Após morte, secretário nega surto de meningite na Colônia Penal Feminina

Cláudia Ferreira

Do G1 PE

O secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, negou a existência de um surto de meningite na  Colônia Penal Feminina do Recife, no bairro do Engenho do Meio, Zona Oeste da capital pernambucana, onde esteve na quarta-feira (28). A visita ocorreu após uma manifestação das detentas no final desta manhã, em decorrência da morte de uma reeducanda com suspeita de meningite meningocócica.

Pedro Eurico garantiu que o falecimento da jovem de 21 anos é um caso isolado e que o estado está tomando todas as providências com relação à saúde das detentas. “Não existem casos de meningite, nem bacteriana, nem meningocócica. O que exciste são pessoas que estão com dor de cabeça, estão tensas. Quem se apresentar com qualquer sintoma, nós vamos encaminhar para a UPA [Unidade de Pronto Atendimento] ou para o [Hospital] Correia Picanço”, explicou o gestor.

A Secretaria de Saúde do Recife ainda não descarta a possibilidade de surto. Diversos parentes, sobretudo mães, se concentraram na entrada da unidade prisional, em busca de notícias do estado de saúde das reeducandas, após a morte e a manifestação. O secretário minimizou o princípio de motim, que resultou em uma reeducanda com ferimentos leves no pé. “Essas pessoas vivem o estresse permanente da ausência de liberdade. Então qualquer situação como essa leva a uma manifestação. Mas nós temos a situação totalmente sob controle”, assegurou.

Acompanhando o secretário, o promotor de execuções penais Marcellus Ugiette chamou o tumulto de “insatisfação”. “Eu não chamo de motim, nem rebelião, porque foi uma coisa menor. O que houve foi uma insatisfação. O que deu para a gente perceber é que as presas estavam bastante nervosas, preocupadas”, contou o promotor, que tratou de acalmar os ânimos. “Estou solicitando a vigilância de saúde, tanto do Recife quanto da Secretaria de Saúde do estado, para que me enviem esses laudos, perícias e abordagens que foram feitas”, declarou.

A assessoria da Secretaria de Saúde do Recife informou que quatro presas apresentaram sintomas suspeitos, mas já foram examinadas e o diagnóstico de meningite foi descartado. Uma delas ficou internada no Hospital Correia Picanço, na Zona Norte do Recife, com infecção uninária. A paciente, de acordo com a Secretaria Executiva de Vigilância à Saúde, é diabética.

Ainda segundo a pasta, a medicação foi feita em 23 mulheres que dividiam a cela com a detenta que morreu. Quatro agentes penitenciários, que auxiliaram o transporte dela, também receberam os remédios. Uma equipe da Secretaria Executiva de Vigilância à Saúde esteve no local na terça-feira (27) em busca de outros casos suspeitos. Nenhum novo caso foi encontrado, por enquanto.

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