Chuva forte provoca transtornos e alagamentos em Belo Horizonte

Por G1 Minas

Avenida Cristiano Machado alada, na Região Norte de BH, por volta das 7h desta sexta-feira (24) — Foto: Reprodução/TV Globo

Avenida Cristiano Machado alada, na Região Norte de BH, por volta das 7h desta sexta-feira (24) — Foto: Reprodução/TV Globo

A chuva forte que atinge Belo Horizonte (MG) há quase 24 horas provocou alagamentos e transtornos em diversos pontos da cidade. Na manhã desta sexta-feira (24) a pior situação é registrada na Avenida Cristiano Machado, que está fechada nos dois sentidos na altura do cruzamento da Avenida Sebastião de Brito, altura do bairro 1º de maio, na Região Norte da capital mineira, o Córrego do Onça transbordou na via (veja a baixo todas as vias afetadas).

A Pampulha foi a área mais atingida nas últimas 18 horas. Foram 162 milímetros de chuva no período. Vias ficaram alagadas e estavam intransitáveis durante a madrugada.

A previsão é de mais chuva forte em Minas Gerais ao longo do dia.

O metrô circula normalmente e todas as estações estavam operando às 7h30.

Vias afetadas

Cristiano Machado

  • 7h15 – Segundo a BHTrans, o fechamento da Av. Cristiano Machado ocorre entre a Rua Waldomiro Lobo, no sentido Centro e a estação São Gabriel no sentido bairro.
    Ainda conforme a BHTrans, a rotatória do bairro São Gabriel está liberada para a Via 240, estação e Anel Rodoviário, mas está fechada no sentido Venda Nova. A Avenida Sebastião de Brito também está interditada.
Alagamento no bairro Braúnas, na Região da Pampulha, em BH, por volta das 7h desta sexta-feira (24) — Foto: Reprodução/TV Globo

Alagamento no bairro Braúnas, na Região da Pampulha, em BH, por volta das 7h desta sexta-feira (24) — Foto: Reprodução/TV Globo

Otacílio Negrão de Lima

  • 7h15 – A av. Otacílio N. de Lima permanece fechada devido alagamento nos seguintes trechos:
    – entre a Rua Orsi Conceição de Minas e Av. Antônio Francisco.
    – entre Av. Braúnas e R. Arnaldo Cathoudi.

Transbordamentos de córregos

Durante a noite de quinta-feira (23) e a madrugada desta sexta-feira (24) quatro córregos e ribeirões transbordaram, conforme a Defesa Civil municipal. Nesta manhã, todos já estavam nas calhas. Veja onde aconteceram os transbordamentos:

– Córrego Ferrugem (Limite com Contagem)

– Ribeirão Arrudas (Av. Tereza Cristina)

– Ribeirão Pampulha (Vila Aeroporto)

– Córrego Sarandi (Av. Prof. Clóvis Salgado)

Avenida Cristiano Machado, na Região Norte de BH, alagada às 6h30 de sexta-feira (24) — Foto: Reprodução/TV Globo

Avenida Cristiano Machado, na Região Norte de BH, alagada às 6h30 de sexta-feira (24) — Foto: Reprodução/TV Globo

Avenida Cristiano Machado alagada, na Região Norte de BH, por volta das 6h de sexta-feira (24) — Foto: Reprodução/TV Globo

Avenida Cristiano Machado alagada, na Região Norte de BH, por volta das 6h de sexta-feira (24) — Foto: Reprodução/TV Globo

Céu de Belo Horizonte na manhã de sexta-feira (24)  — Foto: Reprodução/TV Globo

Céu de Belo Horizonte na manhã de sexta-feira (24) — Foto: Reprodução/TV Globo

Funcionários da Defesa Civil observam alagamento na região da Pampulha, em Belo Horizonte, na madrugada desta sexta-feira (24) — Foto: Reprodução/TV Globo

Funcionários da Defesa Civil observam alagamento na região da Pampulha, em Belo Horizonte, na madrugada desta sexta-feira (24) — Foto: Reprodução/TV Globo

Placa em alagamento alerta motoristas para evitar área na região da Pampulha, em Belo Horizonte — Foto: Reprodução/TV Globo

Placa em alagamento alerta motoristas para evitar área na região da Pampulha, em Belo Horizonte — Foto: Reprodução/TV Globo

Um rio se formou entre as avenidas Sebastião de Brito e Cristiano Machado, no bairro Dona Clara, depois que o córrego do Onça transbordou. Uma placa no local alerta os motoristas para evitarem passar de carro pelas vias.

Veículos ficaram parados no meio de ruas e avenidas com pisca-alerta acionado. Viaturas da Guarda Municipal e da PM foram enviadas para a área.

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Em Davos, Guedes diz que avalia imposto sobre cigarro, álcool e produtos com açúcar

Por Bianca Rothier, GloboNews

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (23) que o governo avalia uma cobrança de tributos sobre cigarros, álcool e produtos com açúcar numa eventual proposta de reforma tributária a ser apresentada pela equipe econômica.

Em Davos, na Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial, o ministro disse que o sistema tributário de vários países prevê a cobrança do “imposto do pecado” para diminuir o consumo de cigarros, álcool e produtos com açúcar.

“Não tem nada definido, tem um grupo fazendo a reforma tributária. Fala-se de tributos e impostos e existe esse conceito de tributar coisas que fazem mal para a saúde”, disse Guedes em entrevista concedida para a GloboNews.

“Por um lado, você reduz o consumo [com a cobrança desse imposto]. Então, se o cigarro faz muito mal para a saúde, você bota o imposto. E por outro lado [se alguém disser] ‘ah eu vou fumar de qualquer jeito’, então está bom, mas, pelo menos, paga o imposto aqui porque nós vamos ter que cuidar da sua saúde lá na frente”, acrescentou.

Segundo o ministro, a proposta da reforma tributária do governo deve ser apresentada num prazo de duas a três semanas.

Guedes apontou que as reformas estão caminhando e descreveu o pacto federativo como “pacto mais Brasil, menos Brasília”.

“O nosso compromisso é ter reformas até o final do governo, e, se ele [Bolsonaro] for reeleito, elas continuam”, disse.

Moeda continental

Na entrevista, Guedes também disse que é possível o surgimento de uma moeda continental na América do Sul. “Eu brinco e chamo [a moeda] de peso-real porque todas as moedas na América Latina são pesos, e o Brasil tem real.”

Mais cedo, o ministro da Economia afirmou que o dólar deve diminuir a sua importância e o mundo poderá ter 4, 5 ou 6 moedas fortes daqui a 20 anos.

“Uma moeda continental seria muito interessante para o Brasil. E eu não tenho dúvida nós vamos avançar em direção para a conversibilidade. Isso é um projeto nosso, de governo. O Banco Central vai trabalhar buscando a conversibilidade do real. O real vai virar uma moeda forte no continente”, disse.

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Justiça bloqueia bens de ex-governador e ex-vice do DF por fraudes na construção de estádio

Por Gabriel Luiz, TV Globo

A Justiça decretou, na noite desta quinta-feira (23), o bloqueio de bens do ex-governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT) e do ex-vice Tadeu Filippelli (MDB) por fraudes na construção do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

A decisão é uma medida liminar. Ou seja, os réus ainda não são considerados nem culpados nem inocentes.

Além dos políticos, também foi condenada a empresa Via Engenharia, o seu sócio-diretor, Fernando Márcio Queiroz; o empresário Jorge Luiz Salomão e o advogado Luiz Carlos Barreto de Oliveira Alcoforado. Cabe recurso à decisão.

Até a última atualização desta reportagem, o G1 não conseguiu contato com a defesa dos citados.

Bloqueio de bens

A medida, segundo o processo, é para garantir o ressarcimento dos cofres públicos diante de supostos desvios de dinheiro na construção do estádio – o mais caro da Copa do Mundo de 2014. De acordo com o Ministério Público do DF, a obra custou R$ 1,1 bilhão — valor 70% acima da estimativa inicial.

Na decisão, a juíza Acácia Regina Soares de Sá, da 7ª Vara da Fazenda Pública, manda bloquear R$ 19,5 milhões em bens do ex-governador Agnelo. Segundo a magistrada, há “indícios de recebimento de valores e vantagens indevidos durante a execução do contrato” por Agnelo.

Para o ex-vice Filippelli, a determinação judicial manda bloquear R$ 24,74 milhões. De acordo com a decisão, o político “solicitou e recebeu valores indevidos em razão da execução do contrato para construção do estádio”.

De acordo com a juíza, as provas demonstram que as irregularidades ocorreram desde a estruturação do projeto da licitação. Segundo a acusação, o acordo entre os envolvidos impediu o caráter competitivo da concorrência, mediante promessa, oferta e recebimento de propina.

Para cumprir a determinação, a Justiça determinou o acionamento dos sistemas do Banco Central e do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

Valores bloqueados

1. Agnelo Santos Queiroz Filho: no valor, de R$ 12.288.000,00,

2. Nelson Tadeu Felipelli: no valor de R$ 24.740.000,00

3. Agnelo Santos Queiroz Filho e Jorge Luiz Salomão: no valor de R$ 7.000.000,00, solidariamente;

4. Agnelo Santos Queiroz Filho e Luiz Carlos Barreto de Oliveira Alcoforado no valor de R$ 7.440.000,00, solidariamente;

5. Via Engenharia S/A e Fernando Marcio Queiroz no valor de R$ 19.300.500,00, solidariamente.

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Número de pessoas fora de casa no ES após chuvas chega a 3,2 mil

Militares do Exército chegam a Iconha (ES) para ajudar na recuperação de danos de temporal

Militares do Exército chegam a Iconha (ES) para ajudar na recuperação de danos de temporal

Foto mostra até onde foi a água do rio Iconha dentro da casa dos idosos — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Foto mostra até onde foi a água do rio Iconha dentro da casa dos idosos — Foto: Reprodução/TV Gazeta

A chuva que atingiu o Espírito Santo na sexta-feira (17) deixa mais de 3,2 mil pessoas fora de casa, segundo relatório divulgado pela Defesa Civil Estadual no fim da tarde desta quinta-feira (23). O Exército chegou a Iconha, município mais castigado pela enxurrada, nesta tarde para ajudar na limpeza e reconstrução da cidade.

Há registros de desabrigados e desalojados nos municípios de Iconha, Alfredo Chaves, Rio Novo do Sul e Vargem Alta, que decretaram estado de calamidade pública, e Anchieta. Sete pessoas morreram e uma continua desaparecida.

Desalojados e desabrigados – Atualizado às 17h de 23/01

MunicípioDesalojadosDesabrigadosFeridosDesaparecidosÓbitos
Iconha98913*14
Alfredo Chaves11070203
Vargem Alta99258000
Anchieta923000
Rio Novo do Sul114000
Total319178217

Fonte: Defesa Civil Estadual

Chegada do Exército

Nesta manhã (23), cerca de 40 militares do Exército Brasileiros saíram do 38º Batalhão de Infantaria em Vila Velha, na Grande Vitória, chegaram em Iconha. A cidade será uma base para a tropa, que vai atuar também nos outros municípios afetados.

Chegada do Exército em Iconha nesta quinta-feira, 23 de janeiro de 2020 — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Chegada do Exército em Iconha nesta quinta-feira, 23 de janeiro de 2020 — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Neste primeiro dia, o tenente coronel do Exército, Marcelo Alves, explicou que a tropa fez um reconhecimento da área e participou de reuniões para definir o plano de ação para os próximos dias.

“As equipes de reconhecimento foram para o terreno, inclusive com reconhecimento aéreo, retornaram agora pouco. Já com alguns pontos levantados e sinalizados iniciantemente pela Defesa Civil, onde necessitam apoio, e para levantara a questão da vias de acesso, se elas tem condições de suportar o pedo dos caminhões”, disse.

Além dos militares, a ajuda também chegou através de 11 viaturas, três caminhões-pipa, cinco caminhões de deslocamento de equipe, um caminhão caçamba e um carro de pronto atendimento para primeiros socorros.

O envio das tropas aconteceu após um pedido oficial do prefeito de Iconha e do apelo dos moradores. O Ministério do Desenvolvimento Regional recebeu a solicitação na noite desta quarta (22) e orientou o comando em Vila Velha.

A prefeitura já fez o levantamento de quais são as prioridades. “O Exército vai ajudar a agente na limpeza mesmo. Nas escolas, hospital, nas partes públicas”, disse o chefe de gabinete de Iconha, Leandro Mezadre.

Militares do Exército são enviados para ajudar cidades afetadas pela chuva no Sul do ES

Militares do Exército são enviados para ajudar cidades afetadas pela chuva no Sul do ES

Chuva

A forte chuva da última sexta-feira (17) matou sete pessoas. O governo do Estado pediu decreto de estado de calamidade pública para Iconha, Alfredo Chaves, Vargem Alta e Rio Novo do Sul, o que foi reconhecido pelo governo federal e publicado no Diário Oficial da União na quarta-feira (22).

Quatro municípios do Espírito Santo decretaram calamidade pública — Foto: Arte G1

Quatro municípios do Espírito Santo decretaram calamidade pública — Foto: Arte G1

Quase uma semana após a chuva, ainda há comunidades isoladas. Os moradores e comerciantes ainda limpam casas e lojas que foram tomadas pela lama. Muitos perderam tudo que tinham.

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Quarto ato contra aumento da tarifa no transporte público em SP tem confronto entre polícia e manifestantes

Por Glauco Araújo, G1 SP — São Paulo

Integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) realizaram na noite desta quinta-feira (23) o quarto protesto contra o aumento da tarifa nos transportes públicos de São Paulo, que entrou em vigor no início deste ano. Houve confusão entre manifestantes e a Polícia Militar, que usou bombas de efeito moral. Segundo a PM, três manifestantes foram detidos. Agências bancárias foram depredadas e pichadas com tinta.

Com o aumento de R$ 0,10 nas passagens de ônibus, Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a tarifa passou de R$ 4,30 para R$ 4,40.

Os manifestantes se reuniram no Terminal Parque Dom Pedro 2º, no Centro de São Paulo, às 17h. O protesto começou por volta das 18h20 em frente ao terminal de ônibus. Os manifestantes caminharam pela Avenida Rangel Pestana, Rua Venceslau Brás, Praça da Sé, Pateo do Collegio, Rua Boa Vista, Rua Líbero Badaró, Rua Benjamin Constant e Praça João Mendes. Eles seguiram até o bairro da Liberdade, também no Centro, onde ocorreu o confronto.

Representantes da Defensoria Pública e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanharam a manifestação.

Confronto

Por volta das 19h30, os policiais militares fizeram um cordão de isolamento para impedir a passagem dos manifestantes para a Praça Liberdade. Após alguns minutos, os PMs liberaram o acesso e os manifestantes atearam fogo em uma catraca.

Pouco depois, alguns manifestantes jogaram pedras e tinta contra os policiais, que revidaram com bombas de gás. Muitos sacos de lixo ficaram espalhados pela rua. Um homem foi detido e levado para o 2ºDP, no Bom Retiro.

A Ouvidoria da Polícia pediu nesta terça-feira (21) que a Corregedoria da Polícia Militar investigue denúncias de atos abusivos envolvendo policiais em protestos do Movimento Passe Livre (MPL).

Uma denúncia internacional foi protocolada nesta quinta-feira (22) na Organização dos Estados Americanos (OEA) pela Bancada Ativista contra os protocolos de ação da Polícia Militar (PM) e contra o decreto do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que regulamenta a conduta da polícia e de manifestantes durante protestos.

A justificativa é a de que o decreto respalda confrontos entre policiais e manifestantes, como aqueles ocorridos nas recentes manifestações do Movimento Passe Livre (MPL), prisões arbitrárias e uso desproporcional da força pela polícia.

Atos

primeiro ato contra o aumento da tarifa do transporte público em São Paulo também terminou em confronto entre policiais e manifestantes na estação Trianon-Masp do Metrô, no dia 7 de janeiro. Trinta pessoas foram detidas, segundo a Secretaria da Segurança Pública.

Quando a chuva se intensificou na região, os manifestantes começaram a dispersar e tentaram se abrigar, em grande volume, na estação do Metrô. Próximos às catracas, no entanto, estava uma linha de policiais militares, que tentava conter a multidão.

Alguns manifestantes jogaram tinta na direção dos policiais, o grupo foi encurralado após subir as escadas e se deparar com a estação trancada, e bombas de gás lacrimogênio foram lançadas. Manifestantes, em contrapartida, quebraram vidros da estação.

PM joga bomba contra manifestantes em segundo ato contra aumento da tarifa do transporte público em SP — Foto: Reprodução/TV Globo

PM joga bomba contra manifestantes em segundo ato contra aumento da tarifa do transporte público em SP — Foto: Reprodução/TV Globo

Dois dias depois, um novo ato foi marcado pelo MPL e o protesto também terminou em confronto com a PM, que utilizou bombas de gás em frente à estação República do Metrô, no Centro da capital. Duas pessoas foram detidas.

O terceiro ato, no dia 16 de janeiro, também terminou em confusão no Centro, mas logo no início do protesto, depois que o grupo percorreu uma distância de 500 metros até a Praça da República.

A polícia impediu que o protesto avançasse para a Avenida Paulista, após uma tarde de chuvas e alagamentos que deixaram o trânsito caótico.

Um pequeno grupo de manifestantes foi cercado por um número bem maior de policiais, que jogaram bombas de efeito moral e usaram balas de borracha. Alguns participantes do ato foram imobilizados pelos policiais: imagens mostram um PM puxando uma manifestante pelo cabelo e outro dando um “mata-leão” em uma segunda jovem. Agências bancárias foram depredadas na dispersão da manifestação. Dez pessoas foram detidas e uma policial se feriu.

Aumento da tarifa

Os manifestantes protestam contra o aumento de R$ 0,10 nas passagens do transporte público na capital paulista, que passaram de R$ 4,30 para R$ 4,40. Segundo o MPL, a tarifa deveria ser reduzida.

O reajuste é de 2,33%, abaixo da inflação anual prevista pelo boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC), que é de 3,86%.

As novas tarifas foram encaminhadas no dia 20 de dezembro de 2019 para os presidentes da Câmara Municipal e para a Assembleia Legislativa, aprovadas e entraram em vigor em 1º de janeiro.

O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) protocolou uma carta na Prefeitura solicitando que o prefeito não reajustasse a tarifa de ônibus.

O Idec argumenta que a Prefeitura pode segurar esse aumento reajustando o valor de subsídio para o sistema e que um aumento no ônibus tem um grande impacto para a cidade.

Grupo queima catraca simbólica em segundo ato contra o aumento da tarifas do transporte público de SP — Foto: Reprodução/TV Globo

Grupo queima catraca simbólica em segundo ato contra o aumento da tarifas do transporte público de SP — Foto: Reprodução/TV Globo

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Sobe para 26 o número de casos suspeitos de intoxicação por dietilenoglicol

Por G1 Minas

Vista aérea da fábrica da Backer, em BH — Foto: Globocop

Vista aérea da fábrica da Backer, em BH — Foto: Globocop

Um boletim divulgado nesta quinta-feira (23) pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas relata 26 casos suspeitos de intoxicação por dietilenoglicol. A intoxicação é relacionada ao consumo de cervejas da Backer. São investigados os casos de outubro de 2019 até o momento.

Foram registradas intoxicações nas cidades de Belo Horizonte, Capelinha, Nova Lima, Pompéu, São João Del Rei, São Lourenço, Ubá e Viçosa. Quatro casos estão confirmados e outros 22 continuam sendo investigados. Quatro pessoas já morreram.

Em vários hospitais, os médicos estão revisando os diagnósticos que não foram esclarecidos ao longo de 2019, mas se encaixam nos critérios da intoxicação.

Na última terça-feira (21) a Secretaria de Saúde foi comunicada da ocorrência de dois casos com sinais e sintomas semelhantes ao quadro de intoxicação por dietilenoglicol, com relato de exposição anterior a outubro de 2019. Estes casos estão em monitoramento mas, para serem considerados suspeitos, é necessário que haja confirmação da exposição e exclusão de outras causas para o quadro clínico apresentado.

Investigações

A Polícia Civil de Minas Gerais informou nesta quinta-feira (23), que ouviu mais quatro testemunhas a respeito das cervejas, totalizando 16 pessoas ouvidas. Os depoimentos são de vítimas e familiares. O objetivo é entender sobre os acontecimentos que antecederam à intoxicação.

As amostras recolhidas na cervejaria e na empresa química que vendia o monoetilenoglicol, continuam sendo analisadas pelas equipes de peritos do Instituto de Criminalística (IC), de forma criteriosa. Ainda não há previsão para a conclusão dos laudos.

Sintomas

Os sintomas começam a se manifestar nas primeiras 72 horas após a ingestão. Os primeiros sinais de intoxicação por dietilenoglicol são dores abdominais, náuseas e vômitos.

Entre os sintomas estão alterações neurológicas e insuficiência renal. O tratamento é feito no hospital, com monitoração, e tem o etanol como antídoto.

Além disso, os pacientes precisam passar por hemodiálise, para retirada do dietilenoglicol do organismo.

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Vereador e esposa são encontrados mortos a tiros em Santo Expedito

Por TV Fronteira e G1 Presidente Prudente

O vereador e ex-prefeito de Santo Expedito (SP) Valfrido Cauneto (PP), de 76 anos, e sua esposa, Maria Vanda Bernardelli Cauneto, de 68 anos, foram encontrados mortos na madrugada desta quinta-feira (23), na propriedade rural da família.

Em decorrência do crime, a Câmara Municipal decretou luto oficial de três dias e ficará fechada para atendimento nestas quinta-feira (23) e sexta-feira (24).

O filho do casal contou que chegou à propriedade rural para ordenhar vacas junto ao pai, por volta das 4h30, quando encontrou um guarda-roupas revirado e os idosos mortos em um quarto.

De acordo com a polícia, cada uma das vítimas apresentava uma perfuração na cabeça causada por tiro e a idosa também tinha um ferimento nas costas.

A porta dos fundos da casa estava aberta, sem sinais de arrombamento.

Equipes das polícias Civil, Militar e Científica estão no local.

Conforme a Polícia Civil, o local era cercado por câmeras externas, mas a central com as imagens do circuito de segurança foi levada por quem cometeu o crime.

A polícia realiza diligências e ouve testemunhas para tentar esclarecer o caso, mas ainda não divulgou mais detalhes.

A delegada seccional Ieda Maria Cavalli de Aguiar Filgueiras afirmou ao G1 que “não se descarta nenhuma hipótese”.

“A Polícia Civil está em fase de levantamento de informações e é prematura uma conclusão”, declarou Ieda sobre os rumos da investigação.

Os corpos das vítimas foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) em Presidente Prudente (SP).

Um perito de São Paulo (SP) foi acionado para fazer o levantamento de impressões digitais na área onde ocorreu o crime.

Valfrido e Maria Vanda foram mortos a tiros em Santo Expedito — Foto: Reprodução/Câmara Municipal/Eleições2016

Valfrido e Maria Vanda foram mortos a tiros em Santo Expedito — Foto: Reprodução/Câmara Municipal/Eleições2016

Histórico político

Valfrido Cauneto estava em seu sexto mandato consecutivo na Câmara Municipal de Santo Expedito e já havia sido chefe do Poder Executivo em dois períodos, de 1973 a 1977 e de 1983 a 1988.

Ao G1, o presidente da Câmara Municipal, Sordelino Dias Filho (PV), informou que foi decretado luto oficial de três dias para o Poder Legislativo.

Dias Filho ainda disse ao G1 que Valfrido Cauneto era um vereador atuante no município, sempre participativo nas fiscalizações e investigações. “Vamos prestar todo apoio possível à família”, declarou.

Em 2012 e 2016, Maria Vanda também tentou ingressar como vereadora na Câmara Municipal, candidatando-se pelo PP, mas não se elegeu.

O prefeito de Santo Expedito, Ivandeci José Cabral (MDB), informou ao G1 que decretou luto oficial de três dias e ponto facultativo nesta sexta-feira (24) no município.

“Foi um crime de violência extrema. Isso afronta a imagem da cidade. Esperamos que o crime seja esclarecido o mais rápido possível”, declarou Cabral ao G1.

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Menino faz vídeo para vender ‘obra de arte’ da irmã de 4 anos e construir casa para a família em Teresina

Por Maria Romero e Neyara Pinheiro, G1 PI

Isaac Cavalcante, 6 anos, decidiu tomar uma atitude, comovido com o desespero da mãe Thais Cavalcante, de 25 anos, ao ver a casa de taipa da família ceder a cada chuva em Teresina. Na última segunda-feira (20), após uma forte chuva que afetou ainda mais a estrutura de barro, o menino gravou um vídeo para tentar vender uma “obra de arte” da irmã Luna, de 4 anos. O dinheiro arrecadado, segundo o menino, será para construir uma casa para a família.

Luna, 4 anos, mostra a "obra de arte" que o irmão Isaac quer vender. — Foto: Neyara Pinheiro/TV Clube

Luna, 4 anos, mostra a “obra de arte” que o irmão Isaac quer vender. — Foto: Neyara Pinheiro/TV Clube

Foi Isaac que pediu à mãe para gravar. Thais contou que o menino sempre foi preocupado com a situação da mãe e dos irmãos. No vídeo, ele apresenta a “obra de arte” da irmã Luna que, segundo ele, retrata um “dinossauro herbívoro”.

“Oi, galerinha, aqui é o quadro da minha irmã, ela tem 4 anos, eu não sei o que é isso, mas parece que é um dragão, aqui é o corpo dele, o pescoço dele, os olhos. Parece um dinossauro herbívoro, mas eu não sabia que ele soltava fogo. Eu queria vender esse quadro aqui pra arrecadar dinheiro pra consertar minha casa. Eu ‘tô’ com problema porque ela ‘tá caindo. Será que a chuva vai derrubar? Eu peço a Deus. Galerinha, me ajuda, vai”, diz o menino.

O vídeo foi gravado depois da forte chuva que caiu na cidade no domingo (19) e afetou a estrutura da casa de 9 metros quadrados que fica na ocupação Terra Prometida, região do Bairro Três Andares, na Zona Sul da capital.

“Ele vê meu desespero com a situação e fica pensando nisso, preocupado, sempre falou da gente ter uma casa. Agora, ele decidiu fazer esse vídeo pra tentar ajudar. A água entrou na casa, as paredes começaram a ceder, eu fiquei muito preocupada, coloquei umas escoras de madeira, mas a casa está querendo cair”, relatou a mãe.

Desempregada e com quatro filhos

Thais mora com os quatro filhos e uma irmã. Além de Isaac e Luna, ela tem mais dois filhos de 9 e 5 anos. A irmã de Thais trabalha vendendo açaí próximo a faculdades da capital, mas no período de férias estudantis, a situação complica.

“Ela é dona de casa e de vez em quando faz uns bicos como diarista, mas ela não pode sair porque tem que ficar com as crianças. Todos estudam, mas é complicado para ela conseguir trabalhar”, disse a tia dos meninos.

Família mora na ocupação Terra Prometida, na Zona Sul de Teresina. — Foto: Neyara Pinheiro/TV Clube

Família mora na ocupação Terra Prometida, na Zona Sul de Teresina. — Foto: Neyara Pinheiro/TV Clube

Ajuda

Depois do vídeo, que foi publicado no Youtube mas logo ganhou as redes sociais e o WhatsApp, muitas pessoas já procuraram a família e algumas já foram até a casa de Isaac para deixar doações. “Trouxeram cestas básicas e cimento, mas muita gente prometeu muita ajuda, estamos esperançosos”, disse.

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Brasil repete nota e piora em ranking de corrupção em 2019

Por G1

Brasil atinge seu pior patamar no Índice de Percepção da Corrupção

Brasil atinge seu pior patamar no Índice de Percepção da Corrupção

O Brasil caiu uma posição no ranking mundial de percepção da corrupção em 2019 e repetiu sua pior nota no estudo elaborado pela organização Transparência Internacional, divulgado na madrugada desta quinta-feira (23).

O país teve o 5º recuo seguido e passou a ocupar 106ª posição no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), o que representa o pior resultado desde 2012. Quanto melhor a posição no ranking, menos o país é considerado corrupto.

A nota brasileira foi a mesma do ranking de 201835 pontos, a pior pontuação da série histórica, que começou há 7 anos. A nota é a mesma de Albânia, Argélia, Costa do Marfim, Egito, Macedônia e Mongólia.

Entre os países da América do Sul, o Brasil está atrás de Uruguai, Chile e Argentina, e à frente de Bolívia, Paraguai e Venezuela.

Dinamarca, Nova Zelândia e Finlândia lideram as primeiras posições do ranking e são os países considerados mais íntegros, com notas mais próximas de 100.

Com as notas mais próximas de zero, e considerados os países mais corruptos, estão: Síria, Sudão do Sul e Somália.

O IPC pontua e classifica os países com base no quão corrupto o setor público é percebido por executivos, investidores, acadêmicos e estudiosos da área da transparência.

O índice analisa aspectos como propina, desvio de recursos públicos, burocracia excessiva, nepotismo e habilidade dos governos em conter a corrupção.

O Brasil vem caindo no ranking desde 2014. Em 2016, o Brasil ficou em 79º. Em 2017, o país estava na 96ª colocação.

Veja a posição de alguns países no ranking:

Países mais corruptos

180º Somália9 pontos
179º Sudão do Sul12 pontos
178º Síria13 pontos

Fonte: Transparência Internacional

Países menos corruptos

1º Dinamarca87 pontos
1º Nova Zelândia87 pontos
3º Finlândia86 pontos

Fonte: Transparência Internacional

Empatados com o Brasil

106º Brasil35 pontos
106º Albânia35 pontos
106º Argélia35 pontos
106º Costa do Marfim35 pontos
106º Egito35 pontos
106º Macedônia35 pontos
106º Mongólia35 pontos

Fonte: Transparência Internacional

América do Sul

21º Uruguai71 pontos
26º Chile67 pontos
66º Argentina45 pontos
106º Brasil35 pontos
123º Bolívia31 pontos
137º Paraguai28 pontos
173º Venezuela16 pontos

Fonte: Transparência Internacional

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Governo federal reconhece estado de calamidade pública de 4 cidades do ES afetadas pela chuva

Por G1 ES

Iconha, 22 de janeiro de 2020: município é um dos que estão no decreto de calamidade pública — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Iconha, 22 de janeiro de 2020: município é um dos que estão no decreto de calamidade pública — Foto: Reprodução/TV Gazeta

O governo federal reconheceu o estado de calamidade pública de quatro cidades atingidas pela chuva no Espírito Santo: Iconha, Alfredo Chaves, Vargem Alta e Rio Novo do Sul. O pedido foi feito diretamente pelo governo do estado. A decisão foi publicada na edição desta quarta-feira (22) do Diário Oficial da União.

A forte chuva que atingiu cidades do Sul do Espírito Santo na última sexta-feira (17) deixou sete pessoas mortas e, segundo o último boletim da Defesa Civil, mais de 2,9 mil moradores ainda estão fora de casa. Pelo menos 22 comunidades em Iconha, Alfredo Chaves e Vargem Alta continuam isoladas nesta quinta-feira (23). Ainda há um alerta máximo vigente de chuvas fortes para os próximos dias.

Desde sábado (18), técnicos da Defesa Civil Nacional estão no Espírito Santo para avaliar o impacto das chuvas na região. O governo federal informou que o reconhecimento de estado de calamidade pública foi feito após o entendimento de que o desastre foi de grande intensidade.

Casa de três andares desaba após enchente, em Iconha, no ES  — Foto: Reprodução/ TV Gazeta

Casa de três andares desaba após enchente, em Iconha, no ES — Foto: Reprodução/ TV Gazeta

Os governos estaduais e municipais estão elaborando um Plano de Trabalho para encaminhar ao Ministério do Desenvolvimento Regional. A partir dessas informações, equipes avaliam as necessidades e o volume de recursos para o atendimento das demandas. Para ações de resposta ao desastre, o apoio abrange desde a distribuição de kits de assistência humanitária (cestas básicas, água potável, kits dormitório etc.) a recursos para a contratação de serviços como a limpeza de vias públicas.

Segundo o governo do Espírito Santo, estudos estão sendo feitos para saber qual o valor em dinheiro que será solicitado ao governo federal para reconstruir as cidades.

Em Vargem Alta, casas também foram destruídas — Foto: Reprodução/ TV Gazeta

Em Vargem Alta, casas também foram destruídas — Foto: Reprodução/ TV Gazeta

Ajuda do Exército

Com esse reconhecimento do decreto e após pedidos da população, o governo do estado também pediu ao governo federal a ajuda do Exército nessas cidades, para fins de socorro, limpeza e reconstrução. A tropa deixou o 38º Batalhão de Infantaria em Vila Velha por volta das 8h desta quinta, rumo a Iconha.

O comandante do 38º Batalhão, coronel Alves, explicou que a equipe não tem prazo de retorno para Vila Velha, que vai permanecer na região de acordo com a demanda.

A intenção é ficar com uma base de apoio em Iconha, mas também se deslocar para os outros municípios conforme a necessidade.

“Estamos indo com caminhões que têm a capacidade de chegar a regiões mais remotas, caminhões-pipa com água potável para ser distribuída e também para apoiar nas atividades de limpeza. Também estamos indo com caminhões basculantes, para apoiar a retirada de entulhos ou necessidades similares, e também levamos material para apoio da tropa para realizar atividades de limpeza, socorro, qualquer necessidade que aparecer”, disse.

O apoio inicial não prevê a construção de pontes. Segundo o coronel, é necessário um apoio especializado para isso. “Nosso batalhão não tem essa capacidade no momento. Sendo solicitado a nós esse tipo de atividade, nós iremos pedir reforço”, falou.

Comunidades isoladas

Seis dias após a chuva, o cenário das cidades mais atingidas ainda é de destruição e muito trabalho pela frente. Ruas, casas e lojas foram tomadas pela lama após a passagem de uma enxurrada.

Pelo menos 22 comunidades continuam isoladas nas cidades mais afetadas. Bombeiros têm organizado missões para levar comida, água e medicamentos a essas localidades.

Em Vargem Alta, 15 pontes caíram e seis comunidades estão isoladas, sendo que outras cinco estão com acesso dificultado. Em Alfredo Chaves, 15 localidades continuam isoladas e uma represa corre risco de rompimento.

Em Iconha, ainda há uma comunidade considerada isolada. No interior da cidade, o cenário é de devastação, com pontes improvisadas, muita lama e ruas e casas destruídas.

Alerta de mais chuvas e ciclone

Ciclone vai potencializar chuvas previstas para o ES, diz meteorologista — Foto: Divulgação/ TV Gazeta

Ciclone vai potencializar chuvas previstas para o ES, diz meteorologista — Foto: Divulgação/ TV Gazeta

O Espírito Santo recebeu um sinal de alerta máximo para tempestades, que deverão se estender até a sexta (25). O temporal deverá atingir principalmente as cidades do Sul do Espírito Santo e a Grande Vitória. Esta é a primeira vez que o Estado recebe esse tipo de alerta.

“A previsão é de chuvas intensas, bastante fortes, altos acumulados de precipitação para o estado do Espírito Santo a partir de amanhã até sexta-feira. Ventos muitos fortes no litoral capixaba formam um sistema tipo um ciclone tropical, que traz as nuvens do oceano para dentro da cidade”, explicou Carlos Wagner.

De acordo com o meteorologista Hugo Ramos, esse ciclone vai potencializar as chuvas que já estavam previstas.

“De acordo com as simulações atmosféricas, o ciclone deve se formar mais para a noite de amanhã (23). E o papel dele vai se potencializar as chuvas que já vão ocorrer no estado. Já temos a presença de um canal de umidade que vai causar aumento na intensidade das chuvas, ele [ciclone] vai ajudar a organizar toda essa umidade sobre o Espírito Santo e vai manter o tempo chuvoso”, completou Ramos.

Ainda segundo o meteorologista, capixabas de todas as regiões devem se preparar para chuvas fortes. “Em razão do aumento da umidade, que vai vir do leste de Minas Gerais, vai provocar chuvas em todas as regiões do Espírito Santo. Por isso que a gente mantém o aviso para todo o estado. E essa umidade toda vai se organizar no centro do ciclone, onde vai ter uma condição de instabilidade muito maior”, explicou.

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