Liderança estimulou usuários da Cracolândia a saírem juntos de praça

Cracolândia na Alameda Cleveland  (Foto: Reprodução/TV Globo)

Cracolândia na Alameda Cleveland (Foto: Reprodução/TV Globo)

Os usuários de drogas que ocupavam a Praça Princesa Isabel, na região central de São Paulo, decidiram migrar para as proximidades da antiga Cracolândia depois da recomendação de uma espécie de liderança do grupo. Conforme apurou o Bom Dia São Paulo, essa liderança conversou com os dependentes e, aos poucos, eles desmontaram as barracas e fizeram o caminho de volta.

A polícia informou que não houve nenhuma operação para retirar os usuários da Praça Princesa Isabel, e que o deslocamento foi espontâneo. Polícia Militar (PM) e Guarda Civil Metropolitana (GCM) reforçaram a segurança na região no fim da noite desta quarta-feira (21), mas não houve nenhum tipo de confronto. Os trabalhos foram somente de monitoramento preventivo.

Os dependentes químicos agora voltaram a ocupar a Rua Helvétia, mas na esquina com a Alameda Cleveland e não mais no cruzamento da via com a Alameda Dino Bueno. O grupo se concentra em uma parte da Praça Júlio Prestes, em frente à estação homônima, da Linha 9-Diamante, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Os usuários de drogas deixaram a Praça Princesa Isabel praticamente juntos. Eles ocuparam o local por aproximadamente um mês e, depois da debandada, o que ficou para trás foi lixo. “Muito colchão, muito cobertor, muito lençol, caixa de papelão, sapato velho…”, tentou elencar um gari que participou dos trabalhos de limpeza durante a madrugada.

Arte mostra migrações da Cracolândia (Foto: Arte/G1)

Arte mostra migrações da Cracolândia (Foto: Arte/G1)

‘Fim da Cracolândia’

Há um mês, prefeitura e governo estadual realizaram uma megaoperação para pôr fim à região conhecida como Cracolândia, no Centro da capital. A ação policial começou logo pela manhã do dia 21 de maio e retirou usuários e traficantes de drogas do cruzamento entre a Rua Helvétia e a Alameda Dino Bueno. Eles saíram, mas não foram longe.

Durante a ação policial das polícias Civil e Militar, armas, máquinas de cartão de crédito, celulares e pinos usados para embalar entorpecentes foram apreendidos. As forças policiais também prenderam suspeitos de vender drogas e outros que, de acordo com as investigações, faziam a “segurança” armada do tráfico.

Usuários, que, em tese, não seriam o foco da operação, saíram correndo em meio a bombas e disparos da polícia e se dispersaram pelo Centro. Na fuga, alguns aproveitaram para saquear comércios da região. Primeiramente, eles se espalharam por vias, como a Rua dos Gusmões e a Avenida Duque de Caxias. Depois, ocuparam a Praça Princesa Isabel.

Ao fim do trabalho policial, o prefeito João Doria chegou a dizer que, após mais de dez anos, a Cracolândia enfim havia acabado – ao menos “fisicamente”. Segundo ele, a partir de então, a região deveria ser chamada de Nova Luz. Os dependentes químicos, no entanto, passaram a se concentrar em grande número na Praça Princesa Isabel e até barracas voltaram a montar.

Praça Princesa Isabel tomada por lixo e vazia apósa saída dos usuários de drogas (Foto: Arquivo Pessoal )Praça Princesa Isabel tomada por lixo e vazia apósa saída dos usuários de drogas (Foto: Arquivo Pessoal )

Praça Princesa Isabel tomada por lixo e vazia apósa saída dos usuários de drogas (Foto: Arquivo Pessoal )

Em paralelo à operação para reprimir o tráfico, a Prefeitura intensificou a abordagem de assistentes sociais a moradores de rua e usuários de drogas da região. Conforme último balanço da gestão Doria, desde 21 de maio, 25.235 abordagens foram feitas no bairro. Deste total, houve 10.786 encaminhamentos para centros de acolhida.

O projeto de reabilitação da Prefeitura, batizado de Redenção, ainda é desconhecido por dependentes, no entanto. Eles revelam não saber as propostas da atual gestão, e ainda dizem fazer parte do Braços Abertos, programa de redução de danos criado pelo ex-prefeito Fernando Haddad – e supostamente extinto por Doria.

A Prefeitura também montou contêineres na sede da GCM, que também fica no Centro, para facilitar o atendimento aos dependentes químicos. A estrutura oferece alojamento, alimentação e assistência médica. Ela seria instalada na própria Praça Princesa Isabel, mas o plano foi frustrado após protestos de comerciantes e moradores do entorno.

Doria promete revitalizar a Nova Luz até o fim de 2019. Para cumprir o prazo, vai utilizar uma manobra jurídica polêmica e tomar posse de imóveis particulares do bairro em caráter de emergência. O tucano disse que vai demoli-los para reurbanizar a área e construir, entre outros equipamentos públicos, moradias populares e um hospital. A demolições já começaram e, inclusive, deixaram feridos em um acidente.

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Acidente entre duas ambulâncias, ônibus e carreta deixa 15 mortos no ES, diz Sesp

Um acidente envolvendo duas ambulâncias, uma carreta e um ônibus deixou, pelo menos, 15 mortos e vários feridos no km 343 da BR-101, em Guarapari, Grande Vitória., segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que o número de mortos pode ser maior porque as equipes ainda estão no atendimento. O acidente aconteceu por volta das 5h50 desta quinta-feira (22).

Até as 8h30, os dois sentidos da rodovia estavam interditados.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que a carreta, que transportava rocha, invadiu a contramão e bateu com um ônibus da Viação Águia Branca, que seguia de São Paulo para Vitória.

As duas ambulâncias seguiam atrás do coletivo e também foram atingidas. Os dois veículos pertecem aos municípios de Jerônimo Monteiro e Alfredo Chaves.

Ainda segundo a PRF, ainda não há informação sobre a quantidade exata de mortos e feridos no acidente, mas a informação inicial é de que a maioria das vítimas teria morrido carbonizada.

Os feridos estão sendo levados para o Hospital Jayme Santos Neves, Antônio Bezerra de Faria e o Hospital São Lucas, na Grande Vitória.

O secretário de Saúde de Jerônimo Monteiro, José Maria Justo, disse que na ambulância do município estavam seis pacientes e o motorista. Os pacientes, que seguiam para consultas e exames em Vitória, não ficaram feridos. Já o motorista morreu no local do acidente.

A Prefeitura de Alfredo Chaves informou que na ambulância do município estavam um motorista, uma paciente e um acompanhante. Os três estão bem e já receberam atendimento médico. Segundo a prefeitura, o motorista tentou desviar do acidente e acabou capotando. A paciente seguia para um hospital de Vitória para tratar de uma torção no pé.

Trânsito

A PRF também orienta que os motoristas utilizem rotas alternativas. A polícia disse que após a batida, os veículos se espalharam pelos dois sentidos da rodovia e bloqueiam todas as pistas.

O inspetor Camata, da PRF, explicou que o atendimento vai exigir esforços de várias instituições e deve levar tempo.

Aos motoristas que saem de Vitória com destino ao Sul do estado, a opção é pegar a Rodovia do Sol, seguir em direção ao Contorno de Meaípe, passar por Anchieta e só voltar para a Rodovia do Contorno para sair do Distrito de Jabaquara, em Anchieta, no Km 354. No sentido oposto, o motorista segue o mesmo caminho, entrando em Jabaquara.

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Polícia do RJ prende quadrilha de roubo de carga de cigarros

A Polícia Civil prendeu suspeitos de fazer parte de uma quadrilha especializada em roubos de cargas de cigarros. Cerca de 250 policiais de várias delegacias participaram da ação. Foram 11 mandados de prisão, mas apenas três pessoas foram presas.

Entre elas, homens ligados a uma empresa de cigarros que é constantemente roubada. Um PM do batalhão do Méier também é suspeito de envolvimento nos crimes.

A polícia apreendeu o carro de um dos presos. O porta malas estava cheio de cigarros roubados. Os investigadores disseram que a quadrilha agia há um ano. Os presos foram levados para o complexo penitenciário de Bangu.

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STF determina devolução de R$ 110 milhões para as contas do governo do RJ

O Supremo Tribunal Federal determinou a devolução de quase R$ 110 milhões para as contas do governo do estado do Rio. O dinheiro estava bloqueado pela União como garantia para pagamento de empréstimos.

A decisão do ministro Luiz Fux atendeu a um pedido da Procuradoria Geral do Estado. A Secretaria de Estado de Fazenda informou que o valor será usado no pagamento de servidores que estão com salários atrasados.

O ministro determinou, ainda, que a União não poderá bloquear as contas do Estado nos casos em que os empréstimos tenham sido firmados entre os dois entes.

No último dia 31 de maio, Fux já havia determinado que a União não fizesse bloqueios nas contas estaduais. No entanto, mesmo com a liminar, o Tesouro Nacional bloqueou R$ 109,5 milhões na semana passada.

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Polícia faz operação contra o tráfico em três comunidades da Zona Norte do Rio

As polícias Civil e Militar realizam uma operação em três comunidades da Zona Norte do Rio de Janeiro na manhã desta quinta-feira (22).

A ação dos policiais acontece nas favelas dos Macacos, Juramento e Urubu. Os alvos são traficantes maiores e menores de idade. Vinte e cinco pessoas foram indiciadas e 13 mandados de prisão e apreensão foram expedidos.

Uma pessoa morreu na ação, mas a identidade da vítima ainda não foi confirmada.

A ação é realizada pela 20ª DP (Vila Isabel) em conjunto com a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e com o apoio das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). Dois dos alvos da ação são os criminosos conhecidos como Scooby e Borrof, chefes do tráfico de drogas em duas das comunidades.

Imagens exclusivas da GloboNews mostram a ação dos criminosos portando armas dentro das comunidades e desafiando os policiais. Ainda não há um balanço divulgado pela polícia.

O tiroteio assutou os moradores do Morro dos Macacos, na Tijuca, na Zona Norte do Rio. De acordo com o relato de moradores, dentro de casa os tiros podem ser ouvidos com grande intensidade (ouça o áudio).

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99% dos professores brasileiros ganham menos de R$ 3,5 mil, diz estudo

Praticamente todos os professores que atuavam na educação básica (incluindo os ensinos infantil, fundamental e médio) no Brasil em 2014 ganhavam, em média, menos de R$ 3.500, segundo dados inéditos divulgados nesta quarta-feira (21) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A média de remuneração mais baixa é a de docentes que trabalham em escolas particulares: eles recebem R$ 64,98 por hora, ou R$ 2.599,33 por mês, considerando a remuneração total para 40 horas semanais, o que equivale a 3,6 salários mínimos.

Na rede municipal, onde atua metade dos professores, a média de remuneração é de 4,3 salários mínimos. Na estadual, os professores recebem em média o equivalente a 4,8 salários. Já os professores da rede federal são os mais bem pagos do país: eles recebem em média R$ 194,20 por hora de trabalho, ou R$ 7.767,94 por mês. Neste caso, a remuneração sobe para 10,7 salários mínimos, o triplo dos . As vagas de docentes na rede federal, porém, representam apenas 1% dos professores do país. Atualmente, o salário mínimo equivale a R$ 937, mas, em 2014, ele valia R$ 724.

O levantamento foi feito pelo Inep com o cruzamento do CPF de mais de 2 milhões de professores em duas bases de dados: o Censo Escolar, realizado todos anos pelo próprio Inep, e os valores da remuneração mensal informados pelos empregadores na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), feita pelo Ministério do Trabalho. Os dados são relativos ao ano de 2014 e, segundo o Inep, representam informações sobre o pagamento feito a 87,4% dos professores do país.

Considerando os 2.184.395 vínculos empregatícios encontrados no estudo (há professores com mais de um vínculo), apenas um quarto deles está na rede privada de ensino, e só 1,1% dos docentes atuam na rede federal de educação básica. Os dados sobre as redes estaduais incluem 25 estados e o Distrito Federal: de acordo com o Inep, o governo estadual do Rio de Janeiro pediu que os dados sobre a rede pública do estado não fossem divulgados por causa de um “equívoco” na carga horária média informada ao Ministério do Trabalho. Em 2015, a rede informou ao G1 que seus professores estaduais são contratados para cumprir uma carga horária de 16 horas por semana.

Onde trabalham os professores no Brasil
Veja o número de professores empregados em cada rede de ensino em 2014, segundo o cruzamento de dados
REDE FEDERAL: 1,1 %REDE ESTADUAL: 32,83 %REDE MUNICIPAL: 48,78 %REDE PRIVADA: 17,29 %
Fonte: Inep

Para o ano de 2017, o piso salarial para professores da educação básica, com formação de nível médio, é de R$ 2.298,80 para um regime de trabalho de 40 horas por semana (em 2014, esse valor era de R$ 1.697,39). Porém, a lei que instituiu o piso determina que esse valor corresponda apenas ao salário-base. Já o levantamento feito pelo Inep considera a “remuneração mensal”, ou seja, além do salário-base, inclui todos os bônus, gratificações, comissões e demais vantagens que podem compor o pagamento aos docentes – o único valor excluído do cálculo é o 13º salário.

Por isso, não é possível verificar, usando os dados divulgados nesta quarta-feira, quantas redes pagam, atualmente, o valor mínimo definido por lei para os professores brasileiros. Em janeiro, quando o piso atual foi anunciado pelo Ministério da Educação, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) informou que 14 estados não cumpriam o piso nacional da categoria.

Veja abaixo a evolução do piso salarial desde a entrada em vigor da lei, em 2009:

Veja a evolução do salário dos professores desde 2009 (Foto: Editoria de arte/G1)

Veja a evolução do salário dos professores desde 2009 (Foto: Editoria de arte/G1)

Remuneração mensal x pagamento por hora

A maioria das redes não tem contratos de trabalho de 40 horas semanais com os professores: apenas na rede federal a média de horas chegou a 39. Nas demais redes (estaduais, municipais e privadas), a carga horária média dos contratos é de 30 horas). Para garantir o efeito compartivo do estudo, o Inep fez um cálculo para padronizar os salários reais de cada rede, caso a carga horária média de todas fosse de 40 horas por semana.

É possível comparar, também, quanto ganham de fato os professores por hora trabalhada (considerando 60 minutos, e não as horas-aula, que podem variam entre as redes). Com base nas informações do estudo do Inep sobre a remuneração bruta média em cada rede e a carga horária média dos contratos, o G1 calculou o pagamento médio por hora que os governos e os empregadores privados pagam aos docentes.

Veja abaixo a remuneração média por hora em cada rede. Os dados incluem tanto os professores com diploma de ensino superior quanto os que têm apenas formação de nível médio.

Remuneração dos professores em nível NACIONAL
Compare o valor médio pago POR HORA TRABALHADA aos professores em cada rede de ensino
Valor pago por hora de trabalho (em R$)194,2194,286,9186,9177,9177,9164,9864,98REDE FEDERALREDE ESTADUALREDE MUNICIPALREDE PRIVADA0255075100125150175200225
Fonte: Inep (os valores foram calculados pelo G1 a partir da remuneração bruta média e a carga horária média semanal de cada rede informados no estudo)

Os valores acima se referem à remuneração total recebida pelos professores no ano de 2014. De acordo com um levantamento feito pelo G1 em 2015, junto às secretarias estaduais de educação de todo o país, levando em consideração apenas o salário-base, um professor com diploma de licenciatura ganhava, em média, R$ 16,95 a cada 60 minutos de trabalho em sala de aula ou preparando as aulas. Na época, o MEC contestou os dados porque eles excluíam do cálculo as gratificações, bonificações e demais pagamentos que compõem a remuneração total.

Redes estaduais

As redes estaduais representam mais de 700 mil vínculos empregatícios e têm como principal responsabiliade os anos do ensino médio. O estudo do Inep localizou as informações de remuneração de 95,6% dos professores vinculados a uma das 27 redes.

Redes municipais

Mais da metade dos vínculos empregatícios dos professores está na rede municipal, principal responsável pelos estudantes do ensino infantil e do ensino fundamental. Dados de 1.065.630 vínculos nesta área foram localizados pelo estudo do Inep.

Dos 5.228 municípios com dados incluídos no levantamento, só 1.171 mantêm contratos médios com carga horária entre 40 e 44 horas semanais. A média dos contratos é de carga horária de 30 horas. Considerando a remuneração bruta média e a carga horária média, veja abaixo a lista de dez municípios que pagam os maiores valores por hora, e os dez municípios com remuneração mais baixa por hora trabalhada:

Municípios com MAIOR valor pago por hora aos professores

Município (UF) Remuneração bruta MÉDIA Carga horária semanal MÉDIA Valor MÉDIO pago por hora
1) Porto Alegre (RS) R$ 5.531,83 20,2 R$ 273,68
2) Breu Branco (PA) R$ 2.575,48 10,4 R$ 248,30
3) Paulínia (SP) R$ 6.494,57 28 R$ 232,22
4) Valinhos (SP) R$ 4.603,02 20,1 R$ 229,17
5) Teresópolis (RJ) R$ 3.646,02 16,8 R$ 217,54
6) Angra dos Reis (RJ) R$ 4.353,64 21 R$ 206,83
7) Serranópolis de Minas (MG) R$ 6.044,75 29,7 R$ 203,19
8) Macaé (RJ) R$ 4.070,54 20,5 R$ 198,81
9) Rio das Ostras (RJ) R$ 3.178,33 16,2 R$ 196,03
10) Guarujá (SP) R$ 4.926,02 25,8 R$ 190,57

Entre as redes municipais com o maior valor pago por hora é possível verificar um ponto em comum: nenhum contrata os professores para uma carga horária completa. O município de Breu Branco, no Pará, por exemplo, paga em média, R$ 248,30 por hora a seus professores. Porém, a remuneração bruta média é de R$ 2.575,48, já que os professores são contratados para trabalhar, em média, 10,4 horas por semana.

Por outro lado, na lista de municípios que pagam o menor valor por hora aos professores, praticamente todos têm contratos de em média 40 horas, pelo menos:

Municípios com MENOR valor pago por hora aos professores

Município (UF) Remuneração bruta MÉDIA Carga horária MÉDIA Valor MÉDIO pago por hora
1) Jussiape (BA) R$ 736,67 44 R$ 16,74
2) Miranda do Norte (MA) R$ 722,86 40,4 R$ 17,91
3) Olho d’Água das Cunhas (MA) R$ 719,40 40 R$ 17,99
4) Taparuba (MG) R$ 784,50 42,8 R$ 18,35
5) Brejo dos Santos (PB) R$ 739,41 40 R$ 18,49
6) Brejolândia (BA) R$ 857,02 44 R$ 19,48
7) Peçanha (MG) R$ 891,54 43,2 R$ 20,66
8) Elísio Medrado (BA) R$ 915,29 44 R$ 20,80
9) Santa Fé de Minas (MG) R$ 795,04 38,2 R$ 20,82
10) Santa Maria do Suaçuí (MG) R$ 916,83 44 R$ 20,84

Rede privada

De acordo com o levantamento, que localizou informações salariais de 70,6% dos mais de 370 mil professores de escola particular, são os empregadores do setor privado os que menos pagam. O valor médio por hora nos estados varia entre R$ 42,28, em Sergipe, e R$ 103,58, no Distrito Federal. A carga horária média de trabalho semanal entre os estados é de 29 horas. Veja abaixo a remuneração média para uma carga horária padronizada em 40 horas semanais.

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Homem morre após ser atropelado na Imigrantes e cair na Serra do Mar

Do G1 SP

Um homem morreu após ser atropelado na Rodovia dos Imigrantes e arremessado na Serra do Mar, na noite desta quarta-feira (22), na região de São Bernardo do Campo.

O carro de Alessandro Jesus de Oliveira, de 36 anos, parou na faixa da esquerda da rodovia por algum problema mecânico e ele parou para ver o que tinha acontecido. O veículo que vinha atrás, não conseguiu parar a tempo e atropelou e arremessou Alessandro em uma ribanceira de 170 metros.

Segundo a polícia rodoviária, o motorista do segundo carro ficou no local até a chegada do resgate, que demorou cerca de 40 minutos para encontrar o corpo de Alessandro na mata fechada da Serra do Mar.

O acidente aconteceu no km 53, sentido São Paulo, da Rodovia dos Imigrantes. O caso foi registrado no 3º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, mas as investigações continuarão por uma delegacia de Cubatão.

Até as 6h45, o corpo e veículos permaneciam no local para a perícia. Duas faixas foram interditadas, mas já foram liberadas.

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Com desemprego em alta, 6 em cada 10 jovens buscam profissões tradicionais, diz pesquisa

Levantamento sobre primeiro emprego realizado pela Vagas.com mostra que 59% dos jovens pesquisados imaginam-se daqui a cinco anos trabalhando em profissões tradicionais, como advogado, médico ou dentista. Outros 29%, se veem nas chamadas profissões do futuro, como desenvolvedor mobile ou brand digital, e 12% não sabem ou apontam outros tipos de carreira, como militar e turismo.

O estudo foi realizado de 3 a 10 de abril deste ano, por e-mail, para uma amostra da base de currículos cadastrados no portal de carreira Vagas.com.br, contemplando homens e mulheres, de 14 a 30 anos que nunca trabalharam e buscam oportunidades ou que estão em seu primeiro emprego. Os 682 respondentes são, em sua maioria, mulheres (64%), possuem idade média de 20 anos, solteiros (97%), cursam faculdade (52%) e moram com os pais/ parentes (89%).

“A crise e a falta de emprego estão impactando uma geração que não tinha lidado ainda com essas dificuldades. Essa geração que nasceu após 1980 passou por um período de grandes conquistas no mercado de trabalho aqui no Brasil, marcada especialmente por ampla oferta de vagas e salários em alta. Com a chegada da recessão, esses jovens tiveram de lidar com algo novo e repensar alguns conceitos. Os resultados dessa pesquisa mostram pela primeira vez um millennial mais conservador e menos propenso a constantes mudanças”, diz Rafael Urbano, coordenador da pesquisa na Vagas.com.

Plano de carreira e tempo na empresa

O levantamento identificou dos jovens o que eles e seus pais mais valorizam na carreira. A pesquisa mostra que os millennials dão mais valor que seus pais ao diálogo com todas as hierarquias da empresa (45% x 19%), plano de carreira (68% x 51%), valores da empresa (50% x 33%), promoção de cargos (45% x 29%), bônus (23% x 13%), benefícios (60% x 52%) e tempo de permanência na mesma empresa (45% x 39%). Houve “empate técnico” em outros assuntos, como estabilidade financeira (69%), salário (61% x 58%) e ambiente de trabalho tradicional (17% x 15%).

“Essa geração sempre foi marcada pelo baixo tempo de permanência em uma empresa e sem muita preocupação com a carreira. Esses dados apontam uma nova marca que até agora não havia sido revelada. Demostra que essa turma está preocupada com o desemprego e mais interessada em assuntos que tradicionalmente eram ligados aos pais, como plano de carreira e tempo na empresa. A crise está revelando novos valores dessa geração”, analisa Urbano.

Maioria quer trabalhar em bancos e multinacionais

De acordo com a pesquisa, os setores que mais seduzem os jovens são bancos (54%), roupas, calçados e acessórios (32%), lazer e eventos (28%), telecomunicações (28%), TI (27%), saúde (25%), serviços financeiros (25%), indústria de alimentos (19%), hotelaria e restaurantes (19%) e setor de educação (18%).

Pelo porte da empresa, a atração foi destacada pelas multinacionais (75%), seguido por médias empresas (67%), pequenas empresas (41%), microempresas (23%) e startups e fintechs (15%).

Qualificação é o maior desafio

Quando questionados sobre os principais desafios na busca pelo primeiro emprego, 61% informaram que é ter a qualificação esperada pelas empresas. Para 45%, é concorrer com outros candidatos mais qualificados. Em 40% das respostas, estar preparado para entrevistas é o principal desafio. O desafio de preparar o currículo foi apontado por 23%, seguido por ter clareza no que está buscando e fazer contato com profissionais para sondagens (19%). Estar animado, motivado e confiante representa 18% e outras menções, 2%.

Três em cada quatro jovens (76%) disseram que não receberam proposta de emprego nos últimos três meses. Entre as dificuldades apontadas para conseguir um trabalho, 67% disseram que não possuem a experiência profissional exigida. Para 30%, a existência de muitos candidatos por vaga é grande dificuldade. Em 21% das situações, não há vagas com o perfil solicitado. As empresas estão exigindo qualificações que eu não possuo foi mencionado por 18% dos respondentes e 4% não enfrentam dificuldades na busca.

Para aumentar as chances de colocação no mercado de trabalho, 88% dos respondentes disseram que estão fazendo algo. Desse total, 60% responderam que estão cadastrando currículos em sites de emprego, 51% fazendo matrícula ou estão matriculados em um curso, 36% estudando por conta própria, 8% networking e 1% fez outras menções (não sabem o que fazer ainda, estão pensativos, etc)

Principais objetivos

O estudo mostra que 53% dos respondentes apontam que pretendem começar a se sustentar ao conseguir um emprego. Aprender e melhorar os conhecimentos foi apontado por 32%. Pagar a faculdade e ajudar os pais foram apontados por 6%. Em 4% das respostas, para se sentir útil. Meus pais/responsáveis não me sustentam representa 2% das respostas e exigência da faculdade é o principal motivo para 2%, seguido de minha família faz pressão para procurar trabalho (1%).

Outro aspecto abordado no levantamento foi entender o que esse millennial busca no trabalho: 54% estão abertos a qualquer emprego, 38% querem trabalhar com algo que gostem e 28% buscam atuar com algo específico.

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Cemig coloca participação na Light à venda

O Conselho de Administração da Cemig aprovou na quarta-feira (21) o início do processo de venda da totalidade de sua participação na Light. A Cemig é controladora da Light, com 26% de participação na empresa, que é a distribuidora de energia da região metropolitana do Rio de Janeiro.

A aprovação ocorre após a Cemig ter anunciado no início do mês um plano de venda de ativos para tentar reduzir sua dívida – mais de R$ 10 bilhões com vencimento até 2019. A Cemig quer vender R$ 6,564 bilhões em ativos.

A Light é responsável pela distribuição de energia em 31 municípios do Estado do Rio de Janeiro e tem cerca de 4,3 milhões de clientes, segundo dados divulgados na sua área de relações com investidores.

Além da distribuidora, a empresa também tem negócios na área de geração de energia, entre eles, uma participação na usina de Belo Monte e na Renova Energia, de energia renovável.

*Com Reuters

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Rio registra estragos após mais de 12 horas de chuva

Motoristas enfrentam alagamento na Avenida Borges de Medeiros (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Motoristas enfrentam alagamento na Avenida Borges de Medeiros (Foto: Reprodução/ TV Globo)

A cidade do Rio de Janeiro e a Região Metropolitana registraram estragos em vários pontos causados por pela forte chuva que cai na cidade. A cidade está em estado de atenção desde 23h45 de segunda-feira (19).

Vários bolsões d’água foram registrados em pontos da cidade. Às 6h30, a Avenida Epitácio Pessoa estava interditada no sentido Ipanema, na altura da Rua Tabatinguera. O sentido Rebouças estava em esquema de pare e siga. Às 8h16, o trânsito foi liberado no local.

Na Avenida Borges de Medeiros, na altura do clube Piraquê, também foram registrados alagamentos que impediam o trânsito às 8h18.

A Lagoa Rodrigo de Freitas está com alerta de transbordo desde 5h05 desta quarta (21). As comportas do Jardim de Alah foram abertas à noite mas, devido ao grande volume de chuva, há a possibilidade de transbordo.

Às 7h30, a Avenida Brasil registrava bolsões d’água na altura de Bonsucesso e na altura do elevado da Linha Vermelha, na pista sentido Centro. O trânsito é intenso nas principais vias expressas do Rio. A recomendação é que os motoristas sigam com cuidado por causa das pistas molhadas.

Na Avenida Brasil, altura do elevado da Linha Vermelha, na pista sentido Centro, os motoristas também encontram bolsões d’água. (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Na Avenida Brasil, altura do elevado da Linha Vermelha, na pista sentido Centro, os motoristas também encontram bolsões d’água. (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Praça Varnhagen, na Tijuca, ainda registra alagamentos. Desde o começo da chuva, a Comlurb já retirou mais de 300 toneladas de lixo das ruas, afirmou Marco França, assessor da Comlurb.

Moradores e comerciantes também sofreram com os alagamentos. Elir Freiha, de 73 anos, proprietário de uma copiadora localizada também na rua Gabriela Prado, na Tijuca, contou que desde de 1973 sofre com enchentes em sua loja. “Com chuva forte, a água chega ate 30 centímetros. Hoje cheguei 8h da manhã e encontrei a loja toda cheia de lama. Toda vez que chove é assim”.

Na Rua Bento Ribeiro, uma árvore caiu na altura da Rua Coronel Audomaro Costa.

Um muro caiu no Cosme Velho e fechou a Rua Cosme Velho, na altura do Corcovado. No Morro do Borel, quatro sirenes tocaram alertando para o risco de deslizamentos de terra. As sirenes também tocaram na comunidade Rio das Pedras.

O Rio de Janeiro registrou recorde de volume de chuva para todo o mês de junho desde às 15h45 de terça-feira (21) em 11 estações pluviométricas da cidade. Os dados são do Sistema Alerta Rio. Na Saúde, no Jardim Botânico, em Santa Teresa, em Laranjeiras, no Recreio, em São Cristóvão, em Jacarepaguá, na Ilha do Governador, no Grajaú, na Tijuca e na Barra foi registrado mais chuva do que o esperado para todo o mês.

No Alto da Boa Vista, foi registrado o recorde de chuva em um único dia do mês de junho dos últimos 20 anos.

De acordo com a meteorologia, ainda há previsão de chuva em toda a quarta-feira (21). Imagem do Sistema Alerta Rio mostra que, às 6h40, a cidade ainda contava com vários núcleos de chuva. O inverno começou às 1h24 da madrugada.

Imagem do Sistema Alerta Rio mostra que, às 6h40, a cidade ainda contava com vários núcleos de chuva (Foto: Reprodução/ Sistema Alerta Rio)

Imagem do Sistema Alerta Rio mostra que, às 6h40, a cidade ainda contava com vários núcleos de chuva (Foto: Reprodução/ Sistema Alerta Rio)

Transportes

Apesar da chuva forte e dos congestionamentos, não há registro de problemas graves no sistema de transportes. Os dois aeroportos do Rio de Janeiro, o Santos Dumont e o Internacional Tom Jobim [Galeão] operam com auxílio de instrumentos para pousos e decolagens. Não há registros de atrasos ou cancelamentos.

As 41 estações do Metrô Rio e os acessos às estações funcionam normalmente no começo da manhã desta quarta-feira (21). As linhas 1, 2 e 4 operam sem problemas desde 5h.

As linhas das barcas da Praça Arariboia, Charitas, Cocotá e Paquetá têm navegação normal pela Baía de Guanabara, apesar da chuva que segue caindo no Rio. Os trens da Supervia registram circulação normal em todos os ramais.

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