Aprendizes de cineastas numa escola de Nova Descoberta, no Recife

Joseany acredita que o cinema pode contribuir no aprendizado dos alunos / Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem

Joseany acredita que o cinema pode contribuir no aprendizado dos alunos

Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem

Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça, afirmava o cineasta brasileiro Glauber Rocha, ao defender o cinema como meio de transformação social. Na Escola Estadual Rotary de Nova Descoberta, na Zona Norte do Recife, alunos do 6º ano do ensino fundamental e do 1º ano do ensino médio estão tendo aulas sobre a sétima arte. Depois vão escrever, produzir e editar curtas-metragens.

As atividades começaram há cerca de um mês. Uma vez por semana, no horário contrário ao da aula regular, os 50 estudantes se encontram com a professora de português Joseany de Oliveira, 29 anos, responsável pela iniciativa. A participação é voluntária.

“Acredito que inserindo o cinema na vida do aluno ele se envolverá em diversas áreas de conhecimento e poderá, além de passar menos tempo nas ruas, apropriar-se de um meio bastante criativo de expressar as suas ideias”, defende Joseany, que também é escritora, atriz e cineasta independente.

O projeto, batizado Pequenos Cineastas, é um dos que está em busca de financiamento no site somosprofessores.org. Por meio de doações de qualquer pessoa que deseje contribuir, a professora espera dispor de uma câmera digital semiprofissional. Serão necessários R$ 975,25. Até sexta-feira passada 54% desse total (R$ 530) já tinham sido captados.

Enquanto o equipamento não chega, os alunos estão tendo aulas teóricas. A primeira foi sobre a história do cinema. Em seguida começarão as atividades práticas. Em agosto, quando acaba o projeto, Joseany planeja realizar uma mostra dos filmes feitos pelos estudantes. “Eles vão aprender a fazer as suas próprias produções, desenvolvendo roteiro, produção, direção, fotografia e edição”, explica a professora.

Joseany ressalta que os alunos é que vão escolher os temas dos curta-metragens. “Estarei apenas direcionando e orientando suas atividades. Faremos a edição nos próprios computadores da escola. Estarei ao lado deles durante todo o processo para auxiliá-los, mas sem interferir no resultado”, observa.

Entre os aspectos positivos, ela enumera que a produção dos filmes vai estimular a criatividade, aguçar a curiosidade, proporcionar uma nova forma de comunicação, favorecer a socialização com o trabalho em grupo e exigir pesquisa dos assuntos que serão filmados.

Letícia Rayane Silva, 16 anos, do 1º ano do ensino médio, está empolgada com o projeto. “Participo do grupo de teatro, também com a professora Joseany. Adorei a ideia de ter aulas de cinema”, afirma a adolescente.

 

Jornal do Commercio

Caderno Cidades
Margarida Azevedo

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