Candidato de Kirchner lidera primárias na Argentina

Os primeiros resultados das eleições primárias argentinas, realizadas neste domingo (9) apontam vitória do candidado apoiado pela presidente Cristina Kirchner. De acordo com o jornal La Nacion, com 26,03% das urnas apuradas, Daniel Scioli aparece com 36,72% dos votos.

O segundo colocado é o prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, da chapa Cambiemos. Ele aperece com 24,7%. Somados, os candidatos deste partido representam 30,5%. Já o UNA tem 23% dos votos, até então.

A presidente Cristina Kirchner não pode aspirar a um terceiro mandato e apoia o governador peronista da província de Buenos Aires (centro-leste), Daniel Scioli, diante de seu maior rival, o conservador Mauricio Macri.

A votação, dedicada aos candidatos presidenciais e também a cargos legislativos, terminou às 18h00 locais deste domingo (mesmo horário em Brasília), informou a justiça eleitoral.

Segundo pesquisas de boca de urna, divulgadas por emissoras de televisão locais, Scioli aparece como o mais votado, superando Macri. A Direção Nacional Eleitoral prevê que por volta da 01h30 local terá uma tendência firme.

Eleitor espera mudança
Vários dos 15 pré-candidatos à presidência, entre eles Macri e Scioli, favorito nas pesquisas, votaram antes do meio-dia.

“Sinto que chego a este dia muito especial depois de anos de luta, esforço, trabalho e experiência”, declarou ao votar Scioli, 58, acompanhado da mulher, a ex-modelo Karina Rabolini.

Já Macri, prefeito da capital, denunciou um suposto roubo de cédulas. “Começou o esporte nacional roubo de cédulas”, denunciou o ex-presidente do clube de futebol Boca Jr., 56, assinalando que se tratavam de casos isolados.

Trinta e dois milhões de eleitores estavam convocados a votar, das 8h às 18h locais.

“Vença quem vencer, as coisas não serão as mesmas, são 12 anos de um governo com estilo particular, e é saudável que viremos a página”, disse à AFP a ex-bancária Mercedes Marín, 54, ao votar em Palermo, na capital.

“Com Scioli ou Macri, haverá uma mudança em relação aos Kirchner”, assinalou o eleitor José Núñez, 40.

A mesma tendência é sentida pela imprensa, embora a presidente conte com uma popularidade de mais de 50% e seu governo tenha cerca de 30% de apoio.

“É uma grande pesquisa eleitoral, que funciona como primeiro turno. Mostra a tendência, já que a maioria manterá o voto”, indicou o sociólogo Ricardo Rouvier.

Daniel Scioli, o candidato do partido do governo, um peronismo de centro-esquerda, e aliado da presidente Cristina Kirchner, liderava todas as pesquisas de intenção de voto, com uma média de 37%.

Seu maior adversário, o prefeito de direita (opositor) da capital, Mauricio Macri, contava com 29% das intenções, segundo as pesquisas, enquanto o deputado de centro-direita Sergio Massa ganhou espaço e rondava os 20%.

O curioso sistema eleitoral argentino faz com que as primárias funcionem como um virtual primeiro turno, com uma lista completa, e nas quais cada cidadão vota em seu preferido.

Cristina está inabilitada pela Constituição para exercer um terceiro mandato, e inclinou a balança em favor de Scioli, um peronista moderado, que não terá concorrentes internos.

Scioli foi vice-presidente de Néstor Kirchner e, desde 2007, é governador da província de Buenos Aires, um distrito-chave do tamanho da Itália, que concentra quase 37% dos eleitores do país.

 

Do G1, em São Paulo com AFP

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