Agência de modelos enganava pais e mães em Caruaru, aponta investigação

Por G1 Caruaru

Agência terá que se explicar ao Procon (Foto: Arnaldo Felix/Assessoria )

Agência terá que se explicar ao Procon (Foto: Arnaldo Felix/Assessoria )

Em entrevista coletiva realizada na manhã da quinta-feira (13) Procon e as polícias Civil e Militar deram detalhes sobre investigações contra abusos de Agências de Modelo de Caruaru, no Agreste de Pernambuco.

De acordo com a Polícia Civil, o objetivo era evitar que as pessoas viessem a ser lesadas financeiramente. Após uma denúncia, houve monitoramento da ação de um grupo que atua na cidade. Segundo a delegada Polianne Farias, houve um primeiro evento em que a agência apresentou a proposta de agenciamento de modelos.

Segundo a investigação, a agência fez divulgação dizendo que não haveria cobranças de taxas para o serviço, exigindo apenas que as pessoas apresentassem um book produzido por um fotógrafo da escolha delas ou optassem por um indicado pela empresa. “Se não fosse o da empresa, haveria o risco do trabalho ser reprovado, sob alegação de que estava fora dos padrões”, Disse.

“Nós também analisamos um modelo de contrato apreendido pelo Procon em que existe uma cláusula dizendo que não havia o serviço de agenciamento. Então o lucro desse grupo é, exatamente, a produção fotográfica. As pessoas iam procurar, convencidas e na expectativa, pelo agenciamento de modelos e não pela produção fotográfica”, disse.

Ainda de acordo com a delegada, o foco da maioria era em relação a criança e adolescente. “Havia a expectativa dos pais de ver o filho em uma carreira de modelo. Nós estamos em um período de crise, então o Procon identificou várias mães e pais que estavam desempregados e se agarraram a esperança do agenciamento de modelos, mas que na verdade, se tratava de uma produção fotográfica e não de agenciamento de modelos”.

O diretor do Procon, Niverson Moura, disse que os valores pagos pelos pais eram variados. A agência iniciava solicitando o book mais caro e, dependendo da negociação, o valor baixava. Ainda segundo ele, esse valor variava, sendo o mais caro R$ 1.390 e o mais barato certa de R$ 300.

“Então esse valor podia ser pago a vista, e pagando a vista tinha desconto, poderia ser dividido no cartão. Esses pagamentos, ao contrário do que teria sido passado anteriormente, que seria para um fotógrafo terceirizado, esse pagamento seria para a própria agência”, explicou.

O Procon instaurou um procedimento administrativo, que está em fase de conclusão, para ser enviada uma notificação a empresa, para comparecer na sede do órgão, numa data agendada para a audiência. “Já contactamos os responsáveis pela agência. Eles prometeram comparecer, cooperar e a mudar os procedimentos que atuam, se estiverem de maneira irregular”, disse.

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