Mãe diz que filha foi internada em SP após brincar com ‘slime’ e ficar intoxicada

Por G1 SP

Pediatras e químicos alertam para os riscos de intoxicação com slime  — Foto: Sesc Garanhuns/Divulgação

Pediatras e químicos alertam para os riscos de intoxicação com slime — Foto: Sesc Garanhuns/Divulgação

O relato de uma mãe viralizou nas redes sociais nesta quarta-feira (22): a filha de 12 anos foi internada em um hospital na cidade de São Paulodevido à intensa brincadeira com “slime”, a nova geleca, que a “envenenou”.

Há pelo menos um ano, o sucesso dos anos 1980 e 1990 foi gourmetizado, ganhou o nome de “slime” (em livre tradução significa “baba” ou “gosma”) e virou febre no mundo todo novamente. As crianças se interessaram pela alquimia da produção e, no Google, a expressão “slime receita” conta com 1,5 milhão de opções.

O slime é a massa colorida, de aspecto gosmento, que pode ser comprada em lojas ou produzida em casa. O bórax é um dos ingredientes usados, mas ele tem ácido bórico em sua composição e pode causar inchaço, vermelhidão e queimaduras no contato com a pele.

Se ingerido ou inalado em grandes quantidades, o bórax pode provocar ainda dor abdominal, náuseas, vômito e até hemorragia no sistema digestivo. O contato constante com as mãos pode levar a dermatites e desgaste das digitais, com potencial de provocar lesões.

Os riscos da brincadeira também já eram alertados pelos especialistas. Médicos explicaram em diversas reportagens que os produtos – em geral, cola, espuma de barbear, água boricada, bicarbonato de sódio, corante e ácido bórico – poderiam ser tóxicos em dosagens erradas.A venda do bórax chegou a ser proibida no Brasil.

Relato

Na quarta-feira, no entanto, a mãe Cris Pagano relatou nas redes sociais que a filha está internada há mais de uma semana com um quadro de gastroenterite. Ela disse que os exames apresentavam resultados normais, exceto por uma inflamação nos gânglios linfáticos, que combatem infecções e sinalizam quando um paciente está doente.

O médico, então, segundo Cris, desconfiou dos “slimes” que a menina continuava produzindo no quarto hospitalar e constatou que se tratava de um envenenamento por ácido bórico.

Relato de mãe viralizou nas redes sociais nesta quarta-feira (22) — Foto: Reprodução/Facebook

Relato de mãe viralizou nas redes sociais nesta quarta-feira (22) — Foto: Reprodução/Facebook

Repercussão

O post da mulher rapidamente repercutiu entre outras mães, que relataram sintomas similares em seus filhos, como enjoos, e pediam mais informações. Cris respondeu algumas mensagens, explicava que a intoxicação havia ocorrido pelo contato com a pele, e disse que ainda não havia previsão de alta, pois a menina ainda vomitava.

“Fiz o post para alertar os amigos, e fiquei impressionada com a quantidade de pais e mães que me mandaram mensagens sobre os filhos com os mesmos sintomas e sem diagnóstico. No Brasil não existe teste para detectar o boro no sangue, mas meu médico está em contato com o Ceatox e soube de muitos casos como o das nossas filhas”, respondeu em um comentário.

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Governo sanciona lei que cobra ‘aluguel’ de tornozeleiras eletrônicas no Ceará

Por G1 CE

Governo do Ceará sanciona lei que cobra dos presos 'aluguel' de tornozeleiras eletrônicas.  — Foto: (Foto: Divulgação)

Governo do Ceará sanciona lei que cobra dos presos ‘aluguel’ de tornozeleiras eletrônicas. — Foto: (Foto: Divulgação)

O Governo do Ceará sancionou lei que estabelece a cobrança aos presos pelo uso de tornozeleiras eletrônicas no Estado. A determinação é válida desde esta quarta-feira (22), data em que foi publicado no Diário Oficial o Estado.

A lei prevê que os custos sejam cobrados a detentos beneficiados pela progressão de regime que fazem o uso do equipamento e que tenham condições de pagar o aluguel. O preso ou apenado sem condições financeiras de arcar com os valores ficará isento.

De acordo com o texto, a cobrança do equipamento valerá a partir do dia em que ela for instalada no monitorado e terá seu valor definido pela Secretaria de Administração Penitenciária. Será levado em consideração o custo do Estado com a atividade de monitoração eletrônica, sendo o pagamento proporcional por equipamento.

O estado será responsável por definir o valor da diária pelo uso do equipamento, devendo a cobrança ser feita de forma proporcional ao número de dias efetivamente utilizado pelo preso beneficiado pela progressão do regime. O preso que não cumprir com o pagamento da cobrança ficará em dívida ativa, estando sujeito à ação judicial.

Ainda segundo a decisão publicada no Diário Oficial do Estado, os recursos arrecadados com o aluguel das tornozeleiras serão revertidos em prol de melhorias no âmbito do sistema penitenciário estadual, facultada à destinação ao Fundo Penitenciário do Estado do Ceará (Funpence).

Aprovado pela Assembleia

A cobrança de aluguel de tornozeleiras eletrônicas já havia sido aprovada na Assembleia Legislativa. No último dia 7 de maio, deputados estaduais do Ceará aprovaram o projeto de autoria do Governo do Estado.

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Aéreas criticam volta de bagagem gratuita; Idec diz que decisão do Congresso é positiva para o consumidor

Por G1

As empresas aéreas criticaram o trecho da medida provisória (MP) aprovada pelo Congresso Nacional que prevê a volta da gratuidade para o despacho de bagagens. Já associações de defesa do consumidor consideraram a mudança positiva.

O Senado aprovou na véspera medida provisória que autoriza a participação de até 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas brasileiras. O texto também prevê gratuidade nos voos domésticos para bagagem de até 23 quilos em aviões com capacidade acima de 31 lugares. A proposta agora depende de sanção do presidente da República, Jair Bolsonaro. O chefe do Executivo tem a prerrogativa de vetar trechos da proposta.

O trecho sobre a volta da franquia de bagagem não estava no texto original da MP, mas foi sugerido pelo relator da proposta, senador Roberto Rocha (PSDB-MA) e, por meio de um destaque, aprovado pelos deputados durante votação nesta terça-feira (21).

Em nota, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) criticou a mudança e disse que a versão final aprovada pelo Congresso contraria o objetivo inicial da MP de ampliar a competitividade no setor.

“Ao admitir o retorno ao antigo modelo de franquia mínima de bagagem, o texto retira do consumidor a alternativa de escolher a classe tarifária mais acessível, sem despacho de malas, preferida por dois terços dos passageiros desde a sua implementação, a partir de março de 2017, e novamente afasta o Brasil das práticas internacionais”, disse a Abear, que reúne as empresas Gol, Latam e Avianca Brasil.

Em nota, a Latam Brasil também se posicionou contra a proibição de cobrança por bagagem. Segundo a empresa, ao impor o retorno da franquia de bagagem, o texto aprovado no Senado “traz de volta um ambiente regulatório restritivo e afeta a competitividade do setor aéreo, impondo novamente um desalinhamento da aviação brasileira em relação ao ambiente internacional e afastando os investimentos”.

Procurada pelo G1, Azul, que não é mais associada à Abear, Gol e Avianca disseram que não irão se manifestar neste momento.

‘Prometida diminuição nos preços não se concretizou’, diz Idec

O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) aprovou o texto aprovado pelo Congresso, avaliando a volta da franquia de bagagem positiva para os consumidores.

“O Idec entende como positiva a mudança aprovada no Congresso, já que a prometida diminuição no preços das passagens aéreas com o fim da franquia de bagagens não se concretizou”, disse em nota.

“A insistência da Anac em manter sua posição, o aumento progressivo do preço das passagens e das taxas cobradas pelas companhias aéreas, a diminuição da competitividade percebida pelos consumidores no mercado nacional estimulou deputados e senadores aprovarem a volta da franquia de bagagens, o que notoriamente contou com o apoio da grandíssima maioria dos consumidores brasileiros”, acrescentou.

Já a Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) disse que não concorda com o modelo que entrou em vigor em 1º de junho de 2017.

“A Proteste não é contra a cobrança por bagagem, só três países no mundo a praticam, mas não somos a favor da maneira como a resolução 400 deixou a total critério das companhias estabelecer peso, preço e centimetragem, criando insegurança jurídica e complexidade desnecessária”, afirmou.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), por sua vez, informou que não se pronunciará sobre a aprovação da MP antes da medida ser oficialmente convertida em lei.

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Dólar fecha em alta, de olho no exterior

Por G1

Dolar — Foto: Reprodução: TV Globo

Dolar — Foto: Reprodução: TV Globo

Depois de dois dias de trégua, o dólar voltou a fechar em alta nesta quinta-feira (23), de olho no exterior, onde há cautela por preocupações renovadas quanto à disputa comercial entre Estados Unidos e China, e tendo o cenário doméstico e a pauta de votações no Congresso como pano de fundo.

O BC realizou neste pregão leilão de até 5,05 mil swaps cambiais tradicionais, correspondentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento de julho, no total de US$ 10,089 bilhões.

Cenário local e externo

Na quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou o texto principal da Medida Provisória 870, que modifica a estrutura do governo federal e reduz o número de ministérios, mas o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou a sessão sem concluir a votação após um acirramento das tensões. A expectativa de Maia é de que a votação seja concluída nesta quinta-feira, com a análise dos destaques.

Enquanto a votação de importantes matérias econômicas por parlamentares reforça a leitura de agentes financeiros de que o Congresso está comprometido em avançar a agenda econômica, tal movimento já vinha sendo precificado, destaca a Reuters.

“Mercado já precificou antecipadamente esse empenho do governo em destravar as pautas das MPs para conseguir votar a 870, então hoje estamos acompanhando bem o externo e o movimento das emergentes”, explicou Camila Abdelmalack, economista da CM Capital Markets.

Com isso, o real passa a olhar mais para o exterior, operando em linha com outras moedas emergentes, que são pressionadas por temores renovados quanto à disputa entre Estados Unidos e China. O Ministério do Comércio chinês disse que, se os EUA quiserem continuar com as negociações, precisam “corrigir suas ações erradas”.

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Morre menina que caiu em poça de gasolina em Duque de Caxias

Por G1 Rio

Morre menina que caiu numa poça de gasolina

Morre menina que caiu numa poça de gasolina

Morreu na manhã desta quinta-feira (23) a menina Ana Cristina Pacheco Luciano, de nove anos de idade, que teve 80% do corpo queimado ao cair em uma poça de gasolina no vazamento de um oleoduto ocorrido na madrugada do dia 26 de abril em Duque de Caxias. Ela estava internada no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes. A informação foi confirmada pela assessoria da unidade de saúde.

A menina foi queimada durante o vazamento provocado pela tentativa de furto da gasolina do tipo A – pura, sem álcool anidro e, por isso, muito mais forte – do duto Orbel 1, da Transpetro, que transporta combustível entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Ana Cristina, havia sofrido queimaduras químicas, principalmente nos braços e pernas, chegou a passar por cirurgias.

Na ocasião, a Defesa Civil de Duque de Caxias informou que quatro famílias, com um total de 17 pessoas, precisaram sair de suas casas por causa do vazamento. O funcionário da Transpetro que tentou conter o vazamento afundou em um buraco e também sofreu queimaduras.

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Polícia Civil apreende 35 armas e três toneladas de drogas em Juiz de Fora

Por G1 Zona da Mata e MG1

22/05/2019 08h21  Atualizado há 18 horas


Polícia Civil apreendeu três toneladas de maconha e 35 armas em sítio em distrito de Juiz de Fora  — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Polícia Civil apreendeu três toneladas de maconha e 35 armas em sítio em distrito de Juiz de Fora — Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil de Juiz de Fora anunciou na manhã desta quarta-feira (22) a maior apreensão de drogas e armas pela corporação em Minas Gerais neste ano. Um homem de 38 anos foi preso por tráfico internacional de drogas e tráfico internacional de armas na Operação “Murum”.

Segundo a ocorrência, em um sítio no distrito de Torreões foi localizado um caminhão. No fundo falso estavam escondidas 35 armas, sendo 8 fuzis, cerca de 1 mil cartuchos – a maioria de calibre 762 – e três toneladas de maconha.

Com a apreensão da droga, armamento, caminhão e veículo, a Polícia Civil estima prejuízo de cerca de R$ 5 milhões para a organização criminosa. Outros detalhes serão divulgados pela Polícia Civil ainda nesta quarta.

Armamento apreendido pela Polícia Civil na Operação "Mutum" em Juiz de Fora — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Armamento apreendido pela Polícia Civil na Operação “Mutum” em Juiz de Fora — Foto: Polícia Civil/Divulgação

‘Porto seco’ do crime

Segundo o delegado regional Armando Avólio, a operação começou no fim da tarde de terça-feira (21) e seguiu durante toda a madrugada de quarta (22). O trabalho é resultado de uma investigação da Inspetoria Regional com a Delegacia Especializada Antidrogas.

As informações preliminares apontam que o preso atuava em uma organização criminosa trazendo carregamentos de drogas e armas que seriam distribuídas em Juiz de Fora e favelas do Rio de Janeiro. O sítio funcionava como um “porto seco”, onde os carregamentos vindos do Paraguai eram recebidos e repartidos entre a cidade mineira e a capital fluminense. Caixas de munições demonstraram que os materiais vieram do país vizinho.

Armando Avólio ressaltou que a apreensão retirou um arsenal e drogas das mãos de criminosos e desmantelou esquema criminoso que usava Juiz de Fora para guardar armas e drogas de facção criminosa carioca.

O delegado titular da Delegacia Especializada Antidrogas, Rogério Woyame, ressaltou que as investigações vão continuar para a identificação de outros integrantes do grupo criminoso.

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Desfile de crianças que aguardam adoção é alvo de críticas em MT; evento dá chance a jovens tidos como ‘invisíveis’, diz organização

Por Flávia Borges, G1 MT

Desfile foi realizado em shopping de Cuiabá — Foto: OAB-MT/ Divulgação

Desfile foi realizado em shopping de Cuiabá — Foto: OAB-MT/ Divulgação

Um desfile de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos que aguardam adoção promovido em um shopping de Cuiabá nesta terça-feira (21) foi alvo de críticas nas redes sociais. A Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara), que organizou o evento, defendeu a iniciativa, citando que ela promove a “convivência social” e “mostra a diversidade da construção familiar”.

O desfile, que aconteceu pela segunda vez e faz parte das ações ligadas à Semana da Adoção, foi feito em parceria com a Comissão de Infância e Juventude (CIJ) da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT).

A realização foi autorizada pela juíza Gleide Bispo Santos, da 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá.

Ao G1, a presidente da Ampara, Lindacir Rocha, disse que o projeto dá aos jovens a oportunidade de integrar uma convivência social “em um mundo que os trata como se fossem invisíveis”.

Segundo ela, será realizada uma exposição fotográfica com as crianças e adolescentes, com o objetivo de mostrar também a diversidade da construção familiar por meio da adoção.

Em nota, a Ampara informou: “A OAB-MT e a Ampara repudiam qualquer tipo de distorção do evento associando-o a períodos sombrios de nossa história e reitera que em nenhum momento houve a exposição de crianças e adolescentes”.

O trecho é uma referência a críticas em redes sociais feitas pelo advogado e membro da Academia Mato-grossense de Letras Eduardo Mahon, que comparou o desfile às antigas feiras em que escravos era comercializados (leia mais abaixo).

O comunicado da entidade também diz: “Nenhuma criança ou adolescente foi obrigado a participar do evento e todos eles expressaram aos organizadores alegria com a possibilidade de participarem de um momento como esse”.

“Crianças e adolescentes que desfilaram o fizeram na companhia de seus ‘padrinhos’ ou com seus pais adotivos. A realização do evento ocorreu sob absoluta autorização judicial conferida pelas varas da Infância e Juventude de Cuiabá e Várzea Grande, bem como o apoio do Poder Judiciário”, acrescenta o texto.

‘Adoção tardia’

Em novembro de 2016, quando a primeira edição do desfile foi realizada, dois adolescentes foram adotados.

Lindacir Rocha cita ainda a questão da adoção tardia, que faz com que sejam urgentes medidas como a Semana da Adoção, que tornam público o que ela considera um problema social.

O Relatório de Dados Estatísticos do Cadastro Nacional de Adoção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informa que, no Brasil, 8,7 mil crianças e adolescentes aguardam por uma família.

Shopping diz repudiar ‘objetificação de crianças e adolescentes’

Em nota, o shopping onde foi realizado o desfile afirma que repudia a objetificação de crianças e adolescentes e esclarece que o único intuito em receber a ação foi contribuir com a promoção e conscientização sobre adoção e os direitos da criança e adolescente com palestras e seminários conduzidos por órgãos competentes que possuem legitimidade no assunto.

O shopping afirma que a ação foi promovida pela Ampara em parceria com Comissão de Infância e Juventude (CIJ) da OAB-MT e reitera que o evento contou ainda com o apoio do Ministério Público Estadual (MPE), Poder Judiciário de MT, governo estadual, Secretaria Estadual de Assistência Social e Cidadania, Sindicato dos Oficiais de Justiça, Associação Nacional do Grupo de Apoio à Adoção e Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, além do Tribunal de Justiça do Mato Grosso.

O Tribunal de Justiça não se posicionou oficialmente sobre o assunto e afirmou, por meio da assessoria, que ainda não foi definido se haverá ou não uma resposta à imprensa.

Críticas

Membro da Academia Mato-grossense de Letras (AML), o advogado Eduardo Mahon criticou o desfile e classificou o evento como ação equivocada.

“Um desfile de crianças a serem adotadas, me pareceu análogo a uma antiga feira de escravos. Evidentemente que guardadas as proporções, porque não é justo que haja essa comparação, eu reconheço. Mas não me pareceu eticamente o melhor caminho”, afirmou em entrevista ao G1.

Ele elogiou, porém, o trabalho realizado pela Ampara: “Acho que eles são profundamente comprometidos com a questão da adoção, bem como todos os parceiros que a instituição envolve”.

Para Mahon, a exposição das crianças no shopping é uma experiência negativa para elas.

“Do meu ponto de vista, não é permitido esse tipo de exposição, envolvendo uma questão legal, que eu não quero entrar. Quero falar do trabalho de eficiência que eles estão querendo imprimir. É preciso uma certa delicadeza para projetar o que é que fica aparecendo e projetar também como é que fica a cabeça dessas crianças daqui a 15 anos. Um shopping é um local essencialmente comercial”, disse Mahon.

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Ossada em cemitério clandestino de SP é de suspeito de estuprar enteada em Araçariguama, diz polícia

Por Carlos Dias, G1 Sorocaba e Jundiaí

Um dos três corpos que foram encontrados no cemitério clandestino em Caieiras, na Grande São Paulo, é do serralheiro José Carlos Profeta dos Santos, de 39 anos, procurado por suspeita de estuprar a enteada de 13 anos, em Araçariguama (SP).

De acordo com a Polícia Civil de Araçariguama, o cemitério foi descoberto no dia 11 de abril durante investigações sobre tráfico de drogas no município de Caieiras.

Na ocasião, com auxílio do Corpo de Bombeiros, foram feitas escavações em dois lugares e encontrados dois corpos em estado avançado de decomposição. O terceiro foi identificado no dia seguinte.

O caso foi registrado como homicídio simples pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) do município e as ossadas encaminhadas ao Instituto Médico Legal (IML) de Franco da Rocha (SP), onde foi coletado o material genético do procurado. Os restos mortais ainda não foram liberados pelo IML.

Pedido de ajuda

Em março, o G1 teve acesso a mensagens de celular que mostravam o desespero da adolescente de 13 anos que denunciou o companheiro da mãe por abuso sexual.

De acordo com as mensagens trocadas entre a adolescente e a mãe, a menina se escondeu no banheiro da casa, no bairro Novo Tigrão, após ser abusada.

“Mãe, vem logo, mãe. Ele me ‘coisou’, mãe. Por favor, mãe. Eu estou dentro do banheiro.”

De acordo com informações do boletim de ocorrência, a mãe da menina tinha iniciado um relacionamento com o suspeito há aproximadamente dois meses. Eles passaram a morar juntos, na casa onde também vivia a adolescente.

Filha denunciou abuso de padrasto à mãe em Araçariguama — Foto: Arquivo pessoal

Filha denunciou abuso de padrasto à mãe em Araçariguama — Foto: Arquivo pessoal

Na manhã de 25 de março, a mãe da menina, que é empregada doméstica, saiu para trabalhar. Como o companheiro não estava em casa, ela pediu para a filha avisar assim que ele chegasse.

Minutos depois, a jovem voltou a mandar mensagens para a mãe pedindo para ela terminar o relacionamento e contando sobre o abuso.

Conforme o boletim de ocorrência, a mãe da adolescente voltou para casa e achou a filha trancada no banheiro. O suspeito correu para um matagal próximo e não foi localizado até a identificação por meio do DNA da ossada.

A estudante passou por exames no Instituto Médico Legal (IML) para identificar as agressões, mas o laudo ainda não foi emitido.

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Dólar fecha em queda, de olho no Congresso e no Fed

Por G1

O dólar recuou nesta quarta-feira (22), com investidores monitorando os trabalhos no Congresso e em dia de divulgação da ata da última reunião política monetária do Federal Reserve (banco central dos EUA).

A moeda norte-americana caiu 0,18%, vendida a R$ 4,0404. Na mínima do dia, o dólar chegou a R$ 4,0075. Veja mais cotações.

No ano, o dólar acumula alta de 4,29%.Variação do dólar em 2019Diferença entre o dólar turismo e o comercial, considerando valor de fechamentoEm R$Dólar comercialDólar turismo .

Cenário local

Do lado doméstico, participantes do mercado monitoraram os trabalhos no Congresso, em especial a Câmara, que deve votar nesta sessão a medida provisória da reforma administrativa após acordo na véspera.

A percepção de que, mesmo que o governo siga desorganizado na articulação política, o Congresso está comprometido em avançar com a pauta econômica encoraja investidores locais a deixarem posições defensivas neste pregão, permitindo um recuo expressivo do dólar.

A atuação dos parlamentares é bem vista neste momento, uma vez que o governo precisa que o Congresso se empenhe em votar uma série de medidas provisórias que podem cair no início de junho.

“(O Congresso) foi um dos pilares para esse pensamento positivo, para esse ânimo. Começou a andar e isso traz um ânimo para logo votar a Previdência. Traz um certo alívio e, entre investidores estrangeiros, o Brasil ganha um ponto positivo”, explicou à Reuters o diretor de câmbio da Ourominas, Mauriciano Cavalcante.

Cenário externo

Do lado externo, investidores repercutiram a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (BC dos EUA). Os integrantes do Fed concordaram que a atual postura de paciência para a política monetária pode permanecer “por algum tempo”, em mais um sinal de que veem pouca necessidade para mudar os juros em qualquer direção.

A disputa comercial entre Estados Unidos e China, que agora tem o setor de tecnologia no foco, permaneceu no radar de investidores.

Atuação do BC

O BC anunciou na sexta-feira (17) leilões de rolagem de linha de dólares com compromisso de recompra para esta semana, em operação que pode evitar o enxugamento de liquidez do sistema e, assim, abrandar a valorização do dólar.

Na segunda e na terça-feira, a autoridade monetária já havia negociado todo o lote de US$ 1,25 bilhão em rolagem de linhas de dólares ofertado em cada um dos pregões, de acordo com a Reuters. Nesta quarta-feira, voltou a vender todo o lote de US$ 1,25 bilhão.

Neste pregão, o BC também realizou leilão de até 5,05 mil swaps cambiais tradicionais, correspondentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento de julho, no total de US$ 10,089 bilhões.

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Mel, uma das gêmeas siamesas separadas por cirurgia no DF, recebe alta da UTI

Por Larissa Passos*, G1 DF

21/05/2019 18h21  Atualizado há 23 horas


Uma das gêmeas siamesas Mel, separadas por uma cirurgia inédita no DF, recebeu alta — Foto: Arquivo pessoal

Uma das gêmeas siamesas Mel, separadas por uma cirurgia inédita no DF, recebeu alta — Foto: Arquivo pessoal

Mel, uma das gêmeas siamesas separadas por uma cirurgia inédita no DF, recebeu alta da UTI nesta terça-feira (21). A irmã dela, Lis, continua na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital da Criança de Brasília e, segundo o avô, Edilson Neves, passa bem.

“A Mel teve alta hoje, às 10h30 e está no apartamento da enfermaria. É um avanço muito grande”.

Mel e Lis nasceram no dia 1º de junho de 2018 e ficaram unidas pela cabeça por 10 meses. Elas foram separadas em abril, durante um procedimento de alta complexidade, todo feito pelo SUS.

A cirurgia, dividida em 36 etapas, começou às 6h30 do sábado, 27 de abril e só terminou às 2h30 de domingo, 28. Nesta terça, elas se viram pela primeira vez após o procedimento

Conforme o avô, Lis ainda necessita de cuidados maiores, mas a expectativa é de que logo as netas poderão ficar no mesmo quarto.

“O próximo passo é esperar que Lis tenha alta e possa se juntar com a irmã, na enfermaria.”

Segundo o neurocirurgião, Benicio Oton de Lima, que acompanha a evolução das gêmeas, os procedimentos agora são de troca de curativos. Mel e Lis passaram por uma cirurgia plástica na cabeça, próximo da testa, no local onde estavam unidas.

Gêmeas Lis e Mel se reencontram pela primeira vez depois de cirurgia inédita em Brasília  — Foto: TV Globo/Reprodução

Gêmeas Lis e Mel se reencontram pela primeira vez depois de cirurgia inédita em Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução

O médico afirma que Mel vai começar a fisioterapia e Lis continua em processo de recuperação com “os cuidados dia a dia”.

Cirurgia complexa

Mais de 50 profissionais participaram da cirurgia de separação das gêmeas no Hospital da Criança de Brasília José de Alencar. Foi o primeiro procedimento do tipo no Distrito Federal, o terceiro no Brasil e o décimo no mundo.

Considerada “raríssima” pelos médicos, ela durou cerca de 20 horas. Segundo a equipe, não havia veias ou artérias ligando o cérebro das meninas, mas o processo, além de raro, exigia extremo cuidado.

Gêmeas Lis e Mel se reencontram pela primeira vez depois de cirurgia inédita em Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução

No local onde os cérebros delas ficavam encostados não existia nenhuma membrana revestindo o sistema nervoso. Antes da cirurgia, a equipe colocou bolsas de silicone, enchidas semanalmente com soro, que serviram como preparação para a separação.

*Sob supervisão de Maria Helena Martinho

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