Idoso de 89 anos leva mais de 100 picadas de abelhas ao ser atacado em SP

Vítima ficou com o corpo cheio de ferroadas e teve de ser atendida em uma unidade de saúde de Guarujá, no litoral paulista.

Por Vanessa Ortiz, G1 Santos

Idoso foi picado em várias partes do corpo e precisou ser socorrido a uma unidade de saúde — Foto: Arquivo Pessoal

Idoso foi picado em várias partes do corpo e precisou ser socorrido a uma unidade de saúde — Foto: Arquivo Pessoal

Um idoso de 89 anos levou mais de cem picadas de abelhas ao ser atacado por um enxame no Distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá, no litoral de São Paulo, tendo de ser socorrido a uma unidade de saúde. Segundo apurado pelo G1, esse é o terceiro incidente envolvendo os insetos nesta semana, e as ocorrências têm causado pânico entre pedestres e comerciantes da cidade.

Em entrevista ao G1, a sobrinha de Antonio Sebastião Sobrinho, a professora aposentada Iracema Maria Dias Chaves, contou que o ataque ocorreu quando o idoso foi comprar pão, por volta das 7h de quarta-feira (1º). “Ele costuma ir todo dia bem cedinho, compra o pão e passa em uma banca para comprar jornal. No momento em que ele parou na banca, foi atacado”, explica.

Segundo a sobrinha, a colmeia fica em cima de uma mangueira, bem próximo ao local onde ocorreu o incidente. Devido à quantidade de ferroadas, o aposentado caiu no chão e passou a chamar por socorro. Alguns garis que viram a cena foram até a casa do idoso para avisar a família que ele havia sido atacado.

Idoso foi picado até nos lábios  — Foto: Arquivo Pessoal

Idoso foi picado até nos lábios — Foto: Arquivo Pessoal

Quando a esposa chegou ao local indicado, Antônio já havia sido socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vicente de Carvalho por um morador que passava pelo local. “Ele ficou até umas 14h na unidade, porque tinha que tirar todos os ferrões. Ele está com a boca toda inchada. Ele estava de máscara e ela ficou cheia de abelhas”, afirma.

Ainda de acordo com Iracema, os insetos entraram pela camisa e calça, também, picando o idoso em diversas partes do corpo. Após ser medicado, ele recebeu alta e foi para casa. “Ele está bem, mas como ele tem Alzheimer, acabou ficando mais agitado. Se viu acuado, ficou apavorado. A sorte é que ele não é alérgico, senão tinha morrido”, explica a sobrinha.

Ataques em Guarujá

Outros dois ataques de abelhas foram registrados na região de Vicente de Carvalho. No primeiro, que ocorreu no dia 26 de junho, a dona de uma banca, Elizabeth Nituru Emiki, de 62 anos, precisou ser socorrida para uma unidade de saúde após levar dez ferroadas.

Moradores sofrem ataques de abelhas em Vicente de Carvalho, Guarujá — Foto: Arquivo Pessoal/Josimary de França

No dia 30 de junho, um novo ataque ocorreu e fez com que pedestres deixassem objetos pelas ruas durante a fuga dos insetos. Comerciantes também acabaram fechando as portas dos estabelecimentos para se protegerem das abelhas.

Providências

Em nota, o Grupamento de Defesa Ambiental de Guarujá (GDA) e a Secretaria de Meio Ambiente (Semam), à época das duas primeiras ocorrências, disseram que vistoriaram o local e finalizaram o planejamento para a retirada segura da colmeia na segunda-feira (29).

No entanto, por conta da forte ventania que tem atingido a cidade, é necessário que haja a estabilização do clima, a fim de evitar que os insetos fiquem agitados, colocando ainda mais em risco a população e os profissionais. Também precisa ser feito o desligamento temporário do fornecimento de energia da região, pois a árvore em que o abrigo se encontra está em contato com a fiação elétrica.

A Semam disse que o processo de retirada, na verdade, é uma transferência da colmeia para uma área segura, e não simplesmente sua destruição.

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Mortes naturais na cidade de São Paulo durante pandemia estão 40% acima de anos anteriores

Análise feita por médico da USP avalia também mortes não atribuídas diretamente à Covid-19, mas que podem aumentar por reflexo da pandemia.

Por G1 SP — São Paulo

O total de mortes na cidade de São Paulo está 40% maior durante a pandemia do novo coronavírus se comparado ao mesmo período do ano em 2019 e 2018. É o que mostra análise feita nesta quinta-feira (2) pelo epidemiologista e professor da Universidade de São Paulo, Paulo Lotufo.

De acordo com o professor, a análise do número total de mortes – e não apenas daquelas atribuídas diretamente à Covid-19 – é importante para medir o chamado “excesso de mortes”, que pode revelar impactos ainda maiores de uma pandemia.

A cidade de São Paulo contabilizou 20.852 mortes naturais (sem causas externas) entre março e junho deste ano. Já a média de mortes naturais entre os anos de 2019 e 2018 no mesmo período foi de 14.915. Ou seja, são 5.938 mortes a mais durante a pandemia do novo coronavírus.

Do total de “excesso de mortes”, 76% foram oficialmente atribuídas à Covid-19 e os outros 24% seriam por outras causas. Os dados foram retirados do Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade (PRO-AIM), da Secretaria Municipal da Saúde.

Excesso de mortes na cidade de São Paulo aumentou durante a pandemia do coronavírus. — Foto: Arquivo pessoal

Excesso de mortes na cidade de São Paulo aumentou durante a pandemia do coronavírus. — Foto: Arquivo pessoal

“Quando temos uma pandemia, temos uma parte da mortaliadade que é devido à própria infecção, mas nós temos outra parte que é devido tanto à alteração de pessoas com doenças crônicas, neste caso as doenças cardíacas, como aquelas que não conseguem ter o atendimento porque o sistema está congestionado. Em praticamente todos os lugares do mundo houve excesso de mortes em relação aos anos anteriores”, afirmou Lotufo durante coletiva de imprensa realizada no Palácio dos Bandeirantes.

Segundo a apresentação do médico, a mortalidade por doenças respiratórias e cardiovasculares apresentam um padrão sazonal, aumentando em determinados meses do ano. O contrário não é verificado em outras doenças como o câncer, por exemplo, que mantém estabilidade.

A avaliação de Lotufo é de que a cidade de São Paulo apresenta cenário menos preocupante em relação ao excesso de mortes em comparação a outras grandes cidades do país e do mundo. (veja o gráfico abaixo)

“É muito importante fazermos uma comparação com Manaus, que teve um pico muito intenso. Houve um aumento rápido, uma magnitude elevada e uma proporção baixa de casos pela Covid-19. Quando nós olhamos são Paulo, o aumento foi constante, teve uma magnitude mais baixa e uma proporção alta de casos pela Covid. Isso mostra na cidade de são Paulo um padrão. Estamos menos piores do que vários lugares do mundo”, diz (veja o gráfico abaixo).

Comparativos do "excesso de mortes" entre as cidades de Manaus e São Paulo (as cores mais escuras representam mortes confirmadas por Covid-19) — Foto: Arquivo pessoal

Comparativos do “excesso de mortes” entre as cidades de Manaus e São Paulo (as cores mais escuras representam mortes confirmadas por Covid-19) — Foto: Arquivo pessoal

Ainda de acordo com epidemiologista, a análise do excesso de mortes permite avaliar o quanto a testagem da população é efetiva e qual deve ser o foco específico para o atendimento pré-hospitalar e hospitalar para atendimento dessas outras causas de mortalidade que são afetadas pela pandemia de forma indireta.

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Após 3 editais, projeto da Prefeitura de SP para oferecer vagas em hotéis a sem-teto idosos não sai do papel

Propostas recebidas não atendiam a requisitos de editais, e terceira convocação pública sequer teve interessados. Prefeitura diz que avalia outras alternativas para viabilizar serviço.

Por Paula Paiva Paulo, G1 SP

Três editais e dois meses depois, o projeto da Prefeitura de São Paulo que destinaria vagas em hotéis para idosos que moram nas ruas não saiu do papel.

Os dois primeiros editais receberam propostas que foram recusadas por não atenderem a requisitos da gestão municipal, e o terceiro sequer teve interessados. A Prefeitura informou que ampliou o número de vagas de acolhimentos (leia mais abaixo).

O projeto faz parte de uma lei sancionada pelo prefeito Bruno Covas no final de abril que estabelece uma série de medidas de proteção da saúde pública e de assistência social. O objetivo era abrigar a população de risco em meio à pandemia do novo coronavírus, que já matou 28 sem-teto na capital paulista, segundo a prefeitura.

Além disso, de março a 26 de junho, 496 passaram pelo Centro de Acolhida criado para casos suspeitos de Covid-19, na Lapa, e 140 no espaço que recebe os casos confirmados da doença, na Vila Clementino.

De acordo com o último censo da população de rua, a cidade tem 3.164 moradores com mais de 60 anos, 13% do total. Além do risco da Covid-19, essa população agora enfrenta as baixas temperaturas do inverno, vento e chuvas.

O primeiro edital teve que ser refeito após um decreto sobre saúde pública. O segundo recebeu sete propostas, sendo quatro de hotéis populares na região central, dois hostels em Pinheiros e uma associação beneficente na Zona Norte. No entanto, nenhuma proposta foi aceita por problemas com a documentação ou por estarem fora das regiões estabelecidas.

Com isso, a Secretaria Municipal da Assistência e Desenvolvimento Social (Smads) lançou a terceira convocação pública no início de junho. “Um novo edital foi lançado e revisto para viabilizar a adesão do setor, o que não ocorreu. Outras alternativas estão sendo avaliadas para viabilizar o serviço de hospedagem para pessoas idosas em situação de rua”, informou a prefeitura.

O último edital abriu inscrições para hotéis, pousadas e hospedarias localizadas nas subprefeituras da Sé, Mooca, Santana/Tucuruvi, Santo Amaro e Lapa. Cada região deve oferecer 100 vagas, sendo 500 no total.

Cada vaga tem o objetivo de hospedar uma pessoa idosa por até 90 dias, e o estabelecimento deve oferecer acomodação em cômodos individuais ou duplos, materiais de banho e higiene e três refeições diárias. Para isso, a Prefeitura irá subsidiar no máximo o valor de R$ 80 por diária.

Além da falta de interesse e de propostas inabilitadas, o segundo edital teve os prazos adiados pelos feriados que foram antecipados no mês de maio.

Na lei em que está o projeto, a vereadora Soninha Francine (Cidadania) foi quem defendeu a importância de acolher os moradores de rua. Para ela, o projeto tem dificuldade de sair do papel pelo preconceito da rede hoteleira, burocracias da contratação e o baixo valor oferecido na diária.

“Entendo a cautela do gestor público. Mas então a gente tem que analisar isso. Se não é possível fazer contratação com menos exigência, temos que mudar a lista de exigências”, disse Soninha. A vereadora destacou ainda o caso de Osasco, que fechou parceria com o Hotel Ibis por meio de contratação direta, sem convocação pública.

O padre Júlio Lancelotti, coordenador da Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de São Paulo, lamenta que o projeto tenha empacado. “A estrutura hoteleira é boa, individualizada, e está ociosa. As medidas de higiene e isolamento são melhor garantidas [que em albergues]. É uma estrutura existente que não está sendo utilizada”.

O coordenador municipal do Movimento Nacional da População de Rua, Anderson Miranda, critica a burocracia da prefeitura e afirma que a iniciativa já foi aplicada em outras capitais como no Rio de Janeiro e Cuiabá. “Poderiam ter contratado diretamente, sem edital, já que há um decreto de emergência na cidade”.

Entre os requisitos do edital criticados pelo Movimento Nacional da População de Rua, estão a oferta mínima de 50 vagas por hotel (o que exclui os hotéis menores), a obrigatoriedade de conta no Banco do Brasil e o prazo para o pagamento aos hotéis, que ocorre em até 30 dias após iniciados os serviços.

A Prefeitura de São Paulo informou que, para fortalecer o acolhimento, “ampliou o Programa Consultório na Rua, aumentando de 18 para 25 equipes de consultório na rua.” A administração municipal disse ainda que “criou 1.072 novas vagas para acolhimento de pessoas em situação de rua desde o início da pandemia, sendo 672 em oito equipamentos emergenciais, e outras 400 em quatro Centros Educacionais Unificados (CEUs).”

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Cidades da Grande BH relatam espera de até 5 dias para internar pacientes graves em UTIs da capital

Ribeirão das Neves, Sabará e Santa Luzia, que são as cidades que mais demandam da estrutura hospitalar de Belo Horizonte, registraram, cada uma, aumento de mais de 500% de casos de Covid-19 em um mês.

Por Patrícia Fiúza e Cíntia Neves, G1 Minas — Belo Horizonte

Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, é uma das cidades mais populosas do estado, com cerca de 335 mil habitantes. É também uma das que possuem maior número de doentes com a Covid-19: 564 casos confirmados e 10 óbitos, segundo os dados de quinta-feira (2) da Secretaria de Estado de Saúde. Desde o dia 1º de junho, o crescimento de confirmações foi de mais de 600%. Mesmo assim, o município não tem estrutura para atendimento a casos graves de Covid-19.

Pacientes que necessitam de internação em leitos de terapia intensiva precisam ser transferidos para Belo Horizonte. Com o aumento de ocupação dos leitos na capital mineira, que chegou a 88% nesta quinta, no caso de internações gerais, e 87% para pacientes com Covid-19, a espera para conseguir vaga já tem resultado até em óbitos, especialmente de pacientes com comorbidades, segundo a secretaria de Saúde de Ribeirão das Neves.

“Tem umas duas semanas que temos enfrentado dificuldade. O normal seria questão de horas para a transferência. Já tivemos pacientes que aguardaram até cinco dias. E aqui ficam no semi- intensivo aguardando. A gente vai tentando na central de leitos, contatos com médicos, mas tem hora que a gente não consegue. Uma demanda judicial demorou três dias”, conta o secretário de Saúde da cidade, Rodrigo Augusto.

Ribeirão das Neves possui um hospital, o São Judas Tadeu, mas a referência para atendimento de pacientes com sintomas da doença é a Unidade de Pronto Atendimento Justinópolis, que conta com quatro respiradores.

“Nós compramos 20 respiradores. Já chegaram 10. Já foram instalados 4 na UPA em Justinópolis, 5 no hospital e um na Upa Joanico, no centro. Outros 10 vão chegar na próxima semana”, disse o secretário.

A cidade não é a única que tem enfrentado lentidão para conseguir vagas em leitos de UTI em BH. Outros municípios da Região Metropolitana, como Sabará e Santa Luzia, que também tiveram aumento de mais de 500% de casos confirmados em um mês, estão entre as que mais demandam da estrutura hospitalar da capital.

Segundo a prefeitura de Belo Horizonte, pelo menos 60 municípios do interior solicitaram internação na capital. Foram 702 solicitações para internação de pacientes com sintomas de Covid-19. Sabará fez 20,7% das solicitações; Santa Luzia, 18,1%, Ribeirão das Neves 10,3%.

O aumento da demanda por leitos de terapia intensiva, tanto em BH quanto de pacientes vindos do interior, foi um dos fatores determinantes para que o prefeito Alexandre Kalil (PSD) decidisse pelo retorno à fase zero de isolamento social na segunda-feira (29), limitando o funcionamento do comércio a apenas serviços essenciais.

Em nota, a prefeitura de Belo Horizonte informou que todas as solicitações por leitos foram atendidas e que não foi registrado nenhum óbito.

Sabará

A histórica Sabará viu a doença crescer mais de 646% em um mês. Em 1º de junho, eram apenas 30 casos confirmados. Agora, são 228 casos e 4 mortes pela Covid-19. Por causa deste aumento, a prefeitura decidiu, após um mês de abertura, restringir nesta semana o funcionamento do comércio a serviços essenciais.

Quando o município tem algum caso suspeito de Covid-19, independentemente se grave ou não, a prioridade é encaminhar, conforme pactuado, para atendimento em Belo Horizonte, de forma que a estrutura da cidade fique de retaguarda para pacientes não-Covid.

“De segunda para cá, a situação está um pouco pior. O paciente tem demorado mais tempo na UPA, aguardando vaga em BH. Para leitos de enfermaria, a espera é de 12 horas. Para CTI, de dois a três dias”, afirmou a Secretária de Saúde Nicole Alves.

O município hoje possui 8 leitos, sendo 2 de CTI e 6 de enfermaria, e 4 respiradores na UPA Padre Lázaro e 6 na Santa Casa para atendimento a pacientes com sintomas da doença. De acordo com a secretária, se a situação se agravar, é possível abrir 22 leitos de enfermaria.

Santa Luzia

Outra cidade que viu aumento expressivo de casos de Covid-19 durante o mês de junho é Santa Luzia. No dia 1º de junho, a cidade tinha 47 casos confirmados e um óbito. Agora, já são 319 casos confirmados e seis óbitos. O aumento foi de mais de 540%.

Santa Luzia é uma das cidades que não restringiu o funcionamento do comércio a serviços essenciais, a exemplo de BH. Segundo a prefeitura da cidade, o comércio está funcionando com alternância de dias entre os setores.

O crescimento de casos da doença também tem pressionado o atendimento hospitalar. A cidade tem 50 leitos de enfermaria disponíveis para casos mais leves de pacientes com sintomas de Covid-19. Mas a preocupação é no caso de pacientes que precisem de um leito de terapia intensiva e precisam de transferência para Belo Horizonte.

A prefeitura confirmou que existe uma preocupação em função da demora, mas não informou o tempo médio de espera. “Enquanto as vagas não saem, os pacientes são assistidos no município”, afirmou em nota.

O que diz a prefeitura de BH

“Os leitos da Rede SUS-BH contemplam UTI e Enfermaria adulto, pediátrico e neonatal. A Secretaria Municipal de Saúde possui uma central de internação que funciona 24 horas por dia, onde todas as solicitações de leitos hospitalares são analisadas por um médico regulador, que encaminha os pedidos para internação, de acordo com necessidade clínica de cada paciente.

Até o momento, todas as solicitações de leitos foram atendidas e nenhum óbito foi registrado por falta de assistência na Rede SUS-BH”.

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Novo coronavírus é descoberto em amostra de esgoto de novembro de 2019 em Florianópolis, diz UFSC

Estudo, que ainda não foi revisado por pares, teve resultado divulgado nesta quinta-feira (2) pela Universidade Federal de Santa Catarina. Pesquisadores dizem que, até o momento, essa é a amostra mais antiga do novo coronavírus nas Américas.

Por Carolina Holland, G1 SC

Novo coronavírus estaria em SC desde novembro

Um estudo divulgado nesta quinta-feira (2) pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) afirma ter descoberto partículas do novo coronavírus (Sars-CoV-2) em duas amostras do esgoto de Florianópolis colhidas em 27 de novembro de 2019. A pesquisa ainda não publicada por revista científica que tenha como critério uma revisão por pares (cientistas da mesma área).

primeiro caso clínico da Covid-19 – infecção provocada pelo vírus – foi relatado no Brasil em janeiro deste ano.

Intitulado “SARS-CoV-2 in human sewage in Santa Catarina, Brazil, November 2019”, o novo estudo tem participação de pesquisadores da UFSC, da Universidade de Burgos, da Espanha, e da start-up Neoprospecta/BiomeHub, de Florianópolis.

Segundo a UFSC, uma versão preliminar do artigo foi enviada na sexta-feira (26) à plataforma MedRxiv, que reúne pesquisas ainda não divulgadas em revistas científicas, ou seja: que ainda não foram revisadas pelos comitês das publicações. Nesse processo, cientistas normalmente anônimos e especialistas na área abordada fazem avaliação e sugerem modificações ou mesmo a rejeição do estudo.

Conforme a UFSC, até o momento a amostra coletada no esgoto de Florianópolis é a mais antiga do novo coronavírus nas Américas. Embora a primeira descrição do Sars-CoV-2 seja de 31 de dezembro de 2019, pesquisas semelhantes constataram que ele estava presente no esgoto de Wuhan, na China, em outubro, e na Itália, no início de dezembro.

“O vírus circulava antes mesmo de termos ciência sobre a sua rotina em pacientes ou em humanos, sejam assintomáticos ou sintomáticos. (…) Pode ser que em outros locais já havia antes de outubro, porque esse estudo especifica que havia a partir de 27 de novembro” , disse a doutora em Biotecnologia Gislaine Fongaro, do Laboratório de Virologia Aplicada da UFSC, uma das pesquisadoras envolvidas no trabalho.

Gislaine ressalta que em pesquisas semelhantes feitas em esgoto na China e na Itália foi constatado que o Sars-CoV2 estava em circulação antes dos primeiros registros da doença, porque o vírus demora semanas para ser expelido por quem foi contaminado.

“O esgoto já era testemunha de que o vírus estava por ali. E isso, falando na infecção viral, é um fato previsto, porque quando você está excretando o vírus, é porque ele já teve todo o trânsito no sistema respiratório, passou no sistema gastrointestinal e está sendo excretado. Então, são pessoas que já estão com 15, 20 dias de infecção”, explicou.

Como foi feita a pesquisa

Foram analisadas amostras congeladas de esgoto bruto — que tinham sido coletadas por outros estudos dentro da universidade — do final de outubro do ano passado até o início de março de 2020 da rede pública da região central de Florianópolis. A ideia dos pesquisadores foi investigar o material como ferramenta epidemiológica.

“Trabalhar com amostras de esgoto é uma rotina, sempre se deixam amostras reservadas um banco de amostas em vários laboratórios”, falou Maria Elisa Magri, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental.

As amostras entre 30 de outubro e 6 de novembro não tinham o Sars-CoV-2. Na de 27 de novembro, a carga era de 100 mil cópias de genoma do vírus por litro, considerada baixa pelos pesquisadores. As quantidades subiram em 11 de dezembro e 20 de fevereiro e, em 4 de março, foi constatado um milhão de cópias de genoma de Sars-CoV-2 por litro de esgoto.

Conforme Gislaine, para se chegar aos resultados de que eram mesmo partículas do novo coronavírus, foram feitos testes com base em quatro marcadores para o genoma do vírus. Para cada amostra foram realizadas, pelo menos, oito testagens.

“A princípio, se fez para o primeiro, viu que se tinha uma positividade, vamos fazer uma conferência, e aí foi realizado para outros marcadores. Uma enzima de codificação viral, uma outra que codifica para uma proteína spike, que é bem famosa em função da mutação do Sars-CoV-2, uma outra que codifica para uma proteína de envelope do vírus, e um outro fragmento de núcleo capsídeo”, explicou.

Após essa etapa no Laboratório de Virologia Aplicada, foi feita nova extração do material genético original para testes no Laboratório de Biologia Molecular, Microbiologia e Sorologia, no Hospital Universitário da UFSC. Depois, os fragmentos foram sequenciados, e o resultado ficou pronto nesta quinta. Para a pesquisadora, a conclusão de que se trata do novo coronavírus é segura.

“Quando tivemos os testes repetidos, confirmados, interlaboratorial e agora com sequenciamento, não se trata de resultado preliminar. Se tratam de resultados confiáveis e a certeza que é isso mesmo. Claro que esse trabalho tem perspectiva de se fazer sequenciamentos do genoma total, de fazer, quiçá, outras coletas, inclusive agora que estamos com um número mais conhecido de casos positivos”, disse Gislaine.

A BiomeHub, start-up de Florianópolis com laboratório envolvido na pesquisa, é responsável pelo sequenciamento metagenômico. Nesse caso, foi recebida a amostra do esgoto, extraído o DNA e transformado em RNA, por ser um vírus de RNA. Depois, realizado o sequenciamento. A ideia é saber, por meio de análise biocomputacional com base em informações de banco de dados públicos, se a cepa identificada no estudo é a mesma que circula neste momento em Santa Catarina.

Para Gislaine, a pesquisa pode ser uma ferramenta epidemiológica para que se fossa fazer a rastreabilidade, entender a evolução do vírus, e ajudar na implementação de programas sentinelas.

“Considerando o esgoto uma amostragem de uma grande população, nós podemos acessar as cepas [variedades] que estão circulando. É importante para entender a história do vírus no estado pandêmico e é importante também conseguir esse estudo filogenético do vírus, que é um retrato de como esse vírus pode ter mutado”, explicou.

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Multa para quem desrespeita uso obrigatório de máscara passa a valer nesta quinta no estado de São Paulo

Medida passou a vigorar na quarta (1) em caráter educativo. Agora, a pessoa ou estabelecimento comercial que desrespeitar a regra poderá ser punido com valor entre R$ 524 e R$ 5 mil.

Por G1 SP — São Paulo

O estado de São Paulo começa a multar nesta quinta-feira (2) as pessoas e os estabelecimentos comerciais que desrespeitarem o uso obrigatório de máscaras de proteção contra o novo coronavírus. A nova regra passou a valer na quarta-feira (1) em caráter educativo, mas a partir desta quinta a punição que varia entre R$ 524 e R$ 5 mil começará a ser aplicada.

A medida anunciada pelo governo de São Paulo no início desta semana estabelece que a pessoa que for vista sem máscara em espaços públicos e particulares de uso comum deve ser multada em R$ 524. Já os estabelecimentos comercias vão pagar R$ 5.025 para cada pessoa que estiver no local sem a proteção. Há ainda a previsão de uma multa de R$ 1.380,50 se o estabelecimento não afixar placas que informam sobre a obrigatoriedade da máscara.

A nova resolução não prevê punição para quem está em carro particular. O uso de máscaras no transporte público e de aplicativos já era obrigatório no estado desde o início de maio.

Também em maio, o governo do estado já havia publicado decreto que determinava o uso geral e obrigatório de máscaras nas 645 cidades paulistas para o combate à pandemia do coronavírus. Segundo o decreto, os infratores poderiam receber multa de R$ 276 a R$ 276 mil, ou até serem punidos com pena de um a quatro anos de detenção. No entanto, nenhum estabelecimento foi multado. Desde então, os locais receberam apenas orientações.

Multas para quem não usar máscaras começam a valer nesta quinta-feira

Fiscalização

O governo publicou no Diário Oficial desta quarta-feira (1º) uma portaria que estabelece como vai ser a fiscalização pela Vigilância Sanitária. O texto aponta que os agentes podem solicitar apoio da Polícia Militar em “casos extremos”.

Nos estabelecimentos comerciais, os fiscais devem verificar:

  • Se há aviso na entrada sobre a obrigatoriedade das máscaras;
  • Se o responsável tem conhecimento do uso correto e se sabe orientar os clientes;
  • De forma respeitosa, averiguar se há pessoas sem a máscara;
  • Caso encontrem pessoas sem máscara, a multa será dada na hora. É necessária a assinatura do responsável pelo estabelecimento.
  • Equipes poderão acionar apoio da Polícia Militar.

A fiscalização nas ruas vai ser bem parecida. As equipes da Vigilância Sanitária vão trabalhar junto com a Polícia Militar em pontos de fiscalização, montados em locais de grande circulação. Quem passar sem máscara deve ser abordado pelos fiscais e vai precisar informar nome completo, CPF, endereço. A pessoa vai terá dez dias para recorrer. Se não pagar a multa, o CPF vai para a lista de devedores do estado.

Também é possível denunciar quem estiver descumprindo a determinação por meio do número de telefone da Vigilância Sanitária: 0800-771-3541.

Blitz na capital

Nesta quarta-feira (1), o governo de São Paulo realizou uma blitz educativa na região da Rua 25 de Março, no Centro da capital paulista. Agentes distribuíram máscaras para a população e orientaram comerciantes.

A diretora da Vigilância Sanitária Estadual, Maria Cristina Megid, afirmou que a orientação é de que o bom senso guie o trabalho de fiscalização.

“Bom senso para todos os nossos fiscais. Lógico, se a pessoa está fumando, não tem como fazer de outra forma, enquanto estiver fumando, vai estar com a mascara fora do rosto. A partir desse momento em que parou, tem que colocar de volta no rosto. Isso acontece em qualquer situação, se estiver se alimentando ou bebendo. Fora isso tem que estar com a máscara”, afirmou.

Erros e acertos no uso da máscara de proteção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

Erros e acertos no uso da máscara de proteção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

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MP e polícia fazem buscas na Secretaria de Saúde do DF em investigação sobre compra de testes de coronavírus

Operação cumpre mandados também em 7 estados. Suspeita é que material de baixa qualidade que pode dar falso resultado negativo tenha sido adquirido com superfaturamento. Governo do DF diz que testes foram aprovados pela Anvisa e aquisição foi a preço de mercado.

Por G1 e TV Globo

Operação investiga compra de testes de Covid-19 pelo Distrito Federal

Uma operação que apura irregularidades na compra de testes de Covid-19 pelo governo do Distrito Federal foi deflagrada no início da manhã desta quinta-feira (2) em sete estados (GO, RJ, SP, PR, SC, BA e ES), além do Distrito Federal.

A operação, que foi denominada “Falso Negativo”, começou após investigação do Ministério Público do DF e tem apoio da Polícia Civil no DF e nos demais estados.

Entre os alvos, estão o subsecretário de Administração Geral da Secretaria de Saúde do DF, Iohan Andrade Struck, e o diretor do Laboratório Central do DF, Jorge Antônio Chamon Júnior.

Resumo:

  • As investigações apontam suspeita de superfaturamento nas compras e de baixa qualidade dos testes, que podem dar falso resultado negativo.
  • prejuízo aos cofres públicos com as compras superfaturadas é estimado, segundo a investigação, em cerca de R$ 30 milhões, de um total de R$ 74 milhões em compras.
  • São investigados os possíveis crimes de fraude a licitaçãoorganização criminosacorrupção ativa e passivalavagem de dinheiro e cartel.
  • A operação cumpre 74 mandados de busca e apreensão em mais de 20 cidades.
  • Entre os endereços alvo dos mandados estão o Laboratório Central do DF, a Farmácia Central, a Secretaria de Saúde do DF e residências dos responsáveis pelas compras.
  • Compras foram feitas com dispensa de licitação.

A operação ocorre em meio à disparada de casos de Covid-19 no DF. A divulgação de dados de ocupação de leitos de UTI pelo governo está sendo questionado na Justiça pelo MP. O governador Ibaneis Rocha declarou estado de calamidade pública por conta da pandemia, o que flexibiliza os gastos da administração pública. (Leia mais ao final da reportagem)

Testes falhos e licitações fraudadas

Segundo investigadores, servidores da Secretaria de Saúde do DF se organizaram para fraudar licitações e para comprar testes rápido, do tipo IgG/IgM, com preços superfaturados.

Ainda segundo a investigação, houve troca de marcas de testes por outras de qualidade inferior, o que contribui para o resultado falso negativo.

O que diz o governo DF

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou, por meio de nota, que “todos os testes adquiridos, recebidos por meio de doações ou enviados pelo Ministério da Saúde, tem o certificado da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa – e portanto foram testados e aprovados pelo órgão Federal”.

Em relação aos preços, a secretaria informou que “representam os valores praticados no mercado”. “As compras foram efetuadas avaliando as marcas apresentadas, os certificados de qualidade e os menores preços apresentados pelas empresas nas propostas”, diz a nota.

G1 entrou em contato com o Laboratório Central do DF, mas até por volta de 7h30 aguardava resposta.

As cidades onde os mandados foram cumpridos são: Brasília (DF); Formosa (GO); Goiânia (GO); Curitiba (PR); Maringá (PR); São José dos Pinhais (PR); Pinhas (PR); São Paulo (SP); Santana do Parnaíba (SP); Cotia (SP); Itapevi (SP); Barueri (SP); Joinville (SC); Balneário Camboriú (SC); Ilhota (SC); Navegantes (SC); Serra(ES); Cariacica (ES); Vitória (ES); Rio de Janeiro (RJ); Nova Iguaçu (RJ); São Gabriel (BA) e Irecê(BA).

Casos de Covid-19 disparados no DF

O DF foi a primeira unidade da federação a tomar medidas de isolamento social, em março. No entanto, desde que serviços e setores não essenciais voltaram a funcionar, os casos de coronavírus dispararam. Comércio e espaços de lazer, por exemplo, já estão funcionando.

Nesta quarta-feira (2), o DF registrou recorde de 33 mortes por Covid-19 em 24 horas. Ao todo, já foram 620 mortos e mais de 50 mil infectados, com 39.714 deles (78%) já recuperados. Só em Ceilândia, região mais populosa do DF e hoje a mais afetada pela doença, com 119 mortes e 6.763 casos, o total de infectados cresceu 512% ao longo do mês de junho.

Relatórios internos da Secretaria de Saúde no DF apontavam ocupação de leitos de UTI 94% nesta segunda-feira (29), enquanto o GDF divulgava ocupação de 62%. O MP foi à Justiça pedir transparência na divulgação dos dados.

O governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), declarou na última segunda-feira (29) estado de calamidade pública, o que flexibiliza gastos da administração púbica e facilita o recebimento de repasses da União.

Segundo o governador, a medida, que já foi reconhecida pelo governo federal, tem como objetivo “acessar programas federais”. O governador não traçou relação direta do estado de calamidade com o contágio acelerado da doença.

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Operação da PF investiga suspeita de superfaturamento na compra de testes para Covid-19 no PI

Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas cidades de Picos, Uruçuí e Bom Jesus. As prefeituras informaram que ainda vão se pronunciar. Valores eram superfaturados em até 40%, segundo a PF.

Por Andrê Nascimento, G1 PI — Teresina

Operação da PF investiga suspeita de superfaturamento na compra de testes para Covid-19  e cumpre mandados em Picos — Foto: Divulgação/PF

Operação da PF investiga suspeita de superfaturamento na compra de testes para Covid-19 e cumpre mandados em Picos — Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou durante a manhã desta quinta-feira (2) uma operação para investigar suspeitas de irregularidades na compra de testes rápidos para Covid-19 por prefeituras do Piauí. Os policiais pretendem cumprir 17 mandados de busca e apreensão em UruçuíPicos Bom Jesus. As prefeituras informaram que ainda vão se pronunciar sobre o caso.

A TV Clube também registrou cumprimento de mandados também em Teresina, na sede de uma empresa de distribuição de suprimentos hospitalares, localizada no Centro, que teria fornecido material para municípios do interior.

Em Picos, os policiais fizeram buscas na sede da prefeitura e da secretaria de saúde da cidade. Segundo a PF, agentes públicos e empresários utilizaram documentos falsos para fazer uma licitação que foi instaurada pela Prefeitura Municipal de Picos para a compra de testes de Covid-19.

Como resultado das fraudes, os contratos foram direcionados a empresa de um dos membros do grupo, responsável pela venda de exames com preços superfaturados.

Polícia Federal cumpriu mandados de busca na sede da secretaria municipal de saúde de Bom Jesus, no Piauí — Foto: Polícia Federal/ Divulgação

Polícia Federal cumpriu mandados de busca na sede da secretaria municipal de saúde de Bom Jesus, no Piauí — Foto: Polícia Federal/ Divulgação

A PF informou que em Bom Jesus e em Uruçuí, foram instauradas dispensas de licitação fraudulentas e comprados os testes IGG/IGM com superfaturamento, seguindo o mesmo modo de atuação observado nas fraudes de Picos. Há indícios de que o esquema criminoso tenha ocorrido em outros 28 (vinte e oito) municípios do interior do Piauí, que não foram informados.

Ainda segundo a PF, os testes que são vendidos por valores entre R$ 120 e R$ 150 eram comprados pela prefeitura por R$ 170 a R$ 210, gerando um sobrepreço de 40%.

Os crimes investigados pelos policiais são de associação criminosa, desvio de recursos públicos e dispensa indevida de licitação, cujas penas somadas alcançam 20 anos de prisão.

Decretos determinam distanciamento social

Para evitar a contaminação pelo vírus, o isolamento social e medidas emergenciais foram determinadas por meio de decretos do governo do estado e das prefeituras, como na capital piauiense, para que a população fique em casa e evite ao máximo ir às ruas. Aulas em escolas e universidades, a maioria das atividades comerciais, esportivas e de serviços em geral estão suspensas por tempo indeterminado.

Serviços essenciais como farmácias, postos de combustíveis e supermercados continuam mantidos mas estão regulamentados. O atendimento em clínicas, hospitais e laboratórios, assim como o funcionamento de escritórios de advocacia e contábeis também foram liberados mediante cumprimento de regras.

uso de máscaras em locais públicos tornou-se obrigatório em todo o estado. Policiais fazem abordagens nas fronteiras do estado a ônibus e veículos particulares. Os decretos preveem que quem descumprir as regras pode ser penalizado com multa ou até prisão.

Prevenção, contágio e sintomas

Lavar as mãos de forma correta (veja vídeo), uso de álcool em gel, sempre usar máscaras, evitar contato pessoal e aglomerações de pessoas são algumas das orientações para evitar o contágio da doença.

É importante também ficar atento quanto aos principais sintomas (tosse seca, congestão nasal, dores no corpo, diarreia, inflamação na garganta e, nos casos mais graves, febre acima de 37° C e dificuldade para respirar). Um guia ilustrado preparado pelo G1 ajuda a tirar dúvidas.

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Bebê é resgatado sob escombros em SC após passagem de ‘ciclone bomba’, e mãe diz: ‘Foi milagre’

Mãe, grávida de sete meses, e o pai ficaram preocupados por alguns minutos ao não encontrarem menino de 1 ano. Família estava no sofá quando casa em Florianópolis foi atingida por árvore.

Por G1 e NSC TV

Bebê de 1 ano é resgatado com vida após árvore cair em cima de casa em Florianópolis

Um menino de um ano e meio foi resgatado apenas com arranhões após ficar alguns minutos sob escombros de uma casa atingida por uma árvore em Florianópolis durante a passagem do ciclone bomba na tarde de terça-feira (30). A mãe , grávida de sete meses, o pai e o irmão, de quase 3 anos, conseguiram se salvar, mas levaram um susto ao não encontrar o bebê imediatamente .

“Meu marido me puxou junto com o mais velho e na hora que olhei, a última imagem foi dele sentadinho no sofá olhando para mim e não vi mais nada, só vigas e galhos em cima dele. Foi um milagre, poderia ser uma catástrofe”, diz Valentina Aldana Lapaz, mas do menino Caleb.

Até a noite desta quarta-feira (1º), duas pessoas seguiam desaparecidas e nove mortes foram confirmadas pelo governo catarinense por causa do ciclone bomba.

A árvore caiu sobre a casa pouco depois das 16h de terça-feira no bairro Morro das Pedras, no Sul da Ilha em Florianópolis. Mãe, o pai e os dois filhos estavam no sofá da sala e foram surpreendidos pela queda da árvore.

Segundo o pai do bebê, Victor Tadeu, eles conseguiram sair de baixo dos galhos e alguns escombros, mas não achavam o menino de um ano e meio. Vizinhos foram para o local ajudar os pais, incluindo Gabriel da Silva Paulo Teodoro, que é tio da criança.

“Vi a árvore tombada. Saí correndo, pulei todos os galhos e encontrei o pai e a mãe. As crianças estavam no sofá, fui em direção aonde estava o sofá, comecei a procurar”, conta.

Como o menino não estava chorando, a família ficou com medo que ele pudesse ter morrido. a criança só começou a chorar quando viu o tio tentando resgatá-lo.

“Vi que ele estava bem, que ele olhou para mim. Tirei os tijolos e a viga enorme que tinha em cima dele. Nossa, foi por Deus mesmo”, diz o tio.

Com ajuda do pai e de outro vizinho eles conseguiram retirar as vigas e sair para um local seguro. O menino Caleb sofreu um pequeno arranhão na cabeça e outro na perna e passa bem. O restante da família não se feriu. Os bombeiros estiveram no local apara auxiliar e orientar a família.

Nove pessoas morreram em Santa Catarina e duas estão desaparecidas após a passagem de um ciclone bomba, que provocou fortes rajadas de vento em todas as regiões catarinenses. Árvores caíra, casas foram destelhadas e mais de 1,5 milhão de imóveis ficaram sem energia elétrica.

Até as 22h, havia ainda mais de 300 mil unidades consumidoras ainda estavam sem energia e o Estado contabilizava o prejuízo em mais de 100 municípios atingidos.

Em todo estado, incluindo no bairro Armação, também no Sul da Ilha na capital, telhas voaram  — Foto: Dhiogo Cardoso/Arquivo pessoal

Em todo estado, incluindo no bairro Armação, também no Sul da Ilha na capital, telhas voaram — Foto: Dhiogo Cardoso/Arquivo pessoal

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Casos de dengue, chikungunya e zika têm quedas de até 99,3% no Rio; especialista e SMS dizem que isolamento social ajudou

Redução nos números já vinha acontecendo, mas foi ainda maior durante a pandemia. Entre os meses de março e junho de 2019, a prefeitura registrou 30.651 casos de chikungunya. A doença só afetou 216 pessoas durante o mesmo período de 2020.

Por Raoni Alves, G1 Rio

O ano de 2020 vai será lembrado pela pandemia do novo coronavírus – só na cidade do Ri são mais de 6 mil mortos e 56 mil casos confirmados da doença. Outras patologias, no entanto, registraram queda: é o caso de reduções expressivas nos números de casos de zika, dengue e chikungunya.

A queda acentuada do acometimento das três doenças já vinha sendo constatada nos meses de janeiro e fevereiro. Mas, com a pandemia da Covid-19, entre março e junho, a redução foi ainda mais brusca. No período, a Prefeitura do Rio registrou queda de até 99,3% nos casos de chikungunya, em comparação com os mesmos meses de 2019.

Segundo avaliação da Secretaria Municipal de Saúde, o período de isolamento social para conter a disseminação do novo coronavírus ajudou no combate a essas doenças.

Ainda que os números demonstrem a queda, especialistas alertam que os cuidados para evitar os criadouros do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika, devem continuar.

André Siqueira, infectologista da Fiocruz, diz que existem possibilidades de novas epidemias no Rio de Janeiro.

Comparação do período entre março e junho de 2019 e 2020:

  • redução de 99,3% no número de casos de chikungunya;
  • queda de 98,9% nos casos de zika;
  • redução de 97,9% nos casos de dengue.

Vale lembrar que esse é o período do ano onde os casos sempre aumentam por conta das condições climáticas. Também por isso, 2020 pode ser um marco na luta contra as arboviroses (dengue, chikungunya e zika).

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vem monitorando os casos e desde janeiro já registra uma tendência de queda em relação ao mesmo período do ano passado. A partir da transmissão comunitária da Covid-19 na cidade, com o isolamento social, essa redução ficou mais expressiva.

“Com o isolamento social e a população mais tempo dentro de casa, acreditamos que houve uma mudança de comportamento em relação aos cuidados com todo espaço da casa, principalmente a área externa, podendo ser um indicativo de redução dos criadouros de mosquito domiciliares”, explicou Nadja Greffe, superintendente de Vigilância em Saúde do Rio.

Dengue

Segundo os dados, o Rio registrou 14.648 pessoas infectadas com o vírus da dengue entre março e junho de 2019. Já em 2020, no mesmo período, foram contabilizados 307 casos. Uma redução de 97,9%. No gráfico abaixo é possível perceber que a diferença entre os dois anos aumenta no período da pandemia.Casos de dengueNúmero de pessoas infectadas no Rio entre janeiro e junho de 2019 e 2020.

Zika

Em relação aos casos de pessoas contaminadas pelo vírus da zika, a queda no número de casos nesse período foi de 98,9%. Em 2019, a cidade registrou 805 casos da doença, entre março e junho. Em 2020, os infectados não passaram de 9.Casos de zikaNúmero de pessoas infectadas no Rio entre os meses de janeiro e junho de 2019 e 2020.

Chikungunya

A maior redução nos números de casos ficou por conta do vírus transmissor da chikungunya, com 99,3% de queda em um ano. Se em 2019, o Rio teve 30.651 pessoas com a doença, em 2020 foram apenas 216 casos, entre março e junho.Casos de chikungunyaNúmero de pessoas infectadas no Rio entre os meses de janeiro e junho de 2019 e 2020.

Queda ligada a quarentena

Na opinião de André Siqueira, infectologista do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) e pesquisador do Laboratório de Pesquisa Clínica em Doenças Febris Agudas, uma das explicações para esse fenômeno é o isolamento social provocado pela pandemia da Covid-19.

Siqueira concorda com a opinião da SMS, mas acrescenta também que os registros podem ter sido prejudicados, já que os pacientes com sintomas de dengue, chikungunya ou zika poderiam evitar procurar as unidades de saúde com medo do novo coronavírus. Ainda assim, o especialista considera uma vitória contra essas doenças.

“Mesmo considerando essas possibilidades, se houvesse uma explosão de casos isso seria detectado. Então de fato houve uma diminuição”, comentou Siqueira.

Alerta ligado

Mesmo comemorando os dados atuais, o médico da Fiocruz não desliga o alerta. Segundo André Siqueira, existem possibilidades de novas epidemias no Rio de Janeiro. A maior preocupação no momento, é com a dengue tipo 2, que não circula no estado há mais de 10 anos.

“Como acontece todo ano, a gente esperava que no verão houvesse uma transmissão intensa de arboviroses, principalmente da dengue tipo 2, que há uma década não circula no Rio, mas foi encontrada em estados vizinhos. Existe essa preocupação com a dengue tipo 2, ela pode voltar e causar uma epidemia no Rio”, alertou o infectologista.

Nova linhagem do vírus da zika

Outra preocupação dos especialistas é em relação a uma possível modificação genética do vírus da zika.

Na última semana, um estudo do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), da Fiocruz Bahia, mostrou que uma nova linhagem do vírus da zika está em circulação no Brasil.

Por meio de uma ferramenta que monitora as sequências genéticas do vírus, os cientistas detectaram, pela primeira vez no país, um tipo africano do vírus, com potencial de originar uma nova epidemia.

O Rio de Janeiro foi um dos estados onde ele foi encontrado.

“A possibilidade de uma ressurgência de zika é real, existe e deve manter a gente em alerta”, lembrou André Siqueira.

Para o especialista da Fiocruz, o mais importante nesse momento é manter os cuidados para evitar os criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

“A gente não pode esquecer que mesmo com o coronavirus dominando, existem todas essas doenças que estão presentes e são ameaças constantes”, alertou.

Dicas para combater o mosquito:

  • tampe os tonéis e caixas d’água;
  • mantenha as calhas sempre limpas;
  • deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo;
  • mantenha lixeiras bem tampadas;
  • deixe ralos limpos e com aplicação de tela;
  • limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia;
  • limpe com escova ou bucha os potes de água para animais;
  • retire água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa;
  • cubra e faça a manutenção periódica de áreas de piscinas e de hidromassagem;
  • limpe ralos e canaletas externas;
  • atenção com bromélia, babosa e outras plantas que podem acumular água;
  • deixe lonas usadas para cobrir objetos bem esticadas, para evitar formação de poças d’água;
  • verifique instalações de salão de festas, banheiros e copa.

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