidades afetadas pelas cheias dos rios. Alguns rios já começaram a vazar, mas a situação segue complicada pois, após a cheia, ainda vem a limpeza das cidades e casas atingidas pelos alagamentos.

Sem energia, família monta passarela e continua em casa alagada com medo de roubos

Policiamento

O tenente Fábio Diniz, do Batalhão da Polícia Militar na cidade, explica que são feitos patrulhamentos, mas que a situação é difícil de controlar.

“A gente vem fazendo, dentro da nossa possibilidade, patrulhamento noturno e à tarde. Ocorre que nós também temos a questão dos abrigos e das organizações criminosas. Estamos atuando fortemente para tentar evitar, mas é complexo”, disse.

Cheia em Sena Madureira

A situação na cidade de Sena Madureira, no interior do Acre, ainda é complicada por conta da cheia do Rio Iaco. Mesmo com uma vazante (diminuição no nível das águas) de mais de dois metros nas últimas 24 horas, as águas do rio continuam atingindo 17 bairros e mais de 27,6 mil moradores.

O nível do rio continua baixando, mas o manancial segue acima da cota de transbordo, que é de 15,20 metros. Segundo dados do Corpo de Bombeiros, o rio marcou 17,36 metros nesta quinta-feira (25).

Essa é a maior cheia desde 1997, quando o manancial marcou 19,40 metros. Ainda conforme os dados, 1,7 mil famílias estão desalojadas, ou seja, foram levadas para casas de parentes e outras 299 estão desabrigadas, foram encaminhadas para abrigos públicos.

Informações do gabinete de crise instalado na cidade apontam que, ao todo, Sena Madureira está com 47 abrigos instalados em escolas, igrejas e repartições públicas. Ao todo, 17 bairros bairros estão atingidos pelas águas.

Limpeza

No bairro Vitória, um dos mais atingidos em Sena Madureira, a água ainda está alta, mesmo assim, a moradora Maria Francisca disse que vai se arriscar para fazer uma limpeza inicial na residência para ver se dá para tirar a lama. “Vou fazer a limpeza e ver se dá para limpar para não deixar a lama secar” contou.

Calamidade pública

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) reconheceu, na segunda (22), em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), estado de calamidade pública em 10 cidades do Acre atingidas por inundações causadas pela cheia dos rios no estado.

Os municípios de Rio Branco, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus, Feijó, Tarauacá, Jordão, Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Mâncio Lima e Rodrigues Alves enfrentam dificuldades com parte da população desabrigada (encaminhada para abrigos) e desalojada (levada para casa de parentes).

O governador do Acre, Gladson Cameli, havia decretado calamidade em uma edição extra do Diário Oficial do estado (DOE) também nesta segunda. Pelo menos em oito dessas cidades atingidas os rios estão com vazante (diminuição no nível das águas) e com estabilidade. Mesmo assim, a cheia é considerada histórica e atinge cerca de 118 mil moradores do estado acreano.

Pandemia, enchente, surto de dengue e crise migratória

O Acre registrou mais sete mortes por Covid-19 em apenas 24 horas. As informações são do boletim da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) desta quinta (25). São 376 novos casos da doença fazendo com que o número de pessoas infectadas passe de 55.881 para 56.257. O total de mortes agora é de 982.

Desde semana passada, alguns rios ultrapassaram a cota de transbordo atingindo milhares de família. A cidade de Tarauacá, no interior do Acre, chegou a ficar com 90% do território tomado pela água. O Acre chegou a ter 130 mil pessoas atingidas de alguma forma pela cheia dos rios na capital e no interior do estado. A Defesa Civil considera atingidas pela cheia casas onde a água chegou, desabrigando ou não os moradores.

Em menos de dois meses, o Acre registra mais de 7,5 mil casos suspeitos de dengue e outros 1.683 casos já confirmados da doença. Os dados são do boletim epidemiológico do Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) e levam em consideração os registros entre os dias 1º de janeiro até essa terça (23).

Também nesta semana se agravou o cenário dos imigrantes que estão retidos na fronteira do Acre com o Peru desde o ano passado, quando o país vizinho decidiu fechar as fronteiras e impedir a passagem deles para o lado peruano. Os imigrantes já estavam sendo atendidos pela prefeitura de Assis Brasil, mas no último domingo (14) se rebelaram e ocuparam a ponte da cidade.

Pelo menos 40 imigrantes que fazem rota reversa pelo Acre e tentam entrar no Peru continuam a acampados na Ponte da Integração, quase 10 dias depois de ocuparem o local. Ao todo a cidade ainda tem mais de 300 imigrantes depois de ter mais de 500.

Colaborou Quésia Melo, da Rede Amazônica Acre.

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Carolina Maria de Jesus ganha título de Doutora Honoris Causa da UFRJ

Moradora de uma favela em São Paulo e catadora de papel, escritora Carolina Maria de Jesus começou a ficar famosa em 1958. Ela, que morreu em 1977, agora tem o título de doutor honoris causa da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Por G1

Carolina Maria de Jesus, uma das escritoras mais lidas do Brasil, ganha título da UFRJ

Carolina Maria de Jesus, uma das escritoras mais lidas do Brasil, recebeu nesta quinta-feira (25) uma homenagem póstuma. A escritora, que morreu em 1977, ganhou o título de doutor honoris causa da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A escritora Carolina Maria de Jesus começou a ficar famosa em 1958. Trechos do diário da catadora de papel, que vivia na favela do Canindé, em São Paulo, foram publicados pelo extinto jornal “A Noite”.

Ela tinha cadernos com romances e poemas que começou a escrever na infância, em Sacramento, Minas Gerais. Carolina Maria de Jesus só estudou dois anos, o suficiente para criar uma paixão, como explica um biógrafo da escritora.

No vídeo abaixo, publicado pelo G1 em celebração ao Dia da Consciência Negra de 2020, conheça mais sobre a vida da escritora:

“Ela, desde pequena, assumiu esta coisa da escrita e da leitura, então ela vivia lendo”, contou Tom Faria, escritor e biógrafo da Carolina Maria de Jesus em entrevista ao Jornal Nacional.

Lançado em 1960, primeiro livro de Carolina Maria de Jesus, “Quarto de Despejo”, foi um sucesso.

A escritora vendeu 3 milhões de livros, em 16 idiomas; ela viajou pelo Brasil e atraiu multidões. No Centro do Rio, a rua da livraria teve que ser fechada na noite de autógrafos, e Carolina Maria de Jesus conquistou mais fãs, como Clarice Lispector.

A filha de Carolina Maria de Jesus lembra do encontro: “Quando ela chega perto de Clarice Lispector, ela diz: você é uma grande escritora. E a Clarice responde: a grande escritora aqui é você, porque você escreve com a realidade”, lembra Vera Eunice de Jesus.

O título da UFRJ com unanimidade e aclamação reconhece a importância da doutora Carolina Maria de Jesus, que inspirou talentos, como a escritora Conceição Evaristo.

“Ela abre essa possibilidade dessa autoria nascer de dentro, de quem vive, e não somente de quem contempla”, diz Conceição Evaristo.

Carolina Maria de Jesus nasceu em 14 de março de 1914, em Minas Gerais. A escritora morreu aos 62 anos, em São Paulo, em 13 de fevereiro, vítima de insuficiência respiratória.

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Variantes da Covid-19: entenda como o perfil das vacinas influencia a eficácia contra as mutações

Algumas vacinas da Covid tiveram eficácia reduzida contra variantes do vírus; outras mantiveram neutralização e algumas ainda não têm resultados divulgados. Entenda como está a ‘briga’ dos imunizantes que temos hoje contra as mudanças que o Sars-CoV-2 vem sofrendo.

Por Lara Pinheiro, G1

As vacinas que temos hoje têm se mostrado eficazes contra as mutações e variantes do coronavírus detectadas até agora? A resposta curta é: até onde se sabe, de forma geral, sim.

A resposta mais longa é: algumas vacinas tiveram sua eficácia reduzida contra algumas dessas mudanças no Sars-CoV-2, mas ainda foram capazes de induzir uma resposta do sistema de defesa do nosso corpo contra elas. Outros imunizantes ainda não têm resultados divulgados contra essas mutações e variantes.

As vacinas vão continuar sendo, no futuro, eficazes contra essas mudanças? A ciência ainda não sabe, mas o alerta geral, de cientistas do mundo inteiro, é: precisamos acelerar a aplicação das vacinas e aumentar a quantidade de doses disponíveis.

Isso porque é necessário frear a circulação do vírus. Quanto menos ele circula, menos ele muta, e, portanto, menor a chance de que ele “escape” às vacinas disponíveis hoje.

“Ele [o coronavírus] circulando pouco, enfrenta menos o nosso sistema imune e, portanto, é menos provocado a sofrer mutação – é uma questão biológica, de sobrevivência”, explica o pesquisador Carlos Zárate-Bladés, do Laboratório de Imunorregulação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

“A vacinação rápida, com as vacinas que já temos, se torna mais fundamental ainda”, completa o cientista.

Além disso, pesquisadores concordam em um segundo ponto: é importante que tenhamos várias vacinas disponíveis – tanto no Brasil quanto no mundo –, de várias tecnologias, justamente para combater as novas variantes e ampliar a cobertura vacinal.

Nesta reportagem, você verá como está a “briga” das vacinas que temos hoje contra as variantes mais preocupantes do Sars-CoV-2, o coronavírus que causa a Covid-19.

As variantes

Uma variante é uma “versão” do coronavírus, em outras palavras. Quando uma mutação (uma mudança) começa a aparecer muitas vezes no vírus, em sequenciamentos genéticos, isso significa que ela se “fixou”. Isso configura uma variante em relação à “versão” anterior do vírus, a ancestral. (Entenda mais aqui).

Na tabela abaixo, você pode ver as principais variantes que vêm causando preocupações em cientistas do mundo inteiro.

Principais variantes do coronavírus

VARIANTELOCAL DE ORIGEMPRINCIPAIS MUTAÇÕESPOSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS
B.1.1.7Reino UnidoN501YMais transmissível
B.1351 ou 501Y.V2África do SulN501Y e E484KMais transmissível (N501Y) e com possível enfraquecimento da ação dos anticorpos humanos contra o vírus (E484K)
P.1Brasil (Amazonas)N501Y, E484K e K417TMais transmissível (N501Y) e com possível enfraquecimento da ação dos anticorpos humanos contra o vírus (E484K e K417T)
P.2Brasil (Rio de Janeiro)E484KPossível enfraquecimento da ação dos anticorpos humanos contra o vírus

Ao menos um caso de reinfecção pelo coronavírus foi associado à variante P.1 e outros dois à P.2.

No caso da P.1, ao menos três outros estados além do Amazonas já registraram casos: ParáBahia e São Paulo. Ela também já foi detectada em ao menos 13 países além do Brasil, segundo um monitoramento internacional de linhagens do vírus que inclui pesquisadores de Oxford e Cambridge. A lista de países inclui JapãoEstados Unidos e Alemanha.

A variante britânica e a sul-africana também já foram encontradas no Brasil.

As vacinas

Nos infográficos mais abaixo, você pode ver, por tecnologia (plataforma), as principais vacinas que estão sendo aplicadas no mundo hoje ou que estão na última fase de testes em humanos (a fase 3).

Algumas delas já divulgaram seus resultados preliminares e quatro – ModernaOxfordPfizer e Sputnik V – já tiveram esses dados publicados em revistas. Quando isso acontece, é porque eles foram avaliados e validados por outros pesquisadores.

Infográfico mostra como funcionam vacinas inativadas contra o coronavírus — Foto: Anderson Cattai/G1

Infográfico mostra como funcionam vacinas inativadas contra o coronavírus — Foto: Anderson Cattai/G1

As vacinas inativadas (como a CoronaVac, as da Sinopharm e a da Bharat Biotech)podem ter vantagens contra as variantes porque o corpo passa a “reconhecer” todas as partes do vírus, e não só a proteína S. Os outros tipos de vacina têm apostado na proteína S como alvo da resposta imune.

Mas essa possível vantagem ainda é teórica e precisa ser estudada melhor, avalia Carlos Zárate-Bladés, da UFSC.

Infográfico mostra como funcionam vacinas de vetor viral contra o coronavírus — Foto: Anderson Cattai/G1

Infográfico mostra como funcionam vacinas de vetor viral contra o coronavírus — Foto: Anderson Cattai/G1

Já as vacinas de vetor viral (como a Sputnik V, a da Johnson e a de Oxford) e as de RNA (como a da Moderna e a da Pfizer)podem não ser eficazes contra as variantes porque o pedaço do material genético que é usado nelas dá instruções para que o corpo construa a proteína S, que o vírus usa para infectar as células. Se o vírus passa por mutações e essa proteína muda, a vacina pode não funcionar mais.

Infográfico mostra como funcionam vacinas de RNA contra o coronavírus — Foto: Anderson Cattai/Arte G1

Infográfico mostra como funcionam vacinas de RNA contra o coronavírus — Foto: Anderson Cattai/Arte G1

Por outro lado, esses dois tipos de vacina têm demonstrado ter alguma capacidade, ainda que às vezes diminuída, de neutralizar as variantes do coronavírus. (Veja detalhes mais abaixo).

Para Zárate-Bladés, uma das hipóteses para essas vacinas estarem funcionando até agora é que as mutações que o coronavírus teve não foram amplas ou grandes o suficiente para alterar o epítopo – a porção do vírus que é reconhecida pelos anticorpos neutralizantes.

“Quando somos vacinados, fazemos anticorpos neutralizantes contra a proteína S do coronavírus, e então eles bloqueiam o vírus quando ele entra. Então, mesmo que essas variantes do novo vírus tenham sofrido mudanças, muito provavelmente essas mudanças não chegaram a interromper substancialmetne o reconhecimento pelos anticorpos do sistema imune”, explica o cientista.

Infográfico mostra como funcionam vacinas de subunidades de proteínas contra o coronavírus — Foto: Anderson Cattai/G1

Infográfico mostra como funcionam vacinas de subunidades de proteínas contra o coronavírus — Foto: Anderson Cattai/G1

As vacinas de subunidades de proteínas (Novavax e Anhui Zhifei) podem enfrentar problemas semelhantes aos das de RNA e vetor viral. Se a proteína que o vírus usar para infectar as células não for mais a que está na vacina, o corpo também não vai reconhecê-lo como invasor.

“Precisa encontrar qual combinação de antígenos [pedaços do vírus] vai apresentar a resposta imune necessária”, explica Rafael Polidoro, pesquisador de imunologia na Universidade de Indiana, nos Estados Unidos.

As vacinas de subunidades têm mais um detalhe: as proteínas que elas usam são desnaturadas. No vírus de verdade, elas não são, explica Polidoro. Isso significa que as proteínas que o corpo “vê” na vacina não são exatamente iguais às que o vírus tem.

“Então, o corpo faz anticorpo contra uma proteína que é aquela, mas não exatamente aquela”, diz o cientista.

“A variante é justamente isso: uma variante altera um ou mais aminoácidos na sequência [genética] e a proteína muda tanto de conformação que a sua proteína desnaturada [da vacina] fica muito distante da nova [do vírus]”, completa Polidoro.

“Imagine que [a proteína] seja como a dobradura de um joelho. Qualquer variação física – em vez de virar um joelho ela fica parecendo um cotovelo, um pouco mais agudo – já era, [a vacina] não funciona mais. Esse é um dos problemas das vacinas de proteína”, diz.

A vacina da Novavax, que usa as subunidades de proteínas, teve sua eficácia bastante reduzida contra a variante sul-africana. A da Anhui Zhifei, por outro lado, conseguiu manter a neutralização do vírus (veja detalhes mais abaixo).

Uma das possibilidades para essa variação, mesmo em vacinas com a mesma plataforma, é que a Novavax usou células de insetos (traças) para expressar a proteína do coronavírus, avalia Carlos Zárate-Bladés.

“No caso da Novavax, essa proteína é produzida em células de inseto – que são excelentes para fazer as proteínas, mas mesmo assim não exatamente iguais às células humanas. Essas pequenas diferenças no produto final podem ser muito importantes na hora de estimular o sistema imune”, explica o cientista.

Como está o ‘placar’?

Na sexta-feira (5), pesquisadores de Oxford anunciaram, em uma análise preliminar, que sua vacina foi eficaz contra a variante britânica do coronavírus. Por outro lado, um outro estudo inicial apontou que a vacina pode ter eficácia reduzida contra a variante da África do Sul. O país suspendeu a aplicação do imunizante.

Pfizer e a Moderna anunciaram que suas vacinas conseguiram neutralizar variantes do coronavírus em laboratório – entre elas a britânica (B.1.1.7) e a sul-africana (B.1351 ou 501Y.V2).

Entretanto, ambas tiveram queda na capacidade de neutralização contra a variante da África do Sul (por causa da mutação E484K, que também está nas variantes brasileiras). Ambos os laboratórios afirmaram que vão testar novas fórmulas para garantir a proteção contra as mutações do coronavírus.

Já as vacinas da Sinopharm (BBIBP-CorV) e da Anhui Zhifei (ZF2001) conseguiram neutralizar a variante da África do Sul sem grande queda nos anticorpos neutralizantes. O estudo ainda está em versão prévia (pré-print), mas os pesquisadores apontaram, na conclusão, que os dados sugerem que vacinas de vírus inteiro – as inativadas – ou as que têm como alvo a região RBD, que é a que o vírus usa para se ligar às células, devem manter seu efeito protetor contra a variante sul-africana.

Johnson anunciou que sua vacina teve 57% de eficácia contra a variante da África do Sul, um dos países onde foi testada. O índice foi menor do que o encontrado para outras variantes do vírus, mas acima do mínimo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 50%.

Já a Novavax informou que a sua vacina teve eficácia bem mais baixa para a variante sul-africana em comparação às outras do coronavírus. Enquanto os dados do Reino Unido apontaram para uma eficácia de 89,3%, os testes feitos na África do Sul concluíram uma eficácia de 49,4%. Dos 27 casos de Covid-19 encontrados lá durante os testes, 25 tinham a variante local do coronavírus.

As vacinas desenvolvidas pela Sinovac (CoronaVac) e pelo Instituto Gamaleya (Sputnik V) ainda não tiveram seus resultados anunciados contra novas variantes. Nenhum desenvolvedor de vacina divulgou, até agora, como elas se saíram especificamente contra a variante do vírus achada no Amazonas que mais preocupa os cientistas, a P.1.

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Consumo de gás natural cai 8,7% em 2020 com efeitos da pandemia

Maior queda na demanda foi do setor comercial, que teve um consumo de gás 25,8% menor.

Por Valor Online

Gás natural: país consumiu, ao todo, 59,03 milhões de metros cúbicos por dia (m³/dia) no ano. — Foto: Divulgação/Cigás

Gás natural: país consumiu, ao todo, 59,03 milhões de metros cúbicos por dia (m³/dia) no ano. — Foto: Divulgação/Cigás

O consumo de gás natural em 2020 teve queda de 8,7% na comparação com o ano anterior devido aos efeitos da pandemia de Covid-19. Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), o país consumiu, ao todo, 59,03 milhões de metros cúbicos por dia (m³/dia) no ano.

“Entre março e junho, as distribuidoras foram fortemente impactadas pela pandemia. Em abril, por exemplo, tivemos o menor volume não térmico do setor desde 2005”, disse o presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon.

No ano, a maior queda na demanda foi do setor comercial, que teve um consumo de gás 25,8% menor do que em 2019, seguido pelo setor automotivo, com retração de 17,7%. Por outro lado, a adoção do trabalho remoto ajudou o consumo residencial a crescer 9,6% em 2020.

Ao final do ano, no entanto, os números apresentaram recuperação. Somente em dezembro, o consumo total de gás natural no país foi de 78,1 milhões de m³/dia, alta de 21,4% em relação a dezembro de 2019. O crescimento foi fruto principalmente do aumento da geração termelétrica e da retomada industrial.

No entanto, Salomon ressalta que 2021 ainda traz incertezas. “As possibilidades de crescimento do consumo de gás natural podem ser abaladas pelo eventual aumento de restrições, em função das novas variantes da pandemia, e, principalmente, da falta de perspectivas de celeridade da vacinação, inibindo investimentos”, afirma.

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Indígenas de aldeia na Zona Sul de SP mantém distanciamento social após tomarem vacina contra a Covid-19

Cerca de 530 indígenas da região de Parelheiros já foram vacinados com a primeira dose da vacina. Desses, 230 já tomaram a segunda dose. Autoridades de saúde recomendam que se mantenham as medidas de higiene para evitar a propagação da Covid-19 mesmo depois da vacina.

Por Deslange Paiva, G1 SP — São Paulo

A rotina na aldeia Tenondé Porã, em Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo, imposta no início da pandemia do coronavírus não mudou um mês depois que os indígenas começaram a ser vacinados, em 20 de janeiro. Mesmo com boa parte da população imunizada, os indígenas seguem respeitando as recomendações de higiene das autoridades de saúde.

Segundo informações da gerente da Unidade Básica de Saúde (UBS) Vera Poty, Lucimar Regina Constantino, somente na região de Parelheiros, cerca de 530 indígenas, de 913, já foram vacinados. Desses, cerca de 230 já tomaram a segunda dose.

Um dos líderes da aldeia Tenondé Porã, Vera Popygua, conhecido como Pedrinho, conta que o povo Guarani costumava circular muito e, por isso, foram necessárias diversas reuniões no início da pandemia para explicar para a população a importância de permanecer em casa. Mas, agora, segundo ele, a comunidade se adaptou ao isolamento social e segue com a prática.

“Nos primeiros meses da pandemia, todo mundo ficou meio desesperado. Hoje eles estão mais tranquilos por conta da vacinação. Com as nossas orientações conseguimos nos organizar e esclarecer todos os cuidados. Como consequência disso, muitos respeitam o isolamento social e se mantém em casa durante o dia”.

“O não transitar está cada vez mais difícil porque estamos há um ano nessa situação, mas ainda assim, boa parte da aldeia está em casa”, afirma Pedrinho.

Para especialistas, mesmo após tomar a primeira dose da vacina contra a Covid-19 é necessário manter os cuidados para evitar a contaminação, já que as vacinas disponíveis não são 100% eficazes.

Além disso, para a vacinação atingir a eficácia máxima, é preciso que a pessoa tome as duas doses e respeite a ‘janela imunológica’, que é o período que o organismo leva para produzir os anticorpos do imunizante.

G1 esteve na aldeia na semana passada e observou a maioria dos indígenas dentro de casa. A única movimentação na aldeia se concentrava no entorno da UBS, da escola, e do Centro de Cultura e Educação Indígena (CECI) durante o horário de almoço.

“As pessoas estão mantendo o isolamento em casa né, já estamos vacinando na segunda dose na nossa Unidade Básica de Saúde (UBS). Eu mesmo já me vacinei, estou imunizado. O povo está mais em casa porque ainda estamos preocupados em relação à pandemia, com um vírus desconhecido”, afirma Pedrinho.

Jussara Cleide da Silva, de 25 anos, e toda a família já foram vacinados com as duas doses da vacina contra a Covid-19, e mesmo assim ela conta que prefere ficar em casa para se proteger.

“Eu estou tomando os mesmos cuidados, estou mais aliviada e protegida porque aqui em casa todos já estão vacinados, mas ainda assim temos uma preocupação porque não conhecemos o vírus”, afirma Jussara.

Marcílio da Silva, de 50 anos, também já tomou as duas doses e retomou as atividades na horta comunitária da escola da tribo. “Não estou sentindo nada, só tranquilidade. Muita gente da tribo pegou, mas o povo Guarani é forte e conseguiu se recuperar. Com a pandemia a gente tentou permanecer sempre dentro da aldeia. Minha família toda já tomou as duas doses e ninguém teve nenhum sintoma”.

Adesão

Para a gerente de saúde Lucimar, a cobertura da vacinação na região está em 70% porque alguns integrantes da aldeia estão fora do território.

“O que estamos fazendo é vacinando todos os núcleos familiares e convocando todas as pessoas elegíveis. Uma vez ou outra não conseguimos encontrar um membro de determinada família porque essa pessoa está em outra região. Tem muita gente que circula, a mãe mora aqui, mas eles moram em outra aldeia”, explica Constantino.

Segundo Lucimar, também há casos em que os indígenas que falam guarani não compreendem as orientações sobre a vacinação em português.

“O fator da língua é uma outra barreira muito grande, quando a gente percebe que uma pessoa de uma família não compareceu até o posto, um funcionário indígena vai à casa explicar em guarani a importância da vacinação”.

Com exceção de gestantes, todos os indígenas acima de 18 anos das aldeias Tenondé Porã, Krukutu, Kalipity, Marsilac, Brilho do Sol e Guierapaj, da região de Parelheiros estão sendo vacinados.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, os 913 indígenas são atendidos pela UBS Vera Poty, com capacidade mensal de 340 consultas médicas e 250 consultas de enfermagem.

Incluindo os quase mil indígenas das seis aldeias da Zona Sul, São Paulo tem três mil indígenas vivendo na cidade.

Dentro dos grupos prioritários no estado já começaram a receber a vacina os profissionais de saúde, indígenas, quilombolas, idosos que vivem em instituições e idosos com mais de 85 anos. O governador João Doria (PSDB) chegou a afirmar que todos os quilombolas e indígenas do estado já foram vacinados.

Uso de máscaras

Apesar do isolamento social, o uso da máscara continua sendo uma barreira para a comunidade indígena.

“Como aqui é uma comunidade indígena muitos não usam a máscara porque não faz parte da nossa cultura, a maioria acha que máscara atrapalha nos afazeres do dia-a-dia. Por isso o nosso foco na pandemia foi orientar sobre a importância do isolamento”.

Angelina da Silva, de 34 anos, era exceção. Ela tinha acabado de tomar a segunda dose da vacina quando o G1 a encontrou circulando com máscara. Ela mora com o marido e três filhos.

“Tomei a segunda dose da vacina agora, na minha casa todo mundo tomou, menos meu filho porque ainda não tem idade. Mas não senti nada, nenhum desconforto. Na verdade, estou mais tranquila por ter me vacinado”.

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Secretaria de SP investiga transferência de parente de deputado para penitenciária mais branda

André do Prado (PL) promoveu melhorias em Centro de Detenção Provisória que abrigava parente e pediu aplausos na Assembleia Legislativa para a direção do local. Após condenação, parente foi para um Centro de Ressocialização.

Por Vivian Reis, G1 SP

Centro de Detenção Provisória de Pontal, na região de Ribeirão Preto e Franca, passou por obras de melhorias, com o apoio do deputado André do Prado (PL). Um parente dele foi transferido na sequência para unidade mais branda e governo abriu investigação — Foto: TV Globo/Reprodução

Centro de Detenção Provisória de Pontal, na região de Ribeirão Preto e Franca, passou por obras de melhorias, com o apoio do deputado André do Prado (PL). Um parente dele foi transferido na sequência para unidade mais branda e governo abriu investigação — Foto: TV Globo/Reprodução

A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) do estado de São Paulo investiga se um detento foi favorecido pela influência do deputado estadual André do Prado (PL), com quem tem parentesco.

O parlamentar realizou obras de melhorias no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pontal, onde estava o parente. Depois, o detento, condenado a 5 anos por tráfico e drogas, conseguiu uma vaga em um Centro de Ressocialização (CR).

Diferentemente de um CDP, onde ficam todos presos que aguardam julgamento, os CRs são locais menores, para condenados de baixa periculosidade, que não têm superlotação e se mantém com menos equipes, pois os presos têm a liberdade de abrir a própria cela.

André do Prado confirma a atuação na reforma, mas diz que utilizou recursos privados porque ficou sensibilizado com a situação dos presos no local. Ele informou que o parente visitado é distante, não é consanguíneo, e nega interferência para transferir o homem de unidade. 

A denúncia que deu origem à investigação pela SAP partiu do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp), que soube das visitas feitas pelo deputado André do Prado ao parente preso em maio de 2020.

O sindicato enviou um ofício ao coordenador das unidades prisionais da região noroeste, solicitando uma investigação.

Investigação

O coordenador do Sindicato pediu explicações diretamente ao diretor do CDP de Pontal, Marcelo Pedro Antônio.

Na resposta por e-mail ao qual o G1 teve acesso, o diretor da unidade considerou “estranhos” os questionamentos do Sifuspesp, mas confirmou a reforma com suporte do deputado, e também a transferência de Guilherme de Luca Balduino Almeida para um CR.

De acordo com Marcelo Pedro Antônio, as obras já estavam em andamento quando André do Prado fez a primeira visita, e o detento não foi favorecido, pois já estava inclusive selecionado para trabalhos na própria unidade devido ao seu perfil.

“O sentenciado em questão possui características objetivas e subjetivas, que indicavam, com base no princípio da individualização da pena, que o mesmo possui uma alta probabilidade de ressocialização por ser primário, delito eventual, ter histórico laboral pregresso comprovado, ser casado, possuir filho menor, não ter registro de delitos anteriores, nem de menor potencial, assim como tais características foram identificadas em outros tantos”, argumentou ele em e-mail à coordenadoria.

Na mesma resposta ao coordenador da região noroeste, o diretor detalhou que André do Prado reformou a enfermaria, doou 40 metros de piso branco para um corredor, 20 peças de porcelanato para o refeitório e 140 mudas de eucalipto.

“Nesse sentido pondero que essas foram as doações, tão polarizadas e vergonhosas, que foram citadas no documento”, escreveu ele em referência à denúncia do Sifuspesp, repudiando também o relato da associação sobre o pedido de aplausos a ele e sua equipe feito por André do Prado na Alesp.

Questionada, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informa que o caso está sendo apurado pela Corregedoria Administrativa do Sistema Penitenciário (CASP) e o órgão já esteve no local para o início das apurações.

O que diz o deputado

Ao G1, o deputado André do Prado disse que visitou o presídio, e não o detento Guilherme de Luca Balduino Almeida, porque recebeu a denúncia de que a população carcerária estaria sofrendo maus-tratos na unidade.

“Visando apurar as denúncias, fiz uma inspeção completa nas dependências do CDP, oportunidade em que constatei o trabalho que a direção faz com a comunidade local, recebendo doações para melhorar a estrutura da unidade. Fiquei sensibilizado em ajudar e, de forma privada, fiz uma doação oficial, tal como algumas empresas e pessoas físicas também fizeram para melhorias no local”, disse ele.

O parlamentar também esclareceu que Guilherme não é parente consanguíneo dele e que eles não têm relação próxima.

“Nego, veementemente, que interferi na transferência de qualquer detento. Para esse procedimento, existem trâmites dentro da Secretaria de Administração Penitenciária e do Poder Judiciário”, acrescentou André do Prado

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Congresso prorroga por 60 dias MP que isenta moradores do Amapá do pagamento da conta de luz

Cidades do estado enfrentaram crise no fornecimento de energia elétrica em novembro de 2020, depois que um incêndio atingiu a principal subestação da região.

Do G1 Amapa

O presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco, assinou a prorrogação por mais 60 dias da medida provisória que isenta os consumidores dos municípios do Amapá abrangidos pelo estado de calamidade pública do pagamento da energia elétrica. O ato foi publicado na edição desta quinta-feira (25) do “Diário Oficial da União” (DOU).

O presidente Jair Bolsonaro assinou em novembro a MP que isentou os moradores do Amapá do pagamento da conta de energia.

O Amapá enfrentou crise no fornecimento de energia elétrica em novembro, depois que um incêndio atingiu a principal subestação de energia do estado.

O presidente do Congresso também assinou a prorrogação da MP de abertura de crédito de R$ 80 milhões para o Ministério de Minas e Energia para aportar a concessionária responsável pela distribuição da energia no Amapá, a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

O Amapá enfrentou um novo blecaute total em janeiro. Pelo menos 13 dos 16 municípios amapaenses, incluindo Macapá, registraram falta de energia. Foi o 3º apagão em pouco mais de 2 meses, desde que a principal subestação do estado (Subestação Macapá) sofreu um incêndio, em novembro de 2020. O problema evidenciou falhas no fornecimento de energia no estado, que gerou uma crise energética.

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