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Aeronave que fez pouso forçado com paraquedistas apresentou problemas a cerca de 270 metros de altitude, diz sobrevivente

Avião levava 16 pessoas quando uma pane elétrica obrigou o piloto a fazer um pouso forçado em Boituva (SP); dois atletas morreram. Polícia Civil e Cenipa investigam as causas do acidente.

Por g1 e TV TEM

Aeronave que fez pouso forçado com paraquedistas em Boituva apresentou problemas a cerca de 270 metros de altitude — Foto: Reprodução/TV TEM

Aeronave que fez pouso forçado com paraquedistas em Boituva apresentou problemas a cerca de 270 metros de altitude — Foto: Reprodução/TV TEM

A aeronave que fez um pouso de emergência e provocou duas mortes em Boituva, no interior de São Paulo, apresentou problemas a cerca de 900 pés (aproximadamente 275 metros) de altitude, de acordo com um paraquedista que estava no avião.

acidente ocorreu no início da tarde de quarta-feira (11) e dois atletas morreram com o impacto. Outras dez pessoas ficaram feridas e foram levadas para hospitais da região.

À TV TEM, o paraquedista Raphael Gonzales Alves, que estava na aeronave no momento do acidente, contou que estava se preparando para fazer um salto baixo, a seis mil pés, mas o avião não chegou na altitude necessária.

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra os atletas em um salto realizado antes da decolagem que terminou no pouso forçado 

“Meu grupo ia ser um dos primeiros a saltar porque o nosso objetivo era um salto de treinamento de navegação em pouso. Nós estávamos próximos à porta e seríamos os primeiros a sair. Iríamos saltar de seis mil pés e o restante do pessoal ia continuar subindo até 12 mil, mas acabou que ninguém chegou nessa altura”, lembra o atleta.

De acordo com a Associação de Paraquedistas de Boituva, a aeronave decolou com 16 pessoas do Centro Nacional de Paraquedismo (CNP), mas teve uma pane elétrica logo depois e o piloto precisou fazer um pouso de emergência na área rural da cidade.

“Entramos no avião, procedimento de decolagem padrão. Aí, a 900 e poucos pés de altitude (cerca de 275 metros), o alarme de emergência do avião começou a soar e o piloto então nos informou que era uma situação crítica, que era para todo mundo ficar em situação de emergência”, conta o paraquedista.

Ainda de acordo com Raphael, a aeronave tocou três vezes o solo antes de tombar e ficar com as rodas para cima. Ele contou que os atletas ficaram sabendo da situação de emergência, mas chegaram a pensar que conseguiriam pousar em segurança e até a comemorar antes da aeronave atingir um barranco.

“O segundo [toque da aeronave no chão] foi tranquilo, tanto que a gente chegou a comemorar, ficou aliviado. E no meio desse sentimento de alívio é que ocorreu essa infelicidade. O trem de pouso bateu no barranco, fazendo com que o avião capotasse e causou isso.”

Na tarde de quinta-feira (12), o paraquedista prestou depoimento à Polícia Civil de Boituva, que abriu um inquérito para investigar o caso. Além de ouvir os sobreviventes, em especial o piloto do avião, o delegado explicou que precisa dos laudos periciais para esclarecer as causas do acidente.

“Acredito que foi realmente uma fatalidade. Eu estou há muitos anos em Boituva e já investigamos vários acidentes com vítima fatal, mas com avião foi a primeira vez que aconteceu. Agora é trabalhar em conjunto com o CNP e outros órgãos para produzir um relatório que traga mais segurança para todos que frequentam e gostam muito do centro”, afirma o delegado Carlos Antônio Antunes.

A aeronave foi desmontada para perícia na quinta-feira e o motor do avião foi recolhido por equipes do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Imagens feitas pela TV TEM mostram que um braço mecânico foi utilizado para retirar os destroços da área dos fios de alta tensão em segurança (veja abaixo).

Equipes retiram destroços de avião que fez pouso forçado com paraquedistas em Boituva

Luto

Conforme o administrador do CNP, a empresa Skydive4Fun, responsável pela aeronave envolvida no acidente, não fez nenhum salto na quinta, nem fará na sexta-feira (13) em homenagem às vítimas. No entanto, as demais empresas continuam funcionando normalmente.

Vítimas foram identificados como André Luiz Warwar, de 53 anos, e Wilson José Romão Júnior, de 38 — Foto: Arquivo pessoal

Vítimas foram identificados como André Luiz Warwar, de 53 anos, e Wilson José Romão Júnior, de 38 — Foto: Arquivo pessoal

Os passageiros que morreram foram identificados como André Luiz Warwar, de 53 anos, e Wilson José Romão Júnior, de 38. André era funcionário da área de tecnologia da TV Globoe dirigia filmes.

Wilson José Romão Júnior, conhecido como “Juninho Skydive”, morava em Piracicaba (SP) e era instrutor de paraquedismo. Ele foi enterrado no Cemitério São Judas Tadeu, em Guarulhos (SP), às 13h de quinta-feira.

Já André será velado a partir das 10h desta sexta-feira (13) e enterrado no Cemitério São João Batista às 15h, na cidade do Rio de Janeiro.

Manutenção em dia

Conforme apurado pelo g1, o avião Cessna Aircraft 208, de matrícula PT-OQR, é o mesmo envolvido em um acidente que matou o paraquedista Alex Adelmann, de 33 anos, durante um salto em 2012.

Na época, foi constatado que o atleta foi atingido na nuca pela asa da aeronave logo após saltar no Centro Nacional de Paraquedismo (CNP), segundo o Cenipa. O piloto foi indiciado pela Polícia Civil por imprudência.

Avião caiu em Boituva, no interior de SP — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Avião caiu em Boituva, no interior de SP — Foto: Polícia Militar/Divulgação

No entanto, apesar do histórico, o presidente da Associação de Paraquedistas de Boituva (APB), Marcello Costa, afirmou que a aeronave apresentava bom estado de conservação e estava autorizada a realizar o transporte dentro da unidade.

Em nota, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmou que o avião estava com Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) em dia, ou seja, apta para realizar voos, de acordo com informações do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB).

A Anac disse ainda que, na configuração aprovada para o transporte de passageiros, a capacidade da aeronave é de até nove passageiros. No entanto, no caso da configuração para o lançamento de paraquedistas, em que são removidos os assentos, a avaliação da capacidade é feita pelo peso máximo de decolagem.

Com isso, “a aeronave pode realizar a operação de lançamento de paraquedistas com quantidades superiores a nove pessoas a bordo, limitada ao peso máximo de decolagem de 3.629 quilos”, conforme a agência.

Polícia Militar foi ao local do acidente envolvendo um avião em Boituva (SP) — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Polícia Militar foi ao local do acidente envolvendo um avião em Boituva (SP) — Foto: Polícia Militar/Divulgação

A Skydive4Fun afirmou que a aeronave tinha capacidade máxima para 15 paraquedistas e estava com todas as rotinas de manutenção em conformidade com as normas e regulamentos da Anac.

A empresa reforçou ainda que o “tripulante engajado na operação tem elevada experiência de voo e é devidamente habilitado pela Anac com todos os respectivos treinamentos em dia”.

Partes do avião que caiu em Boituva (SP) foram achadas — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Partes do avião que caiu em Boituva (SP) foram achadas — Foto: Polícia Militar/Divulgação

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