Ameaça de greve na PM de Pernambuco

Categoria decide, na tarde de hoje, se aceita proposta do governo.

Em 2014, greve terminou em vários saques / Igo Bione/Acervo JC Imagem

Em 2014, greve terminou em vários saques

Igo Bione/Acervo JC Imagem

JC Online

Dois anos depois o fantasma de mais uma greve da Polícia Militar volta a assombrar a população. A categoria realiza assembleia no final da tarde de hoje para definir se aceita a proposta que será apresentada pouco antes, às 15h, pelo governo do Estado. Os policiais pedem um reajuste total de 25% nos vencimentos. Acossado pela crise financeira, o governo não deve sinalizar com ganhos salariais. Um impasse que pode terminar como em maio de 2014, quando uma paralisação de dois dias mergulhou o Estado no caos e levou o Exército às ruas do Grande Recife.

No caso de a categoria rejeitar a proposta do governo, as lideranças falam no início imediato do movimento, com o recolhimento dos praças aos batalhões e demais unidades. Foi o que ocorreu em 2014, quando a paralisação foi decidida na noite do dia 13 de maio e os policiais, imediatamente, se recolheram aos quartéis.

A categoria afirma não desejar a greve, apenas o reajuste salarial que considera justo. “Existem várias outras pautas a serem tratadas com o governo, mas o salário é a mais urgente”, comenta o presidente da Associação dos Praças de Pernambuco (Aspra), José Roberto Vieira. “Nós representamos uma categoria que está operando no limite, sem condições estruturais. O reajuste salarial é o mínimo que o governo pode fazer pelos policiais do Estado”, afirma Alberisson Carlos, presidente da Associação de Cabos e Soldados.

Policial militar e figura de proa no movimento que resultou na greve de 2014, o deputado Joel da Harpa (PTN) também prefere apostar na solução negociada. “É o desejo de todos, mas a tropa está ávida por alguma notícia positiva no que diz respeito aos salários”, comenta.

Quem confirmou presença na assembleia dos militares foi o deputado estadual baiano Marco Prisco (PSDB), também policial militar e que liderou a maior greve da PM da Bahia, em abril de 2014.

As lideranças da categoria vão se reunir às 15h com o secretário de Administração, Milton Coelho, na sede da secretaria, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife. Por meio de sua assessoria de Imprensa, a Secretaria de Administração afirmou que só irá se pronunciar após o encontro. Coelho foi duramente criticado pelas lideranças ao afirmar que, com exceção do salário, todas as pautas dos PMs – como melhorias estruturais e plano de carreira – tinham sido atendidas. A categoria diz que as medidas “estão sendo proteladas”.

Em entrevista ao programa Supermanhã, de Geraldo Freire, da Rádio Jornal, na manhã de ontem, o comandante-geral da Polícia Militar, Carlos D´Albuquerque afirmou que “não é hora de discutir salário”. “A hora é de ter sensibilidade para as dificuldades pelas quais passa o Estado devido à crise”, disse o coronel.

D´Albuquerque reconhece que a corporação passa por algumas dificuldades estruturais, mas afirma que está trabalhando para solucioná-las. “Vamos recuperar 900 viaturas, adquirir novos fardamentos e um total de seis mil coletes à prova de balas para substituir os que perderão a validade em outubro. É um trabalho contínuo, e os policiais precisam ter em mente sua missão de proteger a sociedade”.

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