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BH é a capital brasileira com mais mulheres diagnosticadas com depressão; veja ranking

Segundo especialista, pandemia contribuiu para maior incidência da doença.

Por Rafaela Mansur, g1 Minas — Belo Horizonte

Belo Horizonte é a capital do país com maior frequência de diagnósticos de depressão entre mulheres.

Segundo a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Por Inquérito Telefônico 2021, do Ministério da Saúde, 23% das entrevistadas relataram diagnóstico da doença na cidade. Em segundo lugar no ranking, vem Campo Grande (21,3%). Na outra ponta, está Belém, com diagnóstico de depressão relatado por 8% das mulheres (veja ranking ao final da reportagem).

Entre os homens, a proporção de diagnosticados com depressão é bem menor em BH: 10,1%. A capital com o maior índice é Porto Alegre (15,7%).

No conjunto das 27 capitais, a frequência do diagnóstico médico de depressão foi de 11,3% em 2021, sendo maior entre as mulheres (14,7%) do que entre os homens (7,3%). Esta é a primeira vez que a pesquisa levanta dados sobre a doença.

Autocobrança e pandemia

Segundo a psiquiatra Christiane Ribeiro, da Comissão de Estudos e Pesquisa em Saúde Mental da Mulher da Associação Brasileira de Psiquiatria, a cobrança da sociedade, a autocobrança e a busca por padrões de beleza são maiores para as mulheres.

“Além disso, elas têm mais propensão à violência doméstica, maior incidência de abuso sexual, são as maiores responsáveis por cuidar das atividades de casa e dos filhos, muitas são arrimo de família, ficam muito sobrecarregadas. Isso tudo pode contribuir para a incidência de depressão”, afirma a médica.

“No início da quarentena percebi que estava tendo muitas crises de ansiedade, tive que correr para procurar uma psiquiatra. Foi quando tive o diagnóstico de transtorno depressivo maior. Desde novembro, estou em uma crise depressiva tão forte, (que) parei com o trabalho e, desde então, tento dar conta de um dia de cada vez”, conta.

Lídia diz que, além da terapia e das medicações, fazer meditação, escutar música e a companhia dos filhos e dos gatos a ajudam a enfrentar a doença.

Importância do diagnóstico

A psiquiatra Christiane Ribeiro diz que o diagnóstico da depressão é muito importante para o início do tratamento mais adequado. Por isso, é preciso ficar atento aos sintomas.

“É uma falta de energia, de prazer, um humor deprimido por pelo menos 15 dias. É importante descartar se teve algum acontecimento, algum luto. A falta de energia e de vontade de fazer as coisas persiste na maior parte do dia. Pode acometer o sono, o apetite. A pessoa pode ter pensamentos de morte. É sempre importante procurar um profissional especializado”, afirma.

Segundo a médica, o tratamento é multimodal e inclui terapia, atividades físicas e, em casos moderados a greves, o uso de medicação.

Para prevenir a depressão, a psiquiatra recomenda tentar inserir na rotina momentos de lazer, manter um bom sono, ter uma alimentação mais saudável, com menos açúcar, e praticar exercícios físicos.

Ranking

Veja o ranking das capitais com maior frequência de depressão entre as mulheres:

  • Belo Horizonte: 23%
  • Campo Grande: 21,3%
  • Curitiba: 20,9%
  • Florianópolis: 20,8%
  • Porto Alegre: 19%
  • Palmas: 17,5%
  • Distrito Federal: 16,9%
  • Porto Velho: 16,6%
  • Recife: 16,5%
  • João Pessoa: 16,1%
  • Vitória: 15,7%
  • Rio Branco: 15,5%
  • Natal: 14,6%
  • Aracaju: 14,4%
  • Teresina: 14,3%
  • Boa Vista: 14,2%
  • Fortaleza: 14,2%
  • Goiânia: 14,2%
  • São Paulo: 14,1%
  • Manaus: 13,5%
  • Maceió: 13,2%
  • Cuiabá: 13,2%
  • Rio de Janeiro: 12,1%
  • Salvador: 11,1%
  • Macapá: 10,9%
  • São Luís: 9,6%
  • Belém: 8%

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Yakecan: especialistas explicam dimensão do fenômeno que pode se tornar mais frequente no Brasil

Eventos como esses podem se tornar mais frequentes e devastadores nas próximas décadas. Saiba mais na reportagem de Álvaro Pereira Júnior.

Por Fantástico

A região de Punta del Leste, no Uruguai, onde vive o Juan Pablo, foi um dos primeiros pontos da América do Sul atingidos pelo ciclone Yakecan, na manhã da terça-feira (17). Ao longo do dia, o Yakecan foi subindo. E, na noite da mesma terça, já fazia estragos em Santa Catarina. Virou um caminhão como se não pesasse nada.

O Lucas, em Santa Catarina, e o Juan Pablo, no Uruguai, enfrentaram ao vivo um fenômeno que os cientistas conhecem bem.

“O Yakecan foi a sequência de um ciclone extratropical bastante intenso. Que se formou ali na costa da Argentina, sul do Brasil e Uruguai”, explica Ricardo de Camargo, professor do departamento de Ciências Atmosféricas da USP.

Nessa época do ano acontecem mesmo ciclones na costa sul da América do Sul. Mas esse de agora, o Yakecan, foi diferente. Porque ele começou, como o professor Ricardo explica, como um ciclone extratropical, que surge em condições muito específicas da atmosfera, e não depende de interagir com o oceano.

Ficou meio “parado” em cima do mar, e foi absorvendo energia da água, que nessa época ainda está quente. Assim, acabou surgindo, embutido no ciclone extratropical, um outro ciclone: um subtropical. Esse, sim, interage com o oceano. E foi esse sistema misto – extratropical e subtropical – que fez todo o estrago que a gente viu.

E veio também um frio intenso: no Sul, onde vive a professora Eliana, no Sudeste e até no Centro-Oeste.

Como a gente já sabe, foram dois ciclones: um embutido no outro.

“Então esse frio todo que a gente sentiu essa semana foi em decorrência do primeiro ciclone extratropical”, explica o professor Ricardo.

Um fenômeno que tinha destruição, ou deveria ter até no nome: Yakecan, uma palavra que na língua Tupi, supostamente, significaria “som do céu”. Pelo menos é o que diz a lista oficial da Marinha, que é quem nomeia os ciclones que chegam ao Brasil. E sempre com nomes de inspiração indígena.

Independentemente dos nomes que recebam, os ciclones vão continuar atingindo o Brasil. E, num contexto de mudanças climáticas, o que se teme é que tragam “novidades”.

Fantástico: É possível que eles adquiram uma frequência de ocorrência maior nas décadas futuras?

Ricardo de Camargo: É uma projeção que se faz.

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Sem dados de 5 estados e DF, Brasil registra 23 mortes por Covid; média móvel segue acima de 100

São 665.680 óbitos e 30.786.343 casos conhecidos registrados do novo coronavírus desde o início da pandemia, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa.

Por g1

O Brasil registrou neste domingo (22) 23 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 665.680 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 102 —acima da marca de 100 há 9 dias. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +21%, indicando tendência dealta nos óbitos decorrentes da doença pelo sexto dia.

Brasil, 22 de maio

  • Total de mortes: 665.680
  • Registro de mortes em 24 horas: 23
  • Média de mortes nos últimos 7 dias: 102 (variação em 14 dias: +21%)
  • Total de casos conhecidos confirmados: 30.786.343
  • Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 6.315
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 14.644 (variação em 14 dias: -10%)
Média móvel de óbitos por Covid no Brasil, a cada dia, nos últimos 14 dias. A variação percentual leva em conta a comparação entre os números das duas pontas do período — Foto: Editoria de Arte/g1

Média móvel de óbitos por Covid no Brasil, a cada dia, nos últimos 14 dias. A variação percentual leva em conta a comparação entre os números das duas pontas do período — Foto: Editoria de Arte/g1

Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rio Grande do Sul e Sergipe não registraram morte pela doença em 24 horas. No Acre, no Amapá, no Piauí e em Rondônia, também não houve qualquer registro de novo caso conhecido no período.

Não houve divulgação de dados atualizados de casos e mortes nos estados de Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Roraima e Tocantins, além de no Distrito Federal.

O país também registrou 6.315 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 30.786.343 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 14.644, variação de -10%em relação a duas semanas atrás.

Curva da média móvel de novos casos conhecidos de Covid nas últimas duas semanas — Foto: Editoria de Arte/g1

Curva da média móvel de novos casos conhecidos de Covid nas últimas duas semanas — Foto: Editoria de Arte/g1

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Curva de mortes nos estados

  • Em alta (9 estados): SP, ES, BA, MT, PR, MS, RS, SC, PI
  • Em estabilidade (5 estados): AC, CE, AM, GO, PA
  • Em queda (7 estados): AP, PE, PB, SE, RN, AL, RO
  • Não divulgaram (6 estados): DF, MA, MG, RJ, RR, TO

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo g1 para analisar as tendências da pandemia).

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os números de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Já a variação percentual para calcular a tendência (alta, estabilidade ou queda) leva em conta os números não arredondados.

Veja a situação nos estados

g1 exibe abaixo os gráficos de alguns estados na evolução de mortes por Covid e casos conhecidos da doença. Para ver a situação em todos os estados e no DF, além dos números nacionais, visite a página especial com mais detalhes e análises.

Médias móveis de mortes e casos nos estados — Foto: Editoria de Arte/g1

Médias móveis de mortes e casos nos estados — Foto: Editoria de Arte/g1

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre g1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal

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Seop encontra geladeira enterrada na areia da praia da Barra da Tijuca

Segundo a secretaria, aparelho estava vazio mas era usado como depósito irregular de bebidas e mercadorias. É proibido o depósito e a guarda de mercadoria nas areias das praias da cidade.

Por g1 Rio

Seop encontra geladeira enterrada na praia da Barra da Tijuca — Foto: Divulgação/ Seop

Seop encontra geladeira enterrada na praia da Barra da Tijuca — Foto: Divulgação/ Seop

Agentes da Secretaria de Ordem Pública (SEOP) encontraram na manhã deste domingo (22) uma geladeira que estava enterrada na areia da praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. O aparelho estava vazio, mas, segundo a secretaria, era usado como depósito irregular de gelo, bebidas e mercadorias.

A ação de ordenamento realizada na orla da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes contou com apoio da Comlurb, que removeu e descartou a geladeira. Os agentes também apreenderam mais de 270 bebidas diversas em garrafas de vidro, que também são proibidas na praia.

“As operações da SEOP acontecem nas praias em todos os finais de semana, com foco no combate às irregularidades. Atuamos na repressão ao comércio de garrafas de vidro, combatemos a atuação de flanelinhas ilegais e também organizamos o comércio nas areias, inclusive com a retirada de materiais ilegais enterrados nas areias”, destacou o secretário de Ordem Pública, Brenno Carnevale.

A Prefeitura do Rio ressalta que é proibido o depósito e a guarda de mercadoria nas areias das praias da cidade. Apesar disso, essa não foi a primeira vez que um refrigerador foi encontrado nessas condições.

Em dezembro do ano passado, um freezer cheio de bebidas irregulares, inclusive alcóolicas, foi apreendidopela Guarda Municipal na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio. Os agentes disseram que um comerciante enterrou o item e que havia bebidas suficientes para serem vendidas por três dias.

No dia 15 de março deste ano, os agentes da Seop também encontraram diversos equipamentos esportivos dentro de um freezer e de uma caçamba da Comlurb, que estavam enterrados na areia da praia do Flamengo.

Todos os materiais foram apreendidos. Uma outra geladeira foi encontrada escondida na areia da Praia da Barra da Tijuca, altura do Posto 5, no dia 22 de janeiro. E no dia de réveillon, em 31 de dezembro de 2021, um freezer com mais de 300 bebidas foi encontrado enterrado na areia da Praia de Copacabana.

Reforçada nos finais de semana, as fiscalizações feitas nas praias das zonas Sul e Oeste contam com equipes da Subsecretaria de Operações e da Guarda Municipal e tem o objetivo de combater a ocupação irregular do calçadão e da faixa de areia, além de coibir a venda de itens proibidos.

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Taxa de abandono escolar no Ensino Médio na rede pública mais que dobra em 2021, aponta Inep

Percentual de estudantes que abandonaram instituições foi de 2,3%, em 2020, para 5%, em 2021. Números integram os resultados finais da segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica.

Por Letícia Carvalho , TV Globo — Brasília

Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que a taxa de abandono escolar no Ensino Médio na rede pública mais que dobrou no ano passado. Em 2020, o percentual de estudantes que abandonaram instituições foi de 2,3%, enquanto que, em 2021, a taxa foi de 5%.

Os números foram divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Inep e integram os resultados finais da segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2021. A primeira etapa foi divulgada no início deste ano (veja mais abaixo).

No ensino fundamental, a taxa de abandono escolar foi de 1%, em 2020, para 1,2%, em 2021. A única rede que não apresentou elevação foi a privada.

Ainda, segundo o levantamento, a região Norte do país foi a que mais sofreu com o abandono dos alunos. Enquanto o país teve um índice de 5% no ensino médio, juntos, os estados do Norte acumularam uma taxa de 10,1% de abandono. Já na etapa do ensino fundamental, o valor foi de 2,5% nesta região.

Taxas de aprovação e reprovação

A segunda etapa do Censo apontou ainda para uma redução da taxa de aprovação na rede pública em todas as etapas de ensino em comparação com o ano de 2020.

Os dados vem após uma certa estabilidade nas taxas de aprovação e reprovação dos alunos em decorrência da pandemia de covid-19 e das estratégias para o seu enfrentamento — como a adoção do “contínuo curricular”, medida que “juntou” os anos letivos de 2020 e 2021 para evitar o aumento da reprovação.

  • Ensino Fundamental

Em 2020, a taxa de aprovação nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), na rede pública, foi de 98,9%. Já em 2021, esse percentual caiu para 97,6%. Essa redução de 1,3 ponto percentual entre um ano e outro foi a primeira nos últimos cinco anos.

Ou seja, com essa queda na aprovação, consequentemente, houve um aumento na reprovação entre 2020 e 2021.

Nos anos finais do ensino fundamental, os índices de aprovação caíram em todas as dependências administrativas da rede pública. Em 2020, essa taxa foi de 97,8%. No ano passado, as aprovações diminuíram para 95,7%.

As taxas de reprovação nessa etapa também aumentaram, passando de 0,8% para 2%.

  • Ensino Médio

Já no ensino médio, a taxa de aprovação caiu de 95% para 90,8% em relação ao ano de 2020.

Esse movimento tem reflexo no índice de reprovação: no ano passado, a taxa nessa etapa de ensino foi de 4,2%, um aumento de 1,5 ponto percentual em comparação com 2020 (2,7%).

Censo Escolar

O Censo Escolar é a principal pesquisa estatística do governo federal sobre a educação básica. O levantamento, coordenado pelo Inep e realizado, em regime de colaboração, entre as secretarias estaduais e municipais de educação, serve de base para o repasse de recursos.

Os dados abrangem as diferentes etapas e modalidades da educação básica: ensino regular, educação especial, educação de jovens e adultos (EJA) e educação profissional.

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Homeschooling ataca direito universal das crianças e adolescentes de frequentarem escola, avalia professor

Projeto que permite educação domiciliar das crianças de acordo com a vontade das famílias foi aprovado pela Câmara dos Deputados e vai ao Senado.

Por g1

O projeto que regulamenta a prática do homeschooling no Brasil foi aprovado pela Câmara dos Deputados nesta quinta (19) e agora segue para o Senado.

Atualmente, o ensino domiciliar não é permitido no país por decisão do STF. Com base na Constituição, os ministros argumentam que o dever de educar implica cooperação entre Estado e família, sem exclusividade dos pais.

Este também é o argumento do professor de Direito e Políticas Públicas Salomão Ximenes, da Universidade Federal do ABC. Segundo Ximenes, o projeto vai na contramão dos direitos das crianças e adolescentes à escola pois o transfere aos pais.

“A gente fala em direito intransponível universal de frequentar uma escola como direito próprio da criança e do adolescente, e não um direito de seus pais ou responsáveis”, explica. “Ao aprovar esse projeto se cria uma regra geral em que praticamente qualquer pai que cumpra requisitos bastante amplos pode livremente optar por levar ou não seus filhos à escola. Isso é um ataque do ponto de vista da construção do direito à educação no Brasil.”

Salomão Ximenes é autor do livro “Direito à qualidade na educação básica: teoria e crítica” e compõe a diretoria da Ação Educativa e da Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação. Em entrevista à Renata Lo Prete, o professor ainda avalia que o projeto aprovado pela Câmara dos Deputados modifica toda a estrutura do direito à educação básica para atender às demandas de um número de famílias “bastante limitado” em relação à população brasileira no total.

“Fala-se em 7 a10 mil famílias que praticam esta modalidade – hoje ilegal – de educação domiciliar. Em nome de atender uma demanda de um número limitado, quase irrelevante, ataca-se dois pilares fundamentais do direito à educação.”

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Enem 2022: prazo de inscrição termina no sábado; saiba como se inscrever

Versões impressa e digital serão aplicadas em 13 e 20 de novembro. Taxa é de R$ 85 e pode ser paga via boleto, cartão de crédito ou PIX.

Por Emily Santos, g1

Passo a passo: como fazer a inscrição no Enem 2022

prazo de inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 termina às 23h59 de sábado (21).

As provas nas versões impressa e digital serão aplicadas em 13 e 20 de novembro, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame.

Quem não obteve isenção da taxa de inscrição deve fazer o pagamento de R$ 85 até 27 de maio.

Veja abaixo detalhes sobre os seguintes pontos:

  1. Inscrição
  2. Passo a passo
  3. Novidade na aplicação
  4. Inglês ou espanhol? Prova impressa ou digital?
  5. Cronograma
  6. Disciplinas e horários

1. Inscrição

O prazo para inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022, nas versões impressa e digital, teve início nesta terça-feira (10) e vai até 21 de maio.

A inscrição deve ser feita na página do participante do Enem. A taxa para quem não conseguiu isenção é de R$ 85 e deve ser paga até 27 de maio, por boleto, PIX ou cartão de crédito.

Atenção: os estudantes que obtiveram o direito à isenção desse valor (como os alunos da rede pública) também devem se inscrever. Caso contrário, não poderão prestar o Enem.

2. Passo a passo

1. Acesse a página do participante e clique em ‘Inscrição’

Passo 1 - inscrição no Enem 2022 — Foto: Reprodução

Passo 1 – inscrição no Enem 2022 — Foto: Reprodução

2. Selecione a imagem indicada nas orientações do desafio

Passo 2 - Inscrição no Enem 2022 — Foto: Reprodução

Passo 2 – Inscrição no Enem 2022 — Foto: Reprodução

3. Informe o CPF, data de nascimento e clique em ‘Iniciar a inscrição’

Passo 3 - inscrição no Enem 2022 — Foto: Reprodução

Passo 3 – inscrição no Enem 2022 — Foto: Reprodução

4. Leia as orientações e clique em ‘Próximo’

Passo 4 - inscrição do Enem 2022 — Foto: Reprodução

Passo 4 – inscrição do Enem 2022 — Foto: Reprodução

5. Informe o nome do pai ou selecione ‘Não quero declarar’

Passo 5 - inscrição Enem 2022 — Foto: Reprodução

Passo 5 – inscrição Enem 2022 — Foto: Reprodução

6. Preencha os dados de sexo, raça/cor, estado civil e nacionalidade

7. Informe o município de nascimento

8. Insira o CEP e clique em ‘Próximo’

Passo 8 - inscirção no Enem 2022 — Foto: Reprodução

Passo 8 – inscirção no Enem 2022 — Foto: Reprodução

9. Confirme o endereço e complemento

10. Informe se precisa de recurso de acessibilidade e diga qual

Passo 10 - inscrição no Enem 2022 — Foto: Reprodução

Passo 10 – inscrição no Enem 2022 — Foto: Reprodução

11. Escolha o idioma da língua estrangeira (Inglês ou Espanhol)

12. Informe a situação de ensino médio

Passo 12 - inscrição no Enem 2022 — Foto: Reprodução

Passo 12 – inscrição no Enem 2022 — Foto: Reprodução

13. Responda o questionário socioeconônico

Passo 13 - Inscrição no Enem 2022 — Foto: Reprodução

Passo 13 – Inscrição no Enem 2022 — Foto: Reprodução

14. Informe telefone e e-mail para contato

15. Escolha o formato da prova (impresso ou digital)

Passo 15 - inscrição no Enem 2022 — Foto: Reprodução

Passo 15 – inscrição no Enem 2022 — Foto: Reprodução

16. Escolha o município de aplicação da prova

Passo 16 - Inscrição no Enem 2022 — Foto: Reprodução

Passo 16 – Inscrição no Enem 2022 — Foto: Reprodução

17. Envie uma foto do participante

Passo 17 - Inscrição no Enem 2022 — Foto: Reprodução

Passo 17 – Inscrição no Enem 2022 — Foto: Reprodução

18. Confirme as informações pessoais e clique em ‘Enviar Inscrição’

19. Confira o comprovante e o número de inscrição

Passo 19 - Inscrição no Enem 2022 — Foto: Repridução

Passo 19 – Inscrição no Enem 2022 — Foto: Repridução

20. Acesse as informações de pagamento da taxa de inscrição na página do participante. Faça login com CPF e senha no gov.br

21. Escolha a forma de pagamento e pague a taxa de inscrição.

Passo 21 - inscrição no Enem 2022 — Foto: Reprodução

Passo 21 – inscrição no Enem 2022 — Foto: Reprodução

3. Novidade na aplicação

Pela primeira vez, o Inep aceitará documentos digitais de identificação nos locais de prova, como:

  • e-Título,
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Digital; e
  • RG Digital.

O candidato deve apresentar o aplicativo oficial ao fiscal — capturas de tela não serão válidas.

Após a entrada na sala de aula, o uso do celular continuará vetado.

4. Inglês ou espanhol? Prova impressa ou digital?

O candidato deve escolher, no ato da inscrição, se deseja que as cinco questões de língua estrangeira sejam em inglês ou em espanhol.

Também precisa sinalizar se quer fazer o Enem impresso (tradicional) ou o digital.

É importante lembrar que a versão informatizada:

  • também é aplicada nos locais de prova — não existe a opção de prestar o exame em casa;
  • traz 180 questões a serem respondidas digitalmente, mas com redação manuscrita.

5. Confira o cronograma

  • Inscrições: 10 a 21 de maio
  • Pagamento da inscrição: 10 a 27 de maio
  • Pedido de atendimento especializado: 10 a 21 de maio
  • Pedido de tratamento pelo nome social: 23 a 28 de junho
  • Provas: 13 e 20 de novembro

6. Disciplinas e horários

Como nos últimos anos, o Enem será aplicado em dois domingos.

13 de novembro

O candidato deverá fazer:

  • 45 questões de linguagens (40 de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol);
  • 45 questões de ciências humanas; e
  • redação.

20 de novembro

A prova trará:

  • 45 questões de matemática; e
  • 45 questões de ciências da natureza.

Veja os horários de aplicação (no fuso de Brasília):

  • Abertura dos portões: 12h
  • Fechamento dos portões: 13h
  • Início das provas: 13h30
  • Término das provas no 1º dia: 19h
  • Término das provas no 2º dia: 18h30

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Taxista encontra carteira com R$ 5 mil em Blumenau e mobiliza internet para encontrar dona

Edson Schlogl, de 55 anos, afirmou que também havia cartões com as respectivas senhas.

Por Sofia Mayer e Bianca Bertoli, g1 SC e NSC

taxista encontrou carteira na Rua Amazonas, no bairro Garcia — Foto: Arquivo Pessoal/ Divulgação

taxista encontrou carteira na Rua Amazonas, no bairro Garcia — Foto: Arquivo Pessoal/ Divulgação

Um morador de Blumenau, no Vale do Itajaí, chamou a atenção na internet nos últimos dias. O taxista Edson Schlogl, de 55 anos, encontrou uma carteira com R$ 5 mil, além de vários cartões com as respectivas senhas, e decidiu iniciar uma mobilização para encontrar a dona do objeto nas redes sociais. O valor foi devolvido à proprietária no mesmo dia.

Edson disse que trafegava pela Rua Amazonas, no começo da noite de sexta-feira (13) , depois de buscar a esposa no trabalho, quando notou que uma carteira caiu de cima do carro que estava na frente dele. Ele explica que a proprietária havia embarcado no carro, ao sair de um estabelecimento, e deixado o objeto em cima do veículo. A carteira, então, acabou caindo na estrada.

Ele conta que chegou a passar sobre o objeto, mas voltou para recolhê-lo na intenção de devolver. Na corrida para alcançar a dona, um semáforo fechou e ele perdeu de vista a motorista.

O morador começou a procura pela proprietária nas redes sociais. Fez publicações e mandou mensagens para grupos de conversa. Ao mesmo tempo, a filha da mulher publicou na internet o que havia acontecido. Os dois acabaram se encontrando na web e marcaram a entrega.

“Havia R$ 4,9 mil dentro da carteira e 16 cartões, a maioria com as senhas junto. Ela contou que sacou o valor para pagar prestações. Estava muito nervosa quando chegou na minha casa com a filha, mas eu jamais ficaria com o que não é meu”, revela Edson.

Não foi a primeira vez

Taxista há uma década, Edson revela que já encontrou diversos pertences esquecidos pelos clientes dentro do próprio veículo ou nas ruas, mas sempre fez o possível para encontrar os proprietários.

Na sexta-feira, o que impressionou o trabalhador foi a quantia, a mais alta que já achou, além as senhas anotadas nos cartões. Naquela mesma noite, a família foi à residência de Edson, no bairro Velha, e pegou a carteira de volta. “Eu me coloquei no lugar dela”, comenta.

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Tratamento inédito com fototerapia realizado no Brasil promete diminuir chance de retorno de câncer cerebral

Conhecido como PDT + 5 ALA, procedimento com luzes ocorre logo após remoção de tumores graves. Tratamento foi feito em Curitiba, na primeira quinzena de maio.

Por Caio Budel, g1 PR — Curitiba

Tratamento foi realizado logo após cirurgia para remoção de câncer cerebral, na segunda quinzena de maio, em Curitiba — Foto: Divulgação

Tratamento foi realizado logo após cirurgia para remoção de câncer cerebral, na segunda quinzena de maio, em Curitiba — Foto: Divulgação

Uma equipe médica do Paraná reportou a realização inédita no Brasil, em caráter de pesquisa, de uma sessão de Terapia Fotodinâmica Intraoperatória, junto à aplicação do corante 5-ALA, para o tratamento de um câncer cerebral grave. Entenda o funcionamento abaixo.

O procedimento promete diminuir as chances do reaparecimento da doença, prolongando a vida de pacientes. Em resumo, o tratamento utiliza uma forte luz vermelha, por meio de um difusor, para causar uma reação fotoquímica onde o tumor estava, afetando células cancerígenas que permanecem no corpo após a cirurgia.

O neurocirurgião Erasmo Barros Júnior foi um dos médicos que participou do primeiro procedimento realizado no Brasil. O tratamento reportado pela equipe dele foi realizado na primeira quinzena de maio, no Instituto de Neurologia (INC), em Curitiba.

A aplicação é feita com a cavidade cerebral do paciente aberta, logo após a cirurgia para a remoção do câncer.

“O objetivo é neutralizar as células cancerosas residuais que ainda existem. Após essa etapa, que aumenta em uma hora o tempo operatório, a cirurgia é finalizada com o fechamento, conforme a rotina”, explica o médico.

Internacionalmente, esta terapia fotodinâmica é conhecida pela sigla PDT. Segundo Barros Júnior, a efetividade do tratamento se dá a partir do PDT, somado ao corante 5-ALA, abreviação da substância chamada Ácido Aminolevulínico.

Segundo o neurocirurgião, atualmente, este tipo de procedimento “casado” é realizado apenas na Alemanha e também na França, onde o PDT foi iniciado, em 2017.

Mundialmente, a comunidade médica estima que 4,7 pessoas a cada 100 mil habitantes são acometidas por câncer cerebral grave. Segundo Barros Júnior, este tipo de tumor costuma atingir mais homens.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Paraná, indicam que em 2020, a taxa estimada para diagnósticos de câncer cerebral em 2020 ficou em 6,12 casos para cada 100 mil homens. Para mulheres, foram 4,92 casos a cada 100 mil.

Como funciona

Barros Júnior explica que o procedimento se inicia a partir da ingestão do 5-ALA pelo paciente.

Após algumas horas, a substância faz os gliomas de alto grau “acenderem”, com coloração vermelha. A fluorescência facilita a cirurgia para a remoção da parte doente do cérebro.

Entretanto, a cirurgia, por si só, não diminui de maneira considerável a chance de o tumor reaparecer futuramente no paciente. E justamente para combater este retorno, conhecido como recidiva, é que o PDT é utilizado.

“A melhor comparação que é posso fazer é a de um pão que começa a ficar embolorado. Naquela região principal do cérebro, onde a gente vê o nódulo, para além dali, tem doença. Por isso o comparativo com o mofo. A gente não consegue saber exatamente onde é o limite do câncer […] E com essa ferramenta, quando a gente trabalha no tumor, conseguimos ver os resquícios com mais definição. Isso na cirurgia, faz que a gente foque na parte funcional do paciente, para tentar evitar qualquer problema para ele”.

De acordo com o médico, o tratamento é feito em uma única sessão, uma vez que a cavidade cerebral precisa estar exposta. O procedimento leva cerca de uma hora.

Foto mostra 'prova de função' da técnica em simulação de tratamento — Foto: Divulgação

Foto mostra ‘prova de função’ da técnica em simulação de tratamento — Foto: Divulgação

Por meio de um difusor, luzes vermelhas causam uma reação fotoquímica onde o tumor estava, afetando células cancerígenas que permanecem no corpo após a cirurgia. O médico explica que, durante este procedimento, as luzes aumentam a oxigenação do local.

“O que a gente faz é que, no final da remoção cirúrgica, teoricamente quando a cirurgia acaba, você fecharia o paciente e semanas depois ele vai para a radiação, para a radioterapia. A gente coloca uma etapa a mais. Para tentar tratar aquela cavidade, aquele buraco, a gente tenta colocar mais alguma coisa. E ali é colocado um balãozinho, e por dentro a gente passa uma sonda de laser que vai gerar essa luz vermelha”.

Pequeno balão é inserido na cavidade onde a parte doente é removida. No item, passa a sonda que conduz a luz — Foto: Divulgação

Pequeno balão é inserido na cavidade onde a parte doente é removida. No item, passa a sonda que conduz a luz — Foto: Divulgação

Olhar para o futuro

Até esta sexta-feira (19), apenas um paciente recebeu este tipo de tratamento em Curitiba. Porém, de acordo com o neurocirurgião, até o final de maio, o INC terá realizado três tratamentos com PDT e 5-ALA.

Como este procedimento está sendo feito em caráter de estudo, não há cobrança no INC para o tratamento após a cirurgia.

O médico destaca, entretanto, a eficácia do tratamento apresentada em estudos publicados em outros países, garantindo o prolongamento da vida dos pacientes que passam pelo procedimento.

“Até o momento estamos fazendo apenas em gliomas de alto grau, mas a gente já está encaminhando projetos de pesquisa para outros tipos de tumor. Muitos em breve saberemos, talvez, se este tipo de tratamento funcionará para, por exemplo, metástase cerebral, ou algum outro tipo de tumor […] A gente consegue estender a técnica para outros tipos de doença, mas primeiro precisamos deixar tudo muito bem documentado”.

Sobre uma possível chegada deste tipo de tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), com acesso universal aos brasileiros, Barros Júnior acredita que ainda será necessário tempo.

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STF decide por unanimidade que é legal punição a motorista que recusar bafômetro

Caso tem repercussão geral, isto é, decisão do STF deverá ser seguida pelos demais tribunais do país. Supremo julgou ações que questionavam pontos do Código de Trânsito Brasileiro.

Por Rosanne D’Agostino e Wellington Hanna, g1 e TV Globo — Brasília

STF decide por unanimidade validar punição a motorista que recusar bafômetro

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (19) por unanimidade validar a punição administrativa prevista no Código de Trânsito Brasileiro ao motorista que se recusar a fazer o teste do bafômetro.

A decisão tem repercussão geral, isto é, deverá ser seguida pelos demais tribunais no país. Ao todo, mais de mil processos aguardavam um posicionamento do plenário do STF sobre o tema.

O Código de Trânsito prevê multa administrativa para quem se recusa a fazer “teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento que permita certificar influência de álcool ou outra substância psicoativa”. Além de multa, há suspensão do direito de dirigir por 12 meses, recolhimento da habilitação e retenção do veículo.

O Supremo tomou a decisão ao julgar recurso do Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS), que tentava reverter a anulação — pela Fazenda Pública estadual — de multa aplicada a um motociclista de Cachoeirinha (RS) que se recusou a fazer o teste.

Além da questão do bafômetro, foram julgados em conjunto nesta quinta no STF outras duas ações que questionavam pontos do Código de Trânsito:

  • ação da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e Associação Brasileira das Empresas de Gastronomia, Hospedagem e Turismo contestando a proibição da comercialização de bebidas alcoólicas em rodovias federais;
  • ação da Associação Brasileira Restaurantes e Empresas de Entretenimento (Abrasel Nacional) questionando trechos da Lei Seca e pedindo o estabelecimento de um limite de álcool diferente do zero para os motoristas.

Em relação a essas duas ações, os ministros entenderam que

  • a proibição atualmente em vigor da venda de bebidas nas rodovias não é ilegal (neste caso por 10 votos a 1).
  • e que também não são ilegais outros trechos do Código de Trânsito, como o que prevê tolerância zero ao volante (neste, por unanimidade).

STF analisa mudanças na Lei Seca: O que está em jogo?

Voto do relator

O julgamento começou nesta quarta com a manifestação do relator das ações, ministro Luiz Fux, que votou pela constitucionalidade das normas atuais.

“Há um consenso de que o melhor dos mundos é a tolerância zero”, defendeu o ministro durante o julgamento.

Segundo o ministro, o questionamento contra punição igual para os motoristas com diferentes graus de embriaguez “não se sustenta”.

“Não há um nível seguro de alcoolemia na condução dos veículos. Todo condutor tendo ingerido álcool deixa de ser considerado um motorista responsável”, argumentou.

Voto dos demais ministros

Saiba como votaram os ministros na sessão desta quinta-feira:

  • André Mendonça: acompanhou o relator. “A restrição que é trazida pela lei atende um valor importante da nossa Constituição, que é a preservação da vida e a cidadania plena.”
  • Nunes Marques: também entendeu que não há inconstitucionalidade em punir a recusa ao bafômetro, mas discordou em relação à proibição da venda de bebidas nas estradas. “A proibição vai atingir apenas pequenos comércios, como se não houvesse consumo de álcool nas áreas urbanas.”
  • Alexandre de Moraes: acompanhou o relator. “Isso justifica o tratamento mais enérgico por parte do Brasil”, afirmou o ministro, que citou que, apenas no ano passado, foram 360 mil mortes derivadas de acidentes de trânsito atribuídas a álcool.
  • Luiz Edson Fachin: acompanhou o relator. “Foi legítima e constitucional a escolha do legislador, não havendo afronta ao princípio da autoincriminação.”
  • Luís Roberto Barroso: acompanhou o relator. “O melhor resultado que se pode esperar do direito punitivo é fazer com que as pessoas não cometam delitos. E a Lei Seca conseguiu mudar uma cultura e que até glamurizar a direção embriagada.”
  • Cármen Lúcia: acompanhou o relator. Reforçou que a lei foi uma resposta eficiente para as mortes no trânsito, “porque a liberdade foi levada em consideração, mas a vida também”.
  • Rosa Weber: acompanhou o relator.
  • Dias Toffoli: acompanhou o relator. “São políticas que salvam milhares de vidas”, disse.
  • Ricardo Lewandowski: acompanhou o relator.
  • Gilmar Mendes: acompanhou o relator. “Estamos diante de uma sanção de natureza administrativa. Acompanho inteiramente”, afirmou.

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