MANTENDO A TRADIÇÃO

Por: Walter Jorge de Freitas

 

Pesqueira sempre figurou entre as mais importantes escolas formadoras de músicos. A música está no DNA do pesqueirense. Há, inclusive, um detalhe que merece ser levado em consideração: além de gerar e formar, o nosso município sempre conseguiu atrair instrumentistas e cantores de outros centros.

Voltando um pouco no tempo, reporto-me ao início do século vinte, quando as nossas indústrias estavam em fase de crescimento, a cultura em plena efervescência e os educandários  locais recebiam alunos de fora por causa do sistema de internato.

As fábricas empregavam muitos jovens e vez por outra, aparecia um músico à procura de emprego. Isto, segundo contam, ocorreu com Moacir Santos, que ainda menor de idade, além de trabalhar na Fábrica Peixe, tocou na banda de música local. Mais tarde, “ganhou o Mundo”, fez fama e ficou conhecido internacionalmente como o Maestro Moacir Santos. Há poucos dias, foi  homenageado como o show  Ouro Negro.

Os grupos teatrais, os clubes sociais e a vida boêmia encorajaram jovens talentos a abraçarem a arte de tocar e cantar.

Os educandários ensinavam Teoria Musical, o que sem dúvida, despertou nos rapazes e moças o interesse pelo estudo da música.

O Padre Jayme Cavalcanti Diniz no ano de 1936 iniciou seus estudos com a pianista Argentina Maciel e fez história como compositor, regente, musicólogo e professor.

Nelson Valença – arranjador, compositor, teatrólogo, maestro e professor – enquanto dava aulas, “filtrava” jovens talentos para o seu coral e grupos de teatro que dirigia. Trabalho semelhante realizou a Irmã Gazinelli no Colégio Santa Doroteia.

A nossa Banda de Música exerceu importante papel na formação de músicos que conseguiram lugar de destaque em orquestras e bandas espalhadas pelo Brasil.

A inauguração da Rádio Difusora de Pesqueira em 1951 foi também um fato marcante para o nosso desenvolvimento artístico-cultural.

Atualmente, dois pesqueirenses justificam a tradição da terrinha: Marco César, grande bandolinista, professor, arranjador, maestro, que nas horas vagas, dirige grupos musicais e transmite segurança aos jovens que buscam seus espaços; Cláudio Almeida, exímio violonista, compositor e muito requisitado como arranjador e produtor musical.

Temos ainda o quase pesqueirense Bosco Oliveira, radicado em Brasília. Ele é filho do ilustre músico e maestro Severino Oliveira, mais conhecido aqui como Neguinho. Bosco vem desenvolvendo uma brilhante carreira como violonista, arranjador e professor da Escola de Música da Capital Federal.

Com vários prêmios em sua bagagem, Bosco integra o Quarteto Artesanal, composto por professores da Escola de Música de Brasília e o Trio Baru, com os quais fez diversas apresentações internacionais, representando o Brasil em festivais de música instrumental.

A sua discografia conta com dois CDs: um solo com parte da obra do consagrado compositor, arranjador e instrumentista gaúcho Radamés Gnattali e o outro intitulado Alma Brasileira, gravado pelo Trio Baru. Registre-se, também, a importante participação no DVD produzido em homenagem a Carlinhos Sete Cordas, que por muito tempo, tocou  com o conhecidíssimo cavaquinista e compositor Waldir Azevedo.

 

Pesqueira, 25 de agosto de 2013.

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TU PROTESTAS?

Por Walter Jorge de Freitas

Não!  Por quê? És acomodado, medroso, ou as duas coisas ao mesmo tempo? Mas cá pra nós, a opção é tua, ninguém tem o direito de se intrometer. Mesmo assim, atrevo-me a fazer-te umas perguntinhas.

Tu sabes dos impostos que pagas ao comprar alimentos, roupas, calçados, livros e até remédios, e que parte do que é arrecadado serve para os governantes manterem funcionários fantasmas?

Por acaso, já te deste ao trabalho de observar a qualidade dos serviços prestados pelo poder público, a começar da rua onde moras, nos hospitais, ou nas estradas quando viajas?

Gostas de assistir televisão? Com certeza, tens ciência do sofrimento das pessoas carentes que procuram atendimento na rede pública de saúde?

É, por ventura, do teu conhecimento que o ensino público do Brasil é um dos piores da face da Terra e que para compensar essa aberração, o governo instituiu o sistema de cotas?

Já te disseram que um mordomo que serve a turma do Congresso Nacional ganha muito mais de que um professor?

Alguém te contou que os governantes preferem funcionários com contratos temporários aos concursados, porque estes, por serem estáveis, não se deixam manobrar politicamente?

Estás sabendo que em alguns países europeus deputados e senadores recebem salários, moram e vivem como pessoas comuns, sem desfrutarem das mordomias imorais que beneficiam os nossos parlamentares?

Ouvistes falar dos famosos cartões corporativos que são distribuídos com membros do governo federal para gastarem sem limites com o que quiserem e que essas despesas são custeadas pelo contribuinte?

Acompanhaste os noticiários sobre as viagens dos políticos em aviões da FAB para participarem de festinhas e até para assistir jogos da Copa das Confederações? Já imaginaste o que aconteceria se o povo não fosse às ruas protestar?

Diante do exposto e considerando que esses movimentos nas ruas estão apenas no começo, sugiro a ti e a todos os cidadãos livres e conscientes que pensem um pouquinho nas futuras gerações e não deixem de se engajar nas próximas manifestações que estão por acontecer.

Se continuarmos protestando com veemência, talvez evitemos que políticos do nível desses que ora ocupam as manchetes dos jornais com escândalos e fatos negativos nunca vistos, se perpetuem no poder.

Pesqueira, 17 de julho de 2013.

 

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EU PROTESTO!

Por: Walter Jorge de Freitas

 

O verbo protestar figura entre os mais conjugados no momento. O cliente do banco esbraveja por causa da fila. O usuário dos transportes públicos chia com o preço da passagem, o tempo de espera nos pontos e a superlotação. O professor faz greve em sinal protesto pelos baixos salários. Os donos dos educandários reclamam do volume de encargos sociais a cumprir. Pais de alunos bradam contra o valor das mensalidades.

Estudantes universitários expõem a falta de ações do Ministério de Educação, que teima em não destinar verbas a fim de tornar os cursos superiores mais eficientes.

Artistas de Garanhuns estão se recusando a participar do Festival Inverno, como forma de protestar contra os baixos valores dos cachês. Músicos e cantores do Recife, sempre protestaram contra os elevados montantes pagos aos astros do eixo Sul-Sudeste.

Brasileiros mais esclarecidos levantam a voz contra os volumosos gastos com estádios e arenas, para sediar eventos que só dão lucro à FIFA, enquanto pessoas carentes reclamam da falta de leitos hospitalares na rede pública de saúde e da demora quando precisam marcar consultas ou cirurgias.

Prefeitos de todo o país, vão a Brasília cobrar mais verbas da União. Chegaram, inclusive, a ensaiar uma vaia na presidente Dilma. Vários deles, pelo que fizeram e mais ainda pelo que deixaram de fazer, também merecem ouvir protestos e serem igualmente vaiados pelos cidadãos que acreditaram em suas promessas.

Moradores das metrópoles já protestaram nas ruas inúmeras vezes denunciando o descaso público e a falta de ações em favor da mobilidade.

Caminhoneiros, aflitos com as péssimas condições das estradas, já bloquearam alguns trechos, mostrando ao povo que o governo pouco faz para melhorar as condições de trabalho de quem transporta quase tudo o que é produzido no nosso setor agrícola.

Ambientalistas denunciam constantemente o descaso governamental verificado nos últimos anos com a Amazônia, área que cada dia, perde parte de sua vegetação.

Devemos também protestar pela falta de água nas torneiras, pela ausência de saneamento e limpeza pública e pela má qualidade do ensino oficial. E assim, de protesto em protesto, vamos chegando à conclusão de que os nossos políticos, em sua maioria, merecem as vaias e cartazes com manifestações de repúdio que sacolejam as ruas. Mas ninguém deve esquecer  que o protesto tem que ser de forma ordeira, do contrário, todos perderão a razão e os direitos. Se, por acaso, você é tímido como eu, não gosta de se expor, existem outras formas de protestar, como por exemplo, escrever para as redações dos jornais, usar a internet e os blogs. Omitir-se, jamais.

Antes que o espaço acabe, vai um apelo aos aposentados (eu sou um deles), para que não deixem de ir às ruas gritar contra o efeito corrosivo implantado pelo sistema previdenciário brasileiro, que aos poucos, vem reduzindo o valor da nossa já minguada aposentadoria. Por incrível que pareça, vivemos em um país no qual a aposentadoria, em vez de prêmio, vem se transformando em castigo para o trabalhador.

Isto nada resolve, dirão alguns acomodados. Não devemos ir nessa onda. Sejamos contundentes, criemos coragem e respondamos com um NÃO nas urnas a essa turma que está no poder. Aí, sim, eles vão se tocar e descobrir que o povo está despertando. Quem sabe, em pouco tempo, 90% dos atuais ocupantes de cargos eletivos percam seus lugares para os que se mostrarem mais competentes e responsáveis.

 

Pesqueira, 12 de julho de 2013.

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A FESTA ACABOU!

 

Por:Walter Jorge de Freitas

 

Este ano, tivemos o mês de junho mais festivo dos últimos tempos. Além das comemorações tradicionais em homenagem aos três santos mais populares nos redutos caipiras, a Copa das Confederações constituiu-se num ingrediente bem ao gosto dos brasileiros mais chegados ao futebol.

No Nordeste, as prefeituras deram a carga toda na contratação de bandas e cantores que, no nosso modesto modo de entender, em termos de qualidade, o São-João aconteceria do mesmo jeito sem a presença deles.

Sabe-se que boa parte das verbas destinadas aos eventos vem das fundações estaduais de cultura. Aqui em Pernambuco temos a FUNDARPE e a EMPETUR para dar respaldo financeiro aos prefeitos festeiros.

Seria muito bom que, para cumprir a Lei da Transparência, os gestores publicassem relatórios bem detalhados sobre os gastos realizados com essas festas, para assim, deixar o cidadão a par de tudo.

Diante de tanta gastança, ficam os senhores prefeitos, governadores e respectivos secretários, proibidos de falar em escassez de dinheiro.

O melhor é saírem de seus respectivos gabinetes e tratarem de melhorar as condições do saneamento e da limpeza pública, serviços que pela sua precariedade, incomodam bastante os moradores. Estes, por sua vez, têm que colaborar, deixando de lado o costume de jogar entulhos e lixo nas ruas.

Trazendo os problemas bem pro nosso terreiro, observamos algumas pessoas trabalhando na limpeza dos bairros do Prado e Pedra Redonda. Achamos que a secretaria de urbanismo deve designar um fiscal para definir o que deve ser retirado das vias públicas, pois sempre fica um restinho de sujeira, como, por exemplo, areia, mato seco, metralha, lixo, fezes de animais e até o que sobrou das fogueiras.

A secretaria de obras precisa urgentemente rever a maneira de tapar os buracos nas ruas asfaltadas. Serviços feitos no início de junho na Av. Dr. Joaquim de Britto, estão necessitando de novos reparos.

Informações de fontes fidedignas dão conta de que o prefeito Evandro Chacon reuniu sua equipe, deu um senhor aperto, exigiu eficiência e já tem gente entregando o cargo.

Achamos que ele demorou muito a tomar essa atitude, mas pelo menos, já deu sinais de que está levando em conta a voz das ruas e pretende ajustar a máquina para que ela funcione de modo a deixar o povo mais confiante.

 

 

Pesqueira, 07 de julho de 2013.

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ESSE TIME PRECISA DESLANCHAR

Walter Jorge de Freitas

 

Estão pensando que é a seleção? Acham, por acaso, que vou falar sobre o SPORT ou o Pesqueira?   Enganaram-se todos.

Pretendo, sem segundas intenções, no exercício do meu sagrado direito de cidadão e com o fim exclusivo de colaborar, tecer alguns comentários sobre os cinco meses da administração do Dr. Evandro.

Grande parte da população do município ainda aguarda pelas medidas de impacto que normalmente ocorrem em toda troca de governo, notadamente quando ele representa uma nova esperança para o povo.

Comparando o nosso município a um time de futebol, constata-se que houve a mudança do treinador, de uma parte da comissão técnica, entraram novos “craques”, mas o rendimento em campo está abaixo do esperado. Faltam entrosamento e espírito de equipe. O desacerto entre a defesa, a meia-cancha e o ataque é facilmente percebido por aqueles que apostaram no novo comando, acreditando em mudanças substanciais.

É possível que isto esteja ocorrendo porque o treinador fez várias improvisações para escalar a sua equipe. Tem muita gente “jogando” fora da posição de origem. Alguns veteranos, já quase sem gás, atuam de maneira bastante manjada, sem buscar novas estratégias, enquanto que os jovens ainda precisam adquirir experiência para encarar os desafios.

Como diria um comentarista esportivo, o time está disperso. Parece que não houve treinamento suficiente. É necessário que se façam reuniões e mais reuniões, pois só assim, todos ficarão “afinados” para começar a agir de maneira eficiente e uniforme, como a situação requer.

Nota-se, facilmente, que velhas táticas usadas pelos técnicos anteriores e até pelo atual, continuam sendo aplicadas.

Boa parte da população esperava que aquela filosofia de jogo de 1983, fosse implantada com algumas atualizações para a alegria dessa torcida composta de pesqueirenses e pesqueiristas, presentes ou ausentes do “gramado”, mas que sente fervilhar em seus corações aquele amor de filhos dessa terra amada que lhes serviu de berço.

É justamente esse amor à terrinha que nos impele a continuar torcendo para que esse esquadrão deslanche e que tenhamos muitas vitórias a festejar daqui por diante, para que percamos a timidez de mostrar a face onde quer que estejamos e possamos proclamar que “PESQUEIRA ESTÁ REALMENTE FORTE OUTRA VEZ”.

 

 

Pesqueira, 20 de maio de 2013.

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CANETADAS ON LINE

Por Jurandir Carmelo 

 

Na hora que é para criticar o errado, criticamos; na hora que é para reconhecer o certo, reconhecemos. Assim tem sido o lema de Canetadas ao longo de sua existência.

Gostei das explicações do advogado Dr. João Prudêncio, na entrevista que concedeu ao VIDANEWS e, também, da desenvoltura do nosso Chico Mendes, um dos diretores do jornal eletrônico referido, o qual vem prestando bons serviços à nossa terra.

O Dr. João Prudêncio foi objetivo ao responder todas as perguntas, esclarecendo a celeuma criada em torno do cargo de Procurador Geral do Município, sendo enérgico em suas respostas às críticas que lhes foram feitas, de forma descabida, orquestrada até, mas desafinada, porque logo Pesqueira tomou conhecimento de que se tratava de críticas feitas meramente com o cunho político, mais grave, por pessoas que perderam a eleição, e assim deixaram de usufruir da “boquinha”, a que estavam acostumadas, melhor dizendo: deixaram de mamar nas tetas da “vaquinha”, chamada Prefeitura.

Na verdade o que incomodou e está incomodando são as verdades ditas pelo jovem advogado, não importando aqui se procurador geral, procurador jurídico, coordenador jurídico, assessor jurídico, etc. O importante é que Dr. João Prudêncio é advogado, devidamente inscrito na OAB/PE, portanto, habilitado a exercer a advocacia, e como tal está à frente do jurídico do Município de Pesqueira, nomeado por ato do prefeito, o que contraria determinados interesses.

O que o Dr. João Prudêncio fez, ao conceder as entrevistas (1ª e 2ª), foi mostrar claramente que há um “rombo” nas contas da prefeitura, tanto assim que o Ministério Público propôs duas ações penais contra a ex-gestora, conforme matéria publicada no Diário de Pernambuco, que segue transcrita:

DEU NO DIÁRIO DE PERNAMBUCO – 11/MAI/2013…

Denúncias » MPPE ajuíza duas ações penais contra ex-prefeita de Pesqueira > Publicação: 08/05/2013 15:25 > Atualização:

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ajuizou duas ações penais contra a ex-prefeita de Pesqueira, no Agreste, Cleide Maria de Souza Oliveira, uma por utilização indevida de imóvel cedido pelo Estado ao Município a fim de viabilizar o desvio de dinheiro municipal em favor de ex-secretários de Finanças e de Obras, na forma de contratos de locações ilegais de imóveis; a outra por não determinar o empenho, a liquidação, e a ordenação de pagamento das remunerações de servidores à prefeitura do mês de dezembro de 2012.

A primeira ação denuncia também os ex-secretários municipais de Finanças, Marcos Antônio Uchôa Tenório, e de Obras, José Hugo Lins Paixão. Segundo a acusação, o prédio da antiga Fábrica Rosa e atual Centro Comercial e Cultural da Rosa foi cedido pelo Estado ao Município para a implantação de um Centro Administrativo Municipal, de um Centro Integrado de Comércio Regional e de uma Escola Pública Municipal.

No mandato da ex-prefeita, de 2009 a 2012, o Departamento de Arrecadação do Município (DAMPE) %u2015 que funcionava no referido prédio %u2015 foi transferido do local para ocupar um imóvel de propriedade do Marcos Antônio, sem a comprovação do devido processo de licitação. O espaço deixado pela transferência do DAMPE foi ocupado pelo irmão da ex-prefeita para explorar a atividade de venda de placas de automóveis.

O mesmo ocorreu com as Secretarias do Meio Ambiente e de Agricultura, as quais deixaram de funcionar no prédio e foram transferidas para duas propriedades do José Hugo, também sem comprovação de licitação pública. Assim procedendo, a ex-prefeita autorizou o desvio de dinheiro público, no valor aproximado de R$ 288 mil, em favor dos ex-secretários na forma de locação de três imóveis para o funcionamento dos órgãos municipais; desfigurou parte da finalidade pública do Centro ao ceder espaço para que seu irmão desenvolvesse atividade privada; e não observou a exigência do procedimento licitatório.

A segunda ação penal, Cleide Oliveira, na qualidade de prefeita e ordenadora de despesas do município deixou de determinar o empenho, a liquidação e a ordem de pagamento das remunerações de 1.140 servidores públicos à prefeitura do mês de dezembro de 2012, causando um prejuízo aos funcionários na ordem global de R$ 2.187.892,85. A ex-prefeita deixou de praticar, indevidamente, atos de ofícios contra disposição expressa de lei.

Com informações da assessoria do MPPE.

Estimados leitores de Canetadas

Observem o conteúdo da parte final da reportagem do Diário de Pernambuco, com ênfase a seguir:

“A segunda ação penal, Cleide Oliveira, na qualidade de prefeita e ordenadora de despesas do município deixou de determinar o empenho, a liquidação e a ordem de pagamento das remunerações de 1.140 servidores públicos à prefeitura do mês de dezembro de 2012, causando um prejuízo aos funcionários na ordem global de R$ 2.187.892,85. A ex-prefeita deixou de praticar, indevidamente, atos de ofícios contra disposição expressa de lei.”

Isso demonstra de forma clara e objetiva que assistia (e assiste) razão ao Dr. João Prudêncio, quando na sua primeira entrevista disse que havia um “rombo” (expressão utilizada para dizer do “buraco”, ou seja, contas a pagar) que ficou da gestão anterior, superior aos R$ 8.500.000,00 (oito milhões e quinhentos mil reais).

SÃO ESPERADAS NOVAS AÇÕES CONTRA A EX-GESTORA…

Segundo o advogado João Prudêncio várias denúncias foram e estão sendo encaminhadas ao Ministério Público Estadual – (Promotoria de Justiça de Pesqueira), o qual, aqui se registre, nunca se furtou ao cumprimento de suas atividades constitucionalmente determinadas, denunciando sempre os desvirtuamentos praticados com o dinheiro público. Por certo novas ações virão contra atos da ex-gestora e de outros gestores de escalão menor.

Não enxergo nenhum crime praticado pelo jovem advogado Dr. João Prudêncio, ao conceder as entrevistas ao Chico Mendes, do VIDANEWS.

Está ele no seu direito/dever de advogado público municipal de denunciar os malfeitos da gestão anterior, até porque se não o fizer, o novo gestor será responsabilizado civil e criminalmente por crime de omissão e solidariedade aos erros encontrados na prefeitura, remetendo-o ao crivo da lei de improbidade administrativa, além de outras normas pátrias, a  exemplo do código penal brasileiro, alcançando até mesmo o direito eleitoral, podendo vir a ser condenado à perda do mandato e a suspensão dos direitos políticos, com consequências indenizatórias.

TRANSPARÊNCIA DOS ATOS

Na verdade o que falta à nova administração é a transparência dos atos, a comunicação com a sociedade, em razão do silêncio que se instalou no governo do Dr. Evandro Chacon, em razão do que foi encontrado de irregular na gestão anterior, com enormes prejuízos para os cofres públicos.

Caríssimos leitores

A falha, que ainda persiste, da atual gestão é o de não ter divulgado como encontrou as contas públicas do Município, no mesmo sentido a situação do quadro de pessoal da municipalidade, do seu patrimônio, quando se sabe que até trator (retroescavadeira) foi encontrado no Municipio vizinho de São Bento do Una, quebrando uma das promessas de campanha fincada na total transparência dos atos públicos, de ontem e de hoje. Por lei, o atual gestor não pode se omitir de adotar as providências em relação às irregularidades da gestão passada sob pena de responder judicialmente, por omissão e por conivência com os erros do passado.

Essa situação poderia ter sido evitada se o site da Prefeitura Municipal de Pesqueira postasse as informações precisas e atualizadas sobre o que se passou e o que passa no Palácio Major Candinho, ou seja, na Prefeitura Municipal de Pesqueira. Ao disso o site da prefeitura vive permanentemente desatualizado, nada informando de concreto sobre os atos públicos municipais.

O RECADASTRAMENTO DOS SERVIDORES E A SUA DIVULGAÇÃO

Aqui, ainda, deve ser evidenciado que a atual gestão da Secretaria de Administração Municipal realizou o recadastramento dos funcionários da municipalidade e nada divulgou. Ora, os tempos são outros, a sociedade contribuinte dos impostos municipais tem o direito de saber sobre a administração pública, em todos os sentidos.

AS CONTAS A PAGAR DA SECRETARIA DE SAÚDE, HOSPITAL DR. LÍDIO PARAIBA. TAMBÉM, DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO…

Somam mais de R$ 1.000.000,00 – (um milhão de reais) as contas a pagar que ficaram para a nova gestão da Secretaria de Saúde, dentre elas pertinentes ao funcionamento do Hospital Dr. Lídio Paraíba. No mesmo sentido contas a pagar na Secretaria de Educação.

É preciso que tudo isso venha à tona, para que o povo de Pesqueira conheça de perto a realidade do que realmente existe de tão podre com o dinheiro público.

Canetadas faz um apelo ao prefeito Dr. Evandro Chacon para que ele determine a publicação de um relatório, de como efetivamente foram encontradas as finanças do município, no mesmo sentido sobre o patrimônio municipal, sobre o quadro de pessoal.

Paralelamente, que o prefeito Dr. Evandro Chacon faça valer uma das suas promessas de campanha, que é a TRANSPARÊNCIA DOS ATOS, que por sinal consta do seu programa de governo, este disponibilizado no site do Tribunal Regional Eleitoral.

E para não dizer que não falei das flores (Vandré), pedimos ao Dr. Evandro Chacon que determine a publicação da prestação de contas do Carnaval de Pesqueira, versão 2013, também, do aniversário da cidade, como diz o matuto > Tim-Tim por Tim-Tim.

Por último, a minha solidariedade ao Advogado João Prudêncio!

 

Pesqueira, 18/05/2013

 

 

 

 

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UMA RESENHA DA SECA

Por:Walter Jorge de Freitas

 

Mesmo sem entender de que se tratava, cresci ouvindo o meu pai falando sobre a seca. Lembro-me, também, de seus comentários sobre o inverno, a colheita e a intensidade das chuvas, sempre fazendo comparações com os anos anteriores.

As irregularidades pluviométricas verificadas no Nordeste, levaram o governo federal a criar no início do século XX, o Polígono das Secas e o DNOCS. Foram, também, iniciadas as construções de grandes barragens na Região.

Luiz Gonzaga, já quase famoso, começa a propagar os efeitos da seca cantando Asa Branca de sua autoria e Humberto Teixeira, A Volta da Asa Branca, Vozes da Seca e Acauã, todas feitas em parceria com Zé Dantas, se assemelham a orações.

A Triste Partida, toada de Patativa do Assaré,  foi gravada por  Gonzagão já como Rei do Baião e atingiu em cheio os sofridos corações nordestinos.

O Jornal do Commércio do dia 14 de dezembro de 1957 divulga nota em que o DNOCS anuncia para janeiro de 1958, a inauguração do Açude Poço da Cruz, com capacidade para armazenar 500 milhões de metros cúbicos de água.

Deu no JC do dia 14 de abril de 1958: Chove forte desde ontem nos municípios agrestinos de Pesqueira, Caruaru e Garanhuns, segundo informações do DPV – Departamento de Produção Vegetal. Diante disso, os agricultores iniciam nos próximos dias, o plantio de milho e feijão.

O JC também noticiou no dia 02 de maio do mesmo ano: O governador Cordeiro de Farias viaja hoje para o Agreste a fim de verificar uma praga que vem atacando as plantações. Essa praga aconteceu após as fortes chuvas na região, principalmente em Pesqueira, estragando a plantação do tomate. O governador viaja em companhia de agrônomos do IPA e passará cerca de uma semana na região.

No mesmo ano, no dia 10 de junho, o JC publicou: Agricultores de Pesqueira estão preocupados e pedem ajuda ao governo estadual, para o combate da praga de gafanhotos nas plantações do tomate. O município é o maior plantador do tomate e os plantadores temem prejuízo total. O governo prometeu pulverizar as plantações que atingem mais de 500 hectares.

Nota-se, nas canções gravadas por Gonzagão o teor de tristeza em suas melodias e as lamentações contidas nas letras. Uma, porém, se destaca por condenar a prática de assistencialismo implantada já naquele tempo, quando o governo mandava alistar as pessoas atingidas pelas calamidades a fim de lhes enviar ajuda.

Em Vozes da Seca, os autores “puxam as orelhas” dos políticos com esses versos: “Seu doutor uma esmola/a um homem que é são/ou lhe mata de vergonha/ou vicia o cidadão”.

Infelizmente, as advertências dos poetas e o clamor dos cidadãos, não comoveram os governos e estes, pouco realizaram para amenizar os efeitos da falta de chuvas numa região onde a agricultura, a pecuária e a agroindústria eram as principais atividades econômicas.

Resta-nos perguntar aos governantes de plantão: até quando as secas continuarão fazendo as suas vítimas e ao mesmo tempo, servindo de trampolim para os caçadores de votos?

 

Brevemente voltaremos a abordar o assunto, com dados mais atuais.

 

 

 

Pesqueira, 13 de maio de 2013.

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A IMPORTÂNCIA DE UMA BANDA DE MÚSICA

Por: Walter Jorge de Freitas

A situação da banda de música de Pesqueira está deixando muitos cidadãos preocupados. Saliente-se, a bem da verdade, que o problema vem se arrastando por quase duas décadas e já escrevi outras vezes sobre o assunto.

O artigo intitulado O VALOR DE UMA SINFÔNICA, publicado no Jornal do Commércio do dia 10 de abril, cujo autor é o Sr. André Régis, vereador e presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara do Recife, me fez voltar ao assunto.

A referida matéria relata o estado de penúria em que se encontra a tradicional e queridíssima Orquestra Sinfônica do Recife.

Na condição de Pesqueirense, amante da música, admirador das bandas e bastante temeroso quanto ao destino da centenária Banda de Música José Bemvenuto, venho externar a minha admiração e aplaudir a iniciativa do atuante político recifense.

Como cidadão comum, sem mandato e sem prestígio, resta-me apelar para que os vereadores pesqueirenses sigam o exemplo do colega da capital e que a sua luta sirva de motivação para que os daqui se empenhem no sentido de encontrar uma solução que evite a total desativação de uma instituição que formou e projetou vários músicos que honraram o nome e o prestígio da terra de Anísio Galvão.

Convém lembrar que manter uma banda de música não é tarefa fácil para um município, conforme muitos imaginam. A prova é que são raras as que possuem vínculo com as prefeituras. Entretanto, nada impede que os prefeitos destinem uma verba para ajudar, desde que as mesmas estejam devidamente organizadas e habilitadas para funcionar de acordo com a legislação vigente.

Na condição de leigo no assunto, mas como um pesqueirense que gostaria de ver a nossa banda formando jovens instrumentistas e se apresentando nos palcos e nas praças, chamo a atenção dos músicos para que se organizem e se movimentem, caso estejam interessados em lutar pela sua reativação.

Mas isto só não basta. É necessário que as pessoas que gostam e querem ir à janela ou à praça “pra ver a banda passar, tocando coisas de amor”, colaborem conforme ocorre em outros municípios.

Sanharó e Belo Jardim, cujas bandas são mantidas com verbas de seus respectivos municípios e a ajuda permanente da sociedade são dois exemplos a serem seguidos.

Mesmo assim, elas também já enfrentaram tempestades e a população de pronto se mobilizou em seu socorro para que não encerrassem as suas atividades.

Neste início de mês destinado às tradicionais novenas, creio que tem muita gente sentindo saudade das “Noites de Maio”, quando os noiteiros providenciavam além da queima de fogos, o leilão e a memorável retreta, onde a banda deleitava os presentes com um repertório que incluía dobrados e músicas populares.

Este, talvez, seja mais um motivo para os pesqueirenses mais “rodados” sentirem e lamentarem a ausência da nossa banda nas festas populares, religiosas e cívicas, escutando a memorável composição de Chico Buarque – A BANDA.

RECORDAR É VIVER!  

Pesqueira, 1º de maio de 2013.

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CHOVE POESIA

Mãos coladas na vidraça molhada do tempo.
Chove lá fora e chove dentro da alma.
Lembranças do arco-íris que se desmanchou
e a tinta colorida pelo meio-fio da rua passou.
Passa a criança semi- nua ,inocente, procurando
as amigas e as bicas com suas águas correntes.
Proibido banho quando chegou a juventude,
corpo que despertou pro pecado e se despede
da inocência , resignada atitude.
Mãos coladas na vidraça do tempo.
Ama a liberdade e ama ser nuvem.
Todo dia chove poesia. Ainda bem.
Auzeh Auzerina Freitas
Poeta D’Aurora Boreal
Filha de Pesqueira.
auzehfreitas@hotmai.com

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LOUVAÇÃO A PESQUEIRA

Por: Walter Jorge de Freitas

 

TODOS CANTAM A SUA TERRA

TAMBÉM VOU CANTAR A MINHA

ERGUIDA AO SOPÉ DA SERRA

COM AS BÊNÇÃOS DA MÃE RAINHA

 

TEM UM BELO AMANHECER

PRESENTE DA NATUREZA

À NOITE, DÁ GOSTO  VER

SUA INVULGAR BELEZA

 

É DOCE AO RECEBER

AMÁVEL NO ABRAÇAR

POETA QUERIA SER

PARA EM VERSOS LHE EXALTAR

 

COM O SEU SEMBLANTE MATERNO

E UM CLIMA ACOLHEDOR

SEJA VERÃO OU INVERNO

ESPALHA UM MANTO DE AMOR

 

TEM UM BONITO CRUZEIRO

E DO LADO, UMA CAPELA

FEITA PARA O ROMEIRO

REZAR E ACENDER VELA

 

POSSUI RUAS LADEIROSAS

E PRAÇAS ACONCHEGANTES

ONDE A LUA CAPRICHOSA

INSPIRA POETAS CANTANTES

 

SUAS IGREJAS ANTIGAS

CONGREGAM OS FILHOS SEUS

PARA ENTOAREM CANTIGAS

E MIL LOUVORES A DEUS

 

FIZ DO VIOLÃO, UM  TERÇO

DOS VERSOS UMA  ORAÇÃO

PRA DIZER DO MEU APREÇO

DO FUNDO DO CORAÇÃO

 

VOCÊ NÃO É A MAIOR

NEM SEGUNDA, NEM PRIMEIRA

É SIMPLESMENTE A MELHOR

É MINHA TERRA, É PESQUEIRA.

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